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Formalidades da escrituração contábil
no sistema informatizado
Você vai entender as formalidades da escrituração contábil em um sistema informatizado, e o registro das
informações geradas.
Prof. Wellinton Barros Figueiredo
1. Itens iniciais
Propósito
Compreender que a escrituração contábil é essencial para todas as entidades e que, na atualidade, os
sistemas informatizados são as ferramentas necessárias para atender a contabilidade.
Objetivos
Reconhecer as formalidades da escrituração contábil.
 
Identificar os elementos necessários para a realização do lançamento contábil e elaboração do Plano
de Contas.
 
Reconhecer os livros contábeis obrigatórios e os seus registros.
Introdução
A Tecnologia da Informação (TI) é essencial em todos os segmentos da sociedade. A contabilidade, por sua
vez, é um segmento que não vive sem ajuda dos computadores.
 
Atualmente, já não se admite a utilização dos métodos de escrituração feitos à mão, seja na área contábil,
fiscal ou de pessoal. Por isso, percebemos um investimento crescente por parte das empresas em sistemas
ligados à área contábil.
• 
• 
• 
1. Formalidades da escrituração contábil
Escrituração contábil
Obrigatoriedade de escrituração contábil
A função do setor contábil é realizar a classificação e a escrituração de todos os fatos administrativos
realizados pelas empresas, entre eles as operações realizadas pelo setor de pessoal e pelo setor fiscal.
Por meio dos lançamentos contábeis é que são elaboradas as demonstrações contábeis,
consideradas de suma importância não só pela exigência legal, mas principalmente para a tomada
de decisões.
De acordo com o Código Civil, em seu artigo 1.179, o empresário e a sociedade empresária são obrigados a
seguir um sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros,
em correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de
resultado econômico.
 
Também de acordo como o artigo 1º do Decreto-Lei 486 de 1969, que dispõe sobre escrituração e livros
mercantis, a pessoa jurídica é obrigada a seguir ordem uniforme de escrituração, mecanizada ou não,
utilizando os livros e papéis adequados.
Quais entidades estão obrigadas a escrituração contábil?
A escrituração contábil é obrigatória para todas as entidades, inclusive para micro e pequenas
empresas.
Os profissionais de contabilidade estão obrigados a aplicar a ITG 2000 (R1), aprovada pelo Conselho Federal
de Contabilidade (CFC).
Atenção
A sigla ITG significa Interpretação Técnica Geral - A letra R mais o número que identifica sua alteração
(R1, R2, R3, ...) foram adicionados à sigla da interpretação para identificarem o número da consolidação e
facilitarem a pesquisa no site do CFC. 
Essa interpretação estabelece critérios e procedimentos a serem adotados pela entidade para a escrituração
contábil de seus fatos patrimoniais, por meio de qualquer processo, bem como a guarda e a manutenção da
documentação e de arquivos contábeis e a responsabilidade do profissional da contabilidade.
 
O item 2 da referida interpretação determina que ela deve ser adotada por todas as entidades, 
independentemente da natureza e do porte, na elaboração da escrituração contábil, observadas as exigências
da legislação e de outras normas aplicáveis, se houver.
 
A Legislação Federal também prevê a escrituração contábil como obrigatória, conforme transcrito a seguir,
confira.
1
Lei complementar 123/2006, art. 27
As microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional poderão,
opcionalmente, adotar contabilidade simplificada para os registros e controles das operações
realizadas, conforme regulamentação do Comitê Gestor.
2
Resolução 140/2018 do Comitê Gestor do Simples Nacional, art. 71.
A ME ou a EPP optante pelo Simples Nacional poderá, opcionalmente, adotar contabilidade
simplificada para os registros e controles das operações realizadas, observadas as disposições
previstas no Código Civil e nas Normas Brasileiras de Contabilidade editadas pelo Conselho Federal
de Contabilidade.
De acordo com a legislação vigente, a manutenção da escrituração contábil regular é obrigatória a todas as
entidades, independentemente do tipo de tributação.
 
Considera-se exceção a essa regra apenas o microempreendedor individual (MEI), conforme legislação a
seguir, confira.
1
Resolução 140/2018 do Comitê Gestor Simples do Nacional, art. 71. Parágrafo único
Aplica-se a dispensa prevista no § 2º do art. 1.179 do Código Civil ao empresário individual definido
de acordo com a Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 68 (microempreendedor individual).
2
Resolução 140/2018 do Comitê Gestor do Simples Nacional, art. 106. § 1º
MEI – Microempreendedor Individual fica dispensado: I – da escrituração dos livros fiscais e
contábeis.
O MEI está dispensado de escrituração contábil. Porém, apesar de não ser obrigatório, é recomendável que o
MEI mantenha os registros e seja acompanhado por um profissional contábil. Orientação e planejamento
financeiro, patrimonial e tributário podem ser alguns dos benefícios na contratação, pois o contador é o
profissional capaz de fornecer informações valiosas para a tomada de decisões nas empresas, sejas elas de
qualquer tamanho.
A importância da Escrituração Contábil
Assista ao vídeo e entenda mais sobre a importância da escrituração contábil independente do tipo de
tributação da entidade.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Dada a necessidade das empresas em obterem informações relevantes e em tempo hábil, em que a qualidade
dessas informações irá influenciar na tomada de decisões, já não se admite a utilização dos métodos de
escrituração feitos à mão. Daí a importância de utilização de um sistema informatizado de contabilidade.
Sistema Informatizado de Contabilidade
Por meio de um sistema informatizado, o contador pode se beneficiar da grande quantidade de informações
centralizadas na contabilidade e elaborar relatórios nos vários aspectos gerenciais, colocando à disposição da
administração, em tempo hábil, dados que proporcionam a tomada de decisões.
 
Com o passar dos anos, a contabilidade tem sofrido mudanças significativas, não só quanto aos aspectos
legais, mas também em suas práticas. Essa evolução advém da própria necessidade do mercado em receber
informações cada vez mais íntegras e tempestivas para a tomada de decisões.
As empresas, cada vez
mais, lançam mão da
tecnologia para auxiliar
seus gestores no
processo decisório e
na elaboração de
planos estratégicos.
Entre várias
alterações, vimos
claramente a
necessidade de
utilização dos sistemas
informatizados de
contabilidade.
 Além disso,
basicamente
todas as
obrigações
acessórias das
entidades passam
ser cumpridas por
meio de
programas de
processamento de
dados que tratam
as informações e
as remetem ao
órgão
competente.
 O Sistema Público de
Escrituração Digital (SPED) já
é uma realidade e começa a
ocorrer em grande escala,
levando à substituição
gradual do papel pela
informação eletrônica, com a
Escrituração Contábil Digital
(ECD), a Escrituração Fiscal
Digital (EFD), e a
Escrituração Contábil Fiscal
(ECF), com a inclusão do e-
LALUR, por exemplo.
Sistema Público de Escrituração Digital (SPED)
O governo, com o intuito de desburocratizar a relação entre o fisco e os contribuintes, criou em 2007 o SPED,
visando à simplificação das declarações acessórias e até a extinção de algumas.
 
