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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUI – UFPI
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE – CCS
DISCIPLINA: SEMIOLOGIA I
Prof. Dr. Rogério Santiago Araújo
DEFINIÇÃO
É a descoloração roxo-azulada das mucosas e da
pele, podendo ser generalizada ou localizada,
atribuída a um aumento de hemoglobina não
saturada de oxigênio (deoxiemoglobina ou
hemoglobina reduzida) ou de derivados da
hemoglobina, nos pequenos vasos sanguíneos
daquelas regiões
Harrison, Medicina Interna, 2006
Hemoglobina 75g/100
FERUZiht
· Diagnostico sindromico (exi febre , isterit
ㅘ TOPOGRAFICO (TIRCODE)
… FisioPATOLOGICO
ㅔ ETTOLOGICO
DOEN I DE GRAVES
CIANOSE
O grau de cianose é modificado pela
- cor do pigmento cutâneo,
- pela espessura da pele e
- pelo estado dos capilares cutâneos
↳ ↑ ENCHIMENTO CAPILAR E RTD
DE SANGUE CIRCULANDO NA Pent + EriDENDE
A CIANOGE
SEQUÊNCIA DOS ESTÁGIOS DE
OXIGENAÇÃO DA HEMOGLOBINA
Desoxiemoglobina
Oxiemoglobina
HEMOGWOBINA
TEN 2 ADEIAS
↓ E 2 ADeiAS P
To se LIGAR .No Of
As cadeias Perdem
AFINIDADE PELO HEMOGLOBiNA
2
,3-BIFOSFOGLICELATO , β REINZIRT
PODONZOALULEAN
MOLEWLAS
De O2 Loxiemoglobina) HEROGLOBINA NÃO
OXIGENATA
CURVA DE DISSOCIAÇÃO
HEMOGLOBINA-OXIGÊNIO
A curva de dissociação de oxigênio
também varia em situações específicas:
a) O 2,3-DPG, encontrado em grande
quantidade nos eritrócitos e em pequenas
quantidades nos tecidos, desvia a curva
para a direita, diminuindo a afinidade da
hemoglobina pelo oxigênio;
b) A afinidade da molécula isolada de Hb S
pelo oxigênio é a mesma que a da Hb A,
porém os eritrócitos falciformes contêm
mais 2,3-DPG do que os normais e,
consequentemente, diminuem sua
afinidade ao oxigênio.
↑ pressão Saturato
@
ae #Newจดั
* hervogWobina HBs eHBA
TEM A MESMA AFINIDADE
PENO O2 ,
O We DIFERE ARTI
DE 2,3DPG Me Na HBS é Maior
Acidose piore a exigenação
FISIOLOGIA DAS
TROCAS GASOSAS
Sat Hb 97%
Hb 14,9 g%
CaO2 19,7%
Sat Hb 75%
Hb 14,9 g%
CvO2 15 ml%
Conteúdo de O2 =
(Hb x 1,34 x sat O2) + 0,0031 x PaO2
Consumo de O2 pelos tecidos =
(DC) X (Ca O2 – Cv O2)
↑ DEXOHeMOGhOBiNA 3%
CIRWULAAY
↳ Circulaci ARTEIANO2
VENOSA O
2
&
Vorume sistónico xic
CÁLCULO DA Hb REDUZIDA
A hemoglobina reduzida existe tanto no sangue arterial
como no venoso.
A quantidade média das duas concentrações é que
representa a possibilidade de existir ou não Cianose
SaO2 = 97% e a SvO2 = 75%
Hb = 15 gr%
Portanto:
0,45g de Hg não saturada no sangue arterial (3%) e
3,75g de Hb no sangue venoso.
Então:0,45 +3,75=4,2g/2=2,1g%
HBROiWLiRH = HA . (s- Sao)
HBLED= LS (S - 0 ,9y)
↳ 3% De 15 guHb HBRD= ① ,4bg
ENTÃO: CONCENTRAÇÃO MÉDIA NORMAL DE
HEMOGLOBINA NÃO SATURADA = 2,1 G%
SE A CONCENTRAÇÃO MÉDIA DE HEMOGLOBINA
NÃO SATURADA FOR ≧ 5,0 G/100 ML A CIANOSE ESTÁ
PRESENTE
HEMOGLOBINA REDUZIDA
(NÃO SATURADA)
critério laboratorial diagnóstico
PESSOA Andrica e Mais Dificin ter cianoSe
,
Mas Nai TER
BAiXA DE HEMOGLOBINA
VariavEiS P/CHEbAr DEtOHEmoGLO BiNA
POz
HEwoGhoBiNA
SAT
MECANISMO DE CIANOSE
Aumento absoluto da quantidade de hemoglobina
reduzida no sangue > 5 g/dL
É o aumento absoluto ao invés de relativo!
