Prévia do material em texto
Tipos de armazenamento, elevadores e gestão de resíduos no canteiro Você vai compreender a importância do armazenamento adequado de materiais, o uso seguro de elevadores de obra e a correta gestão de resíduos na construção civil, com base na legislação e práticas sustentáveis. Prof. Anderson Manzoli 1. Itens iniciais Propósito O conteúdo é fundamental para a formação de profissionais da construção civil, pois aborda práticas que impactam diretamente a qualidade, segurança e sustentabilidade das obras. Esse conhecimento contribui para uma atuação mais eficiente, econômica e responsável no canteiro de obras. Objetivos Definir os principais aspectos logísticos e as recomendações para o armazenamento adequado de materiais no canteiro de obras. Analisar os sistemas de transporte e as condições de segurança na instalação de elevadores e gruas em canteiros de obras. Descrever a importância da segregação e do armazenamento correto dos resíduos da construção civil, com base na legislação ambiental vigente. Introdução A execução de uma obra envolve muito mais do que simplesmente levantar estruturas. Entre os fatores que garantem a qualidade, durabilidade e segurança de uma construção, destaca-se a gestão eficiente de materiais, equipamentos e resíduos. O armazenamento adequado de materiais é essencial para assegurar que os insumos utilizados mantenham suas propriedades e desempenhem sua função conforme o esperado. Um material danificado pode até parecer esteticamente aceitável, mas não atenderá aos requisitos de resistência e durabilidade necessários. Além disso, os materiais representam uma fatia significativa do custo total de uma obra, podendo chegar a 85% em alguns casos. Dessa forma, falhas no armazenamento comprometem não apenas a qualidade final do produto, mas também a saúde financeira do projeto. A logística de armazenamento e movimentação no canteiro de obras exige atenção especial, já que o modelo produtivo da construção civil é dinâmico, com materiais, equipamentos e mão de obra em constante deslocamento. Outro ponto fundamental é a movimentação vertical de cargas e pessoas. Os elevadores de obra são indispensáveis, mas requerem cuidados técnicos e legais, conforme estabelecido pela NR 18. Acidentes graves já marcaram a história do setor, reforçando a necessidade de instalações seguras e operadas por profissionais qualificados. Por fim, a gestão de resíduos na construção civil se mostra urgente, já que o setor é um dos maiores geradores de entulho no país. A correta separação, armazenamento e destinação desses resíduos, prevista pela legislação ambiental, contribui significativamente para a sustentabilidade do setor e a preservação dos recursos naturais. Ao longo deste conteúdo, vamos explorar práticas e normas essenciais para o bom andamento de uma obra. • • • 1. Tipos de armazenamento no canteiro de obras Armazenamento de cimento e agregados Estocagem de cimento Para entender o assunto, assista ao vídeo a seguir. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Observe a imagem a seguir: De acordo com Bonin et al. (1993), algumas recomendações podem ser seguidas para o armazenamento de cimento nos canteiros de obra. 01 Deve ser colocado um estrado (localizado em área com piso ou contrapiso nivelado, que pode ser constituído por uma chapa de compensado com 20 mm de espessura apoiada sobre pontaletes de madeira a 30 cm do solo) sob o estoque para evitar a umidade do piso; 02 As pilhas devem estar a uma distância mínima de 0,30 m das paredes e 0,50 m do teto do depósito, para evitar o contato com a umidade e permitir a circulação do ar; Atenção No caso de absoluta impossibilidade de dispor de locais abrigados, manter os sacos cobertos com lona impermeável e sobre estrado de madeira (evitar o uso de lona plástica de cor preta em regiões ou estações de clima quente). 03 As pilhas devem ter no máximo 10 sacos. Uma boa prática é pintar nas paredes do depósito ou em paredes/ pilares adjacentes uma faixa na altura correspondente a 10 sacos empilhados. No caso de armazenagem inferior a 15 dias, a NBR 12655 (ABNT, 1992) permite pilhas de até 15 sacos; É recomendável que, em frente ao depósito, seja colocado um cartaz indicando a altura máxima da pilha (em sacos) e a distância mínima da pilha em relação às paredes e ao teto; 04 Quando a temperatura do cimento entregue superar 35ºC, manter as pilhas com no máximo 5 sacos e afastadas pelo menos 50 cm umas das outras; 05 Em canteiros com grandes estoques, deve-se adotar a estocagem do tipo PEPS (primeiro saco a entrar é o primeiro a sair), de forma a possibilitar o consumo na ordem cronológica de recebimento. Uma forma de viabilizar tal tipo de estocagem é pintar em cada saco a data da respectiva entrega na obra. Os agregados miúdos e graúdos devem ser armazenados observando os seguintes critérios (BONIN et al., 1993): Devem ser construídas baias com contenções no mínimo em 3 lados, com cerca de 1,20 m de altura; As pilhas de agregados devem ter altura até 1,5 m, a fim de reduzir o gradiente de umidade das mesmas; Caso as baias se localizem em local descoberto, sujeito a chuva e/ou queda de materiais, deve ser colocado um telheiro de zinco ou uma lona plástica sobre as mesmas; A largura das baias deve ser no mínimo de 3 m (igual à largura da caçamba do caminhão); Caso as baias não se localizem sobre uma laje, deve ser construído um fundo cimentado para evitar a contaminação do estoque pelo solo; Deve ser providenciada uma drenagem das baias para minimizar o problema de variação de umidade do agregado. Esta drenagem pode ser feita inclinando-se o fundo cimentado da baia em sentido contrário ao da retirada do material; Outra opção, caso não se deseje fazer o fundo cimentado, pode ser desprezar os últimos 15 cm das pilhas, e depositá-los em solo previamente inclinado. Estocagem de agregados Para entender o assunto, assista ao vídeo a seguir. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Armazenamento de blocos e tijolos Observe a imagem a seguir: • • • • • • • A armazenagem de blocos e tijolos nos canteiros deve seguir as seguintes recomendações. 01 O local de estoque deve estar limpo e nivelado, de modo que esteja garantida a estabilidade das pilhas; 02 Os blocos e tijolos devem ser separados por tipo; 03 As pilhas devem possuir no máximo 1,40 m de altura. Essa altura é proposta considerando que, de acordo com levantamento do Instituto Nacional de Tecnologia (INT, 1988), 75% dos trabalhadores homens têm altura do ombro superior à 1,37 m. Essa é uma proposta de compromisso, implicando que apenas uma minoria necessite erguer os braços acima dos ombros (posição de trabalho de grande desgaste físico) para a carga e descarga de materiais na pilha. 04 O estoque deve estar situado em local coberto ou possuir cobertura com lona plástica, a fim de diminuir as variações dimensionais dos materiais; Dica Uma boa prática a ser adotada é demarcar a área do estoque com pintura no piso. A altura máxima da pilha também pode ser demarcada em paredes ou pilares adjacentes. 05 No estudo de layout do canteiro, deve-se procurar que os materiais sejam descarregados o mais próximo possível do local de uso, ou do equipamento de transporte vertical; 06 Idealmente, os materiais devem ser paletizados, sendo transportados por meio de carrinhos porta-pallets associados com grua ou elevador de carga para transporte vertical. Entretanto, caso não se disponha de paletização, a utilização de carrinhos porta-blocos é recomendada para reduzir o tempo e o esforço gasto em transporte. Armazenamento de aço, armaduras e tubos de PVC Estocagem de barras de aço Para entender o assunto, assista ao vídeo a seguir. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Segundo Bonin et al. (1993), o tempo adequado para armazenamento do aço depende do nível de agressividade do ambiente. Meios muito agressivosEm regiões marinhas ou industriais, o aço deve ser armazenado pelo menor tempo possível, procurando-se receber lotes de aço com mais frequência e em menor quantidade. Nesses meios, o aço deve estar em galpões e coberto com lona plástica. É recomendável pintar as barras com nata de cimento de baixa resistência ou cal. Meios medianamente agressivos Em regiões de umidade relativa do ar média ou alta, as barras de aço devem ser cobertas por lona plástica e acomodadas sobre travessas de madeira, distando 30 cm do solo, que deve estar isento de vegetação e coberto por uma camada de pedra britada. Meios pouco agressivos Em regiões de baixa umidade relativa do ar, as condições de armazenamento são as mesmas da situação anterior, com exceção da distância das barras em relação ao solo, que deve ser, no mínimo, de 20 cm. Seja qual for a agressividade do meio, cuidados adicionais devem ser tomados: Primeiro cuidado As barras devem ser separadas em compartimentos conforme o diâmetro, com a respectiva identificação do diâmetro estocado em cada divisão. Segundo cuidado O aço já cortado e/ou dobrado requer maior rigor quanto às medidas de proteção, por causa do rompimento de sua película protetora. Terceiro cuidado Em canteiros com restrições de espaço, recomenda-se estocar as barras em ganchos fixados nas paredes. Outro cuidado diz respeito à necessidade de proteção de pontas horizontais e verticais de vergalhões, que se expostas podem provocar acidentes com lesões cortantes ou mesmo a morte de um trabalhador, no caso de quedas. Uma solução eficaz é a colocação de uma caixa de madeira sobre todas as pontas de um mesmo pilar. Atenção Apesar da NR 18 não se referir à necessidade de proteção das barras em posições horizontais, essa medida é altamente recomendável, visto que, não raro, essas barras ficam expostas em vias de circulação e em alturas que podem oferecer risco de acidente. As barras de ancoragem de fôrmas de pilares também oferecem risco de acidentes por causa de suas pontas horizontais. O armazenamento dos tubos de PVC deve atender as seguintes recomendações: Os tubos devem ser armazenados no almoxarifado em armários que permitam separação entre as diferentes bitolas. Neste caso, ao dimensionar o almoxarifado, deve ser lembrado que os tubos de PVC podem ter comprimento máximo de 6,0 m; Cada compartimento do armário deve possuir etiqueta com identificação da respectiva bitola; Atenção Caso o armário esteja fora do almoxarifado, deve situar-se em local livre da ação direta do sol ou então possuir cobertura com lona;Todas as ligações da estrutura do armário devem ser aparafusadas, com o objetivo de facilitar o desmonte e o reaproveitamento.Os tubos de PVC também podem ser acomodados em ganchos fixados nas paredes, de forma similar à utilizada para barras de aço. Verificando o aprendizado Questão 1 A fase de execução de uma obra é o período em que o empreendimento concebido em planta se concretiza, período no qual a obra tem que contratar e gerir um significativo número de trabalhadores e quando são tomadas decisões no sentido de garantir a gestão logística do canteiro e proporcionar o melhor desenvolvimento do projeto. Desse modo, é uma fase que merece destaque desde o planejamento do empreendimento, para tentar minimizar os problemas durante a execução e até mesmo na manutenção do empreendimento. Apesar de nos últimos anos as empresas buscarem novas tecnologias para melhorar a qualidade do trabalho por causa da crescente exigência dos clientes e da concorrência de mercado, é notório que ainda não é dada a devida importância à gestão dos materiais dentro dos canteiros. Nesse contexto, responda: Como o armazenamento de materiais pode interferir no desenvolvimento dos canteiros de obras? Chave de resposta Muitos profissionais responsáveis por gerenciar os canteiros não percebem a importância da gestão da qualidade dos materiais para que a obra se desenvolva com o mínimo de interrupções possível. Desse modo, à medida que os materiais são adquiridos, eles são armazenados pelo canteiro nos espaços que convêm e sem obedecer a uma lógica construtiva, o que pode acarretar, entre outras consequências, a perda de produtividade por causa da distância do local de armazenamento de determinado material em relação ao local em que ele será utilizado e também do aumento de custo, tanto com mão de obra quanto com o possível desperdício no deslocamento desse material. A construção civil é um setor caracterizado pela baixa produtividade e altos custos na execução dos serviços prestados, associados, entre outros fatores, à baixa qualificação da mão de obra e ao desperdício dos materiais utilizados. Tomando por base esta realidade, um estudo de armazenamento, aliado à capacitação dos trabalhadores e ao incentivo às boas práticas, pode contribuir para a redução do orçamento e do desperdício, bem como do retrabalho nos canteiros da obra. • • Questão 2 Com relação à organização e ao projeto de canteiro de obras, assinale a opção correta. A Alguns fatores condicionantes da organização do canteiro são o processo e os métodos construtivos empregados. Por exemplo, se a obra exigir pré-fabricação de componentes no local da obra, haverá a necessidade de previsão de áreas de estoque. B Diferentemente de uma fábrica, o canteiro de obras é temporário e o seu espaço físico está em constante transformação. São três as fases dessa transformação: inicial (fase de lançamento da estrutura), intermediária (execução das instalações) e fase final (movimento de terras revestimento e acabamento). C Para organizar os diversos elementos de um canteiro de obra deve-se otimizar os fluxos dos materiais verificando-se os acessos adequados e independentes, de pessoas e de materiais; a existência de pontos de risco; a interferência com a vizinhança. D Em um canteiro de obras, estão ligados à produção a central de concreto, a central de preparo de armaduras e o laboratório de ensaios. E São ligados à administração de um canteiro de obras o almoxarifado da empreiteira, o escritório técnico e o refeitório. A alternativa A está correta. Alguns fatores condicionantes da organização do canteiro são o processo e os métodos construtivos empregados. Por exemplo, se a obra exigir pré-fabricação de componentes no local da obra, haverá a necessidade de previsão de áreas de estoque. Questão 3 No canteiro de obras, todos os elementos utilizados para apoio à produção devem ter um local específico. Com relação à organização do canteiro de obras, assinale a alternativa correta. A O estoque de cimento deve ser armazenado em pilhas de 50 sacos em local fechado, diretamente no chão. B O estoque de compensados para fôrmas deve ficar no mesmo espaço destinado ao cimento. C O estoque de tubos pode ficar em local não necessariamente fechado. D O estoque de conexões deve ficar ao ar livre próximo ao portão de materiais. E O estoque de louças pode ficar no mesmo local das conexões. A alternativa C está correta. A alternativa A está incorreta, o cimento deve ser armazenado em ambiente fechado e isento de umidade por no máximo 30 dias, e deve ser colocado sobre estrados de madeira com os sacos isolados do piso e afastados 30 cm das paredes, em pilhas com no máximo dez sacos. Além disso, deve-se forrar para evitar a umidade do solo. Para 200 sacos de cimento de 50 kg cada, o espaço mínimo deve ser de 9 m². A alternativa B está incorreta, as madeiras para fôrmas devem ser alocadas em chapas de compensados e não podem ser armazenadas em local aberto, sempre cobertas com lona plástica. Deve-se armazenar sobre pontaletes e não deixar em contato com o solo. Geralmente, as pilhas devem ter 0,5 m de altura. Podem ser empilhadas seguindo normas de tabicamento (colocação de ripas transversais para que o ar possa circular livremente entre as peças). Espaço: cerca de 5 m² para até 30 chapas. A alternativa D está incorreta, os tubos e conexões de PVC devem ser colocados em locais fechados, tais como almoxarifados, organizados por bitolas,ou, pelo menos, cobertos, livres da ação direta do sol. Orientações: os tubos devem ser escorados lateralmente e as pilhas não podem ultrapassar 1,8 m de altura. Também podem ser acomodados em ganchos fixados nas paredes. Criar prateleiras para organização do estoque de acordo com as dimensões. A estocagem de tubos de PVC deve prever que uma das