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Constituição e Tipos de Sociedades

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Constituição abertura encerramento de
empresas
Tipos de sociedades, elaboração do contrato social e procedimentos para abertura, registro e baixa de
empresas e entidades do terceiro setor.
Prof. Wellinton Barros Figueiredo
1. Itens iniciais
Propósito
Conhecer os tipos de sociedades existentes e os procedimentos para abertura, registro e baixa de empresas
é essencial para os profissionais de contabilidade.
Objetivos
Reconhecer os tipos de sociedades e empresários.
Analisar o contrato social e os procedimentos necessários para os registros de abertura, alteração e 
baixa das empresas na junta comercial.
Reconhecer os registros governamentais necessários para a abertura de uma empresa.
Reconhecer os procedimentos necessários para a constituição de entidades do terceiro setor.
Introdução
A constituição e a legalização de uma sociedade exige o cumprimento de determinados procedimentos. A
primeira providência a ser tomada é a elaboração do estatuto social (utilizado pelas sociedades por meio de
ações e entidades sem fins lucrativos) ou do contrato social (usado pelas demais sociedades). 
Antes de elaborar um contrato social, devemos primeiramente obter uma série de informações sobre a nova
sociedade que vai se constituir, bem como informações sobre os participantes dessa sociedade. 
Após a elaboração do contrato social, os próximos passos são o registro nos órgãos competentes e,
posteriormente, a obtenção das inscrições nos órgãos federais, estaduais e municipais. 
• 
• 
• 
• 
1. Tipos de sociedades e empresários
Tipos societários
No momento de constituição de uma empresa, é natural surgirem dúvidas quanto aos tipos de sociedades que
poderão ser formadas. Escolher o tipo social correto é fundamental para evitar conflitos entre os sócios e
definir suas responsabilidades pelas dívidas sociais futuras. Os tipos societários vigentes encontram-se
regulamentados no Código Civil, Lei nº 10.406/02, artigos 981 e seguintes.
Sociedades
Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir, com bens ou
serviços, para o exercício de atividade econômica e a partilha entre si dos resultados (Código Civil, Lei
nº 10.406/02, art. 981).
Tipos de sociedade
Sociedade não personificada (não possui registro)
Encontrados nos arts. 986 a 996 do CC/2002, os tipos de sociedade descritos a seguir, por não terem
registro, não possuem personalidade jurídica:
Sociedade em comum (irregular ou de fato)
É despersonificada por não possuir contrato social ou por tal contrato não ter sido registrado na junta
comercial ou no registro civil das pessoas jurídicas. Nesse tipo de sociedade, os sócios respondem de modo
solidário e ilimitado pelas dívidas sociais. 
Art. 987 ‒ os sócios, nas relações entre si ou com terceiros, somente por escrito podem provar a existência da
sociedade, mas os terceiros podem prová-la de qualquer modo. 
Sociedade em conta de participação (oculta)
Não tem registro por conta de interesse dos próprios sócios, que costumam firmar apenas um contrato de uso
interno. Nesse tipo de sociedade, reconhece-se a existência de duas espécies de sócios: 
Ainda que o ato constitutivo da sociedade em conta de
participação seja levado a registro no cartório de registro de
títulos e documentos, ela não deixará de ser classificada
como sociedade não personificada.
Art. 993 ‒ O contrato social produz efeito somente entre os
sócios, e a eventual inscrição de seu instrumento em
qualquer registro não confere personalidade jurídica à
sociedade.
Sociedade personificada (possui
registro)
Encontrados nos arts. 997 a 1.101 do CC/2002, esses tipos de sociedade possuem personalidade jurídica, que
é adquirida com o registro. São eles: 
Sociedade em nome coletivo
Somente pessoas físicas podem tomar parte na sociedade em nome coletivo, respondendo todos os sócios,
solidária e ilimitadamente, pelas obrigações sociais (Art. 1.039). 
Veja a estrutura do nome empresarial a seguir: 
Nome: firma (nome dos sócios) – pode ser acrescentado “& CIA”.
Sociedade comandita simples
Na sociedade em comandita simples, que é uma empresa de capital fechado, tomam parte sócios de duas
categorias: 
Veremos a seguir a estrutura do nome empresarial: 
Nome: firma (nome dos sócios comanditados).
Sociedade limitada
Seu capital é dividido em quotas. Na sociedade limitada, a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor
de suas quotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social (Art. 1.052). 
A sociedade limitada pode ser constituída por uma ou mais pessoas.
Veja como se dá o nome empresarial: 
Sócio ostensivo 
Os negócios são realizados apenas em nome
dele, sobre o qual recai a responsabilidade
ilimitada pelas obrigações assumidas.
Sócio oculto 
Não aparece perante terceiros,
respondendo apenas perante o sócio
ostensivo, conforme previsto em
contrato.
Comandidatos 
Capital e trabalho (responsabilidade solidária
e ilimitada): pessoas físicas, responsáveis
solidária e ilimitadamente pelas obrigações
sociais (Art. 1.045).
Comanditários 
Capital (responsabilidade limitada/não
pode participar de qualquer ato da
gestão): obrigados somente pelo valor
de sua quota (Art. 1.045).
Nome: denominação ou firma + (LTDA).
Sociedade anônima
Na Sociedade anônima, o capital divide-se em
ações, obrigando-se cada sócio ou acionista
somente pelo preço de emissão das ações que
subscrever ou adquirir (Art. 1.088).
 
Responsabilidade limitada e não solidária. A
sociedade anônima rege-se por lei especial (Lei
6.404/1976). Ela pode ser de capital aberto ou
fechado.
Veja agora o nome empresarial da sociedade
anônima: 
Nome: denominação ou nome fantasia + (S/A no final ou Companhia ou Cia no início).
Sociedade comandita por ações
A sociedade em comandita por ações tem o capital dividido em ações, regendo-se pelas normas relativas à
sociedade anônima (Art. 1.090). 
Somente o acionista tem qualidade para administrar a sociedade e, como diretor, responde subsidiária e
ilimitadamente pelas obrigações da sociedade. Ela pode ser de capital aberto ou fechado. 
Observe a seguir a estrutura do nome empresarial: 
Nome: denominação ou firma + (comandita por ações ou C/A).
O nome firma é o nome civil completo ou abreviado de um dos sócios, já a denominação social é composta
por uma expressão de fantasia ou um termo criado pelos sócios e pelo objetivo social da empresa
Saiba mais
Para um melhor entendimento, esclarece-se que responsabilidade solidária é aquela em que todos os
responsáveis se encontram em situação de igualdade, podendo ser penhorados os bens de qualquer
deles, ou de todos, sem ordem preferencial. Já na responsabilidade subsidiária, primeiramente são
penhorados os bens do devedor principal e, depois, caso eles não existam em quantidade suficiente
para saldar a dívida, podem ser excutidos os bens do devedor subsidiário. 
Classificação das sociedades
Antes da escolha dos tipos de sociedades quanto à forma jurídica, elas precisam ser classificadas quanto ao
objeto em: sociedades simples ou sociedades empresárias. 
O Código Civil (art. 982) criou as figuras das sociedades simples a serem registradas no registro civil das
pessoas jurídicas e das sociedades empresárias, com seu registro na junta comercial (Código Civil, art. 1.150). 
Sociedade simples
A sociedade simples é uma modalidade de empresa que não tem
finalidade empresarial. O formato é direcionado a profissionais de
natureza intelectual, científica, literária ou artística. Nesse formato, a
sociedade é formada por dois ou mais profissionais que exercem a
mesma atividade de forma coletiva. É o caso de escritórios de advocacia
ou consultórios médicos em que os profissionais prestam o mesmo tipo
de serviço à sociedade sem vínculo empresarial.
Ela depende da atuação pessoal de seus componentes, sendo formada
por profissionais do mesmo ramo (contadores/advogados/médicos).
Registro do contrato social: registro civil das pessoas jurídicas (RCPJ),
exceto para as sociedades de advogados, cujo registo se dá na OAB.E
Dissolvida a associação, a diretoria deverá determinar a destinação do patrimônio. Depois de realizado o
pagamento da dívida, será preciso observar as eventuais restrições impostas pelos títulos e pelas
qualificações desfrutadas pela organização.
A alternativa B está correta.
Para que uma associação seja extinta, deverá ser convocada assembleia com essa finalidade e instalada
com quórum qualificado, isto é, metade mais um dos seus associados. O patrimônio líquido remanescente
após a dissolução será destinado a outra entidade sem fins lucrativos designada no estatuto; se não houver
menção nele, esse patrimônio será entregue à instituição municipal, estadual ou federal com os mesmos
fins.
5. Conclusão
Considerações finais
Neste conteúdo, pudemos conhecer os tipos societários e empresários existentes, verificando que a escolha
do tipo social correto é fundamental para evitar conflitos entre os sócios e definir suas responsabilidades
pelas dívidas sociais futuras. Identificamos ainda os elementos necessários para a elaboração do contrato
social, bem como os registros de abertura, alteração e baixa das empresas.
Percebemos, em seguida, que, além do registo do contrato social, também são necessários outros registros
em órgãos governamentais, como a obtenção do CNPJ e das inscrições em nível estadual e municipal. Por fim,
pudemos conhecer as entidades do terceiro setor e as formalidades para a constituição e a extinção delas.
Podcast
Neste podcast, um especialista falará sobre os detalhes referentes à constituição, à abertura e ao
encerramento de empresas.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para ouvir o áudio.
Explore +
Para saber mais sobre os assuntos tratados neste conteúdo, pesquise na internet sobre:
Modelo básico de contrato social disponibilizado pelo Conselho Regional de Contabilidade (CRC).
Classificações nacionais (divididas em classes e subclasses) utilizadas nos cadastrados à disposição na
página da Comissão Nacional de Classificação (CNAE).
Referências
ALVES, A.; BONHO, F.T. Contabilidade do terceiro setor. Porto Alegre: Sagah, 2019.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
BRASIL. Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006. Institui o Estatuto Nacional da Microempresa
e da Empresa de Pequeno Porte.
BRASIL. Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Civil.
 
