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Perguntas Frequentes da Banca de TCC:
Fake News e Desinformação Eleitoral
Este documento apresenta uma compilação de perguntas potenciais que podem ser
feitas pela banca examinadora durante a defesa do Trabalho de Conclusão de Curso
(TCC) sobre “Fake News e Desinformação Eleitoral: Impactos na Democracia
Brasileira”. Para cada pergunta, são oferecidas sugestões de respostas fundamentadas
na pesquisa e na bibliografia do trabalho, visando auxiliar na preparação da defesa.
�. Sobre a Metodologia e Delimitação
Pergunta:
“Por que você escolheu focar especificamente no cenário brasileiro e não em uma
análise comparativa global?”
Sugestão de Resposta:
“A escolha de focar no cenário brasileiro, embora o fenômeno da desinformação seja
global, justifica-se pela singularidade e relevância do contexto nacional. O Brasil
apresenta características peculiares que o tornam um laboratório de estudo de
extrema importância. Primeiramente, a intensidade do uso de aplicativos de
mensagens como o WhatsApp para a disseminação de conteúdo, que difere de
outros países onde plataformas como Facebook ou X (antigo Twitter) predominam,
cria um ecossistema de desinformação com dinâmicas próprias. Em segundo lugar, a
atuação pioneira e robusta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tem emitido
resoluções específicas e inovadoras ‒ como a Resolução nº ��.���⁄����, que aborda a IA
e a responsabilidade das plataformas ‒ demonstra um esforço regulatório que merece
ser aprofundado. Essa abordagem permite uma análise mais detalhada das respostas
jurídicas e sociais a um problema complexo, oferecendo insights valiosos para a
formulação de políticas públicas e para a compreensão da resiliência democrática em
um ambiente digital específico.”
�. Sobre o Marco Legal (Capítulo �)
Pergunta:
“Você acredita que a Resolução nº ��.���⁄���� do TSE é suficiente para conter o avanço
das Deepfakes, ou o Direito está sempre ʻatrás’ da tecnologia?”
Sugestão de Resposta:
“É inegável que a tecnologia, especialmente no campo da Inteligência Artificial,
avança em um ritmo acelerado, muitas vezes desafiando a capacidade do Direito de
acompanhar e regulamentar. No entanto, a Resolução nº ��.���⁄���� do TSE representa
um avanço crucial e necessário no enfrentamento às deepfakes e à desinformação
eleitoral. Embora nenhuma legislação seja per se ʻsuficiente’ para conter um
fenômeno tão dinâmico, esta resolução é pioneira ao estabelecer a responsabilidade
objetiva das plataformas pela inação na remoção de conteúdo falso e ao exigir a
rotulagem clara de conteúdos gerados por IA. Ela sinaliza uma postura proativa da
Justiça Eleitoral, que não se limita a proibir, mas busca criar mecanismos de
transparência e responsabilização. O Direito, neste caso, não está apenas ʻatrás’, mas
está se adaptando e buscando equilibrar a liberdade de expressão com a
integridade do processo eleitoral, criando um arcabouço que, se não é definitivo, é
um passo fundamental para mitigar os riscos das novas tecnologias na democracia.”
�. Sobre a Responsabilidade das Plataformas
Pergunta:
“Até que ponto a moderação de conteúdo pelas Big Techs fere a liberdade de
expressão?”
Sugestão de Resposta:
“Esta é uma questão central e delicada, que exige um equilíbrio entre direitos
fundamentais. A liberdade de expressão, embora seja um pilar da democracia, não é
um direito absoluto. Ela encontra limites na proteção de outros direitos e bens
jurídicos, como a honra, a imagem e, no contexto eleitoral, a integridade do processo
democrático. A moderação de conteúdo pelas plataformas, quando realizada de
forma transparente, com base em critérios claros e em conformidade com a legislação,
não visa cercear a liberdade de expressão legítima, mas sim impedir o abuso desse
direito para a disseminação de desinformação, discurso de ódio ou incitação à
violência. O desafio reside em garantir que essa moderação não se torne uma forma
de censura privada, exigindo transparência algorítmica e a possibilidade de revisão
judicial das decisões das plataformas, como previsto no Marco Civil da Internet. O
objetivo é proteger o debate público saudável, não silenciar vozes legítimas.”
�. Sobre os Impactos Sociais (Capítulo �)
Pergunta:
“Se a educação midiática é uma solução de longo prazo, o que fazer para proteger as
eleições que ocorrerão no curto prazo?”
Sugestão de Resposta:
“O combate à desinformação eleitoral exige uma abordagem multifacetada e
híbrida, que combine estratégias de curto e longo prazo. A educação midiática, de
fato, é uma solução estrutural e de longo prazo, fundamental para construir uma
sociedade mais resiliente. No entanto, para as eleições que ocorrerão no curto prazo,
as medidas de ʻcomando e controle’ são indispensáveis. Isso inclui a atuação
enérgica da Justiça Eleitoral na remoção célere de conteúdos falsos, a colaboração
com as plataformas digitais para identificar e derrubar redes de desinformação, e a
fiscalização rigorosa do uso de IA e da propaganda eleitoral. É um esforço contínuo
de ʻapagar incêndios’ enquanto se constrói a ʻresistência ao fogo’. Sem as ações de
curto prazo, a democracia estaria desprotegida. Contudo, sem a educação midiática, a
sociedade permaneceria vulnerável, criando um ciclo vicioso de dependência da
intervenção judicial e regulatória, que pode, a longo prazo, gerar desconfiança e
sobrecarregar o sistema.”
�. Sobre a Neutralidade e Viés
Pergunta:
“Como garantir que o combate à desinformação não seja usado como ferramenta de
censura política por quem está no poder?”
Sugestão de Resposta:
“Essa é uma preocupação legítima e crucial para a manutenção da democracia. A
garantia de que o combate à desinformação não se transforme em censura reside em
alguns pilares fundamentais. Primeiramente, a independência e a imparcialidade
das instituições responsáveis por essa fiscalização, como o Tribunal Superior Eleitoral
no Brasil, são essenciais. Suas decisões devem ser baseadas em critérios técnicos e
jurídicos objetivos, e não em interesses políticos. Em segundo lugar, a transparência
nos processos de identificação e remoção de conteúdo é vital. As plataformas e os
órgãos reguladores devem ser claros sobre os motivos das remoções e permitir
mecanismos de contestação e revisão judicial. Além disso, a participação da
sociedade civil, da academia e de agências de fact-checking independentes é
fundamental para monitorar e auditar esses processos, garantindo que a definição de
ʻdesinformação’ seja baseada em fatos verificáveis e não em narrativas políticas. O
objetivo é proteger o debate democrático, não silenciar a crítica ou a oposição
legítima.”

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