dimensões da instalação tenha, no mínimo, 6 m de comprimento. A área deve ser de cerca de 2 m x 7 m. A alternativa E está incorreta, as louças sanitárias devem ser acondicionadas em lugar coberto, nos pavimentos onde serão instaladas, evitando contato com material agressivo ou abrasivo. Orientações: devem ser mantidas nas embalagens originais. O ideal é empilhar conforme instruções do fabricante. Todas as partes devem estar protegidas com papel ou plástico para evitar contato com os apoios. Quando não for possível, posicionar ripas de madeira entre as peças para evitar riscos e contato direto entre as superfícies. Espaço necessário: cerca de 20 m². Questão 4 Sobre o armazenamento de materiais, é correto afirmar: A Materiais iniciais são armazenados no almoxarifado e produtos acabados no depósito. B O armazenamento de matérias-primas é realizado no depósito. C Produtos semiacabados e acabados são armazenados no depósito. D Depósito é a área onde é realizada a estocagem de materiais da empresa. E Materiais em trânsito são armazenados no depósito. A alternativa A está correta. Apenas a alternativa A está correta, pois os materiais iniciais devem ser armazenados no almoxarifado e os produtos nos depósitos. 2. Elevadores – carga e passageiros Elevador de carga e de passageiros Norma brasileira para elevadores de canteiro de obras Para entender o assunto, assista ao vídeo a seguir. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Todos os equipamentos de movimentação e transporte de materiais e pessoas só devem ser operados por trabalhador qualificado, que deverá ter sua função anotada em Carteira de Trabalho. Torres de elevador (prancha) A base onde se instala a torre e o guincho deve ser única, de concreto, nivelada e rígida. Elevadores de transporte de materiais (gaiola) Quando houver irregularidades no elevador de transporte de materiais, quanto ao seu funcionamento e manutenção, estas deverão ser anotadas pelo operador em livro próprio e comunicadas, por escrito, ao responsável da obra. Elevadores de passageiros O elevador de passageiros deve ser instalado a partir da sétima laje dos edifícios em construção com 10 (dez) ou mais pavimentos, ou altura equivalente, cujo canteiro possua, pelo menos, 40 (quarenta) trabalhadores. O elevador de passageiros deve ter um livro de inspeção, no qual o operador deverá anotar, diariamente, as condições de seu funcionamento e manutenção. Esse livro deve ser visto e assinado, semanalmente, pelo responsável da obra. A localização do elevador de carga deve ser uma das primeiras decisões a serem tomadas na definição do arranjo físico, tendo em vista a influência que a posição desse equipamento exerce sobre a locação de outras instalações do canteiro. Principais diretrizes que devem orientar a definição do local: Localização do guincho Observar o arranjo físico geral do posto de produção de argamassa, ou seja, a posição da betoneira e dos estoques de materiais. Isso é importante, pois, muitas vezes, pode haver um local perfeito sob a ótica de todas as outras diretrizes, mas que não permite o estabelecimento de um layout viável para as instalações do posto de argamassa. Posição da torre do guincho Deve interferir na menor quantidade de serviços possível, não atrasando o cronograma da obra. Em situações usuais, esta posição será em frente a paredes cegas, sendo esta vantajosa em comparação a locais como dentro do poço do elevador, em frente à parede com esquadria ou em frente a uma sacada. Um possível inconveniente da colocação em frente a paredes cegas pode ser a existência de marcas no reboco dessa fachada, o que ocorre se este trecho for executado posteriormente ao restante do reboco da fachada em questão. Para evitar este problema, recomenda-se que o reboco desta fachada seja, por exemplo, executado de uma só vez, após a retirada da torre. Entretanto, mesmo que a parede seja cega, a colocação em frente a cozinhas, áreas de serviço e banheiros não é recomendada, devido ao atraso que este arranjo pode provocar na execução dos serviços de impermeabilização, colocação de instalações hidrossanitárias e azulejos. Posição do guincho O guincho deve estar o mais próximo possível do centro geométrico do pavimento tipo, de modo que sejam minimizadas as distâncias percorridas pelos carrinhos dentro desses pavimentos, e reduzidos os tempos gastos com o transporte de materiais. Pavimentos tipo A peça de acesso deve ser ampla, facilitando as operações de carga e descarga e o estoque temporário de materiais na mesma. Base da torre No patamar em que se posicionam as cargas para elevação de materiais aos pavimentos superiores, deve-se ter o cuidado para que o acesso de carrinhos de mão e giricas seja em um sentido que facilite e torne mais segura a retirada dos mesmos pelos operários que os recebem. Os carrinhos devem chegar nos pavimentos com as respectivas alças apontando para dentro da edificação, de modo que o operário não necessite subir na plataforma do elevador para girar o carrinho e assim conseguir retirá-lo. Torre Deve ficar afastada o mínimo possível da fachada da edificação, observando para que não haja coincidência com pergolados, platibandas ou outro elemento arquitetônico ou estrutural. Caso o afastamento seja inevitável, devem ser construídas passarelas unindo a torre à edificação em cada pavimento. Conforme as recomendações da NR 18, essas passarelas devem ser dotadas de guarda-corpo e rodapé, serem planas ou ascendentes (no máximo 30º) no sentido de entrada da torre, que deve estar afastada o máximo possível de redes elétricas energizadas, ou ser isolada conforme normas específicas da concessionária local. Local da torre Deve permitir que o guincheiro seja instalado em área coberta por laje. Caso contrário, deve-se construir um abrigo coberto para o mesmo. As diretrizes a, b e c são prioritárias em relação às demais, e devem ser consideradas quando houver a necessidade de se escolher entre duas ou mais alternativas diferentes para a localização do guincho. Na imagem a seguir, observe o sentido de acesso das cargas na base da torre do guincho. De acordo com a NR 18, o elevador de passageiros deve ser instalado a partir da execução da 7ª laje dos edifícios em construção com oito ou mais pavimentos, ou altura equivalente, cujo canteiro possua pelo menos 30 trabalhadores. Elevador de passageiros A localização desse elevador deve obedecer às mesmas diretrizes b e f estabelecidas para a localização do guincho. Além disso, a torre deve estar em local isolado das áreas de produção e preferencialmente próxima das áreas de vivência, existindo um caminho seguro entre estas últimas áreas e o acesso ao elevador. Recentemente, o Ministério do Trabalho e Emprego realizou modificações na Norma Regulamentadora NR 18, referente ao transporte de pessoas e cargas em canteiros de construção. Para os elevadores tracionados por cremalheira, passa a ser obrigatório o uso de dispositivos limitadores de carga que impeçam a movimentação do equipamento quando a capacidade máxima for ultrapassada. Modificações na Norma Regulamentadora NR 18 “18.14.23.3 O elevador de passageiros deve dispor de: g) sistema que impeça a movimentação do equipamento quando a carga ultrapassar a capacidade permitida. (Alterado pela Portaria SIT Nº 224, de 06 de maio de 2011 – Vide prazo no Art. 3º da Portaria).” Principais instalações de segurança Os requisitos de segurança listados nesta seção são decorrentes da NR 18 e de boas práticas de empresas construtoras. Os requisitos relacionados exclusivamente à NR 18 são identificados ao longo do texto. A torre do elevador e a sua plataformadevem atender aos seguintes requisitos: A torre do guincho deve ser revestida com tela de arame galvanizado (malha inferior a 30 mm) ou material de resistência e durabilidade equivalente. No caso da plataforma do elevador ser fechada por painéis fixos de, no mínimo, 2 m de altura e dotada de acesso único, esse entelamento é dispensável (NR 18). Devem existir pneus para amortecimento da plataforma do elevador quando da chegada no térreo. Esses pneus podem ser fixados na própria plataforma. A