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Gestão da Tecnologia da Informação Era da Informação Introdução Você já deve ter ouvido a afirmação de que estamos vivendo na “Era da Informação”. É fato que vivemos em um tempo em que a informação é transmitida em grande quantidade e muita velocidade. A internet que, por si, já é uma das maiores invenções da humanidade, permite que as pessoas tenham acesso a um volume enorme de informações, muitas delas nem sequer existiam em outros tempos ou eram privilegiadas a somente uma parcela da população. O sociólogo norte americano Daniel Bell (nascido em 1919), provavelmente o pioneiro no uso da terminologia, avalia que a chamada “Era da Informação” tem seu início em 1956, quando o número de executivos ultrapassou o número de operários nos EUA. Segundo Bell, a sociedade caminhava em direção à predominância do setor de serviços. Em outras palavras, o poder se direcionava às pessoas que detinham algum conhecimento que interessava a outros. Vivemos de fato em um mundo extremamente dinâmico. Nessa realidade, cada vez mais o conhecimento será valorizado. Podemos prever que acumular informação, em breve, será tão rentável quanto era o fato de acumular patrimônio há pouco tempo atrás. Estes novos tempos exigem que as organizações tenham uma eficiente gestão estratégica, facilitada pela utilização de meios inteligentes, disponibilizados pela Tecnologia de Informação (TI) e pelos Sistemas de Informação (SI). Sendo necessário para as empresas, portanto, investir continuamente em inovações tecnológicas e no conhecimento como recursos estratégicos. Em todo o mundo, milhões de computadores interligam pessoas, que se atualizam com notícias, debatem os mais variados assuntos, trocam dados, pesquisam preços, fazem compras, trabalham, se divertem, estudam e realizam mais uma variedade de atividades que seriam impensáveis em outra época. O uso do termo “era da informação” também é uma forma de apontar os avanços das técnicas atuais de transformação da sociedade em comparação a outras anteriores. A era da informação emerge como uma substituição à era industrial que, por sua vez, emergiu outrora em substituição à era da agricultura. Hoje, é comum falar do alucinante ritmo das mudanças, mas um autor em especial percebeu que caminhávamos para isso ainda na década de 60. Seu nome é Alvin Tofler e esta percepção está presente no artigo escrito por ele que, posteriormente, virou seu livro mais famoso, “O choque do futuro”, de 1970. É de Tofler uma das frases mais repetidas no ramo das inovações: “a mudança não é simplesmente necessária para a vida – ela é a vida”. Para Toffler, teríamos “um excesso de mudanças em um curto espaço de tempo”. No segundo livro de sua trilogia, “A Terceira Onda”, de 1980, Toffler previu a mídia interativa, os bate-papo digitais, a popularização dos e-mails e outros avanços da Tecnologia da Informação e Comunicação, na chamada sociedade da informação. As páginas de redes sociais, por exemplo, estão entre os sites mais acessados frequentemente; essas páginas cresceram rapidamente e a cada dia mais usuários estão se cadastrando e usando-as. Assim, em um mundo globalizado e competitivo, o domínio de novas tecnologias interfere na produtividade e é essencial para o bom desempenho da maioria das atividades, sejam elas econômicas ou sociais. O rápido desenvolvimento da Internet, de suas aplicações e de seus serviços formam uma nova infraestrutura digital de comunicações com novos reflexos nas relações sociais. Conceitos São muitos os conceitos que poderíamos apresentar aqui para caracterizar a era da informação, no entanto, ao longo de outras lições desta disciplina, faremos uma ampla discussão sobre diversos conceitos importantes para Gestão da Tecnologia da Informação relacionados à inovação e tecnologia, sistemas de informação, redes, telecomunicações e ferramentas de tecnologia da informação e Comunicação. Assim, nesta lição introdutória, abordaremos apenas alguns dos conceitos essenciais (Dado, Informação, Conhecimento, Tecnologia da Informação e Comunicação, Hardware, Software e Internet), e três conceitos transformadores do momento mais atual da era da informação (Tecnologia Móvel, Computação em Nuvem e Big Data). Dado, Informação e Conhecimento · Dado Vamos iniciar a discussão do termo “dado” por suas definições mais genéricas. Para Ferreira et al. (1999), dado é o “princípio em que se assenta uma discussão” ou o “elemento ou base para a formação de um juízo”. Ou seja, trata-se daquilo que se conhece