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Avaliação III - Desafio Profissional - Individual - Tecnologia Farmacêutica e de Cosméticos

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Prova Impressa
GABARITO | Avaliação III - Desafio Profissional - Individual
(Cod.:1600694)
Peso da Avaliação 3,00
Prova 117919989
Qtd. de Questões 1
Nota 10,00
DESAFIO PROFISSIONAL DE TECNOLOGIA FARMACÊUTICA E DE COSMÉTICOS
Esta é a descrição do seu Desafio Profissional. Para que você possa desenvolver sua atividade e 
chegar à conclusão desta avaliação, é preciso baixar e salvar o Template Padrão Único em Word que 
está disponível no link ao final desta descrição. Para baixá-lo, clique em Arquivo > Criar uma cópia > 
Baixar uma cópia. Você só conseguirá editar o template depois de salvá-lo. 
Vamos adiante. Leia com atenção. 
Seja bem-vindo(a) ao Desafio Profissional da Disciplina de Tecnologia Farmacêutica e de 
Cosméticos. Aqui, você assume o papel de profissional responsável por analisar a situação, tomar 
decisões e propor soluções. É o momento de aplicar seus conhecimentos de forma prática e mostrar 
como lidaria com um desafio real.
ETAPA 1 - Apresentação do Desafio Profissional.
A farmácia de manipulação Dermaclin produz regularmente um hidratante corporal formulado como 
emulsão óleo-em-água (O/A). No entanto, o lote mais recente apresentou problemas logo após a 
distribuição: diversos clientes relataram separação de fases, formação de gotículas grandes, mudança 
de viscosidade e aparência de “produto coalhado”. O setor de Controle de Qualidade confirmou que 
houve quebra da emulsão, indicando falha na estabilidade físico-química do sistema. Você deverá se 
posicionar como profissional responsável pela análise desse lote, identificando, interpretando e 
justificando as possíveis causas da quebra, bem como sugerindo ações para evitar novas ocorrências.
ETAPA 2 - Materiais de referência (ambientação) para o Desafio Profissional.
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Alterar modo de visualização
1
Resumo Técnico do Lote 2403-O/A (documento interno):
· Tipo de emulsão: óleo-em-água.
· Emulsificante: blend não iônico (HLB 10,5).
· Temperaturas registradas: fase oleosa 75 °C / fase aquosa 55 °C.
· Observação: relatos de variação na ordem de adição dos componentes entre turnos.
Relatório do Controle de Qualidade:
· Evidência de coalescência após centrifugação.
· Aumento significativo no tamanho das gotículas.
· Variação de viscosidade entre frascos.
· Emulsão não recuperável.
Acesse os laboratórios virtuais:
Preparo de Creme Lanete/Creme de Ureia de 10% (p/p).
Teste de Estabilidade em Cosméticos.
ETAPA 3 - Levantamento de conceitos teóricos (preencher no Template Padrão Único).
ETAPA 4 - Aplicação dos conceitos teóricos ao Desafio Profissional (preencher no Template 
Padrão Único).
ETAPA 5 - ETAPA AVALIATIVA - Redação do produto - Memorial Analítico (preencher no 
Template Padrão Único e, após a finalização, copiar e colar no campo de resposta a seguir).
Chegou a hora de transformar todo o seu percurso investigativo em um texto claro, bem estruturado e 
objetivo. Você deverá desenvolver um Memorial Analítico. Ele será o produto final do Desafio 
Profissional, que será avaliado com nota de zero a dez e terá peso três na média final da disciplina de 
Tecnologia Farmacêutica e de Cosméticos.
Lembre-se: para baixar o Template Padrão Único do Desafio Profissional, clique no link a seguir e 
siga o passo a passo: clique em Arquivo > Criar uma cópia > Baixar uma cópia. Você só conseguirá 
editar o template depois de salvá-lo.
Bons estudos!
Fonte: HOCHHEIM, S. Tecnologia farmacêutica e de cosméticos. Florianópolis: Arqué, 2023. 
ALLEN JÚNIOR, L. V.; POPOVICH, N. G.; ANSEL, H. C. Formas Farmacêuticas e Sistemas de 
Liberação de Fármacos. 9. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.
TEMPLATE PADRÃO ÚNICO DO DESAFIO PROFISSIONAL.