Presença no sangue de metemoglobina ou
sulfometaglobina
15
5
20
5 5 5
0
5
10
15
20
Total Hb
R-Hb
Policitemia
Anemia
↑ HErvebLoBiNA
* HEMoGLOBiNA
↳ ferro oxirado fe3t
↳ LIGACO IRREVERSivEn DO NAc CONSEGUE CARREAN
1
ENXore, dificUntandO Carrieat OXIGENIG
·
CIANOSE
SUBDIVISÃO CONFORME DISTRIBUIÇÃO
GENERALIZADA (na pele toda)
Tipo central
Tipo periférica
Tipo mista
Por alteraço da hemoglobina
LOCALIZADA OU SEGMENTAR
Em alguns segmentos corporais
Significa sempre obstrução de uma veia que drena uma
região
B SirvErriA
Ex : nas maos e Dois pes
NACO STWGTaiCO
Ex: uma não
CIANOSE
FISIOPATOLOGIA
GENERALIZADA
TIPO CENTRAL
Tipo periférica
Tipo mista
Por alteração da
hemoglobina
LOCALIZADA OU
SEGMENTAR
TIPO CENTRAL
Hb reduzida aumentada nos capilares por
inadequada oxigenação do sangue arterial
Ocorre a partir de
SaO2 55mmHg e a
saturação>85%
→ a cianose é ausente
PaO2 entre 40 e 50mmHg;
a saturação entre 70 e 85%
→ a cianose é possivel
PaO2 45mmhg
Anos 20 30 40 50 60 70 80
PaO2 média 98 96 93 90 88 85 82
Hipoxemia
CIANOSE
FISIOPATOLOGIA
GENERALIZADA
Tipo central
Tipo periférica
Tipo mista
Por alteração da
hemoglobina
LOCALIZADA OU
SEGMENTAR
PaO2 45mmHg
PaO2 circulação ,
POREN SEN
(
VENTILTÜS
1
☆
TENVENTINão
,
MAS ณคื ~
PERFUWO
CIANOSE
FISIOPATOLOGIA
GENERALIZADA
Tipo central
Tipo periférica
Tipo mista
Por alteraçao da
hemoglobina
LOCALIZADA OU
SEGMENTAR
INSUFICIENCIA RESPIRATORIA
HIPOXEMICA (TIPO I)
MECANISMOS:
1. Desequilibrio da relaço ventilaçao-
perfusao (V/Q)
2. Shunt direito-esquerdo
3. Efeito espaço morto alveolar
4. Distrbio da difusao
5. Diminuiçao da PvO2
TIPO CENTRAL
CIANOSE por
Insuficiencia respiratoria hipoxemica (tipo I)
A HIPOXEMIA DECORRE DOS SEGUINTES
MECANISMOS:
Desequilibrio da relacao ventilacao-perfusao
(V/Q)
Desequilibrio V/Q representa distribuicao nao
coincidente entre a perfusao sanguinea capilar e a
ventilacao nas unidades pulmonares
Exemplos
Edema agudo de pulmao
Dpoc/asma
Hipertensao pulmonar
Doenças intersticiais
Tromboembolismo pulmonar
Shunt direito-esquerdo
Disturbio da difusao
Diminuicao da PvO2
GENERALIZADA
Tipo central
Tipo periférica
Tipo mista
Por alteraçao da
hemoglobina
LOCALIZADA OU
SEGMENTAR
Cianose por
Insuficiencia respiratoriahipoxemica (tipo I)
A HIPOXEMIA DECORRE DOS SEGUINTES
MECANISMOS:
Shunt direito-esquerdo
Resulta em hipoxemia porque parte do
sangue venoso misto ganha a circulação
arterial sem participar de trocas como o
gás alveolar.
