Prévia do material em texto
GRUPO SER EDUCACIONAL CURSO DE GRADUAÇÃO EM FARMÁCIA ESTÁGIO SUPERVISIONADO II Thenanffar Wilma Antônia de Souza RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO II Mossoró/RN 2025 LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Preparação da base para o xarope............................................................ 16 Figura 2 – Finalização do xarope............................................................................... 16 Figura 3 – Separação da Matéria Prima..................................................................... 17 Figura 4 – Pesagem da Matéria Prima....................................................................... 18 Figura 5 – Encapsulação da Matéria Prima................................................................ 19 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 4 2 CONTEXTUALIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO .................................................................. 5 3 OBJETIVOS E PLANO DE ATIVIDADES ....................................................................... 6 4 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ..................................................................................... 8 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS .............................................................................................. 10 REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 12 ANEXOS - DOCUMENTOS ................................................................................................. 13 4 Estágio supervisionado II – Farmácia 1 INTRODUÇÃO O Estágio Supervisionado em Farmácia de Manipulação proporcionou a vivência prática dos processos de manipulação de medicamentos, consolidando os conhecimentos teóricos adquiridos ao longo do curso. Durante o estágio, foi possível desenvolver habilidades essenciais para a atuação em laboratórios magistrais, incluindo o preparo de formas farmacêuticas, controle de qualidade, boas práticas de manipulação e o atendimento ao paciente, sempre seguindo as normas regulamentadoras vigentes. Foi possível acompanhar todas as etapas da produção de medicamentos personalizados, desde a seleção e pesagem de matérias-primas até a finalização e dispensação dos produtos. Além disso, foi possível analisar casos clínicos e adaptar formulações para atender às necessidades específicas dos pacientes. Através do estágio também foi possível desenvolver o raciocínio crítico e a responsabilidade profissional, preparando para um mercado de trabalho que exige precisão, ética e compromisso com a saúde. Pude atuar em setores essenciais, como recepção e conferência de receitas, pesagem de matérias-primas, manipulação de formas farmacêuticas (sólidas, líquidas, semissólidas), controle de qualidade e dispensação de medicamentos. A vivência prática no estágio foi fundamental para a consolidação dos conhecimentos adquiridos ao longo do curso, proporcionando uma compreensão mais profunda dos processos técnicos e das boas práticas exigidas na manipulação de medicamentos. Além do aperfeiçoamento técnico, o estágio contribuiu para o desenvolvimento de habilidades interpessoais, como trabalho em equipe, atendimento ao paciente e responsabilidade profissional. Essa experiência reforçou a importância do papel do farmacêutico na personalização dos tratamentos e na garantia da segurança e eficácia dos medicamentos manipulados. 5 Estágio supervisionado II – Farmácia 2 CONTEXTUALIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO Contextualizar a instituição e o setor em que foi realizado o estágio, incluindo a descrição inicial da natureza do local de trabalho. As descrições mais detalhadas podem ser subdivididas em subseções. Informar nome da instituição, o período de realização do estágio (com data inicial e final), número de horas/dia e/ou número de dias cumpridos no estágio. Informar dados do orientador/supervisor do estágio, incluindo nome, cargo e titulação. Caso as atividades sejam desenvolvidas em diferentes locais (instituições, setores, laboratórios), todos devem ser especificados nesta seção, bem como destacados no plano de atividades e na descrição das atividades executadas no estágio. 