Resposta esperada
· Resumo do que você descobriu (1 parágrafo) – vale 1 ponto 
O estudante precisa resumir em até um parágrafo o que ele descobriu. Neste caso, ao analisar o
lote do hidratante corporal formulado como emulsão óleo-em-água, foi possível identificar que
houve quebra da emulsão, evidenciada por separação de fases, formação de gotículas grandes,
variação de viscosidade, aparência de “produto coalhado”, aumento do tamanho das gotículas
após centrifugação e emulsão não recuperável. Esses resultados indicam falha na estabilidade
físico-química do sistema, comprometendo a integridade e a qualidade do produto.
· Contextualização do desafio (1 parágrafo): Quem? Onde? Qual a situação? – vale 0,5
ponto 
O estudante precisa contextualizar o desafio. Neste caso, o desafio ocorre em uma farmácia de
manipulação, responsável pela produção de um hidratante corporal em emulsão O/A. Após a
distribuição do lote mais recente, clientes relataram alterações físicas no produto. O setor de
Controle de Qualidade confirmou a quebra da emulsão e solicitou investigação para identificar as
causas da instabilidade, interpretar o ocorrido e propor ações para evitar novas falhas no processo
produtivo.
· Análise (1 parágrafo): use de 2 a 3 conceitos da disciplina, mostrando como eles
explicam a situação. Dê exemplos diretos e contextualizados – vale 2 pontos 
O estudante precisa usar conceitos da disciplina para explicar a situação. Neste caso, a explicação
do problema envolve conceitos como emulsões O/A e estabilidade físico-química, coalescência e
influência da temperatura e da ordem de adição das fases. Em emulsões O/A, pequenas gotículas
de óleo permanecem dispersas na fase aquosa, sendo a estabilidade dependente da manutenção
do tamanho uniforme das gotículas e da prevenção de separação de fases. A coalescência
promove a união de gotículas menores em maiores, reduzindo a estabilidade e levando à
separação visível. Diferenças elevadas de temperatura entre as fases e variações na ordem de
adição dificultam a dispersão adequada e favorecem instabilidade do sistema.
· Propostas de solução (até 2 parágrafos): o que você recomenda? Por quê? Qual teoria
apoia sua ideia? – vale 3 pontos 
O estudante deverá propor uma solução. Neste caso, como solução recomenda-se padronizar a
temperatura das fases oleosa e aquosa, mantendo valores próximos no momento da
emulsificação, revisar o HLB do emulsificante para garantir compatibilidade com a fase oleosa e
controlar a agitação para favorecer a formação de gotículas pequenas e estáveis. Também é
necessário seguir corretamente a ordem de adição das fases, realizando incorporação gradual da
fase oleosa.
https://www.uniasselvi.com.br/extranet/o-2.0/download/arqu_download.php?link=549786
Além disso, devem ser implementados controles em processo e padronização do procedimento
entre turnos, assegurando repetibilidade do preparo e estabilidade do produto.
· Conclusão reflexiva (até 2 parágrafos): O que você aprendeu com essa experiência? –
vale 2 pontos 
O estudante precisa chegar a uma conclusão. Neste caso, a análise demonstra que a estabilidade
físico-química das emulsões depende do controle adequado das variáveis de formulação e
processo, como tamanho das gotículas, temperatura e técnica de emulsificação. Alterações nesses
fatores podem levar à coalescência e à quebra do sistema.
O entendimento dos mecanismos de instabilidade permite identificar as causas da falha e propor
medidas preventivas para garantir qualidade, estabilidade e desempenho do produto cosmético.
· Referências (somente o que você realmente usou, incluindo o livro) – vale 0,5 ponto 
O estudante deve indicar as referências que utilizou. Neste caso, utilizou-se:
HOCHHEIM, Sabrina. Tecnologia farmacêutica e de cosméticos. Florianópolis: Arqué, 2023. E-
book. ISBN 978-65-6083-333-3.
