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Análise Técnico-Construtiva de Unidade de Mel

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1 
 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO ANHANGUERA PITÁGORAS AMPLI 
SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO 
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL 
 
 
 
LUIZ NAZARENO DE SOUZA 
 
 
 
 
 
 
ANÁLISE TÉCNICO-CONSTRUTIVA DE UMA UNIDADE DE 
EXTRAÇÃO DE MEL: 
estudo bibliográfico aplicado à construção civil em Tibau/RN 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tibau - RN 
2026 
2 
 
LUIZ NAZARENO DE SOUZA 
 
 
 
 
 
 
 
ANÁLISE TÉCNICO-CONSTRUTIVA DE UMA UNIDADE DE 
EXTRAÇÃO DE MEL: 
estudo bibliográfico aplicado à construção civil em Tibau/RN 
 
 
 
Projeto de Pesquisa apresentado ao Curso de 
Engenharia Civil do Centro Universitário Anhanguera 
Pitágoras AMPLI, como requisito parcial para a disciplina 
Trabalho de Conclusão de Curso. 
Macrotema: Construção Civil. 
Professora da disciplina: Valquíria Aparecida Dias 
Caprioli. 
 
 
 
 
 
 
 
Tibau - RN 
2026 
3 
 
SUMÁRIO 
 
1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 4 
2. DELIMITAÇÃO E FORMULAÇÃO DO PROBLEMA ............................................... 5 
3. OBJETIVOS ............................................................................................................ 6 
3.1 Objetivo geral ..................................................................................................... 6 
3.2 Objetivos específicos ......................................................................................... 6 
4. JUSTIFICATIVA ...................................................................................................... 7 
5. METODOLOGIA ...................................................................................................... 8 
6. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA .................................................................................... 9 
6.1 Construção civil e edificações produtivas rurais ................................................ 9 
6.2 Planejamento físico-funcional da Unidade de Extração de Mel ....................... 10 
6.3 Sistemas construtivos, materiais e instalações prediais .................................. 11 
6.4 Segurança, higiene e sustentabilidade na edificação ...................................... 12 
7. CRONOGRAMA DA PESQUISA ........................................................................... 14 
8. ORÇAMENTO ....................................................................................................... 15 
9. RESULTADOS ESPERADOS ............................................................................... 16 
10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................... 17 
 
 
4 
 
1. INTRODUÇÃO 
A construção civil desempenha papel essencial no desenvolvimento social e 
econômico, pois viabiliza edificações, equipamentos produtivos, infraestrutura e 
espaços necessários à vida urbana e rural. No campo da Engenharia Civil, o estudo 
de pequenas edificações produtivas ganha relevância porque aproxima o 
conhecimento técnico das demandas concretas de comunidades, empreendedores 
rurais e cadeias produtivas locais. 
Neste projeto de pesquisa, o macrotema Construção Civil é abordado a partir 
da análise técnico-construtiva de uma Unidade de Extração de Mel, concebida para 
funcionar no Sítio São Luiz, Comunidade Gado Bravo, zona rural do município de 
Tibau/RN. O relatório técnico utilizado como ambiente de estudo informa que a 
unidade possui área construída aproximada de 37,58 m² e ambientes destinados à 
recepção de melgueiras, higienização com lavabotas, processamento, expedição e 
carga e descarga (SOUZA, 2025). 
A escolha desse ambiente de estudo permite relacionar os conteúdos da 
construção civil com um empreendimento real de base agroindustrial. A unidade não 
é apenas uma edificação de pequeno porte; ela precisa atender a requisitos de 
funcionalidade, higiene, segurança do trabalho, instalações elétricas e 
hidrossanitárias, controle de fluxo e adequação às boas práticas de fabricação. 
Nesse sentido, a construção civil contribui diretamente para a qualidade do espaço 
produtivo e para a segurança do alimento processado. 
O projeto técnico da Unidade de Extração de Mel Sabor Tibau apresenta 
solução arquitetônica compacta, com setorização interna e fluxo voltado ao 
beneficiamento, extração e envase do mel. No relatório técnico, registra-se que o 
projeto possui “layout funcional com fluxo linear de produção” (SOUZA, 2025, p. 6), 
aspecto relevante para evitar cruzamentos inadequados entre áreas de entrada, 
processamento e saída do produto. 
Assim, o presente TCC tem como finalidade elaborar um projeto de pesquisa 
bibliográfica aplicado à construção civil, tomando como ambiente de estudo a 
construção de uma Unidade de Extração de Mel. A investigação procura 
compreender como requisitos técnico-construtivos, funcionais e normativos podem 
orientar a concepção e a execução de edificações rurais de pequeno porte voltadas 
ao beneficiamento de alimentos. 
5 
 
