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ESGOTO SANITÁRIO SUSTENTABILIDADE LETÍCIA DE BEM MELISSA VIANNA TIAGO SANTOS SUSTENTABILIDADE Sustentabilidade é um termo usado para definir ações e atividades humanas que visam suprir as necessidades atuais dos seres humanos, sem comprometer o futuro das próximas gerações. A sustentabilidade e o desenvolvimento sustentável se amparam em três pilares principais: o pilar econômico, o pilar social e o pilar ambiental. M SUSTENTABILIDADE No saneamento, a evolução é essencial para a preservação dos recursos hídricos – A sustentabilidade é parte do negócio; A adoção de medidas sustentáveis não deve se restringir às concessionárias, mas sim permear toda a organização, como um valor a ser perseguido. 68% dos investidores consideram dados ambientais para definir aplicações Redução de 38% na quantidade de doenças relacionadas ao saneamento entre 2000 e 2013 55% dos esgoto brasileiro é jogado na natureza M SUSTENTABILIDADE O tratamento dos resíduos gerados pelas atividades humanas é um dos principais focos do saneamento ambiental. Como exemplo da associação com o conceito da sustentabilidade ambiental, por exemplo, tem-se: A minimização da geração de resíduos sólidos através de mecanismos como o da Análise do Ciclo de Vida ou do Ecodesign. A questão da drenagem urbana, por exemplo, está intimamente associada ao entendimento da comunidade de seu papel socioambiental. O controle de efluentes líquidos, tanto urbanos como industriais, tem como prioridades a minimização, reciclagem ou reuso dos efluentes. O abastecimento de água, por exemplo, é um dos serviços fundamentais a serem atendidos pelo poder público. ETEs Sustentáveis De maneira geral, as estações convencionais de tratamento de esgoto apresentam fluxogramas de tratamento que consideram o lançamento do efluente tratado em algum corpo d’água receptor e, portanto, são concebidas levando-se em consideração apenas a legislação de proteção das coleções hídricas. Se adequadamente projetadas, construídas e operadas, essas estações de tratamento podem alcançar elevadas eficiências de remoção de matéria orgânica, nutrientes e patógenos, cumprindo o seu papel principal de controle da poluição da água. No entanto, essa não é a situação usual no Brasil, onde a maioria das ETEs apresenta algum tipo de problema operacional, que resulta na elevação dos custos do tratamento, na perda de eficiência e em falhas no cumprimento da legislação ambiental. ETEs Sustentáveis O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em ETEs Sustentáveis (INCT ETEs Sustentáveis) foi criado com o intuito de se tornar um centro de referência nacional e internacional para questões relacionadas ao tratamento de esgoto sanitário, de forma a contribuir para a promoção de mudanças estruturais e estruturantes nos serviços de esgotamento sanitário, através da capacitação profissional, do desenvolvimento de soluções tecnológicas apropriadas às diversas realidades nacionais, da construção de conhecimento e sua transmissão para a sociedade, órgãos governamentais e empresariais. Caracterização quantitativa e qualitativa dos hábitos e percepções relativos ao uso do sistema público de esgotamento sanitário; Caracterização da produção quantitativa e qualitativa de esgotos; Controle de emissões odorantes no sistema de coleta e transporte de esgoto; Impacto do lançamento de resíduos e efluentes não domésticos em ETEs Porque tratar o Esgoto Sanitário? AMEAÇA À SAÚDE PÚBLICA DESIGUALDADE SOCIAL POLUIÇÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS POLUIÇÃO URBANA IMPRODUTIVIDADE USO DE RECURSOS HÍDRICOS Estima-se que cerca de 60% da água usada na agricultura seja desperdiçada, especialmente com técnicas inadequadas de irrigação; Nas atividades industriais, há grande uso de água como fluido de processo em torres de destilação, caldeiras e compressores. M REUSO DO EFLUENTE SANITÁRIO ECONÔMICO AMBIENTAL SOCIAL Medida para atenuar a escassez hídrica do semi-árido brasileiro; Efluentes tratados = baixa DBO (demanda bioquímica de oxigênio) reduzida carga microbiana nutrientes importantes para o desenvolvimento de culturas agrícolas M FORMAS DE REUSO REUSO INDIRETO ÁGUA REINTRODUZIDA NOS RIOS OU LENÇÓIS FREÁTICOS REUSO DIRETO ENCAMINHAMENTO DE EFLUENTES TRATADOS AO LOCAL DE REUSO INDPUSTRIAS E IRRIGAÇÕES M REUSO DE ESGOTO NA IRRIGAÇÃO DE CULTURAS AGRÍCOLAS Uso de corpos d’água que recebem efluentes domésticos é prática frequente; Doenças de veiculação hídrica; Saúde pública dos grupos de uso associados ao reuso de águas para fins agrícolas pode ser protegida por meio de: tratamento de esgotos; seleção e restrição de culturas; controle