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22/12/2021 09:11 Resíduos Sólidos
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Resíduos Sólidos
Gestão Ambiental e Responsabilidade Social
1. Introdução
Você pensa no “lixo” que produz no seu dia a dia? Se não, deveria, porque o mundo não suporta
mais tanto recurso natural sendo extraído para seu consumo exagerado e nem tem mais lugar para
fazer o depósito de tanto lixo produzido. Será que a pessoa com uma consciência maior de educação
ambiental produz menos “lixo” e faz escolhas melhores dos produtos que compra? Pense um pouco
sobre isso antes de continuar seus estudos.
É evidente que, com o passar dos séculos, a tipologia dos resíduos e rejeitos tende a ser diferente, e
com isso, é necessário que haja uma adaptação para saber lidar com esse material, buscando por
métodos que reutilizem, o máximo, resíduos e propor melhorias para que diminua o volume de
rejeitos.
Veja aqui um panorama mais atualizado, de 2018/2019.
A composição do “lixo” do início do século XX é a mesma que a do século XXI? Em qual dos dois
séculos a composição do lixo é formada mais por materiais plásticos, equipamentos eletrônicos,
materiais de isopor, pilhas e bateria de celular? O impacto do descarte destes materiais no meio
ambiente é o mesmo que os de matéria orgânica, predominante no início do século XX?
http://abrelpe.org.br/download-panorama-2018-2019/
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2. Definição e Classificação de Resíduos
Sólidos
A palavra “lixo” é uma palavra usada no dia a dia das pessoas, porém ela não é o termo correto. O
que vamos usar de agora em diante são as palavras “Resíduos” e “Rejeitos”, pois são estas as
palavras corretas para o que vulgarmente chamávamos de “lixo”. Vamos ver o que elas significam.
Resíduo sólido, segundo a Lei 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos
(PNRS), é todo aquele
“material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em
sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a
proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos
cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em
corpos d’água, ou exijam, para isso, soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da
melhor tecnologia disponível”.
Os resíduos sólidos e semissólidos resultam de atividades de diversas origens como, por exemplo,
resíduos gerados nas nossas casas/residências e nas indústrias e hospitais (ABNT, 2004). O Serviço
Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE, 2015) relata que resíduo é tudo
aquilo que tem valor econômico e pode ser reciclado e reaproveitado.
Já rejeito é definido pela Lei 12.305/2010, que institui Política Nacional de Resíduos Sólidos
(PNRS), como sendo todo o resíduo sólido que
“[...] depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos
tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade
que não a disposição final ambientalmente adequada”.
Logo, rejeito é todo resíduo que não pode ser mais reciclado ou reaproveitado (SEBRAE, 2015).
Com o conhecimento do que é resíduo e do que é rejeito, analise as figuras abaixo e identifique o
que é resíduo e o que é rejeito. 
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Logo, podemos observar que as imagens 1, 2 e 4 são caracterizados como resíduos. Na imagem 1,
temos vários plásticos que podem ser triturados e convertidos em sacolas plásticas. Já na imagem
2, temos matérias orgânicas, excelente material para ser utilizado na compostagem, e na imagem 4,
uma vez aplicada a logística reversa, partes do aparelho telefônico podem ser reaproveitadas. Na
imagem 3, é caracterizado como rejeito, pois se trata de material biológico.
Vamos começar falando sobre o s Resíduos Sólidos. Não podemos afirmar que todos eles são iguais,
pois há vários tipos de resíduos e eles são classificados de acordo com sua composição química,
origem e periculosidade. Vamos conhecê-los?
Os resíduos classificados quanto a sua composição química podem ser orgânicos e
inorgânicos. Os orgânicos são aqueles “provenientes de matéria viva (animal ou vegetal), como
restos de alimentos, podas de jardim, papel, madeira, etc.” (SEBRAE, 2015, p.5). Já os inorgânicos
são aqueles provenientes “de origem não viva e derivados especialmente de materiais como o
plástico, o vidro, os metais, a borracha, etc.” (p.5).
Resíduo ou Rejeito?
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Quanto à origem, a Lei 12.305/2010, que institui Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS),
no seu Art. 13, classifica os resíduos sólidos em 11 tipos:
Resíduo orgânico ou inorgânico?
