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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUI – UFPI
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE – CCS
DISCIPLINA: SEMIOLOGIA I
Prof. Dr. Rogério Santiago Araújo
DEFINIÇÃO
 É a descoloração roxo-azulada das mucosas e da 
pele, podendo ser generalizada ou localizada, 
atribuída a um aumento de hemoglobina não 
saturada de oxigênio (deoxiemoglobina ou 
hemoglobina reduzida) ou de derivados da 
hemoglobina, nos pequenos vasos sanguíneos 
daquelas regiões
Harrison, Medicina Interna, 2006
Hemoglobina 75g/100
FERUZiht
· Diagnostico sindromico (exi febre , isterit
ㅘ TOPOGRAFICO (TIRCODE)
… FisioPATOLOGICO
ㅔ ETTOLOGICO
DOEN I DE GRAVES
CIANOSE
O grau de cianose é modificado pela
- cor do pigmento cutâneo, 
- pela espessura da pele e 
- pelo estado dos capilares cutâneos
↳ ↑ ENCHIMENTO CAPILAR E RTD
DE SANGUE CIRCULANDO NA Pent + EriDENDE
A CIANOGE
SEQUÊNCIA DOS ESTÁGIOS DE 
OXIGENAÇÃO DA HEMOGLOBINA
Desoxiemoglobina
Oxiemoglobina
HEMOGWOBINA
TEN 2 ADEIAS
↓ E 2 ADeiAS P
To se LIGAR .No Of
As cadeias Perdem
AFINIDADE PELO HEMOGLOBiNA
2
,3-BIFOSFOGLICELATO , β REINZIRT
PODONZOALULEAN
MOLEWLAS
De O2 Loxiemoglobina) HEROGLOBINA NÃO
OXIGENATA
CURVA DE DISSOCIAÇÃO 
HEMOGLOBINA-OXIGÊNIO
A curva de dissociação de oxigênio 
também varia em situações específicas:
a) O 2,3-DPG, encontrado em grande 
quantidade nos eritrócitos e em pequenas 
quantidades nos tecidos, desvia a curva 
para a direita, diminuindo a afinidade da 
hemoglobina pelo oxigênio;
b) A afinidade da molécula isolada de Hb S 
pelo oxigênio é a mesma que a da Hb A, 
porém os eritrócitos falciformes contêm 
mais 2,3-DPG do que os normais e, 
consequentemente, diminuem sua 
afinidade ao oxigênio.
↑ pressão Saturato
@
ae #Newจดั
* hervogWobina HBs eHBA
TEM A MESMA AFINIDADE
PENO O2 ,
O We DIFERE ARTI
DE 2,3DPG Me Na HBS é Maior
Acidose piore a exigenação
FISIOLOGIA DAS 
TROCAS GASOSAS
Sat Hb 97%
Hb 14,9 g%
CaO2 19,7%
Sat Hb 75%
Hb 14,9 g%
CvO2 15 ml%
Conteúdo de O2 =
(Hb x 1,34 x sat O2) + 0,0031 x PaO2
Consumo de O2 pelos tecidos =
(DC) X (Ca O2 – Cv O2)
↑ DEXOHeMOGhOBiNA 3%
CIRWULAAY
↳ Circulaci ARTEIANO2
VENOSA O
2
&
Vorume sistónico xic
CÁLCULO DA Hb REDUZIDA
 A hemoglobina reduzida existe tanto no sangue arterial 
como no venoso.
 A quantidade média das duas concentrações é que 
representa a possibilidade de existir ou não Cianose
 SaO2 = 97% e a SvO2 = 75%
 Hb = 15 gr%
 Portanto:
 0,45g de Hg não saturada no sangue arterial (3%) e
 3,75g de Hb no sangue venoso.