plataforma do elevador deve ser dotada de contenções laterais com cerca de 1,0 m de altura nos lados em que não há carga ou descarga. Nos lados em que há carga ou descarga devem existir portas ou painéis removíveis de mesma altura que as contenções (NR-18). O elevador deve possuir cobertura fixa ou basculável. De preferência, a cobertura deve ser basculável, de modo a permitir o transporte de materiais de grandes dimensões. No térreo, o acesso a plataforma do elevador deve ser plano, não exigindo que os operários despendam esforço adicional para empurrar os carrinhos e giricas. Na concretagem de todos os pavimentos deve haver ganchos (esperas de ferro) nas vigas de periferia para atirantamento da torre na edificação. • • • • • • Os montantes anteriores, ou seja, aqueles junto à fachada, devem ser atirantados e estroncados em todos os pavimentos da edificação (NR 18). Os montantes posteriores da torre devem ser estaiados na estrutura a cada 6,00 m, ou a cada duas lajes (ângulo aproximado de 45º), usando-se para isso cabos de aço de diâmetro mínimo 9,5 mm com esticador (NR 18). A torre e o guincho do elevador devem ser aterrados eletricamente (NR 18). O trecho da torre acima da última laje deve ser mantido estaiado pelos montantes posteriores, para evitar o tombamento da torre no sentido contrário à edificação (NR 18). A distância entre a roldana louca e o tambor do guincho deve estar compreendida entre 2,50 m e 3,00 m (NR 18). O trecho do cabo de aço entre o tambor do guincho e a roldana louca deve ser isolado com uma cobertura, de madeira ou tela de pequena abertura (NR 18). Essa cobertura deve proteger o cabo da queda de materiais e evitar o risco de contato acidental com trabalhadores. A vantagem do uso da tela é a facilidade para inspeção visual do estado de conservação do cabo. A torre pode ser aproveitada para marketing, colocando-se no seu topo uma placa iluminada com a logomarca da empresa. O posto de trabalho do guincheiro deve atender aos seguintes requisitos: Deve existir assento ergonômico para o guincheiro (NR 18). Segundo a NR 17, que trata especificamente de ergonomia, um assento ergonômico deve possuir algumas características (altura ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da função exercida; pouca ou nenhuma conformação na base do assento; borda frontal arredondada; encosto com forma levemente adaptada ao corpo para proteção da região lombar). Caso o posto do guincheiro situe-se em área sujeita a queda de materiais e intempéries, o mesmo deve possuir uma cobertura, executada, por exemplo, com chapas de compensado ou com telhas de zinco. • • • • • • • • • O posto de trabalho deve ser isolado com uma barreira física, a fim de permitir maior concentração do operador na sua atividade e evitar que pessoas não autorizadas acionem o guincho. O isolamento do posto pode ser feito, por exemplo, com chapas de compensado ou tela de arame. A chave de acionamento do guincho deve estar protegida por uma caixa fechada com cadeado. De acordo com a NR 18, em todos os acessos de entrada à torre do elevador deve ser instalada uma barreira (cancela) com, no mínimo, 1,80 m de altura. A cancela deve impedir o acesso acidental dos trabalhadores à torre, funcionando por intermédio de um dispositivo de segurança (elétrico ou mecânico) que permita sua abertura somente quando o elevador estiver no nível do pavimento. A NR 18 estabelece que os elevadores de materiais devem ser dotados de botão, em cada pavimento, para acionar uma lâmpada ou campainha junto ao guincheiro, garantindo comunicação única. Em muitos casos, a comunicação entre os pavimentos e o guincheiro ocorre também por meio do sistema de tubofone. Esse sistema consiste de um tubo de PVC de 75 mm de diâmetro, que sobe ao longo dos pavimentos. Além de facilitar a comunicação, o tubofone também cumpre uma função de segurança, uma vez que evita que o funcionário chegue até a borda da laje para se comunicar com o guincheiro. Atenção Ao usar o tubofone, deve-se tomar o cuidado de colocar tampas de fechamento nas saídas em todos os pavimentos, que somente são retiradas no momento de uso. Outras soluções para a comunicação pavimentos-guincheiro pode ser o uso de walk-talks ou a implantação de um sistema de interfone, acoplado à estrutura da cancela e já disponibilizado por alguns fornecedores. Gruas Para iniciarmos o assunto, assista ao vídeo a seguir. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. As gruas são utilizadas para o transporte vertical de cargas desde a fase de estrutura da obra até a conclusão do edifício. As gruas podem transportar diversos tipos de materiais, como blocos, concreto e aço, com a vantagem de descarregar os insumos diretamente no local onde serão usados. Há muitos tipos de grua no mercado, com variações em relação à capacidade de içamento de cargas, alcance, finalidade e altura (que pode ser constante ou regulável). Os três tipos principais são: • • Grua fixa Chumbada sobre um bloco de concreto. Grua móvel Montada sobre trilhos. Grua ascensional Instalada dentro do prédio e remanejada para os andares superiores conforme a evolução da obra. Capazes de racionalizar as atividades no canteiro, esses equipamentos de grande porte devem ter seu uso respaldado por um planejamento rigoroso que contemple ciclos de trabalho, velocidade de içamento e capacidade de carga. Atenção As gruas têm grande risco de provocar acidentes porque abrangem uma área maior. Por isso, é necessário um estudo de locação prévio do canteiro, elaboração do plano de cargas e infraestrutura específica para sua montagem. A locação de gruas deve ser feita com antecedência de pelo menos três meses. Pontos detalhados no contrato: Descrição dos bens locados; Responsabilidade por transporte, manutenção, montagem, reposição de peças, combustíveis e outros insumos; Responsabilidade pelo seguro para o equipamento e para terceiros; Regras para recebimento e devolução; Termo de entrega técnica prevendo uma verificação operacional e de segurança. Algumas gruas possuem cabine de comando que pode estar localizada no conjunto superior. A capacidade de carga aumenta à medida que o trole (carrinho, localizado na parte inferior da lança), trabalha mais próximo da torre central. • • • • • Funcionamento da grua. Esse equipamento pode atender às exigências de curto prazo, quando se faz um planejamento bem elaborado, com estudo de recebimentos e movimentações de cargas e materiais, além da disposição do canteiro de obra, por meio de critérios logísticos, para o aproveitamento máximo da grua. Quando esse planejamento não é feito, a utilização da grua pode perder seus benefícios, chegando a ser desnecessária. Quando se procura entender o funcionamento da grua, é fácil perceber a potencialidade de ocorrência de um acidente. Sua má utilização coloca em risco a segurança dos trabalhadores. Esses riscos ocorrem desde a instalação até a desmontagem, passando pela utilização e manutenção. Verificando o aprendizado Questão 1 Faça uma pesquisa sobre a Norma ABNT NBR 16200:2013 — Elevadores de canteiros de obras para pessoas e materiais com cabina guiada verticalmente — Requisitos de segurança para construção e instalação. Responda: Qual sua importância? Quais os principais requisitos e medidas de segurança no projeto do elevador? Como deve ser o acesso ao pavimento, as folgas na cabine, os freios de segurançacontra queda, a distribuição da carga e as saídas de emergência? Chave de resposta Em vigor desde 19 de maio de 2013, a Norma NBR 16200 aborda os requisitos de segurança para construção e instalação de elevadores de canteiros de obras para pessoas e materiais com cabine guiada verticalmente, suportada ou suspensa por meio de cabos de aço acionados por tambor, pinhão e cremalheira, pistão hidráulico (direto ou indireto), ou por um mecanismo articulado expansível. O projeto do elevador deve considerar a utilização, montagem, desmontagem e manutenção. Deve ser possível montar o elevador utilizando métodos de acesso seguro, tais como aqueles oferecidos pelo teto da cabina ou instalações equivalentes. Para acessar o pavimento: Quando