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INTRODUÇÃO A PSICOLOGIA DO TRÂNSITO Disciplina: Psicologia do Trânsito Prof. Paula Furtado É uma área da Psicologia que estuda como os fatores psicológicos influenciam o comportamento das pessoas no trânsito. A análise comportamental dos indivíduos é feita em áreas urbanas e rurais, em grandes cidades e em pequenos municípios... A Psicologia dentro desse contexto proporcionou a sociedade uma melhor educação no trânsito, uma seleção mais adequada de motoristas, movimentos de conscientização no trânsito, entre outros. O QUE É A PSICOLOGIA DO TRÂNSITO? O TRÂNSTIO É UM FENÔMENO HUMANO. NÓS CRIAMOS O TRÂNSITO! O trânsito como fenômeno social e econômico faz parte da história da humanidade e, portanto, reflete os diferentes momentos de organização do espaço e das pessoas em torno da produção e circulação de produtos, serviços e informações. Adotar hábitos de circulação, utilizar redes cada vez mais intensas e regulares de comunicação entre culturas, com base nos recursos e tecnologias disponíveis, possibilitou a geração e a satisfação de necessidades humanas, sejam elas de sobrevivência básica, sejam de aperfeiçoamento de habilidades humanas de querer conhecer e estabelecer meios de acesso entre os diferentes povos (Cruz, Wit e Souza, 2020). PSICOLOGIA DO TRÂNSITO O trânsito deve considerar obrigatoriamente os fenômenos humanos! O trânsito é um espaço social, um conjunto de regras de convivência, um ambiente propício para a introdução de novas tecnologias, o que promove uma dinâmica de interferência constante na mobilidade humana e nas trocas sociais. A psicologia do trânsito tem mostrado especial interesse nos produtos dessa interação, bem como nas perspectivas interdisciplinares de compreensão do sistema trânsito. As principais áreas de estudo abrangem as condições de risco e vulnerabilidade das pessoas aos acidentes, habilidades, características biopsicológicas e culturais dos condutores e demais envolvidos no sistema trânsito, os meios tecnológicos, organizacionais e de fiscalização relativos à segurança viária. PSICOLOGIA DO TRÂNSITO A D B E C O QUE PODE SER TRABALHADO NA PSIC. DO TRÂNSITO? AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA PROMOÇÃO DO COMPORTAMENTO DEFENSIVO Realiza exames psicotécnicos para avaliar as condições psicológicas de motoristas, identificando possíveis riscos para a direção Enfatiza a importância da empatia, autocontrole e segurança emocional para reduzir comportamentos agressivos no trânsito e prevenir acidentes. ATENDIMENTO A INFRATORES EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO PREVENÇÃO DE ACIDENTES Conduz programas de reabilitação psicológica para motoristas infratores, visando mudança de comportamento e prevenção de reincidência. Ministrar cursos e treinamentos abordando a relação entre fatores psicológicos e a segurança tanto para profissionais quanto para a população em geral. Desenvolve e participa de campanhas educativas para promover comportamentos seguros no trânsito, focando na conscientização e mudança de atitudes. Em cenário mundial, temos alguns pontos marcantes: O processo de modernização da mobilidade humana se acentua nos séculos XVIII e XIV especialmente com desenvolvimento da máquina a vapor, e contribuiu acentuadamente para a expansão da indústria moderna que, por sua vez, foi a responsável pela fabricação dos primeiros veículos automotores. O primeiro automóvel a motor foi lançado em 1866 pela empresa alemã Daimler. Com o crescimento das vendas dos veículos, surgiu a necessidade de formular orientações e atitudes necessárias ao manejo dessa nova máquina, de modo que, já no ano de 1880, exigiam-se exames de aptidão para os condutores, sobretudo daqueles que atuariam profissionalmente. CONTEXTO HISTÓRICO CONTEXTO HISTÓRICO No início do século XX consolida-se o surgimento da Psicologia do Trânsito (traffic psychology) no cenário internacional. Hugo Münsterberg destacou-se como precursor ao aplicar testes psicológicos a motoristas de bondes, defendendo a psicologia aplicada ao contexto social. Nos primeiros 20 anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa Central, a motorização expandiu-se rapidamente. A atenção concentrou-se no desenvolvimento da indústria automobilística, nas habilidades do motorista, na organização do fluxo de veículos e na criação das primeiras leis de trânsito. O campo da Psicologia do Trânsito desenvolveu-se em estreita relação com a psicometria, a estatística e o estudo das habilidades mentais. Esse período foi marcado pela racionalização da produção e pelo uso crescente de medidas psicológicas. CONTEXTO HISTÓRICO No contexto da Primeira Guerra Mundial, a aplicação bem-sucedida de