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Manual de Tubos PRFV

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Tubos em Plástico Reforçado com Fibra de Vidro - PRFV
Sumário 
1. INTRODUÇÃO 04 
 
2. MANUSEIO DOS TUBOS 
 
2.1 Inspeção 04 
 
2.2 Descarga 04 
 
2.3 Armazenamento 05 
2.3.1 Tubos 05 
2.3.2 Anéis 06 
2.3.3 Pasta lubrificante 06 
 
2.4 Transporte 06 
 
3. INSTALAÇÃO SUBTERRÂNEA 07 
 
3.1 Terminologia 07 
 
3.2 Interação Solo/Tubo 07 
 
3.3 Tipos de vala 09 
3.3.1 Vala em terreno estável 07 
3.3.2 Vala em terreno granular 07 
3.3.3 Vala com presença de lençol freático 07 
 
3.4 Escolha dos solos para reaterro 07 
3.4.1 Berço (Leito de assentamento) 07 
3.4.2 Reaterro da envoltória 08 
3.4.3 Fundação 09 
 
3.5 Largura e profundidade da vala 09 
3.6 Escoramento de vala 10 
 
3.7 Montagem dos Tubos 11 
3.7.1 Inspeção visual 11 
3.7.2 Assentamento do tubo na vala 11 
3.7.3 Desvio angular admissível das juntas elásticas 11 
3.7.4 Deflexão admissível 12 
3.7.5 Lubrificação do tubo e acoplamento 12 
3.7.6 Métodos de acoplamento 13 
 
3.8 Compactação 13 
 
4. ANCORAGEM 14 
 
5. MANUTENÇÃO 15 
 
5.1 Tipos de intervenção 15 
 
5.2 Procedimentos de corte e chanfro da tubulação 15 
 
5.3 Acessórios JOPLAS 16 
 
5.4 Manutenção com luva de correr 16 
 
6. TESTE DE DESEMPENHO 17 
 
6.1 Considerações 17 
 
6.2 Ensaio de estanqueidade 17 
6.2.1 Objetivo 17 
6.2.2 Equipamentos necessários 17 
6.2.3 Preparação 18 
6.2.4 Etapas 18 
 
7. INTERCAMBIALIDADE 20 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 – INTRODUÇÃO: 
 
O presente Manual define as 
particularidades na instalação dos 
tubos de PRFV - Plástico Reforçado 
com Fibra de Vidro (doravante 
denominado PRFV) da JOPLAS e 
representa um guia prático para o 
instalador a respeito da manipulação e 
instalação dos mesmos. 
Situações não descritas neste 
manual deverão ser tratadas com a 
equipe técnica da JOPLAS, a fim de 
esclarecer as dúvidas apresentadas 
durante a execução da obra. 
Os procedimentos de instalação e 
as orientações do nosso serviço de 
Assistência Técnica, seguidos 
cuidadosamente, ajudarão a garantir 
uma instalação adequada, com um 
desempenho desejado ao longo de 
toda vida útil do tubo. 
 
 
2 – MANUSEIO DOS TUBOS: 
 
2.1 Inspeção: 
 
Antes da instalação do tubo de 
PRFV inspecionar as condições do material 
recebido, para comprovar sua integridade. 
 
No recebimento siga as instruções 
abaixo: 
- Realizar inspeção geral da carga no 
recebimento e durante o descarregamento. 
- Separar o tubo, caso apresente 
algum dano físico. 
- Não instalar tubos que estiverem 
danificados. 
 
2.2 Descarga e manuseio: 
 
 Os tubos deverão ser descarregados 
ou e manuseados evitando golpes ou 
choques com elementos cortantes ou 
perfurantes, principalmente em suas 
extremidades. É conveniente que seja 
descarregado um tubo por vez ou todo o 
pacote caso seja solicitado antecipadamente 
este tipo de embalagem. Orientamos que a 
tarefa de descarga deve ser realizada com 
equipamentos mecânicos, para qual deverão 
ser usadas cordas (cabo guia), cintas de 
nylon com capacidade superior ao peso da 
carga a ser içada. 
 O manuseio em obra é de 
responsabilidade do contratante. Para que 
esta atividade seja realizada de forma segura 
e sem comprometer a integridade dos tubos, 
segue as principais recomendações: 
 