O SPED foi instituído pelo Decreto 6.022/2007 sendo definido como um instrumento que unifica as atividades
de recepção, validação, armazenamento e autenticação de livros e documentos que integram a escrituração
comercial e fiscal dos empresários e das pessoas jurídicas, inclusive imunes e isentas, mediante fluxo único,
por meio de informações digitais.
Diagrama SPED.
Todos os livros e documentos abrangidos pelo SPED serão assinados digitalmente pelo contribuinte
(representante legal) e em alguns casos também pelo contador, de acordo com as normas da infraestruturade
chaves públicas (ICP-Brasil) – sistema nacional de certificação digital.
Escrituração Contábil Digital / SPED Contábil (ECD)
A Escrituração Contábil Digital (ECD) é parte integrante do projeto SPED e tem por objetivo a substituição da
escrituração em papel pela escrituração transmitida via arquivo, ou seja, corresponde à obrigação de
transmitir, em versão digital, os seguintes livros:
 
Livro Diário;
 
Livro Razão;
 
Livro Balancetes Diários, Balanços e fichas de lançamento comprobatórias dos assentamentos neles
transcritos.
 
Agora, entenda a seguir sobre a obrigatoriedade e prazo de entrega.
Obrigatoriedade
Deverão apresentar a ECD as pessoas jurídicas
e equiparadas obrigadas a manter escrituração
contábil nos termos da legislação comercial,
inclusive entidades imunes e isentas.
Prazo de entrega
A ECD será transmitida anualmente ao Sistema
Público de Escrituração Digital (SPED) até o
último dia útil do mês de maio do ano seguinte
ao ano-calendário a que se refira a
escrituração.
Escrituração Contábil Fiscal (ECF)
A Escrituração Contábil Fiscal (ECF) é uma obrigação acessória que conecta os dados contábeis e fiscais da
apuração do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
 
A ECF substitui a Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), a partir do ano-
calendário 2014, a ser transmitida no ambiente do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED). Portanto, a
DIPJ foi extinta a partir do ano-calendário 2014.
 
Na ECF, haverá o preenchimento e controle, por meio de validações, das partes A e B do Livro Eletrônico de
Apuração do Lucro Real (e-LALUR) e do Livro Eletrônico de Apuração da Base de Cálculo da CSLL (e-LACS).
Obrigatoriedade
São obrigadas ao preenchimento da ECF todas
as pessoas jurídicas, inclusive imunes e isentas,
sejam elas tributadas pelo lucro real, lucro
arbitrado ou lucro presumido.
Prazo de entrega
A ECF será transmitida anualmente ao Sistema
Público de Escrituração Digital (SPED) até o
último dia útil do mês de julho do ano seguinte
ao ano-calendário a que se refira.
O SPED tem como objetivos, entre outros, confira a seguir.
• 
• 
• 
Promover a integração dos fiscos
Mediante a padronização e compartilhamento das informações contábeis e fiscais, respeitadas as
restrições legais.
Racionalizar e uniformizar as obrigações acessórias para os contribuintes
Com o estabelecimento de transmissão única de distintas obrigações acessórias de diferentes órgãos
fiscalizadores.
Tornar mais rápida a identificação de ilícitos tributários
Com a melhoria do controle dos processos, a rapidez no acesso às informações e a fiscalização mais
efetiva das operações com o cruzamento de dados e auditoria eletrônica.
Verificando o aprendizado
Questão 1
A tomada de decisão para as micro e pequenas empresas, geralmente, dispensa as informações contábeis,
seja por desconhecimento do objetivo da contabilidade ou pelo seu uso limitado, buscando atender apenas as
normas fiscais, sendo baseada somente na intuição dos seus gestores. Quanto à escrituração contábil das
micro e pequenas empresas podemos dizer que:
A
a legislação fiscal estabelece a dispensa, para fins fiscais, da apresentação e manutenção da escrita
contábil, por isso as micro e pequenas empresas não devem se preocupar em manter escrituração
contábil regular.
B o Código Civil estabelece a dispensa da apresentação e manutenção da escrita contábil para as micro
e pequenas empresas.
C os contadores devem incentivar seus clientes a não realizarem a referida escrituração contábil regular,
por conveniência e redução do custo dos serviços prestados.
D
a priori, a legislação fiscal estabelece a dispensa, para fins fiscais, da apresentação e manutenção da
escrita contábil. No entanto, por tratar-se de Decreto fiscal, não pode contrariar ou dispensar uma
obrigação prevista em uma Lei, como o Código Civil Brasileiro.
E
de acordo com o Código Civil, apenas as Sociedades Anônimas de capital aberto estão obrigadas a seguir
um sistema de contabilidade mecanizado, por isso as pequenas e médias empresas estariam dispensadas
de manter escrituração contábil regular.
A alternativa D está correta.
A obrigatoriedade de escrituração contábil está prevista no Código Civil art. 1.179: “o empresário e a
sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base
na escrituração uniforme de seus livros, em correspondência com a documentação respectiva, e a levantar
anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico.”
Questão 2
De acordo com a legislação vigente, a manutenção da escrituração contábil regular é obrigatória a todas as
entidades, independentemente do tipo de tributação, com exceção apenas do microempreendedor individual.
Em relação à escrituração contábil pelo MEI podemos afirmar que:
 
I - O MEI está dispensado de escrituração contábil. Porém, apesar de não ser obrigatório, é recomendável que
o MEI mantenha os registros e seja acompanhado por um profissional contábil.
 
II - A orientação e o planejamento financeiro, patrimonial e tributário podem ser alguns dos benefícios da
manutenção da escrituração contábil pelo MEI.
 
III - Caso o MEI opte pela realização da escrituração contábil regular, não será necessária a contratação de um
contador, podendo ele mesmo elaborar suas demonstrações contábeis e assiná-las.
 
Estão corretas as seguintes afirmativas
A apenas I.
B apenas II e III.
C apenas I e II.
D apenas I e III.
E Todas.
A alternativa C está correta.
A Interpretação Técnica Geral (ITG 2000) destaca que na elaboração da escrituração, as normas brasileiras
de contabilidade deverão ser adotadas por todas as entidades, independentemente da natureza e do
porte, de maneira que a elaboração das demonstrações contábeis seguirá as formalidades de escrituração
e registro, mesmo quando feita de forma facultativa pela entidade. (Resolução CGSN nº 140/2018, artigo
71). Com isso, ressaltamos que a escrituração contábil, deverá ser realizada exclusivamente por profissional
contábil, de acordo com os mesmos padrões editados pelo CFC e Código Civil, inclusive com exigência de
autenticação dos livros.
2. Lançamentos e plano de contas
Escrituração contábil e plano de contas
Contas
Conta é o nome técnico que identifica um componente patrimonial (bem, direito, obrigação e PL) ou um
componente de resultado (receita, custo ou despesa).
Todos os acontecimentos que fazem parte do dia a dia da empresa (compras, vendas, pagamentos
e recebimentos) são registrados pela contabilidade por meio de contas.
Lançamento
É o meio pelo qual se processa a escrituração contábil, mediante documentos que comprovem a legitimidade
da operação (notas fiscais, contratos etc.).
 
Os elementos essenciais são:
 
Local e data da ocorrência de fato;
 
Conta a ser debitada;
 
Conta a ser creditada;
 
Histórico;
 
Valor.
 
Por meio da escrituração manual, temos o seguinte exemplo de lançamento:
Exemplo de lançamento de escrituração manual.
Mas como seria esse mesmo lançamento em um sistema informatizado de contabilidade? 
 
