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AULA 6 – SINTAXE DA 
CONCORDÂNCIA E DA 
REGÊNCIA
• Fazer uso adequado da Norma Culta da Língua Portuguesa.
• Compreender os procedimentos de concordância e de regência como elementos da 
produção de textos.
• Utilizar regras básicas de Concordância e de Regência.
• Refletir sobre os usos de Concordância e de Regência na leitura e na produção de textos
CONTEXTUALIZANDO A APRENDIZAGEM
Nesta Aula, você terá contato com importantes regras sobre o uso da Norma Culta da Língua 
Portuguesa. Uma produção textual de qualidade requer um cuidado especial quanto à 
utilização formal e de prestígio de certas palavras ao longo do texto.
Diferentemente do uso coloquial e, por isso, não requer muita formalidade linguística, a vida 
acadêmica e/ou profissional de todos reclama um conhecimento mais amplo sobre a 
adequação e a relevância das regras gramaticais da Língua padrão. E, aqui, você encontrará 
um rico material que poderá colaborar com a sua formação, capacitando-o, assim, a realizar as 
melhores escolhas; e, consequentemente, o uso adequado de palavras e expressões em cada 
situação comunicativa.
Aproveite mais essa oportunidade de formação e bons estudos!
Mapa mental panorâmico
Para contextualizar e ajudá-lo(a) a obter uma visão panorâmica dos conteúdos que você estudará na Aula 6, bem como entender a inter-
relação entre eles, é importante que se atente para o Mapa Mental, apresentado a seguir:
SINTAXE DA CONCORDÂNCIA E DA REGÊNCIA
1 SINTAXE
1.1 SINTAXE DE CONCORDÂNCIA
1.1.1 CONCORDÂNCIA NOMINAL
1.1.2 CONCORDÂNCIA VERBAl
1.2 SINTAXE DA REGÊNCIA
1.2.1 A REGÊNCIA DE ALGUNS NOMES
1.2.2 A REGÊNCIA DE ALGUNS VERBOS
SINTAXE DA CONCORDÂNCIA E DA REGÊNCIA
1 SINTAXE
Antes de mais nada, é preciso entender o que significa esse termo, não é?!
Sintaxe é uma das áreas da Gramática Normativa que equivale ao conjunto de regras que determinam as disposições das palavras 
nas frases e das frases em um texto. Sua função é organizar a estrutura das unidades linguísticas e suas combinações em uma sentença.
Figura 1 - Sintaxe
Fonte: Zero Hora - Acesso em 20/04/18
https://pt-static.z-dn.net/files/d88/92f8f916b740a8de0542d2060bea5b06.png
A tirinha retrata, humoristicamente, a importância das regras de associação das palavras. Tomadas de forma isolada ou em uma 
sequência desordenada, as palavras dificultam a compreensão do que se pretende dizer. Esse exemplo acima ajuda a compreender 
uma característica essencial de toda Língua: além das palavras (o léxico da Língua), há regras que determinam o modo como essas 
palavras podem combinar entre si para formar os enunciados. Essas regras de combinação e associações compõem a Sintaxe da 
Língua.
Quando se diz que um texto está sintaticamente correto, é porque as frases que o compõem estão ordenadas e organizadas; 
mantendo uma relação lógica entre si. Essa ideia, também, vale para as palavras em uma frase.
Observe o interessante texto publicitário abaixo:
Figura 2 - Texto Publicitário
Fonte: Advertência Automotiva - Acesso em 20/04/18
As palavras presentes no enunciado principal do texto estão embaralhadas, ou seja, a estrutura sintática, nesse texto publicitário, está 
sendo violada. Se você encontrasse essas palavras nessa mesma ordem e sem a presença de uma marca de carro, como a que está 
no canto inferior direito do anúncio, seria natural sentir dificuldades para se compreender o seu sentido. Seria fácil dizer que a frase 
“está errada”, não é? Isso ocorre porque a Sintaxe da nossa Língua não está sendo obedecida nesse enunciado.
Entretanto, ao considerar a intenção comunicativa do anúncio publicitário da empresa automotiva, você pode notar a coerência do 
texto à medida que o desejo do criador da campanha publicitária era basicamente o de reforçar o caráter persuasivo do texto, 
associando a marca a uma atitude responsável dos motoristas. Embaralhando os termos, o anúncio compara essa desordem dos 
termos com o estado daqueles que bebem: desordem dos termos assemelha-se à desordem mental, provocada pela bebida 
alcoólica.
Em função da importância da Sintaxe para a produção de frases e textos é que você irá estudar, a partir de agora, sobre a Sintaxe da 
Concordância e a Sintaxe da Regência; duas áreas que vão ajudá-lo(a) a compreender relações como as que foram expostas até 
aqui.
1.1 SINTAXE DE CONCORDÂNCIA
A Sintaxe da Concordância tem como objeto de estudo a relação gramatical que se estabelece entre dois termos no interior das 
orações.
A Concordância é aquele mecanismo linguístico que está ligado à flexão (de gênero, de número e de pessoa) de uma palavra de 
acordo com aquilo a que ela se relaciona na oração, sem nenhuma relação de dependência entre si.
Ela pode ser Nominal ou Verbal.
A Concordância Nominal é estabelecida entre o núcleo de um sintagma (unidade sintática) nominal – em gênero e número – e os 
termos que o determinam.
Exemplo: Maria é uma querida amiga.
Nessa oração, o adjetivo querida concorda (em gênero: feminino; e, em número: singular) com o substantivo amiga (no feminino 
singular).
Já a Concordância Verbal é estabelecida entre o verbo – em número e pessoa – e o sujeito da oração com o qual ele se relaciona.
Exemplo: Maria trouxe-me um presente.
O verbo da oração, trouxe, está em concordância em número (singular) e em pessoa (3ª pessoa) com o sujeito Maria.
Figura 3 - Concordância
Fonte: Design Freepik - Adaptado NEAD
Você verá, a partir de agora, casos, regras e exemplos sobre Concordância. Lembre-se de que o uso adequado de regras e normas da 
Gramática da Língua é importante para a produção de todos os textos. A escrita padrão, formal, consiste em um importante aspecto 
de trabalho da Disciplina Leitura e Produção de Textos.
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1.1.1 CONCORDÂNCIA NOMINAL
Embora existam regras específicas, a Concordância Nominal, no Português padrão, está baseada no seguinte princípio geral:
Adjetivos, pronomes adjetivos, artigos, numerais e verbos na forma nominal do “particípio” concordam em gênero (masculino/feminino) 
e número (singular/plural) com o núcleo do sintagma (unidade sintática) nominal que determinam.
Figura 4 - Determinantes x Determinados (Concordância Nominal)
Fonte: Elaborada pelo Autor.
Embora existam regras específicas, a Concordância Nominal, no Português padrão, está baseada no seguinte princípio geral:
CASOS ESPECÍFICOS DE CONCORDÂNCIA NOMINAL
A) palavra determinante seguirá o gênero e o número da palavra determinada:
Exemplo:
Uma linda criança está olhando para cá.
 