 
 Utilizar sempre duas cintas de nylon fixadas 
diretamente ao tubo ou a embalagem do mesmo 
permitindo fácil controle no descarregamento e 
manuseio. 
 Neste procedimento é imprescindível à utilização 
de cordas guia. 
 Também pode ser utilizado o uso de 
empilhadeira para esta finalidade. 
 Nunca utilizar cabos de aço, correntes ou outros 
materiais que possam danificar o tubo. 
 Para manusear tubos com empilhadeiras, os 
garfos devem ser envolvidos com uma proteção 
de borracha de 10 mm de espessura. 
 Guiar o tubo, evitando movimentos 
bruscos ou choques. 
 Não descarregar o tubo deslizando 
através da guarda do caminhão, pois 
isso poderá acarretar desgaste a parede 
do tubo comprometendo sua integridade. 
 Não descarregar ou manusear passando 
cordas pelo interior do tubo, bem como a 
fixação de ganchos em sua extremidade. 
 
 
 Na ocorrência de qualquer dano 
ao tubo, durante o processo de 
descarregamento ou manuseio na obra 
este deverá ser separado para 
inspeção e possível reparo antes da 
instalação, e a JOPLAS deve ser 
contatada quanto às recomendações e 
ao método de reparo. 
 
2.3 Armazenamento 
 
Os tubos de PRFV podem ser 
armazenados ao ar livre por um 
período de 12 meses sem efeitos 
nocivos causados pelos os raios 
solares. Caso ultrapasse o período de 
12 meses, os tubos deverão ser 
cobertos com lona. 
 
2.3.1 Tubos 
 O armazenamento dos tubos de 
PRFV deve ser feito sobre um terreno 
plano, os mesmos deverão ser apoiados 
em sua embalagem original ou sobre 
sarrafos de madeira no mínimo em três 
(03) pontos para tubos de 06 metros, e 
quatro (04) pontos para tubos de 12 
metros ao longo do seu comprimento 
colocando os sarrafos das extremidades 
a aproximadamente 500 mm das 
pontas. 
 
 
 
 
 
 Fig. 01 - Tubo 06 metros com 03 calços de madeira. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig. 02 – Tubo 12 metros com 04 calços de madeira. 
 
 
A estocagem deverá respeitar o 
empilhamento conforme descrito na tabela 01. 
 
 
Tabela 01 
Diâmetro - mm 
Número Máximo 
Camadas 
200 5 
300 4 
400 - 600 3 
700 – 1.200 2 
 
 
 
 
O armazenamento dos tubos deve ser em 
terreno plano, e podem ser apoiados nas 
madeiras utilizadas no transporte. 
 
IMPORTANTE: Observar se os 
tubos da parte inferior da pilha não 
apresentam deformações nos pontos de 
apoios que podem ser causados pelo 
peso dos tubos da parte superior, caso 
isso ocorra retirar uma camada de tubo 
para reduzir o peso. 
 
2.3.2 Anéis (Junta Integrada) 
 O sistema de vedação dos tubos 
de PRFV consiste de uma junta 
integrada e deve ser mantida com o 
tubo. 
 
2.3.3 Pasta lubrificante 
 A pasta lubrificante deve ser 
cuidadosamente armazenada para 
evitar danos à sua embalagem, na 
utilização parcial do produto, o balde ou 
a bisnaga utilizada deve ser vedado 
novamente, a fim de se evitar 
contaminação ou o seu ressecamento. 
 
2.4 Transporte 
 Para o transporte dos tubos na obra 
devem ser utilizados os berços de transporte 
originais. Se o material não estiver mais 
disponível, apoie toda a seção inferior do tubo 
em madeiras espaçadas a cada 03 metros. 
Calce lateralmente os tubos, para que não 
haja movimentação e mantenha a separação 
uniforme entre eles. Assegure que nenhum 
tubo tenha contato entre eles, nem com as 
guardas do caminhão, evitando assim uma 
possível abrasão durante o transporte. 
Os tubos devem ser amarrados sobre 
os pontos de apoio usando cintas de nylon ou 
cordas flexíveis (nunca use cabos de aço ou 
correntes para essa finalidade). 
 
 
Transporte dos tubos do local de armazenamento para o 
local de montagem 
3. INSTALAÇÃO ENTERRADA 
 
3.1 Terminologia 
 Para uma boa interpretação 
deste procedimento é aconselhável 
familiarizar-se com os termos utilizados 
neste tipo de instalação. 
 A figura 03 a seguir mostra o 
significado dos termos usados nesta 
especificação. 
 
