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Esse resumo é do material:

C-Exp-SupLinux-PR
80 pág.

Informática

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## Resumo do Guia de Estudo Linux – SLES 11 (Marinha do Brasil, Centro de Instrução Almirante Alexandrino)Este guia de estudo, elaborado para o Curso Expedito de Supervisor Linux da Marinha do Brasil, apresenta uma introdução detalhada ao sistema operacional Linux, com foco na distribuição SUSE Linux Enterprise Server (SLES) 11. O material aborda desde a história e filosofia do Linux até aspectos práticos como instalação, estrutura de arquivos, permissões, comandos, gerenciamento de pacotes e serviços essenciais para administração de sistemas.### Histórico e Filosofia do LinuxO Linux tem suas raízes no sistema UNIX, desenvolvido inicialmente nos anos 1960 e 1970 nos Laboratórios Bell da AT&T. UNIX foi um sistema pioneiro que influenciou profundamente o desenvolvimento de sistemas operacionais modernos. Em 1991, Linus Torvalds, inspirado pelo UNIX e pelo sistema Minix, iniciou o desenvolvimento do kernel Linux, que rapidamente evoluiu para um projeto colaborativo global, mantido por uma comunidade de desenvolvedores e empresas. O Linux é caracterizado por ser multitarefa, multiusuário, portátil para diversas arquiteturas de hardware, baseado em padrões POSIX e, principalmente, por ser um software livre.A filosofia do software livre, fundamental para o Linux, é baseada em quatro liberdades essenciais para os usuários: executar, estudar, modificar e distribuir o software. Essas liberdades garantem que o software seja acessível, transparente e colaborativo, promovendo a independência tecnológica e o compartilhamento de conhecimento. O conceito de copyleft, presente em licenças como a GNU GPL, assegura que essas liberdades sejam mantidas em todas as redistribuições e modificações do software, impedindo que ele se torne proprietário. O guia também diferencia o movimento Free Software, mais ideológico, do movimento Open Source, mais pragmático, ambos convergindo para a promoção do software aberto, mas com abordagens distintas.### Distribuições Linux e Conceitos RelacionadosO Linux, enquanto kernel, é complementado por um conjunto de utilitários e programas que formam as distribuições Linux. Cada distribuição possui características próprias, adaptadas a diferentes públicos e necessidades. O guia destaca algumas das principais distribuições:- **Debian**: Focada em software livre e amplamente usada no meio acadêmico, utiliza pacotes DEB.- **Mandriva**: Voltada para usuários finais, com interface amigável, resultado da fusão entre Mandrakesoft e Conectiva.- **Red Hat/Fedora**: Introduziu o formato RPM e mantém o Red Hat Enterprise Linux para uso corporativo.- **SUSE/openSUSE**: Com foco no mercado europeu, conhecida pela adaptação para processadores SPARC e pelo projeto openSUSE que incentiva a colaboração comunitária.Além disso, o guia apresenta conceitos importantes como o Filesystem Hierarchy Standard (FHS), que padroniza a estrutura de diretórios em sistemas Linux, e o Linux Standard Base (LSB), que amplia essa padronização para bibliotecas e formatos de instalação, facilitando a interoperabilidade entre distribuições.### Instalação, Particionamento e Configuração InicialA instalação do Linux SLES 11 é apresentada com ênfase na preparação adequada, incluindo a coleta de informações essenciais como espaço em disco, memória RAM, nome do servidor, configurações de rede (IP, máscara, gateway, DNS) e o propósito do servidor. O particionamento do disco é detalhado, explicando os tipos de partições:- **Primária**: Até quatro por disco, onde podem residir sistemas operacionais.- **Estendida**: Uma partição primária que pode conter múltiplas partições lógicas.