Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
2
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
3
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
Núcleo de Educação a Distância
GRUPO PROMINAS DE EDUCAÇÃO
Diagramação: Rhanya Vitória M. R. Cupertino
Revisão Ortográfica: Clarice Virgilio Gomes / Bianca Yureidini Santos
PRESIDENTE: Valdir Valério, Diretor Executivo: Dr. Willian Ferreira.
O Grupo Educacional Prominas é uma referência no cenário educacional e com ações voltadas para 
a formação de profissionais capazes de se destacar no mercado de trabalho.
O Grupo Prominas investe em tecnologia, inovação e conhecimento. Tudo isso é responsável por 
fomentar a expansão e consolidar a responsabilidade de promover a aprendizagem.
4
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
Prezado(a) Pós-Graduando(a),
Seja muito bem-vindo(a) ao nosso Grupo Educacional!
Inicialmente, gostaríamos de agradecê-lo(a) pela confiança 
em nós depositada. Temos a convicção absoluta que você não irá se 
decepcionar pela sua escolha, pois nos comprometemos a superar as 
suas expectativas.
A educação deve ser sempre o pilar para consolidação de uma 
nação soberana, democrática, crítica, reflexiva, acolhedora e integra-
dora. Além disso, a educação é a maneira mais nobre de promover a 
ascensão social e econômica da população de um país.
Durante o seu curso de graduação você teve a oportunida-
de de conhecer e estudar uma grande diversidade de conteúdos. 
Foi um momento de consolidação e amadurecimento de suas escolhas 
pessoais e profissionais.
Agora, na Pós-Graduação, as expectativas e objetivos são 
outros. É o momento de você complementar a sua formação acadêmi-
ca, se atualizar, incorporar novas competências e técnicas, desenvolver 
um novo perfil profissional, objetivando o aprimoramento para sua atu-
ação no concorrido mercado do trabalho. E, certamente, será um passo 
importante para quem deseja ingressar como docente no ensino supe-
rior e se qualificar ainda mais para o magistério nos demais níveis de 
ensino.
E o propósito do nosso Grupo Educacional é ajudá-lo(a) 
nessa jornada! Conte conosco, pois nós acreditamos em seu potencial. 
Vamos juntos nessa maravilhosa viagem que é a construção de novos 
conhecimentos.
Um abraço,
Grupo Prominas - Educação e Tecnologia
5
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
6
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
Olá, acadêmico(a) do ensino a distância do Grupo Prominas!
É um prazer tê-lo em nossa instituição! Saiba que sua escolha 
é sinal de prestígio e consideração. Quero lhe parabenizar pela dispo-
sição ao aprendizado e autodesenvolvimento. No ensino a distância é 
você quem administra o tempo de estudo. Por isso, ele exige perseve-
rança, disciplina e organização. 
Este material, bem como as outras ferramentas do curso (como 
as aulas em vídeo, atividades, fóruns, etc.), foi projetado visando a sua 
preparação nessa jornada rumo ao sucesso profissional. Todo conteúdo 
foi elaborado para auxiliá-lo nessa tarefa, proporcionado um estudo de 
qualidade e com foco nas exigências do mercado de trabalho.
Estude bastante e um grande abraço!
Professora: Caroline Barbosa
7
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
O texto abaixo das tags são informações de apoio para você ao 
longo dos seus estudos. Cada conteúdo é preprarado focando em téc-
nicas de aprendizagem que contribuem no seu processo de busca pela 
conhecimento.
Cada uma dessas tags, é focada especificadamente em partes 
importantes dos materiais aqui apresentados. Lembre-se que, cada in-
formação obtida atráves do seu curso, será o ponto de partida rumo ao 
seu sucesso profisisional.
8
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
Esta unidade analisará os principais aspectos relacionados 
a perícia contábil, desde seu histórico até como se dá sua aplicação, 
finalizando com o estudo acerca do laudo pericial, as perícias contá-
beis são de suma importância na investigação de diversas questões, 
a exemplo das questões patrimoniais, sendo ela um meio probante, o 
que faz dela também um meio de solução de conflitos, o perito deve 
ser alguém preparado profissionalmente para o cargo, sendo ele esco-
lhido por um juiz em caso de demandas judiciais, ou pelas partes em 
caso de demandas extrajudiciais, caberá a esse perito de forma zelo-
sa averiguar o objeto periciado, para ao final, prestar suas conclusões 
em um laudo pericial, o estudo dessa matéria focará sempre no perito 
contábil, sendo ela de suma importância, principalmente ao profissio-
nal de contabilidade que deseja se tornar perito.
Contabilidade. Perícia. Laudo Pericial.
9
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
 CAPÍTULO 01
INTRODUÇÃO A PERÍCIA CONTÁBIL
Apresentação do Módulo ______________________________________ 11
12
34
17
Aspectos Básicos da Governança Corporativa ___________________
Plano de Trabalho Operacionalização da Perícia Contábil, Perícia 
Judicial e Extrajudicial _________________________________________
Conceitos e Objetivos da Perícia; Investigações Técnicas acerca de 
um Fato Patrimonial ____________________________________________
 CAPÍTULO 02
PERÍCIA CONTÁBIL APLICADA
Fundamentos Teóricos e Éticos da Perícia Contábil _____________ 29
26Recapitulando ________________________________________________
Aplicações da Perícia Contábil __________________________________ 41
23Aspectos Históricos, Fundamentos; Legais, Sociais e Conceituais 
Recapitulando _________________________________________________ 44
 CAPÍTULO 03
O DIREITO E A PERÍCIA CONTÁBIL
Quesitos, Normas Brasileiras da Perícia e do Perito ____________ 47
Modelo Pericial – Cartas, Mandatos, Petições e Laudo Pericial ___ 54
10
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
Recapitulando __________________________________________________ 62
Fechando a Unidade ____________________________________________ 65
Referências _____________________________________________________ 68
11
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
O presente módulo tem como objetivo mostrar ao estudante 
uma introdução ao estudo da perícia contábil, e demonstrar ao estudan-
te a importância desse meio probatório na solução das mais diversas 
lides envolvendo questões ligadas a Contabilidade.
Iniciaremos o estudo trazendo os conceitos e objetivos da pe-
rícia contábil, primeiramente, questões relacionadas a governança cor-
porativa e logo em seguida dando início ao estudo das perícias pro-
priamente dito, esse estudo é de suma importância na introdução do 
estudante a essa disciplina.
Logo mais, veremos que o estudo das perícias está regrado 
à uma ampla normatização, assim como toda profissão e todo ato pro-
fissional, sendo as perícias importantes instrumentos dentro do campo 
judicial, do campo semijudicial, do extrajudicial e da arbitragem.
A perícia contábil, tanto a judicial, como a extrajudicial, é de 
competência exclusiva do contador registrado em Conselho Regional 
de Contabilidade. Entende-se como perícia judicial, aquela exercida sob 
a tutela da justiça. A perícia extrajudicial é aquela exercida no âmbito 
arbitral, estatal ou voluntária.
O perito sofre limitações legais devido a normatização jurídica 
que disciplina as perícias, além das limitações citadas acima, os peri-
to-contadores podem sofrer apenamentos, ou seja, penalidades, caso 
queiram deixar as partes e o juiz dependentes de seu trabalho, levar 
vantagem financeira, por prestarem serviços para qual não estejam ha-
bilitados, por saberem a verdade e não a declararem nos autos, fazer 
afirmação falsa e induzir o juiz ao erro.
Outra questão importante trazida a esse estudo trata-se dos 
quesitos que devem ser formulados para o perito, esses devem ser os 
mais objetivos possíveis, esses quesitos poderão serto-contabil/?gclid=Cj0KCQjw6NmHBhD2ARIsAI3hrM38rH-
03zInzbGN9KIPqVrD-vqdkglqFmGFOjfV8XvYGVGCNo2oH-
DgEaAs38EALw_wcB e https://paulalgn.jusbrasil.com.br/
artigos/152495882/quesitos-para-pericia-contabil 
44
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
TREINOS INÉDITOS
QUESTÃO 1
A perícia contábil do tipo voluntária é aquela:
A) Exercida sob o controle da legislação societária e supervisão judicial;
B) Exercida sob o controle da legislação de arbitragem e supervisão 
judicial;
C) Executada sob o controle de órgão do Estado e supervisão judicial;
D) Exercida sob a tutela da justiça e supervisão governamental;
E) Contratada espontaneamente pelo interessado ou de comum acordo 
entre as partes.
QUESTÃO 2
João, contador em situação regular no Conselho Regional de Con-
tabilidade de sua jurisdição, emitiu, após ter sido intimado pelo 
Poder Judiciário, laudo e parecer técnico-contábil para subsidiar a 
solução de um litígio:
Nesse caso, João realizou atividade de:
A) Auditoria independente;
B) Auditoria interna;
C) Auditoria operacional;
D) Consultoria financeira;
E) Perícia contábil.
QUESTÃO 3
O laudo pericial contábil e o parecer pericial contábil têm por limite:
A) Os objetivos da perícia deferida ou contratada;
B) A identificação do processo e das partes;
C) A síntese do objeto da perícia;
D) A metodologia adotada para os trabalhos periciais e esclarecimentos;
E) O lapso temporal da perícia a ser realizada.
QUESTÃO 4
A perícia contábil arbitral é de competência exclusiva para:
A) Contador registrado no Conselho Regional de Contabilidade;
B) Bacharel em Ciências Contábeis;
C) Contabilista registrado no Conselho Regional de Contabilidade;
D) Técnico de contabilidade registrado no Conselho Regional de Con-
tabilidade;
E) Economista registrado no Conselho de Economia.
45
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
QUESTÃO 5
De acordo com a definição dada pelas normas técnicas vigentes, o 
zelo profissional do perito contábil:
A) Recomenda que o perito não deve restringir seus trabalhos ao con-
teúdo técnico-científico;
B) Não significa que o perito deva avocar para si a responsabilidade 
pessoal por todas as informações prestadas no laudo pericial contábil;
C) Não compreende necessariamente o cumprimento dos prazos nos 
termos contratados em perícia extrajudicial;
D) É o cuidado que ele deve dispensar na execução de suas tarefas, em 
relação à sua conduta, documentos, prazos e tratamento dispensado às 
autoridades, a fim de que seja respeitado;
E) Importa não modificar seu posicionamento após críticas ou argumen-
tos contrários.
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE
Discorra acerca da Perícia Arbitral.
NA MÍDIA
PIZZOLATO: NOVO LAUDO PERICIAL REFORÇA SUA INOCÊNCIA
A Ação Penal 470, que foi amplamente popularizada com o apelido de 
“Mensalão”, concluiu que 74 milhões de reais, pertencentes ao Ban-
co do Brasil, foram desviados com autorização de Henrique Pizzolato. 
Contrariamente, o laudo contábil do perito judicial Fernando César Gua-
rany, que veio a público no final de 2020, afirma que os recursos não 
pertenciam ao Banco do Brasil, que Henrique Pizzolato não tinha pode-
res para autorizar seu uso e que há provas documentais de que mais de 
90% foram utilizados para ações de marketing.
Esses três pontos eram vitais para sustentar todo o caso do Mensalão: o 
castelo ruiria se o dinheiro não tivesse sido desviado, se não fosse dinhei-
ro público e se um petista, Pizzolato, não tivesse comandado o desvio.
Fonte: Carta Maior
Data: 27/02/2021.
Leia a notícia na íntegra: Acesso em: 20/07/2021.
NA PRÁTICA
O perito contábil, quando está na função de assistente técnico, pode 
oferecer colaboração deveras importante aos advogados, debatendo 
com os mesmos as possibilidades técnicas quanto ao desenvolvimento 
da prova técnica contábil, culminando por sugerir quesitos ou proposi-
46
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
ções que possam solucionar os fatos controvertidos objetos da lide.
Corroborando com o trabalho realizado pelo perito assistente, este pro-
fissional deve possuir as mesmas qualificações, sendo que o mesmo 
pode vir a atender a parte que o contratou. Ou seja, realiza as mesmas 
funções de modo legal, seguindo aos procedimentos designados, mas 
estando a serviço daquele a quem ele foi contratado.
PARA SABER MAIS
Acesse os links: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/contabili-
dade/pericia-contabil#32-O-TRABALHO-REALIZADO-PELO-PERITO-
-OFICIAL Acesso em: 20/07/2021. 
47
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
QUESITOS, NORMAS BRASILEIRAS DA PERÍCIA E DO PERITO
A demanda judicial é caracterizada por um conflito de interes-
ses, nele, uma das partes postula o reconhecimento de algum direito, 
enquanto a outra parte resiste a aplicação deste, não encontrando ele-
mentos suficientes para a formação de sua convicção valorativa sobre 
questões técnicas ou fáticas discutidas, pode o condutor judicial, a pe-
dido de qualquer uma das partes ou por sponte própria, instaurar a fase 
de produção de provas, delas se destaca a prova pericial técnica.
Solicitada a perícia, o juiz será responsável por fixar os pontos 
controvertidos da demanda, escolhendo o perito responsável e questio-
nando a esse quais os pontos que deverão ser esclarecidos na deman-
da, as partes também poderão realizar quesitos ao perito.
O DIREITO E A PERÍCIA CONTÁBIL
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
47
48
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
Art. 465. O juiz nomeará perito especializado no objeto da perícia e fixará de 
imediato o prazo para a entrega do laudo.
Os quesitos elaborados em um processo são as perguntas ou 
questionamentos realizados a respeito de um determinado assunto que 
seja objeto de perícia, podendo eles serem feitos pelo juiz e/ou pelas 
partes envolvidas e que devem ser respondidos pelo perito-contador de 
forma técnica e/ou científica.
Na busca do esclarecimento de questões, as partes ou o juiz, 
devem elaborar os quesitos como meio de auxílio, o perito deverá res-
ponder a esses quesitos levando em consideração a sua pertinência. A 
elaboração desses quesitos é de suma importância e encontra disposi-
tivos legais em sua disciplina.
Um dos maiores problemas relacionados a elaboração dos 
quesitos é a tentativa de se evitar a elaboração de quesitos genéri-
cos, além daqueles que aumentam desnecessariamente o escopo 
dos exames periciais, a perícia deverá ser o mais objetiva possível, 
é premente que as autoridades requisitantes especifiquem as con-
dutas a serem identificadas nos documentos e materiais a serem 
periciados de forma mais objetiva possível.