BRASIL. Lei nº 10.825, de 22 de dezembro de 2003. Define as organizações religiosas e os partidos políticos
como pessoas jurídicas de direito privado.
BRASIL. Lei nº 12.441, de 11 de julho de 2011. Altera a Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil),
para permitir a constituição de empresa individual de responsabilidade limitada.
BRASIL. Lei nº 13.874, de 20 de setembro de 2019. Institui a Declaração de Direitos de Liberdade Econômica;
estabelece garantias de livre mercado; e dá outras providências.
BRASIL. Instrução Normativa RFB nº 1863, de 27 de dezembro de 2018. Dispõe sobre o Cadastro Nacional da
Pessoa Jurídica (CNPJ).
OLIVEIRA, A.; ROMÃO, V. Manual do terceiro setor e instituições religiosas. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2014.
SZAZI, E. Terceiro setor: regulação no Brasil. 4. ed. revista e ampliada. São Paulo: Peirópolis, 2006.
	Constituição abertura encerramento de empresas
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	1. Tipos de sociedades e empresários
	Tipos societários
	Tipos de sociedade
	Sociedade não personificada (não possui registro)
	Sociedade em comum (irregular ou de fato)
	Sociedade em conta de participação (oculta)
	Sociedade personificada (possui registro)
	Sociedade em nome coletivo
	Sociedade comandita simples
	Sociedade limitada
	Sociedade anônima
	Sociedade comandita por ações
	Saiba mais
	Classificação das sociedades
	Sociedade simples
	Sociedade empresária
	Tipos de empresários
	MEI – microempreendedor individual
	Empresário individual
	EIRELI – empresa individual de responsabilidade limitada
	Comentário
	Tipos societários e empresários
	Conteúdo interativo
	Microempresa (ME) e empresa de pequeno porte (EPP)
	Atenção
	I
	II
	III
	IV
	V
	VI
	VII
	VIII
	IX
	X
	XI
	Verificando o aprendizado
	2. Contrato social e junta comercial
	O contrato social
	Definir o tipo de empresa
	Saiba mais
	Definir o tipo de participação societária
	Atenção
	Verificar a situação do titular ou do(s) sócio(s)
	Determinar o nome empresarial
	Se for empresário individual
	Se for uma sociedade empresária Ltda.
	Se for uma sociedade simples Ltda.
	Saiba mais
	Determinar o valor do capital social
	Definir as atividades
	Solicitar cópias de documentos
	Cláusulas do contrato social
	I
	II
	III
	IV
	V
	VI
	VII
	VIII
	Atenção
	Registro na junta comercial
	Pedido de viabilidade
	Consulta do nome empresarial
	Dica
	1º
	2º
	3º
	4º
	5º
	6º
	Elaboração do contrato social
	Conteúdo interativo
	Alterações e baixas de empresas
	Alteração contratual
	Distrato social
	Comentário
	A qualificação completa dos sócios
	A qualificação da sociedade distratada
	Cláusulas essenciais
	Saiba mais
	Verificando o aprendizado
	3. Abrindo uma empresa
	Registros governamentais
	Registro na Fazenda Federal (CNPJ)
	Declaração de enquadramento ME e EPP
	REDESIM
	Passo 1: Consulta prévia
	Passo 2: Coleta de dados
	Preencha o formulário
	Imprimir recibo
	Enviar documentação
	I - Encaminhar a documentação ao órgão de registro e Receita Federal
	Atenção
	II - Registro e inscrições tributárias
	Registro
	Inscrições tributárias
	Saiba mais
	Passo 3: Licenciamento
	Nível de risco I
	Nível de risco II
	Nível de risco III
	Atenção
	Registro na Fazenda Estadual
	Inscrição estadual
	Amazonas
	Bahia
	Ceará
	Distrito Federal
	Rio de Janeiro
	Santa Catarina
	Santa Catarina
	Saiba mais
	Registro na Fazenda Municipal
	Inscrição municipal
	Licenças e inscrições nos órgãos de regulação
	Licença ambiental
	Licença sanitária
	Licença do corpo de bombeiros
	Solicitação de Cadastro Eletrônico de Contribuintes
	Atividades de alto risco
	Restaurantes, bares e similares
	Comércio ou prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação
	Atividades que possam impactar o meio ambiente
	Registos governamentais necessários para o funcionamento da empresa
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	4. Terceiro setor
	Constituição de entidades do terceiro setor
	Primeiro, segundo e terceiro setor
	Primeiro setor
	Segundo setor
	Terceiro setor
	Natureza jurídica das organizações do terceiro setor
	As associações
	Constituição
	I
	II
	III
	IV
	V
	VI
	VII
	VIII
	IX
	X
	Extinção
	Curiosidade
	As fundações
	Constituição
	Extinção
	Organizações religiosas
	Partidos políticos
	Curiosidade
	Constituição, dissolução e legislação das organizações religiosas e dos partidos políticos
	Busca prévia do nome
	Consulta do CPF dos responsáveis
	Definir a estrutura jurídica da instituição
	Preparar a ata da assembleia
	Registro do estatuto social
	Registro nos órgãos governamentais
	Formalidades das entidades do terceiro setor
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	5. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore +
	ReferênciasSociedade empresária
A sociedade empresária tem como objetivo a atividade econômica
organizada para a produção e/ou circulação de bens ou de serviços. Ela 
não tem dependência da atuação pessoal dos sócios. A atividade
econômica organizada (comércio, indústria) refere-se ao fato de que o
produto ou serviço que resulta dessa sociedade é produzido pela
empresa, e não diretamente pelos seus sócios. Registro do contrato
social: junta comercial do estado.
Tipos de empresários
O empresário encontra-se definido no Livro II, Título I, do Código Civil, Lei nº 10.406/02, artigos 996 a 980.
Empresário
Exerce atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou serviços (Art. 966).
Atualmente, existem algumas possibilidades para quem quer abrir uma empresa e não pensa em ter sócios.
Veja abaixo: 
MEI – microempreendedor individual
Introduzido pela Lei Complementar nº 128/2008 e inserido
na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei
Complementar nº 123/2006), o microempreendedor
individual (MEI) possibilita a formalização de
empreendedores por conta própria, tendo sido criado em
julho de 2009.
Um MEI não pode ter participação em outra empresa como
sócio ou titular, podendo ter, no máximo, um funcionário. Ele
tem receita bruta anual limitada. 
Empresário individual
O empresário individual é aquele que exerce em nome próprio uma atividade empresarial não possuindo
personalidade jurídica. É a pessoa física (natural) titular da empresa. O patrimônio da pessoa natural e o do
empresário individual são os mesmos; logo, o titular responde de forma ilimitada pelas dívidas. 
EIRELI – empresa individual de responsabilidade limitada
A EIRELI, criada pela Lei nº 12.441/2011, constitui nova modalidade empresarial que permite a possibilidade do
exercício de atividade empresarial de forma individual com limitação da responsabilidade. Assim, o
empreendedor não responde com seus bens pessoais pelas dívidas da empresa. 
Houve também, para a proteção do credor (uma vez que o empresário individual nessa categoria não
responde com o seu patrimônio pessoal pelas dívidas da empresa), a criação de um limite mínimo de capital a
ser integralizado na EIRELI. Esse limite foi estabelecido na importância de 100 vezes o valor do salário-mínimo
vigente no momento do registro do ato constitutivo da EIRELI.
A respeito de uma possível atualização do valor do salário-mínimo, o DNRC (Departamento Nacional de
Registro do Comércio) já determinou que não será necessário o aumento regular do capital integralizado da
EIRELI. 
Comentário
A sociedade unipessoal limitada, criada por meio da MP nª 881/2019, a chamada MP da Liberdade
Econômica, convertida na Lei nº 13.874/2019, vem trazendo grandes benefícios para os novos
empreendedores. Ela é muito semelhante à EIRELI, mas difere da empresa individual de responsabilidade
limitada em alguns aspectos importantes. Um deles diz respeito à obrigatoriedade da integralização de
capital social, no momento de sua constituição, de 100 salários mínimos da EIRELI, o que não existe na
limitada unipessoal. Outra vantagem - e que também caracteriza uma diferença para a EIRELI - é que a
sociedade limitada unipessoal permite que o empreendedor abra mais de uma empresa nesse formato. 
Tipos societários e empresários
Veremos neste vídeo os tipos societários e empresários existentes.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Microempresa (ME) e empresa de pequeno porte (EPP)
Instituídas pela Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, as microempresas (ME) e as empresas
de pequeno porte (EPP) são as possíveis classificações para empresas que possuem menor volume de
faturamento. Esse dispositivo legal estabeleceu para elas um tratamento diferenciado, principalmente no
tocante à arrecadação de impostos e contribuições, a partir do sistema único de tributação denominado
Simples Nacional. 
Podem ser enquadradas como ME ou EPP: 
Sociedades simples;
Sociedades empresárias;
Empresas individuais de responsabilidade limitada (EIRELI);
Empresários individuais devidamente registrados.
Atenção
As sociedades anônimas (S/A) não se enquadram como ME ou EPP. 
Contudo, para realizar o enquadramento e usufruir dos benefícios, algumas situações devem ser observadas
antes da elaboração do contrato social, principalmente no tocante às participações societárias. 
De acordo com o art. 3º, § 4º, inciso IV, da Lei Complementar nº 123, de 2006, não poderá se beneficiar do
tratamento jurídico diferenciado previsto nessa Lei Complementar a pessoa jurídica: 
1
I
De cujo capital participe outra pessoa jurídica;
2
II
Que seja filial, sucursal, agência ou representação, no país, de pessoa jurídica com sede no
exterior;
3
III
De cujo capital participe pessoa física que seja inscrita como empresário, ou seja, sócia de outra
empresa que receba tratamento jurídico diferenciado nos termos dessa Lei Complementar, desde