 Então:0,45 +3,75=4,2g/2=2,1g%
HBROiWLiRH = HA . (s- Sao)
HBLED= LS (S - 0 ,9y)
↳ 3% De 15 guHb HBRD= ① ,4bg
 ENTÃO: CONCENTRAÇÃO MÉDIA NORMAL DE 
HEMOGLOBINA NÃO SATURADA = 2,1 G%
 SE A CONCENTRAÇÃO MÉDIA DE HEMOGLOBINA 
NÃO SATURADA FOR ≧ 5,0 G/100 ML A CIANOSE ESTÁ 
PRESENTE
HEMOGLOBINA REDUZIDA 
(NÃO SATURADA)
critério laboratorial diagnóstico
PESSOA Andrica e Mais Dificin ter cianoSe
,
Mas Nai TER
BAiXA DE HEMOGLOBINA
VariavEiS P/CHEbAr DEtOHEmoGLO BiNA
POz
HEwoGhoBiNA
SAT
MECANISMO DE CIANOSE
 Aumento absoluto da quantidade de hemoglobina 
reduzida no sangue > 5 g/dL 
 É o aumento absoluto ao invés de relativo!
 Presença no sangue de metemoglobina ou 
sulfometaglobina
15
5
20
5 5 5
0
5
10
15
20
Total Hb
R-Hb
Policitemia
Anemia
↑ HErvebLoBiNA
* HEMoGLOBiNA
↳ ferro oxirado fe3t
↳ LIGACO IRREVERSivEn DO NAc CONSEGUE CARREAN
1
ENXore, dificUntandO Carrieat OXIGENIG
·
CIANOSE
SUBDIVISÃO CONFORME DISTRIBUIÇÃO
 GENERALIZADA (na pele toda)
 Tipo central
 Tipo periférica
 Tipo mista
 Por alteraço da hemoglobina
 LOCALIZADA OU SEGMENTAR
 Em alguns segmentos corporais
 Significa sempre obstrução de uma veia que drena uma 
região
B SirvErriA
Ex : nas maos e Dois pes
NACO STWGTaiCO
Ex: uma não
CIANOSE
FISIOPATOLOGIA
 GENERALIZADA
 TIPO CENTRAL
 Tipo periférica
 Tipo mista
 Por alteração da
hemoglobina
 LOCALIZADA OU 
SEGMENTAR
TIPO CENTRAL
Hb reduzida aumentada nos capilares por
inadequada oxigenação do sangue arterial
Ocorre a partir de 
SaO2 55mmHg e a 
 saturação>85% 
→ a cianose é ausente
 PaO2 entre 40 e 50mmHg; 
 a saturação entre 70 e 85% 
→ a cianose é possivel
 PaO2 45mmhg
Anos 20 30 40 50 60 70 80
PaO2 média 98 96 93 90 88 85 82
Hipoxemia
CIANOSE
FISIOPATOLOGIA
 GENERALIZADA
 Tipo central
 Tipo periférica
 Tipo mista
 Por alteração da
hemoglobina
 LOCALIZADA OU 
SEGMENTAR
PaO2 45mmHg 
PaO2 circulação ,
POREN SEN
(
VENTILTÜS
1
☆
TENVENTINão
,
MAS ณคื ~
PERFUWO
CIANOSE
FISIOPATOLOGIA
 GENERALIZADA
 Tipo central
 Tipo periférica
 Tipo mista
 Por alteraçao da
hemoglobina
 LOCALIZADA OU 
SEGMENTAR
INSUFICIENCIA RESPIRATORIA 
HIPOXEMICA (TIPO I)
MECANISMOS:
1. Desequilibrio da relaço ventilaçao-
perfusao (V/Q)
2. Shunt direito-esquerdo
3. Efeito espaço morto alveolar
4. Distrbio da difusao
5. Diminuiçao da PvO2
TIPO CENTRAL
CIANOSE por
Insuficiencia respiratoria hipoxemica (tipo I)
 A HIPOXEMIA DECORRE DOS SEGUINTES 
MECANISMOS:
 Desequilibrio da relacao ventilacao-perfusao 
(V/Q)
 Desequilibrio V/Q representa distribuicao nao 
coincidente entre a perfusao sanguinea capilar e a 
ventilacao nas unidades pulmonares
 Exemplos
 Edema agudo de pulmao
 Dpoc/asma
 Hipertensao pulmonar
 Doenças intersticiais
 Tromboembolismo pulmonar
 Shunt direito-esquerdo
 Disturbio da difusao
 Diminuicao da PvO2
 GENERALIZADA
 Tipo central
 Tipo periférica
 Tipo mista
 Por alteraçao da 
hemoglobina
 LOCALIZADA OU 
SEGMENTAR
Cianose por 
Insuficiencia respiratoriahipoxemica (tipo I)
 A HIPOXEMIA DECORRE DOS SEGUINTES 
MECANISMOS:
 Shunt direito-esquerdo
 Resulta em hipoxemia porque parte do 
sangue venoso misto ganha a circulação 
arterial sem participar de trocas como o 
gás alveolar.