o elevador estiver montado, ele deve estar provido de portas de pavimento na proteção da caixa de corrida, em cada ponto de entrada, incluindo o fechamento da base; as portas dos pavimentos não podem abrir para dentro da caixa de corrida; portas corrediças horizontas e verticais devem ser guiadas e seus movimentos deve ser limitados por batentes mecânicos; a altura da abertura livre da armação da porta no pavimento não pode ser menor que 2,0 m acima da soleira de pavimento. Excepcionalmente, quando a altura livre do acesso ao edifício for menor que 2,0 m, então é permitida uma armação de porta de pavimento com altura reduzida, porém, em nenhum caso a altura livre pode ser menor que 1,8 m acima da soleira do pavimento. Folgas embaixo da cabine: De modo a prover um acesso seguro embaixo da cabina para fins de manutenção, devem ser providos meios de conseguir um espaço vertical mínimo (por meio de uma escora móvel ou equivalente) de pelo menos 1,8 m. A folga deve se estender por toda a área embaixo da cabina. Deve ser possível montar e desmontar os meios providos sem que nenhuma pessoa necessite permanecer embaixo da cabina; a cabina deve ser totalmente fechada; para a definição do número máximo de pessoas na cabina, dever ser utilizada a proporção de 0,2 m2 de área de piso por pessoa, cada pessoa pesando 80 kg; a cabina deve possuir guiamento rígido para evitar descarrilamento ou agarramento; a cabina deve ser provida de meios mecânicos que a impeçam de sair das guias; esses meios devem estar ativos tanto durante a operação normal quanto durante a montagem, desmontagem e manutenção. Saída de emergência: Deve haver pelo menos um alçapão na cabina capaz de servir como meio de fuga em caso de emergência e que possa ser aberto externamente sem chave e internamente com uma chave especial; esses meios de fuga podem ser pela porta da cabina, pelo alçapão do teto da cabina ou por uma porta de fuga de emergência; quaisquer portas de escape de emergência em paredes devem ter dimensões mínimas de 0,4m x 1,4m e devem ser do tipo corrediça, abrir para dentro ou por outros meios que proporcionem acesso seguro à torre ou à estrutura. Freios de segurança contra queda: O freio de segurança deve estar sempre operacional, inclusive na montagem, desmontagem e durante a rearmação, se estiver desarmado; nenhum dos componentes de acionamento normal, com exceção da cremalheira, pode ser utilizado como freio de segurança de sobrevelocidade. Distribuição de carga: Quando houver mais de um pinhão engrenado na cremalheira, devem ser providos meios de autoajuste para compartilhar de modo efetivo a carga em cada pinhão de acionamento ou, então, o sistema de acionamento deve ser projetado para acomodar todas as condições normais de distribuição de carga entre pinhões. Questão 2 Segundo as normas de segurança para operação de elevadores, guindastes, transportadores industriais e máquinas transportadoras em todo equipamento será indicado, em lugar visível: A O tipo de equipamento. B O modelo do equipamento. C A carga máxima de trabalho permitida. D A monobra do equipamento. E A variedade do equipamento. A alternativa C está correta. De acordo com a NR 11 — Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais: 11.1 Normas de segurança para operação de elevadores, guindastes, transportadores industriais e máquinas transportadoras. 11.1.3.2 Em todo o equipamento será indicado, em lugar visível, a carga máxima de trabalho permitida. Questão 3 Sobre os requisitos de segurança para construção e instalação de elevadores de passageiros é correto afirmar que: A Devem ser previstas aberturas de ventilação, na parte superior da caixa dos elevadores, com área total de, no mínimo, 0,5% da seção transversal da caixa. B Se os espaços abaixo do carro ou do contrapeso forem acessíveis, a base do poço deve ser projetada para suportar uma carga de, no mínimo, 1000 N/m2. C A iluminação interna da cabina deve fornecer um nível mínimo de 60 lx uniformemente distribuídos ao nível do piso, evitando-se o uso de fontes de luz concentrada. D A distância horizontal entre a soleira do elevador e a soleira do pavimento não deve exceder 45 mm quando o elevador estiver parado com as portas abertas em qualquer pavimento. E Em condições normais de funcionamento, a exatidão de parada da cabina do elevador em cada pavimento deve ser de ± 10 mm e deve ser mantida uma exatidão de nivelamento de ± 25 mm. A alternativa C está correta. Na norma "elevadores de passageiros — elevadores para transporte de pessoa portadora de deficiência" cita, no item 5.1.13, que a iluminação mínima é de 60 lx. Letra A: Devem ser previstas aberturas de ventilação, na parte superior da caixa, com área total de no mínimo 1% da seção transversal da caixa. (NM 207); letra B: Se os espaços abaixo do carro ou do contrapeso forem acessíveis, a base do poço deve ser projetada para suportar uma carga de no mínimo 5000 N/m² (NM 207); Letra D: A distância horizontal entre a soleira do carro e a soleira de pavimento não deve exceder 0,035 m (NM 207); Letra E: Em condições normais de funcionamento, a exatidão de parada da cabina do elevador em cada pavimento deve ser de ± 10 mm e deve ser mantida uma exatidão de nivelamento de ± 20 mm (NM 313). Questão 4 A NR 11 define normas de segurança para operação de elevadores, guindastes, transportadores industriais e máquinas transportadoras. Sobre transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais, leia as sentenças e assinale a alternativa incorreta: A Deverá ser dada especial atenção aos cabos de aço, cordas, correntes, roldanas e ganchos que deverão ser inspecionados, permanentemente, substituindo-se as suas partes defeituosas. B Nos equipamentos de transporte, com força motriz própria, o operador deverá receber treinamento específico, dado pela empresa, que o habilitará nessa função. C Em todo o equipamento será indicado, em lugar visível, a carga máxima de trabalho utilizada, não havendo carga máxima definida por equipamento. O que define o limite de peso da carga é a operação efetuada. D Os equipamentos utilizados na movimentação de materiais, tais como ascensores, elevadores de carga, guindastes, monta-carga, pontes-rolantes, talhas, empilhadeiras, guinchos, esteiras-rolantes, transportadores de diferentes tipos, serão calculados e construídos de maneira que ofereçam as necessárias garantias de resistência e segurança e sejam conservados em perfeitas condições de trabalho. E Todas as afirmativas estão corretas. A alternativa C está correta. A - Correto: 11.1.3.1 Especial atenção será dada aos cabos de aço, cordas, correntes, roldanas e ganchos que deverão ser inspecionados, permanentemente, substituindo-se as suas partes defeituosas. B - Correto: 11.1.5 Nos equipamentos de transporte, com força motriz própria, o operador deverá receber treinamento específico, dado pela empresa, que o habilitará nessa função. C - Errado: 11.1.3.2 Em todo o equipamento será indicado, em lugar visível, a carga máxima de trabalho permitida. D - Correto: 11.1.3 Os equipamentos utilizados na movimentação de materiais, como ascensores, elevadores de carga, guindastes, monta-carga, pontes rolantes, talhas, empilhadeiras, guinchos, esteiras-rolantes, transportadores de diferentes tipos,serão calculados e construídos de maneira que ofereçam as necessárias garantias de resistência e segurança e conservados em perfeitas condições de trabalho. 3. Gestão de resíduos – sustentabilidade e receita Legislação aplicada para gerenciamento de resíduos da construção civil Resíduos Para iniciarmos o assunto, assista ao vídeo a seguir. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Os resíduos da construção civil são provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos, como: tijolos, blocos, cerâmicas, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica, entre outros, comumente chamados de entulhos de obras, caliça ou metralha. A Resolução Conama Nº 307 de 05 de julho de 2002 estabelece uma classificação para os resíduos sólidos da construção civil. De acordo com a resolução, os geradores devem ter como objetivo prioritário a não geração de resíduos e, secundariamente, a redução, a reutilização, a reciclagem e a destinação final. https://conama.mma.gov.br/?option=com_sisconama&task=arquivo.download&id=305 Classe A São os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados: De construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras obras de infraestrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem; De construção, demolição, reformas e reparos de edificações: componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento, entre outros), argamassa e concreto; De processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto (blocos, tubos, meio-fios, entre outros) produzidas nos canteiros de obras. Classe B São os resíduos recicláveis para outras destinações, como plásticos, papel, papelão, metais, vidros, madeiras, embalagens vazias de tintas imobiliárias e gesso. • • • Classe C São os resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam sua reciclagem ou recuperação. Classe D São resíduos perigosos oriundos do processo de construção, como tintas, solventes, óleos; ou aqueles contaminados ou prejudiciais à saúde oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais, entre outros. Estão, também, incluídos telhas e demais objetos e materiais que contenham amianto ou outros produtos nocivos à saúde. Para complementar o assunto abordado, assista ao vídeo a seguir. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Atenção As embalagens de tintas usadas na construção civil são submetidas a sistema de logística reversa, conforme requisitos da Lei nº 12.305/2010, que contempla a destinação ambientalmente adequada dos resíduos de tintas presentes nas embalagens. Segregação, armazenamento e destinação de resíduos da construção civil A organização, a limpeza e a segregação de resíduos estão diretamente relacionadas com a questão de perdas, tanto de materiais quanto de mão de obra. Ao promover uma adequada limpeza e segregação dos resíduos é possível reduzir os índices de perda no canteiro, pois: O canteiro de obra fica mais limpo e organizado; Evita-se a mistura entre os insumos e os resíduos, que serão triados, evitando que materiais novos sejam descartados como resíduo; Haverá a possibilidade de reaproveitamento dos resíduos antes do descarte; Todos os resíduos a serem descartados serão quantificados e qualificados, o que poderá colaborar na identificação de possíveis focos de desperdício. Outro ponto importante para a limpeza do canteiro é a diminuição da incidência de acidentes de trabalho, proporcionada por um local de trabalho mais seguro. Um ambiente de trabalho mais limpo e organizado aumenta a satisfação dos colaboradores e promove ganhos também para a empresa. A segregação deve acontecer imediatamente após a geração do resíduo, ainda na origem, para evitar mistura e contaminação. Após ser feita a segregação dos resíduos, é necessário que eles sejam acondicionados de modo correto, desde a segregação nos locais de geração até o transporte para o destino final. O acondicionamento inicial é feito no próprio local em que os resíduos são gerados. Existem alguns dispositivos que podem ser utilizados para este fim. Plásticos, madeiras, papéis e metais de pequenas dimensões podem ser acondicionados em bombonas ou em outro recipiente aberto e resistente. Internamente, os recipientes podem conter um saco de ráfia, dobrado para fora, facilitando a disposição dos resíduos e a coleta para destinação final. Para o caso de resíduos orgânicos e suas embalagens, copos plásticos usados, papéis sujos (refeitório, sanitários e áreas de vivência) ou outros passíveis de coleta pública, o acondicionamento inicial deverá ser feito em recipientes com tampa, contendo internamente um saco de lixo simples. Outros resíduos mais pesados ou em maiores dimensões não necessitam de recipientes específicos para acondicionamento inicial. Os resíduos classe A, por exemplo, podem ser acondicionados em pilhas próximas ao local de transporte interno (balança, grua ou coletor de entulho). • • • • Saiba mais Antes de continuar seus estudos, leia sobre o acondicionamento inicial e final dos resíduos. Além do acondicionamento inicial e final é necessário atentar para a forma como os resíduos serão transportados no canteiro. O transporte interno pode ser realizado utilizando-se dos meios convencionais e disponíveis no canteiro de obras. Transporte horizontal Para o transporte horizontal, podem ser utilizados: carrinhos de mão, gericas, transporte manual, entre outros. Transporte vertical Para o transporte vertical podem ser utilizados: grua, elevador de carga etc. É necessário que durante o planejamento do canteiro exista a preocupação com a movimentação dos resíduos para que futuramente não existam problemas com relação ao fluxo dos resíduos que podem gerar desperdícios de tempo dos trabalhadores sem agregar valor ao processo. Outra opção para o transporte vertical é o duto coletor de entulho que agiliza o transporte interno, principalmente, de resíduos classe A. Esses dutos são constituídos por elementos tubulares de polietileno de média densidade com diâmetro aproximado de 34 cm fixados por correntes. Nos pavimentos, um elemento especial permite a colocação dos resíduos. Esse transporte é ainda mais eficiente se dispusermos a baia, a caçamba, ou mesmo o caminhão sob a base do coletor evitando um transporte horizontal adicional. Confira como cada resíduo, de acordo com sua classe, deve ser destinado: Resíduos de Classe A Deverão ser reutilizados ou reciclados na forma de agregados, ou encaminhados a áreas de aterro de resíduos da construção civil, sendo dispostos de modo a permitir a sua utilização ou reciclagem futura. Resíduos de Classe B Deverão ser reutilizados, reciclados ou encaminhados a áreas de armazenamento temporário, sendo dispostos de modo a permitir a sua utilização ou reciclagem futura. Resíduos de Classe C Deverão ser armazenados, transportados e destinados em conformidade com as normas técnicas específicas. Resíduos de Classe D Deverão ser armazenados, transportados, reutilizados e destinados em conformidade com as normas técnicas específicas. Os resíduos nocivos à saúde, como aqueles que contêm amianto, foram incluídos nesta classe pela Resolução nº 348/2004. De acordo com a legislação, o princípio da reutilização e reciclagem deve nortear toda a obra de construção. Dessa forma, os materiais que seriam descartados, gerando perdas financeiras e ambientais, podem ser reinseridos na construção. Os materiais que não podem ser reutilizados de forma direta na obra, mas são recicláveis, podem ser reciclados dentro da própria obra ou fora do canteiro. Infelizmente, o segmento de reciclagem de resíduos da construçãocivil no Brasil é incipiente. Mas o tema vem sendo pesquisado em países como EUA, Holanda, Japão, Bélgica, França e Alemanha. Conforme o Conama, cada matéria-prima pode ser reciclada como: Areia Produção de argamassa de assentamentos, blocos e tijolos de vedação. Pedrisco Fabricação de artefatos de concreto, como mesas e bancos de praça, pisos intertravados, manilhas de esgoto. Brita Obras de drenagem e produção de concretos não-estruturais. Bica corrida Base e sub-base de pavimentação, reforço e subleito de pavimentos e regularização de vias não- pavimentadas. Rachão Obras de pavimentação, drenagem e terraplanagem. A coleta e a remoção dos resíduos do canteiro de obras devem ser realizadas por transportadores licenciados. O serviço será controlado com o preenchimento do Controle de Transporte de Resíduo, que é uma ficha com os dados do gerador, tipo e quantidade de resíduo, dados do transportador e dados do local de destinação final. O gerador deve guardar uma via desse documento assinado pelo transportador e destinatário dos resíduos. Será sua garantia de que destinou adequadamente os resíduos. Para complementar o assunto abordado, assista ao vídeo a seguir. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. As normas para gestão de resíduos na construção civil são fundamentais para o desenvolvimento sustentável da sociedade. Como setor da economia que mais gera resíduos sólidos, a construção civil necessita investir no correto gerenciamento de todo o ciclo produtivo. Plano de gerenciamento de resíduos da construção civil A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/10) e a Resolução nº 307 do Conama estabelecem a elaboração e a implantação, pelos geradores, do Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (PGRCC). Trata-se de um procedimento fundamental para a correta gestão de resíduos da construção civil. Esses planos serão elaborados pelos grandes geradores e deverão estabelecer os procedimentos para o manejo e destinação ambientalmente adequados dos resíduos. Os empreendimentos que necessitam de licenciamento ambiental deverão ter seus PGRCC analisados dentro do processo de licenciamento, junto ao órgão ambiental. Confira as etapas que devem ser contempladas pelo PGRCC, de acordo com a Resolução nº 307: Caracterização O gerador identifica e quantifica os resíduos. Triagem Realizada, preferencialmente, pelo gerador na origem, ou nas áreas de destinação licenciadas para essa finalidade, respeitando as classes dos resíduos. Acondicionamento O gerador deve garantir o confinamento dos resíduos após a geração até a etapa de transporte, assegurando em todos os casos possíveis, as condições de reutilização e de reciclagem. Transporte Realizado em conformidade com as etapas anteriores e de acordo com as normas técnicas vigentes para o transporte de resíduos. Destinação Prevista de acordo com a classificação de cada resíduo. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12305.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12305.htm https://conama.mma.gov.br/?option=com_sisconama&task=arquivo.download&id=305 Saiba mais Antes de encerrar seus estudos, saiba mais sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Verificando o aprendizado Questão 1 A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o órgão responsável pela normalização técnica no país. Com o tema Gestão de Resíduos existem cinco normas brasileiras: NBR 15112:2004: Resíduos da Construção Civil e Resíduos Volumosos — Áreas de Transbordo e Triagem — Diretrizes para Projeto, Implantação e Operação; NBR 15113:2004: Resíduos Sólidos da Construção Civil e Resíduos Inertes — Aterros — Diretrizes para Projeto, Implantação e Operação; NBR 15114:2004: Resíduos Sólidos da Construção Civil — Áreas de Reciclagem — Diretrizes para Projeto, Implantação e Operação; NBR 15115:2004: Agregados Reciclados de Resíduos Sólidos da Construção Civil — Execução de Camadas de Pavimentação — Procedimentos; NBR 15116:2004: Agregados Reciclados de Resíduos Sólidos da Construção Civil — Utilização em Pavimentação e Preparo de Concreto sem Função Estrutural — Requisitos. Essas normas são importantes respaldo técnico e legal para estimular a segregação, reciclagem e destinação responsável dos resíduos. Pesquise sobre cada uma dessas normas, e discuta aspectos importantes associados a tais normativas. Chave de resposta NBR 15112: Resíduos da Construção Civil e Resíduos Volumosos — Áreas de Transbordo e Triagem • • • • • Esta norma fixa os requisitos exigíveis para elaboração do projeto, implantação e operação de áreas de transbordo e triagem de resíduos da construção civil e resíduos volumosos. Segundo a NBR 15112, área de transbordo e triagem de resíduos da construção civil e resíduos volumosos (ATT) é uma “área destinada ao recebimento de resíduos da construção civil e resíduos volumosos, para triagem, armazenamento temporário dos materiais segregados, eventual transformação e posterior remoção para destinação adequada, sem causar danos à saúde pública e ao meio ambiente”. NBR 15113: Resíduos Sólidos Construção Civil e Resíduos Inertes — Aterros — Diretrizes para Projeto, Implantação e Operação A NBR 15113 fixa os requisitos exigíveis para projeto, implantação e operação de aterros de resíduos sólidos da construção civil classe A e de resíduos inertes. Visa também a reserva de materiais de forma segregada, possibilitando o uso futuro ou, ainda, a disposição desses materiais, com vistas à futura utilização da área, além de buscar a proteção das coleções hídricas ou subterrâneas próximas, das condições de trabalho dos operadores dessas instalações e da qualidade de vida das populações vizinhas. Nesta norma, o aterro de resíduos da construção civil e de resíduos inertes é definido como uma área onde são empregadas técnicas de disposição de resíduos classe A e resíduos inertes no solo, visando a reservação de materiais segregados ao menor volume possível para um possível uso futuro dos materiais e/ou futura utilização da área, sem causar danos à saúde pública e ao meio ambiente. NBR 15114: Resíduos Sólidos Construção Civil — Áreas de Reciclagem — Diretrizes para Projeto, Implantação e Operação Nesta norma, são estabelecidos os requisitos mínimos exigíveis para projeto, implantação e operação de áreas de reciclagem de resíduos sólidos da construção civil classe A. Ela se aplica à reciclagem de materiais já triados para a produção de agregados com características para a aplicação em obras de infraestrutura e edificações, de forma segura, sem comprometimento das questões ambientais, das condições de trabalho dos operadores dessas instalações e da qualidade de vida das populações vizinhas. NBR 15115: Agregados Reciclados de Resíduos Sólidos da Construção Civil — Execução de camadas de pavimentação — Procedimentos A NBR 15115 tem por objetivo o estabelecimento de critérios para execução de camadas de reforço do subleito, sub-base e base de pavimentos, bem como camada de revestimento primário, com agregado reciclado de resíduo sólido da construção civil, denominado agregado reciclado, em obras de pavimentação. NBR 15116: Agregados Reciclados de Resíduos Sólidos da Construção Civil – Utilização em Pavimentação e Preparo de Concreto sem Função Estrutural Requisitos. Esta norma estabelece os requisitos para o emprego de agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil. Os agregados reciclados de que a norma trata destinam-se: A obras de pavimentação viária (camada de reforço de subleito, sub-base e base de pavimentação ou revestimento primário de vias não pavimentadas). Ao preparo de concreto sem função estrutural. o A requisitos gerais e específicos para agregado reciclado destinado ao preparo de concreto sem função estrutural. • • Ao controle da qualidade e caracterização do agregado reciclado. Questão 2 Para efeito da Resolução Conama nº 307/2003, os resíduos da construção civil,classificados como resíduos Classe C, são: A Reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como tijolos, blocos e telhas. B Resíduos perigosos oriundos do processo de construção, tais como tintas, solventes, óleos e outros, ou aqueles contaminados oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros. C Recicláveis para outras destinações, tais como plásticos, papelão/papel, metais, vidros, madeiras e outros. D Aqueles para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações tecnicamente viáveis que permitam sua reciclagem/recuperação, tais como produtos oriundos do gesso. E Reutilizáveis ou recicláveis, oriundos de processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto, produzidas nos canteiros de obras. A alternativa D está correta. Resolução Nº 469, de 29 de julho de 2015. Considerando o disposto na Resolução Conama no 307, de 05 de julho de 2002, que estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil, resolve: Art. 1º O inciso II, do art. 3º da Resolução Conama nº 307, de 05 de julho de 2002, passa a vigorar com a seguinte redação “Art. 3º - II - Classe B - são os resíduos recicláveis para outras destinações, tais como plásticos, papel, papelão, metais, vidros, madeiras, embalagens vazias de tintas imobiliárias e gesso. (NR). Questão 3 Em 5 de julho de 2002, o Conama aprovou a Resolução 307 que dispõe sobre os resíduos sólidos de construção e demolição. Em 2012 a Resolução 448 deu nova redação à Resolução 307, definindo um instrumento de sua implementação. Assinale a opção correta. A O Plano Municipal de Gestão de Resíduos da Construção Civil. B