Exemplos
Grandes atelectasias, Pneumonias
lobares
Edema agudo de pulmao
Cardiopatias congênitas cianóticas
Fístula arterio-venosa pulmonar
GENERALIZADA
Tipo central
Tipo periférica
Tipo mista
Por alteraçao da
hemoglobina
LOCALIZADA OU
SEGMENTAR
Cianose por
Insuficiencia respiratoria hipoxemica (tipo I)
A HIPOXEMIA DECORRE
DOS SEGUINTES
MECANISMOS:
Desequilibrio da relacao
ventilacao-perfusao (V/Q)
Shunt direito-esquerdo
Efeito espaço morto
Diminuicao da PvO2
Extração de O2 pelos tecidos
GENERALIZADA
Tipo central
Tipo periférica
Tipo mista
Por alteraçao da
hemoglobina
LOCALIZADA OU
SEGMENTAR
Cianose por
Insuficiencia respiratoria ventilatoria (tipo II)
DEPRESSAO DO DRIVE RESPIRATORIO
INCAPACIDADE DO SISTEMA
NEUROMUSCULAR
AUMENTO DA CARGA VENTILATORIA
A caracteristica gasometrica é a elevacao da
PaCO2, associada à diminuicao da PaO2,
mantendo-se normal, entretanto, a diferenca
alveolo-arterial de O2 [d(A-a)O2]
A pressao gerada pela musculatura inspiratoria
deve ser suficiente para vencer a elastancia do
pulmao e da parede toracica assim como a
resistencia de via aerea.
GENERALIZADA
Tipo central
Tipo periférica
Tipo mista
Por alteraçao da
hemoglobina
LOCALIZADA OU
SEGMENTAR
Cianose por
Insuficiencia respiratoria ventilatoria (tipo II)
DEPRESSAO DO DRIVE RESPIRATORIO
AVC
Hipertensao intracraniana
Hipoglicemia/hiperglicemia
Hipocalcemia
Hiponatremia/hipocalemia
Em UTI: induzido por drogas e fraqueza
neuromuscular!
INCAPACIDADE DO SISTEMA
NEUROMUSCULAR
Miastenia gravis
Tetano
Polineuropatia/guillain-barré
Esclerose multipla
Lesoes do neuronio motor inferior
hipocalemia
GENERALIZADA
Tipo central
Tipo periférica
Tipo mista
Por alteraçao da
hemoglobina
LOCALIZADA OU
SEGMENTAR
Cianose por
Insuficiencia respiratoria ventilatoria (tipo II)
AUMENTO DA CARGA
VENTILATORIA
Disturbios da caixa toracica associados ou
nao a pneumotorax
Cifoescoliose
Derrame pleural volumoso
Politrauma
Alteracoes das vias aereas
Asma/dpoc
Queda da lingua
Corpo estranho
Bocio
Edema de glote
traqueomalacia
GENERALIZADA
Tipo central
Tipo periférica
Tipo mista
Por alteraçao da
hemoglobina
LOCALIZADA OU
SEGMENTAR
CIANOSE
FISIOPATOLOGIA
GENERALIZADA
Tipo central
Tipo periférica
Tipo mista
Por alteraçao da
hemoglobina
LOCALIZADA OU
SEGMENTAR
TIPO PERIFÉRICA
Hb reduzida aumentada nos capilares por fluxo
sanguíneo mais lento associado a EXCESSIVA
REMOÇÃO DE O2 AO NÍVEL DOS TECIDOS com
SATURAÇÃO DE O2 NORMAL
Ela resulta da vasoconstricção periférica, como
ocorre em:
•Exposição à água ou ao frio;
•No choque;
•Na insuficiência cardíaca congestiva
•Na doença vascular periférica
• resposta ao frio: fenômeno de Raynaud
(LES, esclerodermia) *
ESPASNO TRANSITÓRIO
DAS ARTERINS PEMENT
、
CIANOSE
FISIOPATOLOGIA
GENERALIZADA
Tipo central
Tipo periférica
Tipo mista
Por alteraçao da
hemoglobina
LOCALIZADA OU
SEGMENTAR
TIPO MISTA
Hb reduzida aumentada nos capilares por
inadequada oxigenação do sangue arterial
+
Hb reduzida aumentada nos capilares por
excessiva remoção de o2 ao nível dos
tecidos
Exemplo:
•Choque cardiogênico com edema agudo
CIANOSE
FISIOPATOLOGIA
GENERALIZADA
Tipo central
Tipo periférica
Tipo mista
Por alteraçao da
hemoglobina
LOCALIZADA OU
SEGMENTAR
POR ALTERAÇÃO DA HEMOGLOBINA
Ocorre com pequenas quantidades de
METAMOGLOBINEMIAS e, menos ainda, nas
SULFEMOGLOBINEMIAS provocadas por
•Defeitos genéticos moleculares
•Sulfas
•Nitritos
•Antimaláricos
•Intoxicaçoes exógenas
1. Devem ser dianóstico diferencial da cianose central quando não
houver patologias respiratórias ou cardíacas
2. Desconfiar se o sangue do paciente permanecer marrom após ser
misturado em um tubo de ensaio e exposto ao ar
3. Pigmentos hemoglobínicos anormais devem ser pesquisados pela
ESPECTROSCOPIA.
