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Tecnologia digital na construção do
conhecimento
A construção do conhecimento na era da tecnologia digital por meio da alfabetização midiática e
informacional, da transposição didática digital e da curadoria educacional.
Profa. Andrea Filatro
1. Itens iniciais
Propósito
Compreender como as tecnologias digitais, em uma sociedade permeada pela cultura digital, podem contribuir
para a atuação profissional, tendo em vista seu papel principal de apoiar educandos na construção do
conhecimento.
Preparação
É importante que você tenha acesso a um dicionário tecnológico, preferencialmente na área de tecnologia
digital e aprendizagem, a fim de facilitar sua apreensão do conteúdo aqui apresentado. Uma possibilidade é o 
Glossário Ceale, desenvolvido por diversos pesquisadores e disponível virtualmente.
Objetivos
Distinguir alfabetização midiática e informacional
Definir o processo de transposição didática digital
Aplicar estratégias de curadoria educacional
Introdução
Você já ouviu falar em alfabetização midiática e informacional? E em transposição didática digital? O que diria
sobre a curadoria de conteúdos com finalidade educacional? Essas são algumas das ideias tratadas aqui.
 
Nos últimos anos, muito se tem estudado e publicado sobre a necessidade e a emergência de um novo
paradigma educacional que corresponda ao acelerado desenvolvimento científico e tecnológico da assim
chamada Sociedade do Conhecimento.
 
Nesse cenário, a prática docente certamente também precisa mudar. Muito mais do que transmitir conteúdos
– transpondo o saber científico para o saber escolar –, o que se espera dos profissionais e das instituições
dedicadas ao ensino é apoiar o aluno no desenvolvimento das competências necessárias para que ele seja
capaz de gerir sua própria aprendizagem diante de uma realidade em constante mudança.
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1. Alfabetização midiática e informacional
Introdução
Começamos este assunto explorando dois conceitos relacionados ao desenvolvimento de competências
essenciais na Sociedade do Conhecimento: a alfabetização informacional (AI) e a alfabetização midiática (AM).
Para isso, baseamos nossa reflexão principalmente nos documentos da Organização das Nações Unidas para
a Educação, a Ciência e a Cultura – Unesco (GRIZZLE et al.., 2016; WILSON et al.., 2013).
 
Como veremos, a Unesco utiliza a expressão alfabetização mediática e informacional (AMI) como um conceito
composto para englobar vários tipos de alfabetizações – no uso de bibliotecas, no acesso a notícias,
alfabetização digital, computacional, no uso da internet, em liberdade de expressão e liberdade de
informação, alfabetização televisiva, publicitária, cinematográfica e alfabetização no uso de jogos.
 
Ou seja, diante da proliferação de mídias e tecnologias na sociedade, as formas de acessar e construir
conhecimentos mudam radicalmente, alterando-se também o papel das instituições de ensino e dos
educadores no apoio à aprendizagem dos educandos.
A AMI é a base para a liberdade de expressão, para o acesso à informação e para a educação de
qualidade para todos. Sem as competências da AMI, os cidadãos não podem ser bem informados porque
não têm acesso à informação e não são capacitados para processá-la e usá-la.
(GRIZZLE et al.., 2016, p. 17)
Alfabetização e letramento
Como esta temática é objeto de muitas discussões terminológicas, principalmente a respeito de como traduzir
o termo em inglês literacy (alfabetização, literacia ou letramento), começamos traçando um paralelo com a
distinção feita entre alfabetização e letramento em geral.
Saiba mais
O termo literacia voltou à tona, pelo menos no Brasil, quando o Ministério da Educação, em 2019, e no
contexto do Plano Nacional de Alfabetização, criou o Programa Conta pra Mim, baseado em Literacia
Familiar. Vale a pena conferir o contexto em que esse termo reaparece. 
Segundo Gasque (2010), a alfabetização em uma língua estaria vinculada ao domínio básico do código de
linguagem e abrange conhecimentos e habilidades como:
 
A memorização das convenções entre letras/sons.
A comparação entre palavras e significados.
O conhecimento do alfabeto.
O domínio do traçado das letras.
A aprendizagem de instrumentos como lápis, canetas, papéis, cadernos e computador.
 
O letramento, por sua vez, transcenderia a decodificação para situações em que há o uso efetivo da língua –
por exemplo, ler um romance, seguir uma receita culinária, compreender a bula de um medicamento.
 
Poderíamos dizer que uma pessoa letrada é aquela que não apenas sabe ler e escrever (uma pessoa
alfabetizada), mas que usa a escrita de forma competente e efetiva para compreender, produzir textos e
funcionar em situações reais de uso da linguagem (SOARES, 1998).
Na verdade, podemos pensar em um continuum que vai desde a decodificação de uma palavra até a leitura e
interpretação completa de uma obra, considerando, em qualquer situação, a experiência do indivíduo.
continuum
Conjunto de ações que se encadeia em uma sequência estruturada, e que tem maior sentido quando
percebido em sua totalidade, não somente a partir das características dos componentes que o
compõem. 
Transpondo essa analogia entre letramento e alfabetização para o contexto da informação e das
mídias, podemos entender como primeira etapa do processo o conhecimento básico dos suportes
de informação. Incluem-se aí as noções de organização de dicionários e enciclopédias; a
compreensão de conceitos relacionados às práticas de busca e uso de informação, bem como o
domínio das funções básicas de computadores e dispositivos portáteis.
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Exemplo
Nesse continuum, o letramento se relaciona à capacidade de buscar e usar a informação eficazmente.
Por exemplo: identificando palavras sinônimas em um dicionário;produzindo textos dos mais variados
formatos;comparando algo a partir da interpretação e sistematização de ideias; ouobtendo, ainda,
informações atualizadas e apropriadas sobre determinado assunto. 
Assim, podemos afirmar que a essência do letramento consiste no engajamento nesse processo de
aprendizagem a fim de desenvolver as competências e as habilidades necessárias para a busca e o uso da
informação de modo eficiente e eficaz.
A distinção entre os dois termos pode ser útil para entendermos a amplitude do conceito
de alfabetização informacional e midiática, que em última instância tem como finalidade a
adaptação e a socialização das pessoas na Sociedade da Informação.
Contudo, para fins didáticos, vamos trabalhar com os conceitos adotados pela Unesco, que servem de base
para esta seção.
Alfabetização informacional
A alfabetização informacional (AI), em inglês information literacy, pode ser entendida como a habilidade de
reconhecer quando as informações são necessárias e como localizá-las, avaliá-las, utilizá-las de forma eficaz,
assim como comunicá-las em seus diversos formatos (GRIZZLE et al., 2016).
 
A AI está centrada no engajamento de alguém para se tornar uma pessoa informada. Está fortemente
associada aos conceitos de aprender a aprender e de tomada de decisões por meio da ênfase na definição
das necessidades, dos problemas e das informações relevantes, assim como no uso da informação de
maneira crítica e com responsabilidade e ética.
 
A alfabetização informacional também pode ser considerada a primeira etapa do chamado letramento
informacional. Refere-se assim à compreensão básica dos conceitos relacionados à informação e aos seus
suportes, bem como às noções da organização desses serviços e produtos.
 
Em uma segunda etapa, está em jogo a aplicação prática desse conhecimento, ou seja, o letramento
propriamente dito, que se refere à capacidade de selecionar, buscar e avaliar as informações, organizá-las e
usá-las eticamente para produzir novos conhecimentos.
 
