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mais 0% dos casos), porém as extremidades superiores, of lexo periprostático ou as veias ovarianas e periuterinas também podem desenvolver trombos venosos. Em circunstâncias especiais, também podem ocorrer nos seios venosos da dura-máter, na veia porta hepática ou nas veias hepáticas. coágulo que ocorre após a morte pode, às vezes, ser confundido com trombos venosos que se formam ante mortem. No entanto, coágulos que se formam após a morte são gelatinosos e exibem duas porções, uma vermelho-escuro mais declive, devido à decantação das hemácias pela ação da gravidade, e uma porção superior amarela, semelhante à "gordura de galinha", e não estão aderidos à parede venosa subjacente. Os trombos nas valvas cardíacas são chamados de vegetações. As bactérias ou fungos transportados pelo sangue podem aderir às valvas previamente danificadas (p. ex., devido à doença cardíaca reumática) ou podem lesionar diretamente a valva; em ambos casos, a lesão endotelial valvar e a alteração do fluxo sanguíneo através dela podem induzir a formação de grandes massas trombóticas (endocardite infecciosa; Cap. 12). Vegetações estéreis podem, também, desenvolver-se em valvas não infectadas, em indivíduos em estados de hipercoagulabilidade, a então então chamada de endocardite trombótica não bacteriana (Cap. 12). Menos comumente, a endocardite verrucosa estéril (chamada de endocardite de Libman-Sacks) pode ocorrer em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (Cap. 6). Destinos do Trombo Se um paciente sobrevive à trombose inicial, nos dias e semanas subsequentes os trombos sofrerão combinações dos quatros eventos seguintes: Propagação. Os trombos acumulam plaquetas e fibrinas adicionais (ver anteriormente). Embolização. trombo se desaloja e viaja para outros locais da rede vascular (ver adiante). Dissolução. A dissolução é resultado da fibrinólise, que pode resultar em rápida diminuição e total desaparecimento de trombos recentes. Em contrapartida, nos trombos mais antigos, a extensa deposição e polimerização da fibrina tornam mais resistentes à lise. Essa distinção explica porque a administração terapêutica de agentes fibrinolíticos, como t-PA (p. ex., na trombose coronariana aguda) só é efetiva quando realizada nas primeiras horas após evento trombótico. Organização e recanalização. Os trombos antigos tornam-se organizados pela proliferação de células endoteliais, células musculares lisas e fibroblastos, sobre e para dentro do trombo (Fig. 4-14). Ocasionalmente, há formação dos canais capilares que tentam restabeler, embora não completamente, a continuidade da luz original do vaso. A recanalização, com tempo, transforma trombo em uma massa de tecido conjuntivo que se incorpora à parede vascular. Finalmente, com a remodelação e a contração dos elementos mesenquimais, apenas uma massa fibrosa pode permanecer, marcando local original do trombo. 239 de 2696