4. A hemoglobina, oxiemoglobina e carboxiemoglobina contêm ferro
bivalente ao passo que a metaemoglobina contém ferro trivalente
(oxidação do ferro ferrosos ao estado férrico)
DificuldadeDE HEMOGLOBINA em
% Se LIGAR O OXIGENTO
{
CIANOSE
FISIOPATOLOGIA
GENERALIZADA
Tipo central
Tipo periférica
Tipo mista
Por alteraçao da
hemoglobina
LOCALIZADA OU
SEGMENTAR
LOCALIZADA OU
SEGMENTAR
Local:
por obstrução (aterosclerose ou tromboangeite
obliterante);ou
por um fluxo sangüíneo retardado (obstrução venosa).
ABORDAGEM AO PACIENTE
História (idade, sexo, história de doença familiar)
RN: Hemoglobina F
Anamnese minunciosa, particularidades do início
(cianose presente desde o nascimento é habitual
devido a cardiopatia congênita)
Ex.: Tetralogia de Fallot
CIV
Obstrução do trato de saída
pulmonar
Possibilidade de exposição a drogas ou produtos
químicos que podem produzir tipos anormais de
hemoglobina
N Se Liga ao Or Com Mais foret
CIANOSE – LOCAIS DE IDENTIFICAÇÃO
Deve ser procurada
No rosto, especialmente ao redor dos lábios, na ponta do
nariz, nos lobos das orelhas e
nas extremidades das mãos e dos pés (leito ungueal e
polpas digitais)
Em pessoas de pele escura, deve-se procurar cianose na
mucosa oral e da conjuntiva
Nos casos de cianose intensa, todo o tegumento cutâneo
adquire tonalidade azulada ou mesmo arroxeada
HEMOGLOBINA FETAL
A Hb Fetal tem maior afinidade pelo oxigênio do que a Hb A,
provavelmente devido ao fato do 2,3-DPG não se ligar às globinas gama;
&
NeY cheita wisT
_
Certas características são importantes
para se chegar à causa de cianose
1. Diferenciação clínica confrontando cianose periférica e
cianose central
Compressão digital abolirá a cianose periférica mas não a
central
2. Hipocratismo digital
Barne teamento
& Hipoxemin crônic
Exame físico
↑ frequência respiratória
padrão de respiração: inspiratório ou expiratório
Respiração de Kussmaul (ampla, lenta com equivalência de ambos os tempos
respiratórios.) → acidose metabólica
Respiração tipo Cheyne-Stokes (amplitude crescente, seguida de apneia prolongada
de forma periódica) → afecção neurológica grave
tiragem, adejo nasal e/ou respiração abdominal paradoxal
cianose e sudorese
↓ vibrações vocais, enfisema subcutâneo, macicez ou timpanismo a percussão
da parede torácica
auscultação pulmonar: ↓murmúrio vesicular, obstrução brônquica, assimetria
ou silencio, fervores crepitantes ou sibilos associados a broncoespasmo
determinação do índice do pico expiratório (PEF) e da saturação de O2
Sinais neurológicos
alteração do comportamento, comentários incoerentes, intranquilidade,
agitação, prostração e sonolência
alteração do grau de consciência
tremor ou flapping
crises convulsivas
Sinais cardiovasculares
taquicardia, pulso paradoxal
HTA
no caso de cor pulmonale → ingurgitação jugular, refluxo hepato-jugular e
hepatomegália dolorosa
auscultação cardíaca → pesquisa de sopros e/ou galopes
Outros sinais:
Obesidade →Sínd. Restritivo
Hiperinsuflação →Enfisema, Asma
Determinação da temperatura central
Exames Complementares
Hematológico
Bioquímicos
Gasometria arterial
Exames radiológicos
Expirometria
Ecocardiograma
Estudo hemodinâmico do coração
Espectroscopia
Gasimetria
TÉCNICA
Amostra de sangue arterial, que é colhida normalmente na artéria
radial, mas também poderá ser colhida a nível da artéria braquial ou
femoral.