2. DELIMITAÇÃO E FORMULAÇÃO DO PROBLEMA 
A construção de pequenas agroindústrias no meio rural exige planejamento 
técnico compatível com as características produtivas, sanitárias, econômicas e 
ambientais da atividade a ser desenvolvida. No caso de uma Unidade de Extração 
de Mel, a edificação precisa ser simples e economicamente viável, mas também 
funcional, segura, higiênica e adequada à circulação de pessoas, equipamentos, 
insumos e produto final. 
O Manual para Elaboração do TCC orienta que a delimitação do problema 
deve transformar a dúvida central da pesquisa em uma questão clara, capaz de 
orientar a investigação (ANHANGUERA PITÁGORAS AMPLI, 2025). Desse modo, 
esta pesquisa delimita-se à análise bibliográfica dos requisitos construtivos 
aplicáveis à implantação de uma Unidade de Extração de Mel de pequeno porte, 
utilizando como referência o projeto da Unidade de Extração de Mel Sabor Tibau, 
localizada na zona rural de Tibau/RN. 
A pesquisa concentra-se nos aspectos da construção civil relacionados ao 
layout físico-funcional, aos sistemas construtivos, aos materiais de acabamento, às 
instalações prediais, à segurança do trabalho, à adequação sanitária e à 
sustentabilidade. Não se pretende executar ensaios, realizar levantamento de 
campo ou propor intervenção direta na obra, mas compreender, com base na 
literatura técnica e nas normas aplicáveis, os elementos que devem orientar esse 
tipo de edificação. 
Problema de pesquisa: de que forma os requisitos técnico-construtivos, 
funcionais e normativos podem orientar a construção de uma Unidade de Extração 
de Mel de pequeno porte, garantindo segurança, funcionalidade, higiene e eficiência 
operacional? 
 
 
 
6 
 
3. OBJETIVOS 
3.1 Objetivo geral 
Analisar, por meio de revisão bibliográfica, os principais requisitos técnico-
construtivos, funcionais e normativos necessários à construção de uma Unidade de 
Extração de Mel de pequeno porte, tendo como ambiente de estudo o projeto da 
Unidade de Extração de Mel Sabor Tibau, localizada no Sítio São Luiz, Comunidade 
Gado Bravo, Tibau/RN. 
3.2 Objetivos específicos 
• Contextualizar a importância da construção civil na implantação de 
agroindústrias familiares de pequeno porte. 
• Descrever os principais ambientes e fluxos físicos necessários ao 
funcionamento de uma Unidade de Extração de Mel. 
• Identificar requisitos construtivos relacionados a fundações, estrutura, 
alvenaria, cobertura, revestimentos e instalações prediais. 
• Relacionar a organização espacial da edificação com as exigências de higiene, 
segurança sanitária e eficiência operacional. 
• Discutir a contribuição da Engenharia Civil para o desenvolvimento de soluções 
produtivas, sustentáveis e adequadas ao meio rural. 
 