No sistema informatizado de contabilidade o lançamento se daria do seguinte modo:
• 
• 
• 
• 
• 
Perceba que os cinco elementos essenciais estão presentes no lançamento, assim como na escrituração
manual. Contudo, em relação à conta devedora e à conta credora utilizamos um código numérico no lugar da
descrição da conta.
 
Esse código numérico faz parte do que chamamos de Plano de Contas. O ponto de partida da escrituração
contábil de uma empresa é o Plano de Contas, sendo uma importante ferramenta para elaboração das
demonstrações contábeis.
Plano de Contas
Podemos definir o Plano de Contas como o conjunto de contas, diretrizes e normas que disciplinam as
tarefas do setor de contabilidade, objetivando a uniformização dos registros contábeis. As contas devem
ser agrupadas de acordo com a estrutura estabelecida pela Lei 6.404/1976 e pelo Comitê de
Pronunciamentos Contábeis(CPC).
Classificação das Contas
As contas contábeis se dividem em dois grandes grupos: Contas Patrimoniais (Ativo, Passivo e PL), que
atenderão a estrutura do Balanço Patrimonial e as Contas de Resultado, que atenderão a estrutura da
Demonstração do Resultado do Exercício.
 
As contas de Resultado são divididas em três grupos principais:
 
Receitas
 
Custos
 
Despesas
 
Agora vamos ver detalhadamente os grupos que compõem as contas Patrimoniais.
Contas Ativas e Passivas
As contas do Ativo são divididas em dois grupos principais:
 
Ativo Circulante;
 
• 
• 
• 
• 
Ativo Não Circulante.
 
As contas do Passivo são divididas em três grupos principais:
 
Passivo Circulante;
 
Passivo Não Circulante;
 
Patrimônio Líquido.
 
A tabela a seguir mostra como são discriminadas as contas ativas e passivas no balanço patrimonial:
Balanço Patrimonial
1. Ativo 2. Passivo
1.01 Ativo Circulante 2.01 Passivo Circulante
1.02 Ativo Não Circulante 2.02 Passivo Não Circulante
 2.03 Patrimônio Líquido
Tabela: contas ativas e passivas discriminadas no balanço patrimonial.
Wellinton Figueiredo.
Plano de Contas - Código da Conta
O código da conta é o conjunto de algarismos utilizados para identificar cada uma das contas que compõem o
Plano de Contas.
De acordo com a resolução do CFC 1.418/12 que aprova a ITG1000, o Plano de Contas, mesmo que
simplificado, deve ser elaborado considerando-se as especificidades e a natureza das operações realizadas,
bem como deve contemplar as necessidades de controle de informações no que se refere aos aspectos
fiscais e gerenciais, em no mínimo quatro (quatro) níveis, confira.
1º Dígito
Grupo do sistema Patrimonial ou de Resultado.
2º Dígito
Grupo do sistema a que pertence.
• 
• 
• 
• 
1.01.01.01 Caixa
3º Dígito
Subgrupo.
4º Dígito
Conta Principal.
Assim teríamos, por exemplo:
1. Ativo --------------------------------- Nível 1 – Conta Sintética
1.01 Ativo Circulante ------------- Nível 2 – Conta Sintética
1.01.01 Disponibilidades ------- Nível 3 – Conta Sintética
1.01.01.01 Caixa ------------------- Nível 4 – Conta Analítica
1.01.01.02 Banco A --------------- Nível 4 – Conta Analítica
Agora, confira e compare a diferença entre contas análíticas e sintéticas.
A seguir, observe um exemplo bem simples de uma estrutura de Plano de Contas em quatro níveis, confira.
Contas Analíticas 
São contas de último nível no Plano e Contas
e utilizadas em lançamentos contábeis.
Recebem os lançamentos contábeis.
Contas Sintéticas 
São contas totalizadoras de
determinado grupo de contas
analíticas. Não recebem lançamentos
contábeis e representam o somatório
das contas analíticas.
Ativo
1.01 ATIVOCIRCULANTE
1.01.01 DISPONIBILIDADES
1.01.01.01 CAIXA
1.01.01.02 BANCO – A
1.01.02 CLIENTES
1.01.02.01 DUPLICATAS ARECEBER
1.01.03 IMPOSTOS ARECUPERAR/COMPENSAR
1.01.03.01 ICMS A RECUPERAR
1.01.03.02 PIS A RECUPERAR
1.01.03.03 COFINS A RECUPERAR
1.01.03.04 CSLL A RECUPERAR
1.01.04 ESTOQUES
1.01.04.01 MERCADORIAS P/ REVENDA
 
1.02 ATIVO NÃOCIRCULANTE
1.02.01 REALIZÁVEL ALONGO PRAZO
1.02.01.01 CLIENTES
1.02.02 INVESTIMENTOS
1.02.02.01 PARTICIPAÇÃO EMOUTRAS EMPRESAS
1.02.03 IMOBILIZADO
1.02.03.01 MÁQUINAS EEQUIPAMENTOS
1.02.03.02 (-) DEPRECIAÇÃOACUMULADA
1.02.04 INTANGÍVEL
1.02.04.01 MARCAS
Passivo
2.01 PASSIVOCIRCULANTE
2.01.01 EMPRÉSTIMOSBANCÁRIOS
2.01.01.01 EMPRÉSTIMOS BANCO- A
2.01.02 FORNECEDORES
2.01.02.01 FORNECEDOR - A
2.01.03 OBRIGAÇÕESFISCAIS
2.01.03.01 ICMS A RECOLHER
2.01.03.02 PIS A RECOLHER
2.01.03.03 COFINS A RECOLHER
2.01.03.04 IRPJ A PAGAR
2.01.03.05 CSLL A PAGAR
2.01.03.06 ISS A RECOLHER
2.01.04 OBRIGAÇÕESSOCIAIS E TRABALHISTAS
2.01.04.01 SALÁRIOS A PAGAR
2.01.04.02 INSS A RECOLHER
2.01.04.03 FGTS A RECOLHER
2.01.04.04 IRRF S/ TRABALHOASSALARIADO
2.01.04.05 CONTRIBUIÇÃOSINDICAL A RECOLHER
2.01.05 CONTAS A PAGAR
2.01.05.01 LUZ A PAGAR
2.01.05.02 TELEFONE A PAGAR
2.01.05.03 ALUGUÉIS A PAGAR
 