que a receita bruta global ultrapasse o limite de que trata o inciso II do caput deste artigo;
4
IV
Cujo titular ou sócio participe com mais de 10% (dez por cento) do capital de outra empresa não
beneficiada por essa Lei Complementar, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de que
trata o inciso II do caput desse artigo;
• 
• 
• 
• 
5 V
Cujo sócio ou titular seja administrador ou equiparado de outra pessoa jurídica com fins lucrativos,
desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de que trata o inciso II do caput deste artigo;
6
VI
Constituída sob a forma de cooperativas, salvo as de consumo;
7
VII
Que participe do capital de outra pessoa jurídica;
8
VIII
Que exerça atividade de banco comercial, de investimentos e de desenvolvimento, de caixa
econômica, de sociedade de crédito, financiamento e investimento ou de crédito imobiliário, de
corretora ou de distribuidora de títulos, valores mobiliários e câmbio, de empresa de arrendamento
mercantil, de seguros privados e de capitalização ou de previdência complementar;
9
IX
Resultante ou remanescente de cisão ou qualquer outra forma de desmembramento de pessoa
jurídica que tenha ocorrido em um dos cinco anos-calendário anteriores;
10
X
Constituída sob a forma de sociedade por ações;
11
XI
Cujos titulares ou sócios guardem cumulativamente com o contratante do serviço relação de
pessoalidade, subordinação e habitualidade (Incluído pela Lei Complementar nº 147, de 2014).
Verificando o aprendizado
Questão 1
A regulamentação dos diversos tipos societários vigentes encontra-se no Código Civil. A escolha do tipo
social correto é fundamental para evitar conflitos entre os sócios e definir suas responsabilidades pelas
dívidas sociais futuras. Quanto aos tipos de sociedades definidas pelo Código Civil, podemos afirmar que:
A
a sociedade em comum é despersonificada por não possuir contrato social ou por ele não ter sido registrado
na junta comercial ou no registro civil das pessoas jurídicas.
B
na sociedade limitada, a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas, obrigando-se cada
sócio somente pelo valor de emissão das quotas que subscrever.
C
as sociedades personificadas não possuem personalidade jurídica por não terem registro.
D
na sociedade anônima, o capital divide-se em ações e a responsabilidade de cada acionista é restrita ao valor
de suas ações, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social.
E
As sociedades não personificadas possuem personalidade jurídica, que é adquirida com o registro.
A alternativa A está correta.
A sociedade em comum é considerada não personificada justamente por não possuir contrato social ou por
ele não ter sido registrado na junta comercial ou no registro civil das pessoas jurídicas. As sociedades
limitadas possuem responsabilidade limitada e solidária, enquanto as anônimas têm uma limitada, mas não
solidária. As personificadas têm registro dos seus atos constituídos. Já as não personificadas são assim
denominadas por não possuírem registro.
Questão 2
Para quem quer abrir uma empresae não pensa em ter sócios, atualmente existem algumas opções. Para
saber qual modelo escolher, no entanto, o empreendedor deve ter clareza sobre a estruturação do seu
negócio, determinando de forma objetiva quais são as atividades da empresa, as responsabilidades, o regime
de lucro, a contratação de funcionários e a expectativa de faturamento, entre outros quesitos. Quanto às
possibilidades de abrir uma empresa sem ter sócios, podemos afirmar que:
A
a sociedade unipessoal limitada apresenta duas vantagens em relação a EIRELI: uma, referente à
obrigatoriedade da integralização de capital social, com a existência de um valor mínimo 10 vezes superior ao
valor do salário-mínimo vigente; e outra, que permite ao empreendedor abrir mais de uma empresa nesse
formato.
B
o MEI não pode ter participação em outra empresa como sócio ou titular, podendo ter, no máximo, dois
funcionários, além de possuir uma receita bruta anual limitada.
C
O empresário individual é aquele que exerce em nome próprio uma atividade empresarial. O patrimônio da
pessoa natural e o do empresário individual são os mesmos; logo, o titular responde de forma limitada pelas
dívidas.
D
a EIRELI constitui a modalidade empresarial em que o patrimônio da pessoa natural e o do empresário
individual não são os mesmos; logo, o titular responde de forma limitada pelas dívidas.
E
para a constituição de uma EIRELI, existe um limite mínimo de capital a ser integralizado, limite esse
estabelecido na importância de 10 vezes o valor do salário-mínimo vigente no momento do registro do ato
constitutivo da EIRELI.
A alternativa D está correta.
Entre as vantagens da sociedade unipessoal limitada em relação à EIRELI, uma refere-se à inexistência de
um valor mínimo de integralização de capital social. O MEI pode ter, no máximo, um funcionário. O
empresário individual possui responsabilidade ilimitada, enquanto na EIRELI o titular responde de forma
limitada pelas dívidas. Para constituição de uma EIRELI, é necessário haver a integralização, no ato da
constituição, do capital no valor mínimo de 100 vezes o valor do salário-mínimo vigente.
2. Contrato social e junta comercial
O contrato social
O contrato social está para as empresas assim como uma certidão de nascimento está para uma pessoa
física. É o documento no qual constam as regras e as condições de funcionamento da empresa e no qual
estão estabelecidos os direitos e as obrigações dos sócios. 
Que informações são necessárias antes da elaboração do contrato social?
Definir o tipo de empresa
Empresário individual ou sociedade;
Quanto ao objeto: simples ou empresária;
Quanto ao tipo jurídico: LTDA, S/A ou outra.
Saiba mais
Dos diversos tipos jurídicos existentes para as empresas no Brasil, as duas formas mais comuns são a
sociedade anônima e a limitada. 
Definir o tipo de participação societária
Existem dois tipos de participação societária: 
• 
• 
• 
Sócio quotista 
É o tipo de sócio que não trabalha na empresa
nem retira o pró-labore, mas participa de
lucros e prejuízos do negócio e responde
pelos atos da pessoa jurídica em
solidariedade com os outros sócios. O termo 
pró-labore significa, em latim, "pelo trabalho"
e corresponde à remuneração de sócios por
atividades administrativas prestadas à
empresa.
Sócio administrador 
É o sócio responsável por desempenhar
todas as funções administrativas. Ele
assina e responde legalmente pela
pessoa jurídica e recebe o pró-labore
mensalmente como um pagamento
pelo trabalho desenvolvido na empresa.
Todos os sócios podem ser administradores ou não. 
Atenção
No caso de nenhum dos sócios desempenhar essa função, um terceiro terá de ser nomeado
administrador, devendo constar no contrato social tal situação. 
Verificar a situação do titular ou do(s) sócio(s)
De acordo com o art. 972 do Código Civil, são proibidos de exercer atividade empresarial: 
Funcionários públicos;
Militares da ativa (art. 29 da Lei nº 6.880/1980);
Deputados e senadores (art. 54, CF);
Auxiliares do empresário (leiloeiros, despachantes aduaneiros, corretores);
Falidos (art. 102 da Lei nº 11.101/2005).
Determinar o nome empresarial
Veja a seguir alguns exemplos de determinação de nome empresarial: 
Se for empresário individual
Será adotado o nome civil do titular (firma).
Ex.: João da Silva Figueiredo;
J. S. Figueiredo;
João da Silva Figueiredo – Contabilidade.
• 
• 
• 
• 
• 
Funcionário público 
Na maioria dos casos, o funcionário público
está impedido pelo seu estatuto do servidor
de ser sócio administrador ou titular de uma
empresa, podendo geralmente ser apenas
sócio quotista.
Participação em outra empresa 
Na maioria dos casos, não é vedada a
participação de uma pessoa em mais de
uma empresa; contudo, existem
implicações quanto ao enquadramento
de ME e EPP e, consequentemente,
para fins tributários, ao Simples
Nacional.
Se for uma sociedade empresária Ltda.
Firma
Ex.: João da Silva Figueiredo &; Cia. Ltda.;
Figueiredo &; Cia. Ltda.
ou
Denominação Social
Ex.: Pão do João Padaria Ltda.;
JS Padaria Ltda.;
João Figueiredo Padaria Ltda.
Se for uma sociedade simples Ltda.
Apesar de ser uma razão ou denominação social, ela deve incluir a expressão “Sociedade Simples” ou
“S/S” antes da expressão “LTDA.”.
Ex.: JS Contabilidade Sociedade Simples LTDA.;
Silva´s Contabilidade S/S Ltda.
Saiba mais
O nome fantasia é aquele inventado para a empresa; por meio dele, a organização é conhecida no
mercado. Para verificar se o nome escolhido não é utilizado por outra empresa, deve ser feita uma
pesquisa na base de marcas no site do INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). O registro da
marca no INPI é importante para que seja garantido o uso exclusivo dela em benefício de seu titular,
coibindo, assim, o uso indevido por terceiros. 
Determinar o valor do capital social
O capital social é a primeira fonte de recursos da empresa e pode ser formado por moeda corrente, bens ou
direitos. 
É nesse momento que se deve identificar o valor que a
empresa precisa para iniciar suas atividades e enfrentar
suas primeiras despesas, como compra de equipamentos,
matéria-prima, instalações, divulgação etc.
Definir as atividades
É necessário especificar exatamente quais atividades, cuja
definição fica a cargo do CNAE (Código Nacional de
Atividade Econômica), serão desenvolvidas pela empresa.
Esses códigos podem ser definidos e consultados na
própria página do CNAE. 
Solicitar cópias de documentos
Os documentos são: 
Cópia do RG e CPF do titular, no caso de empresário individual, ou do(s) sócio(s) administrador(es), em
caso de sociedade;
 