6 Estágio supervisionado II – Farmácia 3 OBJETIVOS E PLANO DE ATIVIDADES Durante o estágio, foram alcançados diversos objetivos, tais como conhecer e aplicar as normas de segurança e qualidade exigidas na manipulação de medicamentos e cosméticos. Desenvolver habilidades técnicas, onde foi possível aprender a manipular formas farmacêuticas variadas, como cápsulas, cremes, soluções, suspensões e géis, utilizando técnicas apropriadas e equipamentos específicos. Conhecer a legislação vigente, compreendendo assim as normas da Anvisa e demais órgãos reguladores que orientam a farmácia magistral. Aprimorar conhecimentos sobre matérias-primas e excipientes identificando os princípios ativos, suas propriedades e compatibilidades para formulações seguras e eficazes. Desenvolver atenção aos processos de qualidade onde foi possível acompanhar o controle de qualidade das matérias- primas, processos de manipulação e produto final. Aprimorar o atendimento ao cliente e prescrição magistral compreendendo a importância da interação com clientes e profissionais da saúde para fornecer informações adequadas sobre os produtos manipulados. Trabalhar em equipe desenvolvendo habilidades interpessoais, colaborando com o Sr. Murilo farmacêutico proprietário do local do estágio e os outros profissionais que ali trabalhavam. Gerenciar documentação e registros, onde foi possível aprender a manter registros adequados dos processos de manipulação, garantindo rastreabilidade e conformidade com as exigências regulatórias. PLANO DE ATIVIDADES AMBIENTAÇÃO E INTRODUÇÃO À FARMÁCIA DE MANIPULAÇÃO Conhecer a estrutura e setores da farmácia. Revisar as normas de segurança, higiene e Boas Práticas de Manipulação. Entender os documentos obrigatórios, como Procedimentos Operacionais Padrão (POP) e registros de manipulação. MANIPULAÇÃO DE FÓRMULAS Acompanhar e auxiliar na pesagem de matérias-primas. Realizar a manipulação de cápsulas, pomadas, géis, soluções e outras formulações sob supervisão. Utilizar equipamentos específicos, como balanças de precisão, homogeneizadores e encapsuladores. 7 Estágio supervisionado II – Farmácia CONTROLE DE QUALIDADE Acompanhar a análise de matérias-primas e produtos acabados. Entender os testes de qualidade, como controle de pH, viscosidade e uniformidade de conteúdo. Preencher fichas de controle e acompanhar procedimentos internos de validação. ATENDIMENTO AO CLIENTE E DISPENSAÇÃO DE MEDICAMENTOS MANIPULADOS Acompanhar o atendimento ao cliente, auxiliando na interpretação de prescrições. Explicar sobre o uso correto dos produtos manipulados e precauções. Esclarecer dúvidas sobre armazenamento e validade dos produtos. GESTÃO DE ESTOQUE E DOCUMENTAÇÃO Acompanhar o recebimento e conferência de matérias-primas. Organizar e verificar prazos de validade dos insumos. Preencher fichas de registro, garantindo a rastreabilidade dos processos. FINALIZAÇÃO E AVALIAÇÃO Relatar experiências e dificuldades encontradas durante o estágio. Apresentar sugestões de melhorias para os processos observados. Avaliação conjunta com o supervisor do estágio sobre o aprendizado adquirido. 8 Estágio supervisionado II – Farmácia 4 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS Nos primeiros dias foram apresentadas as salas de controle de qualidade, sala de semissólidos e salade sólidos. Começamos pela sala de semissólidos, no laboratório de líquidos e semissólidos são preparadas as formulações líquidas como: soluções, xaropes, suspenções e formulações para uso dermatológico, ex.: cremes, géis, pomadas, shampoos, condicionadores. O laboratório tem a temperatura e a umidade controlados para garantir a integridade e qualidade dos produtos manipulados. Também se necessário o uso do fator de correção (FCr) é o fator utilizado para corrigir a diluição de uma substância, o teor de princípio ativo, o teor elementar de um mineral ou a umidade. Essas correções são feitas com base nos certificados de análise das matérias-primas ou nas diluições feitas na própria farmácia. Foram mostrados também como corrigir o PH, seus agentes neutralizantes: bicarbonato de sódio usado em algumas formulações. No laboratório de sólidos são preparadas todas as formulações a serem disponibilizadas em cápsulas, comprimidos e sachês. Possui locais de pesagem e manipulação, o equipamento mais utilizado é as balanças analíticas, que é projetada para medir pequenas massas com grande precisão. Primeiro separamos os insumos farmacêuticos que fica na mesma sala de manipulação, a grande maioria dos insumos vem da China e Índia, os maiores fabricantes mundial, segundo passo levamos para pesagem, cada um conforme suas prescrições de concentração, fazendo a mistura através de um saco plástico, depois levado pra bancada pra ser encapsulado, por último é feito o peso médio, que é pesar individualmente dez unidades de cápsulas manipuladas integras e determinar o peso médio em gramas. É de suma importância passar pelo controle de qualidade. Após aberto as caixas de produtos, foi feita a conferência dos itens e levado para sala de controle de qualidade. De acordo com a Resolução CFF nº 467/07, o controle de qualidade é definido pelo conjunto de operações, dentre elas: a programação, coordenação e execução, com o objetivo de verificar a conformidade das matérias-primas, materiais de embalagem e do produto acabado, com as especificações estabelecidas. O farmacêutico é responsável pelo controle de qualidade do processo de manipulação de medicamentos e de outras preparações magistrais, cabendo-lhe no exercício dessa atividade: 9 Estágio supervisionado II – Farmácia I - Especificar a matéria-prima de acordo com a referência estabelecida; II - Aprovar ou rejeitar matéria-prima, produto semiacabado, produto acabado e material de embalagem; III - Selecionar e definir literatura, métodos e equipamentos; IV - Estabelecer procedimentos para especificações, amostragens e métodos de ensaio; V - Manter o registro das análises efetuadas; VI - Garantir e registrar a manutenção dos equipamentos; VII - Definir a periodicidade e registrar a calibração dos equipamentos, quando aplicável. 