2.02 PASSIVO NÃOCIRCULANTE
2.02.01 EMPRÉSTIMOSBANCÁRIOS
2.02.01.01 EMPRÉSTIMOS BANCO- A
 
2.03 PATRIMÔNIOLÍQUIDO
2.03.01 CAPITAL SOCIAL
2.03.01.01 CAPITAL SUBSCRITO
2.01 PASSIVOCIRCULANTE
2.03.01.02 (-) CAPITAL AINTEGRALIZAR
2.03.02 RESERVAS DECAPITAL
2.03.02.01 ÁGIO NA EMISSÃODE AÇÕES
2.03.03 RESERVA DE LUCROS
2.03.03.01 RESERVA LEGAL
2.03.04 LUCROS OU(PREJUÍZOS) ACUMULADOS
2.03.04.01 LUCROS ACUMULADOS
2.03.04.02 (-) PREJUÍZOSACUMULADOS
Receita
3.01 RECEITA BRUTA
3.01.01 RECEITAS DEVENDAS
3.01.01.01 VENDA DEMERCADORIAS
3.01.02 RECEITAS DESERVIÇOS
3.01.02.01 SERVIÇOSPRESTADOS
3.02 (-) DEDUÇÕESDA RECEITA BRUTA
3.02.01 (-) DEDUÇÕES S/ VENDAS
3.02.01.01 DEVOLUÇÃO DEVENDAS
3.02.01.02 ABATIMENTO S/ VENDAS
3.02.02 (-) IMPOSTOSINCIDENTES S/ RECEITA BRUTA
3.02.02.01 ICMS
3.02.02.02 PIS
3.02.02.03 COFINS
3.02.02.04 ISS
Custos
4.01 CUSTOS DE MERCADORIAS
4.01.01 CUSTO DASMERCADORAIS VENDIDAS
4.01.01.01 CMV
Despesas
5.01 DESPESASGERAIS E ADMINISTRATIVAS
5.01.01 DESPESAS C/ PESSOAL
5.01.01.01 SALÁRIOS
5.01.01.02 INSS
5.01.01.03 FGTS
5.01.0104 VALE-TRANSPORTE
5.01.02 DESPESAS C/ OCUPAÇÃOE INSTALAÇÕES
5.01.02.01 ALUGUÉIS
5.01.02.99 DEPRECIAÇÃO EAMORTIZAÇÃO
5.01.03 UTILIDADES ESERVIÇOS
5.01.03.01 ENERGIA ELÉTRICA
5.01.03.02 TELEFONE
5.01.04 DESPESAS GERAIS
5.01.04.01 MATERIAL DEESCRITÓRIO
5.01.05 IMPOSTOS E TAXAS
5.01.05.01 IPTU
5.02 RESULTADOSFINANCEIROS LÍQUIDOS
5.02.01 (-) DESPESASFINANCEIRAS
5.02.01.01 DESPESASBANCÁRIAS
5.02.01.02 JUROS S/ EMPRÉSTIMOS
5.02.01.03 DESCONTOSCONCEDIDOS
5.02.02 RECEITASFINANCEIRAS
5.02.02.01 RENDIMENTOS DEAPLICAÇÕES FINANCEIRAS
5.02.02.02 DESCONTOSOBITIDOS
5.03 IMPOSTO DERENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
5.03.01 CONTRIBUIÇÃOSOCIAL
5.03.01.01 CSLL
5.03.02 IMPOSTO DE RENDA
5.03.02.01 IRPJ
Cada empresa deverá elaborar seu próprio Plano de Contas, de acordo com o seu porte, ramo de atividade e
suas particularidades.
 
Perceba, por exemplo, que na elaboração do Plano de Contas de uma empresa comercial, teremos apenas o
estoque de mercadorias para revenda, enquanto em uma empresa industrial, o Plano de Contas deverá
apresentar: estoques de matéria-prima, produtos em elaboração e produtos acabados.
Comentário
Por mais que exista uma padronização estrutural dos planos de contas dentro de grupos de empresas da
mesma atividade, teremos planos de contas distintos em cada uma delas. 
As indústrias, por exemplo, podem ter seus planos de contas com alguma semelhança estrutural, contudo, ao
serem comparados, poderemos verificar que são diferentes entre si em muitos aspectos particulares.
 
Basicamente, o que determinará a maior ou menor quantidade de informações contidas em um Plano de
Contas é a necessidade de informação de seus usuários.
Elaboração do Plano de Contas
Assista ao vídeo e entenda mais sobre os conceitos básicos para elaboração de um plano de contas.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Plano de Contas Referencial
Vimos que cada empresa irá adotar o seu Plano de Contas de acordo com as suas necessidades. Com a
finalidade de padronizar os vários planos de contas utilizados pelas empresas no Brasil em apenas um único
modelo, a Receita Federal criou, por meio do SPED, um Plano de Contas padrão, o Plano de Contas
Referencial. Assim, ao receber as informações prestadas pelas empresas por meio da Escrituração Contábil
Digital (ECD) e da Escrituração Contábil Fiscal (ECF), a Receita Federal poderá ter acesso às informações
contábeis e fiscais dentro de um mesmo padrão.
O Plano de Contas Referencial tem por finalidade estabelecer uma relação (um “de-para”) entre as
contas analíticas do Plano de Contas da empresa e um modelo padrão.
Na verdade, a Receita Federal estabeleceu Planos de Contas Referenciais segregados de acordo com o tipo
de entidade (PJ em geral, instituições financeiras ou entidades imunes/isentas) e com o regime de tributação.
 
Para facilitar o entendimento, tomemos como exemplo os relacionamentos de contas a seguir.
 
Relacionamento entre uma conta do Planode Contas da empresa e uma conta do Plano Referencial:1. 
Plano de Contas da empresa Plano de Contas Referencial (RFB)
1.01.01.01 – Caixa 1.01.01.01.01 – Caixa Matriz
Perceba que, nesse caso, temos o exemplo mais simples, em que há apenas uma conta da empresa,
relacionada com uma conta da Receita Federal.
 
2. Relacionamento entre várias contas do Plano de Contas da empresa e uma conta do Plano Referencial:
Plano de Contas da Empresa Plano de Contas Referencial (RFB)
1.01.01.02 – Banco A
1.01.01.02.01 – Bancos Conta
Movimento – no país
1.01.01.03 – Banco B
Nesse caso, temos mais de uma conta do plano empresarial relacionada com apenas uma conta do plano
referencial. Essa situação também é bastante comum, uma vez que o Plano De Contas referencial da RFB
apresenta um menor detalhamento de contas.
Verificando o aprendizado
Questão 1
O Lançamento é o meio pelo qual se processa a escrituração contábil, mediante documentos que comprovem
a legitimidade da operação. São elementos essenciais para realização do lançamento contábil
A data, conta devedora, conta credora, histórico e valor.
B apenas a data, conta devedora e conta credora.
C data, conta devedora, conta credora, histórico, valor em moeda nacional e valor em moeda
estrangeira.
D data, conta devedora, conta credora, valor em moeda nacional e valor em moeda estrangeira.
E apenas conta devedora, conta credora e valor.
A alternativa A está correta.
Para que um lançamento contábil seja realizado, são necessários cinco elementos essenciais: data, conta
devedora, conta credora, histórico e valor. A ausência de algum deles inviabiliza o lançamento.
Questão 2
Todos os acontecimentos que fazem parte do dia a dia da empresa são registrados pela contabilidade por
meio de contas. Observe o trecho da estrutura de um Plano de Contas, com cinco níveis, e responda:
 
1 Ativo
 
1.01 Ativo Circulante
 
1.01.01 Caixa e Equivalentes de Caixa
 
1.01.01.01 Caixa Geral
 
1.01.01.01.01 Caixa
 
São contas sintéticas e, portanto, não recebem lançamentos:
A Ativo / ativo circulante / caixa e equivalentes de caixa / caixa.
B Ativo / ativo circulante / caixa e equivalentes de caixa / caixa geral.
C Ativo circulante / caixa e equivalentes de caixa / caixa geral / caixa.
D Caixa e equivalentes de caixa / caixa geral / caixa.
E Caixa geral / caixa.
A alternativa B está correta.
Contas analíticas são contas de último nível nos planos de contas e são utilizadas em lançamentos
contábeis. Contas sintéticas são contas totalizadoras de determinado grupo de contas analíticas.
3. Livros contábeis obrigatórios
Livros contábeis obrigatórios
De maneira geral, a escrituração envolve os registros de todos os acontecimentos relacionados com a gestão
da entidade, inclusive aqueles não relacionados com as modificações qualitativas e quantitativas do
patrimônio. De forma específica, a escrituração tem caráter puramente contábil, isto é, está voltada aos
registros de todos os fatos contábeis.
 