 
 
 
 
 
 
Fig. 03 
 
 
 
3.2 Interação solo/tubo 
 Os tubos de PRFV são 
classificados como tubos flexíveis, 
onde combinam grande resistência e 
alta flexibilidade. 
 Para uma correta instalação, o 
terreno e o tubo deverão formar um 
sistema único. Uma boa fundação, 
com berço, reaterro primário e 
secundário, feitos com solos 
devidamente selecionados e uma 
compactação adequada propiciará o 
correto funcionamento da tubulação. 
 
3.3 Tipos de vala 
 Para
a execução da vala, 
deverão ser levados em consideração 
os dados obtidos do estudo do terreno 
e realizar a tarefa de acordo com suas 
características: estável, instável, 
granular, com presença de lençol 
freático, etc. Para valas com 
profundidade acima de 1.30m é 
conveniente fazer corte em “v”. 
 
3.3.1 Vala em terreno estável 
 O terreno é estável quando não 
necessita de escoramento das paredes. 
Mesmo vala escavada em solos estáveis 
poderá ter um corte inclinado (em V) ou 
escoramento das paredes quando se trata de 
escavações profundas. 
 
3.3.2 Vala em terreno granular 
 As paredes da vala devem assumir a 
inclinação correspondente ao ângulo de 
repouso do solo, ou nas situações que não 
permitem valas largas, realizar a contenção 
por escoramento lateral. 
 
3.3.3 Vala com presença de lençol freático 
Quando o nível do lençol freático 
estiver sobre o fundo da vala, ou até a 200 
mm abaixo dela, deverá ser feito o 
bombeamento, e drenagem do local. 
 
3.4 Escolha dos solos para o reaterro 
3.4.1 Berço (Leito de assentamento) 
 
O leito de assentamento serve para 
possibilitar o bom acondicionamento 
geométrico do tubo para que o mesmo fique 
uniformemente apoiado em toda a sua 
extensão. O leito também deve apresentar 
resistência ás solicitações atuantes do tubo. 
 
 
 
 
 
O leito de assentamento deve 
ser construído com material 
essencialmente granular, compactado, 
devendo atingir 95% o PROCTOR 
PADRÃO, preferencialmente de 
material com granulometria bem 
distribuída e de alta capacidade de 
suporte. Recomenda-se o uso de areia 
para compor essa camada. Deve ser 
isento de rochas, torrões e isento de 
contaminação por materiais orgânicos. 
A altura deve ser DN/4 ou 100 mm (o 
que for menor), devendo suportar 
continuamente a toda extensão do 
tubo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Abertura da vala 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Leito de assentamento nivelado e compactado 
 
3.4.2 Reaterro da envoltória 
O reaterro da envoltória tem por 
objetivo o preenchimento da vala até o cobrir 
totalmente o tubo, de forma que exista uma 
camada acima da geratriz superior do mesmo 
de no mínimo 300 mm. O solo de reaterro da 
envoltória deve ser compactado ou em caso 
de uso de areia fazer o adensamento com 
água para preenchimento dos espaços vazios 
na geratriz inferior do tubo. 
O reaterro da envoltória do tubo 
divide-se em duas partes: 
1 - O reaterro primário que se estende 
desde a geratriz inferior do tubo até 70% do 
diâmetro do mesmo. Este reaterro deve ser 
feito com o mesmo tipo de material da base 
de descanso, em camadas de 200 mm de 
espessura. Deve ser compactado de forma 
paralela e com as mesmas características do 
berço. 
Deve-se assegurar uma boa 
compactação na geratriz inferior do tubo, 
região que fica em contato com o solo. 
2 – A função do reaterro secundário é 
o preenchimento da vala até 300 mm da 
geratriz superior do tubo usando o mesmo 
material utilizado no reaterro primário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reaterro de envoltória até 70% da geratriz 
média do tubo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O material obtido da escavação 
pode ser utilizado sempre que este seja 
de boa qualidade (baixa plasticidade, 
finos dentro dos limites, sem material 
orgânico, etc.). 
Se o aterro não for feito 
uniforme em toda extensão, ou com 
uma compactação abaixo da 
recomendada, o alinhamento do tubo 
poderá sofrer movimentação quando 
em operação podendo apresentar 
danos aos tubos. 
Nos casos da execução de 
pavimentação sobre o reaterro, o 
projeto de engenharia deve avaliar a 
necessidade de compactação do 
reaterro secundário. 
 