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1. Resíduos domiciliares: os originários de atividades domésticas em residências
urbanas.
2. Resíduos de limpeza urbana: os originários da varrição, limpeza de logradouros e
vias públicas e outros serviços de limpeza urbana. 
3. Resíduos sólidos urbanos: os englobados nas alíneas “a” e “b”. 
4. Resíduos de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços: os gerados
nessas atividades, excetuados os referidos nas alíneas “b”, “e”, “g”, “h” e “j”. 
5. Resíduos dos serviços públicos de saneamento básico: os gerados nessas
atividades, excetuados os referidos na alínea “c”. 
6. Resíduos industriais: os gerados nos processos produtivos e instalações industriais. 
7. Resíduos de serviços de saúde: os gerados nos serviços de saúde, conforme definido
em regulamento ou em normas estabelecidas pelos órgãos do Sistema Nacional do Meio
Ambiente (Sisnama) e do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS). 
8. Resíduos da construção civil: os gerados nas construções, reformas, reparos e
demolições de obras de construção civil, incluídos os resultantes da preparação e
escavação de terrenos para obras civis. 
9. Resíduos agrossilvopastoris: os gerados nas atividades agropecuárias e silviculturais,
incluídos os relacionados a insumos utilizados nessas atividades. 
10. Resíduos de serviços de transportes: os originários de portos, aeroportos, terminais
alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de fronteira. 
11. Resíduos de mineração: os gerados na atividade de pesquisa, extração ou
beneficiamento de minérios; [...].
Mais à frente, abordaremos sobre os resíduos sólidos urbanos (RSU).
Para finalizar a classificação dos resíduos, falta falar da periculosidade. Segundo a Lei
12.305/2010, que institui Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), os resíduos perigosos e
não perigosos são:
1. a) resíduos perigosos: aqueles que, em razão de suas características de inflamabilidade,
corrosividade, reatividade, toxicidade, patogenicidade, carcinogenicidade,
teratogenicidade e mutagenicidade, apresentam significativo risco à saúde pública ou à
qualidade ambiental, de acordo com lei, regulamento ou norma técnica; 
b) resíduos não perigosos: aqueles não enquadrados na alínea ‘a’.
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3. Política Nacional de Resíduos Sólidos(PNRS)
Com o crescimento da produção de resíduos e rejeitos na sociedade moderna, o meio ambiente e a
saúde humana têm sofrido graves problemas. Esses problemas, dentre outros, são resultados do
manejo e destinação inadequada dos resíduos e rejeitos, e também da exploração intensa dos
recursos naturais para fabricação dos produtos tão desejados e usados na modernidade.
Para tentar organizar a forma como o Brasil lida com os resíduos e rejeitos produzidos, e para
poder cobrar dos setores públicos e privados a forma correta de gerenciar seus resíduos e rejeitos,
foi criada, no ano de 2010, a Lei nº 12.305, que trata sobre Política Nacional de Resíduos Sólidos
(PNRS). 
A Lei nº 12.305/2010 (BRASIL, 2010) deixa claro que TODOS têm responsabilidade sobre os
resíduos produzidos. Então, já tinha passado pela sua cabeça que VOCÊ é responsável pelo resíduo
que produz? Por isso, é importante sempre estudar e adquirir novos conhecimentos, pois eles irão
sempre promover novas informações que levarão à maior conscientização e transformação no nosso
modo de vida. À frente, vamos estudar um pouco mais sobre o que diz essa a Lei nº 12.305/2010.
A PNRS apresenta 15 objetivos, sendo que o primeiro já aborda a saúde pública e a qualidade do
meio ambiente. Vamos conhecer cada um deles.