Para saber mais sobre esse assunto, acesse: https://www.
in.gov.br/en/web/dou/-/norma-brasileira-de-contabilidade-nbc-tp-
-n-1-r1-de-19-de-marco-de-2020-250058048 
Esses quesitos deverão ser elaborados obedecendo uma se-
quência lógica, isso deve ser feito para que não haja fuga da matéria 
em questão, auxiliando na melhor obtenção dos resultados da perícia, 
para isso deve haver trabalho em conjunto entre aquele que elabora as 
questões, a exemplo do advogado e do assistente técnico para elabo-
ração das questões.
Vejamos logo abaixo um exemplo na formulação de quesitos 
para perícia contábil:
49
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
Figura 10: Quesitos
 
Fonte: SlidePlayer, 2021.
É sabido que a perícia é um instrumento utilizado na busca da 
solução de conflitos entre as partes, sendo ela um modo de elucidar 
questões que estejam gerando dúvidas e incertezas, por esse motivo 
os quesitos não devem ser defeituosos ou imperfeitos, pois se forem, 
poderão prejudicar o entendimento do juiz.
Ornelas (2003, p.84-85) discorre que:
Surgem, assim, duas categorias de quesitos: os pertinentes eos impertinen-
tes. Os primeiros têm por objetivo esclarecer as questões técnicas contábeis. 
Os impertinentes abordam, geralmente, aspectos não relacionados com que 
se debate nos autos do processo, ou então, são perguntas que buscam do 
perito a opinião fora de sua competência legal. Na primeira categoria, en-
quadram-se aqueles pertinentes ao objeto da perícia; na segunda, aqueles 
indeferidos pelo magistrado. 
O quesito impertinente é a pergunta dirigida ao contador e que foge do âm-
bito do exercício de sua profissão, ou seja, não se refere à matéria contábil 
(patrimonial aziendal) (SÁ, 1997, p.81). 
São impertinentes à função contábil os quesitos que buscam a interpretação 
de textos legais, ou ligados à matéria de mérito, ou pertencentes à outra pro-
fissão: medicina, engenharia, dentre outras. (HOOG, 2007, p.142).
Os quesitos além de serem classificados como pertinentes e 
impertinentes a perícia, também poderão ser classificados como suple-
50
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
mentares, insuficientes e de esclarecimento, eles deverão ser feitos ao 
perito e caso haja, ao perito assistente, sendo esse segundo uma esco-
lha das partes.
Vejamos o que diz por exemplo o artigo 469 do Novo CPC:
Art. 469. As partes poderão apresentar quesitos suplementares durante a 
diligência, que poderão ser respondidos pelo perito previamente ou na audi-
ência de instrução e julgamento.
É por esse motivo que a escolha do perito deverá ser feita le-
vando em consideração a confiança transmitida pelo profissional, bem 
como sua capacidade técnica acerca dos conhecimentos necessários 
para solução do assunto, o perito deve saber quando o quesito formula-
do apresenta algum defeito ou imperfeição.
Os quesitos serão submetidos ao conhecimento desse perito 
nomeado pelo juiz, respondendo-os na elaboração do laudo pericial, 
ele deverá responder da forma mais clara e objetiva, não restringindo 
os fatos, se ainda assim restarem dúvidas, as partes poderão formular 
quesitos complementares para que o perito os responda.
Art. 469. As partes poderão apresentar quesitos suplementares durante a 
diligência, que poderão ser respondidos pelo perito previamente ou na audi-
ência de instrução e julgamento.
Parágrafo único. O escrivão dará à parte contrária ciência da juntada dos 
quesitos aos autos.
O laudo pericial é de suma importância dentro da perícia, nele de-
verão conter os quesitos elaborados de forma organizada, contendo suas 
respectivas respostas, além de todo o resultado do trabalho realizado. 
Art. 473. O laudo pericial deverá conter:
a exposição do objeto da perícia; 
a análise técnica ou científica realizada pelo perito;
a indicação do método utilizado, esclarecendo-o e demonstrando ser predo-
minantemente aceito pelos especialistas da área do conhecimento da qual 
se originou;
resposta conclusiva a todos os quesitos apresentados pelo juiz, pelas partes 
e pelo órgão do Ministério Público.
§1º No laudo, o perito deve apresentar sua fundamentação em linguagem 
simples e com coerência lógica, indicando como alcançou suas conclusões. 
§2º É vedado ao perito ultrapassar os limites de sua designação, bem como 
emitir opiniões pessoais que excedam o exame técnico ou científico do ob-
jeto da perícia.
§3º Para o desempenho de sua função, o perito e os assistentes técnicos po-
dem valer-se de todos os meios necessários, ouvindo testemunhas, obtendo 
51
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
informações, solicitando documentos que estejam em poder da parte, de ter-
ceiros ou em repartições públicas, bem como instruir o laudo com planilhas, 
mapas, plantas, desenhos, fotografias ou outros elementos necessários ao 
esclarecimento do objeto da perícia.
Cabe ao perito tornar compreensível os fatos que estejam con-
trovertidos nos autos, mesmo que os quesitos elaborados não sejam sufi-
cientes, desta forma, agirá com celeridade, assim, não aguardando que as 
partes através de seus advogados, venham a fazer quesitos complementa-
res, o perito tem por obrigação realizar o laudo mais esclarecedor possível.
Os quesitos complementares são perguntas adicionais feitas 
pelas partes, ou seja, podem ser formulados pelo advogado ao perito 
judicial durante a diligência como consta no Art. 469 do Novo Código 
de Processo Civil. Geralmente são elaborados por quem tenha conhe-
cimento técnico, ou seja, o advogado é auxiliado pelo perito assistente. 
Como esses quesitos são adicionais ou suplementares o perito-conta-
dor poderá peticionar complemento de honorários, pois estes quesitos 
refletem um aumento no volume do trabalho.
No que diz respeito a perícia contábil judicial, os questiona-
mentos feitos poderão ser utilizados em três momentos processuais 
diferentes, na fase preliminar, nas diligências e na audiência, devendo 
obedecer aos requisitos de cada fase, como já foi dito, esses quesitos 
têm como objetivo elucidar questões obscuras existentes no proces-
so, de modo objetivo, fundamentado, utilizando uma linguagem de fácil 
compreensão para todos.
De acordo com as normas e técnicas estabelecidas ao peri-
to-contador por intermédio da NBC TP 01, as respostas dos quesitos 
serão respondidas por ocasião do laudo pericial contábil, nesse laudo 
devem ser registradas as informações pertinentes de forma circunstan-
ciada, clara, objetiva, sequencial e lógica (CFC, 2015a).
O Código de Processo Civil de 2015, em seu inciso II, do artigo 
470, deverão ser verificados os prazos a serem cumpridos, vejamos:
Quesitos são as perguntas, formuladas pelas partes ou pelo juiz, dirigidas ao 
perito e aos assistentes técnicos, por meio das quais se chega (ou se preten-
de chegar) aos conhecimentos dos fatos, cuja prova depende de habilitação 
técnica ou científica (MILHOMENS, 1982, p. 570 apud MORAIS, 2005, p. 134).
As respostas dos quesitos não devem ser extensas, mas sim, ob-
jetivas e diretas. Em razão do detalhamento dos procedimentos utilizados 
para encontrá-la, não será respondido apenas o que foi perguntado. Lem-
brando que o perito judicial apenas responde os quesitos, não os formula.
Revestido da finalidade de esclarecer, aclarar, corrigir omissões 
52
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
ou falhas constantes nos trabalhos periciais, os quesitos poderão ser apre-
sentados de forma ilimitada, desde que seja respeitado o prazo judicial-
mente proposto para a manifestação das partes, cabendo ao juízo identifi-
car a conveniência e pertinência dos mesmos, permitindo, por conseguinte, 
a condução do processo sem danos à ampla defesa e ao contraditório.
Normas da Perícia Contábil
Toda atividade profissional está sujeita a algum tipo de norma-
tização, o mesmo ocorre com o profissional da contabilidade e conse-
quentemente com a perícia contábil, ela está disposta em vários regra-
mentos legais, estando sujeita as normas e regramentos específicos.
A perícia é um instrumento muito antigo na sociedade, mas no 
que tange a legislação nacional acerca do tema, a primeira disposição 
legal acerca da atividade pericial, está regrada no Código de Processo 
Civil de 1939, esse código estabelecia regras acerca da perícia.
No que diz respeito a perícia contábil, somente mais tarde em 
1946, com a criação do Conselho Federal de Contabilidade - CFC, atra-
vés do Decreto-Lei nº 9.295/46, que se imprimiram as primeiras atribui-
ções de cunho legal do contador, ou seja, foi aí que surgiu a parametri-
zação da perícia contábil, que acabou conferindo caráter privativo aos 
contadores diplomados e aos não equiparados legalmente na época em 
que se pode dizer institucionalizada a Perícia Contábil no Brasil.
Com o Decreto-Lei nº 8.579, de 8/01/1946, significativas alterações foram 
introduzidas nas normas periciais. Também, a Legislação Falimentar – De-
creto-lei nº 7.661/46, com alterações da Lei nº 4.983/66, em seu artigo 63, 
inciso VI; art. 93 parágrafo único; art. 169, inciso VI; arts. 211 e 212, incisos I 
e II – estabeleceuregras de perícia contábil, que são claras ao definirem esta 
atribuição ao contador” (MAGALHÃES, 2004).
A perícia contábil está em crescente evolução, com a edição do 
antigo Código de Processos Civil (CPC), através da lei nº 5.869/73, as 
perícias judiciárias foram agasalhadas com tratamento mais cristalino 
(HOOG, 2001). Temos, também, a legislação trabalhista, o Direito Co-
mercial (CC/2002), incluídos no contexto da atividade pericial, da mes-
ma forma que a jurisprudência de natureza processual civil.
No que diz respeito às normas de natureza técnica-contábil, 
chama-se a atenção para a Resolução do CFC nº. 1.243/09, que apro-
vou a NBC TP 01 – Perícia Contábil, a qual definiu procedimentos da 
perícia contábil.
A Norma Brasileira De Contabilidade, NBC TP Nº 1 (R1), de 19 de 
53
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
março de 2020, especifica os procedimentos periciais que deverão funda-
mentar as conclusões que serão levadas ao laudo pericial ou ao parecer, 
abrangendo um rol taxativo contido no item 53 da norma o qual nos diz:
53.O laudo deve conter, no mínimo, os seguintes itens:
(a)identificação do processo ou do procedimento, das partes, dos procurado-
res e dos assistentes técnicos;
(b)síntese do objeto da perícia;
(c)resumo dos autos;
(d)análise técnica e/ou científica realizada pelo perito;
(e)método científico adotado para os trabalhos periciais, demonstrando as 
fontes doutrinárias deste e suas etapas;
(f)relato das diligências realizadas;
(g)transcrição dos quesitos e suas respectivas respostas conclusivas para o 
laudo pericial contábil;
(h)conclusão;
(i)termo de encerramento, constando a relação de anexos e apêndices;
(j)assinatura do perito: deve constar sua categoria profissional de contador, 
seu número de registro em Conselho Regional de Contabilidade e, se houver, 
o número de inscrição no Cadastro Nacional de Peritos Contábeis (CNPC), 
e sua função: se laudo, perito nomeado e se parecer, assistente técnico da 
parte. É permitida a utilização da certificação digital, em consonância com a 
legislação vigente e as normas estabelecidas pela Infraestrutura de Chaves 
Públicas Brasileiras - ICP-Brasil;
(k)para elaboração de parecer, aplicam-se o disposto nas alíneas acima, no 
que couber.
Assinatura em conjunto
O rol dos procedimentos elencados nessa norma, são conside-
rados como as técnicas do trabalho pericial, de modo sucinto, são eles 
que definem e indicam como deve se dar a fundamentação do laudo, 
após os procedimentos de diligências e coleta dos elementos.
O Código de Processo Civil (CPC 2015) em seu artigo 420, 
especifica que a prova pericial se consistirá somente no exame, na vis-
toria ou na avaliação, enquanto o Conselho Federal de Contabilidade 
em suas resoluções acerca do assunto foi inovador ao elaborar a norma 
pericial com procedimentos condizentes à realidade econômica, social 
e tecnológica atualmente requerida.
Art. 420. A prova pericial consiste em exame, vistoria ou avaliação.
Parágrafo único. O juiz indeferirá a perícia quando:
- A prova do fato não depender do conhecimento especial de técnico;
- For desnecessária em vista de outras provas produzidas;
- A verificação for impraticável.
De acordo com o Art. 472 do Novo Código de Processo Civil, 
54
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
o juiz não está necessariamente vinculado ao laudo pericial contábil, 
mas caso a sentença seja contrária ao trabalho técnico evidenciado no 
laudo pericial, o juiz deverá mostrar de forma convincente o que o levou 
a outro convencimento.
O conselho federal de contabilidade auxilia o perito através de 
duas normas, a norma técnica e a norma profissional, na norma técnica 
temos o detalhamento sobre os papeis de trabalho exercidos pelo pe-
rito, como o desenvolvimento de seu trabalho e assuntos relativos ao 
laudo pericial.
Já no que diz respeito a norma profissional, temos um deta-
lhamento sobre a própria atuação do profissional perito, como as suas 
responsabilidades, a sua atuação, os impedimentos a esse profissional, 
os honorários e as condições de trabalho desse profissional.
A norma no que se refere aos procedimentos, é objetiva ao 
recomendar quais os cuidados mínimos que o perito deverá ter com re-
lação ao objeto periciado, tendo em vista que imperfeição ou imperícia 
resultaria no comprometimento do trabalho pericial.
O Laudo Pericial Contábil deverá ser escrito de forma direta, 
devendo atender às necessidades dos julgadores e dos interessados e 
ao objeto da discussão, sempre com conteúdo claro e limitado ao as-
sunto da demanda, de forma que possibilite os julgadores a proferirem 
justa decisão. O Laudo Pericial Contábil não deve conter documentos, 
coisas, e/ou informações que conduzam a duvidosa interpretação, para 
que não induza os julgadores e interessados a erro.
MODELO PERICIAL – CARTAS, MANDATOS, PETIÇÕES E LAUDO 
PERICIAL
De acordo com o Código de Processo Civil de 2015, os meios 
de prova admitidos em direito são: o depoimento pessoal, a confissão, 
a exibição de um documento ou coisa, a prova documental, a prova 
testemunhal, a inspeção judicial e a prova pericial.
Os meios de prova são os meios utilizados pelas partes em 
um processo para que haja o convencimento do julgador, elas devem 
remontar a formação do fato que levou ao litígio, ou seja, a sucessão de 
acontecimentos que, demonstrados cronologicamente servirão de base 
para a decisão daquele que está julgando.
