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O que é AHIM ● IMHA = Immune‐Mediated Hemolytic Anemia, ou anemia hemolítica imunomediada (AHIM). É uma doença em que o sistema imune do animal produz anticorpos (e/ou complemento) que se voltam contra os próprios glóbulos vermelhos (eritrócitos), levando à destruição destas células. ● Pode ser primária (idiopática), quando nenhuma causa desencadeante subjacente é identificada, ou secundária, quando há um fator desencadeante reconhecido, como infecções, neoplasias, exposição a drogas ou toxinas, doenças inflamatórias, etc. Ação no organismo / patogênese ● Classicamente, é uma reação de hipersensibilidade tipo II, em que anticorpos são produzidos contra antígenos da superfície dos eritrócitos. Estes anticorpos podem ser do tipo IgG, IgM ou outros, dependendo da espécie e do subtipo. ● Uma vez ligados aos eritrócitos, os mecanismos de destruição incluem: 1. Hemólise extravascular — fagocitose de eritrócitos sensibilizados no baço ou fígado por macrófagos, mediada pelos anticorpos. 2. Hemólise intravascular — ativação do complemento levando à lise direta dos eritrócitos dentro dos vasos sanguíneos. Em casos mais graves. ● Há também características como auto aglutinação de eritrócitos (quando os anticorpos provocam que as células se agrupam) e presença de esferócitos (eritrócitos alterados) — mais observadas em cães e gatos, esferócitos muitas vezes são menos evidentes. ● A anemia costuma ser regenerativa (ou se torna regenerativa depois de certo tempo), com aumento de reticulócitos, salvo em casos onde há dano à medula ou quando o diagnóstico é muito precoce (não há tempo para resposta regenerativa). Sintomas clínicos Os sinais variam de acordo com a rapidez e a gravidade da destruição de eritrócitos. Alguns comuns: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6430921/?utm_source=chatgpt.com https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30806491/?utm_source=chatgpt.com https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/17726851/?utm_source=chatgpt.com https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6430921/?utm_source=chatgpt.com https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6430921/?utm_source=chatgpt.com https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6430921/?utm_source=chatgpt.com https://www.mspca.org/angell_services/immune-mediated-hemolytic-anemia-imha-in-dogs/?utm_source=chatgpt.com ● Fraqueza, letargia, intolerância ao exercício. ● Palidez das mucosas; icterícia (amarelamento de gengivas, esclera, pele etc.). ● Taquipneia, taquicardia – resposta compensatória à anemia. ● Urina escura (“cor de chá” ou marrom), hemoglobinúria, em casos de hemólise intravascular. ● Outros: aumento do baço (esplenomegalia), fígado aumentado, febre (devido à inflamação sistêmica), anorexia, vômito, icterícia visível, coloração de urina alterada. ● Em gatos, podem ser sinais mais sutis ou estar associados a doenças concomitantes; o quadro pode ser secundário. Diagnóstico Para diagnosticar IMHA é necessário juntar sinais clínicos + evidências laboratoriais. Algumas etapas e testes importantes: 1. História clínica e exame físico ○ Verificar início (agudo ou gradual), exposição a drogas, histórico de vacinação, infecções, possíveis neoplasias. ○ Exame das mucosas, fígado/esplenomegalia, sinais de hemólise intravascular. 2. Hemograma completo e perfil sanguíneo ○ Anemia (diminuição de hematócrito/hemoglobina). ○ Regeneração: reticulócitos elevados, se o tempo for suficiente para resposta. ○ Morfologia: presença de esferócitos (mais em cães), ghost cells, hemólise, fragmentos, pigmentos biliares, corpos de Heinz (se oxidativo), etc. 3. Testes específicos de imunidade / hemólise ○ Testes de Coombs (direct antiglobulin test, DAT) — para demonstrar anticorpos ligados aos eritrócitos. ○ Teste de autoaglutinação em solução salina. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/17726851/?utm_source=chatgpt.com https://www.mspca.org/angell_services/immune-mediated-hemolytic-anemia-imha-in-dogs/?utm_source=chatgpt.com https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/17726851/?utm_source=chatgpt.com https://www.mspca.org/angell_services/immune-mediated-hemolytic-anemia-imha-in-dogs/?utm_source=chatgpt.com https://www.mspca.org/angell_services/immune-mediated-hemolytic-anemia-imha-in-dogs/?utm_source=chatgpt.com https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/jvim.13658?utm_source=chatgpt.com https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30806491/?utm_source=chatgpt.com https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/jvim.13658?utm_source=chatgpt.com https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6430921/?utm_source=chatgpt.com https://www.mspca.org/angell_services/immune-mediated-hemolytic-anemia-imha-in-dogs/?utm_source=chatgpt.com ○ Verificação de evidência de hemólise: bilirrubina elevada (direta e indireta), hemoglobinemia, hemoglobinúria, urina escura. 