Como na literatura específica sobre a área os dois termos são usados por muitos como sinônimos, inclusive na
documentação da Unesco que serve de base para esta seção, podemos falar então que uma pessoa 
alfabetizada ou letrada informacionalmenteé aquela que possui os conhecimentos, as habilidades e atitudes
que lhe permitem fazer uso efetivo e ético da informação no sentido de:
Aprender a aprender
Também definido como aprender a conhecer, constitui-se em um dos Quatro Pilares da Educação –
somado a aprender a fazer, aprender a conviver, aprender a ser –, definidos pela UNESCO como
essenciais para a educação do século XXI.
Reconhecer a necessidade informacional e articular essa
necessidade.
Localizar e acessar informações relevantes.
Avaliar o conteúdo criticamente em termos de autoridade,
representatividade, credibilidade e atualização.
Extrair e organizar a informação.
Sintetizar ou trabalhar em ideias abstraídas do conteúdo
pesquisado.
Comunicar, de maneira ética e responsável, seu entendimento
sobre determinado tópico de maneira apropriada e por um
meio apropriado.
Estar capacitado a usar as tecnologias de informação e
comunicação (TICs) para pesquisar, localizar, processar e
comunicar a informação.
Vejamos agora como a alfabetização informacional se relaciona à alfabetização voltada para o uso de mídias.
Alfabetização midiática
A alfabetização midiática (AM), em inglês media literacy, envolve a compreensão e o uso das mídias de massa,
incluindo um entendimento bem-informado e crítico das mídias, das técnicas que elas empregam e dos seus
efeitos (GRIZZLE et al., 2016).
 
Refere-se aos conhecimentos, às habilidades e atitudes necessários para ler, analisar, avaliar e produzir a
comunicação em uma série de formatos em que dados, informações e conhecimentos são criados,
armazenados, comunicados e apresentados, incluindo-se aí jornais e publicações impressas, revistas, rádio,
televisão, TV a cabo, CD-ROM, DVD, telefones móveis, formato PDF de textos, formato JPEG de fotos ou
imagens gráficas (LAU, 2008).
Em outras palavras, a AM diz respeito a compreender a forma como o conteúdo midiático e as
mensagens midiáticas são organizados e representados e como podem ou não influenciar as
respostas em todos os níveis da sociedade. Implica, ainda, a aplicação dessas compreensões na
participação do indivíduo na democracia, no diálogo intercultural, na promoção da igualdade de
gênero e na sociedade em geral.
Num sentido mais amplo, podemos empregar o termo letramento midiático – ou seja, para descrever a
capacidade de compreender as funções da mídia, avaliar como as funções são desempenhadas e engajar-se
conscientemente às mídias com o propósito de exercer os direitos, especialmente aqueles expressos no art.
19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que trata da liberdade de expressão (RIBEIRO; GASQUE,
2015).
 
Assim, podemos afirmar que uma pessoa alfabetizada ou letrada em mídia tem os conhecimentos, as
habilidades e as atitudes no sentido de:
Compreender o papel e as funções das mídias nas sociedades
democráticas.
Compreender as condições nas quais essas funções podem
ser realizadas.
Avaliar com criticidade o conteúdo midiático.
Engajar-se nas mídias para autoexpressão, diálogo intercultural
e participação democrática.
Aplicar as habilidades, incluindo as habilidades das TICs, para
produzir conteúdos gerados por usuários.
Atenção
A alfabetização midiática tem uma ênfase semelhante à alfabetização informacional. Contudo, enquanto
o conceito da AI se concentra no usuário da informação, isto é, como alguém toma decisões com
autonomia, a AM examina como as mídias facilitam o engajamento com a informação e o processo de
comunicação. 
Na seção a seguir, veremos com mais detalhes como essas duas abordagens se inter-relacionam.
Alfabetização midiática e informacional
A relação entre elas está longe de ser unânime. Há muita pesquisa sendo realizada na área, tomando como
base não somente a definição – como já fizemos aqui –, com a aplicabilidade de tais definições em variados
contextos. Assim, podemos perceber que pelo menos:
(...) existem duas escolas principais de pensamento emergindo sobre a relação entre estes campos
convergentes, a alfabetização midiática e a alfabetização informacional. Para alguns, a alfabetização
informacional é considerada um campo mais amplo de estudos, incluindo a alfabetização midiática; para
outros, a alfabetização informacional é apenas uma parte da alfabetização midiática, que, por sua vez, é
vista como o campo mais amplo.
(WILSON et al., 2013, p. 18-19)
Porém, podemos optar, segundo Wilson et al. (2013), por encontrar três denominadores comuns entre a
alfabetização midiática e a alfabetização informacional:
O papel transversal das TICs. A ênfase na necessidade de avaliação
crítica da informação e do conteúdo
midiático.
A importância do uso ético da
informação.
Quando as competências da AM são combinadas às competências da AI, as pessoas são capazes de se
engajar nas mídias e em outros provedores de informação, incluindo aqueles baseados na internet, tornando-
se, assim, bem-informadas.
 
A figura a seguir representa a combinação das competências midiáticas e informacionais abrangidas pela AM
e AI, respectivamente, fundindo essas duas áreas sob um único termo – alfabetização midiática e
informacional (AMI).
Intersecção entre alfabetização midiática e informacional.
Dito isso, o conceito de alfabetização midiática e informacional (AMI), em inglês media and information literacy
(MIL), inclui competências, conhecimentos, habilidades e atitudes que permitem às pessoas:
 
1. Compreender o papel e as funções das mídias e de outros provedores de informação nas sociedades
democráticas.
 
2. Compreender as condições nas quais essas funções possam ser realizadas.
 
3. Reconhecer e articular a necessidade informacional.
 
4. Localizar e acessar informações relevantes.
 
5. Avaliar com senso crítico, em termos de autoridade, credibilidade e finalidade, a informação e o conteúdo
das mídias e de outros provedores de informação, incluindo aqueles acessíveis via internet.
 
6. Extrair e organizar a informação e o conteúdo midiático.
 
7. Sintetizar ou trabalhar com as ideias abstraídas do conteúdo.
 
8. Comunicar para um grupo de pessoas ou leitores, com ética e responsabilidade, sua compreensão sobre o
conhecimento criado, em uma forma ou meio de comunicação apropriado.
 
9. Aplicar as habilidades em TICs para processar a informação e produzir conteúdo gerado por usuários.
 
10. Engajar-se nas mídias e em outros provedores de informação, incluindo aqueles acessíveis via internet,
para autoexpressão, liberdade de expressão, diálogo intercultural e participação democrática (GRIZZLE et al.,
2016).
 
