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Ixodidoses Rhiphicefalus Sanguineus : Erliquiose, Anaplasmose e Babesiose (uma abordagem clínica e epidemiológica) (Rhipicephalus sanguineus)(Ixodes scapularis) 1 Sumário 1.Agentes Etiológicos 2.Epidemiologia e Vetores 3.Fisiopatogenia 4.Sinais Clínicos 5.Diagnóstico 6.Tratamento Integrado 7.Prevenção e Controle 8.Referências Bibliográficas 2 3 Ixodidoses • O que é Ixodidoses? Infestação causados pelos carrapatos da família ixodidae conhecido como carrapatos duros. Familia Ixodidae • Formado por carrapatos duros • Característica: Escudo dorsal rígido/quitinoso, formado por quitina. Macho: esse escudo cobre todo o dorso Fêmeas: cobre apenas o corpo • São ectoparasitas hematófagos obrigatórios. • O seu ciclo biológico acontece em quatro fases principais Fonte: esccapuk.org.uk Fonte: esccapuk.org.uk • Possuem aparelho bucal adaptado para fixação em pele do hospedeiro Fonte: Wall & Shearer, 2001 4 Ciclo dos Ixodídeos • Femea eclode varios ovos • Desses ovos nascem as larvas • Larva cai no ambiente, transforma-se em ninfa • A ninfa alimenta-se novamente e sofre outra muda, tornando-se adulta. • Os adultos alimentam-se de sangue e realizam a reprodução. • A fêmea ingurgitada desprende-se do hospedeiro, coloca ovos e reinicia o ciclo. Fonte: Wall & Shearer, 2001 5 Principais Ixodídeos • Rhipicephalus sanguineus; • Rhipicephalus microplus; • Amblyomma sculptum; • Dermacentor nitens. Rhipicephalus sanguineus; Rhiphicefalus sanguineus Fêmea Fonte: http://www.ksu.edu/ Rhiphicefalus sanguineus Macho Fonte: http://www.ksu.edu/ • Altamente adaptado ao ambiente urbano • Principais vetor das doenças como: Erliquiose, causada pela bactéria Ehrlichia canis; Anaplasmose, causada por Anaplasma platys; Babesiose, causada pelo protozoário Babesia vogeli e Babesia canis Rhiphicefalus microplus Fonte: entomologytoday.org Amblyomma sculptum Fonte: entomologytoday.org Dermacentor nitens. Fonte: infoteca.cnptia.embrapa.br 6 Agentes etiológicos Erliquia (Ehrlichia canis) • Pertence à família Anaplasmataceae • Bactéria Gram-negativa intracelular obrigatória • Seu principal alvo são os monócitos • Formato cocobacilar • Rhiphicefalus sanguineus seu principal vetor Fonte: labcatalani.com.br • O carrapato ingere o sangue de um cão contaminado com Ehrlichia canis • Monocitos contaminados adentram o intestino • Infectam outros órgãos • Se multiplicam nas glândulas salivares • Acabam adentrando na hemolinfa Ciclo no carrapato Fonte: labcatalani.com.br 7 Agentes etiológicos Anaplasma (Anaplama platys, A. phagocytophilum. Fonte: LymeMCW • Ela pertence à família Anaplasmataceae • Bactéria Gram- negativa intracelular obrigatória • Tropismo por plaquetas Ciclo no carrapato • Ingere sangue contendo plaquetas infectadas pelo Anaplasma platys. • A bactéria adentra no intestino e se dissemina pela hemolinfa • Se armazena na glândula salivar 8 Agentes etiológicos Babesiose (Babesia Canis) • Parasitas intraeritrocíticos de animais domésticos Ciclo no carrapato • Parasita as hemácias dos cães. • Incubação de 7 a 20 dias • Carrapato ingere sangue de um paciente contaminado. • Penetram na cavidade oral, desce até chegar no intestino • Libera o protozoário na hemácia. • Heminfa responsável por disseminar no seu organismo. Fonte: labcatalani.com.br Epidemiologia 9 Hemoparasitoses: Erliquia, Anaplasma e Babesia • Consideradas endêmicas no Brasil • Presente