Com a finalidade de estabelecer critérios e procedimentos a serem adotados pela entidade para a
escrituração contábil de seus fatos patrimoniais, por meio de qualquer processo, bem como a guarda e a
manutenção da documentação e de arquivos contábeis e a responsabilidade do profissional da contabilidade,
o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) editou norma técnica intitulada: ITG 2000 (R1) – Escrituração
Contábil.
ITG 2000 (R1) – Escrituração Contábil
A Interpretação Técnica Geral - ITG 2000 (R1) deve ser adotada por todas as entidades, independentemente
da natureza e do porte, na elaboração da escrituração contábil, observadas as exigências da legislação e de
outras normas aplicáveis, se houver.
 
A seguir, reproduzimos os principais pontos abordados nessa norma e as formalidades da escrituração
contábil, confira.
Observância aos princípios contábeis
A escrituração contábil deve ser realizada com observância aos princípios de contabilidade.
Nível de detalhamento da escrituração
O nível de detalhamento da escrituração contábil deve estar alinhado às necessidades de informação
de seus usuários. Nesse sentido, essa Interpretação não estabelece o nível de detalhe ou mesmo
sugere um Plano de Contas a ser observado. O detalhamento dos registros contábeis é diretamente
proporcional à complexidade das operações da entidade e dos requisitos de informação a ela
aplicáveis e, exceto nos casos em que uma autoridade reguladora assim o requeira, não devem
necessariamente observar um padrão predefinido.
Regras de execução da escrituração contábil
A escrituração contábil deve ser executada:
Em idioma e em moeda corrente nacionais.
Em forma contábil.
Em ordem cronológica de dia, mês e ano.
Com ausência de espaços em branco, entrelinhas, borrões, rasuras ou emendas.
Com base em documentos de origem externa ou interna ou, na sua falta, em elementos que
comprovem ou evidenciem fatos contábeis.
Informações mínimas do lançamento contábil
A escrituração em forma contábil deve conter, no mínimo:
Data do registro contábil, ou seja, a data em que o fato contábil ocorreu.
Conta devedora.
Conta credora.
Histórico que represente a essência econômica da transação ou o código de histórico
padronizado, neste caso, baseado em tabela auxiliar inclusa em livro próprio.
Valor do registro contábil.
Informação que permita identificar, de forma unívoca, todos os registros que integram um
mesmo lançamento contábil.
Numeração sequencial dos lançamentos
O registro contábil deve conter o número de identificação do lançamento em ordem sequencial
relacionado ao respectivo documento de origem externa ou interna ou, na sua falta, a elementos que
comprovem ou evidenciem fatos contábeis.
Uso de códigos e abreviações
Admite-se o uso de códigos e/ou abreviaturas, nos históricos dos lançamentos, desde que
permanentes e uniformes, devendo constar o significado dos códigos e/ou abreviaturas no Livro
Diário.
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Responsabilidade do profissional da contabilidade
A escrituração contábil e a emissão de relatórios, peças, análises, demonstrativos e demonstrações
contábeis são de atribuição e de responsabilidade exclusivas do profissional da contabilidade
legalmente habilitado.
Transcrição das demonstrações contábeis
As demonstrações contábeis devem ser transcritas no Livro Diário, completando-se com as
assinaturas do titular ou de representante legal da entidade e do profissional da contabilidade
legalmente habilitado.
Confira alguns pontos relativos a documentação contábil a seguir:
 
Documentação contábil é aquela que comprova os fatos que originam lançamentos na escrituração da
entidade e compreende todos os documentos, livros, papéis, registros e outras peças, de origem
interna ou externa, que apoiam ou componham a escrituração.
 
A documentação contábil é hábil quando revestida das características intrínsecas ou extrínsecas
essenciais, definidas na legislação, na técnica-contábil ou aceitas pelos “usos e costumes”.
 
Os documentos em papel podem ser digitalizados e armazenados em meio magnético, desde que
assinados pelo responsável pela entidade e pelo profissional da contabilidade regularmente habilitado,
devendo ser submetidos ao registro público competente.
 
Nas pequenas e médias empresas, é comum os sócios pagarem pequenas despesas (refeições, combustíveis,
entre outras) e entenderem que o simples comprovante da transação emitido é suficiente para suportar esse
gasto.
 
No entanto, para ser considerada documentação hábil, deverá ser suportada pela emissão de notas fiscais,
cupons, recibos, contratos etc. Os documentos comprobatórios são fundamentais e indispensáveis nos
registros que apoiam ou compõem a escrituração contábil.
Exemplo
O comprovante de pagamento via PIX, DOC ou TED, referente à contratação de um serviço autônomo,
não pode ser considerado uma documentação hábil para fins de realização da escrituração contábil, por
não conter as características necessárias para realização do lançamento. Nesse caso, esse documentoé
simplesmente uma comprovação de que a entidade pagou uma despesa ou fez uma transação bancária.
O documento hábil nessa situação é o recibo de pagamento a autônomo (RPA), que conterá todas as
informações necessárias para a realização da escrituração, como data do pagamento, valor bruto do
serviço, retenções etc. 
Livros contábeis
Os principais livros utilizados pela contabilidade são o Livro Diário e o Livro Razão.
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A contabilidade utiliza ainda livros auxiliares que podem servir de suporte para escrituração do Diário e do
Razão, como Livro Caixa, Livro de Contas a Receber, Livro de Contas a Pagar, Livro de Registro de Duplicatas.
 
Vamos ver a seguir alguns livros obrigatórios, confira.
Exigido pela Legislação Civil
Livro Diário.
Exigido pela Legislação Comercial
Livro de Registro de Duplicatas.
Exigidos por Leis Tributárias
Federal: Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR), Livro Razão, Livro Caixa (ME e EPP), Registro de
apuração do IPI.
Estadual: Registro de Entradas, Registro de Saídas, Registro de Apuração do ICMS, Registro de
Inventário, Registro de Controle da Produção e do Estoque.
Municipal: Livro de Registro de Notas Fiscais de Serviços.
Exigidos por Leis Societárias
Livro de Registro de Ações Nominativas, Livro de Atas das Assembleias.
Exigidos por Leis Trabalhistas
Livro de Registro de Empregados, Livro de Inspeção do Trabalho.
Livro Diário
Por destinar-se ao registro de todos os eventos que ocorrem no dia a dia das empresas, é o livro mais
importante, do ponto de vista legal.
 
No Diário são lançadas, com individuação, clareza e indicação do documento comprobatório, dia a dia, por
escrita direta ou reprodução, todos os acontecimentos que ocorrem na empresa e que provocam
modificações no patrimônio (fatos administrativos), bem como aqueles que possam vir a modificar
futuramente o patrimônio (atos administrativos).
 