As escolas e as instituições de ensino superior têm papel essencial no desenvolvimento da AMI. Isso envolve
decisões que vão desde incorporar a AMI ao currículo até a elaboração de documentos e diretrizes
metodológicas para o exercício dessas competências de maneira transdisciplinar.
Alfabetização midiática mais alfabetização informacional equivale à alfabetização midiática e
informacional. Essa abordagem inovadora harmoniza o campo em geral e enfatiza a necessidade de uma
abordagem teórica de múltiplas perspectivas. É harmonizadora porque engloba as várias noções das
alfabetizações relacionadas.
(GRIZZLE et al., 2016, p. 53)
Neste vídeo, veremos, de maneira mais aprofundada, alguns conceitos apresentados no módulo.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Ao observamos a sociedade contemporânea, não nos resta dúvidas que o significado do
saber mudou nos últimos tempos, e hoje é muito mais importante buscar e usar informações
do que memorizá-las.
A respeito desse tema, analise as afirmações a seguir:
I. No contexto contemporâneo, as pessoas precisam ser alfabetizadas tanto informacional
quanto midiaticamente para atuarem como cidadãs críticas e reflexivas, autônomas e
responsáveis.
II. A alfabetização informacional enfatiza a importância do acesso à informação e a avaliação
do uso ético dessa informação.
III. A alfabetização midiática enfatiza a capacidade de compreender as funções da mídia, de
avaliarcomo essas funções são desempenhadas e de engajar-se racionalmente junto às
mídias com vistas à autoexpressão.
Agora assinale a alternativa correta:
A As afirmações I e II são verdadeiras.
B As afirmações I e III são verdadeiras.
C As afirmações II e III são verdadeiras.
D Todas as afirmações são verdadeiras.
E Nenhuma das afirmações é verdadeira.
A alternativa D está correta.
De fato, no contexto contemporâneo, as pessoas precisam alcançar o letramento informacional e midiático
para que possam atuar na sociedade de maneira crítica e reflexiva, com autonomia e responsabilidade. De
um lado, a alfabetização informacional está voltada para o acesso à informação e o uso ético dessa
informação. De outro, a alfabetização midiática contempla a capacidade de compreender as funções da
mídia, de avaliar seu desempenho e de utilizar as mídias para expressão de suas próprias ideias.
Questão 2
O programa Profissão Repórter, que a Rede Globo exibe desde 2008, revela os bastidores da
notícia e mostra o processo de produção de reportagens, desde a reunião de pauta até
edição, passando pela apuração de notícias, entrevistas e gravação de depoimentos. Tendo
alcançado a marca de quinhentos programas, o jornalista Caco Barcellos e uma equipe de
jovens repórteres vão às ruas para mostrar diferentes ângulos do mesmo fato, da mesma
notícia. Podemos dizer que esse programa é um exemplo de programa televisivo que pode
inspirar os espectadores (e também os alunos) a desenvolver:
A A prática de contar histórias.
B A crítica política.
C A capacidade de gerar novos conteúdos.
D A alfabetização midiática.
E A habilidade de usar TICs no processamento da informação.
A alternativa D está correta.
Trata-se de um desafio que visa desenvolver a alfabetização midiática entre os espectadores (e também os
alunos), na medida em que o programa os ajuda a identificar perspectivas diferentes e como elas se
traduzem na forma de selecionar, organizar, tratar e transmitir as informações.
2. Processo de transposição didática digital
Introdução
Neste módulo, vamos tratar de um conceito central para a atuação docente – a transposição didática. Trata-
se da essência do ensinar, ou seja, “a ação de fabricar artesanalmente os saberes, tornando-os ensináveis,
exercitáveis e passíveis de avaliação” (PERRENOUD, 1993, p. 25).
 
A ideia de transposição didática não é nova, mas vem sendo ressignificada a partir da explosão das mídias e
tecnologias digitais. Por essa razão, a transposição didática digital também é foco de nossa atenção neste
módulo.
Transposição didática
Podemos definir transposição didática como o instrumento a partir do qual se transforma o conhecimento
científico em conhecimento escolar, para que possa ser ensinado pelos professores e aprendido pelos alunos.
 
O termo transposição didática (MENEZES, 2001) foi introduzido, em 1975, pelo sociólogo Michel Verret, mas
foi teorizado em 1985, sendo entendido como “as transposições que um saber sofre quando passa do campo
científico para a escola” (CHEVALLARD, 1991).
 
Apesar de ter sido formulada com o foco no ensino da Matemática, a transposição didática se aplica a
diversos outros campos de estudo, em especial no caso das licenciaturas.
 
Para entender esse conceito, é preciso desdobrar a transposição didática em três elementos distintos que se
dispõem em uma sequência linear, como mostra a figura a seguir.
Michel Verret
“Michel Verret (1927-2017) foi um sociólogo interessado em pesquisar temas relacionados à educação e
a suas intervenções na vida acadêmica, escolar e diária. Sua pesquisa versa sobre a epistemologia do
tempo, suas determinações econômicas, as implicações sobre o estudante e os componentes da
comunidade escolar, a propósito das decisões políticas e, também, didáticas sobre o tempo de estudar”
(JARDIM; CAMARGO; ZIMER, 2015, p. 2).
Os três saberes da transposição didática.
E no que consistiram esses saberes?
Saber sábio 
O saber sábio (savoir savant/saber científico): É
o saber elaborado pela comunidade científica.
Saber a ensinar
O saber a ensinar (savoir à enseigner): É
específico dos professores e está diretamente
ligado à didática e às práticas de sala de aula.
Saber ensinado 
O saber ensinado (savoir enseigné): É aquele
que foi absorvido pelo aluno mediante as
adaptações e transposições feitas pelos
cientistas e pelos professores e que
corresponde à aprendizagem significativa do
aluno.
O saber sábio trata do conteúdo específico produzido na academia e/ou do saber resultante de pesquisas
científicas. É desenvolvido nas universidades e nos centros de pesquisa, em uma linguagem nem sempre
compreendida fora dos muros acadêmicos.
 
Quando transposto para o ambiente escolar, o saber sábio sofre sua primeira transformação, passando para
outro tipo de saber, o saber a ensinar. Este se refere ao conteúdo que o professor decide apresentar ao aluno
no processo de aprendizagem com o apoio de materiais didáticos como livros e textos didáticos, softwares
educativos e ferramentas virtuais, entre outros.
Atenção
Uma disciplina escolar não equivale ao conhecimento científico, mas a uma parte dele e, além disso, a
uma parte modificada (MELLO, 2004). Contudo, uma disciplina é mais do que o conhecimento científico
porque abarca também os procedimentos para seu ensino. A Física escolar, por exemplo, não se
confunde com a Física (ciência), porém é uma parte dela, acrescida daquilo que a Física não tem: um
pressuposto sobre como se ensina e como se aprende Física. 
O saber ensinar deve estar o mais próximo possível do saber sábio, para não provocar a desautorização da
comunidade científica, o que tiraria a legitimidade do ensino perante a sociedade. No entanto, deve ser
suficientemente simplificado, a ponto de poder ser compreendido pelos aprendizes.
 
Nesse processo, o saber a ensinar se transforma no saber ensinado, que é o conjunto de saberes que o
professor transmite aos alunos com uma linguagem transformada e uma metodologia de ensino específica.
 
A transposição didática sempre ocorre na prática docente, independentemente do conteúdo, da especialidade
ou da instituição (SANTANA, 2011). Exemplos de transposição didática ocorrem quando:
O conteúdo é selecionado ou recortado a partir do que se
considera relevante para constituir as competências definidas
na proposta pedagógica.
Alguns aspectos ou temas de uma disciplina são mais
enfatizados, reforçados ou diminuídos.
O conhecimento é dividido para facilitar a compreensão inicial
pelos alunos e depois se volta a estabelecer a relação entre
aquilo que foi dividido e o campo mais amplo no qual os
elementos constitutivos estão inseridos.
O conteúdo é distribuído no tempo na forma de uma
sequência, um ordenamento, uma série linear ou não linear de
conceitos e relações.
É adotada uma forma específica de organizar e apresentar os
conteúdos.
Há que se observar, porém, que, quando um professor está planejando uma aula ou um curso, a transposição
didática começou há tempos. Mesmo quando o professor pensa ter ampla liberdade para preparar seu
conteúdo e abordagem (GARONCE, 2009), na realidade está apenas seguindo o caminho imposto por uma
metaestrutura formada por inúmeros agentes, que vão desde os pais e a sociedade em geral até os dirigentes
do sistema de ensino no qual o professor está inserido: a noosfera.
 