A camada mínima de 
recobrimento da tubulação na vala 
depende basicamente do tipo de 
tráfego sobre a tubulação. Abaixo os 
recobrimentos recomendados. 
 
 
 
 
Tabela 2 - Altura de recobrimento sobre o tubo. 
 
Recobrimento - m Condição 
0,7 à 0,9 Sem carga de roda e sem vácuo 
1,0 à 1,2 
Carga de roda moderada e carga 
de vácuo parcial. As condições 
devem ser verificadas por cálculo 
do projeto da tubulação. 
Acima de 1,2 
Admite carga de roda severa e 
carga de vácuo. As condições 
devem ser verificadas por cálculo 
do projeto da tubulação. 
Para condições especiais, como tráfego de 
ferrovia, consultar departamento técnico. 
 
3.4.3 Fundação 
Para terrenos moles ou com presença 
de lençol freático sobre o nível do fundo da 
vala, esta deverá contar com uma fundação, a 
qual será projetada logo após a realização de 
um estudo do solo, e já determinada a 
resistência do terreno e a carga a suportar. 
Os materiais utilizados podem ser de 
acordo com o caso, pedra britada, cascalho, 
ou em casos extremos, uma laje de concreto. 
 
3.5 Largura e profundidade 
A largura da vala deverá ter no 
mínimo, o resultado obtido pela tabela 03 que 
leva em consideração o espaço necessário 
para realizar as tarefas de reaterro e 
compactação na parte inferior próxima ao 
tubo. 
A largura da vala poderá variar se o 
terreno for de baixo módulo, portanto caso o 
material de reaterro não seja o adequado ou 
ainda na presença do lençol freático. 
 
 
Reaterro secundário com 300 mm 
sobre a geratriz superior 
 
 
 
 
 
Tabela 3 
 
A profundidade da vala será de 
tal forma que permita a construção da 
fundação e/ou berço, mais o diâmetro 
do tubo e recobrimento mínimo, tendo 
em consideração que o recobrimento 
mínimo da tubulação não seja inferior 
0,70 m que é o mínimo recomendado 
para instalação sem tráfego de rodas. 
É aconselhável, quando 
assentar tubos de diferentes diâmetros 
na mesma vala fazê-los no mesmo 
nível. Com relação à envoltória do tubo 
e para o dimensional da profundidade 
da vala, considerar sempre o tubo de 
maior diâmetro conforme descrito na 
figura 04. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fig.04 
 
 
 
 
 
3.6 Escoramento 
O escoramento é um elemento de 
contenção destinado a preservar as paredes 
laterais da vala, cuja sustentação foi alterada 
pela escavação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Destaca-se que conforme a portaria n° 
18 do Ministério do Trabalho (item 18.6.5) é 
obrigatório o escoramento para valas com 
profundidade superior a 1,25 metros. 
O projeto de engenharia deve 
apresentar o detalhamento do tipo de 
escoramento a ser utilizado em cada trecho 
de instalação. 
 
Diâmetro (mm) 
Largura da Vala - 
mm 
200 à 500 DN + 600 
600 à 800 DN + 800 
900 à 1.200 DN + 1.000 
 
É recomendada que a atividade 
de reaterro e a retirada de escoramento 
sejam atividades contínuas, se possível 
realizada na mesma jornada de 
trabalho. Após a retirada do 
escoramento todos os vazios devem 
ser preenchidos e compactados. 
 
 
3.7 Montagem dos tubos 
 
3.7.1 Inspeção visual 
No início da montagem, antes 
mesmo de baixar o tubo na vala, é 
recomendado realizar uma inspeção 
visual, a fim de verificar se os tubos 
não foram avariados durante o 
transporte na obra ou no manuseio, 
garantindo sua integridade. 
 
3.7.2 Assentamento do tubo na vala 
Os tubos devem ser colocados 
na vala perfeitamente alinhados e 
nivelados. O berço deverá estar 
devidamente compactado e na posição 
da união com o tubo seguinte (figura 5). 
Deverá ser feito um rebaixo na região 
da luva, para melhorar o alinhamento 
da tubulação. Para colocar o tubo na 
vala, utilizar sempre cintas, cordas ou 
cordão de Nylon. 
 