De acordo com Ferrari (2013), o Livro Diário é:
Obrigatório
Pois é exigido por lei (Novo Código Civil).
Principal
Pois registra todos os fatos contábeis.
Cronológico
Pois os fatos contábeis são escriturados em ordem cronológica (dia, mês e ano).
Livro Razão
O Livro Razão tem a finalidade de demonstrar a movimentação analítica de todas as contas escrituradas no
Diário e constantes do balanço patrimonial.
 
De acordo com Ferrari (2013), o Livro Razão é:
Facultativo
Pela legislação comercial (Código Comercial).
Obrigatório
Pela legislação fiscal (RIR), principalmente para as entidades optantes pela forma de tributação pelo
lucro real. Pela regulamentação contábil (CFC).
Principal
Pois, tal como o Livro Diário, registra todos os fatos contábeis.
Sistemático
Pois os fatos são registrados por espécie (tipo de conta), e não em ordem cronológica.
Em outras palavras, o Livro Razão é um conjunto de tabelas ou fichas, em que cada uma representa uma
conta. Assim, por exemplo, se uma empresa compra mercadorias a prazo, no Diário, tal fato será representado
em ordem cronológica. No Razão, será localizado na conta de mercadorias, com o lançamento a débito, e na
conta de fornecedores, com o lançamento a crédito. Cabe ressaltar que dentro da “ficha” de cada conta no
Livro Razão, existe uma ordem cronológica de débitos e créditos.
Daí, pode-se dizer que o Livro Razão é primordialmente sistemático e secundariamente cronológico,
enquanto o Livro Diário é exclusivamente cronológico.
Formalidades do Livro Diário e Livro Razão
De acordo com a ITG 2000 (R1) os livros contábeis obrigatórios, entre eles o Livro Diário e o Livro Razão,
devem revestir-se de formalidades extrínsecas e intrínsecas, entenda cada uma delas a seguir.
Formalidades extrínsecas
Referem-se a formalidades relacionadas à apresentação ou aparência dos livros, como demosntrado a seguir.
Livros em forma não digital
Serem encadernados.
Terem suas folhas numeradas sequencialmente.
Conterem termo de abertura e de encerramento assinados pelo titular ou representante legal
da entidade e pelo profissional da contabilidade regularmente habilitado no Conselho Regional
de Contabilidade.
Livros em forma digital
Serem assinados digitalmente pela entidade e pelo profissional da contabilidade regularmente
habilitado.
Quando exigível por legislação específica, serem autenticados no registro público ou entidade
competente.
Registro e autenticação dos livros contábeis
O Livro Diário deverá ser autenticado no órgão competente do Registro do Comércio – junta comercial do
Estado, e quando se tratar de Sociedade Simples ou entidades sem fins lucrativos, no Registro Civil das
Pessoas Jurídicas – RCPJ do local de sua sede.
 
O registro do Livro Diário está regulamentado pela Interpretação ITG 2000 (R1) – Escrituração Contábil,
editada pelo CFC; pela IN nº 82/2021 do Departamento de Registro Empresarial e Integração (DREI); e pelo
Decreto nº 8.683/2016.
 
De acordo com o item 10, alínea (b), da ITG 2000 (R1), os livros contábeis obrigatórios, entre eles o Livro Diário
e o Livro Razão, quando exigível por legislação específica, devem ser autenticados no registro público ou na
entidade competente. Atualmente, não há exigência por legislação específica para a autenticação do Livro
Razão.
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Comentário
Embora não exista uma lei específica que revogue a obrigatoriedade da autenticação dos livros
contábeis, o Decreto nº 8.683, de 25 de Fevereiro de 2016 passou a permitir a dispensa de autenticação
dos livros contábeis no Registro do Comércio para as pessoas jurídicas que apresentem a Escrituração
Contábil digital (ECD), por meio do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED). A comprovação da
autenticação dos livros contábeis digitais se dará pelo recibo de entrega da ECD emitido pelo SPED,
dispensada qualquer outra forma de autenticação. 
O Decreto nº 9.555, de 2018, trata da autenticação de livros contábeis de pessoas jurídicas não sujeitas ao
Registro do Comércio. Esse ato complementa os avanços introduzidos pelo Decreto nº 8.683, de 25 de
fevereiro de 2016, que passou a permitir a dispensa de autenticação dos livros contábeis no Registro do
Comércio para as pessoas jurídicas que apresentem a escrituração contábil digital (ECD) por meio do Sistema
Público de Escrituração Digital (SPED).
 
A partir de então, todas as pessoas jurídicas, incluindo associações, fundações e demais entidades,
empresariais ou não, estão alcançadas pela norma. Esse benefício abrange também as empresas optantes
pelo Simples Nacional.
De qualquer forma, quando obrigada, para fins tributários ou civis, a empresa optante pelo Simples Nacional
(inclusive o MEI) poderá enviar a ECD pelo SPED, dispensando-se a autenticação dos livros contábeis por
qualquer outro meio.
Instrução Normativa DREI/SGD/ME Nº 82, de 19 de fevereiro de 2021
A IN do DREI tem o objetivo de simplificar, uniformizar, modernizar e automatizar os procedimentos relativos à
autenticação dos termos de abertura e de encerramento dos instrumentos de escrituração contábil, dos livros
sociais e dos livros dos agentes auxiliares do comércio.
 
Considerando o desenvolvimento tecnológico que permite o registro e o lançamento de atos e fatos das
empresas de forma eletrônica e garantindo a segurança, a inviolabilidade e a autenticidade dos instrumentos
submetidos à autenticação.
 
A seguir, destacamos os principais pontos observados em relação à referida IN, confira.
Autenticação dos termos de abertura e encerramento
Serão submetidos à autenticação da junta comercial os termos de abertura e de encerramento de
qualquer instrumento de escrituração que o interessado julgue conveniente adotar, segundo a
natureza e o volume de seus negócios, inclusive, livros não obrigatórios.
A autenticação da Escrituração Contábil Digital (ECD), por meio do Sistema Público de
Escrituração Digital (SPED), desobriga qualquer outra autenticação.
Os termos de abertura e de encerramento deverão estar devidamente assinados, com
certificado digital emitido por entidade credenciada pela Infraestrutura de Chaves Públicas
Brasileira (ICP-Brasil)ou por qualquer outro meio de comprovação da autoria e integridade de
documentos em forma eletrônica, pelo respectivo interessado ou procurador e por contabilista
legalmente habilitado, quando for o caso, com indicação do número de sua inscrição no
Conselho Regional de Contabilidade (CRC).
Exclusividade digital dos livros contábeis
Os livros deverão ser exclusivamente digitais, podendo ser produzidos ou lançados em plataformas
eletrônicas, armazenadas ou não nos servidores das Juntas Comerciais.
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Elementos obrigatórios dos termos de abertura e encerramento
Os livros contábeis ou não conterão termos de abertura e de encerramento, que indicarão:
Termo de abertura:
A finalidade a que se destina o livro (nome do livro);
O número de ordem;
O nome empresarial;
O cadastro nacional da pessoa jurídica (CNPJ);
O município da sede ou filial;
O número e a data do arquivamento dos atos constitutivos na junta comercial;
A data e as assinaturas.
2. Termo de encerramento:
A finalidade a que destinou o livro (nome do livro);
O número de ordem;
O nome empresarial;
O período a que se refere a escrituração;
A data e as assinaturas.
Procedimentos e responsabilidades na autenticação
A autenticação dos instrumentos de escrituração consiste na verificação das formalidades 
extrínsecas dos dados contidos nos termos de abertura e encerramento.
O contabilista legalmente habilitado e o interessado são responsáveis pelo conteúdo do
documento digital entregue.
A comprovação da autenticação será realizada, por meio eletrônico, mediante recibo emitido
pelo sistema público disponibilizado pela junta comercial.
Principais Formalidades dos Livros Contábeis
Assista ao vídeo e entenda mais sobre as principais formalidades exigidas para os Livros Diário e Razão.
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Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Autenticação dos livros comerciais digitais
É importante salientar que os Livros Digitais são os livros que anteriormente eram protocolados fisicamente e
agora são apresentados para autenticação às juntas comerciais em forma digital (PDF).
 
