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Anexo 05 
 
 Centro universitário 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO: ENFERMAGEM. DISCIPLINA: ESTÁGIO CURRICULAR 
 
 
NOME DO ALUNA: ERLETE ALVES DE SOUSA MORAIS 
 
Nº matrícula UL23105073 
 
 POLO: BACABAL 
DATA: 7 de maio de 2006 
 
 
1 
 
TÍTULO DO ROTEIRO: Avaliação do Pé Diabético na UBS 
INTRODUÇÃO: A avaliação do pé diabético representa um cuidado prioritário no 
atendimento à pessoa com diabetes mellitus na Atenção Primária à Saúde. Essa prática, 
realizada de forma periódica, permite a detecção precoce de alterações sensoriais, 
circulatórias e estruturais nos pés, prevenindo infecções, úlceras e amputações, que ainda 
são causas frequentes de internações e morbidade entre os diabéticos. No estágio 
supervisionado pela enfermeira Milena na UBS, foi possível vivenciar a importância dessa 
avaliação clínica sistematizada. O processo se inicia com a anamnese dirigida, onde são 
investigadas queixas de dor, sensações de formigamento, histórico de feridas anteriores, 
tipo de calçado utilizado e hábitos de higiene. Essas informações são cruciais para 
classificar o risco de complicações e orientar o plano de cuidados com base nas reais 
necessidades do paciente. 
Durante a inspeção física dos pés, são observados diversos aspectos, como coloração da 
pele, presença de rachaduras, calos, fissuras, lesões, integridade das unhas, e sinais de 
ressecamento. Também são analisadas deformidades anatômicas, como dedos em garra, 
joanetes e alterações na distribuição do peso corporal, que podem favorecer a formação 
de úlceras em pontos de pressão. A temperatura da pele é avaliada com o dorso da mão, 
o que auxilia na identificação de alterações circulatórias, como isquemia. A análise dos 
calçados também é parte da avaliação, verificando-se se são fechados, confortáveis e 
sem costuras internas que possam ferir os pés. Esses cuidados simples são 
extremamente eficazes na prevenção de agravos, e durante o estágio, os alunos foram 
orientados a executar essa avaliação com atenção aos mínimos detalhes. 
Uma etapa crucial é a realização dos testes neurológicos, que incluem a avaliação da 
sensibilidade tátil com monofilamento, a sensibilidade térmica com tubos de água fria e 
quente, a dolorosa com objeto pontiagudo e a vibratória com diapasão. A perda dessas 
sensibilidades indica a presença de neuropatia periférica, um dos fatores mais graves e 
silenciosos que colocam o paciente em risco. Testar os reflexos dos membros inferiores 
também faz parte da avaliação neurológica, sendo importante para detectar alterações 
motoras. Esses testes são rápidos e indolores, mas exigem conhecimento técnico e 
prática. A atuação dos alunos, sob supervisão, demonstrou como a enfermagem é 
essencial na detecção precoce de alterações que muitas vezes passam despercebidas 
pelo próprio paciente. 
Por fim, a consulta é finalizada com a orientação individualizada ao paciente, reforçando 
os cuidados diários com os pés, como lavagem e secagem adequadas, uso de 
hidratantes, corte correto das unhas, observação de feridas e escolha de calçados 
fechados e confortáveis. A educação em saúde é uma das ferramentas mais importantes 
da enfermagem e deve ser oferecida de forma clara, acessível e contínua. No contexto da 
UBS, onde o vínculo entre equipe e paciente é mais estreito, essas orientações têm maior 
impacto na prevenção de agravos. O estágio demonstrou que a avaliação do pé diabético 
é mais do que um procedimento técnico: é um ato de cuidado integral, prevenção e 
promoção da saúde. 
2 
 