 
 
 
 
 
 
N
ivela
ment
o 
corret
o 
Fig.0
5 
 
 
3.7.3 Desvio angular admissível das juntas 
elásticas 
O sistema de junta elástica dos tubos 
de PRFV proporciona deflexões angulares na 
posição horizontal e vertical. Possibilitando 
durante a montagem ajuste de alinhamento e 
traçado das tubulações, permitindo a 
formação de curvas de grande raio sem a 
utilização de conexões (tabelas 4 à 7). 
Além da flexibilidade de montagem,
a 
deflexão angular absorve possíveis 
movimentos do solo sem que haja 
comprometimento na estanqueidade da 
tubulação. 
 
 
 
 
Fig. 6 
 
 
Pressão até 1,6 MPa 
A - 
ângulo 
Deflexão 
º 
DN 
Comprimento do tubo - metros 
3 6 9 12 
 mm (Extremidade oposta ao 
acoplamento) 
3,0º DN ≤ 500 157 314 471 628 
2,0º ˃ 500 ≤ 900 105 209 315 419 
1,0º 
˃ 900 ≤ 
1.200 
52 104 156 208 
Tabela 4 
 
Nivelamento irregular 
Â
 
Pressão 1,8 à 2,0 MPa 
A - 
ângulo 
Deflex
ão º 
DN 
Comprimento do tubo - metros 
3 6 9 12 
Mm – Extremidade oposta ao 
acoplamento 
2,5º DN ≤ 500 131 262 393 416 
1,5º 
˃ 500 ≤ 
900 
78 157 234 272 
0,8º 
˃ 900 ≤ 
1.200 
41 82 123 104 
Tabela 5 
 
Pressão 2,2 à 2,5 MPa 
A - 
ângulo 
Deflexão 
º 
DN 
Comprimento do tubo - 
metros 
3 6 9 12 
 mm (Extremidade oposta ao 
acoplamento) 
2,0º DN ≤ 500 104 208 393 524 
1,3º ˃ 500 ≤ 900 68 136 234 312 
0,5º 
˃ 900 ≤ 
1.200 
26 52 123 164 
Tabela 6 
 
Pressão 2,6 à 3,2 MPa 
A - 
ângulo 
Deflexão 
º 
DN 
Comprimento do tubo 
- metros 
3 6 9 12 
 mm (Extremidade oposta ao 
acoplamento) 
1,5º DN ≤ 500 78 157 234 312 
1,0º ˃ 500 ≤ 900 52 104 156 208 
0,5º 
˃ 900 ≤ 
1.200 
26 52 78 104 
Tabela 7 
 
3.7.4 Deflexão admissível 
Após a instalação do tubo, a 
deflexão diametral não deverá exceder os 
valores apresentados na tabela 08. 
 
Tabela 8 
 
 
 
 
 
 
Fig.7 
Inicial. 
Longo prazo. 
 
3.7.5 Lubrificação do tubo e acoplamento 
Antes de fazer a união dos tubos 
deve-se ter o cuidado de limpar previamente 
as extremidades Ponta e Bolsa, para remover 
qualquer sujeira. Com um pano limpo aplicar 
a pasta lubrificante nas extremidades (Ponta 
e Bolsa), tomando sempre o cuidado de 
mantê-las limpas. 
Os lubrificantes devem ser a base de 
sabão neutro, nunca utilize lubrificante a base 
de derivado de petróleo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Situação Deflexão - % 
Deflexão inicial 3,0 / DN 
Deflexão longo 
prazo 
5,0 / DN 
O lubrificante deve ser aplicado em toda 
circunferência do tubo 
3.7.6 Métodos de acoplamento 
Os métodos utilizados para fazer o 
acoplamento dos tubos são os 
seguintes: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A – Por meio de alavanca, tomando o cuidado 
de colocar um pedaço de madeira na 
extremidade do tubo, para protegê-lo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
B – Utilizar Tirfor/catraca, com duas cintas de 
Nylon, sendo uma acoplada no Tirfor/catraca e a 
segunda, envolvendo o tubo que vai ser 
acoplado. Colocar um lençol de borracha ou 
similar, entre o tubo e o elemento de montagem, 
para que não haja contato entre eles. Ao utilizar 
esse método, tenha a certeza que o tubo já 
instalado esteja suficientemente ancorado, para 
não permitir que se mova durante a junção e 
afete conexões feitas anteriormente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
C – Por meio catracas em paralelo (tubos com 
diâmetro acima de 1.200mm). 
 
IMPORTANTE: Não é permitido a utilização de 
equipamentos mecânicos, tais como, 
retroescavadeira, caminhão Munck, etc., na 
montagem dos tubos e conexões, pois nessas 
situações, a força aplicada pode não ser 
devidamente controlada, podendo a carretar 
problema no material. 
 