A transposição didática é a essência do ensinar, ou seja, "a ação de fabricar artesanalmente os saberes,
tornando-os ensináveis, exercitáveis e passíveis de avaliação” (PERRENOUD, 1993, p. 25).
 
Essa é uma tradução pragmática dos saberes para atividades e situações didáticas, em que aparecem como
uma resposta ou reação às situações reais de sala de aula. Tendo em vista a importância desse conceito,
Mello, Chezzi e Dallan (2004) optaram por definir sete competências que precisam ser desenvolvidas para a
realização de uma transposição didática efetiva:
Noosfera
A noosfera, conceito de Yves Chevallard (PAIS, 2010), representa o conjunto das fontes de influências
que atuamna seleção daqueles conteúdos que deverão compor os programas escolares e determinam
todo o funcionamento do processo didático. Abrange as comunidades de pais, funcionários, professores,
diretores, alunos, sistemas da avaliação, políticas públicas educacionais, ou seja, todas as pessoas e/ou
instituições que, de alguma forma, influenciam as transformações sofridas pelo saber.
Saber fazer recortes em sua área de especialidade, de acordo com uma avaliação da relevância,
pertinência e significância dos saberes para o desenvolvimento das competências que vão garantir a
inserção do aluno no mundo moderno.
 
Saber selecionar quais aspectos daquele conhecimento são relevantes.
 
Dominar o conhecimento em questão articuladamente, incluindo o modo característico e específico
pelo qual esse conhecimento é construído.
 
Saber relacionar o conhecimento em questão com o conhecimento de outras áreas.
 
Saber contextualizar esse conhecimento.
 
Ter um pressuposto ou uma “aposta” sobre como o aluno constrói ou deveria construir esse
conhecimento.
 
Dominar estratégias de ensino eficazes para organizar situações de aprendizagem que proporcionem
ao aluno as competências que se quer desenvolver.
No entanto, com a crescente utilização das mídias e tecnologias na sociedade em geral e particularmente no
cenário educacional, surge uma nova situação didática.
 
De acordo com Garonce (2009), a relação entre os atores do processo de ensino-aprendizagem (aluno-
professor-conhecimento) sofre um reordenamento, uma vez que o conhecimento começa a estar disponível
em abundância para o aluno, da mesma forma que a interação humana passa a ser a distância.
1. 
2. 
3. 
4. 
5. 
6. 
7. 
Transposição didática digital
Com os avanços da sociedade contemporânea e principalmente com a incorporação de mídias e tecnologias
no processo de ensino-aprendizagem, as condições para a transposição didática se alteram
significativamente. Precisamos falar então em uma transposição didática digital, mediada tecnologicamente.
Nessa discussão, também aparecem termos diversos para descrever o mesmo fenômeno.
 
Vamos explorar aqui duas perspectivas – a da transposição midiática (GARONCE, 2009) e a da transposição
informática (BALACHEFF, 1994) –, que consideram esse fenômeno, respectivamente, uma mudança de
natureza metodológica (no nível das estratégias e técnicas de ensino) e uma mudança de natureza
epistemológica (na natureza do conhecimento). Vamos entender melhor essas perspectivas.
Transposição midiática
A transposição midiática se caracteriza por um conjunto considerável de recortes e ajustes, influenciado por
uma série de fatores humanos e tecnológicos. Basicamente, esse fenômeno é analisado como uma
transposição de ações educativas da sala de aula presencial convencional para a sala de aula virtual, tipificada
pelas webconferências síncronas (em tempo real).
O ambiente de aprendizagem muda do espaço físico para o espaço on-line, mas a
relação docente-saber-discente continua relativamente estável.
Assim, a transposição midiática é mais claramente percebida quando se observam seus impactos sobre a
atuação docente, como mostra o quadro a seguir:
Dimensão Impactos
 
Pedagógica
Perceber a verdadeira dimensão da sala de aula virtual e o posicionamento dos alunos no
ciberespaço.
Planejar efetivamente as aulas, de modo detalhado, considerando todas as variantes possíveis.
Primar pela brevidade, objetividade e simplicidade do discurso, a fim de manter os alunos
engajados.
Adotar dinâmicas que envolvam os alunos nas discussões síncronas on-line.
Desenvolver estratégias inovadoras de integração de ferramentas assíncronas que facilitem a
construção de comunidades colaborativas de ensino e aprendizagem em rede.
Adquirir habilidades comunicacionais em novas mídias.
Estabelecer uma dinâmica multidirecional para lidar com os alunos conectados.
Social 
Estar atento à responsabilidade de integrar os alunos.
Desenvolver estratégias docentes que reforcem o sentimento de grupo social na sala de aula
virtual.
Gerencial
Depender do suporte tecnológico de uma equipe como nunca antes experimentado.
Adequar-se às novas ferramentas tecnológicas, que inexistiam na sala de aula convencional.
Desenvolver novos canais de percepção em relação aos alunos conectados.
Reestruturar a forma de estabelecer suas relações gerenciais com os alunos, abandonando o
formato linear e adotando o modelo multidirecional.
Adequar os tempos de suas aulas, em função do desgaste provocado pela mediação
tecnológica.
Lidar com o aumento da carga de trabalho a fim de atender às novas demandas.
Técnica
Reconhecer a importância da técnica como base para a comunicação entre alunos e
professores.
Da mesma forma que a transposição didática, a transposição midiática faz referência a um fenômeno (a
transposição) e a um ponto de chegada (o didático), porém esse processo decorre da mudança do ambiente,
da situação na qual ele acontece.
 
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Pode-se dizer que a transposição midiática, pelo menos no modelo de aula virtual por webconferência, se
mostra como uma segunda transposição didática ou uma transposição didática de segunda ordem. Isso
porque o conhecimento já está didatizado e assim permanece.
Transposição informática
A transposição informática equivale à adaptação dos saberes para os ambientes digitais de aprendizagem na
internet, para a elaboração de softwares ou para a criação de dispositivos de inteligência artificial.
 
Nesse processo, o saber sábio, tido como referência, passa pelo processo de modelização informatizada,
constituindo-se como saber implementado (saber adaptado para a informática). Esse saber possui uma
linguagem própria, resultando em um saber compreendido pelo aluno como saber ensinado.
 
A figura a seguir enfatiza as transformações do saber ensinar na transposição informática. Ao serem
“modelados computacionalmente”, devido ao meio digital no qual se encontram, eles se transformam em
saberes “implementados”:
Esquema da transposição informática.
Observe que, no esquema, o saber é implementado em um dispositivo informático, de acordo com as
possibilidades das ferramentas digitais. Esse saber informatizado, por ser objeto da interação do aluno
diretamente com a máquina/computador, gera finalmente o saber aprendido – o saber do aluno.
Amplia-se aqui o papel do professor em relação às mídias e tecnologias, de acordo com a
concepção adotada a respeito do processo de ensino-aprendizagem mediado pelas
tecnologias.
O quadro a seguir relaciona essas concepções com os (novos) papéis exercidos pelos docentes.
Concepção Papel do professor
 
Centrada na dimensão tecnológica
Dominar as tecnologias propriamente ditas.
Centrada no acesso à informação
Aproveitar as potencialidades do acesso à informação.
Incentivar uma postura crítica, por parte do aluno, diante do material acessado/pesquisado/
encontrado.
Centrada em novas metodologias
Tornar-se designer de propostas de aprendizagem.
Centrada na construção do conhecimento
Colocar a tecnologia a serviço do aluno, propondo atividades de aprendizagem cujo resultado
seja a reorganização de suas funções cognitivas.
Apoiar o processo de aprendizagem do aluno, mantendo diferentes graus de envolvimento no
processo, cedendo o controle ao aluno quando for capaz de assumi-lo.
Como podemos notar, para a transposição didática digital, espera-se do professor o domínio do saber
científico, o domínio das metodologias de ensino e também o domínio das tecnologias. E nesta última
dimensão não se trata apenas do uso operacional de mídias e ferramentas, ou seja, de um nível mínimo de
alfabetização digital, mas também, e principalmente, de suas possibilidades e limitações como facilitadoras de
diferentes abordagens de ensino.
 