 Exemplos
 Grandes atelectasias, Pneumonias 
lobares
 Edema agudo de pulmao
 Cardiopatias congênitas cianóticas
 Fístula arterio-venosa pulmonar
 GENERALIZADA
 Tipo central
 Tipo periférica
 Tipo mista
 Por alteraçao da 
hemoglobina
 LOCALIZADA OU 
SEGMENTAR
Cianose por 
Insuficiencia respiratoria hipoxemica (tipo I)
 A HIPOXEMIA DECORRE 
DOS SEGUINTES 
MECANISMOS:
 Desequilibrio da relacao 
ventilacao-perfusao (V/Q)
 Shunt direito-esquerdo
 Efeito espaço morto
 Diminuicao da PvO2
 Extração de O2 pelos tecidos
 GENERALIZADA
 Tipo central
 Tipo periférica
 Tipo mista
 Por alteraçao da 
hemoglobina
 LOCALIZADA OU 
SEGMENTAR
Cianose por
Insuficiencia respiratoria ventilatoria (tipo II)
 DEPRESSAO DO DRIVE RESPIRATORIO
 INCAPACIDADE DO SISTEMA 
NEUROMUSCULAR
 AUMENTO DA CARGA VENTILATORIA
 A caracteristica gasometrica é a elevacao da 
PaCO2, associada à diminuicao da PaO2, 
mantendo-se normal, entretanto, a diferenca 
alveolo-arterial de O2 [d(A-a)O2]
 A pressao gerada pela musculatura inspiratoria 
deve ser suficiente para vencer a elastancia do 
pulmao e da parede toracica assim como a 
resistencia de via aerea.
 GENERALIZADA
 Tipo central
 Tipo periférica
 Tipo mista
 Por alteraçao da 
hemoglobina
 LOCALIZADA OU 
SEGMENTAR
Cianose por 
Insuficiencia respiratoria ventilatoria (tipo II)
 DEPRESSAO DO DRIVE RESPIRATORIO
 AVC
 Hipertensao intracraniana
 Hipoglicemia/hiperglicemia
 Hipocalcemia
 Hiponatremia/hipocalemia
 Em UTI: induzido por drogas e fraqueza 
neuromuscular!