No Art. 7º da Lei nº 12.305/2010, os 15 objetivos do PNRS são assim definidos:
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I - proteção da saúde pública e da qualidade ambiental; 
II - não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, bem
como disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos; 
III - estímulo à adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo de bens e serviços; 
IV - adoção, desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias limpas como forma de
minimizar impactos ambientais; 
V - redução do volume e da periculosidade dos resíduos perigosos; 
VI - incentivo à indústria da reciclagem, tendo em vista fomentar o uso de matérias-primas e
insumos derivados de materiais recicláveis e reciclados; 
VII - gestão integrada de resíduos sólidos; 
VIII - articulação entre as diferentes esferas do poder público, e destas com o setor
empresarial, com vistas à cooperação técnica e financeira para a gestão integrada de resíduos
sólidos; 
IX - capacitação técnica continuada na área de resíduos sólidos; 
X - regularidade, continuidade, funcionalidade e universalização da prestação dos serviços
públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, com adoção de mecanismos
gerenciais e econômicos que assegurem a recuperação dos custos dos serviços prestados, como
forma de garantir sua sustentabilidade operacional e financeira, observada a Lei nº 11.445, de
2007; 
XI - prioridade, nas aquisições e contratações governamentais, para: 
1. a) produtos reciclados e recicláveis; 
2. b) bens, serviços e obras que considerem critérios compatíveis com padrões de consumo
social e ambientalmente sustentáveis; 
XII - integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas ações que envolvam
a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos; 
XIII - estímulo à implementação da avaliação do ciclo de vida do produto; 
XIV - incentivo ao desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental e empresarial voltados
para a melhoria dos processos produtivos e ao reaproveitamento dos resíduos sólidos,
incluídos a recuperação e o aproveitamento energético; 
XV - estímulo à rotulagem ambiental e ao consumo sustentável
A implantação desses objetivos promoverá um mundo melhor para TODOS. É possível colocar em
prática todos esses objetivos, mas isso vai depender da força de vontade, da conscientização de que
um depende do outro para ter qualidade de vida, e da educação ambiental. Não é fácil, porque,
infelizmente, a maioria das pessoas pensa somente no “próprio umbigo”, mas isso está mudando.
De acordo com Ecycle (2018, p.1), os objetivos presentes na PNRS são possíveis e viáveis de serem
cumpridos, porque, na Lei nº 12.305/2010, há “incentivo à coleta seletiva e à reciclagem, práticas
de educação sanitária e ambiental, incentivos fiscais e à logística reversa”; também há incentivo
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quanto à criação e ao desenvolvimento de cooperativas e associações de catadores de recicláveis.
Para que PNRS seja implantada, não basta somente criar uma lei e pronto. Devem-se criar
formas/maneiras de essa lei ser implantada. Para que PNRS saísse do papel e estivesse no dia a dia
da população, a própria PNRS deixou escrito o caminho a seguir, ou seja, a criação de um Plano.
Este Plano é um documento que contempla um diagnóstico, cenário, diretrizes, estratégias e metas
para cada tipo de resíduo.
O Plano, que deve ser norteador dos demais, é o Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS,
mesma sigla da Política Nacional de Resíduos Sólidos) cuja elaboração é de responsabilidade da
União. Cada Estado brasileiro, em seguida, deveria criar o seu Plano Estadual de Resíduos Sólidos
(PERS) com base na sua realidade. Depois, cada município deveria criar o seu Plano Municipal de
Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS).
A PNRS permite que sejam criados planos entre microrregiões ou intermunicípios. O importante é
que exista um Plano com o diagnóstico, diretrizes, estratégias e metas para serem seguidas; assim,
é possível alcançar a redução dos resíduos e sua destinação adequada. Todas essas informações se
encontram no Art.14 da Lei nº 12.305/2010 (BRASIL, 2010). Para ter mais informações sobre o que
se deve conter no Plano de Resíduos Sólidos (Planos: Federal, Estadual ou Municipal), acesse os
Art. 15, 16, 17, 18 e 19 da Lei nº 12.305/2010.