Agora, assista ao vídeo a seguir e, na sequência, exercite os seus conhecimentos! 
 
Você sabe quais são as competências exigidas do docente em tempos midiáticos? É o que vamos aprofundar
agora!
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Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
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Verificando o aprendizado
Questão 1
A transposição didática é um conjunto de processos adaptativos que torna o saber sábio em
saber a ensinar e pode ser representada pelo esquema a seguir:
Os parênteses (I), (II) e (III) no esquema podem ser preenchidos corretamente com as
seguintes expressões:
A Saber acadêmico, objetivo de aprendizagem, saber ensinado.
B Objetivo de aprendizagem, objeto de aprendizagem, noosfera.
C Saber científico, objeto de ensino, saber escolar.
D Saber contextualizado, saber objetificado, saber escolarizado.
E Saber fazer, saber ser, saber conviver.
A alternativa C está correta.
O saber sábio constitui-se como aquele criado ou desenvolvido pelos cientistas (seja em que campo for),
que deve ser compreendido e adequado ao conteúdo escolar (saber a ensinar), a fim de que o aluno possa
adquiri-lo (saber escolar).
Questão 2
Em matéria da revista Nova Escola, a coordenadora de pesquisa da Fundação Carlos Chagas
declarou: “Um graduado em Letras pode atuar como professor ou tradutor. O que diferencia
uma profissão da outra é a capacidade de ensinar e de fazer com que o aluno aprenda com
base em conhecimentos didáticos”.
A que conceito estudado neste módulo essa declaração faz referência?
A Transposição informática
B Transformação didática
C Transposição didática
D Transposição midiática
E Transposição informacional
A alternativa C está correta.
A frase é uma referência indireta ao conceito de transposição didática, justamente a capacidade de
transformar o conhecimento científico em saber a ser ensinado e aprendido pelos alunos.
3. Estratégias de curadoria educacional
Introdução
O cenário atual é caracterizado por um oceano de informações disponíveis a um clique ou toque. De
diferentes origens, linguagens e formatos, essas informações, em constante e acelerada produção, clamam
por ser organizadas.
 
Ao mesmo tempo, como vimos nos módulos anteriores, existe uma demanda por competências midiáticas e
informacionais que permitam às pessoas lidar com essa realidade.
 
Uma dessas competências é a curadoria, palavra derivada do latim curare, que significa “tomar conta de
alguém”. Curadoria é um termo bastante aplicado em artes plásticas para indicar a pessoa que concebe a
montagem de uma exposição artística, reunindo obras de um ou mais artistas de acordo com um tema
específico, e em uma sequência de apresentação que busca causar o maior impacto no público (FILATRO,
2018).
 
Aplicada ao campo comunicacional, a curadoria possibilita valorar, dentro da vasta abundância de materiais
atualmente disponíveis, aqueles que são mais relevantes (CECHINEL, 2017). Em geral, isso é feito a partir de
um conjunto de critérios previamente definidos e que normalmente está relacionado a determinados
contextos específicos.
Atenção
A curadoria é, portanto, uma atividade relacionada a criar um fio condutor coerente para um conjunto de
informações, dados e conhecimentos originados em contextos diversificados. 
Alguns autores, como Garcia e Czeszak (2019), utilizam a analogia da curadoria como uma bússola, que
orienta as pessoas para um norte, ao atribuir valor, objetivos e perspectivas à seleção, extração e construção
de novos sentidos.
Curadoria educacional
No campo educacional, pode ser definida como uma metodologia para pesquisar, descobrir, filtrar,
contextualizar e disponibilizar, a um público definido, conteúdos em diferentes formatos, visando às
necessidades de aprendizagem dos alunos.
 
Adotar a curadoria educacional significa aceitar o pressuposto de que a escola e a universidade não são
organismos fechados e autossuficientes. Pelo contrário, são instituições encravadas na sociedade, com a qual
estabelecem relações de troca e influência mútua.
Atualmente, a internet integra variados tipos de informação (notícias, produção científica,
informes técnicos, comunicação pessoal, profissional e social, entretenimento) e
diferentes mídias (vídeo, podcasts, textos, infográficos).
As gerações mais novas obtêm informações a partir de redes sociais e motores de busca, em vez de
acessarem os canais de comunicação tradicionais, como jornais e revistas ou noticiários televisivos.
 
Muitas vezes, toda essa informação disponível circula sem a mínima estrutura organizacional, deixando a
cargo dos internautas a construção de significados. Assim, é papel dos educadores projetar experiências de
aprendizagem que permitam aos alunos desenvolver a aprendizagem por descoberta, por problemas e por
projetos, de modo que possam explorar de forma ativa, crítica e criativa esses recursos educacionais.
 
Como veremos a seguir, a curadoria é uma competência exigida não só dos professores, mas também dos
alunos, que hoje chegam à sala de aula munidos de referências informacionais que nem sempre passaram por
algum crivo de validação e reconhecimento.
O professor-curador
A curadoria é uma tarefa que, de modo consciente ou não, faz parte das atividades do professor, uma vez que
o trabalho docente envolve pesquisar, selecionar e organizar materiais para preparar suas aulas.
 