da exposição humana. M REUSO DE ESGOTO NA IRRIGAÇÃO DE CULTURAS AGRÍCOLAS Benefícios da implantação de sistemas de reuso: aumentar a disponibilidade de água nos mananciais; aumentar o nível de tratamento dos efluentes líquidos; diminuir o lançamento do esgoto nos cursos d’água. Na irrigação, as vantagens são: adição de matéria orgânica advinda de nutrientes resultantes do processo; alteração positiva nos parâmetros de nitrogênio e carbono total; composição e função da atividade microbiana; consutividade hidráulica. M REUSO DE ESGOTO NA IRRIGAÇÃO DE CULTURAS AGRÍCOLAS Na irrigação, desvantagens do reuso: acumulação de sódio pode causa toxidez para algumas culturas e modificar as propriedades do solo; íons do solo são absorvidos e acumulados nas plantas, provocando danos perdas excessivas de nitrogênio; aumento da salinidade; acumulação de carbonato processo de cimentação do solo dificuldade de penetração de raízes M COMBUSTÍVEL DO ESGOTO - BIOMETANO SABESP – Combustível a partir do esgoto para movimentar a frota de caminhões; Biometano: usa um subproduto do tratamento de esgoto, o biogás. M COMBUSTÍVEL DO ESGOTO - BIOMETANO Equipamentos filtram o biogás, retiram suas impurezas e aumentam a concentração de metano. Menos poluente que o petróleo Capacidade para abastecer 200 caminhões e substitui, diariamente, 1,5 mil litros de gasolina por gás. M ESTUDO DE CASO Artigo científico Tema: “Avaliação da sustentabilidade ambiental do uso de esgoto doméstico tratado na piscicultura” SANTOS et al. (2011). Piscicultura refere-se ao cultivo de peixes principalmente de água doce. ESTUDO DE CASO: INTRODUÇÃO Aquicultura buscam adequar aos parâmetros de sustentabilidade. Sustentabilidade: atividades devem ser economicamente viáveis, ecologicamente corretas e socialmente justas. Reuso de águas como uma das boas opções para a problemática da oferta hídrica. No saneamento ambiental é urgente um sistema de indicadores para avaliar as condições ambientais. O principal papel dos indicadores é transformar dados em informações relevantes para os tomadores de decisão e o público. Os principais indicadores existentes tem dificuldade em classificar a qualidade da água, uma vez que cada atividade necessita de condições espeicias. Objetivo: avaliar a sustentabilidade ambiental da prática do uso de esgoto doméstico tratado na piscicultura Índice de Sustentabilidade Ambiental para Reúso em Piscicultura (ISARP); Índice de Qualidade de Água para Reúso em Piscicultura (IQARP); custo ambiental (entropia). ESTUDO DE CASO: METODOLOGIA Experimentos Centro de Pesquisa sobre Tratamento de Esgotos e Reúso de Águas, na (ETE) da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece). O sistema de tratamento é composto por quatro lagoas de estabilização em série, constando de uma anaeróbia, uma facultativa e duas de maturação. água de abastecimento dos viveiros do sistema de reúso retirada da última unidade. Experimento: Três viveiros com 50 m³ de volume, nos quais foram estocados alevinos de tilápia do Nilo, 600 peixes em cada. ESTUDO DE CASO: RESULTADO ESTUDO DE CASO: RESULTADO ESTUDO DE CASO: RESULTADOS Pode-se constatar, por meio do aumento do valor do ISARP, que houve melhoria nos indicador do reuso em comparação com a piscicultura tradicional. resultados reforçama sustentabilidade do uso de esgoto doméstico tratado na piscicultura, salientando o efeito benéfico da aeração mecânica nos resultados obtidos. Os resultados apresentados neste trabalho confirmaram que a piscicultura convencional ocasionou efeitos deletérios na qualidade da água utilizada para abastecimento dos viveiros de piscicultura, produzindo um efluente de pior qualidade, em comparação com a água afluente. ESTUDO DE CASO: CONCLUSÕES No sistema de piscicultura convencional, observou-se o efeito degradante na qualidade da água, pela redução dos valores do ISARP e IQARP, e do elevado custo ambiental. Custo ambiental moderado, o que aponta a potencialidade do uso dessa água como fonte de abastecimento de viveiros de aquicultura. A utilização desse sistema disponibiliza de água de melhor qualidade para fins mais nobres, bem como de água com qualidade adequada ao uso em aquicultura. Propõe-se a prática da aquicultura utilizando água de reuso para o abastecimento dos viveiros de cultivo como uma alternativa ambientalmente sustentável REFÊRENCIA SANTOS, Emanuel Soares dos et al.. Avaliação da sustentabilidade ambiental do uso de esgoto doméstico tratado na piscicultura. Engenharia Sanitária e Ambiental, v. 16, p. 45-54, 2011. image2.png image4.png image10.png image6.png image1.png image11.jpg image5.png image3.png image7.png image9.png image8.png