principalmente nas regiõe: Norte, Nordeste, Sudeste e Centro oeste. • Frequente em regiões tropicais • Clima umido e quente favorecem no seus crescimentos • Apresentam alta prevalência em 20% a 50% em caes de areas urbanas Fonte: esccapuk.org.uk Fisiopatogenia da Ehrlichia canis 10 • Infecção no momento do repasto do carrapato infectado ou transfusão sanguínea • Secreção salivar infectada é inoculada • Parasita obrigatória das células hematopoiéticas, em especial as do sistema fagocitário mononuclear • Período de incubação de 8 a 20 dias • Agente se multiplica nos órgãos do sistema mononuclear fagocítico (fígado, baço e linfonodos). • Por conta da multiplicação do microrganismo dentro das células mononucleares circulantes e dos tecidos fagocitários mononucleares do fígado, baço e linfonodos, ocorre a linfadenomegalia e a hiperplasia linforreticular do fígado e do baço. • As células infectadas são transportadas pelo sangue para outras partes do corpo, especialmente pulmões, rins e meninges, e aderem-se ao endotélio vascular, induzindo vasculite e infecção tecidual subendotelial • Secundariamente ao processo de vasculite, teremos a destruição periférica ou sequestro das plaquetas levando a uma trombocitopenia e leucopenia. • Na fase sub-clínica a Ehrlichia canis persiste no hospedeiro, promovendo altos títulos de anticorpos. Há somente leves alterações hematológicas. • Persiste de forma intracelular na maioria das vezes, resultando na fase crônica da infecção • Fase crônica: aparecimento de uma hipoplasia medular levando à uma anemia aplásica, monocitose, linfocitose e leucopenia. Fisiopatogenia: Ehrlichia canis 11 Fonte:Alves. et al, 2014 Fisiopatogenia: Anaplasma phagocytophilum e Anaplasma platys 12 • Microrganismos intracelulares obrigatórios que infectam granulócitos, predominantemente neutrófilos ( A. phagocytophilum). Ou plaquetas ( A. platys) • Transmitida por: carrapatos, moscas sugadoras ou instrumentos cirúrgicos contaminados • Uma vez no sangue, o microrganismo penetra nas plaquetas/neutrófilos por meio de invaginação da membrana celular ( endocitose) de modo a formar um vacúolo • Faz divisão binária para formar um corpúsculo de inclusão que contém até oito "corpúsculos iniciais" compactados • Os corpúsculos de inclusão são mais numerosos durante a fase aguda da infecção, mas alguns persistem por anos. Fisiopatogenia: Anaplasma phagocytophilum e Anaplasma platys 13 Fonte: Portalvet, 2025 Fonte: Stokol, 2016 Fisiopatogenia: Anaplasma phagocytophilum e Anaplasma platys 14 •A. platys: muitas plaquetas são removidas pelo sistema mononuclear fagocitário ocasionando trombocitopenia. Vai ter resposta inflamatória •A. phagocytophilum: — Reduz a capacidade microbicida dos neutrófilos —Impede fusão entre fagossomo e lisossomo — Prolonga a vida do neutrófilo ao interferir nas proteínas reguladoras da apoptose —Migram para diferentes tecidos -Desencadeia resposta inflamatória Fisiopatogenia: Babesia canis 15 • Esporozoítas infectantes presentes no carrapato são inoculados no hospedeiro, junto com a saliva, quando o carrapato se alimenta • Penetram nos eritrócitos e se transformam em trofozoítos. • Trofozoito se multiplica por meio de divisão binária, endodiogenia, endopoliogenia brotamento ou merogonia,originando merozoítas. • São formados também gametócitos que são a forma que infecta o carrapato • Os eritrócitos se rompem durante os repetidos ciclos de merogonia, com