No contexto atual, contudo, diante do alto volume informacional proporcionado pela expansão das tecnologias
digitais, espera-se do professor uma postura muito mais ativa diante das inúmeras possibilidades de acesso à
informação.
Certamente não cabe ao curador adicionar mais conteúdo à avalanche de informações já
disponíveis. Uma de suas funções, portanto, é ajudar os alunos a dar sentido às
informações produzidas e acessíveis por meio de tecnologias digitais.
A partir daí é possível identificar cinco modelos que podem ser aplicados à curadoria de conteúdos em geral: 
agregação, destilação, elevação, mistura (mash-up) e cronologia. Adaptamos esses modelos para o contexto
educacional, a fim de subsidiar o trabalho do professor-curador (BHARGAVA, 2011).
Agregação
Há uma enxurrada de informações na internet, e os mecanismos de busca utilizam algoritmos do tipo
“caixa-preta” para selecionar e ordenar os resultados de uma pesquisa.
A agregação é justamente o ato de selecionar as informações mais relevantes sobre determinado
tópico e exibi-las em um único local.
A forma mais comum de agregação de conteúdo são as listas do tipo “10 ferramentas interessantes
para editar vídeos”.
Em sala de aula, esse modelo de curadoria pode ser utilizado com diversos propósitos – desde o
professor oferecer exemplos de algum conceito ou princípio ensinado até o professor pedir que os
próprios alunos analisem e abstraiam conceitos e princípios de um conjunto de exemplos
selecionados.
O volume de informações agregadas não é um problema, porque o valor está em reuni-las em um
único local com um objetivo definido.
Destilação
Diante da enorme complexidade das redes de informação, incluindo a internet, a ideia por trás da
destilação é manter as coisas simples.
Assim, destilar equivale ao ato de curar informações em um formato simplificado, no qual apenas as
ideias mais importantes são compartilhadas.
Em situação didática, esse modelo de curadoria pode ser utilizado para evitar a sobrecarga cognitiva
de alunos novatos em determinado assunto ou habilidade. Dessa forma, o professor pode oferecer
materiais mais “palatáveis” a seu público-alvo, juntamente com uma visão mais focada de
determinado conteúdo educacional.
Elevação
Ideias breves costumam ser compartilhadas on-line em “rajadas” de 140 caracteres ou imagens
vigorosas transmitidas por telefones celulares, como os memes e os infogramas.
Elevação se refere à curadoria com a missão de identificar uma tendência maior a partir dessas
microinformações disponibilizadas.
No campo da aprendizagem, esse modelo de curadoria pode ser aplicado às mensagens trocadas
entre os alunos ou ao acompanhamento de determinados tópicos discutidos em microblogs.
Requer bastante experiência e habilidade analítica por parte do curador, podendo ser o mais
poderoso modelo em termos de compartilhamento de novas ideias.
Mistura(ou mash-up)
O termo mash-up é bastante usado no contexto musical para descrever a tendência crescente de
pegar duas ou mais peças musicais e fundi-las, ou no campo da informática para descrever a criação
de um aplicativo a partir de outros dois sistemas independentes (por exemplo, criar um sistema que
liga um site de compras à conta digital de um cliente para pagamento imediato).
Quando se trata de curar informações, os mash-ups miram a fusão de conteúdos existentes para criar
um novo ponto de vista.
No campo educacional, particularmente no campo do design instrucional, esse modelo de curadoria é
bastante usado para subsidiar a autoria de materiais didáticos inéditos. Ou seja, é uma estratégia para
criar um conteúdo novo usando a curadoria de conteúdos existentes como base.
Cronologia
Uma das maneiras mais interessantes de compreender a evolução da informação é observar como as
ideias mudaram ao longo do tempo.
Criar uma cronologia é uma forma de curadoria que reúne informações históricas organizadas em uma
linha do tempo para mostrar a evolução de determinado tópico.
No contexto educacional, pode ser uma forma de recontar a história por meio de materiais
informativos que existem ao longo do tempo para provar como as experiências e os entendimentos
sobre um tópico mudaram ou evoluíram.
Vale lembrar que a curadoria educacional não ocorre no vácuo. Ela precisa estar atrelada a um plano
pedagógico, a objetivos de aprendizagem claros e a metodologias que estimulem a participação ativa dos
alunos em relação aos conteúdos curados.
 
Uma segunda função do professor-curador é desenhar situações de aprendizagem completas que incorporem
práticas de curadoria. Para isso, o professor pode seguir as etapas do design instrucional, buscando
responder às questões norteadoras detalhadas a seguir:
Análise
Quais são as competências a serem desenvolvidas ou aperfeiçoadas; qual é o
perfil do público-alvo; quais são as características do contexto institucional.
Planejamento e design
Como desenvolver as competências identificadas na fase de análise
(métodos e estratégias de aprendizagem); quais são as atividades de
aprendizagem (que os alunos realizarão) e de apoio (que docentes e outros
colaboradores realizarão); quais são os recursos didáticos mais adequados
(conteúdos de terceiros selecionados por meio de curadoria, materiais
inéditos desenvolvidos por meio de autoria, ferramentas digitais necessárias
para a realização das atividades de aprendizagem e de apoio); quais são os
prazos estimados para realizar as atividades; quais são os critérios e
instrumentos de avaliação que podem confirmar se os objetivos de
aprendizagem foram alcançados.
Desenvolvimento
Detalhar as orientações para realização do design proposto; agregar
materiais de terceiros e recursos inéditos criados para a situação de
aprendizagem; preparar os ambientes físicos e/ou digitais no quais a
aprendizagem acontecerá.
Implementação
Colocar a situação didática “no ar”; acompanhar sua execução, incluindo a
oferta de apoio docente.
Avaliação
Checar se os objetivos de aprendizagem foram atingidos; verificar se é
necessário aperfeiçoar a proposta de aprendizagem tal como foi planejada,
desenvolvida e implementada.
Como se pode perceber, na perspectiva do design instrucional, o sentido atribuído à curadoria é o de uma
estratégia para selecionar conteúdos que apoiarão a aprendizagem dos alunos.
 
Mas a curadoria também pode ser incorporada com metodologia ativa de aprendizagem para que os próprios
alunos desenvolvam uma postura crítica, autônoma e criativa, assumindo, eles mesmos, o papel de curadores.
O aluno-curador
A curadoria também pode ser entendida como uma competência básica para as gerações digitais (MIHAILIDS;
COHEN, 2013). Nesse caso, ao lado do desenvolvimento das competências relacionadas à alfabetização
midiática e informacional, atribui-se aos alunos o papel de curadores no contexto de situações de
aprendizagem formais. Estamos falando aqui da adoção de metodologias ativas.
Saiba mais
As metodologias ativas são aquelas com aprendizagem baseada em problemas, em projetos e em casos,
entre outros, que colocam o aluno no centro do processo de aprendizagem. Nessas metodologias, o
aluno assume maior consciência e responsabilidade sobre seu percurso formativo. Ou seja, o aluno é
protagonista do processo de aprendizagem. 
No entanto, nas metodologias ativas, o aluno não aprende sozinho. Ele aprende quando interage com os
colegas, compartilha seus conhecimentos e suas experiências, e negocia significados com outras pessoas (o
professor, outros alunos, especialistas, representantes da comunidade etc.).
 
Além disso, as metodologias ativas estão sempre voltadas para a vida real, para os problemas e as
necessidades das pessoas, da comunidade ou do contexto profissional.
 
Por fim, as metodologias ativas não consistem apenas em realizar atividades, mas também em refletir sobre
elas, ou seja, em construir conhecimento a partir da experiência vivida.
 
Alguns pesquisadores relacionam práticas de curadoria com várias metodologias ativas, das quais
destacamos algumas no quadro a seguir.
Metodologias
ativas Práticas de curadoria
Aprendizagem
baseada em
problemas
• Selecionar referências e materiais que abordem soluções para
problemas específicos.
• Materializar soluções para problemas com base na curadoria
realizada.
Metodologias
ativas Práticas de curadoria
Estudos de caso • Selecionar casos reais ou adaptados por meio de técnicas de
curadoria.
Curadoria em grupo
• Participar de diferentes formas de curadoria em grupo, seja de
forma cooperativa (em tarefas pontuais, como, por exemplo,
selecionar conteúdos), seja de forma colaborativa (em todas as
etapas do processo, como na seleção, atribuição de significado e
compartilhamento de conteúdos).
Seminários de
curadoria
• Utilizar seminários como forma de apresentar os resultados dos
processos de curadoria.
Debates temáticos • Participar de debates a partir de curadorias de temas vinculados a
projetos ou interesses dos alunos.
Curadoria
comentada
• Acessar bibliografias sobre determinados tópicos de conteúdo e
fazer curadoria de resumos de interesse.
Oficinas de
curadoria
• Participar como monitores ou condutores de oficinas, a partir de
conteúdos selecionados por meio de curadoria.
Portfólio de
curadoria
• Organizar na forma de portfólios (individuais ou coletivos)
resultados da curadoria e de produções relacionadas.
Socialização
criativa
• Desenvolver formas criativas de apresentar e socializar os
resultados da curadoria em produções individuais ou plenárias.
Práticas de curadoria relacionadas a metodologias ativas.
Nas várias práticas de curadoria citadas, os alunos podem fazer uso das tecnologias para incrementar a
seleção, a atribuição de significado e o compartilhamento dos conteúdos. Para isso, utilizam mecanismos de
busca e de acesso a repositórios de informações, aplicam o modelo de mistura (mash-up) na autoria de
textos, áudios e vídeos, e viabilizam o diálogo com o docente e com os colegas de estudo nas práticas de
natureza cooperativa e colaborativa.
 