Além da União, Estados e Municípios têm que ter um Plano de Resíduos Sólidos. A Lei nº
12.305/2010 apresenta, no Art. 20, que cada estabelecimento/empresa deve ter um Plano de
Gerenciamento de Resíduos Sólidos. Preste atenção que agora está sendo falado em
“gerenciamento”, ou seja, como ele vai lidar (coleta, transporte, tratamento e destinação final) com
os resíduos sólidos e rejeitos. O Plano de Gerenciamento deve estar de acordo com o Plano
Municipal Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS), e de acordo com o Art. 21 da Lei nº
12.305/2010. Também deve conter:
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I - descrição do empreendimento ou atividade; 
II - diagnóstico dos resíduos sólidos gerados ou administrados, contendo a origem, o volume e
a caracterização dos resíduos, incluindo os passivos ambientais a eles relacionados; 
III - observadas as normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do SNVS e do Sistema
Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa) e, se houver, o plano municipal de
gestão integrada de resíduos sólidos: 
a) explicitação dos responsáveis etapa a etapa do gerenciamento de resíduos sólidos; 
b) definição dos procedimentos operacionais relativos às etapas do gerenciamento de
resíduos sólidos sob responsabilidade do gerador; 
IV - identificação das soluções consorciadas ou compartilhadas com outros geradores; 
V - ações preventivas e corretivas a serem executadas em situações de gerenciamento incorreto
ou acidentes; 
VI - metas e procedimentos relacionados à minimização da geração de resíduos sólidos e,
observadas as normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do SNVS e do Suasa, à
reutilização e reciclagem; 
VII - se couber, ações relativas à responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos
produtos, na forma do art. 31; 
VIII - medidas saneadoras dos passivos ambientais relacionados aos resíduos sólidos; 
IX - periodicidade de sua revisão, observado, se couber, o prazo de vigência da respectiva
licença de operaçãoa cargo dos órgãos do Sisnama. 
§ 1 O plano de gerenciamento de resíduos sólidos atenderá ao disposto no plano municipal
de gestão integrada de resíduos sólidos do respectivo Município, sem prejuízo das normas
estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do SNVS e do Suasa. 
§ 2 A inexistência do plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos não obsta a
elaboração, a implementação ou a operacionalização do plano de gerenciamento de
resíduos sólidos. 
§ 3 Serão estabelecidos em regulamento: 
I - normas sobre a exigibilidade e o conteúdo do plano de gerenciamento de resíduos sólidos
relativo à atuação de cooperativas ou de outras formas de associação de catadores de
materiais reutilizáveis e recicláveis; 
II - critérios e procedimentos simplificados para apresentação dos planos de gerenciamento de
resíduos sólidos para microempresas e empresas de pequeno porte, assim consideradas as
definidas nos incisos I e II do art. 3 da Lei Complementar n 123, de 14 de dezembro de 2006,
desde que as atividades por elas desenvolvidas não gerem resíduos perigosos.
o
o
o
o o
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A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) foi um grande avanço para desenvolvimento
sustentável, porque regulamentou a destinação final dos resíduos, tratou da sua gestão, trouxe a
obrigatoriedade da logística reversa, deixou claro que todos são responsáveis na gestão dos
resíduos (responsabilidade compartilhada), incentivou a indústria de reciclagem, valorizou e
incluiu o trabalho tão importante realizado pelos catadores de material reciclável, além de proibir
os “lixões” (depósitos de resíduos a céu aberto sem tratamento da área para receber os produtos).
Também deu prazo de fechamento dos que existiam até 2014. Para a destinação correta dos
rejeitos, deveriam ser construídos aterros sanitários (KONRAD; CALDERAN, 2011).
Como toda lei, ainda há muito que se concretizar como, por exemplo, a implantação de aterro
sanitário. Os lixões deveriam estar extintos desde 2014, mas ainda existem no nosso país. Segundo
pesquisa da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais
(ABRELPE, 2018), o Brasil ainda deposita 40,5% dos resíduos em lugares incorretos como os
lixões. Segundo Ecycle (2018, p.1), “um projeto de lei está sendo analisado para uma prorrogação
no prazo para substituir os lixões por aterros sanitários até 2024”. Esse tipo de atitude dos nossos
governantes (de sempre prorrogar prazos) ainda demonstra pouco conhecimento sobre os efeitos
maléficos dos “lixões” para a saúde da população e para qualidade de vida de todos os seres vivos.
Nossos políticos não sabem o verdadeiro significado da palavra “Desenvolvimento Sustentável”.
Você já teve contato com um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRSS)? Se não,
agora é sua chance. Visite o arquivo e saiba como é o PGRSS. Lembre-se que o PGRSS é um
“documento que direciona os procedimentos relacionados à gestão dos resíduos, sendo planejado
e implementado com embasamento científico e das normas vigentes estabelecidas, visando à
minimização da produção dos resíduos, encaminhamento seguro e eficaz dos resíduos gerados,
promoção da saúde ocupacional dos envolvidos na sua manipulação, minimização de riscos e
preservação da saúde pública e do ambiente”.