Cópia dos comprovantes de residência dos sócios;
 
Cópia do comprovante de endereço da empresa (IPTU).
Que tal relembrar as informações necessárias antes da elaboração do contrato social? 
Informações necessárias 
Definir o tipo de empresa
Definir o tipo de participação societária
Verificar a situação do titular ou do(s) sócio(s)
Determinar o nome empresarial
Determinar o valor do capital social
Definir as atividades
Solicitar cópias de documentos
Cláusulas do contrato social
De acordo com o art. 997 do Código Civil, a sociedade constitui-se mediante contrato escrito, particular ou
público, que, além de cláusulas estipuladas pelas partes, menciona: 
1
I
Nome, nacionalidade, estado civil, profissão e residência dos sócios (se forem pessoas naturais),
firma ou denominação, nacionalidade e sede dos sócios (se forem pessoas jurídicas);
2
II
Denominação, objeto, sede e prazo da sociedade;
3
III
Capital da sociedade, expresso em moeda corrente, podendo compreender qualquer espécie de
bens suscetíveis de avaliação pecuniária;
4
IV
A quota de cada sócio no capital social e o modo de realizá-la;
• 
• 
• 
5 V
As prestações a que se obriga o sócio cuja contribuição consista em serviços;
6
VI
As pessoas naturais incumbidas da administração da sociedade, e seus poderes e atribuições;
7
VII
A participação de cada sócio nos lucros e nas perdas;
8
VIII
Se os sócios respondem (ou não) subsidiariamentepelas obrigações sociais.
Atenção
O contrato social deverá conter o visto de advogado, com a indicação do nome e do número de inscrição
na seccional da Ordem dos Advogados do Brasil.Fica dispensado o visto de advogado no contrato social
de sociedade que apresentar, com o ato de constituição, a declaração de enquadramento como
microempresa ou empresa de pequeno porte. 
Registro na junta comercial
Conforme o art. 45 do Código Civil, a pessoa jurídica passa a ter existência legal a partir do registro dos seus
atos constitutivos, que podem ser o estatuto ou o contrato social. Em geral, esses atos constitutivos da
pessoa jurídica são registrados na junta comercial para as sociedades empresárias ou no RCPJ para as
sociedades simples. 
Sendo assim, após conhecermos a elaboração do contrato social, trataremos do registro na junta comercial,
reconhecendo os documentos e os formulários necessários para a obtenção do NIRE (número de identificação
do registro de empresas). 
O órgão que regula e estabelece as normas gerais do registro de empresas no país é o DEI
(Departamento de Registro Empresarial e Integração).
Em cada estado brasileiro, subordinadas ao
DREI, estão as juntas comerciais. Elas são
responsáveis pelos registros e pelo
arquivamentos dos atos relativos à
constituição, à alteração, à dissolução e à
extinção das sociedades empresárias.
Para que uma sociedade empresária possa
funcionar de forma regular, ela precisa estar
registrada na junta comercial de seu estado,
sendo atribuído ao ato constitutivo o NIRE
(número de identificação do registro de
empresas). 
Para as pessoas jurídicas, esse passo é equivalente à obtenção da Certidão de Nascimento de uma pessoa
física. A partir desse registro, a empresa existe oficialmente ‒ o que não significa que ela possa começar a
operar. 
Pedido de viabilidade
A constituição da empresa começa pelo pedido de viabilidade, que é um serviço eletrônico de consulta prévia
preenchido no endereço eletrônico da junta comercial. 
No formulário, são informados o tipo jurídico, o nome, o endereço e a atividade da empresa. Também são
identificados os sócios e o valor do capital a ser investido. 
Consulta do nome empresarial
A consulta de nome empresarial é uma pesquisa antecipada nos registros da junta comercial do estado sobre
a existência de empresas constituídas com nomes empresariais idênticos ou semelhantes ao nome
empresarial da empresa que se pretende abrir. 
Por isso, será necessário o preenchimento de até três
opções de nomes para a empresa em ordem de prioridade.
Se houver um nome igual ao escolhido no pedido já
registrado na junta, automaticamente ela o rejeitará e
tentará o segundo escolhido - e assim sucessivamente. 
Caso os nomes não sejam aprovados ou ocorra
qualquer outro tipo de pendência, o processo
retornará ao empresário, que deverá atender às
solicitações e reapresentar a documentação para que
seja aprovado.
Além da consulta de viabilidade do nome empresarial, é importante, nessa etapa, consultar a prefeitura do
município onde a empresa será instalada a fim de verificar os critérios de concessão do alvará de
funcionamento para o exercício da atividade no local escolhido. 
Alvará de funcionamento
O alvará de funcionamento é a licença que efetivamente autoriza o início das atividades da empresa.
Essa licença envolve a questão de segurança da edificação e o atendimento às normas urbanísticas e
ambientais.
Com o mesmo pedido de viabilidade da junta comercial, também existe a possibilidade de realizar uma 
“consulta prévia” à prefeitura municipal para saber se é possível exercer as atividades desejadas no local onde
se pretende implantar a empresa (em conformidade com o Código de Posturas Municipais), bem como para
obter a descrição oficial do endereço pretendido para a organização. 
Dica
Nesse momento, apenas é realizada a consulta prévia de local. Após a autorização de funcionamento, é
preciso dirigir à prefeitura e informar-se sobre quais licenças (referentes às atividades a serem
desenvolvidas) deverão ser obtidas para a concessão do alvará de funcionamento definitivo. 
Conheça os passos desse processo: 
1
1º
A junta comercial responde imediatamente ao nome empresarial.
2
2º
A prefeitura leva geralmente até dois dias úteis de prazo para responder ao pedido de viabilidade.
3
3º
Na resposta negativa por parte da prefeitura, deve ser realizada uma nova viabilidade de local.
4
4º
Na resposta positiva por parte da prefeitura, com ou sem exigências, a junta dá prosseguimento ao
processo, devendo o empresário posteriormente tomar as providências em caso de exigências.
5
5º
Se tudo estiver certo, será possível prosseguir com o arquivamento do ato constitutivo da
empresa.
6 6º
Com o registro da empresa, é gerado o NIRE, que é uma etiqueta ou um carimbo de autenticação
feito pela junta comercial com um número fixado no ato constitutivo.
Elaboração do contrato social
Apresentaremos neste vídeo as informações necessárias para elaboração de um contrato social.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Alterações e baixas de empresas
Alteração contratual
É comum que ocorram algumas mudanças com as empresas após a sua abertura, como o endereço da sede, a
inclusão ou a exclusão de uma atividade exercida ou até mesmo a saída e a entrada de sócios. 
Essas transformações que acontecem devem ser atualizadas no contrato social da empresa e
registradas nos órgãos competentes.
Entenda como isso acontece: 
As empresas devem elaborar um novo contrato social seguindo o modelo exigido pelos órgãos
competentes e apresentar as alterações em relação ao original.
 
Após a elaboração do novo contrato social, a alteração contratual tem de ser arquivada no órgão de
registro da empresa (junta comercial ou RCPJ), assim como o contrato de constituição.
 
Além disso, os demais órgãos, como a Receita Federal, a Secretaria Estadual de Fazenda e a prefeitura,
precisam ser informados.
Distrato social
Enquanto o contrato social é o documento que oficializa a criação de um negócio em sociedade, quando os
sócios resolvem, em comum acordo, dissolver a sociedade, o documento que finaliza a relação entre eles é
denominado distrato social. 
O artigo 51 do Código Civil de 2002 aponta que são julgadas dissolvidas as sociedades: 
Com prazo expirado ajustado da sua duração;
 
Por quebra da sociedade ou de qualquer um dos sócios;
 
Por consenso entre os sócios;
 
Pela morte de um dos sócios (salvo convenção contrária a respeito dos que sobreviverem);
 