Neste vídeo, aprofundaremos, ainda mais, os desafios e as possibilidades da curadoria de conteúdo.
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Pense na proposta da seguinte atividade: preparar uma apresentação de slides em
PowerPoint com imagens e textos para mostrar que se compreendeu a ideia principal sobre
um tema (etapa 1); gravar um podcast de 10 minutos explicando o tema com suas próprias
palavras (etapa 2); e, por fim, fazer uma postagem em redes sociais resumindo, analisando e
identificando os pontos básicos de um assunto (etapa 3).
Essa atividade exemplifica qual prática de curadoria baseada em metodologias ativas?
A Aprendizagem baseada em problemas
B Oficinas de curadoria
C Estudo de caso
D Debate temático
E Socialização criativa
A alternativa E está correta.
As demais alternativas também trazem práticas de curadoriabaseadas em metodologias ativas, mas os
exemplos citados demonstram formas variadas de apresentar e compartilhar os resultados de uma
curadoria, caracterizando-se assim a socialização criativa.
Questão 2
Em 6/1/2020, o site Porvir publicou uma matéria intitulada “Lista reúne 20 melhores aplicativos
educacionais de 2019”. A seleção é feita anualmente pela Associação Americana de
Bibliotecários Escolares e foi traduzida para o português pelo site a fim de permitir o acesso
de professores e alunos a recursos utilizados em todo o mundo.
Essa matéria descreve que modelo de curadoria?
A Mistura (ou mash-up)
B Destilação
C Agregação
D Cronologia
E Elevação
A alternativa C está correta.
O modelo de agregação consiste no ato de selecionar as informações mais relevantes sobre determinado
tópico e reuni-las em um único local. As demais alternativas refletem outros modelos e práticas de
curadoria.
4. Conclusão
Considerações finais
Neste estudo, exploramos conceitos como alfabetização midiática e informacional, transposição didática
digital e curadoria de conteúdos educacionais. Ao discorrer sobre tais questões, objetivamos dar a você,
educador, subsídios para uma reflexão crítica e também instrumentos para a adoção de estratégias que
apoiem os alunos nesse cenário em constante mudança.
 
É enorme o desafio de responder às aceleradas transformações que caracterizam a Sociedade da Informação.
Você, como educador, tem um papel essencial nesse desafio que é contínuo!
Podcast
Escute agora o podcast com o professor Roberto Paes resgatando tópicos importantes sobre tecnologia
digital na construção do conhecimento.
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O documento em PDF Ensinar e aprender com o Twitter, de 2019, desenvolvido em parceria entre o
Twitter e a Unesco, é um importante material, apontando possibilidades concretas para a transposição
didática em diversas áreas da formação.
 
Os guias digitais da Alfabetização midiática e informacional (WILSON, 2013; GRIZZLE, 2016), utilizados
na elaboração deste conteúdo, são de fácil leitura e têm o objetivo de ajudar os educadores a capacitar
as gerações mais jovens a lidar criticamente com as notícias e informações disponíveis nas redes
sociais. Os guias reúnem uma série de práticas e atitudes aplicáveis a outras plataformas digitais.
 
O site do Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB) traz a possibilidade de, diante da
profusão de recursos educacionais disponíveis nas redes, traçar um panorama abrangente do universo
dos recursos digitais, relatando os modelos e critérios de curadoria utilizados para a formação de
repositórios e para a avaliação de qualidade dos recursos educacionais digitais.
Fala, mestre!
Sinopse: Maria Frastrone, pró-reitora IBMEC, e Fábio Coelho, presidente Google Brasil, conversam sobre como
a Google aplica a inteligência artificial em seus serviços e sobre como a AI pode colaborar no desenvolvimento
de soluções para diversos problemas sociais.
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O vídeo aborda a importância da construção de processos educativos que integrem de forma equilibrada o
conteúdo técnico e o discurso emocional nas escolas. Um exemplo prático citado é o exercício realizado por
um professor com seus alunos sobre trabalho em equipe, utilizando a metáfora da "parede de escudos". A
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discussão também foca na desigualdade digital e como ela contribui para o "apartheid digital", defendendo a
necessidade de acesso equitativo à tecnologia sem piorar as condições existentes. Ressalta-se a importância
de melhorias na formação inicial e continuada dos professores para transformar a educação e combater as
desigualdades. A professora Cristiane destaca a importância da aprendizagem contínua e da autonomia
individual, mencionando sua trajetória diversificada para ilustrar a necessidade de adaptação a novas
habilidades. Por fim, enfatiza-se a relevância das relações afetivas no aprendizado e como elas podem
fortalecer a confiança dos alunos em suas capacidades. O fechamento do vídeo reforça a necessidade de
colaboração e solidariedade no desenvolvimento das competências futuras.
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Referências
BALACHEFF, N. La transposition informatique: note sur un nouveau probléme pour la didactique. In: ARTIGUE,
M. et al. Vingt ans de didactique des mathématiques en France. Grenoble: La Pensée Sauvage, 1994.
 
BHARGAVA, R. The file models of content curation. Influential Marketing Group, 2011.
 
CECHINEL, C. Modelos de curadoria de recursos educacionais digitais. São Paulo: CIEB, ago. 2017.
 
CHEVALLARD, Y. La transposition didactique: du savoir savant au savoir au savoir inseigné. Grénobre: La
Pensée Sauvage, 1991.
 
FILATRO, A. Como preparar conteúdos para EAD. São Paulo: Saraiva, 2018.
 
GARCIA, M. S. S.; CZESZAK, W. Curadoria educacional: práticas pedagógicas para tratar (o excesso de)
informação e fake news em sala de aula. São Paulo: Editora Senac, 2019.
 
GARONCE, F. V. Os papéis docentes nas situações de webconferência: um estudo de caso acerca da ação
educativa presencial conectada. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação da Universidade de
Brasília, Brasília, 2009.
 
GASQUE, K. C. G. D. Arcabouço conceitual do letramento informacional. Ciência da Informação, v. 39 n. 3,
Brasília, set./dez. 2010.
 
GRIZZLE, A. et al. Alfabetização midiática e informacional: diretrizes para a formulação de políticas e
estratégias. Brasília: Unesco, 2016.
 
JARDIM, L.; CAMARGO, S.; ZIMER, T. Transposição didática no ensino de ciências: diferentes olhares. In:
CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, 12, Curitiba, 26-29 out. 2015, PUCPR. Anais [...] Curitiba: PUCPR,
2015.
 
LAU, J. (ed.). Information literacy: international perspectives. München: K. G. Saur, 2008. (IFLA publications,
131).
 
MELLO, G. N.; DALLAN, M. C.; GRELLET, V. Por uma didática dos sentidos (transposição didática,
interdisciplinaridade e contextualização). In: MELLO, G. N. Educação escolar brasileira: o que trouxemos do
século XX? São Paulo: Artmed, 2004. p. 59-64.
 
MENEZES, E. T. Verbete transposição didática. Dicionário Interativo da Educação Brasileira (EducaBrasil). São
Paulo: Midiamix, 2001. Consultado na internet em: 9 mar. 2021.
 
MIHAILIDIS, P.; COHEN, J. Exploring curation as a core competency in digital and media literacy education.
Journal of Interactive Media in Education, 2013, n. 1, p. 1-19.
 
PAIS, L. C. Transposição didática. In: MACHADO, S. D. A. (org.). Educação matemática: uma (nova) introdução.
3. ed. São Paulo: EDUC, 2010.
 