As partes têm a iniciativa de provar, ou seja, elas possuem o 
encargo de produzir as provas necessárias para o julgamento, o juiz ao 
apreciá-las deverá decidir segundo o princípio da persuasão racional, 
isto é, segundo aquilo que foi alegado e comprovado nos altos, mas 
55
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
quando essas provas não são suficientes para o esclarecimento dos fa-
tos, o juiz deverá de ofício pedir a produção de outras provas, a exemplo 
da perícia, que terá seu resultado exposto em um laudo pericial.
Figura 11: Meios de Prova
Fonte: TJDFT, 2021.
No que diz respeito a prova pericial e ao laudo, esses podem ser 
considerados como documentos escritos pelo perito, devendo estar de for-
ma clara e objetiva, contendo em seu escopo o objeto periciado e, conten-
do também as evidenciadas, as diligências, estudos, observações realiza-
das, critérios adotados e resultados que deverão ser fundamentados.
O laudo pericial é uma prova de execução da perícia, no entan-
to, o laudo em si não garante a eficácia da perícia, ou seja, para que ele 
possa satisfazer as necessidades da prova pericial, deverá estar apoia-
do em pesquisas e investigação dos fatos, já que esses são atributos 
essenciais da perícia.
Adotando o direcionamento trazido pelo Código de Processo 
Civil pátrio, podemos dizer que o laudo deve seguir em uma sequência 
lógica por meio da qual possa expressar passo a passo e com clareza, 
56
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
toda a caminhada do perito e, encerrando-a com a conclusão deste so-
bre os fatos encontrados.
De acordo com Hoog (2005) o Laudo Pericial Contábil deve 
ser composto por: (i) cabeçalho que identifica o processo; (ii) evidenciar 
o objetivo do laudo; (iii) os métodos de investigação; (iv) as técnicas 
científicas utilizadas; (v) as diligências referentes aos procedimentos 
adotados; (vi) e juntamente com a coleta de dados, deve responder aos 
quesitos formulados pelas partes; (vii) encerramento; (viii) a bibliografia; 
(ix) e relação de anexos.
O Professor Antônio Lopes de Sá conceitua que o ciclo da perí-
cia judicial se compõe de fase preliminar, operacional e final: (SÁ, 2005, 
p.64-65)
Fase Preliminar: (i) A perícia é requerida ao juiz, pela parte interessada na 
mesma; (ii) O juiz defere a perícia e escolhe o Perito; (iii) As partes formu-
lam quesitos e indicam seus assistentes; (iv) Os Peritos são cientificados da 
indicação; (v) Os Peritos propõem honorários e requerem depósitos;(vi) O 
juiz estabelece prazo, local e hora para o início. Fase Operacional: (i) Início 
da perícia e diligências; (ii) Curso do trabalho; (iii) Elaboração do laudo. Fase 
Final: (i) Assinatura do laudo; (ii) Entrega do laudo; (iii) Levantamento dos 
honorários; (iv) Esclarecimentos (se requeridos). Em todas as fases, existem 
prazos e formalidades a serem cumpridas.
Observa-se que tanto Alberto (2002), como o Conselho Federal 
de Contabilidade (1999) convergem nos seguintes pontos: (i) afirmam 
que é uma peça escrita; (ii) que deve ser clara e objetiva; (iii) devendo 
apresentar os estudos, as diligências e observações que o perito realizou; 
(iv) principalmente as suas conclusões devidamente fundamentadas.
A orientação e condução do laudo é de realização do perito, 
ele poderá adotar um padrão próprio, desde que respeitada a estrutura 
prevista na norma, devendo nele constar de forma clara, objetiva, se-
quencial e lógica o objetivo da perícia, o objeto estudado, bem como 
tudo o que foi realizado na busca do perito pela verdade real dos fatos.
Caso o laudo não tenha sido elaborado por um profissio-
nal habilitado, nesse caso específico, o contador, será vedado ao 
perito assistente assinar o laudo em conjunto, devendo ele comu-
nicar ao conselho de classe, citando o fato ocorrido em sua peti-
ção de apresentação do laudo.
57
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
No que tange a estruturação do Laudo pericial contábil, temos 
que o perito contador deverá respeitar sua estrutura, tendo esse laudo 
o dever conter itens regrados na normatização, acerca dos laudos pe-
riciais contábeis, vejamos o que demonstra a figura abaixo acerca do 
laudo pericial contábil:
Figura 12: Laudo Pericial
 
Fonte: SlidePlayer, 2021.
O laudo pericial deverá ser o mais objetivo, claro, preciso, conciso 
e completo possível, o laudo deverá conter aspectos analíticos e sempre 
que for necessário oferecer o máximo de detalhes sobre a prova pericial 
em questão. Entretanto, faz-se necessário que esses detalhes estejam 
preferencialmente, em anexo, sendo referenciados no corpo do laudo.
Os procedimentos de perícia contábil visam fundamentar 
as conclusões que serão levadas ao laudo pericial contábil ou pare-
cer pericial contábil, e abrangem, total ou parcialmente, segundo a 
natureza e a complexidade da matéria, exame, vistoria, indagação, 
58
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
investigação, arbitramento, mensuração, avaliação e certificação.
Essas técnicas de incorporação de detalhes ao corpo do laudo, 
proporciona ao juiz e aqueles que forem ler o laudo, a boa leitura e o 
entendimento. O laudo pericial deverá focar em três partes principais 
e distintas, e todas elas deverão estar comprometidas com o entendi-
mento da totalidade da prova, são elas a introdução, as respostas aos 
quesitos e as conclusões. 
No tocante às respostas a quesitos e conclusão do laudo, o 
Conselho Federal de Contabilidade, através da NBC TP 01 – Perícia 
Contábil orienta: 
Quesitos e respostas:
87. O perito deve observar as perguntas efetuadas pelas partes, no momento 
próprio dos esclarecimentos, pois tal ato se limita às respostas a quesitos 
integrantes do laudo pericial, ou do parecer pericial contábil às explicações 
sobre o conteúdo da lide ou sobre a conclusão. Quesitos novos 
88. O perito-contador deve observar se os quesitos formulados nesta fase 
processual são pedidos de esclarecimentos sobre o seu laudo pericial con-
tábil, ou, se tratam de quesitos novos. Mesmo atinente ao objeto da discus-
são, as respostas a esses novos quesitos ficam sujeitas ao deferimento do 
julgador da causa. 
73. Conclusão: é a quantificação, quando possível, do valor da demanda, po-
dendo reportar-se a demonstrativos apresentados no corpo do laudo pericial 
contábil e do parecer pericial contábil ou em documentos. É na conclusão 
que o perito colocará outras informações que não foram objeto de quesita-
ção, porém, as encontrou na busca dos elementos de prova inerentes ao 
objeto da perícia e que, de alguma forma, servirão de apoio para a opinião 
ou julgamento. 
No que diz respeito a introdução do laudo pericial, deverá conter 
uma síntese da peça inicial que gerou o processo, seguida de sua contes-
tação, essa apresentação visa inserir os leitos na problemática e o levará a 
entender mais rapidamente qual o objeto da ação, isso o poupará de diver-
sas e exaustivas buscas nos autos, como já foi dito em inúmeras situações, 
o perito é auxiliar do Juiz e deve buscar a todo momento o seu auxílio.
O laudo é um trabalho profissional de pesquisa, por esse moti-
vo deverá conter elementos próprios da pesquisa, como a metodologia 
que foi utilizada, se foram ou não realizadas diligências, quais provas fo-
ram examinadas, as pesquisas e investigações concretizadas, as cons-
tatações que o perito obteve, entre outras informações, tudo devendo 
ser colocado no laudo da forma mais sucinta possível. 
O laudo deve conter de forma organizada e cronológica os 
quesitos que foram realizados, seguidos de suas respectivas respostas, 
59
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
essas respostas devem ser mais esclarecedoras possíveis, evitando 
que o leitor possa com elas admitir mais de uma interpretação.
No caso da resposta contida no laudo exigir demonstrações ana-
líticas e detalhadas, na profundidade e extensão que sejam necessárias 
ao seu entendimento, o laudo deverá conter em anexo essas demons-
trações, com a fácil identificação ao leitor, de mesmo modo, se existirem 
quesitos impertinentes ao contexto, o juiz deverá ser comunicado e o 
perito deverá solicitar que o juiz o permita não responder ao quesito.
O perito deve se conter a responder aquilo que lhe foi pergun-
tado, não devendo ir além, ou seja, ele deverá se ater ao objeto peri-
ciado, se o quesito realizado não for esclarecedor, o perito deverá de 
maneira célere e objetiva responder aquilo que for pertinente a questão, 
pois sua obrigação é esclarecer ao leitor aquilo o que foi pesquisado, 
trazendo sempre credibilidade ao laudo pericial.
Assim, o perito não deverá se alongar demais nas respostas 
aos quesitos, sem utilização de rodeios e floreados, a objetividade, bem 
como a clareza devem ser adotados como princípios na elaboração do 
laudo. Ainda, é inoportuno a criação de teses desnecessárias para ape-
nas demonstrar o conhecimento do perito, tendo em vista que se trata 
de um trabalho profissional de cunho probatório.
Da mesma forma, o perito deverá se atentar a qualidade de 
suas respostas, é desaconselhável ao mesmo que no afã de evitar o 
comprometimento com suas respostas, apresente-as de modo suscin-
to, dando inclusive pareceres lacônicos ao responder apenas com SIM 
ou NÃO, e, principalmente, é grosseria por parte do profissional perito, 
além de demonstrar falta de credibilidade a prova pericial.
Também não poderá o laudo pericial conter emendas, rasuras, 
utilização de entrelinhas, pois conforme já foi dito, trata-se de um meio 
probante, que servirá ao juiz para o convencimento de um fato, o tipo de 
linguagem adotada pelo perito-contador deverá ser acessível aos interlocu-
tores, possibilitando aos julgadores e às partes da demanda conhecimento 
e interpretação dos resultados obtidos nos trabalhos periciais contábeis.
Se o laudo pericial for elaborado por leigo ou profissio-
nal não-habilitado, pode o perito-contador assistente apresentar 
um parecer, na forma de laudo pericial contábil, sobre a matéria a 
ser periciada, em conformidade com esta norma, podendo efetuar 
comentários e críticas sobre as respostas e conclusões do Laudo 
60
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
Pericial apresentado.
O laudo deverá ser escrito de forma direta, devendo atender às 
necessidades dos julgadores e dos interessados e ao objeto da discus-
são, sempre com conteúdo claro e limitado ao assunto da demanda, de 
forma que possibilite os julgadores a proferiremjusta decisão, vejamos 
abaixo um modelo de laudo pericial contábil:
MODELO SUGESTIVO DE UM LAUDO PERICIAL CONTÁBIL 
EXMO (A). SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DE DIREITO DA _____ 
VARA CÍVEL DA COMARCA DE RECIFE CAPITAL DO ESTADO DE PER-
NAMBUCO.
(espaço 10 linhas) 
PROCESSO Nº: 
NATUREZA DA AÇÃO: 
REQUERENTE: 
REQUERIDO: 
LAUDO PERICIAL CONTÁBIL
Nome do Perito(a) Bacharel em Ciências Contábeis e já qualificado nos au-
tos à vista da conclusão do trabalho para qual foi nomeado(a) às fls.xxx, vem 
apresentar a Vossa Excelência o Laudo Pericial, bem como os procedimen-
tos utilizados para obtenção das perícias. 
1 – INTRODUÇÃO 
1.1 – Do objetivo dos trabalhos periciais 
1.2 – Do contrato, ou, dos Livros de Registros Contábeis, ou (descrever o 
embasamento formal motivo da discordância – Ex. se tratar de SFH falar das 
condições contratuais...). 
1.3 – Descrever o contido na exordial (Pedidos do Autor), na contestação (da 
Ré) e na manifestação do Autor sobre a contestação do(a) Ré. 
2 - RESPOSTAS AOS QUESITOS
2.1 – Quesitos do Juiz; 
2.2 – Quesitos do Autor(a); 
2.3 – Quesitos do(a) Ré(u). 
3 – PERITO ASSISTENTE Esclarece este perito, igualmente, que os traba-
lhos foram acompanhados pelo perito assistente, Dr. Bona Laboranta Espe-
ranto, indicado às folhas xxx, do processo em epígrafe, que, por concordar 
plenamente com os procedimentos e os resultados da presente perícia, assi-
na o presente o laudo pericial em conjunto como este perito. 
4 – CONCLUSÃO 
À exceção dos quesitos xx e yy da autora, que não corroboram para a eluci-
dação da lide, todos os demais foram respondidos deforma conclusiva. Por-
tanto, esperamos que este laudo pericial seja suficientemente esclarecedor 
para a formação de convicção desse Meritíssimo Juízo. Por último, coloca-
mo-nos à Vossa disposição para outros esclarecimentos adicionais julgados 
pertinentes. Goiânia (GO), ___ de __________de ______ Nome do perito e 
CRC Perito Judicia
61
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
Conforme verificado, o profissional perito habilitado, relata suas 
observações e ao final apresenta as suas conclusões de modo funda-
mentado no laudo pericial, quanto ao parecer técnico, esse se dará com 
a opinião, conselho ou esclarecimento do técnico profissional legalmen-
te habilitado sobre o assunto de sua especialidade.
Figura 15: Parecer Técnico
 
Fonte: Slide Player, 2021.
O perito do juízo e o perito assistente têm funções distintas nos 
autos, embora devam trabalhar para o esclarecimento da verdade. A 
distinção de funções consiste em que o perito do juízo trabalha somente 
para a causa, não se importando a qual das partes assiste a razão e 
sempre se reportando ao Juiz. Já o perito assistente reporta-se fora dos 
autos à parte que o contratou e dentro dos autos ao Juiz, contestando 
ou concordando com a posição do perito do juízo.
62
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
TREINOS INÉDITOS
QUESTÃO 1
De acordo com a NBC PP 01 – Perito Contábil, o perito deve ela-
borar a proposta de honorários estimando, quando possível, o 
número de horas para a realização do trabalho, por etapa e por 
qualificação dos profissionais, considerando alguns dos seguin-
tes trabalhos especificados, EXCETO:
A) Retirada e entrega do processo ou procedimento arbitral;
B) Pesquisa documental e exame de livros contábeis, fiscais e societários;
C) Elaboração de planilhas de cálculo, quadros, gráficos, simulações e 
análises de resultados;
D) Elaboração de termos de diligências para arrecadação de provas e 
comunicações exclusivas aos advogados;
E) Nenhuma das anteriores.