 INCAPACIDADE DO SISTEMA 
NEUROMUSCULAR
 Miastenia gravis
 Tetano
 Polineuropatia/guillain-barré
 Esclerose multipla
 Lesoes do neuronio motor inferior
 hipocalemia
 GENERALIZADA
 Tipo central
 Tipo periférica
 Tipo mista
 Por alteraçao da 
hemoglobina
 LOCALIZADA OU 
SEGMENTAR
Cianose por
Insuficiencia respiratoria ventilatoria (tipo II)
 AUMENTO DA CARGA 
VENTILATORIA
 Disturbios da caixa toracica associados ou 
nao a pneumotorax
 Cifoescoliose
 Derrame pleural volumoso
 Politrauma
 Alteracoes das vias aereas
 Asma/dpoc
 Queda da lingua
 Corpo estranho
 Bocio
 Edema de glote
 traqueomalacia
 GENERALIZADA
 Tipo central
 Tipo periférica
 Tipo mista
 Por alteraçao da 
hemoglobina
 LOCALIZADA OU 
SEGMENTAR
CIANOSE
FISIOPATOLOGIA
 GENERALIZADA
 Tipo central
 Tipo periférica
 Tipo mista
 Por alteraçao da
hemoglobina
 LOCALIZADA OU 
SEGMENTAR
TIPO PERIFÉRICA
Hb reduzida aumentada nos capilares por fluxo
sanguíneo mais lento associado a EXCESSIVA 
REMOÇÃO DE O2 AO NÍVEL DOS TECIDOS com 
SATURAÇÃO DE O2 NORMAL
Ela resulta da vasoconstricção periférica, como
ocorre em:
•Exposição à água ou ao frio;
•No choque;
•Na insuficiência cardíaca congestiva
•Na doença vascular periférica
• resposta ao frio: fenômeno de Raynaud
(LES, esclerodermia) *
ESPASNO TRANSITÓRIO
DAS ARTERINS PEMENT
、
CIANOSE
FISIOPATOLOGIA
 GENERALIZADA
 Tipo central
 Tipo periférica
 Tipo mista
 Por alteraçao da
hemoglobina
 LOCALIZADA OU 
SEGMENTAR
TIPO MISTA
Hb reduzida aumentada nos capilares por
inadequada oxigenação do sangue arterial
+
Hb reduzida aumentada nos capilares por
excessiva remoção de o2 ao nível dos 
tecidos
Exemplo:
•Choque cardiogênico com edema agudo
CIANOSE
FISIOPATOLOGIA
 GENERALIZADA
 Tipo central
 Tipo periférica
 Tipo mista
 Por alteraçao da
hemoglobina
 LOCALIZADA OU 
SEGMENTAR
POR ALTERAÇÃO DA HEMOGLOBINA
Ocorre com pequenas quantidades de 
METAMOGLOBINEMIAS e, menos ainda, nas
SULFEMOGLOBINEMIAS provocadas por
•Defeitos genéticos moleculares
•Sulfas
•Nitritos
•Antimaláricos
•Intoxicaçoes exógenas
1. Devem ser dianóstico diferencial da cianose central quando não 
houver patologias respiratórias ou cardíacas
2. Desconfiar se o sangue do paciente permanecer marrom após ser 
misturado em um tubo de ensaio e exposto ao ar
3. Pigmentos hemoglobínicos anormais devem ser pesquisados pela 
ESPECTROSCOPIA.
4. A hemoglobina, oxiemoglobina e carboxiemoglobina contêm ferro 
bivalente ao passo que a metaemoglobina contém ferro trivalente 
(oxidação do ferro ferrosos ao estado férrico)
DificuldadeDE HEMOGLOBINA em
% Se LIGAR O OXIGENTO
{
CIANOSE
FISIOPATOLOGIA
 GENERALIZADA
 Tipo central
 Tipo periférica
 Tipo mista
 Por alteraçao da
hemoglobina
 LOCALIZADA OU 
SEGMENTAR
LOCALIZADA OU 
SEGMENTAR
Local:
por obstrução (aterosclerose ou tromboangeite
obliterante);ou 
por um fluxo sangüíneo retardado (obstrução venosa). 
