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RESUMO EMPRESARIAL FALÊNCIA TOMAZETE

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CENTRO UNIVERSITÁRIO NEWTON PAIVA 
Direito Empresarial III 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO DO LIVRO: CURSO DE DIREITO EMPRESARIAL III 
Falência e Recuperação de Empresas 
Marlon Tomazette 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
THAINÁ SCARÍDI, 11320456 
DIREITO/NOITE 
SALA 6N1 
 
 
 
 
 
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CAPÍTULO 1 – O DIREITO DAS EMPRESAS EM CRISE 
 
 Empresa é uma atividade econômica organizada para 
produção/circulação de bens/serviços. Essa atividade empresarial gera 
dificuldades no dia a dia dos envolvidos. Estas atividades acabam resultando 
em diversos tipos de crises. Essa crise gerada afeta não somente o 
empresário, mas também os empregados, a comunidade e os credores, o que 
gera certa preocupação. 
A crise de rigidez tem origem externa ao empresário, geralmente no meio de 
evolução tecnológica, mudança nos custos do trabalho, matéria prima, e etc. 
A crise de deficiência trata-se de má gestão, ou seja, quando uma das áreas da 
gestão utiliza de recursos não compatíveis com seu potencial. Podendo advir 
de conflito entre os sócios, falta de inovação seja nos produtos, ou na 
publicidade. 
A crise econômica acontece quando o custo sai mais alto do que o lucro. 
Inicialmente afeta diretamente o empresário, porém, pode desencadear outras 
crises, que irão afetar outros sujeitos. O atual ordenamento jurídico apresenta 
propostas de recuperação para tal crise. 
A crise financeira também entendida como crise de liquidez, é a mais 
preocupante para o ordenamento jurídico, pois na medida em que a empresa 
não consegue manter o crédito com os fornecedores, essa crise atingirá os 
terceiros. 
A crise patrimonial, autoexplicativa, significa que a empresa não possui bens 
suficientes para arcar com suas dívidas. Trata-se de crise de insolvência. 
O ordenamento jurídico tem como entendimento, que as crises que afetam 
somente os empresários, não são preocupantes a estes, uma vez que devem 
ser resolvidas de forma interna, no entanto, quando estas crises tem 
consequência externa, ensejam sua preocupação. 
A grande preocupação de todo nosso objeto de estudo é a crise financeira, pois 
atinge diretamente o crédito do mercado. Porém, sua preocupação também se 
estende diretamente a crise patrimonial (art.47, Lei 11.101/05) e de forma 
indireta com as crises patrimoniais. 
Como solução para as crises descritas acima, a princípio tal solução deveria 
acontecer sem a intervenção estatal, em molde de acordos entre devedores e 
credores, seja por aquisição de ativos, incorporação de sociedade, entre 
outros. 
Com os investimentos certos, e uma maior compreensão entre credor/devedor, 
deveria ser necessário para a recuperação da crise. No entanto, importante 
frisar que tais investimentos não são tratados de forma especial, sendo regido 
apenas pelas normas do próprio negócio realizado. 
 
 
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Em casos da não efetivação de acordos internos entre os envolvidos para 
recuperar a crise, o mercado estatal oferece recursos, uma vez que, as crises 
de empresa são prejudiciais para a economia, no termo geral. O ordenamento 
jurídico Brasileiro fornece a recuperação judicial, e extrajudicial. 
A função social da recuperação judicial é estimular a atividade econômica, 
através de uma série de atos. Há supervisão judicial em todas as etapas. 
Na recuperação extrajudicial, temos o mesmo princípio, porém com uma forma 
diferente de atuação. Uma liberdade maior entre os envolvidos, uma vez que 
não há regulamentação quanto aos atos. Em casos de acionamento do 
judiciário, este será tão somente para homologar. 
Obviamente, estes recursos para superação da crise, nem sempre são 
suficientes. Em um grande número, a crise não é superada. Nestes casos, 
temos a liquidação patrimonial. 
Esta liquidação pode ser solicitada pelo próprio empresário/sócio, chamada de 
ordinária. Essa liquidação acontece raras vezes, o que resulta na possibilidade 
de liquidação forçada/falência. Sendo esta um processo de execução coletiva. 
Seu objetivo é quitar os débitos com os credores, através da otimização dos 
bens, e recursos. 
Todas essas atividades são regidas pelo processo falimentar, que esta 
intrinsicamente incluído no Direito Empresarial. De acordo com Marlon 
Tomazette, seus objetivos são: 
 