7 
 
4. JUSTIFICATIVA 
A escolha do tema justifica-se pela relevância da construção civil para a 
estruturação de pequenas unidades produtivas no meio rural. Em muitos territórios, 
especialmenteem áreas de agricultura familiar, a ausência de edificações 
adequadas limita a capacidade de beneficiamento, padronização e comercialização 
de produtos de origem agropecuária. No caso do mel, essa limitação pode afetar a 
qualidade do produto e dificultar o acesso a mercados formais. 
A Unidade de Extração de Mel representa um exemplo concreto de como a 
Engenharia Civil pode atuar na solução de demandas produtivas locais. A edificação 
precisa atender simultaneamente a critérios de estabilidade, durabilidade, higiene, 
funcionalidade, conforto ambiental, instalações prediais seguras e facilidade de 
manutenção. Conforme o relatório técnico da unidade, o projeto busca promover a 
produção apícola de forma sustentável, higiênica e tecnicamente adequada, 
garantindo acesso a mercados e agregação de valor ao produto (SOUZA, 2025). 
Do ponto de vista acadêmico, a pesquisa contribui para aproximar o estudo 
da construção civil da realidade de edificações produtivas de pequeno porte. Do 
ponto de vista profissional, permite refletir sobre o papel do engenheiro civil na 
compatibilização entre projeto arquitetônico, instalações prediais, normas sanitárias, 
segurança e viabilidade econômica. 
A justificativa também se apoia na necessidade de fundamentação teórica 
adequada. O Manual do TCC destaca que a justificativa deve apresentar o motivo da 
pesquisa, o direcionamento dos resultados e a contribuição para a sociedade ou 
sujeitos envolvidos (ANHANGUERA PITÁGORAS AMPLI, 2025). Nesse sentido, o 
estudo é relevante porque pode contribuir para modelos construtivos replicáveis, 
econômicos e adaptados à agricultura familiar. 
Assim, a pesquisa responde ao porquê, para quê e para quem: é necessária 
porque pequenas agroindústrias demandam edificações tecnicamente adequadas; 
serve para compreender critérios construtivos aplicáveis à extração de mel; e 
interessa a estudantes, engenheiros civis, apicultores, associações, cooperativas e 
gestores que atuam na implantação de unidades produtivas rurais. 
 
8 
 
5. METODOLOGIA 
A pesquisa será desenvolvida por meio de revisão bibliográfica, com 
abordagem qualitativa, caráter exploratório e natureza aplicada. Trata-se de um 
projeto de pesquisa e não de um projeto de intervenção, respeitando a orientação do 
Manual do TCC, segundo o qual “não confundir projeto de pesquisa com projeto de 
intervenção” (ANHANGUERA PITÁGORAS AMPLI, 2025, p. 4). 
A revisão bibliográfica foi escolhida porque permite reunir e interpretar 
conhecimentos já produzidos sobre construção civil, edificações produtivas rurais, 
instalações prediais, sustentabilidade, segurança do trabalho e boas práticas de 
fabricação. De acordo com Gil (2002, p. 44), “a pesquisa bibliográfica é desenvolvida 
com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos 
científicos”. 
De forma complementar, Marconi e Lakatos (2003) compreendem a pesquisa 
bibliográfica como etapa fundamental para colocar o pesquisador em contato com a 
produção já existente sobre o tema. Assim, a metodologia adotada permite analisar 
o problema a partir de livros, artigos, normas técnicas, legislações, manuais 
institucionais e documentos técnicos relacionados à construção civil e ao 
beneficiamento de alimentos. 
A pesquisa será organizada em três etapas. A primeira etapa consistirá no 
levantamento de referências técnicas e acadêmicas relacionadas ao tema, incluindo 
publicações sobre sistemas construtivos, instalações elétricas e hidrossanitárias, 
gestão de resíduos, boas práticas de fabricação e segurança em obras. A segunda 
etapa corresponderá à análise documental do ambiente de estudo, tomando como 
referência o relatório técnico da Unidade de Extração de Mel Sabor Tibau, suas 
informações de área, ambientes, layout, normas e orçamento. A terceira etapa será 
dedicada à discussão dos dados, relacionando os elementos da construção civil com 
os requisitos funcionais e sanitários da unidade. 
Como se trata de pesquisa bibliográfica e documental, não serão realizadas 
entrevistas, ensaios laboratoriais, medições em campo ou intervenção direta na 
obra. O ambiente de estudo será utilizado como referência aplicada para a 
discussão teórica. O Manual do TCC reforça que, nas referências, devem constar as 
fontes efetivamente utilizadas e citadas ao longo do trabalho (ANHANGUERA 
PITÁGORAS AMPLI, 2025), razão pela qual as obras mencionadas no texto foram 
organizadas ao final em ordem alfabética. 
 