PERRENOUD, P. Práticas pedagógicas, profissão docente e formação: perspectivas sociológicas. Lisboa: Dom
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RIBEIRO, L. A. M.; GASQUE, K. C. G. D. Letramento informacional e midiático para professores do século XXI.
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SANTANA, T. Formação continuada de professores e transposição didática. Dissertação (Mestrado em
Educação) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2011.
 
SOARES, M. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 1998.
 
WILSON, C. et al. Alfabetização midiática e informacional: currículo para formação de professores. Brasília:
Unesco; UFTM, 2013.
	Tecnologia digital na construção do conhecimento
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Preparação
	Objetivos
	Introdução
	1. Alfabetização midiática e informacional
	Introdução
	Alfabetização e letramento
	Saiba mais
	Exemplo
	A distinção entre os dois termos pode ser útil para entendermos a amplitude do conceito de alfabetização informacional e midiática, que em última instância tem como finalidade a adaptação e a socialização das pessoas na Sociedade da Informação.
	Alfabetização informacional
	Reconhecer a necessidade informacional e articular essa necessidade.
	Localizar e acessar informações relevantes.
	Avaliar o conteúdo criticamente em termos de autoridade,representatividade, credibilidade e atualização.
	Extrair e organizar a informação.
	Sintetizar ou trabalhar em ideias abstraídas do conteúdo pesquisado.
	Comunicar, de maneira ética e responsável, seu entendimento sobre determinado tópico de maneira apropriada e por um meio apropriado.
	Estar capacitado a usar as tecnologias de informação e comunicação (TICs) para pesquisar, localizar, processar e comunicar a informação.
	Alfabetização midiática
	Compreender o papel e as funções das mídias nas sociedades democráticas.
	Compreender as condições nas quais essas funções podem ser realizadas.
	Avaliar com criticidade o conteúdo midiático.
	Engajar-se nas mídias para autoexpressão, diálogo intercultural e participação democrática.
	Aplicar as habilidades, incluindo as habilidades das TICs, para produzir conteúdos gerados por usuários.
	Atenção
	Alfabetização midiática e informacional
	O papel transversal das TICs.
	A ênfase na necessidade de avaliação crítica da informação e do conteúdo midiático.
	A importância do uso ético da informação.
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	Ao observamos a sociedade contemporânea, não nos resta dúvidas que o significado do saber mudou nos últimos tempos, e hoje é muito mais importante buscar e usar informações do que memorizá-las.A respeito desse tema, analise as afirmações a seguir:I. No contexto contemporâneo, as pessoas precisam ser alfabetizadas tanto informacional quanto midiaticamente para atuarem como cidadãs críticas e reflexivas, autônomas e responsáveis.II. A alfabetização informacional enfatiza a importância do acesso à informação e a avaliação do uso ético dessa informação.III. A alfabetização midiática enfatiza a capacidade de compreender as funções da mídia, de avaliar como essas funções são desempenhadas e de engajar-se racionalmente junto às mídias com vistas à autoexpressão.Agora assinale a alternativa correta:
	O programa Profissão Repórter, que a Rede Globo exibe desde 2008, revela os bastidores da notícia e mostra o processo de produção de reportagens, desde a reunião de pauta até edição, passando pela apuração de notícias, entrevistas e gravação de depoimentos. Tendo alcançado a marca de quinhentos programas, o jornalista Caco Barcellos e uma equipe de jovens repórteres vão às ruas para mostrar diferentes ângulos do mesmo fato, da mesma notícia. Podemos dizer que esse programa é um exemplo de programa televisivo que pode inspirar os espectadores (e também os alunos) a desenvolver:
	2. Processo de transposição didática digital
	Introdução
	Transposição didática
	E no que consistiram esses saberes?
	Saber sábio
	Saber a ensinar
	Saber ensinado
	Atenção
	O conteúdo é selecionado ou recortado a partir do que se considera relevante para constituir as competências definidas na proposta pedagógica.
	Alguns aspectos ou temas de uma disciplina são mais enfatizados, reforçados ou diminuídos.
	O conhecimento é dividido para facilitar a compreensão inicial pelos alunos e depois se volta a estabelecer a relação entre aquilo que foi dividido e o campo mais amplo no qual os elementos constitutivos estão inseridos.
	O conteúdo é distribuído no tempo na forma de uma sequência, um ordenamento, uma série linear ou não linear de conceitos e relações.
	É adotada uma forma específica de organizar e apresentar os conteúdos.
	Transposição didática digital
	Transposição midiática
	O ambiente de aprendizagem muda do espaço físico para o espaço on-line, mas a relação docente-saber-discente continua relativamente estável.
	Dimensão
	Impactos
	Pedagógica
	Social
	Gerencial
	Técnica
	Transposição informática
	Amplia-se aqui o papel do professor em relação às mídias e tecnologias, de acordo com a concepção adotada a respeito do processo de ensino-aprendizagem mediado pelas tecnologias.
	Concepção
	Papel do professor
	Centrada na dimensão tecnológica
	Centrada no acesso à informação
	Centrada em novas metodologias
	Centrada na construção do conhecimento
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	Questão 1
	A transposição didática é um conjunto de processos adaptativos que torna o saber sábio em saber a ensinar e pode ser representada pelo esquema a seguir:
	Os parênteses (I), (II) e (III) no esquema podem ser preenchidos corretamente com as seguintes expressões:
	Em matéria da revista Nova Escola, a coordenadora de pesquisa da Fundação Carlos Chagas declarou: “Um graduado em Letras pode atuar como professor ou tradutor. O que diferencia uma profissão da outra é a capacidade de ensinar e de fazer com que o aluno aprenda com base em conhecimentos didáticos”.A que conceito estudado neste módulo essa declaração faz referência?
	3. Estratégias de curadoria educacional
	Introdução
	Atenção
	Curadoria educacional
	Atualmente, a internet integra variados tipos de informação (notícias, produção científica, informes técnicos, comunicação pessoal, profissional e social, entretenimento) e diferentes mídias (vídeo, podcasts, textos, infográficos).
	O professor-curador
	Certamente não cabe ao curador adicionar mais conteúdo à avalanche de informações já disponíveis. Uma de suas funções, portanto, é ajudar os alunos a dar sentido às informações produzidas e acessíveis por meio de tecnologias digitais.
	Agregação
	Destilação
	Elevação
	Mistura (ou mash-up)
	Cronologia
	Análise
	Planejamento e design
	Desenvolvimento
	Implementação
	Avaliação
	O aluno-curador
	Saiba mais
	Metodologias ativas
	Práticas de curadoria
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	Pense na proposta da seguinte atividade: preparar uma apresentação de slides em PowerPoint com imagens e textos para mostrar que se compreendeu a ideia principal sobre um tema (etapa 1); gravar um podcast de 10 minutos explicando o tema com suas próprias palavras (etapa 2); e, por fim, fazer uma postagem em redes sociais resumindo, analisando e identificando os pontos básicos de um assunto (etapa 3).Essa atividade exemplifica qual prática de curadoria baseada em metodologias ativas?
	Em 6/1/2020, o site Porvir publicou uma matéria intitulada “Lista reúne 20 melhores aplicativos educacionais de 2019”. A seleção é feita anualmente pela Associação Americana de Bibliotecários Escolares e foi traduzida para o português pelo site a fim de permitir o acesso de professores e alunos a recursos utilizados em todo o mundo.Essa matéria descreve que modelo de curadoria?
	4. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore +
	Fala, mestre!
	Conteúdo interativo
	Conteúdo interativo
	Referências

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