INDICAÇÕES:
Avaliação de:
Ventilação (PaCO2)
Oxigenação (PaO2)
Condição ácido-básica (pH,PaCO2,HCO3)
Resposta do paciente à terapia
Diagnóstico
Evolução clínica
Parâmetros avaliados
pH: 7,35 a 7,45
PaO2: 80 a 100 mmhg
PaCO2: 35 a 45 mmhg
SaO2: acima de 95%
HCO3: 22 a 28 mEq/L
BE: - 2 a +2Equilíbrio Ácido-Base
CO2 + H2O ↔ H2CO3 ↔ ↑ H+ + HCO3
↑ H+ = pH ↓ = acidose
↓ H+ = pH ↑ = alcalose
Metabólica
Respiratória
Metabólica
Respiratória
Padrão radiológico
Pulmão “limpo”
Shunt intra-cardíaco
Shunt vascular-pulmonar
Malformação arteriovenosa
Cirrose
Asma
DPOC
Embolia pulmonar
Pneumotórax
Lesão “central”
Diminuição da Sv O2
Obesidade
Obstrução da via aérea
Lesão lobar
Enfarte pulmonar
Pneumonia lobar
Lesão difusa
Broncopneumonia
Displasia broncopulmonar
Hemorragia
ARDS
Edema agudo do pulmão
Aspiração
Linfagite carcinomatosa
Lesão unilateral
Aspiração
Derrame pleural
Enfarte pulmonar
Entubação em broncopneumonia
Impactação mucóide
Contusão
Edema de reexpansão
Pneumotórax contra-lateral
Pneumonia
Edema agudo do pulmão em decúbito lateral
EXPIROMETRIA
Obstrutivo Restritivo
Estímulo para a ventilação
depende da [CO2].
O2 em concentrações elevadas
Estímulo para a ventilação
depende da baixa [O2].
O2 em baixas concentrações
CO2 alto
O2
baixo
CO2
baixo
O2
baixo
Blue
Bloater
Pink Puffer
DPOC
Enfisema Bronquite crónica
Dispneia Tosse produtiva
Diminuição do MV,
aumento do tempo
expiratório, fervores,
hiperressonância
Broncoespasmo, aumento
do tempo expiratório,
roncos, sibilos
Diagnóstico diferencial
Cianose + Dispnéia
Doenças do sistema respiratório ou
cardiovascular
Cianose com leve ou nenhuma dispnéia
Metemoglobinemia
Sulfemoglobinemia: Espectroscopia é útil
Cianose + baqueteamento digital
(hipocratismo)
Severo e longa duração
Tratamento geral:
Tranquilizar o doente
Colocar o doente em posição semi-sentada;
Manter vias aéreas desobstruídas (língua, corpos estranhos, líquidos);
aspiração de secreções se necessário
Cinesoterapia respiratória
Hidratar e garantir aporte calórico-proteico
Repor oxigenação → oxigenoterapia
Broncodilatação e corticoterapia
Tratar a patologia de base
Tratamento
Oxigenoterapia
É uma medida terapêutica que consiste na administração de O2 a pressões
superiores à pressão atmosférica.
Objectivo é assegurar adequado aporte de oxigénio aos tecidos.
Guidelines para a utilização de oxigenoterapia aguda:
Hipoxemia aguda (PaO2 24/min)
Oxigenoterapia
Pressão ≅ 60mmHg (considerando DC e Htc normal)
Administração efectuada através de canula nasal ou mascara de Venturi.