QUESTÃO 2
A auditoria contábil tem a mesma finalidade da:
A) Averiguar a exatidão dos registros contábeis e das demonstrações 
contábeis no que se refere aos eventos que alteram o patrimônio e a 
representação desse patrimônio;
B) Perícia contábil;
C) Lei;
D) Todas as alternativas;
E) Nenhuma das Anteriores.
QUESTÃO 3
No Laudo Pericial encontra-se discriminado pelo perito contábil o 
seguinte quesito e resposta: “Queira o senhor perito informar se o 
autor goza de boa saúde física e mental para suportar o resultado 
do processo? Resposta: Quesito estranho à matéria contábil”.
Considerando o disposto, pode-se afirmar que o tipo de quesito 
apresentado pode ser identificado como:
A) Pertinente;
B) Suplementar;
C) Esclarecimento;
D) Impertinente;
E) Nenhuma.
QUESTÃO 4
Em uma ação cível de apuração de haveres, o perito contábil apre-
sentou em seu Laudo Pericial a metodologia de trabalho da seguin-
63
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
te forma: “Desenvolveu-se o trabalho mediante a análise dos livros 
diário e razão e demais documentos solicitados conforme Termo 
Inicial de Diligência Pericial”. Tal metodologia apresentada refere-
-se à utilização pelo perito do procedimento de:
A) Exame;
B) Indagação;
C) Mensuração;
D) Avaliação;
E) Nenhuma.
QUESTÃO 5
Um investidor solicitou esclarecimentos à Diretoria da empresa XY 
sobre o valor de uma estimativa de perda de um ativo submetido ao 
processo de avaliação por Redução ao Valor Recuperável de Ativos. 
Alega o investidor que realizou o teste com base nas demonstra-
ções financeiras padronizadas divulgadas para usuário externo e 
encontrou valor diferente. A Diretoria solicitou esclarecimentos ao 
contador que informou tratar-se da reversão de valor estimativo de 
perda reconhecida no exercício anterior conforme determina a NBC 
TG 01 (R4). Não se sentindo confortável com os esclarecimentos do 
Contador, a Diretoria contratou um Perito Contábil para examinar 
os cálculos e o reconhecimento do valor da reversão, considerando 
que (a) o valor do ativo antes do reconhecimento da estimava de 
perda no exercício anterior era R$ 2.850 mil; (b) depois de reconhe-
cido o valor da estimativa de perda o valor do ativo foi alterado para 
R$ 2.100 mil. O valor do ativo divulgado nas últimas demonstrações 
financeiras padronizadas para usuário externo, um ano depois, exa-
minadas pelo investidor e pelo perito contábil, é de R$ 2.650 mil. 
Com base no enunciado, assinale a opção que apresentar o que 
deve constar do parecer do perito contábil como valor da reversão.
A) O valor da reversão validado pelo Perito Contábil é R$ 200 mil;
B) O valor da reversão validado pelo Perito Contábil deve ser R$ 550 mil;
C) O Perito Contábil deve recomendar que o valor reconhecido como 
perda é definitivo não cabendo reversão;
D) O valor da reversão validado pelo perito contábil deve ser R$ 750 mil;
E) Nenhuma.
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE
Comente acerca do laudo pericial.
NA MÍDIA
RECEITA E POLÍCIA FEDERAL INVESTIGAM FRAUDE NO AUXÍLIO 
64
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
EMERGENCIAL NO ES
Receita Federal e a Polícia Federal deflagraram nesta manhã (26/5) a 
Operação Mendacium, no Espírito Santo, com o objetivo de combater 
fraudes no recebimento do Auxílio Emergencial, mediante crimes de fal-
sidade ideológica e lavagem de dinheiro.
A deflagração ocorreu no município de Guarapari/ES, com o cumprimento 
de uma Mandado de Prisão Preventiva, um Mandado de Busca e Apreen-
são, além da determinação judicial de bloqueio de bens do investigado.
A operação contou com participação de cinco Policiais Federais, um 
Auditor-Fiscal e um Analista-tributário da Receita Federal
Fonte: Jornal Contábil
Data: 27 maio. 2021.
Leia a notícia na íntegra: https://www.jornalcontabil.com.br/receita-e-po-
licia-federal-investigam-fraude-no-auxilio-emergencial-no-es/ Acesso 
em: 20/07/2021.
NA PRÁTICA
A atividade pericial não é uma das mais fáceis, ela requer conhecimento 
atualizado e experiência por parte do perito-contador. É fundamental para 
o exercício de tal atividade segurança, capacidade técnica e acima de tudo 
muita ética profissional, é necessário também um bom relacionamento 
com os demais colegas de profissão e os outros profissionais que atuam 
no Poder Judiciário. Para o perito-contador os quesitos podem influenciar 
no volumede trabalho, na proposta dos honorários, na quantidade de ho-
ras para execução do trabalho, nas diligências, além de poder verificar se 
o profissional poderá sofrer suspeição, impedimento ou penalidades, mas 
se o perito-contador não usar sua perspicácia e experiência os mesmos 
quesitos periciais que elucidam questões e norteiam os peritos podem des-
viar a direção do trabalho do mesmo, para que isso não aconteça ao perito 
contador na sua atividade este deverá utilizar-se de legalidade, moralidade 
e zelo profissional, evitando assim erros, falhas e penalidades. Logo foi 
possível verificar a importância dos quesitos no trabalho do perito contador 
perante a justiça e a sociedade, pois este auxilia a fazer a justiça e diminui 
os conflitos entre as partes envolvidas do processo pericial.
PARA SABER MAIS
Acesse os links: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/norma-brasileira-
-de-contabilidade-nbc-tp-n-1-r1-de-19-de-marco-de-2020-250058048 
Acesso em: 20/07/2021 
65
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
GABARITOS
CAPÍTULO 01
TREINOS INÉDITOS
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE
A definição de governança corporativa segundo o IBGC (Instituto Brasi-
leiro de Governança Corporativa) é “o sistema pelo qual as empresas e 
demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envol-
vendo os relacionamentos entre sócios, conselho de administração, di-
retoria, órgãos de fiscalização e controle e demais partes interessadas”.
Em outras palavras, governança corporativa é um conjunto de práti-
cas que uma empresa adota para fortalecer a organização e alinhar os 
interesses do negócio, dos sócios, dos diretores, acionistas e outros 
stakeholders, e conciliar esses interesses com os órgãos de fiscaliza-
ção e regulamentação.
Podemos dizer que a governança mostra a direção que uma empresa 
deve seguir para alcançar os resultados esperados.
66
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
CAPÍTULO 02
TREINOS INÉDITOS
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE
Na perícia arbitral, os objetos de análise são definidos por meio da lei 
de arbitragem. Isso significa que as partes podem, em comum acordo, 
definir que uma questão seja arbitrada e, cabe ao árbitro em questão, 
determinar a necessidade de uma perícia. Deve haver concordância 
entre as partes na escolha de um perito independente.
67
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
CAPÍTULO 03
TREINOS INÉDITOS
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE
Laudo pericial contábil pode ser definido como uma peça escrita por um 
perito contador ou uma equipe de peritos, com a finalidade de expressar 
informações em relação a eventos de uma perícia contábil, auxiliando o 
magistrado e podendo ser muito relevante para a sentença. 
Este laudo serve para dar apoio técnico científico ao juiz do caso, onde 
se apresentam conclusões do exame perícia, ajudando a chegar à justa 
resolução do evento. Por conta disso, o laudo precisa ser feito com ob-
jetividade, rigor científico, concisão, argumentação e clareza. 
68
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
ALBERTO, Valder Luiz Palombo. Perícia Contábil. São Paulo: Atlas, 1996. 
ALBERTO. Perícia Contábil. 1. ed. São Paulo: Atlas, 1998.
ALBERTO. Prática de Perícia Contábil. 3. ed. São Paulo: IOB, 2005.
ALBERTO, Valder Luiz Palombo. Perícia Contábil. 2. ed. São Paulo: 
Atlas, 2010. 
ALBERTO. Perícia Contábil. São Paulo: Atlas, 1994. ZANNA, Remo 
Dalla. Prática de Perícia Contábil. 3. ed. São Paulo: IOB, 2011.
BRASIL. NORMA BRASILEIRA DE CONTABILIDADE, NBC TP Nº 1 
(R1). Disponível em: https://www.in.gov.br/web/dou/-/norma-brasileira-
-de-contabilidade-nbc-tp-n-1-r1-de-19-de-marco-de-2020-250058048 
Acesso em: 02 dez. 2021.
BRASIL. TJDFT, 2021. Disponível em: https://www.tjdft.jus.br/institucio-
nal/imprensa/campanhas-e-produtos/direito-facil/edicao-semanal/pro-
ducao-de-provas Acesso em: 02 dez. 2021.
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Normas Brasileiras de 
Contabilidade. Resolução número 1.244/09. Disponível em: https://cfc.
org.br/ Acesso em: 02 dez. 2021.
 
DIEHL, Astor Antonio; TATIM, Denise Carvalho. Pesquisa em ciências 
sociais aplicadas: métodos e técnicas. São Paulo: Prentice Hall, 2004.
ELITE Detetives, Quais As Principais Técnicas De Uma Investigação 
Empresarial?
2021. Disponível em: https://www.elitedetetives.com.br/blog/investiga-
cao-empresarial/quais-as-principais-tecnicas-de-uma-investigacao-em-
presarial Acesso em: 02 dez. 2021.
GIL, Antonio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 4. ed. São 
Paulo: Atlas, 2002. NBC TP 01 - Perito Contador - Resolução CFC nº. 
1.244/09. NBC TP 01- Perícia Contábil - Resolução CFC nº. 1.243/09.
MARAFON. Lucas Dal Piva, WEBBER. Fabiano Lima. Perícia Contá-
bil: Um Estudo De Laudos Periciais Contábeis Na Comarca De Lagoa 
Vermelha, 2015. Disponível em: http://www.crcrs.org.br/convencao/ar-
69
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
quivos/trabalhos/cientificos/pericia_contabil_laudos_lagoa_vermelha 
_778.pdf Acesso em: 02 dez. 2021.
NÚCLEO DO CONHECIMENTO, Perícia Contábil, Prática Pericial: Es-
tudo De Caso, 2018. Disponível em:
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/contabilidade/pericia-conta-
bil Acesso em: 02 dez. 2021.
SLIDEPLAYER, Imagens 2021. Disponível em: https://slideplayer.com.
br/slide/1642772/ Acesso em: 02 dez. 2021.
70
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
Sutilizados em mo-
mentos diferentes, eles têm como objetivo elucidar as questões obscu-
ras existentes na demanda.
Na formulação dos quesitos, os advogados e assistentes técni-
cos devem ter cautela para que não haja um exagero na quantidade de 
perguntas e nem elaborarem perguntas dúbias, pois poderão ter como 
reflexo a fuga do assunto e aumento do andamento do processo.
Por fim, o perito deverá responder aos quesitos e colocar suas 
considerações finais no laudo pericial, os quais serão transcritos e res-
pondidos, devendo o perito-contador primeiro responder os do juiz, de-
pois do requerente e por último do requerido, sempre seguindo os dis-
positivos legais acerca do assunto.
12
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
ASPECTOS BÁSICOS DA GOVERNANÇA CORPORATIVA
No atual cenário em que vivemos, os níveis de concorrência e 
competitividade enntre as empresas estão cada vez maiores, esse ce-
nário gera instabilidade econômica, o que fez com que as organizações 
observassem sua rentabilidade e maior clareza nos modelos de gestão 
aplicados.
É aí que falamos sobre o termo Governança Corporativa, a 
gestão de uma empresa não é um processo fácil e a governança corpo-
rativa tem se apresentado como uma resposta eficaz aos desafios que 
vivemos. As diretrizes, valores e pretensões devem ser claras dentro 
do estatuto social para entendermos a imagem que a empresa deseja 
passar para o mercado.
INTRODUÇÃO À PERÍCIA
CONTÁBIL
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
12
13
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
Essas transformações decorrentes do avanço das transações 
financeiras e das globalizações acabaram por exigir das empresas uma 
readequação das estruturas de controle a partir do fluxo acelerado do 
crescimento das atividades corporativas.
Segundo o IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corpora-
tiva, podemos denominar como governança corporativa o sistema pelo 
qual empresas são monitoradas, incentivadas e dirigidas envolvendo os 
relacionamentos entre proprietários, conselho de administração, direto-
ria e órgãos de controle.
Esse sistema visa garantir o retorno almejado pelos proprietá-
rios, e, a harmonização dos take holders de uma empresa ou sua orga-
nização, o estudo da governança nasce na tentativa de se entender o 
porque de tantos empreendimentos não darem certo logo nos primeiros 
anos, o que podemos chamar de “mortalidade dos empreendimentos”.
Já segundo a IFAC, a governança compreende a estrutura (ad-
ministrativa, política, econômica, social, ambiental, legal, entre outras) 
que deve ser posta em prática visando garantir que os resultados pre-
tendidos pelas partes possam ser exitosamente alcançados.
 
Figura 1: Governança
 
Fonte: TCU, 2021.
Os conceitos ligados a governança corporativa guardam rela-
ções com a estrutura e a gestão empresarial, sendo para isso, necessá-
rio que os empreendedores compreendam esse sistema, essa prática 
ganha cada vez mais destaque no mercado, e, é um dos pontos avalia-
dos por possíveis investidores antes de realizar aportes em um negócio. 
A governança corporativa ganha cada vez mais espaço no 
mercado pelos benefícios que traz para os negócios, apesar de muitos 
14
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
encararem como mais obrigações e custos, a verdade é que ela pode 
otimizar os processos e trazer vantagens.
É importante adotar as práticas em qualquer porte de empresa, 
o que muda é o tamanho da estrutura criada e os processos utilizados 
para implementar a estratégia. Isso porque ela contribui com a geração 
de valor, melhorias na gestão e a longevidade do negócio. 
Além disso, a prática pode ser adotada em organizações não 
empresariais, como as cooperativas e as do terceiro setor. Isso porque 
os benefícios da governança traz contribuições importantes para todos 
os tipos de sociedade que exigem administração.
A prática da governança corporativa garante que os investido-
res possam retomar o poder sobre a empresa, reduzindo a discriciona-
riedade dos gestores, a cadeia de comando flui do proprietário para o 
executor, através da ação dos executivos e sob a mediação do conselho 
de administração.
No que diz respeito aos gestores, esses tem sua liberdade de 
ação corporativa reduzida, mas ainda assim é permitido compartilhar as 
decisões e obter apoio e orientação do conselho de administração, que 
também facilita a interlocução com os acionistas.