É diferente da Escrituração Contábil Digital (ECD), apresentada por meio do Sistema Público de Escrituração
Digital (SPED), cuja autenticação se dará pelo recibo de entrega da ECD emitido pelo SPED, dispensada
qualquer outra forma de autenticação.
Procedimentos para realização da autenticação dos livros nas juntas
comerciais
Apresentamos, a seguir, o procedimento padrão para realização da autenticação dos Livros Digitais pela junta
comercial. Esses procedimentos podem variar de acordo com a junta comercial de cada estado, confira o
passo a passo.
1
Acessar o portal na internet da junta comercial do estado.
2
Acessar o Protocolo WEB.
3
Acessar a opção Instrumento de Escrituração Mercantil.
4
Preencher os dados de identificação da empresa (NIRE / CNPJ / nome empresarial).
5
Preencher os dados do contador.
6
Preencher os dados do Livro:
Forma de escrituração (tipo): Diário Geral.
Nº de ordem: Ao selecionar o tipo de livro, o sistema consultará a base de dados para
recuperar o último livro autenticado do mesmo tipo e sugerirá o novo número de ordem,
porém, habilitará o campo para edição e prevalecerá a informação indicada pelo usuário.
Data inicial: Assim como o campo número de ordem, o sistema consultará a existência de livro
anterior com mesmo tipo para sugerir a data inicial do livro, porém, também permitirá a edição
do campo.
Data final: O campo data final ficará sempre livre para informação sem sugestão de valor pelo
sistema. Importante lembrar que existem tipos de livro (sociais) que permitem o campo data
final em branco e até mesmo que ultrapassem o exercício social. O sistema avaliará cada caso
e exibirá as críticas, quando for necessário.
Encerramento do exercício social: A maioria das empresas possui o encerramento do exercício
social em 31/12, porém, cada empresa poderá informar o seu, lembrando que deverá ser
informado o dia e mês apenas DD/MM.
Data de constituição: A data de constituição será recuperada do sistema e deverá ser avaliada
pelo usuário, pois questões de conversão e transformação deverão ser consideradas para
definir o valor do campo.
Escolher arquivo: O livro deve estar em conformidade com o padrão PDF/A. Deve ter no
máximo até 10MB. Deve ter numeração começando em 2 (dois).
Impressão – páginas: O sistema exibirá a mensagem para alertar sobre a necessidade de
indicar o total correto de páginas, pois além das páginas ou folhas que compõem o livro, será
preciso considerar mais duas páginas, uma para o termo de abertura e outra para o termo de
encerramento. O sistema limitará à quantidade máxima de mil páginas; se existir a necessidade
de ultrapassar os limites informados acima, o usuário deverá dividir o livro em quantos livros
forem necessários, sendo cada livro dentro dos limites de páginas/folhas.
Adicionar boleto: Antes de criar o protocolo, o usuário deverá gerar o boleto necessário para
autenticação de livros e adicionar o número no preenchimento.
7
Ao confirmar, o sistema iniciará a validação dos arquivos PDF/A informados e iniciará o envio para os
servidores da junta. Se tudo der certo, o sistema permitirá o prosseguimento, se algo der errado, o
sistema apresentará o ícone de erro, indicando o tipo de problema.
Vale lembrar que informar a quantidade incorreta de páginas ou folhas do livro invalidará o upload do
arquivo, pois o sistema entenderá que existe inconsistência nas informações. Com isso, deve-se
considerar sempre o termo de abertura como página 1 (um) e o termo de encerramento como a última
página, definindo o total de páginas do livro.
Para o protocolo de livro digital (PDF), obrigatoriamente, os termos de abertura e encerramento serão
os gerados pelo sistema, com isso, ao gerar o PDF com os dados do livro, não inclua os termos,
iniciando o documento pela página 2.
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8
Após clicar na opção salvar, o sistema exibirá tela com o resumo dos pedidos, sendo possível
visualizar o requerimento, o livro e cada termo de abertura e encerramento.
9
Após analisar o requerimento e os termos gerados pelo sistema, o usuário clicará na opção confirmar,
o sistema exibirá a tela de confirmação com a possibilidade de exibir cada documento, que será
assinado pelo usuário que está preenchendo o protocolo.
10
Após inserir a assinatura digital, ao clicar em finalizar, o sistema finalmente exibirá os protocolos
gerados, com a possibilidade de visualizar e baixar todos os documentos. Importante destacar que o
protocolo terá sido assinado inicialmente pela pessoa responsável pelo requerimento, faltando a
assinatura dos demais responsáveis indicados para que os protocolos sejam disponibilizados para
análise.
É importante considerar que os livros serão assinados digitalmente, com isso, não existe a
necessidade da impressão para coletar as assinaturas com caneta, para posterior digitalização.
O formato digital é ainda mais seguro do que o formato tradicional, porém, os procedimentos são os
mesmos, ou seja, os responsáveis pela assinatura permanecem os mesmos e somente após todos
assinarem digitalmente o livro, ele será analisado pela junta comercial.
Verificando o aprendizado
Questão 1
O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) editou a norma técnica intitulada: ITG 2000 (R1) – Escrituração
Contábil, com a finalidade de estabelecer critérios e procedimentos a serem adotados pela entidade para a
escrituração contábil de seus fatos patrimoniais. Quanto às formalidades estabelecidas pela norma técnica,
podemos afirmar que:
A em se tratando de empresa subsidiária, estabelecida no país e com sede no exterior, a escrituração
poderá ser realizada em moeda estrangeira, tendo como base o dólar.
B
a escrituração contábil e a emissão de relatórios, peças, análises, demonstrativos e demonstrações
contábeis são de atribuição e de responsabilidade exclusivas do profissional da contabilidade legalmentehabilitado.
C quanto à documentação de suporte para a realização da escrituração, o simples comprovante da
transação de pagamento emitido é suficiente para suportar o gasto.
D
a escrituração contábil poderá ser executada em ordem atemporal, ou seja, a ordem cronológica de
apresentação dos lançamentos não precisa ser observada, desde que eles estejam dentro do período de
elaboração das demonstrações contábeis.
E a escrituração em forma contábil deve conter, no mínimo, a conta devedora, a conta credora e o valor
do registro contábil.
A alternativa B está correta.
É importante salientarmos que a escrituração contábil e a emissão dos livros e dos relatórios são atribuição
e responsabilidade exclusiva do profissional de contabilidade, que deve ser legalmente habilitado e
registrado no conselho regional de contabilidade.
Questão 2
De acordo com a ITG 2000 (R1), os livros contábeis obrigatórios, entre eles o Livro Diário e o Livro Razão,
devem revestir-se de formalidades extrínsecas, que se referem a formalidades a serem observadas antes do
livro ser escriturado e formalidades intrínsecas, ou seja, aquelas que se referem ao próprio conteúdo da
escrituração. Quanto às formalidades dos livros Diário e Razão podemos afirmar que:
A em relação à autenticação dos livros, podemos considerar como obrigatória a autenticação do Livro
Razão e facultativa a do Livro Diário.
B
as pessoas jurídicas que apresentem a Escrituração Contábil digital (ECD), por meio do Sistema Público
de Escrituração Digital (SPED), também deverão submeter os livros digitais para autenticação na junta
comercial do estado.
C a escrituração deverá ser completa, em idioma e moeda corrente de preferência da empresa, sem linhas
em branco, nem entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou folhas em branco.
D os livros em forma digital devem serem assinados manualmente pela entidade e pelo profissional da
contabilidade regularmente habilitado.
E em caso de escrituração contábil em forma digital, não há necessidade de impressão e encadernação
em forma de livro.
A alternativa E está correta.
Em caso de escrituração contábil em forma digital, não há necessidade de impressão e encadernação em
forma de livro, porém, o arquivo magnético autenticado pelo registro público competente deve ser mantido
pela entidade.
4. Conclusão
Considerações finais
Neste conteúdo, compreendemos que a escrituração contábil é essencial para todas as entidades e que, na
atualidade, os sistemas informatizados são as ferramentas necessárias para atender a contabilidade.
 