- **Lógica**: Partições dentro da estendida, usadas para armazenar dados.O guia recomenda um planejamento cuidadoso do particionamento, considerando o uso do servidor, para otimizar desempenho e organização. Por exemplo, a partição swap deve ter tamanho entre o mínimo da RAM e o dobro, dependendo do tipo de servidor. Diretórios como `/boot`, `/tmp`, `/var`, `/home`, `/opt` e `/srv` devem ser dimensionados conforme a função do servidor (arquivo, banco de dados, web, correio eletrônico).O conceito de runlevels é explicado como uma forma de controlar o estado do sistema, desde desligamento (0), modo de manutenção (1), até modos multiusuário com ou sem interface gráfica (3 e 4). O comando `init` permite alterar o runlevel para gerenciar serviços e modos de operação.### Sistema de Arquivos e Estrutura de DiretóriosO sistema de arquivos Linux organiza o armazenamento de dados e programas em uma estrutura hierárquica em forma de árvore, com o diretório raiz `/` no topo. O guia destaca a importância do sistema de arquivos para o controle de permissões, organização e acesso eficiente aos dados. O processo de acesso a dispositivos envolve particionamento, formatação, criação do sistema de arquivos e montagem no sistema.São descritos os sistemas de arquivos mais comuns no Linux:- **ext2**: Sistema antigo, sem journaling.- **ext3**: Sucessor do ext2, com journaling para maior segurança e recuperação rápida.- **vfat**: Compatível com FAT16/FAT32 do Windows, usado para interoperabilidade.- **nfs**: Sistema de arquivos de rede para montagem remota.- **iso9660**: Para acesso a CD-ROMs.- **reiserfs**: Avançado, com bom desempenho para muitos arquivos pequenos.- **proc**: Sistema virtual que fornece informações do sistema.- **swap**: Espaço reservado para memória virtual.A estrutura de diretórios é detalhada, explicando a função dos principais diretórios, como `/bin` (comandos essenciais), `/boot` (arquivos de inicialização), `/dev` (dispositivos), `/etc` (configurações), `/home` (diretórios dos usuários), `/lib` (bibliotecas), `/tmp` (arquivos temporários), `/usr` (programas e dados de usuário), `/var` (arquivos variáveis como logs), entre outros. O guia enfatiza a padronização para facilitar a administração e o desenvolvimento.### Serviços e Ferramentas EssenciaisO guia também aborda ferramentas e serviços importantes para administração de sistemas Linux, como o Samba, que permite a integração de redes Linux e Windows, compartilhando arquivos e impressoras via protocolo SMB/CIFS. O Samba pode atuar como servidor de arquivos, servidor de impressão, controlador de domínio primário e realizar validação de usuários Windows, sendo uma solução robusta para ambientes heterogêneos.Outros tópicos abordados no índice, embora não detalhados no trecho fornecido, incluem o uso do shell Bash, permissões e propriedades de arquivos, comandos e utilitários para manipulação de arquivos e texto, edição com o editor vi/vim, gerenciamento de pacotes com RPM e Zypper, configuração de firewall, servidores web Apache, roteamento com Quagga, e administração via Webmin.---### Destaques- O Linux é um sistema operacional livre, multitarefa e multiusuário, baseado no kernel desenvolvido por Linus Torvalds, inspirado no UNIX.- A filosofia do software livre garante quatro liberdades essenciais: executar, estudar, modificar e distribuir o software, com o copyleft assegurando a manutenção dessas liberdades.- Distribuições Linux combinam o kernel com utilitários e programas, cada uma com características específicas para diferentes públicos e usos.- A instalação do Linux requer planejamento cuidadoso do particionamento do disco, configuração de rede e definição do propósito do servidor.- O sistema de arquivos Linux é organizado hierarquicamente, com padrões como FHS e LSB para padronização, e utiliza sistemas de arquivos como ext3 com journaling para maior segurança.- O Samba é uma ferramenta fundamental para integração de redes Linux e Windows, permitindo compartilhamento eficiente de recursos.

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