e a partir do que se inicia a resolução de um problema ou o desenvolvimento de um raciocínio. Dado também pode ser entendido como o resultado de algum cálculo ou pesquisa ou ainda para se referenciar a alguma característica de alguma coisa. Na terminologia adotada pela informática, dado é definido como “elemento de informação”, podendo ser qualquer registro ou indício relacionável a alguma entidade ou evento. Dado não é, necessariamente, resultado de uma intenção de registro de algo – o som produzido por um fenômeno natural, uma pegada, a sombra de um objeto, tudo isso pode ser dado. Assim, podemos afirmar que os dados representam um ou mais significados que, isoladamente e dificilmente, transmitem uma mensagem ou representa algum conhecimento; não é possível estabelecer um contexto nem um significado. Podemos até imaginar alguns significados, mas não há como assegurar sua validade. Para exemplificar, imagine uma pesquisa eleitoral em que são coletados dados de escolhas de eleitores. Cada eleitor participante da pesquisa informa suas escolhas sobre determinados candidatos. Essas opiniões não significam muita coisa se considerarmos o âmbito da eleição. No entanto, depois de serem integradas com as demais opiniões, poderemos ter algo significativo. · Informação Para diversos autores, informação é a interpretação ou significado dos dados, relacionando, portanto, dado à informação ao estabelecer uma condição necessária entre os dois conceitos. Sendo assim, não há informação sem dados, e dados não tem significância real antes de se tornarem informação. Existe, portanto, um elo entre os dois termos. Dessa forma, informações são dados tratados, são resultado do processamento dos dados, têm significado, podemos tomar decisões ou fazer afirmações considerando as informações. “A informação é fundamental para o apoio às estratégias e processos de tomada de decisão, assim como para o controle das operações organizacionais. A sua utilização representa uma intervenção no processo de gestão. Esse recurso é vital para a organização quando devidamente estruturado, integra as funções das várias unidades da empresa, por meio de diversos sistemas organizacionais”. Se pensarmos no mesmo exemplo da pesquisa eleitoral que citamos anteriormente, os dados dos entrevistados são processados e produzem informações. Estas informações podem apresentar, por exemplo, como resultado quem, naquele momento, ganharia a eleição. Para Beuren (2011), a informação é estratégica e está relacionada à gestão. Portanto, de acordo com Ferreira et al. (1999), a informação seria a medida da redução de incerteza, sobre determinado estado de coisas, por intermédio de uma mensagem. Informação, no entanto, não é Conhecimento; informação (matéria-prima para o conhecimento) é um bem comum ao qual todo cidadão deve ter direito/acesso, levando à socialização da informação, das oportunidades e do poder (REZENDE, 2014). · Conhecimento O conhecimento é a informação processada e transformada em experiência pelo indivíduo. É derivado das informações percebidas, interpretadas através de processos de aprendizagem. Dessa forma, o conhecimento é a capacidade de agir e prever o resultado das ações que o processamento da informação apresenta, somado ao repertório do pré-existente no próprio indivíduo. O processo de “aprender” pode ser compreendido como toda exposição a informações que, a partir deste momento, modificam o comportamento e relacionamento das pessoas com o ambiente que as cerca. O conhecimento está, então, estreitamente relacionado às capacidadesde percepção sensorial, processamento e filtragem da informação, além de capacidade de memorização. Tecnologia da Informação e Comunicação A tecnologia da informação e Comunicação (TIC) consiste, em linhas gerais, em recursos tecnológicos utilizados de forma integrada, que permite o armazenamento e processamento (e todos os seus fluxos) das informações e auxilia na comunicação dentro de uma organização e no cotidiano da população. Claro que, atualmente, a principal referência de TIC compreende tudo que se refere a computadores, software, redes, servidores, bancos de dados e infraestrutura de telecomunicações. Destacamos seis conceitos fundamentais associados à Tecnologia da Informação e Comunicação: · Hardware Pode ser compreendido como qualquer dispositivo que está conectado ao computador, bem como ele próprio: algo material. Na maior parte dos casos, o hardware contém uma placa de circuito e outros componentes eletrônicos. Neste conceito de Hardware, incluímos