Por vontade de um dos sócios com a sociedade celebrada por tempo indeterminado.
• 
• 
• 
1. 
2. 
3. 
4. 
5. 
Dessa forma, o instrumento do distrato é o documento em que é manifestada a vontade ou a efetiva
constatação de encerramento de uma firma individual ou sociedade. Trata-se do momento no qual se decide
pela extinção de uma sociedade, sendo sucedido pela fase de liquidação.
No distrato, são estipuladas todas as cláusulas relativas ao modo de liquidação, bem como a
indicação do sócio ou terceiro que deve processar essa liquidação. 
Comentário
A liquidação de uma firma individual ou sociedade mercantil é o conjunto de atos que sucedem e são
necessários para a extinção. Nesse processo, é realizado o ativo, sendo pagos os passivos e destinados
ao titular os saldos líquidos que existirem, ou procede-se com a partilha deles perante os componentes
da sociedade. 
O distrato social precisa apresentar os elementos exigidos de acordo com as normas do Código Civil de 2002
e aquelas expedidas pelo Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração (DREI). 
Esse distrato tem de conter: 
A qualificação completa dos sócios
Nome empresarial,
Endereço completo da sede e, se sediada no país, o NIRE (número de identificação do registro
de empresas) ou o número atribuído no cartório de registro civil das pessoas jurídicas, além do
número do CNPJ da Receita Federal;
Nome e qualificação completa dos representantes da empresa no ato.
• 
• 
• 
A qualificação da sociedadedistratada
NIRE;
Número do CNPJ;
Endereço completo da sede.
Cláusulas essenciais
Motivos de dissolução;
Importância repartida entre os sócios;
Em caso de ativo e passivo remanescente, referência à pessoa ou às pessoas que assumirem;
Indicação da pessoa responsável pela guarda de livros e documentos;
Assinatura dos sócios após o encerramento do distrato social.
O distrato social marca o fim das atividades normais da empresa. Desse modo, o arquivamento dele precisa
ser providenciado na junta comercial em até 30 dias após a sua lavratura.
Saiba mais
De acordo com o §4º da Lei nº 123, de 2006, a baixa do empresário ou da pessoa jurídica não impede
que posteriormente sejam lançados ou cobrados tributos, contribuições e respectivas penalidades
decorrentes da falta do cumprimento de obrigações ou da prática comprovada e apurada em processo
administrativo ou judicial de outras irregularidades praticadas pelos empresários, pelas pessoas jurídicas
ou por seus titulares, sócios ou administradores. 
Verificando o aprendizado
Questão 1
Conforme determina o Código Civil, a sociedade constitui-se mediante contrato escrito particular ou público.
Sendo assim, o documento que oficializa a criação de uma sociedade é o contrato social, devendo conter
todos os dados da empresa, como razão social, endereço da sede, informações sobre os sócios etc. Quanto
às formalidades do contrato social, podemos afirmar que:
A
ele deve conter o visto de um contador, com a indicação do nome e do número de inscrição no Conselho
Regional de Contabilidade.
B
• 
• 
• 
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• 
• 
• 
• 
todos os sócios podem ser os administradores da sociedade ou não. No caso de nenhum dos sócios
desempenhar essa função, um terceiro tem de ser nomeado administrador, devendo constar no contrato
social essa situação.
C
o sócio quotista é o sócio responsável por desempenhar todas as funções administrativas: ele assina e
responde legalmente pela pessoa jurídica, além de receber o pró-labore mensalmente como um pagamento
pelo trabalho desenvolvido na empresa.
D
o sócio administrador é o tipo de sócio que não trabalha na empresa. Ele não retira o pró-labore, mas participa
de lucros e prejuízos do negócio e responde pelos atos da pessoa jurídica em solidariedade com os outros
sócios.
E
ele deve conter o valor do capital da sociedade, expresso em moeda corrente e integralizado exclusivamente
em dinheiro, mediante depósito bancário em conta-corrente da empresa.
A alternativa B está correta.
Um terceiro deve ser nomeado administrador, devendo constar no contrato social no caso de nenhum dos
sócios desempenhar essa função. É necessário o visto de advogado nesse tipo de contrato para a
constituição de empresas. O sócio quotista participa de lucros e prejuízos do negócio, mas, por não
trabalhar na empresa, não retira o pró-labore; já o sócio administrador, por ser responsável por
desempenhar funções administrativas, o recebe mensalmente como um pagamento pelo trabalho
desenvolvido na empresa. A integralização do capital constante no contrato social pode compreender
qualquer espécie de bens suscetíveis de avaliação pecuniária.
Questão 2
Regulamentada pelo Código Civil, a pessoa jurídica passa a ter existência legal a partir do registro dos seus
atos constitutivos, que podem ser o estatuto ou o contrato social, em que constam o tipo jurídico, o objetivo
social e as demais normas que regerão o funcionamento, a administração e as relações entre os sócios da
empresa. O órgão destinado ao registro do contrato social de uma sociedade empresária Ltda. é denominado:
A
junta comercial do estado.
B
cartório de registro civil das pessoas jurídicas (RCPJ).
C
Secretaria da Receita Federal.
D
Secretaria de Estado de Fazenda.
E
cartório de registro de títulos e documentos (RTD).
A alternativa A está correta.
De acordo com o Código Civil, o registro das sociedades empresárias deve ocorrer nas juntas comerciais
de cada estado. Já o RCPJ serve de órgão de registro para as sociedades simples. Por sua vez, a Secretaria
da Receita Federal e a de Estado e Fazenda são responsáveis respectivamente pela inscrição no CNPJ e
pela inscrição estadual das entidades. O RTD não realiza o registro das pessoas jurídicas.
3. Abrindo uma empresa
Registros governamentais
Registro na Fazenda Federal (CNPJ)
Com o NIRE em mãos, chegou a hora de registrar a empresa como contribuinte, ou seja, de obter o CNPJ.
CNPJ
É a sigla de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica. De acordo com art. 3º da IN RFB 1863, de 27 de
dezembro de 2018, todas as pessoas jurídicas e equiparadas, antes de iniciar suas atividades, estão
obrigadas a se inscrever no CNPJ. 
Se, para a pessoa jurídica, o registro na junta comercial é
equivalente à obtenção da certidão de nascimento, o CNPJ,
por sua vez, tem a mesma função do CPF (cadastro de
pessoa física) de uma pessoa física. 
Declaração de enquadramento ME e
EPP
Uma organização pode se enquadrar como microempresa
(ME) ou empresa de pequeno porte (EPP) desde que atenda
aos requisitos da Lei Complementar 123, de 14 de
dezembro de 2006. O enquadramento é efetuado mediante uma declaração para essa finalidade, cujo
arquivamento deve ser requerido em processo próprio. 
O Departamento de Registro Empresarial e Integração (DREI), por meio de Instrução Normativa, é quem
orienta as juntas comerciais quanto aos procedimentos e aos atos necessários para a formalização do
enquadramento. 
REDESIM
A Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (REDESIM) é um
sistema integrado que permite a abertura, o fechamento, a alteração e a legalização de empresas em todas as
juntas comerciais do Brasil, simplificando procedimentos e reduzindo a burocracia ao mínimo necessário. 
Esse sistema faz a integração de todos os
processos de órgãos e entidades responsáveis
pelo registro, pela inscrição, pela alteração e
pela baixa das empresas por meio de uma única
entrada de dados e de documentos acessada
via internet. 
Com a REDESIM, a coleta de informações é
unificada, evitando que o solicitante informe
repetidamente dados já prestados
anteriormente. Toda a informação é
compartilhada entre os órgãos envolvidos,
dando mais celeridade ao processo. 
Entre os parceiros, encontram-se os órgãos de registro
(juntas comerciais, cartórios de registro civil de pessoas
jurídicas e OAB), as administrações tributárias no âmbito
federal, estadual e municipal e os órgãos licenciadores, em
especial o corpo de bombeiros, a Vigilância Sanitária e
outros ligados ao meio ambiente. 
Para iniciar o processo de abertura da empresa, deve-se
acessar o portal da REDESIM e seguir os seguintes passos: 
Passo 1: Consulta prévia
Como vimos no módulo 2, o processo de abertura de um estabelecimento, seja ele matriz ou filial, é iniciado
pela consulta prévia de viabilidade (também conhecida por consulta prévia ou pesquisa prévia de viabilidade).
Trata-se de uma pesquisa eletrônica antecipada que verifica em: 
A resposta positiva autorizará a continuidade do processo e informará sobre as exigências e os documentos
necessários. A resposta negativa conterá orientações para a adequação do pedido. 
Passo 2: Coleta de dados
Nesta etapa, serão fornecidos todos os dados e informações de interesse dos órgãos envolvidos no processo
de registro e legalização de pessoas jurídicas, isso também permite que órgãos prestem as orientações a
respeito dos procedimentos necessários para a obtenção do registro e das respectivas inscrições tributárias.
Veja como fazer para realizar esse cadastro: 
1
Preencha o formulário
Preencha o formulário eletrônico do aplicativo Coletor Nacional de Dados da Receita Federal do
Brasil para o CNPJ (o coletor nacional contém todas as instruções de preenchimento e navegação).
2
Imprimir recibo 
Após a finalização do preenchimento, os dados devem ser transmitidos e o recibo da solicitação,
impresso, gerando o documento básico de entrada (DBE).
3
Enviar documentação
Concluída essa etapa, o solicitante tem de entregar a documentaçãonecessária no respectivo órgão
de registro, que pode ser a junta comercial, o cartório de registro de pessoa jurídica ou a OAB.
I - Encaminhar a documentação ao órgão de registro e Receita
Federal
Primeiro lugar 
A possibilidade de exercício da(s) atividade(s)
econômica(s) a ser(em) desenvolvida(s) pela
pessoa jurídica no endereço escolhido, além
de informar os critérios para a concessão do
alvará de funcionamento. A pesquisa é feita
no banco de dados da prefeitura do
município onde a pessoa jurídica será
instalada.
Segundo lugar 
A existência de pessoas jurídicas
constituídas com nomes idênticos ou
semelhantes ao nome pesquisado. Essa
pesquisa é feita nos bancos de dados
dos órgãos de registro (juntas
comerciais, cartórios de registro civil de
pessoas jurídicas ou OAB).
Após coletar os dados nacionais, a documentação para conferência precisa ser entregue. 
Imprima o DBE e o anexe aos documentos que serão levados a registro. Nesse caso, o próprio órgão de
registro realizará a emissão do CNPJ caso ele esteja integrado. 
Atenção