4. Resíduos Sólidos Urbanos
Segundo o Plano Nacional de Resíduos Sólidos (2011), os resíduos sólidos urbanos (RSU) são
compostos pelos resíduos domiciliares e de limpeza urbana. 
Quais seriam esses resíduos domiciliares? E os de limpeza urbana?
Os resíduos domiciliares são compreendidos pelos restos de comidas (matéria orgânica), papel e
papelão, plásticos, vidro, metais e outros. Já os de limpeza urbana são decorrentes da varrição,
limpeza de logradouros e vias públicas e outros serviços de limpeza urbana.
https://www.sema.ce.gov.br/wp-content/uploads/sites/36/2018/12/Caderno-Banco-de-Dados.pdf
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Você sabia que os RSU podem ser também classificados como resíduos perigosos? Pois é, de acordo
com a ABNT NBR 10004:2004, os RSU podem ser classificados como resíduos perigosos (Classe I)
e não perigosos (classe II). Os não perigosos ainda são subdivididos em Classe II A (não-inertes) e
classe II B (inertes).
No ano de 2017, segundo o Plano Estadual de Resíduos Sólidos do Espírito Santo (2019), o estado
gerou cerca 861.308 toneladas de RSU. Sendo que 41% correspondem aos resíduos inertes (classe II
B), seguido pelos não-inertes (classe II A) com 36%, e os perigosos (classe I) com 22%.
Outro ponto que se pode observar quanto aos RSU é que envolvem uma grande variedade de temas
interligados como a questão da logística reversa, da coleta seletiva, da atuação dos catadores de
materiais reutilizáveis e recicláveis, da compostagem e da recuperação energética. Sendo assim, a
seguir, iremos abordar sobre duas temáticas pouco faladas e colocadas em prática no nosso dia a
dia.
Para melhor entendimento da classificação dos resíduos, acesse o arquivo e dê uma olhada no item
4 da NBR 10004:2004:
Evolução da geração estimada de RSU no Espírito Santo.
Conheça a Lei nº 12.305/2010 na íntegra.
http://www.suape.pe.gov.br/images/publicacoes/normas/ABNT_NBR_n_10004_2004.pdf
https://cead.uvv.br/conteudo/wp-content/uploads/2020/02/aula_gessoc_top04_img01.png
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12305.htm
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4.1. Compostagem
Dos resíduos sólidos gerados no Brasil, 52% é constituído por resíduos orgânicos (IPEA, 2015). Este
tipo de material que tem como principal característica a rápida degradação, possui como destino
final, na maioria das vezes, os aterros sanitários.
Entretanto, neste tipo de ambiente o processo de degradação é basicamente anaeróbio, e tem como
consequência a geração de produtos indesejáveis, tais como o chorume e o gás metano, ambos
causadores de significativa poluição. Além disso, reduz o tempo de vida útil dos aterros e gera
despesas que poderiam ser evitadas. Logo, fica evidente que o tratamento da fração orgânica dos
resíduos sólidos urbanos é indispensável para eficiência da gestão ambiental das municipalidades
brasileiras, de forma que essa classe de resíduos deve ser coletada e tratada em locais adequados,
desviando esse material dos aterros e evitando ou diminuindo o volume desperdiçado diariamente
nesses ambientes.
Uma tática viável e sustentável de desviar os resíduos orgânicos dos aterros sanitários é através da
compostagem. A Lei 12.305 de 2010 que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos corrobora
com tal afirmativa, uma vez que estabelece como a destinação final ambientalmente adequada à
compostagem, possibilitando evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, esclarecendo
que apenas rejeitos devem ser dispostos nos aterros sanitários.
A compostagem trata-se de uma decomposição biológica da substância orgânica biodegradável, sob
condições controladas de aerobiose, temperatura e umidade, gerando ao final um produto estável e
rico em matéria orgânica (DE BERTOLDI et al., 1983; KIEHL, 2004). Ao final do processo, essa
técnica reduz em mais de 60% o volume de resíduo. Dentre os vários tipos de compostagem
existentes, alguns estudos indicam a compostagem domiciliar como alternativa promissora para
reciclagem da fração orgânica gerada em domicílios (ADHIKARI et al., 2010; EVANS, 2012).