desde os primeiros computadores modernos, assim chamados os computadores digitais, que não utilizam componentes analógicos com base de seu funcionamento, como o ENIAC (de 1946), passando aos atuais notebooks e desktops pessoais e os nossos smartphones. Nesta evolução de Hardware, a primeira geração, iniciada na década de 1940, foi caracterizada por máquinas que tinham poucas aplicações e ocupavam uma área muito grande. A programação era muito complexa e o armazenamento dos programas e dados era realizado em cartões perfurados. A geração atual inicia com os primeiros computadores pessoais (PCs) na década de 1970. Esse momento foi importante para o mercado de TI, pois, a partir deste período, houve a redução drástica do tamanho e preço das máquinas. As CPUs atingiram o incrível patamar de bilhões de operações por segundo, permitindo que muitas tarefas fossem implementadas. Os computadores pessoais evoluíram em conceito para a chamada “computação de bolso”, que está cada vez mais presente nas nossas vidas. A principal tendência do futuro do Hardware é a união de todas as funcionalidades em um mesmo e pequeno aparelho, que vai executar todas as tarefas desejadas. · Software O termo inglês software foi utilizado pela primeira vez em 1958 por John Wilder Tukey, cientista americano. O software é uma sequência de instruções que são interpretadas pelo computador e permite ao usuário interagir com ele ou executar tarefas específicas que estavam pré-estabelecidas, daí vem o nome programa. Sem softwares, computadores seriam inúteis. Os softwares podem ser classificados em três tipos: Sistema Operacional – corresponde ao conjunto de informações processadas pelo processador que permite a interação entre usuário e os periféricos do computador. Engloba controladores de dispositivos como memória, impressora, teclado e vídeo. Software de Programação – é o conjunto de ferramentas que permitem que sejam desenvolvidos sistemas de informação através de diversas possibilidades de linguagens de programação. Software de Aplicação – são todos os programas que permitem ao usuário final executar uma série de tarefas em qualquer área de atividade. São ainda os jogos, aplicativos de celulares, os sistemas de automação industrial, entre outros. · Internet A chamada “rede das redes” foi criada em 1969, nos Estados Unidos. Chamada de Arpanet, tinha como função interligar laboratórios de pesquisa, conseguiu conectar as instituições acadêmicas entre Utah e da Califórnia, nos EUA. Esta rede era destinada a interligar os computadores de instituições acadêmicas e militares americanas, permitindo o compartilhamento de recursos entre os pesquisadores que trabalhavam com projetos estratégicos e militares. Apenas em 1983 foi feita segregação entre as aplicações para as áreas civil e militar e surgiu o nome Internet. Em 1986, a National Science Foundation criou uma ligação de alta velocidade com seu centro de supercomputadores e passou a promover a disseminação das informações científicas. O financiamento do governo Norte Americano, ainda ao fim da década de 1980, permitiu a formação uma infraestrutura de redes, chamada NSFnet que, conectada a outras redes públicas e privadas, configuram até hoje como o principal alicerce da Internet. O desenvolvimento da Internet superou qualquer expectativa e constituiu por si uma autêntica revolução na sociedade moderna. O sistema tornou-se um pilar das comunicações, do comércio e do entretenimento em todo o mundo. Mais da metade da população mundial já conta com acesso à internet, aponta o último relatório Digital in 2019, divulgado pelos serviços on-line Hootsuite e We Are Social. De acordo com as duas companhias, somos mais de 4 bilhões de pessoas conectadas à rede, enquanto as estimativas mais recentes apontam para uma população global de 7,7 bilhões de seres humanos. Os dados do IBGE de 2017 mostram que, praticamente, dois terços da população brasileira (69,8%) possuem conexão com a internet, são 126,3 milhões de usuários. Os smartphones são o principal meio de acesso, com 97% das pessoas acessando a internet por meio de seus celulares. · Tecnologia Móvel Para pessoas que vivem em zonas urbanas, é cada vez mais raro um momento off-line. Estamos quase sempre disponíveis, em permanente conectividade, graças à tecnologia móvel (ou portátil). Exemplos de dispositivos de TIC móveis incluem laptops, tablets, netbooks e smartphones. Qualquer tecnologia que permite seu uso durante a movimentação do usuário é uma tecnologia móvel, capaz de atingir o cotidiano