10 Estágio supervisionado II – Farmácia 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Durante o estágio na farmácia de manipulação, foi possível observar um ambiente organizado, com boas condições de trabalho e estrutura adequada para a manipulação de fórmulas magistrais e oficinais. Os equipamentos estavam em bom estado de conservação e os procedimentos seguiam rigorosamente as normas de boas práticas de manipulação. Entretanto, algumas limitações foram identificadas, como a necessidade de maior espaço em determinados setores para otimizar a produção e a circulação dos profissionais. Os supervisores de cada setor demonstraram disposição para orientar os estagiários, fornecendo explicações detalhadas sobre os processos e tirando dúvidas. A receptividade foi um fator positivo, pois permitiu um aprendizado mais dinâmico e a participação ativa nas atividades da farmácia. No entanto, em alguns momentos, a alta demanda de serviço limitou a disponibilidade para acompanhamento mais individualizado. O estágio proporcionou uma experiência prática essencial para a formação profissional, permitindo a aplicação dos conhecimentos adquiridos ao longo do curso. O contato direto com a rotina farmacêutica, incluindo a pesagem de matérias-primas, manipulação de formas farmacêuticas e conferência de prescrições, contribuiu para o desenvolvimento de habilidades técnicas e de responsabilidade profissional. As competências adquiridas durante o estágio são de grande relevância para a inserção no mercado de trabalho. A experiência possibilitou a compreensão das exigências do setor de farmácia de manipulação, melhorando a confiança na execução de tarefas e preparando o aluno para futuras oportunidades profissionais. O conhecimento teórico adquirido ao longo do curso foi, em sua maioria, suficiente para a realização das atividades exigidas no estágio. No entanto, algumas dificuldades foram encontradas na aplicação prática de certos conteúdos, principalmente em relação à interpretação de fórmulas complexas e no manuseio de determinados equipamentos. Sugestões de Melhorias 1. Para o Estágio: o Implementação de um cronograma de acompanhamento mais estruturado para estagiários. o Maior acesso a treinamentos específicos antes da execução de tarefas complexas. o Aumento do espaço físico em alguns setores para melhor organização das atividades. 2. Para as Disciplinas do Curso: o Maior carga horária para atividades práticas em laboratório. o Introdução de aulas mais aprofundadas sobre equipamentos e sua utilização na farmácia de manipulação. o Reforço na abordagem de casos práticos que simulem situações reais da rotina farmacêutica. O estágio na farmácia de manipulação foi uma experiência enriquecedora, proporcionando conhecimentos essenciais para a formação profissional. Apesar de algumas dificuldades enfrentadas, os aspectos positivos foram predominantes, fortalecendo a preparação 11 Estágio supervisionado II – Farmácia para o mercado de trabalho. As sugestões apresentadas podem contribuir para a melhoria tanto do programa de estágio quanto da grade curricular do curso, garantindo uma formação ainda mais completa para os futuros profissionais da área. 12 Estágio supervisionado II – Farmácia REFERÊNCIAS https://portal.crfsp.org.br/orienta%C3%A7%C3%A3o-farmac%C3%AAutica/641- fiscaliza%C3%A7%C3%A3o-orientativa/farm%C3%A1cia/10474- fiscaliza%C3%A7%C3%A3o-orientativa-212.html https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ideias/como-montar-uma-farmacia-de- manipulacao,48287a51b9105410VgnVCM1000003b74010aRCRD#apresentacao-de-negocio https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ideias/como-montar-uma-farmacia-de- manipulacao,48287a51b9105410VgnVCM1000003b74010aRCRD#apresentacao-de-negocio 13 Estágio supervisionado II – Farmácia ANEXO – DOCUMENTOS 14 Estágio supervisionado II – Farmácia 15 Estágio supervisionado II – Farmácia 16 Estágio supervisionado II – Farmácia FIGURAS Figura 1 – Preparação da base para o xarope. Figura 2 – Finalização do xarope. 17 Estágio supervisionado II – Farmácia Figura 3 – Separação da Matéria Prima para fabricação da medicação manipulada. 18 Estágio supervisionado II – Farmácia Figura 4 – Pesagem da Matéria Prima para fabricação da medicação manipulada. 19 Estágio supervisionado II – Farmácia Figura 4 – Encapsulação da Matéria Prima para fabricação da medicação manipulada.