O Plano Estadual de Gestão de Resíduos de Construção e Demolição. C O Plano Diretor de Gestão de Resíduos Sólidos de Construção e Demolição. • D O Projeto de gestão de resíduos de construção e demolição emitido pelo gerador (público e privado). E Os Projetos de gerenciamento de resíduos de construção. A alternativa A está correta. Art. 5º: É instrumento para a implementação da gestão dos resíduos da construção civil o Plano Municipal de Gestão de Resíduos da Construção Civil, a ser elaborado pelos Municípios e pelo Distrito Federal, em consonância com o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. (nova redação dada pela Resolução 448/12). Questão 4 São classificados como resíduos da Classe A da construção civil: A Placas de revestimento, madeiras e metais. B Componentes cerâmicos, gesso e metais. C Concreto, gesso e madeiras. D Madeiras, vidros e placas de revestimento. E Componentes cerâmicos, argamassa e concreto. A alternativa E está correta. Resolução CONAMA 307 Art. 3°: Os resíduos da construção civil deverão ser classificados, para efeito desta Resolução, da seguinte forma: Classe A – são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como: a) de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras obras de infraestrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem; b) de construção, demolição, reformas e reparos de edificações: componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento etc.), argamassa e concreto; c) de processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto (blocos, tubos, meios-fios etc.) produzidas nos canteiros de obras; 1. Classe B – são os resíduos recicláveis para outras destinações, tais como: plásticos, papel, papelão, metais, vidros, madeiras e gesso; Classe C – são os resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem ou recuperação; Classe D – são resíduos perigosos oriundos do processo de construção, tais como tintas, solventes, óleos e outros ou aqueles contaminados ou prejudiciais à saúde oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros, bem como telhas e demais objetos e materiais que contenham amianto ou outros produtos nocivos à saúde. 2. 3. 4. 4. Conclusão Considerações finais Neste conteúdo, abordamos aspectos fundamentais para garantir a qualidade, segurança, eficiência e sustentabilidade nas atividades da construção civil. Iniciamos destacando a importância do armazenamento adequado de materiais no canteiro de obras, ressaltando como a má conservação pode comprometer a durabilidade das estruturas e impactar negativamente os custos do projeto. Discutimos que os materiais representam uma parcela significativa do orçamento de uma obra, e, por isso, a logística de estocagem e movimentação precisa ser cuidadosamente planejada. Em seguida, analisamos os sistemas de transporte vertical, com foco especial nos elevadores de carga e passageiros, que são essenciais para a movimentação de materiais e trabalhadores. Reforçamos a necessidade de seguir as diretrizes da NR 18, que regula as condições de segurança e instalação desses equipamentos, prevenindo acidentes e promovendo um ambiente de trabalho mais seguro. Também exploramos a gestão de resíduos na construção civil, um desafio ambiental e logístico que exige atenção constante. Mostramos que a correta separação, armazenamento e destinação dos resíduos pode evitar impactos ambientais, gerar economia e promover a sustentabilidade no setor, conforme estabelecido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos e pela Resolução 307 do Conama. Assim, encerramos este conteúdo reforçando que práticas seguras, eficientes e sustentáveis são indispensáveis para a realização de obras de qualidade. A compreensão e a aplicação desses conhecimentos contribuem diretamente para a formação de profissionais mais preparados para enfrentar os desafios do setor. Explore+ Acesse o canal da Indústria no Youtube e assista ao vídeo Transporte, Armazenamento e Manuseio de Materiais. Acesse o canal FAÇA SUA OBRA no Youtube e assista ao vídeo Como receber e armazenar os materiais de uma construção. Acesse o canal Rodolfo Jambas Guilherme no Youtube e assista ao vídeo Canteiro de obras virtual. Acesso o canal FUNDACENTRO no Youtube e assista ao vídeo Elevadores de obras. Acesso o canal Carlos Chinaglia no Youtube e assista ao vídeo Resíduos sólidos na construção civil - Saneamento e gestão ambiental. Na página da internet Mobuss construção, você encontrará o artigo Gestão de resíduos na construção civil: 3 razões para investir. Leia o artigo Gestão de resíduos sólidos na construção civil: Estudo de caso em duas empresas na Cidade de Manaus – AM. https://cdn-conteudo.ensineme.com.br/Estudo_de_casos_AM_4aa62b4dc6.pdf https://cdn-conteudo.ensineme.com.br/Estudo_de_casos_AM_4aa62b4dc6.pdf Referências ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10004: Resíduos sólidos — classificação. São Paulo, 2004. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12655: Preparo, controle e recebimento de concreto. Rio de Janeiro, 1992. BONIN, L.C.; et al. Manual de referência técnica para estruturas de concreto armado convencionais. Sinduscon/RS: Programa de Qualidade e Produtividade na Construção Civil/RS, 1993. BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 17 — Ergonomia. BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 18 — Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção. Portaria MTb n.º 261, de 18 de abril de 2018. BRITO FILHO, J. A. Cidade versus Entulho. In: Anais do II Seminário: Desenvolvimento Sustentável e a Reciclagem na Construção Civil – CT206/IBRACON, SP, 1999. INSTITUTO NACIONAL DE TECNOLOGIA. Pesquisa antropométrica e biomecânica dos operários da indústria da transformação - RJ. Rio de Janeiro: Instituto Nacional de Tecnologia, 1988. NETO, José da Costa Marques. Gestão de resíduos de Construção e de Demolição no Brasil. São Carlos, SP: Rima, 2005. PINTO, T.P. Metodologia para a gestão diferenciada de resíduos sólidos da construção urbana. Tese (Doutorado) — Escola Politécnica, Universidade de São Paulo. São Paulo, 1999. 189p. QUALHARINI, E. Canteirode Obras. 1. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. 216p. SAURIN, T. A.; FORMOSO, C. T. Planejamento de canteiros de obras e gestão de processos. Porto Alegre: ANTAC, 2006. v. 3. 110 p. Tipos de armazenamento, elevadores e gestão de resíduos no canteiro 1. Itens iniciais Propósito Objetivos Introdução 1. Tipos de armazenamento no canteiro de obras Armazenamento de cimento e agregados Estocagem de cimento Conteúdo interativo Atenção Estocagem de agregados Conteúdo interativo Armazenamento de blocos e tijolos Dica Armazenamento de aço, armaduras e tubos de PVC Estocagem de barras de aço Conteúdo interativo Meios muito agressivos Meios medianamente agressivos Meios pouco agressivos Primeiro cuidado Segundo cuidado Terceiro cuidado Atenção Atenção Verificando o aprendizado 2. Elevadores – carga e passageiros Elevador de carga e de passageiros Norma brasileira para elevadores de canteiro de obras Conteúdo interativo Torres de elevador (prancha) Elevadores de transporte de materiais (gaiola) Elevadores de passageiros Localização do guincho Posição da torre do guincho Posição do guincho Pavimentos tipo Base da torre Torre Local da torre Principais instalações de segurança Atenção Gruas Conteúdo interativo Grua fixa Grua móvel Grua ascensional Atenção Verificando o aprendizado 3. Gestão de resíduos – sustentabilidade e receita Legislação aplicada para gerenciamento de resíduos da construção civil Resíduos Conteúdo interativo Classe A Classe B Classe C Classe D Conteúdo interativo Atenção Segregação, armazenamento e destinação de resíduos da construção civil Saiba mais Transporte horizontal Transporte vertical Resíduos de Classe A Resíduos de Classe B Resíduos de Classe C Resíduos de Classe D Areia Pedrisco Brita Bica corrida Rachão Conteúdo interativo Plano de gerenciamento de resíduos da construção civil Caracterização Triagem Acondicionamento Transporte Destinação Saiba mais Verificando o aprendizado 4. Conclusão Considerações finais Explore+ Referências