das pessoas e fazer parte da vida delas, modificando suas rotinas e formas de tomar decisões. De acordo com as pesquisas mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2017), 77,1% da população brasileira possui algum tipo de celular ou dispositivo móvel. Tratando-se do acesso a rede como um todo, já são 116 milhões de pessoas conectadas à Internet. Isso significa que já nos encontramos adaptados ao uso desse tipo de tecnologia. Por isso, há uma forte tendência para a sua adoção em todos os segmentos. · Computação em Nuvem A computação em nuvem (Cloud Computing) é um conceito relacionado à tecnologia que está associado à possibilidade de utilizarmos as mais variadas aplicações, independente de plataforma, por meio da internet como se as tivéssemos instaladas em computadores locais. O processamento e a disponibilização dos dados podem estar em qualquer lugar do mundo. Dentre os principais fornecedores deste tipo de tecnologia, estão a Microsoft, Salesforce, Slytap, HP, IBM, Google e Amazon. São muitas as vantagens proporcionadas pela computação em nuvem, uma delas é o fato de ser indiferente o desempenho do computador do usuário, já que todas as tarefas são executadas em servidores remotos. A agilidade e a praticidade são outros benefícios, devido à possibilidade de acessar dados e aplicativos a partir de qualquer lugar e por diferentes tipos de aparelhos, bastando para isto uma conexão com a internet. Como desvantagens, destacam-se a vulnerabilidade dos dados em relação à sua segurança e à exigência de estabilidade na conexão. · Big Data Big Data é um termo usado para descrever o crescimento exponencial e a disponibilidade de dados estruturados e não estruturados, que necessitam de ferramentas especiais para lidar com estas grandes quantidades. As ferramentas para Big Data permitem que todas as informações possam ser encontradas, analisadas e também aproveitadas. Big Data também pode se referir ao conjunto de soluções tecnológicas (softwares de inteligência de mercado, CRM, aplicações analíticas, entre outros) para ser possível a extração de informações relevantes ao tomador de decisão referente a estes dados. As soluções de Big Data são criadas para trabalhar com um volume grande de dados estruturados e não-estruturados, ou seja, dados que não têm relação entre si e nem uma estrutura definida. Divergências da era industrial A transição da era industrial para a era da informação não acontece do dia para a noite. Aos poucos, o trabalhador industrial tradicional temsido substituído por um outro tipo de trabalhador, o trabalhador do conhecimento, que alia o trabalho manual ao teórico. O conhecimento conduz a novas formas de trabalho e de comunicação, a novas estruturas e tecnologias e a novas formas de interação humana. Como consequência, a sociedade da era da informação é marcada por um rápido crescimento do setor de serviços, em oposição ao manufaturado bem como o conhecimento e criatividade tornam-se os elementos cruciais para a economia. Segundo Schwab (2016), a humanidade experimenta mudanças profundas: “Estamos a bordo de uma revolução tecnológica que transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Em sua escala, seu alcance e sua complexidade, a transformação será diferente de qualquer coisa que o ser humano tenha experimentado antes”. Atualmente, observamos claramente que, em um cenário inovador, as organizações precisam promover inovações tecnológicas para sobreviverem no mercado competitivo e globalizado, sendo que uma das formas de promover essas inovações, e provavelmente a mais eficiente, é a efetiva utilização da gestão do conhecimento. Assim, na era da informação, o eixo principal é a tecnologia que tem como principal atividade o processamento das informações com base nas telecomunicações e computação, tendo como princípio o “conhecimento” em contraponto com “trabalho” da era industrial. Novas demandas de capacitação Estamos vivendo uma transição nas relações de trabalho como consequência da evolução dos processos produtivos. E nisso as tecnologias tiveram papel fundamental, buscando responder ao desafio de produzir sempre mais e melhor com menos trabalho. Em uma economia orientada pela informação, as organizações têm buscado modernizar-se através da aquisição de sistemas e equipamentos tecnológicos para automatizarem seus processos e acompanharem seus resultados. Para a operacionalização desta infraestrutura e garantir qualidade, produtividade e competitividade, é necessário capacitação e atualização profissional, adicionadas