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COLONIZAÇÃO – PROBLEMA ENRAIZADO 
Desde o período colonial, a questão da infância esteve atrelada a relações de exploração: 
No período da “colonização” os jesuítas se dedicaram às práticas salvacionistas para as crianças 
indígenas. Em meio às preocupações com o povoamento da nação, havia o interesse em garantir 
a sujeição dos nativos à Coroa portuguesa, às disposições legais da corte e à religião católica, 
pois a dominação. 
Houve um aumento na importação de escravos africanos para as plantações no Brasil. O 
tratamento dispensado a esses escravos foi marcado por brutalidades e subjugações 
semelhantes às infligidas aos indígenas. Filhas de escravos, a partir dos sete anos deixavam de 
ser vistos como crianças e deveriam ser expostas ao trabalho. A Igreja tornava essa prática 
legítima, através do discurso de que por meio do trabalho os pequenos adquiririam consciência 
e responsabilidade. (formas de controle social sob contingente infanto-juvenil negro, dando-lhe 
ares de educativa e salvadora) 
Roda dos Expostas – nesse meio tempo, recolhimento de crianças mestiças abandonadas que 
eram filhas dos senhores com as escravas: a moral crista considerada reprovável, entro a igreja 
criou um sistema de recolhimento nos portões dos hospitais, conventos e ruas dos núcleos 
urbanos. 
 
TRANSIÇÃO 
Transição do século XIX para o XX – aparece um discurso de prática higienista para infância e 
adolescência, queriam esbranquiçar o Brasil, justificando o preconceito através dessas politicas 
higienistas (foco de algumas áreas como direito, medicina, criminologia e pedagogia). 
Controle social era baseado que: crianças abandonadas eram perigosas. As classes ricas eram 
orientadas a temer a deliquencia preservando as crianças ricas, legitimando também a exclusão 
social das crianças pobres, fazendo com que houvesse um modelo politico-criminal seletivo e 
excludente, onde so o pobre se lasca. 
As famílias pobres não estavam se adaptando adequadamente, ocorrendo no Brasil uma 
separação legal entre as ações direcionadas às famílias ricas e às famílias pobres. Aí houve a 
criação legal de uma categoria de pessoas consideradas "anormais" e que estariam 
inevitavelmente ligadas à criminalidade. Essa categoria era conhecida como "o menor. 
Foi criado um aparato politico-criminal destinado a esses menores, formados por instituições 
publicas, fingindo serem educacionais e humanitários. Essas instituições tinham caráter moral 
do recolhimento desses menores, com o discurso protetivo, salvacionista e moral, dizendo que 
só seriam alguém de valor se eles trabalhassem. Dessa forma, houve segregação social e trabalho 
infantil e juvenil. 
CÓDIGO DE MENORES: Então criaram o Código de Menores, onde foi estabelecido o chamado 
modelo tutelar, que propiciou a emergência de um sistema de Justiça Juvenil excludente baseado 
no chamado menor como indivíduo anormal, incompleto, irregular, anormal. As autoridades 
intervinham na vida das famílias pobres, fazendo elas perderem a guarda dos filhos porque eram 
desestruturados. Quem aplicavam esse código era a SAM, FUNABEM e a FEBEM. 
 
Com a constituição de 1988 que era humanista já, os direitos para as crianças e adolescentes são 
tratados numa nova perspectiva: internacionalmente, queriam que o Brasil adequasse sua 
legislação juvenil indo de encontro com a Convenção sobre os Direitos da Criança. É aí que o 
Estado chama a sociedade e a família pra intervir na questão da infância e adolescência. 
 
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 
Foi então que foi criado o ECA em 1990, que regulamenta todas as questões relacionadas as 
crianças e adolescentes, e as definições das questões familiares; disciplina a politica social; fixa 
medidas socioeducativas nas infrações penais. 
O ECA também faz funcionar os Conselhos Tutelares, faz as crianças e adolescentes acessarem a 
justiça, e apresenta a proteção integral (as crianças não tem as mesmas penas que os adultos, e 
não é nem chamado de crime, mas sim, InFrAçÃo PeNaL) 
O ECA foi baseado na convenção q eu citei la em cima, reforçando que é dever de todo mundo 
assegurar os direitos e oportunidades aos menores de 18 para proporcionar o desenvolvimento 
físico,mental,etc. 
O Estatuto fala também que os atos infracionais (crime que OS ADOLESCENTES 12-18 anos 
cometem) são penalmente inimputáveis, e ESSES ADOLESCENTES são sujeitos as medidas 
socioeducativas, do tipo: advertência; liberdade assistida; reparar o dano.... 
Já as crianças (0-12) quando cometem esses atos, esta sujeitas as medidas de proteção. 
Os bandidos de menor normalmente são homens, de 16-17 anos, preto e pardos 
 
Justiça Restaurativa 
O modelo prisional punitivo adotado na maioria dos países não é eficaz na abordagem, redução 
ou prevenção da criminalidade e da violência decorrentes dos crimes. Como alternativa, o que 
mais fez eco foi a Justiça Restaurativa. 
A Justiça Restaurativa passou a ser vista como uma abordagem promissora, pois, além de reduzir 
a criminalização, busca formas informais de resolução de conflitos que envolvem a participação 
das partes afetadas. 
Rodrigues diz que para Zerh, o modelo restaurativo deve ser construído pelas comunidades, pois 
está atrelado à cultura e às características de cada grupo social. 
Para Rodrigues, a justiça restaurativa é um movimento social que se opõe ao modelo punitivo: É 
uma abordagem mais voltada para a restauração (de responsabilidade, a reconciliação e a cura) 
do que para a punição. Nesse modelo de JR, apresenta: ações de apoio a vitima; comunicação 
entre vitima e ofensor; círculos de sentenças; comitês de paz; serviço comunitários.

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