liberação de merozoítas que invadem outros eritrócitos. • Toda a patogenia da Babesia está relacionada à hemólise Fisiopatogenia: Babesia canis 16 • Anemia hemolítica • Liberação de hemoglobina: hemoglobinúria e hiperbilirrubinemia indireta ( heme->biliverdina-> bilirrubina) • Bilirrubina , em grande quantidade, leva a uma sobrecarga do fígado, ocasionando icterícia, congestão hepática e esplênica, gerando hepatoesplenomegalia. • Nas infecções crônicas, os parasitas são sequestrados ( deixam de circular livremente no sangue periférico) na rede de capilares do baço, do fígado e de outros órgãos, a partir de onde são liberados periodicamente na circulação Fonte: Walker, 2016 Sinais clínicos 17 Anaplasmose CAUSADA POR ANAPLASMA PLATYS Os animais podem apresentar: Sangramentos recorrentes Fraqueza Febre intermitente Recuperações temporárias seguidas de recaídas CAUSADA POR ANAPLASMA PHAGOCYTOPHILUM Afeta neutrófilos e costuma causar: Febre alta Poliartrite Dor intensa Rigidez ao andar Letargia Fonte: Portaldo dog, 2024 Babesiose A babesiose canina pode ser classificada em aguda, crônica ou subclínica (assintomática) e sua severidade depende da espécie de Babesia spp. relacionada à infecção e da imunidade do hospedeiro. Dessa forma, as manifestações clínicas são diversas, podendo incluir: Icterícia letargia anorexia/hiporexia vomito diarreia perda de peso distúrbios hemorrágicos linfadenopatia tensão abdominal Sinais clínicos 18 Fonte: Kalene, 2022 Sinais clínicos 19 Vale ainda ressaltar que é a reprodução do parasita dentro das células vermelhas que ocasiona hemólise (rompimento da hemácia) intra e extravascular, o que resulta em uma anemia hemolítica. Em adição, pode haver uma reação imunomediada, agravando a destruição dos eritrócitos e, consequentemente, piorando a anemia Como ocorre destruição das hemácias, podem aparecer sinais clínicos como: Hemoglobinúria (urina escura/cor de café) Bilirrubinúria Esplenomegalia Hepatomegalia Erliquiose A doença possui três fases: aguda, subclínica e crônica. Fase Aguda: Ocorre geralmente nas primeiras semanas após a infecção. Febre Apatia Anorexia Linfadenomegalia Esplenomegalia Perda de peso Secreção ocular e nasal Vômitos ocasionais Sinais clínicos 20 Fonte: Portal do dog, 2024 Sinais clínicos 21 Fase subclínica O animal pode parecer saudável, mas continua infectado. Características Ausência de sinais evidentes Persistência da bactéria no organismo Alterações hematológicas leves Exames hematológicos podem revelar trombocitopenia discreta ou alterações transitórias, o que dificulta o diagnóstico nesta fase. Essa fase pode durar meses ou anos. Alterações hemorrágicas devido à trombocitopenia: Petéquias Equimoses Epistaxe Sangramento gengival Hematúria Fase crônica É a forma mais grave da doença. Sinais clínicos Emagrecimento severo Fraqueza intensa Palidez acentuada Febre persistente Sangramentos espontâneos Edema de membros Ascite em alguns casos Sinais clínicos 22 Alterações oculares Uveíte Hemorragia retinal Opacidade ocular Alterações neurológicas (menos comum) Convulsões Ataxia Paralisia Alterações comportamentais REABILITAÇÃO EM PACIENTE CANINO COM SEQUELAS NEUROLÓGICAS DECORRENTES DA ERLIQUIOSE CANINA: RELATO DE CASO Diagnóstico 23 Tratamento Integrado 24 Your Prevenção e Controle 25 prevenção: higiene do ambiente limpeza de baias e currais inspeção frequente dos animais uso correto de carrapaticidas acompanhamento veterinário