A própria expressão “corporativa” já pressupõe um modelo em-
presarial através do qual a organização é uma entidade legal, separada 
legalmente de seus proprietários, sendo a propriedade representada 
por ações. (FITCH, 1997 apud FONTES FILHO; PICOLIN, 2005, p.02). 
Desse modo, Governança Corporativa pode ser definida como os me-
canismos ou princípios que regem o processo decisório dentro de uma 
organização e um conjunto de regras que visam minimizar os proble-
mas de agência. (MARQUES, 2007, p. 13).
Para FONTES FILHO, 2003 (p.5), os modelos de Governança 
Corporativa se situam em dois eixos: o modelo anglo-saxão, que busca 
o fortalecimento do proprietário no controle e no estabelecimento de es-
tratégias, com o propósito de maximizar o valor econômico da empresa; 
e o modelo nipo-germânico, onde a perspectiva proprietário shareholder 
é ampliada para referir-se às partes interessadas stakeholder e cujo 
propósito é o equilíbrio do poder nessa relação multi-principal-agente. 
No âmbito do Brasil, a Governança Corporativa das empresas se apro-
xima do modelo nipo-germânico, pois de modo semelhante ao do Japão 
e Alemanha, os bancos tem papel importante no financiamento do de-
senvolvimento das empresas.
Apesar da importância e dos benefícios que a governança 
corporativa proporciona, é comum que as empresas enfrentem alguns 
desafios para adotar a estratégia. Um dos principais trata da própria 
cultura organizacional, que precisa ser reavaliada para aderir à transfor-
15
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
mação digital e às medidas de compliance.
Como em um jogo de xadrez, todos devem saber claramente o 
seu papel na empresa, os processos de Governança Corporativa con-
tribuem para a organização dos empreendimentos, justamente por isso 
o IBGC nos pontua os 4 princípios básicos de Governança Corporativa 
que devem ser observados em todas as práticas adotadas pela empre-
sa e têm como finalidade aumentar a confiança interna e externa da 
empresa, esses princípios são a transparência, a equidade, a prestação 
de contas e a responsabilidade corporativa.
 
Figura 2: Pilares da Governança Corporativa
 
Fonte: SlideShare, 2021.
O primeiro princípio básico, chamado de transparência consis-
te na intenção de disponibilizar para as partes interessadas as informa-
ções que venham a ser de seu interesse, não se atendo apenas aquelas 
impostas por disposições de leis ou regulamentos. 
Esse princípio não deve restringir-se ao desempenho econô-
mico-financeiro, por ser considerado um dos pilares da Governança 
Corporativa, ele deve contemplar também os demais fatores (inclusive 
intangíveis) que norteiam a ação gerencial que conduzem à preserva-
ção e à otimização do valor da organização.
Já o segundo princípio básico é a equidade, ela caracteriza-se 
pelo tratamento justo e isonômico de todos os sócios e demais partes 
16
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
interessadas (stakeholders), levando em consideração os direitos, os 
deveres, as necessidades, os interesses e as expectativas.
Seguimos com o terceiro princípio básico, a prestação de contas, 
ou accountability, ela propõe que os agentes de governança prestem conta 
de sua atuação de modo claro, conciso, compreensível e tempestivo. As-
sim, assumindo integralmente as consequências de seus atos e omissões, 
atuando com diligência e responsabilidade no âmbito dos seus papéis.
Por último temos a Responsabilidade Corporativa,por esse 
princípio básico entendemos que os agentes de governança devem ze-
lar a curto, médio e longo prazo a viabilidade econômico-financeira das 
organizações, bem como a redução das externalidades negativas, as-
sim como o aumento das positivas em seus negócios e suas operações.
Tudo isso levando em consideração, o seu modelo de negó-
cios, os diversos capitais, a exemplo do financeiro, do manufaturado, 
intelectual, humano, social, ambiental e reputacional.
Assim, eles precisam reduzir as repercussões negativas rela-
cionadas à companhia e trabalhar para ampliar as positivas. Fazendo 
isso, é possível reduzir os riscos e prejuízos do mercado, considerando 
as diversas peculiaridades do segmento de atuação.
Analisando os conceitos sob o horizonte temporal, não foi iden-
tificada evolução/involução estruturada ou incremental nesses concei-
tos. A mais recente definição, proferida pelo International Organization 
for Standardization – ISO e pelo International Electrotechnical Commis-
sion – IEC, por meio da norma internacional ISO/IEC 38500, 2008, In-
ternational Standard for Corporate Governance of IT, é a mais concisa 
de todas, não expressando, de modo abrangente, os objetivos da Go-
vernança em ambiente corporativo.
Para BARRETT, 2001 (p.2), a Governança Corporativa provê o 
framework estratégico necessário para obtenção de resultados e desem-
penho esperados para as organizações. O autor enfatiza, ainda, que não 
há dúvidas de -que a boa governança é inexoravelmente ligada ao bom 
desempenho e atendimento de metas, contudo, não há um modelo único 
a ser seguido. Organizações têm diferentes necessidades, em momentos 
distintos, mas há questões intrínsecas onde é possível adotar boas prá-
ticas que auxiliam no estabelecimento de frameworks específicos para o 
momento. Tal framework contempla estruturas e processos para a toma-
da de decisões, bem como os controles e comportamentos que suportam 
uma eficaz responsabilização pelo desempenho nos lucros e resultados
As boas práticas de Governança Corporativa proposta por 
BARRETT, 2001 estabelecem um tripé de direção/processo/controle, 
presente em boa parte dos conceitos analisados, com exceção dos dois 
últimos aspectos: o gerenciamento de desempenho e de riscos – pro-
17
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
vavelmente por estarem subentendidos no item “sistema de controle”.
Conseguir compreender todos os impactos e práticas de gover-
nança corporativa e compliance não é uma tarefa fácil. Por isso, existem 
diversos tipos de cursos que abordam o tema para auxiliar gestores e pro-
fissionais que desejam atuar na área. Contudo, é necessário saber como 
avaliar as opções para escolher o melhor, conforme as suas necessidades.
CONCEITOS E OBJETIVOS DA PERÍCIA: INVESTIGAÇÕES TÉCNI-
CAS ACERCA DE UM FATO PATRIMONIAL
A perícia nada mais é que o conjunto de habilidades utilizadas 
na busca de um determinado resultado, ela é aplicada sempre que exis-
tir controvérsias acerca de um determinado assunto, sendo o perito uma 
pessoa com saber e perspicácia que produzirá prova através do exame 
de documentos, investigação, diligências e depoimentos, produzindo 
laudo perícial.
Para o direito, a perícia é o meio de prova em que pessoas 
qualificadas tecnicamente chamadas de peritos, são nomeadas pelo 
juiz ou oficialmente, para atuar na análise de fatos juríidicos relevantes 
a causa examinada, trata-se de um exame que exige conhecimentos 
técnicos e científicos a fim de comprovar (provar) a veracidade de certo 
fato ou circunstância.
Alberto (2010, p. 38) destaca que:
A perícia judicial é aquela realizada dentro dos procedimentos processuais 
do poder judiciário, por determinação, requerimento ou necessidade de seus 
agentes ativos, e se processa segundo regras legais específicas. Esta espé-
cie de perícia subdivide-se, segundo suas finalidades precípuas no processo 
judicial, em meio de prova ou de arbitramento.
A perícia pode ser constituida em vistoria, visto que é a dili-
gência que objetiva a verificação e a constatação de situação, coisa ou 
fato, de forma circunstancial, a indagação é a busca de informações 
mediante entrevista com conhecedores do objeto ou de fato relacionado 
à perícia, quanto a investigação, ela é a pesquisa que busca trazer ao 
laudo pericial contábil ou parecer pericial contábil o que está oculto por 
quaisquer circunstâncias, o arbitramento é a determinação de valores 
ou a solução de controvérsia por critério técnico-científico, a mensura-
ção é o ato de qualificação e quantificação física de coisas, bens, direi-
tos e obrigações, a avaliação é o ato de estabelecer o valor de coisas, 
bens, direitos, obrigações, despesas e receitas, por fim, a certificação 
é o ato de atestar a informação trazida ao laudo pericial contábil pelo 
18
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
perito-contador, conferindo-lhe caráter de autenticidade pela fé pública 
atribuída a este profissional.
Perícia é considerada como o meio de demonstração téc-
nica, por uma ou mais pessoas conhecedoras da matéria, da exis-
tência, autenticidade e veracidade de um fato ou ato. Através de um 
olhar jurídico, é a produção de certeza jurídica ou o meio de con-
vencimento do juiz da existência de um fato, por meio de aplicação 
de conhecimentos técnicos específicos sobre a matéria analisada.
A perícia contábil constitui o conjunto de procedimentos téc-
nico-científicos destinados a levar à instância elementos de prova ne-
cessários a subsidiar a justa solução do litígio ou constatação de um 
fato, mediante laudo pericial contábil ou parecer pericial contábil, em 
conformidade com as normas jurídicas e profissionais, e a legislação 
específica no que for pertinente. (NBC TP 01, 2009). 
Já os procedimentos de perícia visam fundamentar as conclu-
sões que são levadas ao laudo pericial contábil ou parecer pericial con-
tábil, abrangendo segundo a natureza e a complexidade da matéria, 
o exame, vistoria, indagação, investigação, arbitramento, mensuração, 
avaliação e certificação.
A perícia contábil é o conjunto de procedimentos técnicos e 
científicos que são destinados a levar a instância decisória elementos 
de prova necessários a subsidiar a justa solução do litigio, que será feita 
mediante um laudo, chamado de Laudo Pericial Contábil ou de Parecer 
Técnico Contábil, em conformidade com as normas jurídicas e profissio-
nais, bem como a legislação específica no que for pertinente.
Na área da Contabilidade o Contador registrado no CRC (Con-
selho Regional de Contabilidade) poderá ser um perito contábil, que 
atua com a indicação do juiz, que nessa questão do processo é leigo 
no assunto, por isso precisa do profissional da área para apresentar o 
laudo e provas para contribuir no julgamento e na decisão da sentença.
O Conselho Federal de Contabilidade, por sua vez, define perícia 
contábil pela Resolução CFC nº. 858/99, da seguinte forma. (NBC TP 01): 
“A perícia contábil constitui o conjunto de procedimentos técnicos e científi-
cos destinado a levar à instância decisória elementos de prova necessários 
a subsidiar a justa solução do litígio, mediante laudo pericial contábil e/ou 
19
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
parecer pericial contábil, em conformidade com as normas jurídicas e profis-
sionais, e a legislação específica no que for pertinente.”
A perícia contábil é um meio de apresentar a realidade de um 
fato ou situação, auxiliando o magistrado na tomada de decisão. No 
entanto, sabe-se que, para realizar a perícia é preciso se utilizar de téc-
nicas condizentes que permitem chegar a uma opinião clara e concisa, 
em conformidade com a lei e as técnicas contábeis apropriadas e um 
profissional habilitado. (SÁ, 2011, p. 3).
No mesmo sentido, Alberto (2010, p. 36) descreve que “a perí-
cia contábil tem por objetivo geral a constatação, prova, ou demonstra-
ção contábil da verdade real sobre o seu objeto, e transferindo-o, atra-
vésde sua materialização – o laudo – para o ordenamento da instância 
decisória, judicialmente ou extrajudicialmente”.
Desse modo, podemos entender que o objeto da perícia são os 
fatos relacionados a causa da perícia, e o seu objetivo é a constatação 
das provas, bem como a veracidade das informações.
Prova Pericial
No entendimento de Ornelas (2000) a prova pericial, é um meio 
assegurado constitucionalmente a toda pessoa física e jurídica por meio 
do qual, possam se defender ou requerer algum direito. A perícia contá-
bil neste contexto é considerada uma prova técnica da área contábil, já 
que exige conhecimentos técnicos de um contador.
A produção de prova pericial pode ser realizada através de 
um laudo pericial, um parecer técnico e um termo de audiência, no 
caso do laudo e do parecer, esses consubstanciam em um trabalho 
pericial no que tange aos aspectos da exposição e da documen-
tação, tendo o propósito de expressar a opinião do perito, como 
também do seu assistente técnico.
Conforme podemos verificar no quadro colocado abaixo, o ob-
jetivo da produção da prova pericial é:
20
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
Figura 3: Prova Pericial
Fonte: SlidePlayer, 2021.
A prova pericial se baseia em documentos escriturais e fatos 
verídicos a fim de, apresentar a realidade do fato conflitante mediante 
análise e aplicação de procedimentos técnicos cabíveis ao perito conta-
dor. Cabe destacar, que o perito contador, não deve trabalhar com base 
em suposições, e sim com fatos comprovados, fato que permite maior 
confiabilidade na opinião emitida pelo perito contador
Para Zanna (2011, p. 83) a prova constituí: 
Algo material ou imaterial por meio da qual o indivíduo se convence a respei-
to de uma verdade ou de sua ausência. A prova válida é a maneira pela qual 
cada um de nós atinge a certeza do que seja verdadeiro ou não verdadeiro, 
aceitável ou inaceitável em certo momento, segundo certas circunstâncias 
(metodologia) e em determinado local.
Assim, a prova pericial se baseia em documentos escriturais e 
fatos verídicos a fim de, apresentar a realidade do fato conflitante me-
diante análise e aplicação de procedimentos técnicos cabíveis ao perito 
contador. Cabe destacar, que o perito contador, não deve trabalhar com 
base em suposições, e sim com fatos comprovados, fato que permite 
maior confiabilidade na opinião emitida pelo perito contador.
Investigações Técnicas acerca de um Fato Patrimonial
Os fatos patrimoniais são as ocorrências que tem por efeito a 
21
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
alteração da composição do Patrimônio, seja em seu aspecto qualitativo 
ou no que tange ao aspecto quantitativo, eles são eventos que ocorrem 
na empresa, e são passíveis de determinar um valor monetário.
Esses fatos podem ou não alterar o valor do Patrimônio Líquido 
de uma determinada empresa. Classificam-se em três grupos: Fatos 
permutativos (qualitativos ou compensativos), Fatos modificativos (ou 
quantitativos) e Fatos mistos (ou compostos).
Os Permutativos são os fatos que acarretam uma troca entre 
elementos do ativo, do passivo, ou de ambos, porém sem provocar alte-
ração no Patrimônio Líquido, alterando apenas a composição qualitativa 
dos elementos pertencentes ao Patrimônio.