à educação formal e continuada, à formação de gestores, à descoberta de talentos e de ideias. As habilidades e profissões estão mudando em todo o mundo para atender ao mercado de trabalho. O relatório “O Futuro dos Empregos”, um documento do Fórum Econômico Mundial publicado em 2018, faz uma análise objetiva dessas mudanças. Após uma pesquisa internacional, o fórum apontou profissões promissoras ligadas à área da tecnologia. Engenheiro de software, analista de dados, desenvolvedor de aplicativos e especialista em e-commerce são algumas das funções que cresceram nos últimos anos e devem continuar assim pelos próximos. Itens como atendimento ao cliente, inovação, treinamento e desenvolvimento organizacional também estão em destaque na lista do fórum, ou seja, há um destaque na importância das pessoas na gestão das empresas. Esta combinação de áreas parece estabelecer a necessidade de “humanização da tecnologia”. Para Mattos & Guimarães (2013), as transformações oriundas das novas tecnologias abrem espaço para novas formas de trabalho: “Com o surgimento e o desenvolvimento de novas tecnologias da informação, a manipulação e a disseminação do conhecimento tem se dado de maneira cada vez mais acelerada, com maior qualidade e para mais pessoas. Esse contexto de transformações vem abrindo espaço para as novas formas de trabalho”. Mudanças na tecnologia, na cultura e na economia afetam o modo como as pessoas trabalham em todos os níveis no mundo inteiro. Essas mudanças afetaram tanto a maneira como os funcionários interagem quanto as ferramentas que eles usam para trabalhar. Representatividade da TIC na economia O setor de TIC é um dos mais dinâmicos em termos de inovações tecnológicas em âmbito mundial. Segundo relatório da Agência Brasileira De Desenvolvimento Industrial (2009), em alguns dos segmentos de TIC, como o de smartphones, o investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) pelos grandes players já era extremamente significativo em 2009; 7 das 20 maiores empresas inversoras em P&D no mundo pertenciam ao setor. A economia mundial está no meio de uma rápida transformação. Tendências da Internet, tecnologia móvel, redes sociais e Big Data desencadearam uma onda de inovações que está criando milhares de novas startups e posições de trabalho e está reinventando as indústrias tradicionais. Hoje, testemunhamos grandes tendências tecnológicas que estão transformando a sociedade, bem como os negócios e a economia. Toda indústria agora é altamente ou totalmente afetada pelo surgimento de tendências de tecnologia da informação e Comunicação, como computação em nuvem, redes sociais e Big Data que estão redesenhando a paisagem da economia global. A principal consequência desse surgimento é o deslocamento de alguns empregos, que mudou o mapa dos empregos mais solicitados no mercado global e também está permitindo e criando novos perfis de cargos. A Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) informa no seu relatório setorial referente ao ano de 2017 os números do mercado brasileiro de empresas de TIC (que engloba companhias de hardware, software, serviços, nuvem, estatais BPO e exportações). Os dados mostram que o setor produziu R$ 195,7 bilhões em 2017, um crescimento de 12,7% em relação ao ano anterior. Quando somado ao mercado de Telecom (voz, celular e dados), a movimentação soma R$ 467,8, crescimento de 5,4% em relação a 2016. O total o mercado de tecnologia como um todo representou 7,1% de participação no PIB. Conclusão Demos um primeiro passo em nossa jornada em busca da compreensão da era da informação e do atual cenário relacionado às novas tecnologias e espero que você esteja animado para as próximas descobertas. Como vimos, a “era da informação” emerge como uma substituição à era industrial, em que o rápido desenvolvimento da Internet, de suas aplicações e de seus serviços formam uma nova infraestrutura digital de comunicações com novos reflexos nas relações sociais e econômicas. Trata-se de uma revolução tecnológica que já transforma fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Referências AGÊNCIA BRASILEIRA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL. Estudo prospectivo setorial: Tecnologia da Informação e Comunicação. Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial. – Brasília: ABDI, 2009. BEUREN, I. M. Gerenciamento da informação: um recurso estratégico no processo de gestão empresarial. 2. ed. 6. reimp. São Paulo: Atlas, 2011. BRASSCOM. 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