tratamento imediato com animais infectados "A prevenção é a forma mais eficaz e econômica de controlar os carrapatos.” Prevenção e Controle 26 Controle: Quando a infestação já está instalada, é necessário realizar medidas de controle: 1: controle químico: Consiste no uso de produtos carrapaticidas Os produtos devem ser aplicados corretamente e respeitando: dose; intervalo; tempo de ação; segurança do animal. O controle químico é realizado com carrapaticidas, como sprays, banhos, pipetas, coleiras e medicamentos orais. Prevenção e Controle 27 1: controle Ambiental: Limpeza das instalações Eliminação de locais úmidos Controle em pisos e frestas Manejo adequado do ambiente O controle ambiental também é fundamental, porque grande parte do ciclo de vida do carrapato acontece fora do animal. Por isso, é necessário limpar instalações, eliminar locais úmidos e tratar o ambiente. Referencias Bibliográficas Dantas-Torres, F. (2010). Biology and ecology of the brown dog tick, Rhipicephalus sanguineus. Parasites & Vectors, 3:26. DIAS, Viviane Araújo Cassioni Moreira Dias; FERREIRA, Fernanda Lúcia Alves. Babesiose Canina- Revisão. PUBVET, Londrina, v.10, n.12, p.886-888, Dez. 2016. Gulia-Nuss, M., et al. (2016). Genomic insights into the Ixodes scapularis tick vector. Nature Communications, 7:10507 Manual MSD - Versão para Profissionais (2025). Picadas de carrapatos. MATHIAS, M. I. C., ed. Guia básico de morfologia interna de carrapatos ixodídeos [online]. São Paulo: Editora UNESP, 2013, 120 p. ISBN: 978-85-393-0480-6 NATIONAL LIBRARY OF MEDICINE. Biology and ecology of the brown dog tick, Rhipicephalus sanguineus. PubMed, 2010. Disponível em: PubMed. Acesso em: 17 maio 2026. ScienceDirect Topics (2025). Ixodidae - An overview: Genetics and Evolution of Infectious Diseases.. 28 https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20377860/?utm_source=chatgpt.com Referencias Bibliográficas 29 TAYLOR, M.A; COOP, R.L; WALL, R.L. Parasitologia Veterinária. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. SILVA, I.P.M. Erliquiose Canina- Revisão de Literatura. Revista Científica de Medicina Veterinária, Garça, ano 13, n. 24, jan. 2015. Nícolas Amaral, Sophia Valente, Zoila Naomi, Ícaro Cauã, Matheus Luiz. 30 Ixodidoses Rhiphicefalus Sanguineus : Erliquiose, Anaplasmose e Babesiose (uma abordagem clínica e epidemiológica) (Ixodes scapularis) (Rhipicephalus sanguineus) Sumário Agentes Etiológicos Epidemiologia e Vetores Fisiopatogenia Sinais Clínicos Diagnóstico Tratamento Integrado Prevenção e Controle Referências Bibliográficas Ixodidoses • Possuem aparelho bucal adaptado para fixação em pele do hospedeiro • O que é Ixodidoses? Infestação causados pelos carrapatos da família ixodidae conhecido como carrapatos duros. Familia Ixodidae Macho: esse escudo cobre todo o dorso Fêmeas: cobre apenas o corpo • Formado por carrapatos duros • Característica: Escudo dorsal rígido/quitinoso, formado por quitina. • São ectoparasitas hematófagos obrigatórios. • O seu ciclo biológico acontece em quatro fases principais Fonte: esccapuk.org.uk Fonte: esccapuk.org.uk Ciclo dos Ixodídeos • Femea eclode varios ovos • Desses ovos nascem as larvas • Larva cai no ambiente, transforma-se em ninfa • A ninfa alimenta-se novamente e sofre outra muda, tornando-se adulta. • Os adultos alimentam-se de sangue e realizam a reprodução. • A fêmea ingurgitada desprende-se do hospedeiro, coloca ovos e