9 
 
6. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 
6.1 Construção civil e edificações produtivas rurais 
A construção civil no meio rural apresenta características próprias, pois 
precisa responder a condições de implantação, disponibilidade de recursos, acesso 
a materiais, logística de execução, infraestrutura local e finalidade produtiva da 
edificação. Diferentemente de edificações exclusivamente residenciais, uma unidade 
agroindustrial deve integrar desempenho construtivo, operação produtiva, higiene e 
segurança. 
No caso de agroindústrias familiares, a edificação deve cumprir dupla função: 
abrigar as atividades produtivas e garantir condições técnicas compatíveis com a 
legislação sanitária. Isso significa que o projeto arquitetônico e os sistemas 
construtivos não podem ser analisados de forma isolada. Devem ser compreendidos 
em conjunto com o fluxo produtivo, o tipo de matéria-prima, os equipamentos 
utilizados, a rotina de limpeza e as exigências de armazenamento e expedição. 
A Unidade de Extração de Mel analisada neste estudo enquadra-se nesse 
contexto, pois possui área compacta e setorização voltada ao beneficiamento, 
extração e envase de mel. Segundo Souza (2025), a unidade possui ambientes de 
recepção de melgueiras, higienização com lavabotas, processamento, expedição e 
carga e descarga. Essa organização evidencia que o projeto arquitetônico foi 
orientado pela lógica do processo produtivo. 
Para a Engenharia Civil, esse tipo de edificação exige atenção à implantação, 
estabilidade, durabilidade dos materiais, facilidade de limpeza, resistência dos 
revestimentos, proteção contra umidade, iluminação, ventilação, abastecimento de 
água, esgotamento sanitário e segurança das instalações elétricas. A construção, 
portanto, passa a ser parte da infraestrutura produtiva e não apenas um abrigo 
físico. 
A literatura sobre sustentabilidade na construção civil também reforça a 
necessidade de reduzir perdas e racionalizar o uso de materiais. John (2000) discute 
que o setor da construção possui grande potencial para incorporar práticas de 
reciclagem e redução de impactos ambientais. Pinto (1999), por sua vez, destaca 
que a gestão de resíduos deve ser tratada como parte do planejamento da obra, e 
não apenas como solução posterior ao descarte. 
10 
 
6.2 Planejamento físico-funcional da Unidade de Extração de Mel 
O planejamento físico-funcional é uma etapa essencial para edificações 
destinadas à produção de alimentos. Em uma Unidade de Extração de Mel, o layout 
deve permitir fluxo racional, evitando cruzamento inadequado entre áreas de 
recepção, higienização, processamento, envase e expedição. A organização 
espacial influencia diretamente a eficiência operacional e a segurança sanitária do 
produto. 
O relatório técnico da Unidade de Extração de Mel Sabor Tibau descreve o 
empreendimento como um modelo de agroindústria de pequeno porte, modular, 
funcional e adaptado à realidade da agricultura familiar. O trecho a seguir evidencia 
essa concepção: 
A proposta da unidade contempla um modelo de agroindústria de pequeno 
porte, modular, com estrutura funcional otimizada, adaptada às realidades 
do campo e alinhada às boas práticas de fabricação. 
(SOUZA, 2025, p. 4). 
Essa concepção está alinhada ao princípio de que ambientes de produção de 
alimentos devem ser planejados para reduzir riscos de contaminação e facilitar a 
limpeza. A RDC nº 275/2002 da ANVISA estabelece diretrizes de procedimentosoperacionais padronizados e lista de verificação das boas práticas de fabricação, 
contribuindo para orientar a organização e o controle higiênico-sanitário de 
estabelecimentos produtores e industrializadores de alimentos (BRASIL, 2002a). 
Na unidade estudada, a setorização interna apresenta recepção de 
melgueiras com 7,35 m², expedição com 6,52 m², carga e descarga com 6,66 m², 
higienização com lavabotas com 2,76 m² e processamento do mel com 14,29 m² 
(SOUZA, 2025). Embora seja uma edificação compacta, a distribuição dos 
ambientes demonstra preocupação com o fluxo operacional e com a separação das 
etapas de trabalho. 
A compatibilização entre layout e processo produtivo é um dos pontos mais 
relevantes da análise. Segundo Souza (2025), o fluxo segue a lógica da produção 
limpa, sem cruzamento de entradas e saídas, otimizando o deslocamento de 
materiais e operadores. Essa característica é fundamental em pequenas 
agroindústrias, pois evita improvisações e reduz conflitos entre circulação, 
armazenamento, higienização e processamento. 
11 
 