1 – Prevenir as crises; 
2 – Recuperar as empresas em crise; 
3 – Liquidar as empresas não recuperáveis; 
4 – Punir os sujeitos culpados de tais crises;. 
Tais objetivos cercam-se pelo objetivo de manter a empresa funcionando, e 
não tão somente quitar os débitos com os credores. Busca-se em primeiro 
lugar, a manutenção da atividade empresarial, e num futuro próximo, a 
prevenção. 
 
CAPÍTULO 2 – DISPOSIÇÕES GERAIS DA FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO 
JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL 
 
 Conforme explicado no resumo do capítulo um, nosso ordenamento 
jurídico preocupa-se com as crises de atividade empresarial, fornecendo 
institutos para dar manutenção nos casos especificados. Estes institutos que 
atendem a maioria das crises, são a falência, recuperação judicial, e 
recuperação extrajudicial. 
Ambos os institutos possuem incidência (art.1°, Lei 11.101/05). No Brasil 
apenas podem ser submetidos, os empresários ou aquele que exerce atividade 
 
 
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econômica categorizada como empresa. Em Portugal, estes institutos 
abrangem também, pessoas físicas, e entidades não lucrativas. 
Para saber identificar a quem se aplicam estes institutos, é necessário saber 
quem se enquadra no conceito de empresário. Empresário é o profissional 
titular da atividade. Abrangendo os empresários individuais de pessoa física, 
EIRELI e as sociedades de pessoa jurídica, ou não. 
Seguem abaixo os elementos da condição de empresário: 
Da Atividade: Esta deve ser um conjunto de atos fadados a uma finalidade 
comum. 
Da Economicidade: É o entendimento de que a a atividade deve se 
desenvolver sem gerar prejuízos. 
Da Organização: A pessoa do empresário deve ser diretamente responsável 
pela determinação e coordenação dos meios necessários de desenvolvimento 
da empresa. Qualidade de iniciativa de decisão. 
Da Profissionalidade: O empresário tem que exercer o cargo de modo 
profissional, estável e habitual. 
Do Direcionamento ao mercado: O empresário deve exercer atividade não de 
cunho pessoal, mas sim como papel de função social. Toda sua atividade deve 
ser voltada para o mercado. Seja essa atividade produção ou circulação de 
bens. 
Do Assunção do risco: Risco de em sua capacidade de trabalho, e em não ser 
remunerado pelos serviços prestados. No primeiro há proteção através do 
instituto do seguro social, no segundo, é o empresário quem irá suportar os 
danos provenientes. Ou seja, ele deve assumir todos os possíveis riscos da 
atividade empresarial. 
Agora vamos ver o Art. 966, CC/2002 que estipulam aqueles que não são 
abrangidos pelo conceito de empresário, quais sejam: Aqueles que exercem 
profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda que com 
o concurso de auxiliares, ou colaboradores. 
Tais atividades estão fora do conceito de empresário, por questões de que a 
organização assume um papel secundário, e de que existe ali um conflito entre 
o princípio do Direcionamento ao mercado, em questões de exercer atividade 
de cunho não pessoal. 
Adentramos às situações especiais, mais especificamente em casos de 
sociedade, começamos com os empresários ruais: 
Possuem o mínimo de organização, e não se exige o registro na junta 
comercial, ficando sujeito ao regime civil, e aquele que houver se cadastrado 
na Junta Comercial ficará sob o regime empresarial, que comporta a falência e 
recuperação de empresas, de forma judicial, ou extrajudicial. 
 
 
 
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Da sociedade cooperativa: 
Estas por sua vez, não estão sujeitas à falência, nem a recuperação

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