reinicia o ciclo. Fonte: Wall & Shearer, 2001 Principais Ixodídeos • Rhipicephalus sanguineus; • Rhipicephalus microplus; • Amblyomma sculptum; • Dermacentor nitens. Rhipicephalus sanguineus; • Altamente adaptado ao ambiente urbano • Principais vetor das doenças como: Erliquiose, causada pela bactéria Ehrlichia canis; Anaplasmose, causada por Anaplasma platys; Babesiose, causada pelo protozoário Babesia vogeli e Babesia canis Agentes etiológicos Erliquia (Ehrlichia canis) • Pertence à família Anaplasmataceae • Bactéria Gram-negativa intracelular obrigatória • Seu principal alvo são os monócitos • Formato cocobacilar • Rhiphicefalus sanguineus seu principal vetor Ciclo no carrapato • O carrapato ingere o sangue de um cão contaminado com Ehrlichia canis • Monocitos contaminados adentram o intestino • Acabam adentrando na hemolinfa • Infectam outros órgãos • Se multiplicam nas glândulas salivares Agentes etiológicos Anaplasma (Anaplama platys, A. phagocytophilum. • Ela pertence à família Anaplasmataceae • Bactéria Gram-negativa intracelular obrigatória • Tropismo por plaquetas Ciclo no carrapato • Ingere sangue contendo plaquetas infectadas pelo Anaplasma platys. • A bactéria adentra no intestino e se dissemina pela hemolinfa • Se armazena na glândula salivar Agentes etiológicos Babesiose (Babesia Canis) Ciclo no carrapato • Parasitas intraeritrocíticos de animais domésticos • Parasita as hemácias dos cães. • Incubação de 7 a 20 dias • Carrapato ingere sangue de um paciente contaminado. • Penetram na cavidade oral, desce até chegar no intestino • Libera o protozoário na hemácia. • Heminfa responsável por disseminar no seu organismo. Epidemiologia Hemoparasitoses: Erliquia, Anaplasma e Babesia • Consideradas endêmicas no Brasil • Presente principalmente nas regiõe: Norte, Nordeste, Sudeste e Centro oeste. • Frequente em regiões tropicais • Clima umido e quente favorecem no seus crescimentos • Apresentam alta prevalência em 20% a 50% em caes de areas urbanas Fonte:esccapuk.org.uk Fisiopatogenia da Ehrlichia canis • Infecção no momento do repasto do carrapato infectado ou transfusão sanguínea • Secreção salivar infectada é inoculada • Parasita obrigatória das células hematopoiéticas, em especial as do sistema fagocitário mononuclear • Período de incubação de 8 a 20 dias • Agente se multiplica nos órgãos do sistema mononuclear fagocítico (fígado, baço e linfonodos). • Por conta da multiplicação do microrganismo dentro das células mononucleares circulantes e dos tecidos fagocitários mononucleares do fígado, baço e linfonodos, ocorre a linfadenomegalia e a hiperplasia linforreticular do fígado e do baço. • As células infectadas são transportadas pelo sangue para outras partes do corpo, especialmente pulmões, rins e meninges, e aderem-se ao endotélio vascular, induzindo vasculite e infecção tecidual subendotelial • Secundariamente ao processo de vasculite, teremos a destruição periférica ou sequestro das plaquetas levando a uma trombocitopenia e leucopenia. Fisiopatogenia: Ehrlichia canis • Na fase sub-clínica a Ehrlichia canis persiste no hospedeiro, promovendo altos títulos de anticorpos. Há somente leves alterações hematológicas. • Persiste de forma intracelular na maioria das vezes, resultando na fase crônica da infecção • Fase crônica: aparecimento de uma hipoplasia medular levando à uma anemia aplásica, monocitose, linfocitose e leucopenia. Fonte:Alves. et al, 2014 