Se o ato já estiver registrado, o DBE deverá ser emitido e entregue, com os demais documentos
necessários para a análise e o deferimento do pedido, diretamente à unidade de atendimento da Receita
Federal no endereço constante do DBE. 
II - Registro e inscrições tributárias
Nesta etapa, será realizada a conferência documental, confrontando a documentação com as informações
eletrônicas apresentadas. 
Registro
Consiste na análise e no arquivamento do ato
de constituição de uma pessoa jurídica pelo
órgão de registro. Os órgãos de registro podem
ser a junta comercial, os cartórios de registro
civil de pessoa jurídica ou a OAB.
Inscrições tributárias
Elas são feitas no âmbito das administrações
tributárias: Receita Federal e secretarias de
fazenda estaduais e municipais.
Saiba mais
Os órgãos de registro podem ser a junta comercial, os cartórios de registro civil de pessoa jurídica ou a
OAB. 
É muito importante que os documentos estejam de acordo com as informações prestadas. O
acompanhamento desse processo também é realizado eletronicamente. 
Após a análise da documentação, estando tudo correto, as inscrições da pessoa jurídica são geradas em
conjunto: CNPJ e inscrições tributárias estadual e municipal, bem como no respectivo órgão de registro. 
Passo 3: Licenciamento
A etapa de licenciamento está ligada à classificação de risco da atividade econômica a ser executada pela
pessoa jurídica. Ela está fundamentada nos códigos da Classificação Nacional de Atividade Econômica (CNAE)
e no preenchimento das informações prestadas nas etapas anteriores. 
O grau de risco é definido como o nível de perigo potencial de ocorrência de danos à integridade
física e à saúde humana em meio ambiente ou ao patrimônio em decorrência de exercício de
atividade econômica. 
Cabe aos órgãos e às entidades responsáveis pelo licenciamento definir atividades cujo grau de risco seja
considerado baixo, médio ou alto em função de seu potencial de infringir requisitos de segurança sanitária,
controle ambiental, prevenção contra incêndio e pânico, bem como outros requisitos previstos na legislação. 
Três situações podem ocorrer para o licenciamento da atividade: 
Nível de risco I
Baixo risco, “baixo risco A”, risco leve, irrelevante ou inexistente: dispensa
a necessidade de todos os atos públicos de liberação da atividade
econômica para a plena e contínua operação e o funcionamento do
estabelecimento. Tal nível não comporta vistoria para o exercício
contínuo e regular da atividade, estando ela tão somente sujeita à
fiscalização posterior.
Nível de risco II 
Médio risco, “baixo risco B” ou risco moderado: permite
automaticamente, após o ato do registro, a emissão de licenças, alvarás e
similares de caráter provisório para o início da operação do
estabelecimento.
Nível de risco III
Alto risco: atividades que não se enquadrem nos níveis de risco I e II
devem se submeter à vistoria prévia para a emissão de licenças e alvarás
para início da operação do estabelecimento. Nesse caso, o
estabelecimento precisa cumprir tais exigências perante o órgão
responsável.
Atenção
A inscrição, a alteração e a baixa do MEI é realizada exclusivamente por intermédio da sua formalização
no Portal do Empreendedor, ou seja, ele está dispensado da apresentação do DBE e do protocolo de
transmissão. 
Registro na Fazenda Estadual
Estão obrigadas a possuir inscrição estadual (cadastro na Secretaria da Fazenda Estadual) as empresas que
possuam pelo menos uma atividade econômica (CNAE) sujeita à tributação pelo ICMS (Imposto sobre
Circulação de Mercadorias e Serviços). 
O processo de Inscrição Estadual tem início após a empresa ter se constituído juridicamente nos
órgãos competentes: junta comercial (NIRE) ou cartório (RCPJ) e Delegacia da Receita Federal
(CNPJ).
Inscrição estadual
A inscrição estadual é o número de inscrição liberado pela Secretaria Estadual de Fazenda (SEFAZ) necessário
para a obtenção do cadastro de contribuintes do ICMS e a emissão da nota fiscal. 
O Imposto Sobre Operações Relativas à
Circulação de Mercadorias e Sobre Prestação
de Serviços de Transportes Interestadual e
Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) tem
como base legal o artigo 155, inciso II, § § 2º e
3º, da CF de 1988 e a Lei complementar nº 87,
de 13 de setembro de 1996. 
Estão obrigadas à inscrição estadual antes do
início de suas operações todas as empresas
com atividades de comércio, indústria e
transportes intermunicipais, interestaduais e
internacionais. Também estão incluídos os serviços de comunicação e energia. Após essa inscrição, a
empresa fica formalmente registrada na Secretaria Estadual de Fazenda no estado onde está situada. 
Cada inscrição estadual corresponde a seu exclusivo CNPJ, não sendo admitida a vinculação de
mais de uma inscrição estadual a um mesmo CNPJ.
O número da inscrição tem de constar em todos os documentos fiscais. Além disso, ele precisa ser
mencionado em: petições, declarações, arquivos e formulários apresentados às repartições fiscais;
documentos de arrecadação; todos os documentos e arquivos eletrônicos; e termos de abertura e de
encerramento dos livros de escrituração fiscal. 
A formação do número de inscrição pode variar de estado para estado. Conheça alguns exemplos: 
Amazonas
00.000.000-1
Bahia
000000-01
Ceará
00000000-1
Distrito Federal
00000000000-01
Rio de Janeiro
00.000.00-1
Santa Catarina
Santa Catarina
Saiba mais
Com objetivo de centralizar a entrada das informações cadastrais das empresas em nível federal,
estadual e municipal, as juntas comerciais do estado poderão disponibilizar um sistema de registro
integrado. Assim, como vimos anteriormente, de acordo com o estado, a empresa a ser constituída
poderá apresentar à junta comercial o pedido de inscrição estadual no momento da apresentação do
pedido de registro do ato de constituição. 
Registro na Fazenda Municipal
Toda empresa, antes de iniciar suas atividades, deve providenciar o alvará de localização e funcionamento na
Secretaria de Fazenda do município onde vai funcionar. Na maioria dos municípios, simultaneamente à
liberação do alvará, é gerado o número de identificação no cadastro tributário do município. Tal número é
denominado inscrição municipal.
Alvará de localização e funcionamento 
É o documento hábil para que os estabelecimentos possam funcionar, sendo respeitadas ainda as
normas relativas a: horário de funcionamento; zoneamento; edificação; higiene sanitária; segurança
pública; e higiene do trabalho e meio ambiente. A expedição do alvará é de competência da prefeitura
municipal onde se localiza a empresa. Os procedimentos para a solicitação dele podem variar um pouco
dependendo do município. 
Essa numeração precisa constar no alvará de funcionamento, devendo ficar exposto em local visível
no estabelecimento comercial. 
Inscrição municipal
Pessoas jurídicas, autônomos e profissionais liberais cujas atividades incidam tributação municipal (prestação
de serviços) utilizarão a inscriçãomunicipal para a emissão da nota fiscal de serviços com tributação do
Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN). 
O ISSQN tem como base legal o artigo 156, inciso III, § 3º, da Constituição Federal do Brasil de 1988 e a Lei
complementar nº 116, de 31 de julho de 2003. O ISSQN é de competência municipal, sendo o imposto que
incide sobre todas as prestações de serviços.
Notas fiscais.
Cada município possui uma legislação própria para a tributação do ISSQN; portanto, suas alíquotas
podem variar em cada município.
Com base no número de inscrição municipal, a prefeitura do
município fiscaliza e controla o pagamento de tributos sob
sua responsabilidade, principalmente em relação ao ISSQN.
Desse modo, a inscrição municipal permite que o prestador
de serviço emita notas fiscais de forma legal, possibilita a
obtenção de certidões negativas obrigatórias para a
participação em licitações e auxilia o governo na gestão
tributária do município. 
Licenças e inscrições nos órgãos de
regulação
As autorizações dos órgãos de vistoria são requisitos essenciais para conseguir o alvará de funcionamento e
consequentemente a inscrição municipal. O ramo de atividade, o porte e o local da instalação vão influenciar
os tipos de licenças necessárias ao funcionamento da empresa. 
Entre as inscrições e licenças frequentemente exigidas, estão as seguintes: 
Licença ambiental
Obtida em órgãos municipais e estaduais de meio ambiente e no Ibama (Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), ela geralmente é exigida de empresas que exercem
atividade industrial, metalúrgica, mecânica, têxtil, química, de calçados e agropecuária.
Licença sanitária
O licenciamento da Vigilância Sanitária é necessário para todos os estabelecimentos, as empresas ou
os autônomos que direta ou indiretamente, pelo tipo de atividade que desenvolvem, possam constituir
algum risco à saúde. Suas normas são regulamentadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância
Sanitária).
Licença do corpo de bombeiros
A vistoria de cumprimento das normas de segurança é realizada pelo corpo de bombeiros.
Praticamente todas as empresas estão sujeitas a ele. Os empreendimentos devem possuir a licença
para funcionamento do corpo de bombeiros militar com tratamento diferenciado para as atividades de
baixo risco. Para essas empresas, o processo de vistoria será feito depois que o negócio estiver
funcionando. Com isso, a organização pode funcionar imediatamente após o registro, mas sem deixar
de cumprir as normas previstas. O corpo de bombeiros militar pode realizar a qualquer tempo vistoria
ou fiscalização, sempre devendo observar a fiscalização orientadora. 
Solicitação de Cadastro Eletrônico de Contribuintes
É um procedimento obrigatório para todas as pessoas jurídicas, incluindo os optantes do Simples
Nacional e os MEI instalados no município, para que possam ter acesso ao sistema emissor da Nota
Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e). 
De acordo com a atividade, pode ser necessário acrescentar os seguintes documentos: 
Atividades de alto risco
Cópia do certificado de aprovação dos bombeiros, do estudo de impacto do
sistema viário e do aceite das instalações comerciais.
Restaurantes, bares e similares
Cópia do certificado de aprovação dos bombeiros, do estudo de impacto do
sistema viário e do aceite das instalações comerciais.
Comércio ou prestação de serviços de transporte interestadual e
intermunicipal e de comunicação
Cópia do documento de cadastro – inscrição estadual.
Atividades que possam impactar o meio ambiente
Estudo prévio de impacto ambiental.