3.8 Compactação 
Para evitar risco de flutuação, 
recomenda-se que após a montagem seja 
feito imediatamente o aterro dos tubos 
assentados. A flutuação pode danificar o tubo 
e causar custos desnecessários de 
reinstalação. 
A profundidade da camada sendo 
compactada deve ser controlada, bem como a 
energia aplicada pelo método de 
compactação. Um elemento compactador tipo 
rolo ou “sapo” com base plana e com a 
extremidade arredondada pode ser usada 
para compactar o aterro na envoltória do tubo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. ANCORAGEM 
 
As curvas, conexões, 
derivações e outros acessórios que 
implicam a mudança de direção da 
rede, são elementos que estão sujeitos 
a forças, resultante de empuxo que 
devem ser balanceadas. Estas forças 
precisam ser restringidas pelo solo 
quando possível, ou com a utilização 
de ancoragem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os blocos de fixação jamais 
deverão estrangular a secção do tubo, 
mas também terão que ser moldados 
de maneira tal que não permita ao tubo 
deformar-se sob o peso do terreno. 
Além disso, entre o tubo e o concreto 
será colocada uma braçadeira de 
borracha envolvendo toda seção do 
tubo. 
A ancoragem deve ser 
dimensionada no projeto de engenharia 
levando em consideração os esforços 
solicitantes, as características do solo e 
os possíveis recalques derivados da 
ancoragem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em trechos de grande declividade os 
tubos devem ser ancorados para evitar 
deslocamentos na direção da declividade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
IMPORTANTE: Quando o trabalho de 
instalação for interrompido a extremidade livre 
do último tubo assentado deve ser tamponada a 
fim de evitar a entrada de água, lama ou corpos 
estranhos. 
 
 
 
 
 
5. MANUTENÇÃO 
 
Apresentamos aqui as 
particularidades do processo de 
manutenção dos tubos de PRFV, de 
forma prática e simples. Havendo 
situações não descritas neste item, é 
aconselhável entrar em contato com a 
JOPLAS, para a devida orientação. 
 
5.1 Tipos de intervenção 
Os tipos usuais de intervenção 
ocorrem nas seguintes situações: 
 Corte de tubulação para ajuste 
de comprimento 
 Danos causados por aplicação 
inadequada (ex.: acidente com 
máquina) 
 
Para que a intervenção seja 
elaborada de forma correta, seja ela 
com acessórios do próprio fornecedor, 
ou com acessórios de outros materiais 
ou ainda com a solda de topo, é 
importantíssimo que o tubo seja 
preparado de forma correta. Para isso, 
o tubo onde será feita a intervenção 
deve estar limpo, bem cortado com 
esquadrejamento e chanfrado 
corretamente (conforme figura abaixo). 
 
5.2 Procedimentos de corte e 
chanfro da tubulação 
1. Determinar o comprimento 
necessário e marcar uma linha 
de corte. 
 
2. Cortar o tubo de forma perpendicular 
ao seu eixo longitudinal, com máquina 
de corte com disco diamantado ou 
similar. 
3. Biselar/chanfrar a ponta formando um 
ângulo de 30º. 
4. Lixar manualmente a extremidade do 
tubo que foi realizada o chanfro de 
forma superficial, somente para retirar 
alguma irregularidade que prejudique 
o encaixe posterior. 
5. Após chanfrar o tubo, pintar a região 
com resina poliéster para manter 
proteção da peça. 
6. Realizar nova marcação de limite de 
encaixe. 
 
1 – 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
2- 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 – 6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ângulo de 30 
o
 efetuado no biselamento 
 
5.3 Acessórios JOPLAS 
A JOPLAS dispõe de acessórios 
como luvas de correr, curvas, TÊs, 
reduções, etc. que auxiliam em casos 
de manutenção. No caso das curvas, 
podem ser confeccionadas em ângulos 
diferentes dos comercialmente 
fornecidos (90o, 45o, 22,5o, etc.), 
atendendo desta forma, a necessidade 
específica de projeto. 
 
5.4 Manutenção com luvas de correr 
Os reparos em redes instaladas 
com tubos em PRFV podem ser 
executados mediante a utilização de 
luvas de correr, fabricadas pela JOPLAS. 
O trecho danificado deverá ser 
substituído por um novo segmento de 
tubo, utilizando duas luvas de correr, 
uma em cada extremidade. 
 