ALLEN JR., Loyd V.; POPOVICH, Nicholas G.; ANSEL, Howard C. Formas Farmacêuticas &
Sistemas de Liberação de Fármacos. 9ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2013
· Autoavaliação (1 parágrafo): o que você percebeu sobre seu próprio processo de
estudo? – vale 1 ponto
O estudante deverá escrever a sua percepção sobre o processo de aprendizagem. Aqui, tudo o que
o estudante escrever deverá ser considerado correto. Ele poderá descrever que suaexperiência foi
positiva e que aprendeu muito, poderá descrever que sua experiência foi ruim e que não
conseguiu aprender muito, poderá descrever que sua experiência foi neutra pois já conhecia o
conteúdo. 
Neste caso, por exemplo, além disso, o aluno poderá dizer que o desafio contribuiu para
consolidar a relação entre teoria e prática, mostrando que vai além dos cálculos e está
diretamente ligada à tomada de decisões profissionais.
Assim, a resposta esperada é: 
Ao analisar o lote do hidratante corporal formulado como emulsão óleo-em-água, foi possível
identificar que houve quebra da emulsão, evidenciada por separação de fases, formação de
gotículas grandes, mudança de viscosidade, aparência de “produto coalhado”, aumento
significativo do tamanho das gotículas após centrifugação, variação de viscosidade entre frascos
e emulsão não recuperável. Esses sinais indicam falha na estabilidade físico-química do sistema,
comprometendo a integridade do produto.
O desafio ocorre na farmácia de manipulação Dermaclin, responsável pela produção regular do
hidratante corporal em emulsão O/A. Após a distribuição do lote, clientes relataram alterações
físicas no produto, e o setor de Controle de Qualidade confirmou a quebra da emulsão,
solicitando investigação para identificar, interpretar e justificar as possíveis causas do problema,
além de propor ações para evitar novas ocorrências.
A explicação envolve conceitos como emulsões O/A e estabilidade físico-química, coalescência e
influência da temperatura e da ordem de adição das fases. Em emulsões óleo-em-água, pequenas
gotículas de óleo permanecem dispersas na fase aquosa, sendo a estabilidade dependente da
manutenção do tamanho uniforme das gotículas e da prevenção da união entre elas. A
coalescência ocorre quando gotículas pequenas se unem, formando gotículas maiores e menos
estáveis, reduzindo a área superficial disponível para o emulsificante e favorecendo a separação
visível de fases. Diferenças elevadas de temperatura entre as fases e variações na ordem de
adição dificultam a dispersão homogênea do óleo na fase aquosa e prejudicam a ação do
emulsificante, aumentando o risco de instabilidade e quebra da emulsão.
Para evitar novas ocorrências, é necessário padronizar a temperatura das fases oleosa e aquosa,
mantendo valores próximos no momento da emulsificação, revisar o HLB do emulsificante para
garantir compatibilidade com a fase oleosa utilizada, controlar a agitação, seguir corretamente a
ordem de adição com incorporação gradual da fase oleosa, implementar controles em processo e
padronizar o procedimento entre turnos, assegurando estabilidade e repetibilidade do produto.
Referências 
HOCHHEIM, Sabrina. Tecnologia farmacêutica e de cosméticos. Florianópolis: Arqué, 2023. E-
book. ISBN 978-65-6083-333-3.
ALLEN JR., Loyd V.; POPOVICH, Nicholas G.; ANSEL, Howard C. Formas Farmacêuticas &
Sistemas de Liberação de Fármacos. 9ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2013
No parágrafo referente à autoavaliação, o estudante deverá escrever a sua percepção sobre o
processo de aprendizagem. Aqui, tudo o que o estudante escrever deverá ser considerado correto.
Minha resposta
A análise técnica do Lote 2403-O/A revelou que a instabilidade físico-química do hidratante
corporal foi desencadeada por falhas críticas no processamento térmico e operacional. O
diagnóstico apontou um gradiente de temperatura excessivo entre as fases no momento da
mistura, o que resultou na precipitação de agentes de consistência e na ocorrência de
coalescência irreversível. Tais evidências indicam que o lote atingiu um estado de
desestabilização terminal, tornando-se tecnicamente irrecuperável e impróprio para o uso, devido
à perda total da homogeneidade e integridade da emulsão. O desafio ocorreu na farmácia de
manipulação Dermaclin, onde a produção de um hidratante formulado como emulsão óleo-em-
água (O/A) apresentou problemas de separação de fases e alteração de viscosidade após a
distribuição. Relatos de clientes descreveram o produto com aparência "coalhada" e presença de
gotículas grandes e separação de fases. Ao analisar os registros internos, detectou-se que a fase
oleosa estava a 75º C, enquanto a aquosa estava a apenas 55º C, além de relatos de variação na
ordem de adição dos componentes entre os turnos de trabalho, o que exigiu um parecer técnico
para solucionar a crise. A falha observada é explicada pela teoria da Energia de Emulsificação.