Registos governamentais necessários para o funcionamento da empresa
Destacaremos neste vídeo os registros necessários para o funcionamento da empresa.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Com o objetivo de reduzir o tempo de abertura de uma empresa, o contador utiliza o meio informatizado que
integra todos os órgãos públicos envolvidos no registro de empresas (junta comercial, Receita Federal,
Secretaria de Fazenda Estadual e prefeituras). Nesse caso, o contador utilizará o(a):
A
Departamento de Registro Empresarial e Integração (DREI).
B
Registro Civil das Pessoas Jurídicas (RCPJ).
C
Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (REDESIM).
D
Secretaria da Receita Federal (RFB).
E
junta comercial do estado.
A alternativa C está correta.
Com o objetivo de evitar que o solicitante informe repetidamente dados já prestados anteriormente, a
REDESIM permite a coleta de informações de forma unificada mediante o compartilhamento delas entre os
órgãos envolvidos, agilizando, assim, todo o processo de abertura de empresas. O DREI é responsável por
orientar as juntas comerciais quanto aos procedimentos e aos atos necessários para a formalização das
entidades. O RCPJ é o órgão responsável pelo registro das sociedades simples; a junta comercial, pelo
registro das sociedades empresárias; e a RFB, pelo registro do CNPJ.
Questão 2
Para iniciar suas atividades, a empresa deve solicitar à Secretaria de Fazenda do município onde vai funcionar
o alvará de funcionamento. Com essa autorização de funcionamento, é gerado um número de identificação
denominado inscrição municipal. Pessoas jurídicas, autônomos e profissionais liberais cujas atividades incidem
tributação municipal também utilizarão a inscrição municipal para:
A
emissão das notas fiscais de entrada e saída de produtos e tributação do IPI.
B
emissão das notas fiscais de entrada e saída de mercadorias e tributação de ICMS.
C
identificação do contribuinte no cadastro tributário estadual.
D
identificação do contribuinte no cadastro tributário federal.
E
emissão da nota fiscal de serviços e tributação de ISSQN.
A alternativa E está correta.
Somente com a inscrição municipal o prestador de serviços pode emitir suas notas fiscais de forma legal.
Além disso, é com essa inscrição que a prefeitura do município fiscaliza e controla o pagamento do ISSQN.
A emissão de notas fiscais de entrada e saída de produtos e mercadorias requer a inscrição estadual, que
identifica o contribuinte no cadastro tributário estadual. Já a identificação do contribuinte no cadastro
tributário federal se dá por meio do CNPJ.
4. Terceiro setor
Constituição de entidades do terceiro setor
Primeiro, segundo e terceiro setor
As organizações presentes em nossa sociedade podem ser classificadas em três setores distintos:
Primeiro setor
O governo, também conhecido como setor público, é uma entidade do
primeiro setor, ou seja, sua principal motivação é o interesse público.
Segundo setor
Suas entidades são de interesse privado. O segundo setor, portanto, é
constituído pelas empresas com fins lucrativos.
Terceiro setor
As entidades deste setor são sem fins lucrativos, sendo compostas por
organizações civis e não governamentais (ONGs), fundações, institutos e
organizações religiosas que trabalham de forma filantrópica com o
objetivo social de melhorar o bem-estar comum da população.
Portanto, o terceiro setor é aquele que não é público nem privado no
sentido básico desses termos; porém, ele guarda uma relação com
ambos. Ou seja, tal setor é composto pelas organizações de natureza
“privada” (sem o objetivo do lucro) dedicadas à realização de objetivos
sociais ou públicos, embora não seja integrante do governo
(administração estatal).
Natureza jurídica das organizações do terceiro setor
O terceiro setor é constituído por um conjunto de organismos, organizações ou instituições sem fins lucrativos
provido de autonomia e administração própria que apresenta como papel e propósito primordial atuar
voluntariamente na sociedade civil. A lei que trata da natureza jurídica das entidades do terceiro setor é o
Código Civil, Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002. 
Essa lei relaciona as pessoas jurídicas de direito privado, classificando-as da seguinte forma: 
As associações;
As sociedades;
As fundações;
As organizações religiosas(incluído pela Lei nº 10.825/2003);
Os partidos políticos (incluídos pela Lei nº 10.825/2003);
As empresas individuais de responsabilidade limitada (incluído pela Lei nº 12.441/2011).
• 
• 
• 
• 
• 
• 
Das pessoas jurídicas de direito privado acima, apenas as listadas a seguir são entidades do terceiro setor: 
Entidade do terceiro setor Código de natureza jurídica 
As associações 399-9 - Associação privada
As fundações 306-9 - Fundação privada
As organizações religiosas 322-0 - Organização religiosa
Os partidos políticos 327-1 - Órgão de direção local de partido político
Vamos falar sobre cada uma delas a seguir: 
As associações
Uma associação tem seu conceito definido como uma pessoa jurídica criada a partir da união de ideias e
esforços de pessoas em torno de um propósito que não tenha finalidade lucrativa (SZAZI, 2006). 
Constituição
Para a constituição de uma associação, basta reunir em assembleia, no mínimo, duas pessoas com maioridade
civil que tenham a finalidade de associar-se para um propósito lícito e não lucrativo, podendo ser realizado em
qualquer lugar que se preste a tal fim, sem a necessidade de convocação pela imprensa ou mesmo escrita. 
Assim que estiverem reunidos todos os convidados, deverão ser expostos por uma pessoa indicada ou um
anfitrião o objetivo da reunião e as intenções com a criação da associação. 
Deverá ser formada a mesa diretora com o objetivo de
conduzir com mais eficiência o processo de troca de ideias
e a apreciação de propostas. Essa mesa precisa ser
composta por, no mínimo, um presidente e um secretário, o
qual lavrará a ata. 
É importante que, durante a reunião, seja entregue aos
convidados uma minuta previamente preparada do estatuto
social com as seguintes previsões: 
1
I
A denominação, os fins, a sede e o tempo de duração da associação.
2
II
As considerações para admissão, demissão e exclusão do quadro social e as categorias de
associados.
3
III
Os direitos e os deveres dos associados, que poderão ser diferenciados.
4 IV
As fontes de recursos financeiros para a manutenção de entidade e seus objetivos, que podem
contemplar mensalidades.
5
V
As atribuições e a forma de composição e funcionamento dos órgãos de direção com a
recomendação de números ímpares de participantes, a deliberação em voto unitário e a eleição para
mandatos de, no máximo, três anos.
6
VI
A representação ativa e passiva da entidade em juízo e fora dele, sendo, em geral, exercida pelo
presidente.
7
VII
A (não) responsabilidade subsidiária dos associados pelas obrigações assumidas pela associação.
8
VIII
As condições para a alteração do estatuto.
9
IX
As causas para a dissolução da entidade e o destino a ser dado ao patrimônio social.
10
X
Pode contemplar as certificações pretendidas.
Após a aprovação do estatuto social, ocorre a eleição dos dirigentes da entidade para que eles cumpram o
primeiro mandato; não havendo mais assuntos, a ata da assembleia de constituição tem de ser redigida e
precisa conter a identificação de todos os presentes e a transcrição dos fatos ocorridos, assim como o texto
integral do estatuto aprovado e a relação dos dirigentes eleitos, com o relato da posse. 
A existência jurídica da associação somente terá início com o registro dos atos constitutivos em
cartório de registro de pessoas jurídicas da comarca da sede da organização. 
O requerimento precisa ser acompanhado de,
no mínimo, duas vias da ata da assembleia de
constituição da entidade revisadas por um
advogado com registro na OAB. Assim que
obtiver o registro, será necessário providenciar
a inscrição no CNPJ, na prefeitura e em demais
órgãos, de acordo com a natureza da entidade. 
Extinção
Também por vontade dos associados, as
associações podem ser extintas, na forma do
estatuto social, ordinariamente em assembleia especialmente convocada para esse fim e instalada com
quórum qualificado, isto é, metade mais um dos seus associados. 
A mesma assembleia que deliberar a extinção poderá eleger um liquidante, que vai fazer a apuração dos bens
e das dívidas da entidade. Caso o levantamento já tenha sido realizado antecipadamente, a assembleia deverá
determinar a destinação do patrimônio e, depois de realizado o pagamento da dívida, observar as eventuais
restrições impostas por títulos e qualificações desfrutadas pela organização. 
Curiosidade
O Código Civil (art. 61) possui disposição expressa acerca da destinação do patrimônio remanescente da
associação quando de sua extinção:Art. 61 ‒ Dissolvida a associação, o remanescente do seu patrimônio
líquido, depois de deduzidas, se for o caso, as quotas ou frações ideais do patrimônio da associação
(art. 56), será destinado à entidade de fins não econômicos designada no estatuto, ou, omisso este, por
deliberação dos associados, à instituição municipal, estadual ou federal, de fins idênticos ou
semelhantes. 
As fundações
As fundações são definidas como um tipo especial de pessoa jurídica, podendo ser constituídas a partir da
decisão de uma única pessoa. Trata-se, portanto, de um patrimônio destinado a servir, sem intuito de lucro,
uma causa de interesse público determinada que adquire personificação jurídica por iniciativa de seu
instituidor (SZAZI, 2006). 
Elas podem ser criadas pelo Estado, assumindo natureza de pessoa jurídica de direito público, ou
por indivíduos ou empresas, quando assumem a natureza de direito privada. 
Para constituir uma fundação, é necessária a manifestação
clara da vontade do fundador, feita mediante escritura
pública ou testamento, em que devem constar, entre outros
quesitos, o valor inicial do patrimônio livre de qualquer ônus
ou embargo legal. Isso pode ser feito em dinheiro ou outros
bens tangíveis, ou até mesmo intangíveis, desde que eles
possuam o mesmo valor econômico. 
A demonstração de vontade do instituidor também precisa
conter, de maneira clara e bem especificada, os fins aos
quais a fundação se destina. Tais fins devem ser lícitos, não
lucrativos e de interesse coletivo. 
Constituição
Em caso de criação em vida: 
O esboço do estatuto e a indicação dos nomes dos primeiros dirigentes deverão ser apresentados ao
Ministério Público, que vai avaliá-los, podendo realizar a aprovação, apresentando as modificações que
julgar necessário, ou até mesmo negá-la.
 