4. Exclusão de causas secundárias ○ Pesquisa de infecções que podem desencadear IMHA (por exemplo, Babesia, Mycoplasma, FeLV em gatos) ○ Neoplasias ou outras doenças inflamatórias. ○ Drogas, toxinas. 5. Diagnóstico de gravidade / complicações ○ Avaliação de função renal, hepática, coagulação, risco de tromboembolismo. ○ Avaliação se há hemólise intravascular com danos significativos. Tratamento O tratamento de IMHA normalmente é agressivo, já que a condição pode ser rapidamente fatal. Inclui: 1. Suporte imediato ○ Transfusão de sangue se anemia grave ou sinais clínicos de hipóxia ou choque. ○ Estabilização com fluidoterapia, oxigênio, cuidados intensivos conforme necessário. 2. Imunossupressão ○ Corticosteróides (prednisona/prednisolona) geralmente como base inicial. ○ Adição de outros imunossupressores quando necessário ou para permitir redução das doses de corticoides, por exemplo azatioprina, ciclosporina, ciclofosfamida, etc. 3. Tratamento da causa subjacente (em casos secundários) ○ Se for infecção, tratar com antimicrobianos apropriados. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6430921/?utm_source=chatgpt.com https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/j.1939-1676.2008.0060.x?utm_source=chatgpt.com https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/j.1939-1676.2008.0060.x?utm_source=chatgpt.com ○ Se for neoplasia, cirurgia ou outras abordagens terapêuticas. ○ Suspender droga suspeita ou exposições tóxicas. 4. Cuidados de suporte ○ Proteção gastrointestinal (já que altos níveis de corticosteróides podem causar gastrite/úlceras). ○ Monitoramento de efeito colateral dos imunossupressores. ○ Avaliação e terapia para complicações: tromboembolismo (uso de anticoagulantes ou antiplaquetários, conforme risco), função renal, etc. 5. Protocolos terapêuticos ○ Há vários regimes usados; por exemplo, em cães com IMHA idiopática, estudos mostraram uso de prednisona + azatioprina com taxas de recuperação. Prognóstico ● O prognóstico depende de muitos fatores: gravidade da anemia, rapidez do início do tratamento, se é primária ou secundária, presença de complicações (como tromboembolismo), resposta ao tratamento, raça, idade, etc. ● Em cães: ○ Estudo de 149 cães com IMHA idiopática mostrou que a sobrevida nos primeiros 14 dias foi de cerca de 78,5%; para aqueles que sobrevivem além desse período, as chances de sobrevivência a meio ano melhoram bastante. ○ Mortalidade é mais alta nas fases iniciais. ● Em gatos: ○ A IMHA é menos comum, mas pode ser grave. Estudo com 107 gatos: a sobrevida global foi melhor do que muitas vezes se supõe, com taxa de mortalidade menor em comparação com cães — embora ainda significativa. ○ Fatores de prognóstico em gatos incluem se é primária ou secundária, presença de infecções ou outras comorbidades, resposta ao tratamento. https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/j.1939-1676.2008.0060.x?utm_source=chatgpt.com https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6430921/?utm_source=chatgpt.com https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/j.1939-1676.2008.0060.x?utm_source=chatgpt.comhttps://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15934255/?utm_source=chatgpt.com https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/jvim.13658?utm_source=chatgpt.com https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/jvim.13658?utm_source=chatgpt.com ● Alguns fatores prognósticos identificados em cães incluem: ○ Níveis de bilirrubina muito elevados. ○ Grau de anemia (quanto mais baixo o hematócrito/PCV, pior). ○ Presença de comorbidades, ineficácia inicial do tratamento. ○ Evidências de hemólise intravascular. ● Relapse (recorrência) é possível: vários cães têm recaídas, especialmente nos primeiros meses após diagnóstico. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15934255/?utm_source=chatgpt.com O que é AHIM Ação no organismo / patogênese Sintomas clínicos Diagnóstico Tratamento Prognóstico