Fisiopatogenia: Anaplasma phagocytophilum e Anaplasma platys • Microrganismos intracelulares obrigatórios que infectam granulócitos, predominantemente neutrófilos ( A. phagocytophilum). Ou plaquetas ( A. platys) • Transmitida por: carrapatos, moscas sugadoras ou instrumentos cirúrgicos contaminados • Uma vez no sangue, o microrganismo penetra nas plaquetas/neutrófilos por meio de invaginação da membrana celular ( endocitose) de modo a formar um vacúolo • Faz divisão binária para formar um corpúsculo de inclusão que contém até oito "corpúsculos iniciais" compactados • Os corpúsculos de inclusão são mais numerosos durante a fase aguda da infecção, mas alguns persistem por anos. Fisiopatogenia: Anaplasma phagocytophilum e Anaplasma platys Fonte: Portalvet, 2025 Fonte: Stokol, 2016 Fisiopatogenia: Anaplasma phagocytophilum e Anaplasma platys •A. platys: muitas plaquetas são removidas pelo sistema mononuclear fagocitário ocasionando trombocitopenia. Vai ter resposta inflamatória •A. phagocytophilum: — Reduz a capacidade microbicida dos neutrófilos —Impede fusão entre fagossomo e lisossomo — Prolonga a vida do neutrófilo ao interferir nas proteínas reguladoras da apoptose —Migram para diferentes tecidos -Desencadeia resposta inflamatória Fisiopatogenia: Babesia canis • Esporozoítas infectantes presentes no carrapato são inoculados no hospedeiro, junto com a saliva, quando o carrapato se alimenta • Penetram nos eritrócitos e se transformam em trofozoítos. • Trofozoito se multiplica por meio de divisão binária, endodiogenia, endopoliogenia brotamento ou merogonia,originando merozoítas. • São formados também gametócitos que são a forma que infecta o carrapato • Os eritrócitos se rompem durante os repetidos ciclos de merogonia, com liberação de merozoítas que invadem outros eritrócitos. • Toda a patogenia da Babesia está relacionada à hemólise Fisiopatogenia: Babesia canis • Anemia hemolítica • Liberação de hemoglobina: hemoglobinúria e hiperbilirrubinemia indireta ( heme->biliverdina-> bilirrubina) • Bilirrubina , em grande quantidade, leva a uma sobrecarga do fígado, ocasionando icterícia, congestão hepática e esplênica, gerando hepatoesplenomegalia. • Nas infecções crônicas, os parasitas são sequestrados ( deixam de circular livremente no sangue periférico) na rede de capilares do baço, do fígado e de outros órgãos, a partir de onde são liberados periodicamente na circulação Fonte: Walker, 2016 Sinais clínicos Anaplasmose CAUSADA POR ANAPLASMA PLATYS Os animais podem apresentar: Sangramentos recorrentes Fraqueza Febre intermitente Recuperações temporárias seguidas de recaídas CAUSADA POR ANAPLASMA PHAGOCYTOPHILUM Afeta neutrófilos e costuma causar: Febre alta Poliartrite Dor intensa Rigidez ao andar Letargia Sinais clínicos Babesiose A babesiose canina pode ser classificada em aguda, crônica ou subclínica (assintomática) e sua severidade depende da espécie de Babesia spp. relacionada à infecção e da imunidade do hospedeiro. Dessa forma, as manifestações clínicas são diversas, podendo incluir: Icterícia letargia anorexia/hiporexia vomito diarreia perda de peso distúrbios hemorrágicos linfadenopatia tensão abdominal Sinais clínicos Vale ainda ressaltar que é a reprodução do parasita dentro das células vermelhas que ocasiona hemólise (rompimento da hemácia) intra e extravascular, o que resulta em uma anemia hemolítica. Em adição, pode haver uma reação imunomediada, agravando