Caso o estatuto seja aprovado, será autorizada a lavratura da escritura definitiva de instituição da
fundação em cartório de notas de livre escolha do instituidor. O curador (pessoa com o dever de cuidar
e fazer a administração dos bens) tem de comparecer ao ato para intervir como responsável.
 
Em seguida, será realizado o registro dos atos constitutivos da entidade no cartório de registro de
pessoas jurídicas, no qual se representará a aquisição da personalidade jurídica pelo patrimônio
destinado à fundação.
 
Assim que o registro for obtido, deverá ser providenciada a inscrição da entidade no CNPJ e na
prefeitura, bem como nos demais órgãos de controle, de acordo com a natureza da fundação.
Extinção
As fundações poderão ser extintas caso seu objeto se torne ilícito, impossível ou inútil, ou vença seu
prazo de existência por iniciativa do Ministério Público ou de qualquer interessado. 
Elas também podem ser extintas pelo seu
conselho curador, na forma do estatuto social,
em reunião convocada somente para tal fim e
instalada como quórum qualificado, isto é,
metade mais um dos conselheiros, com o voto
favorável de dois terços dos presentes e a
aprovação do Ministério Público. 
A extinção precisará ser declarada
judicialmente com a obrigação de citação do
seu eventual administrador, esclarecendo, no
curso do processo, os bens e as dívidas da
entidade. Assim, a sentença que decretar a extinção terá de dispor sobre a destinação do patrimônio líquido,
após o pagamento das dívidas, com a liquidação dos ativos da entidade. 
Organizações religiosas
As organizações religiosas são vistas de diferentes formas e desempenham funções distintas no meio em que
estão inseridas. Primeiramente, como igrejas, elas funcionam como temploe espaço físico, assim como
também operam no campo espiritual. Contudo, o que nos interessa nesse momento é a entidade dotada de
personalidade jurídica: as organizações religiosas como pessoa jurídica de direito privado, que, como tal,
possuem deveres e obrigações civis. 
• 
• 
• 
• 
As organizações religiosas foram inseridas como instituições diferentes das associações, um ente jurídico
próprio, no terceiro setor. As organizações do terceiro setor são classificadas de acordo com as atividades
que exercem. 
Assim, de acordo com Alves e Bonho (2019), as organizações religiosas estão alocadas na categoria 
“Religião”. Portanto, as organizações religiosas são classificadas quanto a: propósito, apoio mútuo, fonte
principal de recursos, contribuições de associados e doações, composição do conselho e seus usuários. 
Partidos políticos
À medida que as formas democráticas de governo dos povos começaram a se estruturar, foram sendo criados
instrumentos organizativos mais amplos e abrangentes, adequados ao exercício efetivo da democracia: os
partidos políticos. 
O partido político é formado por um conjunto de cidadãos unidos por interesses e ideais comuns que procura
concretizá-los por meio de um programa, buscando, para tanto, a conquista do poder e o exercício do
governo.
Segundo Alves e Bonho (2019), na classificação das entidades do terceiro setor, os partidos políticos estão
alocados na categoria Lei, Direito e Política. Quanto à sua finalidade, os propósitos deles são classificados
como campanhas. 
Curiosidade
A principal fonte de recursos dos partidos são as doações. Já a composição de seu conselho é formada
por indivíduos interessados. 
Constituição, dissolução e legislação das organizações religiosas e
dos partidos políticos
A Lei nº 10.825, de 22 de dezembro de 2003, é a que define as organizações religiosas e os partidos políticos
como pessoas jurídicas de direito privado. Todavia, a lei que estabelece diretrizes de criação, funcionamento e
dissolução é o Código Civil, Lei nº 10.406, de 10 de dezembro de 2002. 
O art. 1º da Lei nº. 10.825 define as organizações religiosas e os partidos políticos como pessoas jurídicas de
direito privado: 
§1º ‒ São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das organizações
religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos constitutivos
e necessários ao seu funcionamento.
§3º ‒ Os partidos políticos serão organizados e funcionarão conforme o disposto em lei específica.
Desse modo, as organizações religiosas são livres para definir sua organização, sua estruturação interna e seu
funcionamento, ou seja, elas têm o direito de autorregulamentação, passando a ser seu critério o modo pelo
qual desejam se organizar, se estruturar e funcionar. 
Os partidos políticos são legalmente formados voluntariamente por cidadãos com afinidades
ideológicas e políticas em formato de associação visando à disputa do poder político. 
Como não existem regras especificas para as instituições em questão, elas devem buscar uma referência nas
entidades às quais se assemelham. Nesse caso, as que mais se aproximam são as associações civis. 
Partindo das definições e das demais características das entidades, apresentaremos agora os seis passos
para a formalização e a constituição de instituições do terceiro setor: 
Busca prévia do nome
Fazer a busca do nome da instituição nos cartórios de registro de pessoa jurídica da comarca-sede
da instituição.
Consulta do CPF dos responsáveis
Pesquisar o CPF do presidente na Secretaria da Receita Federal para ver se há restrições com seu
nome ou se existem pendências pessoais.
Definir a estrutura jurídica da instituição
Há duas ações aqui: definir a natureza jurídica da entidade: associação civil, fundação ou OSCIP
(organização da sociedade civil de interesse público); e desenhar o organograma da instituição
quanto ao funcionamento, aos níveis de decisões e à composição da diretoria para que haja uma
definição do texto do estatuto.
Preparar a ata da assembleia
A ata é o documento que registra a manifestação da vontade das pessoas para a constituição da
pessoa jurídica. Ela decide a constituição, a aprovação do estatuto social e a eleição da diretoria da
instituição.
Registro do estatuto social
Trata-se de requerer ao cartório de registro civil das pessoas jurídicas o registro do estatuto social e
da ata de constituição.
Registro nos órgãos governamentais
Após encaminhar a ata de constituição/termo de posse da diretoria e o estatuto aprovado para o
registro em cartório da comarca-sede da instituição, há a exigência de registrar a instituição em
outros órgãos públicos, como:
a) Receita Federal do Brasil (CNPJ) ‒ preencher DBE (documento básico de entrada) no CNPJ);
b) Prefeitura municipal – solicitar o alvará de funcionamento à prefeitura do município e os formulários
para o alvará de licença no corpo de bombeiros. Além disso, se desenvolver alguma atividade que
possa constituir algum risco à saúde, será necessário o licenciamento da Vigilância Sanitária
regulamentado pela Anvisa.
Formalidades das entidades do terceiro setor
Neste vídeo, conheceremos as formalidades necessárias para a constituição de uma entidade do terceiro
setor
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Verificando o aprendizado
Questão 1
No Brasil, dividimos as atividades econômicas desenvolvidas pela sociedade em três setores. Todos eles
existem para fazer com que o sistema funcione bem e todos tenham qualidade de vida. Diante disso, assinale
a alternativa correta em relação às entidades do primeiro, do segundo e do terceiro setor.
A
O primeiro setor é formado pelas empresas com fins lucrativos responsáveis pelas questões sociais.
B
O segundo setor é formado pelo governo, que é responsável pelas questões individuais.
C
O terceiro setor é composto por entidades privadas sem fins lucrativos cujos objetivos são de caráter social,
sempre visando ao bem-estar da população.
D
O segundo setor, também conhecido como setor público, pode ser identificado como o Estado, isto é, as
prefeituras municipais, os governos dos estados e o presidente da República, ou seja, todos os governantes.
E
O primeiro setor é composto por instituições religiosas, ONGs, entidades beneficentes e organizações
compostas por voluntários, entre outros, não havendo fins lucrativos. Seus objetivos são de caráter social,
sempre visando ao bem-estar da população.
A alternativa C está correta.
Dos três setores sociais, o primeiro setor é formado pelo governo, que cuida das questões de interesse
público; o segundo setor, por sua vez, pelas entidades privadas com fins lucrativos; e o terceiro setor,
também de natureza privada, embora sem fins lucrativos, cuida dos interesses sociais visando ao bem-
estar da população.
Questão 2
Criada a partir da união de ideias e esforços de pessoas em torno de um propósito que não tenha finalidade
lucrativa, uma associação, também por vontade dos associados, poderá ser extinta. Considerando o processo
de extinção das associações, assinale a alternativa correta.
A
As associações poderão ser extintas, na forma do estatuto social, ordinariamente em reunião especialmente
convocada para esse fim e instalada com quórum simples, em que prevalece o voto da maioria dos associados
presentes na assembleia.
B
Dissolvida a associação, o remanescente do seu patrimônio líquido será destinado à entidade sem fins
lucrativos designada no estatuto, ou, quando este for omisso, por deliberação dos associados, à instituição
municipal, estadual ou federal de fins idênticos ou semelhantes.
C
Após a decisão em assembleia pela dissolução da associação, os ativos serão destinados conforme
determinação do estatuto, enquanto os passivos serão extintos.
D
Dissolvida a associação, o remanescente do seu patrimônio líquido será repartido entre os associados em
proporção determinada em assembleia, que será convocada somente para tal fim e instalada com quórum
qualificado.

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