Procedimento de instalação da luva de correr: 
1 – Cortar o trecho danificado e removê-lo, 
substituindo-o por um novo segmento de 
tubo. 
2 – Chanfrar conforme descrito em 5.2, as 
duas extremidades do segmento de tubo. 
3 - Após chanfrar realizar pintura com resina 
poliéster. 
4 – Consultando a tabela 09 realizar 
marcação da cota “B” no novo trecho de tubo. 
Essa cota é o limite de encaixe da luva de 
correr sobre o tubo, conforme desenho 
abaixo. 
5 – Após a marcação, realizar a montagem 
conforme 3.7.4 e 3.7.5. 
 
Luva de correr sobre o tubo 
 
 
 
 
 
 
 
Fig. 10 luva posicionado sobre o
segmento do tubo 
 
6 – Com as duas luvas de correr montadas 
sobre o segmento de tubo, posicionar o 
conjunto na vala, para execução de 
montagem. 
 
 
 
 
 
Fig. 11 segmento de tubo com as luvas 
de correr nas extremidades 
 
(30±2)° 
Se
gm
en
to
 
d
e 
tu
b
o
 
7 – Verificando na tabela 09 manter a cota “D” 
para acoplamento no tubo já instalado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fig. 12 a cota “D”é a folga mínima que deverá 
ser respeitada, entre a luva de correr do 
segmento de tubo e o tubo instalado. 
 
8 – Realizar conforme 3.7.4 e 
3.7.5, a montagem das luvas de correr, 
sobre as duas extremidades dos tubos 
montados, respeitando a cota “E”, da 
tabela 09. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fig. 13 
Tabela 09 - Dimensionais para montagem da luva de correr 
 
DN A B C D E F 
200 300 235 65 20 108 85 
300 300 230 70 20 105 90 
400 400 320 80 20 150 100 
500 400 320 80 20 150 100 
600 500 420 80 20 200 100 
700 500 420 80 20 200 100 
800 500 420 80 20 200 100 
900 600 510 90 20 345 110 
1000 600 510 90 20 345 110 
1200 600 510 90 20 345 110 
 
6. TESTE DE DESEMPENHO 
 
6.1 Considerações 
 Os sistemas fechados devem sempre 
que possível ser submetidos à verificação de 
estanqueidade após a montagem. 
Preferencialmente, o sistema deve ser 
montado de maneira que o ensaio seja 
executado em pequenos trechos, em função 
de condições especificas. 
 Nos casos de ensaios por trechos o 
projeto de execução da tubulação deve prever 
sua execução com base nas seguintes 
recomendações a seguir: Adotar trechos com 
extensão entre 500 a 1.500m; a pressão de 
ensaio resultante no ponto mais elevado de 
cada trecho não deve ser inferior a 1,1 vez a 
pressão de serviço do trecho; as condições 
topográficas do perfil da tubulação devem ser 
levadas em conta na definição da extensão 
de cada trecho. 
 
6.2 Ensaio de estanqueidade 
 
6.2.1 Objetivo 
 Estabelecer as condições exigíveis 
para a verificação da estanqueidade durante 
o assentamento de tubulações destinadas á 
condução de água sob pressão. 
 
6.2.2 Equipamentos necessários 
São necessários os seguintes equipamentos: 
Tu
b
o
 in
st
al
ad
o
 
Se
gm
en
to
 d
e 
tu
b
o
 
a) Bomba de pressão; 
b) Tanque de água munido de dispositivo 
de medição de volume, com precisão de 
centésimo de litro; 
 
 
 
c) Manômetro registrador, com 
precisão de leitura de 0,01 MPa, sendo 
recomendável a utilização de dois 
manômetros; 
d) Termômetros para medições 
simultâneas de temperatura ambiente e 
da água na tubulação; 
e) Válvula de retenção para a 
bomba da alínea a); 
f) Registro; 
g) Dispositivos de eliminação do ar 
da tubulação. 
 
6.2.3 Preparação 
 Após a montagem da tubulação 
deverá ser realizado a limpeza para 
remover corpos estranhos que possam 
danificar equipamentos e prejudicar o 
ensaio. 
O projeto de execução da 
tubulação deve indicar as 
características do tamponamento do 
trecho com suas respectivas 
ancoragens quer sejam definitivas, 
quer sejam provisórias. 
O projeto das ancoragens da 
tubulação e dos tampões deve levar 
em conta as pressões de ensaio da 
tubulação. 
Os ensaios de estanqueidade 
somente podem ser iniciados após a 
completa execução de todas as 
ancoragens do trecho, quer sejam 
definitivas, quer sejam provisórias. 
 