O projeto também considera ventilação e iluminação naturais por meio de 
janelas, elemento importante tanto para o conforto dos trabalhadores quanto para a 
qualidade ambiental interna. Em edificações rurais de pequeno porte, soluções 
passivas de iluminação e ventilação podem reduzir custos operacionais e melhorar 
as condições de uso do espaço. 
6.3 Sistemas construtivos, materiais e instalações prediais 
Os sistemas construtivos de uma Unidade de Extração de Mel devem garantir 
segurança estrutural, durabilidade, economia e facilidade de manutenção. As 
fundações precisam ser dimensionadas conforme as características do solo e as 
cargas da edificação. O memorial descritivo da unidade prevê blocos e sapatas 
corridas em concreto, estrutura em concreto armado, alvenaria de blocos cerâmicos, 
cobertura com estrutura metálica e telhas onduladas de fibrocimento (SOUZA, 
2025). 
A adoção de soluções construtivas convencionais pode ser adequada para 
pequenas edificações rurais quando associada a critérios de execução, controle de 
qualidade e manutenção. A simplicidade técnica não elimina a necessidade de 
projeto, orçamento e acompanhamento. Pelo contrário, em obras de pequeno porte, 
falhas de execução podem comprometer a funcionalidade, a durabilidade e a 
segurança do uso. 
Os revestimentos internos merecem atenção especial. Áreas sujeitas à 
lavagem ou contato com umidade devem possuir pisos resistentes, antiderrapantes 
e de fácil higienização. Paredes devem receber acabamento que facilite a limpeza e 
reduza riscos de contaminação. No memorial descritivo analisado, são previstos 
pisos cerâmicos industriais antiderrapantes nas áreas molhadas, bancadas de inox, 
pias, lavabotas e acabamentos compatíveis com a atividade (SOUZA, 2025). 
As instalações elétricas devem seguir critérios de segurança e funcionamento. 
A NBR 5410 estabelece requisitos para instalações elétricas de baixa tensão, 
orientando aspectos relacionados a circuitos, dispositivos de proteção, quadros, 
condutores e pontos de utilização (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS 
TÉCNICAS, 2004). No projeto da unidade, o relatório registra a distribuição de 
pontos de luz e tomadas de 10 A e 20 A, quadro de distribuição acessível, 
disjuntores e conduítes em conformidade com a norma técnica (SOUZA, 2025). 
12 
 