Conforme Hochheim (2023), o processo de emulsificação exige um aporte de energia térmica e
mecânica para vencer a imiscibilidade entre as fases; no caso analisado, a temperatura de 55 °C
na fase aquosa foi insuficiente, causando a solidificação precoce dos agentes de consistência da
fase oleosa antes da dispersão completa. Somado a isso, a inconsistência na ordem de adição
prejudicou a atuação dos Tensoativos, que, segundo Hochheim (2023), dependem de uma
organização específica na interface para reduzir a tensão interfacial. Sem essa proteção, o sistema
evoluiu para a Coalescência, definida por Hochheim (2023) como a fusão definitiva das gotículas
para reduzir a superfície de interação, o que torna a quebra da emulsão irreversível. Para
solucionar as falhas, recomenda-se a implementação de um monitoramento rigoroso da paridade
térmica entre as fases. É indispensável que ambas sejam mantidas a 75 °C até o momento da
união, garantindo que os componentes sólidos permaneçam em estado de fusão. Essa proposta
fundamenta-se na lição de Hochheim (2023) sobre o aquecimento ser uma fonte primária de
energia para a formação da emulsão. Além disso, deve-se padronizar a técnica de manipulação
por meio de um POP rígido, assegurando que a sequência de adição e a velocidade de agitação
sejam idênticas em todos os turnos, permitindo que os tensoativos formem a barreira protetora
necessária ao redor das gotículas de óleo de forma reprodutível. Como medida preventiva,
sugere-se a realização de uma revisão técnica do Equilíbrio Hidrófilo-Lipófilo (EHL) da
formulação. De acordo com Hochheim (2023), o EHL é crucial para medir a afinidade do
emulsificante com as fases; portanto, validar se o valor de 10,5 é ideal para os óleos utilizados
tornará o hidratante mais robusto contra variações operacionais. Complementarmente, deve-se
instituir o teste de centrifugação como controle em processo, permitindo detectar sinais precoces
de instabilidade antes do envase final, evitando perdas econômicas e garantindo a qualidade do
produto entregue ao consumidor. Esta experiência demonstrou que a tecnologia farmacêutica
exige um rigor técnico que vai muito além da simples mistura de ingredientes. Aprendi que a
estabilidade de uma emulsão é um equilíbrio delicado e que o conhecimento sobre os
mecanismos de desestabilização, como a coalescência, é a ferramenta que permite ao
farmacêutico tomar decisões éticas e seguras. Além disso, o desafio reforçou a importância da
padronização de processos e do monitoramento constante de variáveis críticas, como a
temperatura. Percebi que o olhar clínico do farmacêutico deve estar atento a cada etapa da
produção, pois falhas operacionais aparentemente pequenas podem resultar em grandes prejuízos
econômicos e riscos à saúde do consumidor. Referências HOCHHEIM, S. Tecnologia
Farmacêutica e de Cosméticos. Florianópolis, SC: Arqué, 2023. Autoavaliação Ao longo deste
percurso, percebi que meu processo de estudo evoluiu de uma leitura passiva para uma análise
investigativa e prática. Identificar as falhas da Dermaclin exigiu que eu conectasse conceitos de
físico-química diretamente com a realidade industrial que vivencio, facilitando a fixação do
conteúdo. Sinto que agora possuo mais segurança para atuar em investigações de causa raiz,
transformando a teoria dos livros em soluções reais para os desafios do setor farmacêutico.
template_padrao_unico_desafio_.pdfClique para baixar sua resposta
Retorno da correção
Prezado(a) acadêmico(a),
A atividade apresenta desempenho favorável, evidenciando domínio dos conteúdos avaliados e
atendimento aoscritérios propostos para o desenvolvimento do Memorial Analítico, além de
demonstrar organização, clareza e consistência nas análises realizadas.
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