Os fatos Modificativos ou Quantitativos são os fatos que alte-
ram a composição do Patrimônio e modificam para mais (modificativos 
aumentativos) ou para menos (modificativos diminutivos) a situação lí-
quida da empresa, os Modificativos aumentativos envolvem uma conta 
patrimonial e uma conta de receita, aumentando o Patrimônio Líquido 
e os Modificativos diminutivos envolvem uma conta patrimonial e uma 
conta de despesa, diminuindo o Patrimônio Líquido.
Já os Mistos ou Compostos são os que envolvem simultanea-
mente um fato permutativo (qualitativo) e um fato modificativo (quantita-
tivo), alterando o Patrimônio Líquido (PL), ou seja, a troca de elemento 
patrimonial com lucro ou prejuízo.
As investigações acerca de fatos patrimoniais são um conjunto 
de atividades realizadas na busca de procedimentos interdisciplinares, 
que são voltados para produção de conhecimento e para tomada de 
decisão a frente de uma necessidade ou organização.
Figura 4: Investigação
Fonte: Elite Detetives, 2021.
22
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
Essa investigação deve buscar informações sobre um determinado 
fato, denúncia ou suspeita, sendo realizada através da coleta, análise 
e organização de dados e informações, tendo por objetivo esclarecer 
assuntos de interesse da organização, verificar e confirmar suspeitas 
de fraudes e ilicitudes, obter evidências e provas do cometimento de 
irregularidades, identificar e determinar responsabilidades, apurar des-
cumprimento de normas e procedimentos internos, verificar a auten-
ticidade e veracidade de informações prestadas, bem como propiciar 
informações a organização para uma tomada de determinada decisão.
Essa investigação técnica deve ser pautada em princípios, es-
ses são considerados como regras básicas para determinação de con-
dutas obrigatórias que impeçam a adoção de procedimentos investiga-
tórios incompatíveis com esses princípios.
O primeiro princípio é o da legalidade, onde os procedimen-
tos e meios utilizados deverão respeitar as normas em vigor, seguido a 
ele temos o princípio da moralidade, que diz que as investigações de-
vem ser realizadas seguindo um senso comum de honestidade, retidão, 
equilíbrio, justiça, respeito a dignidade, boa fé e ética.
Através do princípio da impessoalidade temos que a investiga-
ção deverá ser regida pela ótica da imparcialidade, agindo de maneira 
impessoal e tratando a todos com o mesmo respeito nas investigações.
É importante trazer ao estudo o princípio da segurança da infor-
mação, por ele, deve-se adotar as medidas administrativas, tecnológicas 
e físicas necessárias à preservação da confidencialidade, integridade e 
disponibilidade das informações obtidas no processo investigatório.
Essas informações deverão ser restritas aos interessados e as 
pessoas autorizadas pela empresa, e aquelas que tenhama necessida-
de de conhecer o determinado conteúdo colhido independentemente de 
que cargo ou função elas ocupem.
Seguimos com o princípio da eficiência, esse é caracterizado 
pelos cuidados adotados para se atingir a eficácia na investigação, desde 
o planejamento, a escolha dos meios utilizados e cuidados com a prote-
ção aos direitos fundamentais das pessoas envolvidas no processo.
O processo de investigação deve ser realizado com cautela, 
observando as implicações legais decorrentes das ações que serão to-
madas, esse processo deve ser realizado com conhecimento e orienta-
ção do departamento jurídico da organização, evitando a utilização de 
métodos clandestinos na obtenção de informações.
23
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
ASPECTOS HISTÓRICOS, FUNDAMENTOS LEGAIS, SOCIAIS E 
CONCEITUAIS
Há relatos da existência de perícias desde os mais remotos 
tempos da humanidade, tendo em vista os fatos de quando o homem 
passou a viver em sociedade, dando início ao chamado processo das ci-
vilizações, que servia para situar as sociedades pela experiência ou pelo 
maior poderio físico, o homem que comandava a sociedade primitiva era 
considerado como seu governante, e ao mesmo tempo ele era gestor, 
juiz, executor, perito, já que examinava, julgava, fazia e executava as leis.
É fato que a concepção de perícia naquela época difere muito 
do que corresponde a perícia hoje em dia, mas o que tínhamos ali, era 
considerado como um embrião da perícia, correspondente ao exame de 
uma determinada situação, coisa ou fato.
Existem vários outros registros milenares da perícia, a exemplo 
na Índia antiga, lá temos registros que trazem o surgimento da figura do 
árbitro, eleito pela partes, que na verdade, era considerado como um 
perito e como juiz ao mesmo tempo, pois ele era oresponsável pela 
verificação direta dos fatos, o exame do estado das coisas e lugares, 
e a decisão “judicial” a ser homologada pelo que detinha o poder real.
Existem diversos dados históricos de perícia registrados e do-
cumentados na civilização do Egito antigo, e, de mesmo modo, também 
o temos na Grécia antiga, através do início da sistematização dos co-
nhecimentos jurídicos, observando-se, à época, a utilização de especia-
listas em determinados campos para proceder à verificação e ao exame 
de determinadas matérias. 
Mas é no Direito romano onde encontram-se os maiores es-
clarecimentos e definições objetivas que estabelecem tanto a perícia, 
quanto a figura do perito, embora não os tenha dissociado das atribui-
ções do árbitro.
A perícia já era regrada pelo estabelecido no Código de Pro-
cesso Civil de 1939, sendo em 1946 com o advento do Decreto-lei nº 
9.295/46 (que criou o Conselho Federal de Contabilidade e definiu as 
atribuições do contador), que se pôde dizer institucionalizada a Perícia 
Contábil no Brasil.
Com o Decreto-lei nº 8.579, de 8/1/46, significativas alterações 
foram introduzidas nas normas periciais. A Legislação Falimentar – De-
creto-lei nº 7.661/45, com as alterações da Lei nº 4.983/66, em seus 
arts. 63, inciso VI; 93, parágrafo único; 169, inciso VI; 211 e 212, incisos 
I e II – estabeleceu regras de Perícia Contábil, que definiam esta atribui-
ção ao contador. Hoje, aplicam-se as regras da Lei de Regularização de 
24
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
Empresas e Falência – Lei Federal nº 11.101/2005.
No entanto, foi apenas com o segundo Código de Processo 
Civil a Lei nº 5.869/1973, junto com todas as modificações e comple-
mentações que lhe foram dadas, que as perícias judiciais foram aperfei-
çoadas com uma legislação mais ampla, clara e aplicável.
O Novo Código de Processo Civil (CPC – Lei nº 13.105/2015) 
que entrou em vigor em 17/3/2016, formando um conjunto com as atu-
alizações do Código de Processo Penal (CPP – alteração da Lei nº 
11.960/2008), da Lei Processual Trabalhista (LTP – Lei nº 5.584/70) e 
da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto-lei nº 5.452/43), 
combinadas às jurisprudências de natureza processual.
No que diz respeito às normas de natureza técnica-contábil, 
chama-se a atenção para as atualizações das Normas emanadas do 
Conselho Federal de Contabilidade, pelos seus conteúdos elucidativos 
e esclarecedores. É neste conjunto de normas que estão inseridas as 
que disciplinam a Perícia Contábil.
A perícia, enxergando de uma forma mais ampla, pode ser 
compreendida como um trabalho de natureza específica, trabalho esse 
que exige rigor na sua execução. Dessa maneira, podemos dizer que 
existem perícias em qualquer das áreas científicas ou até em determi-
nadas situações empíricas. Por outro lado, a natureza do processo é 
que a classificará, podendo ser de origem arbitral, judicial, extrajudicial, 
administrativa ou operacional. 
Quanto à natureza dos fatos que a ensejam, podem ser classi-
ficadas como cível ou criminal, e, nas áreas de conhecimento segundo 
a regulamentação das profissões, como contábil, médica, trabalhista, 
etc. Entretanto, o objetivo deste estudo é a Perícia Contábil, razão por 
que não entraremos no mérito de outras áreas científicas.
A NORMA BRASILEIRA DE CONTABILIDADE (NBC-13), apro-
vada p Resolução CFC, conceituava Perícia Contábil como:
“conjunto de procedimentos técnicos e científicos destinados a levar a instân-
cia decisória elementos de prova necessários a subsidiar à justa solução do 
litígio, mediante laudo pericial contábil ou parecer pericial contábil, em con-
formidade com as normas jurídicas e profissionais, e a legislação específica 
no que for pertinente.”
A Perícia Contábil Judicial pode ser solicitada para efeito de 
prova ou opinião que exija conhecimento dessa área profissional, com o 
objetivo de auxiliar o juiz de direito no julgamento de uma lide. “Quando 
a prova do fato depender de conhecimento técnico ou científico, o juiz 
será assistido por perito […]” (CPC/73, art. 145; CPC/2015, art. 156).
Segundo o Conselho Federal de Contabilidade (CFC): 
25
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
“A perícia contábil constitui o conjunto de procedimentos técnico-científicos 
destinados a levar à instância decisória elementos de prova necessários a 
subsidiar a justa solução do litígio ou constatação de fato, mediante laudo pe-
ricial contábil e/ou parecer técnico-contábil, em conformidade com as normas 
jurídicas e profissionais e com a legislação específica no que for pertinente” 
(Norma Brasileira de Contabilidade NBC TP 01, editada em 27/2/2015, item 2). 
“A perícia judicial é exercida sob a tutela do Poder Judiciário. A perícia extra-
judicial é exercida no âmbito arbitral, estatal ou voluntária. A perícia arbitral 
é exercida sob o controle da lei de arbitragem. Perícias oficial e estatal são 
executadas sob o controle de órgãos de Estado. Perícia voluntária é con-
tratada, espontaneamente, pelo interessado ou de comum acordo entre as 
partes” [grifamos] (Norma Brasileira de Contabilidade NBC TP 01, editada em 
27/2/2015, item 5).
“Perito oficial é o investido na função por lei e pertencente a órgão especial 
do Estado destinado, exclusivamente, a produzir perícias e que exerce a ati-
vidade por profissão” (Norma Brasileira de Contabilidade NBC PP 01, editada 
em 27/2/2015, item 3). 
“Perito do juízo é nomeado pelo juiz, árbitro, autoridade pública ou privada 
para exercício da perícia contábil” (Norma Brasileira de Contabilidade NBC 
PP 01, editada em 27/2/2015, item 4). 
“Perito-assistente é o contratado e indicado pela parte em perícias contábeis” 
(Norma Brasileira de Contabilidade NBC PP 01, editada em 27/2/2015, item 5).
O perito faz a perícia, lavra e assina o laudo. O assistente téc-
nico, entretanto, emite o parecer. O que a lei não esclarece é se o dito 
parecer se baseia na matéria sob exame ou somente no conteúdo do 
laudo. No Capítulo 3, subitem 3.1, “Atos preparatórios”, abordaremos 
com mais informações esta problemática. 
Na perícia, há limitação da matéria sob exame, portanto, não é lí-
cito ao perito exorbitar da matéria submetida a seu exame. Suas investiga-
ções devem cingir-se aos quesitos formulados e dizer sobre eles, somente 
eles, nos limites prefixados. Respeitadas essas limitações, o perito tem 
plena liberdade e o dever de exercitar sua ação investigatória, pautado em 
conhecimentos e experiências próprias, mas fundamentando-se em nor-
mas legais, processuais e disciplinares, e aplicando métodos pertinentes 
ao objeto periciado, não se afastando de um comportamento ético.
26
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
TREINOS INÉDITOS
QUESTÃO 1
Assinale a única alternativa incorreta sobre os conceitos de Perícia 
Contábil:
A) A perícia é um instrumento probatório no processo;
B) A perícia contábil pode ser utilizada na solução de controvérsias;
C) A certificação é o ato de atestar a informação trazida ao laudo pericial 
contábil pelo perito-contador;
D) Não transfere a responsabilidade pelos trabalhos ao perito;
E) O arbitramento é a determinação de valores ou a solução de contro-
vérsia por critério técnico-científico.
QUESTÃO 2
Assinale a alternativa correta:
A) A perícia contábil deve ser feita por profissional contador;
B) A perícia contábil deve ser feita por engenheiro;
C) A perícia contábil deve ser feita por Juiz;
D) A perícia contábil deve ser feita por advogado;
E) A perícia contábil deve ser feita pelo médico.
QUESTÃO 3
Assinale a alternativa incorreta:
A) A perícia é feita apenas por técnico assistente;
B) A perícia é feita pelo profissional responsável;
C) O perito deve agir sempre com integridade e objetividade;
D) A perícia deve ser solicitada quando houver obscuridade no processo;
E) O perito que, por dolo ou culpa, prestar informações inverídicas res-
ponderá pelos prejuízos que causar à parte.
QUESTÃO 4
Assinale a alternativaincorreta:
A) O perito que, por dolo ou culpa, prestar informações inverídicas ficará 
inabilitado para atuar em outras perícias;
B) O juiz deverá comunicar o fato ao respectivo órgão de classe para 
adoção das medidas que entender cabíveis;
C) O perito estava livre de suspeição, pois as partes deixaram de com-
provar que seu cônjuge trabalhava na instituição financeira, antes da 
entrega do laudo pericial;
D) O perito que, por dolo ou culpa, prestar informações inverídicas res-
ponderá pelos prejuízos que causar à parte;
E) O perito que, por dolo ou culpa, prestar informações inverídicas res-
27
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
ponderá perante o Conselho de Classe.
QUESTÃO 5
Assinale a alternativa correta:
A) Podemos denominar como governança corporativa o sistema pelo 
qual empresas são monitoradas, incentivadas e dirigidas envolvendo os 
relacionamentos entre proprietários, conselho de administração, direto-
ria e órgãos de controle;
B) Podemos denominar como governança corporativa as multinacionais;
C) Podemos denominar como governança corporativa o uso de marcas 
registradas como propriedade industrial;
D) Podemos denominar como governança corporativa o sistema adota-
do pelas empresas para pagamento de peritos;
E) Podemos denominar como governança corporativa o sistema pelo 
qual o governo federal investe nas empresas.
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE
Fale acerca da Governança corporativa
NA MÍDIA
O QUE É PERÍCIA CONTÁBIL? ENTENDA E APRENDA COMO EXE-
CUTAR
Se a sua empresa já esteve envolvida em alguma demanda judicial ou 
mesmo se você já participou de algum processo de fusão empresarial, é 
possível que em algum momento já tenha se perguntado como executar 
uma perícia contábil.
Trata-se de um procedimento bastante rígido, por meio do qual pro-
fissionais especializados e devidamente autorizados para tal fazem a 
análise e a conferências de documentos fiscais e tributários, de forma a 
certificar se eles são verdadeiros ou não.