ABORDAGEM AO PACIENTE
 História (idade, sexo, história de doença familiar)
 RN: Hemoglobina F
 Anamnese minunciosa, particularidades do início
(cianose presente desde o nascimento é habitual 
devido a cardiopatia congênita)
 Ex.: Tetralogia de Fallot
 CIV
 Obstrução do trato de saída
pulmonar
 Possibilidade de exposição a drogas ou produtos
químicos que podem produzir tipos anormais de 
hemoglobina
N Se Liga ao Or Com Mais foret
CIANOSE – LOCAIS DE IDENTIFICAÇÃO
 Deve ser procurada
 No rosto, especialmente ao redor dos lábios, na ponta do 
nariz, nos lobos das orelhas e 
 nas extremidades das mãos e dos pés (leito ungueal e 
polpas digitais)
 Em pessoas de pele escura, deve-se procurar cianose na 
mucosa oral e da conjuntiva
 Nos casos de cianose intensa, todo o tegumento cutâneo 
adquire tonalidade azulada ou mesmo arroxeada
HEMOGLOBINA FETAL
A Hb Fetal tem maior afinidade pelo oxigênio do que a Hb A, 
provavelmente devido ao fato do 2,3-DPG não se ligar às globinas gama;
&
NeY cheita wisT
_
Certas características são importantes 
para se chegar à causa de cianose
1. Diferenciação clínica confrontando cianose periférica e 
cianose central
 Compressão digital abolirá a cianose periférica mas não a 
central
2. Hipocratismo digital
Barne teamento
& Hipoxemin crônic
Exame físico
 ↑ frequência respiratória
 padrão de respiração: inspiratório ou expiratório
 Respiração de Kussmaul (ampla, lenta com equivalência de ambos os tempos 
respiratórios.) → acidose metabólica
 Respiração tipo Cheyne-Stokes (amplitude crescente, seguida de apneia prolongada 
de forma periódica) → afecção neurológica grave
 tiragem, adejo nasal e/ou respiração abdominal paradoxal
 cianose e sudorese
 ↓ vibrações vocais, enfisema subcutâneo, macicez ou timpanismo a percussão 
da parede torácica
 auscultação pulmonar: ↓murmúrio vesicular, obstrução brônquica, assimetria 
ou silencio, fervores crepitantes ou sibilos associados a broncoespasmo
 determinação do índice do pico expiratório (PEF) e da saturação de O2
 Sinais neurológicos
 alteração do comportamento, comentários incoerentes, intranquilidade, 
agitação, prostração e sonolência
 alteração do grau de consciência
 tremor ou flapping
 crises convulsivas
 Sinais cardiovasculares
 taquicardia, pulso paradoxal
 HTA
 no caso de cor pulmonale → ingurgitação jugular, refluxo hepato-jugular e 
hepatomegália dolorosa
 auscultação cardíaca → pesquisa de sopros e/ou galopes
 Outros sinais:
 Obesidade →Sínd. Restritivo
 Hiperinsuflação →Enfisema, Asma
 Determinação da temperatura central
Exames Complementares
 Hematológico
 Bioquímicos
 Gasometria arterial
 Exames radiológicos
 Expirometria
 Ecocardiograma
 Estudo hemodinâmico do coração
 Espectroscopia
Gasimetria 
TÉCNICA
 Amostra de sangue arterial, que é colhida normalmente na artéria 
radial, mas também poderá ser colhida a nível da artéria braquial ou 
femoral. 