As instalações hidrossanitárias também são fundamentais. A unidade 
necessita de água para higienização de equipamentos, pisos, bancadas e botas, 
além de sistema adequado para coleta e destinação dos efluentes. A NBR 5626 
trata dos sistemas prediais de água fria e água quente, enquanto a NBR 8160 
orienta o projeto e a execução de sistemas prediais de esgoto sanitário 
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2020; 1999). 
Do ponto de vista orçamentário, a utilização do SINAPI permite estimar custos 
com base em composições oficiais de materiais, mão de obra e encargos. O relatório 
técnico da unidade apresenta orçamento sintético estimado em R$ 48.240,00, 
considerando serviços preliminares, fundação e estrutura, alvenaria, revestimentos, 
cobertura, instalações, acabamentos, equipamentos, mobiliário técnico, encargos e 
BDI (SOUZA, 2025). 
A racionalização do uso de materiais deve ser considerada desde o 
planejamento. Souza (2005) aponta que a redução de perdas no canteiro depende 
de controle de consumo, armazenamento correto, planejamento de compras, 
execução supervisionada e melhoria dos processos produtivos. Em uma obra rural 
de pequeno porte, essas práticas ajudam a reduzir custos e evitar desperdícios. 
6.4 Segurança, higiene e sustentabilidade na edificação 
A segurança e a higiene são elementos indispensáveis em uma edificação 
destinada ao beneficiamento de alimento. A construção deve favorecer 
procedimentos de limpeza, reduzir pontos de acúmulo de sujeira, permitir ventilação 
adequada e proteger o processo produtivo contra riscos externos. A adequação 
sanitária não depende apenas da operação, mas também da qualidade do projeto e 
da execução da obra. 
A segurança do trabalho deve ser considerada tanto durante a execução da 
obra quanto no uso posterior da edificação. A NR 18 estabelece condições de 
segurança e saúde no trabalho na indústria da construção, orientando a organização 
dos canteiros, a prevenção de acidentes e a proteção dos trabalhadores (BRASIL, 
1978). Mesmo em obras pequenas, esses princípios são relevantes para evitar 
improvisações e reduzir riscos. 
A sustentabilidade também envolve o manejo adequado dos resíduos gerados 
na construção. A Resolução CONAMA nº 307/2002 define resíduos da construção 
civil como aqueles “provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de 
13 
 
obras de construção civil” (BRASIL, 2002b, art. 2º). Essa definição reforça que a 
gestão dos resíduos deve ser considerada em qualquer obra, inclusive nas 
edificações rurais de pequeno porte. 
No caso da Unidade de Extração de Mel, a sustentabilidade possui 
dimensões ambiental, econômica e social. Ambientalmente, a obra pode racionalizar 
materiais, reduzir desperdícios e aproveitar ventilação e iluminação naturais. 
Economicamente, a unidade agrega valor ao mel e cria melhores condições para 
comercialização. Socialmente, fortalece a agricultura familiar e a organização 
produtiva de apicultores locais. 
O relatório técnico destaca que a proposta da unidade se configura como uma 
alternativa eficiente para promover o desenvolvimento local sustentável, gerando 
oportunidades de renda e agregando valor à produção rural (SOUZA, 2025). Essa 
interpretação aproxima a construção civil de uma função social mais ampla, na qual 
a obra não é apenas produto físico, mas também infraestrutura de desenvolvimento 
territorial. 
Portanto, a análise bibliográfica indica que a construção de uma Unidade de 
Extração de Mel exige integração entre técnica construtiva, funcionalidade sanitária 
e finalidade social. O engenheiro civil deve compreender que cada decisão de 
projeto, da fundação ao acabamento, interfere na operação, na segurança, na 
higiene, na manutenção e na viabilidade econômica da unidade. 
 
14 
 
7. CRONOGRAMA DA PESQUISA 
O cronograma abaixo apresenta uma previsão de execução das etapas da 
pesquisa bibliográfica, considerando o período de quatro meses para levantamento, 
leitura, organização, redação e entrega final do projeto. 
Etapas da pesquisa Março Abril Maio Junho 
Definição do tema e delimitação do 
problema X 
Levantamento bibliográfico X X 
Leitura e fichamento das referências X X 
Análise documental da Unidade de 
Extração de Mel X X 
Elaboração da revisão bibliográfica X 
Redação do projeto de pesquisa X 
Revisão textual e adequação às normas X X 
Entrega final do trabalho X 
 
 
15 
 
8. ORÇAMENTO 
O orçamento abaixo refere-se apenas às despesas estimadas para 
elaboração do projeto de pesquisa,não correspondendo ao custo de execução da 
obra. 
Item Quantidade Valor estimado 
Impressão de materiais para 
leitura 1 R$ 30,00 
Aquisição ou cópia de 
livros/artigos 1 R$ 80,00 
Internet e acesso a bases 
digitais 1 R$ 50,00 
Impressão final do trabalho 1 R$ 40,00 
Encadernação 1 R$ 20,00 
Materiais diversos 1 R$ 30,00 
Total estimado R$ 250,00 
 