A compostagem domiciliar pode ser entendida como uma alternativa descentralizada de tratamento
dos resíduos sólidos orgânicos de pequena ou média escala. Esse processo utiliza tecnologias de
baixo custo e proporciona a redução da quantidade de resíduos no local onde foi geradoe,
consequentemente, de resíduos coletados pelo setor de limpeza, ocasionando a minimização nos
custos com transportes (MASSUKADO, 2008).
A compostagem contribui para o aumento da vida útil de aterros sanitários, reduz os impactos
ambientais que estão associados à degradação dos resíduos orgânicos em locais inadequados e
diminui investimentos em materiais de infraestrutura e energéticos para o tratamento.
4.2. Logística Reversa
A Logística Reversa (LR) está diretamente relacionada com o que já estudamos, ou seja, com a Lei
n° 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que foi
regulamentada pelo decreto n° 7.404/2010. Em seus objetivos, presentes no Art.7, a LR está
presente nas alíneas:
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“[...]
VIII - articulação entre as diferentes esferas do poder público, e destas com o setor
empresarial, com vistas à cooperação técnica e financeira para a gestão integrada de resíduos
sólidos; 
XIV - incentivo ao desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental e empresarial voltados
para a melhoria dos processos produtivos e ao reaproveitamento dos resíduos sólidos,
incluídos a recuperação e o aproveitamento energético; [...]”.
No Art. 3 da PNRS, a LR é definida como sendo “instrumento de desenvolvimento econômico e
social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a
coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo
ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada”
(BRASIL, 2010, p.1). Ou seja, o que a indústria produz, após o uso pelo destinatário final, deve
retornar para que ela (indústria) faça o reaproveitamento e/ou destinação correta sem prejudicar o
meio ambiente. Na LR, todos têm responsabilidade compartilhada, ou seja, é uma responsabilidade
da indústria que produz, do profissional/cidadão que usa o produto, e do governo (Federal,
Estadual e Municipal) que vai gerenciar e fiscalizar todo processo. LR é uma questão de
desenvolvimento sustentável e todos os profissionais da área da saúde precisam ter conhecimentos
sobre o assunto, além de colocar em prática no dia a dia. Só temos um planeta para viver e
precisamos cuidar bem dele!
Leia o artigo “LOGÍSTICA REVERSA. Sua importância no cenário ambiental, social e econômico” e
conheça mais sobre a logística reversa nos diferentes cenários.
5. Conclusão
Resíduos e rejeitos são as palavras corretas a serem usadas (ao invés da palavra lixo, que é tão
comumente usado no dia a dia). Resíduo é tudo aquilo que pode ser reaproveitado, enquanto rejeito
é tudo aquilo que já foi usado e não pode ser mais reciclado ou reaproveitado. Os resíduos e rejeitos
são produzidos no dia a dia de todas as profissões e estão aumentando a cada dia, levando a
problemas ambientais e de saúde humana gravíssima, quando são manejados e destinados de
forma inadequada. No Brasil, para tentar minimizar os problemas com os resíduos e rejeitos
produzidos, foi criada a Lei nº 12.305/2010 que trata sobre Política Nacional de Resíduos Sólidos
http://www.unirv.edu.br/conteudos/fckfiles/files/LOG%C3%8DSTICA%20REVERSA_Sua%20import%C3%A2ncia%20no%20cen%C3%A1rio%20ambiental,%20social%20e%20econ%C3%B4mico.pdf
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https://cead.uvv.br/graduacao/conteudo.php?aula=residuos-solidos&dcp=gestao-ambiental-e-responsabilidade-social&topico=4 14/16
(PNRS). Para efetivação da PNRS, é importante a criação de um Plano, ou seja, de um documento
que contempla um diagnóstico, cenário, diretrizes, estratégias e metas para cada tipo de resíduo
para União, para Estados e para Municípios brasileiros.
Sendo assim, dentre as diversas tipologias de resíduos, temos os de origem urbana que são
decorrentes das atividades domésticas e de limpeza pública. Entender sobre os resíduos é
fundamental para a sustentabilidade do planeta, uma vez que, identificado e destinado de maneira
ambientalmente correta, auxilia na qualidade do meio ambiente e no bem-estar da sociedade.
6. Referências
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