INDICAÇÕES:
 Avaliação de:
 Ventilação (PaCO2)
 Oxigenação (PaO2)
 Condição ácido-básica (pH,PaCO2,HCO3)
 Resposta do paciente à terapia
 Diagnóstico
 Evolução clínica
Parâmetros avaliados
pH: 7,35 a 7,45
PaO2: 80 a 100 mmhg
PaCO2: 35 a 45 mmhg
SaO2: acima de 95%
HCO3: 22 a 28 mEq/L
BE: - 2 a +2Equilíbrio Ácido-Base
CO2 + H2O ↔ H2CO3 ↔ ↑ H+ + HCO3
↑ H+ = pH ↓ = acidose 
↓ H+ = pH ↑ = alcalose
Metabólica
Respiratória
Metabólica
Respiratória
Padrão radiológico
 Pulmão “limpo”
 Shunt intra-cardíaco
 Shunt vascular-pulmonar
 Malformação arteriovenosa
 Cirrose
 Asma
 DPOC
 Embolia pulmonar
 Pneumotórax
 Lesão “central”
 Diminuição da Sv O2
 Obesidade
 Obstrução da via aérea
 Lesão lobar
 Enfarte pulmonar
 Pneumonia lobar
 Lesão difusa
 Broncopneumonia
 Displasia broncopulmonar
 Hemorragia
 ARDS
 Edema agudo do pulmão
 Aspiração
 Linfagite carcinomatosa
 Lesão unilateral
 Aspiração
 Derrame pleural
 Enfarte pulmonar
 Entubação em broncopneumonia
 Impactação mucóide
 Contusão
 Edema de reexpansão
 Pneumotórax contra-lateral
 Pneumonia
 Edema agudo do pulmão em decúbito lateral
EXPIROMETRIA
Obstrutivo Restritivo
Estímulo para a ventilação
depende da [CO2].
O2 em concentrações elevadas
Estímulo para a ventilação
depende da baixa [O2].
O2 em baixas concentrações
CO2 alto
O2
baixo
CO2
baixo
O2
baixo
Blue 
Bloater
Pink Puffer
DPOC
Enfisema Bronquite crónica
Dispneia Tosse produtiva
Diminuição do MV, 
aumento do tempo 
expiratório, fervores, 
hiperressonância
Broncoespasmo, aumento 
do tempo expiratório, 
roncos, sibilos
Diagnóstico diferencial
Cianose + Dispnéia
Doenças do sistema respiratório ou 
cardiovascular
Cianose com leve ou nenhuma dispnéia
Metemoglobinemia
Sulfemoglobinemia: Espectroscopia é útil
Cianose + baqueteamento digital 
(hipocratismo)
Severo e longa duração
 Tratamento geral:
 Tranquilizar o doente
 Colocar o doente em posição semi-sentada;
 Manter vias aéreas desobstruídas (língua, corpos estranhos, líquidos); 
aspiração de secreções se necessário
 Cinesoterapia respiratória
 Hidratar e garantir aporte calórico-proteico
 Repor oxigenação → oxigenoterapia
 Broncodilatação e corticoterapia
 Tratar a patologia de base
Tratamento
Oxigenoterapia
 É uma medida terapêutica que consiste na administração de O2 a pressões 
superiores à pressão atmosférica.
 Objectivo é assegurar adequado aporte de oxigénio aos tecidos.
 Guidelines para a utilização de oxigenoterapia aguda:
 Hipoxemia aguda (PaO2 24/min)
Oxigenoterapia
 Pressão ≅ 60mmHg (considerando DC e Htc normal)
 Administração efectuada através de canula nasal ou mascara de Venturi.