 
16 
 
9. RESULTADOS ESPERADOS 
Espera-se que a pesquisa possibilite compreender os principais requisitos 
técnico-construtivos necessários à implantação de uma Unidade de Extração de Mel 
de pequeno porte, destacando a relação entre construção civil, funcionalidade 
produtiva, segurança sanitária e sustentabilidade. 
Também se espera identificar a importância do layout físico-funcional para o 
fluxo adequado do processo de extração de mel, evidenciando como a distribuição 
dos ambientes pode evitar contaminação cruzada, melhorar a higienização e facilitar 
o trabalho dos operadores. 
Outro resultado esperado é demonstrar que obras rurais de pequeno porte 
exigem planejamento técnico compatível com normas de construção, instalações 
elétricas, instalações hidrossanitárias, segurança do trabalho e boas práticas de 
fabricação. Mesmo com área reduzida e orçamento limitado, a edificação precisa ser 
projetada de forma integrada. 
Por fim, espera-se que o estudo contribua para a formação acadêmica em 
Engenharia Civil, mostrando que a atuação do engenheiro pode fortalecer cadeias 
produtivas locais, apoiar a agricultura familiar e viabilizar edificações sustentáveis, 
seguras e economicamente adequadas. 
 
17 
 
10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
ANHANGUERA PITÁGORAS AMPLI. Manual para elaboração do TCC I: projeto 
de pesquisa. [S.l.]: Anhanguera Pitágoras Ampli, 2025. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5410: instalações 
elétricas de baixa tensão. Rio de Janeiro: ABNT, 2004. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5626: sistemas 
prediais de água fria e água quente: projeto, execução, operação e 
manutenção. Rio de Janeiro: ABNT, 2020. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6492: documentação 
técnica para projetos arquitetônicos e urbanísticos: requisitos. Rio de Janeiro: 
ABNT, 2021. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8160: sistemas 
prediais de esgoto sanitário: projeto e execução. Rio de Janeiro: ABNT, 1999. 
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 275, de 21 
de outubro de 2002. Dispõe sobre o Regulamento Técnico de Procedimentos 
Operacionais Padronizados e a Lista de Verificação das Boas Práticas de 
Fabricação. Brasília: ANVISA, 2002a. 
BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução CONAMA nº 307, de 5 
de julho de 2002. Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão 
dos resíduos da construção civil. Brasília: CONAMA, 2002b. 
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 18: condições de segurança e 
saúde no trabalho na indústria da construção. Brasília: MTE, 1978. 
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 
2002. 
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Sistema Nacional de 
Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil: SINAPI. Rio de Janeiro: 
IBGE, 2025. 
JOHN, Vanderley Moacyr. Reciclagem de resíduos na construção civil: 
contribuição à metodologia de pesquisa e desenvolvimento. São Paulo: Escola 
Politécnica da Universidade de São Paulo, 2000. 
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de 
metodologia científica. São Paulo: Atlas, 2003. 
PINTO, Tarcísio de Paula. Metodologia para a gestão diferenciada de resíduos 
sólidos da construção urbana. São Paulo: Escola Politécnica da Universidade de 
São Paulo, 1999. 
SOUZA, Luiz Nazareno de. Relatório técnico de tecnologia da construção civil: 
Unidade de Extração de Mel Sabor Tibau. Tibau/RN, 2025. 
SOUZA, Ubiraci Espinelli Lemes de. Como reduzir perdas nos canteiros: manual 
de gestão do consumo de materiais na construção civil. São Paulo: Pini, 2005. 
	1. INTRODUÇÃO
	2. DELIMITAÇÃO E FORMULAÇÃO DO PROBLEMA
	3. OBJETIVOS
	3.1 Objetivo geral
	3.2 Objetivos específicos
	4. JUSTIFICATIVA
	5. METODOLOGIA
	6. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
	6.1 Construção civil e edificações produtivas rurais
	6.2 Planejamento físico-funcional da Unidade de Extração de Mel
	6.3 Sistemas construtivos, materiais e instalações prediais
	6.4 Segurança, higiene e sustentabilidade na edificação
	7. CRONOGRAMA DA PESQUISA
	8. ORÇAMENTO
	9. RESULTADOS ESPERADOS
	10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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