 RESULTADOS E DISCUSSÃO 
 Durante a realização da avaliação do pé diabético na UBS, observou-se que alguns alunos 
apresentaram insegurança na execução dos testes de sensibilidade, especialmente no uso 
correto do monofilamento e do diapasão. Houve também dificuldades em identificar sinais 
sutis de alteração na coloração da pele e temperatura, o que pode comprometer a detecção 
precoce de complicações. Alguns estudantes não seguiram corretamente a ordem da 
avaliação, deixando de iniciar pela anamnese detalhada. Outro erro frequente foi o 
esquecimento da inspeção dos calçados, parte essencial do exame. A comunicação com o 
paciente, em alguns momentos, foi feita de maneira técnica demais, dificultando o 
entendimento. Essas falhas foram corrigidas pela supervisora Milena, que reforçou a 
importância da prática, da atenção aos detalhes e da linguagem acessível ao paciente para 
garantir a eficácia da consulta de enfermagem. 
● 0 1 – Inspeção Visual dos Pés 
 A inspeção visual consistiu na observação detalhada dos pés do paciente, 
verificando lesões, calosidades, deformidades, áreas de ressecamento e 
coloração alterada. Essa etapa é fundamental para a prevenção do pé diabético, 
pois o reconhecimento precoce dessas alterações reduz o risco de complicações 
graves, como úlceras e amputações. O procedimento foi realizado em ambiente 
com iluminação adequada, respeitando o protocolo. Nenhum erro foi identificado, 
porém ressaltou-se a necessidade de registrar as alterações para 
acompanhamento. 
● 0 2 – Avaliação da Sensibilidade Tátil (Monofilamento de 10g) 
 Foi utilizado o monofilamento em nove pontos dos pés para testar a sensibilidade 
tátil, fundamental para detectar neuropatia periférica. O paciente respondeu 
adequadamente em todos os pontos. Inicialmente, o aluno aplicou pressão 
insuficiente em um ponto, sendo corrigido após orientação para garantir a eficácia 
do teste. O conhecimento teórico reforça que a perda da sensibilidade tátil é um 
fator de risco para lesões no pé diabético, justificando a importância deste exame. 
● 0 3 – Avaliação da Sensibilidade Térmica 
 A sensibilidade térmica foi avaliada com o uso de uma haste metálica fria e um 
objeto neutro, aplicados alternadamente em áreas específicas dos pés. O paciente 
conseguiu distinguir corretamente os estímulos após a explicação clara do 
procedimento. A prática é fundamentada na teoria que associa a perda dessa 
sensibilidade à neuropatia, um dos principais fatores para o desenvolvimento de 
lesões. Houve um pequeno erro inicial na comunicação, corrigido com orientação. 
● 0 4 – Avaliação da Sensibilidade Dolorosa 
 Utilizando um palito descartável, foi avaliada a percepção da dor em pontos 
pré-determinados dos pés. O paciente identificou todos os estímulos dolorosos, 
demonstrando sensibilidade preservada. A avaliação da sensibilidade dolorosa é 
importante para identificar áreas de risco de trauma, uma vez que a perda dessa 
percepção pode levar a ferimentos sem que o paciente perceba. O procedimento 
foi conduzido corretamente, sem intercorrências. 
● 05 – Avaliação da Sensibilidade Vibratória (Diapasão de 128 Hz) 
 O diapasão foi aplicado na articulação interfalângica do hálux para avaliar a 
percepção vibratória, que geralmente é a primeira a ser afetada na neuropatia 
diabética. O paciente apresentou resposta positiva, indicando sensibilidade 
vibratória intacta. Durante o procedimento, houve dificuldade inicial em manter o 
diapasão vibrando, que foi corrigida após orientação. A prática segue a teoria que 
destaca a importância desse exame para o diagnóstico precoce. 
3 
 