 Caso o nível de O2 arterial não corresponda ao desejado e ou a 
administração de O2 agrave a hipercapnia o doente deverá ser entubado
2 L/min →
FiO2 0,24 –
0,28
5-10 L/min →
FiO2 0,4 – 0,6
fio
Toxicidade da Oxigenoterapia
Radicais livres de O2
Danos nos tecidos 
mediados pelo O2
(citotoxicidade)
Alterações das funções 
fisiológicas normais
Pulmonares Extrapulmonares
Depressão do 
controlo ventilatório 
hipóxico
Vasodilatação 
pulmonar 
Atelectasias de 
absorção (O2 a 100%)
Supressão da 
eritropoiese
Vasoconstrição 
sistémica
Depressão do DC
Ventilação
Objectivos:
Objectivos fisiológicos Objectivos clínicos
•Assegurar as trocas gasosas pulmonares;
•Aumentar os volumes pulmonares, tais 
como, a insuflação pulmonar no fim da 
inspiração e a capacidade de reserva 
funcional;
•Reduzir o trabalho respiratório, por 
diminuição da carga dos músculos 
ventilatórios; 
•Reverter hipoxemia;
•Reverter acidose respiratória aguda;
•Aliviar a dificuldade respiratória
•Prevenir e ou reverter atelectasia
•Reverter a afadiga dos músculos 
respiratórios;
•Permitir a sedação e ou bloqueio 
neuromuscular;
•Diminuir o consumo de O2 no miocárdico 
ou sistémico;
•Reduzir a pressão intracraniana através de 
hiperventilação controlada;
•Estabilizar a parede torácica 
Ventilação nao invasiva
 Combinacao de pressao de suporte e PEEP pelo emprego 
de mascara facial ou nasal para evitar EOT
Indicações clínicas:
 Presença de sintomas de hipoventilação nocturna 
(cefaleias matinais, hipersonolência diurna,cansaço 
matinal)
Mais um dos seguintes:
 PaCO2 > 45mmHg
 Evidência de dessaturação nocturna (Sat O2 35 ipm 
Modalidades de NPPV
Doenças tratadas com NPPV:
 DPOC complicada por acidose hipercapnica; edema pulmonar cardiogénico; insuficiencia 
respiratória hipoxemica
 CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) – utilizado ex: apneia obstrutiva do sono, devido a uma 
pressão continua e aumentada que impede o colapso das vias.
 BPAP (Bilevel Positive Airway Pressure)
 EPAP
 IPAP
Modalidade de PPV Vantagens Desvantagens
CPAP •Barato
•Amplamente 
comercializado
•Não auxilia durante a 
inspiração
BPAP •Proporciona pressão 
adequada à inspiração, 
aumentando o volume 
corrente
•Mais tolerante a fugas da 
interface facial
Volume corrente pode 
estar limitado por 
factores relacionados 
com o paciente.
Ventilação
Ventilação invasiva
Indicações clínicas:
Indicações relativas Indicações absolutas
•Fadiga muscular respiratória
•Desaparecimento do pulso paradoxal
•Movimentos paradoxais toraco-
abdominais
•Aumento da PaCO2 > 42 mmHg
•Diminuição do pH a baixo de 7,25
•Alteração do estado de consciência
•PaO2 12 h/dia)
•Envolvimento bulbar
•Inadequada colaboração do doente
•broncorreia
•Paragem respiratória
•Colapso circulatório 
CONCLUSÕES
1. Cianose é um achado clínico frequente e com grande leque de 
diagnósticos diferenciais.
2. A cianose do tipo generalizada central está relacionada a 
presença de hipoxemia. Portanto, a busca do diagnóstico de 
patologias cardio-respiratórias é essencial na investigação.
3. Na cianose do tipo periférico, a hipoxemia não será encontrada e 
fatores que reduzem o fluxo capilar e aumentem a CvO2 devem 
ser pesquisados.
4. Na abordagem do paciente, caracterizar o início da cianose e seu 
padrão de distribuição. Investigar dispnéia e a presença de 
hipocratismo digital buscando definir tempo e etiologia da 
cianose
5. Análise da gasometria arterial é essencial na caracterização da 
hipoxemia e do equilíbrio ácido-básico
6. A oxigenioterapia é essencial na correção da hipoxemia e 
tratamento da cianose central
Bibliografia
 GOLDMAN L, AUSIELO D. Tratado de Medicina Interna Básica. 22 ed. 
Elsevier. 2005.
 KASPER et al. Harrison’s Principles of Internal Medicine, Mc Graw Hill, 16th 
Edition, 2005;
 PORTO, Celmo Celeno. Semiologia Médica, 6 ed., Guanabara Koogan, 2009
 SILVEIRA, ISMAR C. O pulmão na prática médica: sintoma, diagnóstico e 
tratamento, 1992
 TARANTINO, AB. Doenças Pulmonares, 5 ed., Guanabara Koogan, 2002.

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