Também foi possível identificar os elementos necessários para a elaboração do lançamento contábil, bem
como para a elaboração de um Plano de Contas.
 
Por fim, pudemos conhecer os livros contábeis obrigatórios e as formalidades para sua elaboração e registro.
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Para encerrar, ouça e conheça mais sobre a importância da escrituração contábil e as formalidades
necessárias para a sua realização.
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Referências
BRASIL. Decreto-Lei nº 486, de 03 de março de 1969. Dispõe sobre escrituração e livros mercantis e dá outras
providências. Brasília: Diário Oficial da União, 1969.
 
BRASIL. Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Civil. Brasília: Diário Oficial da União, 2002.
 
BRASIL. Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006 Institui o Estatuto Nacional da Microempresa e
da Empresa de Pequeno Porte. Brasília: Diário Oficial da União, 2006.
 
BRASIL. Decreto nº 8683, de 25 de fevereiro de 2016. Altera o Decreto nº 1.800, de 30 de janeiro de 1996, que
regulamenta a Lei nº 8.934, de 18 de novembro de 1994, e dá outras providências. Dispõe sobre o Registro
Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins. Brasília: Diário Oficial da União, 2016.
• 
• 
 
BRASIL. Resolução CGSN Nº 140, de 22 de maio de 2018. Dispõe sobre o Regime Especial Unificado de
Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte
(Simples Nacional). Brasília: Diário Oficial da União, 2018.
 
BRASIL. Decreto nº 955, de 07 de novembro de 2018. Dispõe sobre a autenticação de livros contábeis de
pessoas jurídicas não sujeitas ao Registro do Comércio. Brasília: Diário Oficial da União, 2018.
 
BRASIL. Instrução Normativa DREI/SGD/ME nº 82, de 19 de fevereiro de 2021. Institui os procedimentos para
autenticação dos livros contábeis ou não dos empresários individuais, das empresas individuais de
responsabilidade limitada - Eireli, das sociedades, bem como dos livros dos agentes auxiliares do comércio.
Brasília: Diário Oficial da União, 2021.
 
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE-CFC. Interpretação Técnica ITG 2000 (R1), de 12 de dezembro de
2014. Brasília: Diário Oficial da União, 2014.
 
FERRARI, Ed Luiz. Contabilidade Geral. Rio de Janeiro: Impetus, 2013.
	Formalidades da escrituração contábil no sistema informatizado
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	1. Formalidades da escrituração contábil
	Escrituração contábil
	Obrigatoriedade de escrituração contábil
	Quais entidades estão obrigadas a escrituração contábil?
	Atenção
	Lei complementar 123/2006, art. 27
	Resolução 140/2018 do Comitê Gestor do Simples Nacional, art. 71.
	Resolução 140/2018 do Comitê Gestor Simples do Nacional, art. 71. Parágrafo único
	Resolução 140/2018 do Comitê Gestor do Simples Nacional, art. 106. § 1º
	A importância da Escrituração Contábil
	Conteúdo interativo
	Sistema Informatizado de Contabilidade
	Sistema Público de Escrituração Digital (SPED)
	Escrituração Contábil Digital / SPED Contábil (ECD)
	Obrigatoriedade
	Prazo de entrega
	Escrituração Contábil Fiscal (ECF)
	Obrigatoriedade
	Prazo de entrega
	Promover a integração dos fiscos
	Racionalizar e uniformizar as obrigações acessórias para os contribuintes
	Tornar mais rápida a identificação de ilícitos tributários
	Verificando o aprendizado
	2. Lançamentos e plano de contas
	Escrituração contábil e plano de contas
	Contas
	Lançamento
	Classificação das Contas
	Contas Ativas e Passivas
	Plano de Contas - Código da Conta
	1º Dígito
	2º Dígito
	3º Dígito
	4º Dígito
	Ativo
	Passivo
	Receita
	Custos
	Despesas
	Comentário
	Elaboração do Plano de Contas
	Conteúdo interativo
	Plano de Contas Referencial
	Verificando o aprendizado
	3. Livros contábeis obrigatórios
	Livros contábeis obrigatórios
	ITG 2000 (R1) – Escrituração Contábil
	Observância aos princípios contábeis
	Nível de detalhamento da escrituração
	Regras de execução da escrituração contábil
	Informações mínimas do lançamento contábil
	Numeração sequencial dos lançamentos
	Uso de códigos e abreviações
	Responsabilidade do profissional da contabilidade
	Transcrição das demonstrações contábeis
	Exemplo
	Livros contábeis
	Exigido pela Legislação Civil
	Exigido pela Legislação Comercial
	Exigidos por Leis Tributárias
	Exigidos por Leis Societárias
	Exigidos por Leis Trabalhistas
	Livro Diário
	Obrigatório
	Principal
	Cronológico
	Livro Razão
	Facultativo
	Obrigatório
	Principal
	Sistemático
	Formalidades do Livro Diário e Livro Razão
	Formalidades extrínsecas
	Livros em forma não digital
	Livros em forma digital
	Registro e autenticação dos livros contábeis
	Comentário
	Instrução Normativa DREI/SGD/ME Nº 82, de 19 de fevereiro de 2021
	Autenticação dos termos de abertura e encerramento
	Exclusividade digital dos livros contábeis
	Elementos obrigatórios dos termos de abertura e encerramento
	Procedimentos e responsabilidades na autenticação
	Principais Formalidades dos Livros Contábeis
	Conteúdo interativoAutenticação dos livros comerciais digitais
	Procedimentos para realização da autenticação dos livros nas juntas comerciais
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	Verificando o aprendizado
	4. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore+
	Referências

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