 
● Principais práticas realizadas no estágio 
● 
● 06: Inspeção Visual dos Pés 
 O aluno responsável realizou a inspeção detalhada dos pés do paciente, 
observando calos, lesões, alterações de cor e deformidades. Essa prática é 
essencial para identificar precocemente sinais do pé diabético, prevenindo 
complicações como úlceras. A execução foi feita em local iluminado e com o 
paciente em posição confortável, conforme as normas técnicas. O aluno destacou 
a importância do registro das alterações para acompanhamento clínico. 
● 07: Avaliação da Sensibilidade Tátil (Monofilamento) 
 Nesta etapa, o aluno aplicou o monofilamento em novepontos de cada pé para 
avaliar a percepção tátil, importante para detectar neuropatia. Inicialmente, houve 
dificuldade em aplicar a pressão correta, mas após orientação, o teste foi 
realizado conforme o protocolo. O paciente respondeu positivamente em todos os 
pontos, indicando sensibilidade preservada. 
● 08: Avaliação da Sensibilidade Térmica 
 O aluno utilizou uma haste metálica fria e um objeto neutro para testar a 
percepção térmica nos pés do paciente. Após explicação clara do procedimento, o 
paciente identificou corretamente os estímulos. Essa prática é baseada no 
conceito de que a neuropatia afeta a capacidade de distinguir temperaturas, 
aumentando o risco de lesões. 
● 09: Avaliação da Sensibilidade Dolorosa 
 Durante esta prática, o aluno avaliou a sensibilidade dolorosa usando um palito 
descartável. O paciente relatou sentir os estímulos em todos os pontos testados, 
indicando sensibilidade normal. A técnica foi aplicada corretamente, reforçando 
sua importância para detectar áreas de risco de trauma inadvertido. 
● 10: Avaliação da Sensibilidade Vibratória (Diapasão) 
 O aluno aplicou o diapasão de 128 Hz na articulação do hálux para verificar a 
percepção vibratória. Inicialmente, o aluno teve dificuldade em manter a vibração 
constante, mas corrigiu a técnica após instrução. O paciente apresentou resposta 
positiva, indicando sensibilidade vibratória preservada. 
● 11: Orientação ao Paciente sobre Cuidados com o Pé 
 Neste roteiro, o aluno realizou a orientação ao paciente sobre a importância dos 
cuidados diários com os pés, incluindo higiene, hidratação, uso adequado de 
calçados e inspeção regular para prevenir complicações. A prática educativa foi 
baseada nas recomendações do Ministério da Saúde e reforçou o papel do 
enfermeiro na promoção da saúde e prevenção do pé diabético. 
● Conclusão 
● A avaliação do pé diabético é um procedimento essencial para prevenir 
complicações graves, como úlceras e amputações, comuns em pacientes 
diabéticos. Durante o atendimento, é fundamental realizar uma inspeção 
cuidadosa e testes específicos para detectar alterações sensoriais e circulatórias 
que indicam risco de lesões. O profissional de enfermagem deve estar atento aos 
sinais de neuropatia e má circulação, garantindo um diagnóstico precoce. Além 
disso, a orientação ao paciente sobre cuidados diários, como higiene adequada, 
uso de calçados apropriados, hidratação da pele e inspeção regular dos pés, é 
crucial para evitar agravamentos. Essas práticas educativas promovem a 
autonomia do paciente e contribuem para a manutenção da saúde e qualidade de 
vida, tornando o papel do enfermeiro indispensável no controle e prevenção do pé 
diabético. 
4 
 
 
 
 
 
 
 
Referências Bibliográficas 
BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas: Pé Diabético. 
Brasília: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br. 
Acesso em: 29 maio 2025. 
FELDMAN, B. F. ZINK, C. J. Enfermagem no cuidado do paciente diabético. 3. ed. Rio de 
Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. 
GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 12. ed. Rio de Janeiro: 
Elsevier, 2016. 
SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Diretrizes da Sociedade Brasileira de 
Diabetes 2023-2024. São Paulo: SBD, 2023. Disponível em: https://www.diabetes.org.br/. 
Acesso em: 29 maio 2025. 
TANAKA, O. M.; MOTOYAMA, H.; MOTOYAMA, C. M. Fisioterapia no pé diabético: 
prevenção e tratamento. São Paulo: Manole, 2020. 
 
Sites Consultados 
● Ministério da Saúde — Saúde do Adulto: Diabetes Mellitus e Pé Diabético 
 
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-da-adulto/diabetes-mellitus-e-pe-di
abetico 
 
● Sociedade Brasileira de Diabetes 
 https://www.diabetes.org.br 
 
● Associação Brasileira de Enfermagem 
 https://www.abennacional.org.br 
 
 
 
 
5 
https://www.gov.br/saude/pt-br
https://www.diabetes.org.br/
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-da-adulto/diabetes-mellitus-e-pe-diabetico
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-da-adulto/diabetes-mellitus-e-pe-diabetico
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-da-adulto/diabetes-mellitus-e-pe-diabetico
https://www.diabetes.org.br
https://www.abennacional.org.br
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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	Referências Bibliográficas 
	Sites Consultados