Conhecer mais detalhes sobre o que é perícia contábil é uma questão 
importante para empresários, gestores e profissionais de contabilidade. 
Nesse artigo, abordaremos mais detalhes sobre essa importante questão.
Fonte: Jornal Contábil
Data: 20 jul. 2019.
Leia a notícia na íntegra: https://www.jornalcontabil.com.br/o-que-
-e-pericia-contabil-entenda-e-aprenda-como-executar/ Acesso em: 
20/07/2021.
NA PRÁTICA
A governança é considerada como uma medida de grande eficácia pois 
está relacionada aos processos, costumes, políticas, leis e instituições 
28
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
que são usados para fazer a administração de uma empresa. O tema 
possui uma visão por vários autores e instituições, mas todos conver-
gem para o mesmo conceito. 
Para o IBGC, Governança Corporativa é o sistema pelo qual as empre-
sas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, 
envolvendo os relacionamentos entre sócios, conselho de administração, 
diretoria, órgãos de fiscalização e controle e demais partes interessadas.
A Governança Corporativa é um tema multifacetado, principalmente 
pela natureza e pela extensão da responsabilidade de indivíduos espe-
cíficos na organização. Um dos impactos de um sistema de Governança 
Corporativa, por exemplo, é na eficiência econômica, com ênfase no 
bem-estar dos acionistas.
PARA SABER MAIS
Acesse os links: https://www.techedgegroup.com/pt/blog/governan%-
C3%A7a-corporativa Acesso em: 20/07/2021 e https://www.ibgc.org.br/
conhecimento/governanca-corporativa. Acesso em: 20/07/2021.
29
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
FUNDAMENTOS TEÓRICOS E ÉTICOS DA PERÍCIA CONTÁBIL
Conforme já restou demonstrado no capítulo 1, a perícia con-
tábil constitui um conjunto de procedimentos técnicos e científicos des-
tinados a levar à instância decisória elementos de provas necessários 
a subsidiar a justa solução do litígio, mediante laudo pericial contábil e/
ou parecer pericial contábil, em conformidade com as normas jurídicas 
e profissionais, e a legislação específica, no que for pertinente.
Segundo FONSECA (2000 p.37-38):
A perícia contábil é uma área de especialização da contabilidade que vem 
despontando como amplo e promissor campo de atuação do contador. [...] É 
um importante ramo da contabilidade, e, para sua realização, faz-se neces-
sário profissional especializado, que esclarece questão sobre o patrimônio 
PERÍCIA CONTÁBIL APLICADA
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
29
30
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
das pessoas físicas e jurídicas.
A perícia pode ser requerida para diversos fins, mas, como ela 
será uma prova, precisará sempre se basear em elementos verdadeiros 
e competentes para que tenha validade e eficácia.
A perícia contábil pode ser utilizada como prática comum no mun-
do da contabilidade, tanto a pública como a privada, ela é de suma impor-
tância a todos os processos que ela envolve, pois ela é instrumento na 
busca pela verdade dos fatos, tendo sua importância como meio de prova.
O trabalho pericial é de suma importância na busca pela ver-
dade dos fatos, o profissional responsável pela perícia deverá provar 
o que lhe é pedido através de minuciosa experiência, de uma maneira 
geral, qualquer pessoa pode solicitar uma perícia, mas é mais comum 
sua solicitação por parte de juízes na busca pela verdade.
A perícia se utiliza da metodologia analítica e o de maior abran-
gência, pois ela visa a confiabilidade da opinião, como prova que deverá 
ser elaborada para o interesse de terceiros, esse método não se con-
funde com a metodologia utilizada na auditoria.
Perícia reúne experiência e conhecimento. Segundo D’Auria 
(1962, p. 151), é aquela em que uma pessoa conhecedora e experiente 
em matérias específicas examina registros e documentos que deram 
origem a fatos, reportando sua autenticidade e opinando sobre suas 
causas, essência e efeitos da lide. Sua aplicação faz-se por incumbên-
cia direta ou indireta dos interessados ao especialista, para que, este, 
examine e opine com relação a um caso predeterminado. Isto é função 
pericial ou peritagem. A perícia origina-se do interesse de pessoas liti-
gantes, do interesse da justiça e, também, do interesse público.
No que diz efetivamente aos fundamentos da perícia, esses, 
são divididos em compromisso com a justiça, método, fundamentação 
por meio de análise técnica ou análise científica, tecnologia, objetivi-
dade, concisão, sustentáculo da apreciação, exatidão a clareza de um 
laudo e, por fim, a precisão com limites.
O perito tem a obrigação de revelar sempre a verdade dos fa-
tos, tudo disposto no laudo pericial, é assim que o juiz poderá determi-
nar os direitos, deveres e cada uma das partes. Assim, o laudo deverá 
ter a precisão fundamental de um trabalho pericial, sem extrapolar o que 
31
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
foi pedido e sem emitir opinião pessoal.
O trabalho do perito contábil na perícia, se dá pela pesqui-
sa. Utilizando-se dos métodos necessários, ele poderá encontrar os 
fatos e oferecer sua opinião, mas a perícia não é considerada como 
prova absoluta, além do que, um juiz por exemplo, que venha a so-
licitar a perícia, não está necessariamente preso a opinião do perito 
para formação de seu convencimento, aquela prova é somente mais 
um meio probante para auxiliar na busca pela verdade dos fatos.
https://www.jornalcontabil.com.br/o-que-e-pericia-conta-
bil-entenda-e-aprenda-como-executar/ 
O profissional tem a seu favor os procedimentos baseados na 
teoria contábil, que, por sua vez, são baseados em análise técnica e/
ou análise científica. Ele emitirá o laudo pericial com exposição clara e 
objetiva, com utilização das palavras adequadas e observando o cum-
primento dos critérios científicos.
Funções Contábeis
Continuando os estudos acerca da perícia contábil, veremos 
nesse capítuloconhecimentos doutrinários nos quais são detalhadas 
as funções fundamentais e complementares da contabilidade, no caso 
dessas últimas, discutindo em nível de detalhes suas atividades admi-
nistrativas, revisora e pericial.
Segundo Ornelas (2000, p.40), a função da perícia contábil só 
poderá ser exercida por um bacharel das Ciências Contábeis, pois tra-
ta-se de uma atribuição privativa de competência daqueles que tenham 
equiparação legal.
Ornelas informa que:
O comando legal vigente que organizou a profissão contábil veio a luz em 
32
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
maio de 1946, por meio do decreto-lei nº 9.295. Esse diploma legal, entre 
outras providências, definiu as atribuições dos profissionais da contabilidade, 
em especial a competência legal quanto ao desenvolvimento de perícias. 
(ORNELAS, 2000, p. 40)
A contabilidade tem um conjunto de funções, essas podem ser 
fundamentais ou complementares, o estudo dessas funções é de suma 
importância, pois é com base nelas que encontraremos o campo de 
estudos aqui investigado, veremos cada uma das funções com subfun-
ções e seus aspectos.
As primeiras funções a serem investigadas são as funções fun-
damentais, a Contabilidade tem em uma análise crítica a função descri-
tiva, porém, são tantos os aspectos, a complexidade de cada conjunto 
patrimonial e as transformações dos componentes agregados na rique-
za que se torna necessário seu desdobramento para classificar essa 
função geral em três subfunções fundamentais.
 
Figura 5: Fundamentos da perícia contábil
 
Fonte: Slide Player, 2021.
A subfunção escritural é básica, e a mais comum, revela-se 
pela anotação fiel e continuada dos fatos ocorridos na gestão adminis-
trativa do patrimônio. O processo escritural inicia-se com a observação, 
seguindo-se o exame da matéria a registrar, a coordenação dos ele-
33
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
mentos quanto à homogeneidade das espécies e a anotação metódica 
com observância das técnicas contábeis. 
A perícia é feita de modo contínuo, com objetivo de as-
segurar uma exatidão e uma verdadeira representação dos fatos 
contábeis que são objeto da perícia, ela faz-se oportunamente, ou 
seja, quando haja necessidade de testemunhar e provar a existên-
cia dos elementos patrimoniais e de situações do direito e/ou eco-
nômico-jurídicas que precisam ser verificadas.
A subfunção expositiva tem efeito na reprodução sintetizada (ba-
lanço) e analítica (evidenciação) da matéria registrada. Dessa maneira, 
assume caráter mais profundo, porque é realizada como afirmação cate-
górica das situações patrimoniais, em conjunto com suas partes. 
A interpretação técnica do conteúdo do balanço ou das de-
monstrações, subfunção interpretativa, traduz-se em análise dos ele-
mentos expostos. É fundamental como testemunho autorizado da signi-
ficação de situações presentes e previsão de situações futuras.
As funções periciais se estendem as chamadas funções com-
plementares, são consideradas como funções peculiares da Contabi-
lidade, nela as transações ou negócios contratados devem merecer 
adequado registro, como nos casos de obrigações a cumprir, títulos de 
crédito a vencer, riscos ou compromissos recíprocos, orçamentos, auto-
rizações de despesa, entrega futura de bens ou valores e outras opera-
ções de realização prevista.
Essas funções são conhecidas como os fatos patrimoniais a se-
rem registrados de acordo com os preceitos da contabilidade, revelando-
-se, então, em função previsora ou preditiva, que prefixa direitos e obri-
gações atinentes a um, ou mais componentes da riqueza individualizada.
Se estabelecermos um paralelo entre a função revisora e a 
pericial, verificamos, desde logo, que a função revisora é emanante per-
tencente a Contabilidade, porque dela depende a sua eficácia, o valor 
da elaboração técnica, ao passo que a função pericial é esporádica. 
A revisão, além de ser uma função intrínseca ao exercício pro-
fissional da Contabilidade, também se demonstra na certificação do que 
existe em matéria patrimonial, qual a situação presente e quais os fatos 
que a produziram. Tudo realizado mediante confrontação dos elemen-
tos comprobatórios e com as anotações feitas. Essa função é formal e 
34
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
eminentemente técnica. 
A Perícia Contábil é uma incumbência confiada ao contador 
a fim de se informar, de modo específico, mediante exame da matéria 
prelimitada, e opinar tecnicamente, se solicitado por pessoa interessada 
que, geralmente, é uma das partes litigantes. 
Perícia contábil é a verificação de fatos ligados ao patrimônio individualizado 
visando oferecer opinião, mediante questão proposta. Para tal opinião re-
alizam-se exames, vistorias, indagações, investigações, arbitramentos, em 
suma todo e qualquer procedimento necessário à opinião (SÁ, 2011, p. 10).
Existe, ainda, uma função intermediária, através dessa função 
o profissional contador é incumbido do exame de questões administra-
tivas, cujo andamento depende da certificação de matérias, fatos, e de 
orientações técnicas para decisões de negócios. 
Dessa forma, verificamos o concurso de outra função além da 
revisora e da pericial. Esta outra função é a auditoria, em cuja aplicação 
não nos ateremos neste livro, pois seu objetivo precípuo é um enfoque 
geral da revisão e do estudo particularizado da perícia, em matéria de 
Contabilidade.
Uma das funções da perícia diz respeito a cooperação na ges-
tão da administração empresarial, isto é, no conjunto de atos que ten-
dem à consecução dos objetivos previstos para cada organização.
É assim que se traduz a elaboração do planejamento contábil, 
da sistematização de controles, do desenho de impressos necessários à 
atividade administrativa, das normas para orientação da vigilância sobre 
os elementos patrimoniais, dos cálculos das operações, do inventário 
dos bens e seus métodos de avaliação, da elaboração de orçamentos, 
da redação ou compilação de atos contratuais das operações, enfim, do 
que signifique colaboração justificada com os meios da Contabilidade e 
aptidões de seus profissionais.
PLANO DE TRABALHO: OPERACIONALIZAÇÃO DA PERÍCIA CON-
TÁBIL, PERÍCIA JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL
A perícia contábil se apresenta conforme sua caracterização 
de instauração e classificação, uma vez que ela possui espécies que 
são distintas, e dependem do ambiente em que é instada a atuar, sendo 
esse que definirá sua caracterização.
O ambiente de atuação da perícia será determinante as ca-
racterísticas e as determinantes que serão aplicadas, esse ambiente 
de atuação pode ser o judicial ou o extrajudicial, há quem classifique 
35
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
também o ambiente de atuação em arbitral e semijudicial.
O planejamento realizado na perícia contábil inicia-se com 
a indicação de um profissional perito, este deverá ter acesso aos 
documentos para conhecimento do problema, dessa maneira, po-
derá elaborar o cronograma e propor os seus honorários, assim 
que o trabalho estiver finalizado, o profissional devolve através de 
laudo ou parecer aquilo que restou como resultado da perícia.
No que diz respeito a esfera judicial, a perícia ocorre no âmbito 
judiciário e é solicitada por um juiz, a extrajudicial tem como caracterís-
tica a realização fora do âmbito judicial, não é solicitada por um juiz. Na 
Esfera Arbitral, a perícia é requerida por um árbitro e na Esfera Semiju-
dicial, que ocorre dentro do aparato institucional, mas fora do Judiciário.
Alberto explica que a perícia judicial se efetiva:
[...] por determinação, requerimento ou necessidade de seus agentes ativos, 
e se processa segundo regras legais específicas. Esta espécie de perícia 
subdivide-se segundo suas finalidades precípuas no processo judicial em 
meio de prova ou arbitramento. Ou seja, a perícia judicial será prova quando 
no processo de conhecimento ou de liquidaçãopor artigos tiver por escopo 
trazer a verdade real, demonstrável cientifica ou tecnicamente para subsidiar 
a formação da convicção do julgador e será arbitramento, quando determi-
nada no processo de liquidação de sentença, tiver por objetivo quantificar 
mediante critério técnico a obrigação de ar em que aquela se constituir. (AL-
BERTO, 2010, p.38) 
A perícia judicial ocorre em casos de litígios e é solicitada pelo 
juiz para que haja conferência de dados, verificação das provas que são 
apresentadas pelas partes ou para a coleta de provas que o juiz julgar 
necessárias, essa perícia deve ser feita por um profissional expert na 
área, para que assim seja feita a conferência, verificação ou coleta, que 
poderá auxiliar o juiz na formação de sua decisão.
No que diz respeito a perícia contábil judicial, essa visa servir 
como prova, dando conhecimentos ao juiz acerca de uma matéria obje-
to de litígio que mereça seu julgamento, objetivando fatos relativos ao 
patrimônio aziendal ou de pessoas.