Caso o nível de O2 arterial não corresponda ao desejado e ou a
administração de O2 agrave a hipercapnia o doente deverá ser entubado
2 L/min →
FiO2 0,24 –
0,28
5-10 L/min →
FiO2 0,4 – 0,6
fio
Toxicidade da Oxigenoterapia
Radicais livres de O2
Danos nos tecidos
mediados pelo O2
(citotoxicidade)
Alterações das funções
fisiológicas normais
Pulmonares Extrapulmonares
Depressão do
controlo ventilatório
hipóxico
Vasodilatação
pulmonar
Atelectasias de
absorção (O2 a 100%)
Supressão da
eritropoiese
Vasoconstrição
sistémica
Depressão do DC
Ventilação
Objectivos:
Objectivos fisiológicos Objectivos clínicos
•Assegurar as trocas gasosas pulmonares;
•Aumentar os volumes pulmonares, tais
como, a insuflação pulmonar no fim da
inspiração e a capacidade de reserva
funcional;
•Reduzir o trabalho respiratório, por
diminuição da carga dos músculos
ventilatórios;
•Reverter hipoxemia;
•Reverter acidose respiratória aguda;
•Aliviar a dificuldade respiratória
•Prevenir e ou reverter atelectasia
•Reverter a afadiga dos músculos
respiratórios;
•Permitir a sedação e ou bloqueio
neuromuscular;
•Diminuir o consumo de O2 no miocárdico
ou sistémico;
•Reduzir a pressão intracraniana através de
hiperventilação controlada;
•Estabilizar a parede torácica
Ventilação nao invasiva
Combinacao de pressao de suporte e PEEP pelo emprego
de mascara facial ou nasal para evitar EOT
Indicações clínicas:
Presença de sintomas de hipoventilação nocturna
(cefaleias matinais, hipersonolência diurna,cansaço
matinal)
Mais um dos seguintes:
PaCO2 > 45mmHg
Evidência de dessaturação nocturna (Sat O2 35 ipm
Modalidades de NPPV
Doenças tratadas com NPPV:
DPOC complicada por acidose hipercapnica; edema pulmonar cardiogénico; insuficiencia
respiratória hipoxemica
CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) – utilizado ex: apneia obstrutiva do sono, devido a uma
pressão continua e aumentada que impede o colapso das vias.
BPAP (Bilevel Positive Airway Pressure)
EPAP
IPAP
Modalidade de PPV Vantagens Desvantagens
CPAP •Barato
•Amplamente
comercializado
•Não auxilia durante a
inspiração
BPAP •Proporciona pressão
adequada à inspiração,
aumentando o volume
corrente
•Mais tolerante a fugas da
interface facial
Volume corrente pode
estar limitado por
factores relacionados
com o paciente.
Ventilação
Ventilação invasiva
Indicações clínicas:
Indicações relativas Indicações absolutas
•Fadiga muscular respiratória
•Desaparecimento do pulso paradoxal
•Movimentos paradoxais toraco-
abdominais
•Aumento da PaCO2 > 42 mmHg
•Diminuição do pH a baixo de 7,25
•Alteração do estado de consciência
•PaO2 12 h/dia)
•Envolvimento bulbar
•Inadequada colaboração do doente
•broncorreia
•Paragem respiratória
•Colapso circulatório
CONCLUSÕES
1. Cianose é um achado clínico frequente e com grande leque de
diagnósticos diferenciais.
2. A cianose do tipo generalizada central está relacionada a
presença de hipoxemia. Portanto, a busca do diagnóstico de
patologias cardio-respiratórias é essencial na investigação.
3. Na cianose do tipo periférico, a hipoxemia não será encontrada e
fatores que reduzem o fluxo capilar e aumentem a CvO2 devem
ser pesquisados.
4. Na abordagem do paciente, caracterizar o início da cianose e seu
padrão de distribuição. Investigar dispnéia e a presença de
hipocratismo digital buscando definir tempo e etiologia da
cianose
5. Análise da gasometria arterial é essencial na caracterização da
hipoxemia e do equilíbrio ácido-básico
6. A oxigenioterapia é essencial na correção da hipoxemia e
tratamento da cianose central
Bibliografia
GOLDMAN L, AUSIELO D. Tratado de Medicina Interna Básica. 22 ed.
Elsevier. 2005.
KASPER et al. Harrison’s Principles of Internal Medicine, Mc Graw Hill, 16th
Edition, 2005;
PORTO, Celmo Celeno. Semiologia Médica, 6 ed., Guanabara Koogan, 2009
SILVEIRA, ISMAR C. O pulmão na prática médica: sintoma, diagnóstico e
tratamento, 1992
TARANTINO, AB. Doenças Pulmonares, 5 ed., Guanabara Koogan, 2002.