 
 
As juntas dos tubos, conexões e 
aparelhos devem permanecer descobertas 
para permitir a inspeção visual de eventuais 
vazamentos. 
Excepcionalmente as juntas poderão 
ser cobertas, devendo-se, neste caso, 
substituir a inspeção visual pelo emprego de 
equipamentos apropriados á detecção de 
vazamentos, em comum acordo com a 
fiscalização. 
Deve ser verificada a correta aplicação 
e o bom funcionamento dos dispositivos de 
eliminação do ar, definitivos ou provisórias, 
em obediência ás especificações do projeto. 
 
6.2.4 Etapas. 
O ensaio deve ser realizado em três 
etapas: 
 
1 – Etapa preparatória, 
Nesta etapa procuram-se eliminar os efeitos 
de: 
a) Eventuais vazamentos; 
b) Eventuais acomodações da tubulação e 
das suas ancoragens; 
c) Absorção de água pelas paredes internas 
dos tubos ou por seus revestimentos; 
d) Possíveis variações de volume da 
tubulação, em função de diferença de 
temperatura e de pressão interna. 
 O enchimento a tubulação deve ser 
feito com água limpa, de forma lenta, a partir 
do ponto de menor cota do trecho a ser 
ensaiado, de modo a assegurar uma perfeita 
eliminação do ar contido no mesmo. 
A pressão máxima a ser atingida nesta 
etapa é a pressão de ensaio do trecho, 
definidas pelas seguintes condições: 
a) 1,5 vez a pressão de serviço máxima 
do trecho, quando esta não for superior 
a 1,0 MPa, nunca ser inferior a 0,4 
MPa; 
b) A pressão máxima de serviço do 
trecho acrescida de 0,5 MPa, quando 
esta for superior a 1,0 MPa. 
Pequenos vazamentos ou 
deslocamentos de ancoragens 
verificados durante a elevação da 
pressão permitem o prosseguimento do 
ensaio, desde que não comprometam a 
segurança da obra. 
 Atingindo a pressão de ensaio, 
deve ser feito um exame do trecho com 
a finalidade de detectar e localizar 
vazamentos ou deslocamento 
excessivos. 
Os defeitos observados devem 
ser corrigidos devendo-se aliviar a 
pressão, não sendo porem obrigatório 
o esgotamento total da água contida no 
trecho. 
A etapa preparatória deve ser 
considerada concluída, quando for 
possível manter a pressão de ensaio 
durante 12 horas. 
 
2 – Etapa principal 
A etapa principal deve ser 
iniciada imediatamente após a 
conclusão da etapa preparatória. A 
duração da etapa principal é dada pela 
tabela abaixo, que indica os tempos em 
horas em função dos diâmetros 
nominais da tubulação. 
 
Tabela 10 – Duração da etapa principal 
 
DN Duração (h) 
Até 200 3 
250 á 400 6 
450 á 700 18 
Superior a 700 24 
 
3 – Etapa Final 
A pressão de ensaio para a etapa final 
deve ser no mínimo igual a pressão de 
serviço da tubulação e ser mantida por um 
período mínimo de 2h. 
 Caso não seja possível manter as 
condições de ensaio, devem ser examinadas 
as interligações para detectar e corrigir 
possíveis vazamentos ou defeitos, e o ensaio 
retomado após realizadas as devidas 
correções. 
 A etapa final deve ser considerada 
concluída quando for possível realizar as 
condições de manter a pressão de serviço por 
um período mínimo de 2h. 
 A tubulação deve ser considerada 
aprovada quando satisfizer todas as 
condições exigidas no ensaio de 
estanqueidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. INTERCAMBIALIDADE 
 
Os tubos e conexões JOPLAS, 
são totalmente intercambiáveis com 
outros materiais como ferro fundido e 
PVC. Na montagem, observar que o 
anel de borracha que fará a vedação, 
não tenha dureza acima de 60 Shore-
A. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
„ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
JOPLAS INDUSTRIAL LTDA 
 
Rodovia Divaldo Suruagy, s/n° - Via 6 – Polo Industrial 
CEP 57160-000 – Marechal Deodoro – AL 
Fone: (82) 3263-4567 
joplas@joplas.com.br www.joplas.com.br 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Revisão 06_08/2021 
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