O trabalho do profissional de contabilidade é composto por re-
latórios, que, dependendo do objetivo definido, diferem muito em conte-
36
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
údo como na sua apresentação, por isso é importante saber a diferença 
substancial entre um relatório de auditoria, uma certificação contábil 
e uma perícia. Ao se falar em perícia, observa-se que os indícios de 
sua existência apareceram no início da civilização, tendo em vista que, 
quando ocorriam situações conflitosas entre as pessoas, era realizado 
um levantamento da situação, para que com isso, fosse tomada a me-
lhor e mais correta decisão. Entretanto, nesta época, tais levantamentos 
eram realizados pelos legisladores, que também atuavam como execu-
tores das leis (ALBERTO, 2012, p. 04).
A perícia judicial é realizada dentro dos procedimentos proces-
suais do poder judiciário, por determinação, requerimento ou necessi-
dade de seus agentes ativos (autor), se processa segundo regras legais 
específicas.
Figura 6: Perícia Forense
Fonte: Diário do Nordeste, 2021.
As perícias contábeis se enquadram no Direito, tendo em vista 
que são consequências do relacionamento e da interação de pessoas 
na busca de se alcançar uma verdade, isso aplicado a todos os ramos 
legais, a perícia surge da necessidade de descrever e definir interesses 
de partes litigantes quando o judiciário assim o requerer.
A perícia vem como solução advinda da necessidade de so-
lucionar litígios, possuindo regras específicas, ela é utilizada quando 
houver controvérsias em questões judiciais, a partir do pedido do juiz 
origina-se a perícia judicial, onde a partir dessa necessidade, o perito 
irá auxiliar o poder judiciário através das provas produzidas e apresen-
tadas no laudo pericial oficial, e com seus conhecimentos técnicos e 
pertinentes a matéria.
Devido a importância que o laudo pericial tem, justo por se tra-
tar de ter força probante, caberá ao perito, observar com o máximo zelo 
o objeto da perícia de forma clara e objetiva, tendo em vista que o erro 
37
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
pode implicar responsabilidade civil e criminal para ele. 
O perito em Contabilidade Judicial deve fazer de seu trabalho 
algo otimizado, tornando seu resultado eficaz e eficiente, já que com ele, 
poderá ajudar a resolver o problema dos expedientes do Poder Judicial. 
Algumas observações sobre as qualidades que devem ter o perito em 
Contabilidade Judicial em seu trabalho, na visão de Barbery, 2010, p.81,
a) Deve demonstrar treinamento, atualização e melhoria permanente; a pro-
ficiência entendida como os atributos de treinamento necessários; atitude e 
excelente capacidade técnica; experiência, entendida como prática e habili-
dade suficientes; em suma, a concorrência e o desenvolvimento profissional 
deve ser expresso em conjunto constantemente desenvolvendo o nível de 
adequação técnica. Independência, imparcialidade e integridade nos proces-
sos periciais.
b) O especialista em contabilidade deve demonstrar não apenas se 8 ele é 
independente e objetivo, mas que suas ações e situações evidenciem pelo 
senso lógico e comum. Diligência e dedicação contínua no desenvolvimento 
do processo pericial. 
c) O objetivo de realizar o trabalho como perito em contabilidade judicial é 
prestar um serviço profissional, existindo três tipos de condições profissio-
nais ou imperativos éticos que são eles: competência, serviço à administra-
ção da justiça e a solidariedade. 
d) Para o perito contábil judicial devem influenciar três fatores gerais para 
tomar decisões éticas ou antiéticas, que são: os valores individuais, o com-
portamento e o Código de Ética. Os principais problemas éticos os quais 
enfrenta o perito contábil judicial no desenvolvimento de suas perícias são: 
suborno, falta de dedicação e compromisso, encobrimento, egoísmo e in-
competência. 
e) Como requisitos éticos mínimos para realizar o trabalho de perito contábil 
judicial são: Aptidão de Serviço, Qualidade de Serviço, Compromisso, Cui-
dado e Esmero Profissional, Independência, Objetividade e Imparcialidade, 
Probidade Moral, Reserva ou Confidencialidade, Tecnicidade, Vocação para 
Verdade, Transparência e Respeito ao juramento como peritos contábeis ju-
diciais, todos eles entrelaçados com a mesma missão de buscar a excelência 
em nosso trabalho como peritos contábeis judiciais.
A ética é de extrema importância, o profissional em contabilida-
de tem a função de auxiliar o juiz, leigo no assunto a ter esclarecimento 
dos fatos que são objetos da perícia, o Código de Ética Profissional 
e Disciplinar do Conselho Nacional dos Peritos Judiciais da República 
Federativa do Brasil (2010, p. 2) nos apresenta:
Art. 8º, de seus Princípios Fundamentais, "o Perito Judicial deve ter plena 
consciência de que é o auxiliar da Justiça, pessoa civil, nomeado pelo Juiz ou 
pelo Tribunal, devidamente compromissado, desenvolvendo, assim, um tra-
balho de extrema responsabilidade e relevância perante o Poder Judiciário, 
38
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
especialmente porque irá opinar e assisti-los na realização de prova pericial, 
consistente em exame, vistoria e avaliação", 
Art. 9º, "o Perito Judicial quando indicado pelas partes para atuar como As-
sistente Técnico, assistindo-os, para realizar a prova pericial, deve seguir 
as mesmas normas e condutas previstas neste Código, como se nomeado 
o fosse, já que seu trabalho também é de extrema relevância ao Poder Ju-
diciário"
Diante disso, a perícia de modo geral faz-se necessária quan-
do as provas presentes nos autos se tornam insuficientes para o escla-
recimento e elucidação dos fatos, além de ser imprescindível quando o 
que se discute precisa de opinião especializada.
Além da perícia judicial, vamos discorrer acerca da perícia semiju-
dicial, trata-se da perícia realizada dentro do aparato institucional do esta-
do, mas fora do poder judiciário, seu principal objetivo é ser meio de prova 
nos ordenamentos institucionais usuários. Subdivide-se, segundo o apara-
to estatal atuante, em: Policial, Parlamentar e Administrativo-tributária.
Figura 7: Perícia Semijudicial
 
Fonte: SlidePlayer, 2021.
Podemos classificá-las assim porque conforme demonstra a fi-
gura acima, as autoridades policiais, os parlamentares ou as autoridades 
administrativas têm algum poder jurisdicional, a exemplo do poder legis-
lativo ao realizar uma CPI- Comissão Parlamentar de Inquérito, por ter 
ali força judicial, o legislador poderá solicitar a perícia como se fosse juiz.
Temos também a perícia extrajudicial, essa é realizada fora do 
Estado, por necessidade e escolha de entes físicos e jurídicos particu-
lares, ela poderá ser dividida entre demonstrativa, quando busca de-
monstrar a veracidade ou não de um fato ou coisa que seja previamente 
39
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
especificada na perícia.
Poderá ser tambémdiscriminativa, quando ela busca colocar 
em justos termos os interesses de cada indivíduo envolvido e compro-
batórias, que visam a comprovação de manifestações patológicas da 
matéria que for objeto da perícia extrajudicial. 
Podemos verificar que existem três tipos de perícia, elas são: 
extrajudicial, arbitral, estatal ou voluntária. A Perícia Contábil Extrajudi-
cial Arbitral é requerida por um árbitro em um processo que segue as 
leis de arbitragem na resolução de conflitos.
A Perícia Contábil Extrajudicial Estatal poderá ser realizada 
sob controle do Estado, um exemplo de sua aplicação ocorre em situ-
ações como uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ou nas que 
sejam conduzidas pelo Ministério Público da União. 
A Perícia Contábil Extrajudicial Voluntária ocorre quando uma 
empresa ou pessoa física pode solicitar a um perito independente, ou a 
uma organização que ofereça tal serviço. O objetivo pode ser desde a 
busca por provas para um processo administrativo ou judicial, até para 
a verificação dos documentos, analisando riscos tributários ou visando 
à mais transparência das contas que ajude na tomada de decisão.
Uma perícia extrajudicial pode ser de suma importância, 
ela poderá dar uma assistência técnica na busca pela resolução de 
diversas situações. Ao contrário de uma perícia judicial, a extraju-
dicial é aplicada em situações em que as partes envolvidas não ne-
cessitam da presença do Estado através do Poder Judiciário para 
resolução de suas lides.
Essas perícias são comuns de serem feitas em casos de autu-
ações fiscais, sendo realizadas a pedido de um advogado especialista 
no direito tributário, esse pedido ocorre porque diversas vezes a receita 
federal aplica uma multa superior ao que deveria cobrar, justamente por 
não considerar possíveis créditos tributários ou pela interpretação equi-
vocada dos livros contábeis.
No processo administrativo destinado à determinação e exigência 
de crédito tributário, a prova pericial obedece à Lei 8.748/93 (que alterou 
alguns dispositivos do Decreto 70.235/72), vejamos o que ela nos traz:
Art. 9º - (...) autos de infração (...) instruídos com todos os termos, depoimen-
40
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
tos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do 
lícito; 
Art. 16, Inciso IV – as diligências ou perícias que o impugnante pretenda 
sejam efetuadas, exposto os motivos que as justifiquem, com a formulação 
dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso da 
perícia, o nome, endereço e a qualificação profissional do seu perito. § 1º – 
Considerar-se-á não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar 
de atender aos requisitos previstos no Inciso IV do art. I6. 
Art. 18, § 1º – Deferido o pedido da perícia, ou determinada de ofício, sua 
realização, a autoridade designará o servidor para, como perito da União, a 
ela proceder e intimará o perito do sujeito passivo a realizar o exame reque-
rido, cabendo a ambos apresentar os respectivos laudos em prazo que será 
fixado segundo o grau de complexidade dos trabalhos a serem executados. 
(BRASIL, 1993)
Por último vamos falar acerca da perícia arbitral, essa moda-
lidade arbitral está dentro da perícia extrajudicial, vejamos o conceito 
trazido pela figura colacionada abaixo:
Figura 8: Perícia Arbitral
Fonte: SlidePlayer, 2021.
Pela Lei 9.307/96, as partes têm direito a escolha de um árbitro, 
esse será o responsável pela solução de possíveis litígios e controvérsias 
entre as partes, sem a intervenção do poder estatal, ou seja, as partes con-
cordam sobre a elaboração de uma perícia e, também sobre quem a fará.
A Arbitragem, que foi instituída pela Lei nº. 9.307/96, é uma 
das formas mais rápidas, eficientes e considerada como uma das mais 
baratas na solução de litígios que possam envolver bens disponíveis, no 
que se referem as decisões, essas serão definitivas, assim que escolhi-
do modelo de resolução de conflitos pela arbitragem, as partes estarão 
impedidas de recorrer à Justiça.
41
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
Figura 9: Arbitragem
Fonte: Instituto de Direito Contemporâneo, 2021.
A arbitragem poderá ser escolhida para a resolução de qual-
quer controvérsia, conflito ou desentendimento que venha a dizer res-
peito aos direitos que as partes possam livremente dispor, tudo aquilo o 
que possa ser estabelecido em um contrato, bem como toda e qualquer 
questão sobre a qual as partes não possam dispor livremente.
Qualquer pessoa poderá ser eleita como árbitra, todavia, reco-
menda-se que as pessoas que desejem cumprir as funções de árbitro 
aprimorem seus conhecimentos sobre o tema e as funções que o árbitro 
deva cumprir; os instrumentos legais que regulam os procedimentos des-
tas funções; as técnicas de negociação e relacionamento humano; os sis-
temas de informações e tomadas de decisões e outros temas pertinentes.
APLICAÇÕES DA PERÍCIA CONTÁBIL
Conforme já verificamos, a perícia é de suma importância para 
solução de litígios, sejam eles ocorridos na esfera judicial ou na es-
fera extrajudicial, no caso da perícia contábil, essa poderá esclarecer 
questões que careçam de informações técnico-profissional na busca de 
solução de conflitos.
42
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
Tendo em vista a complexidade e responsabilidade no exer-
cício da atividade pericial, é benéfico a observância das normas e da 
legislação brasileira a fim de se realizar um trabalho de qualidade e 
zelo indiscutíveis, necessários para auxiliar o judiciário na resolução 
dos problemas que incidem sobre o patrimônio dos entes jurídicos com 
independência e objetividade.
A atividade pericial é a verificação dos fatos ligados ao patrimô-
nio, conforme já verificamos, ela visa oferecer opinião mediante a ques-
tão que foi proposta, para que seja oferecida essa opinião, são necessá-
rios, exames, pesquisas, avaliações, dentre outros, por isso a aplicação 
da perícia contábil é tão importante, tanto dentro da esfera jurídica quanto 
fora dela, sendo ela uma auxiliadora em diversos processos.
A perícia contábil poderá ser aplicada em diversas ações, a 
exemplo da ação de alimentos, nela o perito poderá evidenciar a capa-
cidade econômica do responsável pela manutenção dos alimentos, au-
xiliando o juiz quanto a apuração do capital necessário para uma efetiva 
manutenção sem que isso onere excessivamente o mantenedor.
Outro caso de aplicação da perícia contábil é a recuperação 
Judicial, por uma criteriosa verificação da situação financeira e patrimo-
nial com intuito de apurar a real situação da entidade, como por exem-
plo: o fluxo de caixa projetado, a liquidez dos ativos, volume de vendas, 
margens de lucro, custo e despesas, dentre outras análises.
A Perícia Contábil também é muito utilizada na verificação e 
na revisão de cálculos das ações trabalhistas, muitas vezes aquilo que 
foi mostrado pelo empregador ou pelo empregado durante o litígio não 
está em conformidade com o que dispõe a legislação, para isso, o perito 
contador vem através do exame pericial comprovar se aqueles cálculos 
estão corretos ou não.
Outra importante questão a ser tratada pela perícia contábil é 
a avaliação de patrimônios empresariais, sua importância consta por 
exemplo nas situações de falência de uma empresa, o perito contador 
deverá através de sua perícia verificar qual o tamanho do patrimônio 
líquido da empresa e como esse está dividido.
Podemos concluir que a perícia tem finalidades diversas, entre 
as principais estão as de matéria prévia para o estudo de viabilidade 
processual, de prova pericial no âmbito do judiciário, administrativo e 
fiscal, devendo ser exercida por profissional legalmente habilitado. O 
fim é o meio de obter prova competente, para que, se decida em base 
consistente e de plena materialidade.
43
P
E
R
ÍC
IA
 C
O
N
TÁ
B
IL
 -
 G
R
U
P
O
 P
R
O
M
IN
A
S
Acesse os links: https://ongabc.org.br/peri-

Mais conteúdos dessa disciplina