a destruição dos eritrócitos e, consequentemente, piorando a anemia Como ocorre destruição das hemácias, podem aparecer sinais clínicos como: Hemoglobinúria (urina escura/cor de café) Bilirrubinúria Esplenomegalia Hepatomegalia Sinais clínicos Erliquiose A doença possui três fases: aguda, subclínica e crônica. Fase Aguda: Ocorre geralmente nas primeiras semanas após a infecção. Febre Apatia Anorexia Linfadenomegalia Esplenomegalia Perda de peso Secreção ocular e nasal Vômitos ocasionais Sinais clínicos Fase subclínica O animal pode parecer saudável, mas continua infectado. Características Ausência de sinais evidentes Persistência da bactéria no organismo Alterações hematológicas leves Exames hematológicos podem revelar trombocitopenia discreta ou alterações transitórias, o que dificulta o diagnóstico nesta fase. Essa fase pode durar meses ou anos. Alterações hemorrágicas devido à trombocitopenia: Petéquias Equimoses Epistaxe Sangramento gengival Hematúria Sinais clínicos Fase crônica É a forma mais grave da doença. Sinais clínicos Emagrecimento severo Fraqueza intensa Palidez acentuada Febre persistente Sangramentos espontâneos Edema de membros Ascite em alguns casos Alterações oculares Uveíte Hemorragia retinal Opacidade ocular Alterações neurológicas (menos comum) Convulsões Ataxia Paralisia Alterações comportamentais Diagnóstico Tratamento Integrado Prevenção e Controle prevenção: higiene do ambiente limpeza de baias e currais inspeção frequente dos animais uso correto de carrapaticidas acompanhamento veterinário tratamento imediato com animais infectados "A prevenção é a forma mais eficaz e econômica de controlar os carrapatos.” Prevenção e Controle Controle: Quando a infestação já está instalada, é necessário realizar medidas de controle: 1: controle químico: O controle químico é realizado com carrapaticidas, como sprays, banhos, pipetas, coleiras e medicamentos orais. Consiste no uso de produtos carrapaticidas Os produtos devem ser aplicados corretamente e respeitando: dose; intervalo; tempo de ação; segurança do animal. Prevenção e Controle 1: controle Ambiental: Limpeza das instalações Eliminação de locais úmidos Controle em pisos e frestas Manejo adequado do ambiente O controle ambiental também é fundamental, porque grande parte do ciclo de vida do carrapato acontece fora do animal. Por isso, é necessário limpar instalações, eliminar locais úmidos e tratar o ambiente. Referencias Bibliográficas Dantas-Torres, F. (2010). Biology and ecology of the brown dog tick, Rhipicephalus sanguineus. Parasites & Vectors, 3:26. DIAS, Viviane Araújo Cassioni Moreira Dias; FERREIRA, Fernanda Lúcia Alves. Babesiose Canina- Revisão. PUBVET, Londrina, v.10, n.12, p.886-888, Dez. 2016. Gulia-Nuss, M., et al. (2016). Genomic insights into the Ixodes scapularis tick vector. Nature Communications, 7:10507 Manual MSD - Versão para Profissionais (2025). Picadas de carrapatos. MATHIAS, M. I. C., ed. Guia básico de morfologia interna de carrapatos ixodídeos[online]. São Paulo: Editora UNESP, 2013, 120 p. ISBN: 978-85-393-0480-6 NATIONAL LIBRARY OF MEDICINE. Biology and ecology of the brown dog tick, Rhipicephalus sanguineus. PubMed, 2010. Disponível em: PubMed. Acesso em: 17 maio 2026. ScienceDirect Topics (2025). Ixodidae - An overview: Genetics and Evolution of Infectious Diseases.. Referencias Bibliográficas Nícolas Amaral, Sophia Valente, Zoila Naomi, Ícaro Cauã, Matheus Luiz.