instrumentos psicométricos na seleção de combatentes e trabalhadores industriais ampliou o uso da avaliação psicológica. Esses procedimentos passaram a ser incorporados ao contexto do trânsito, visando à prevenção de acidentes. Por volta de 1939, Farmer e Chambers propuseram a teoria da “propensão ao acidente”, atribuindo os acidentes de trânsito a características de personalidade de determinados indivíduos. Essa perspectiva influenciou fortemente os estudos iniciais da área. No contexto pós Segunda Guerra Mundial, as pesquisas em relação a personalidade e diferenças individuais ganhou destaque, reforçando a ideia de que o condutor seria o principal responsável pelos acidentes. Os estudos focavam o comportamento de risco, a destreza e a execução dos movimentos. No final da década de 1940 e início da década de 1950: Os acidentes de trânsito passaram a ser analisados como um problema de saúde pública. Destacaram-se os estudos epidemiológicos de John Gordon e Helen Roberts sobre lesões, pedestres e a necessidade de políticas públicas preventivas. Nas décadas de 1950 a 1980: William Haddon desenvolveu uma abordagem sistêmica para a análise dos acidentes, culminando na Matriz de Haddon. O modelo integrou ser humano, veículo e ambiente nas fases pré-acidente, acidente e pós-acidente, influenciando políticas de segurança viária. Além disso, cresceu o interesse pelos estudos sobre percepção humana e fatores humanos no trânsito. Predominou a visão de que os motoristas enfrentavam limitações cognitivas diante da complexidade do ambiente de tráfego. CONTEXTO HISTÓRICO Nas décadas de 1970 a 1980: A psicologia cognitiva tornou-se dominante, com foco no processamento da informação durante a condução. O ato de dirigir passou a ser compreendido como um processo que envolve atenção, percepção, decisão e ação. Na década de 1990 e final do século XX: Intensificaram-se os estudos sobre comportamentos automatizados e semiautomatizados na condução. Apesar da diversidade de modelos teóricos, a Psicologia do Trânsito ainda carecia de uma base teórica unificada. O campo passou a concentrar esforços na identificação de preditores do erro, do comportamento de risco e dos acidentes. Reconheceu-se a necessidade de um modelo abrangente do comportamento do condutor CONTEXTO HISTÓRICO No início do século XXI: a Psicologia do Trânsito passou a incorporar contribuições da psicologia ambiental, social e sociocognitiva. O comportamento no trânsito passou a ser compreendido também à luz de fatores políticos, econômicos e institucionais. Os fatores comportamentais consolidaram-se como os principais determinantes dos acidentes de trânsito. Estudos passaram a evidenciar a relação entre agressividade, álcool, velocidade, fadiga, distração e comportamento de risco. Atualmente, A área apresenta ampla produção científica, publicações especializadas e expansão da formação profissional. Destacam-se as ações voltadas à prevenção, educação no trânsito, segurança viária e promoção da saúde. CONTEXTO HISTÓRICO A modernização dos transportes no Brasil iniciou-se no final do século XIX, acompanhando os efeitos da Revolução Industrial. A introdução dos bondes a vapor, em 1862, e posteriormente dos bondes elétricos, a partir de 1892, marcou o início da transformação da mobilidade urbana, refletindo desigualdades sociais no acesso ao transporte. Os primeiros automóveis chegaramao Brasil na década de 1890 e rapidamente passaram a integrar o cotidiano urbano, contribuindo para o surgimento dos primeiros problemas de trânsito. Diante desse cenário, em 1906 foi instituído o exame obrigatório para habilitação de motoristas, representando um marco legal relevante. CONTEXTO HISTÓRICO (BRASIL) A Psicologia do Trânsito no Brasil desenvolveu-se em consonância com a consolidação da psicologia como ciência e profissão, ainda na primeira metade do século XX. O desenvolvimento da Psicologia do Trânsito no país foi influenciado pelos ciclos econômicos e sociais, pela urbanização crescente, pela expansão das cidades e rodovias e pela disseminação dos meios de transporte individuais e coletivos. As avaliações de habilidades de condutores, as pesquisas sobre acidentes e comportamentos de risco e os marcos legais relacionados à habilitação criaram as bases para o desenvolvimento da área, influenciado pelos processos de urbanização, expansão dos transportes e aumento dos problemas viários ao longo do século XX. CONTEXTO HISTÓRICO (BRASIL) Pensando em Trânsito no contexto Santareno... 01 Como podemos definir o trânsito em nossa cidade? 03 O que é necessário ser feito, na sua opinião, em termos de prevenção, cuidado e resolução de problemas? 02 Quais os principais fatores de risco que você identifica no nosso trânsito?