B) Se as palavras determinadas forem do mesmo gênero, a palavra determinante tanto poderá ir para o plural e para o gênero 
comum, quanto poderá concordar com a palavra mais perto.
Exemplo:
A moça e sua mãe loiras entraram naquela loja.
 
ou
A moça e sua mãe loira entraram naquela loja.
C) Quando houver uma só palavra determinada e mais de uma determinante, a palavra determinada irá para o plural ou ficará no 
singular.
Exemplo:
 
Ela é professora do sexto e sétimo ano (ou anos).
 
D) A palavra determinante pode deixar de concordar com a forma da palavra determinada para levar em consideração, apenas, o 
sentido em que esta se aplica.
Exemplo:
O (rio) Amazonas está baixando.
Obrigado! (diz um homem); Obrigada! (diz uma mulher).
É sempre útil a consulta a uma Gramática para resolver alguma dúvida. Esse é o caso da “Moderna Gramática Portuguesa”, de 
Evanildo Bechara (37.ed., 2004) que apresenta explicações e exemplos muito esclarecedores sobre Concordância e que você poderá 
consultar. 
1.1.2 CONCORDÂNCIA VERBAl
A regra geral de Concordância Verbal estabelece que o verbo irá se flexionar para concordar com o sujeito da oração.
O sujeito de uma oração pode aparecer antes (anteposto) ou após (posposto) o verbo; o que não afeta a Concordância entre eles. 
Ao identificar o núcleo (o termo principal) do sujeito, overbo deverá concordar com ele em número (singular/plural) e em pessoa (1ª, 
2ª ou 3ª pessoa do discurso: eu, tu, ele(a)).
Exemplos:
Veja o quadro-resumo a seguir com algumas situações sobre a Concordância Verbal:
Quadro 1 - Concordância Verbal
Sujeito Verbo Exemplo
Simples e singular No singular Minha família mora aqui.
Simples e plural No plural Meus pais moram noutra cidade.
Composto No plural Minha mãe e meu pai são muito jovens.
Composto por pronomes pessoais em que
aparece eu ou nós
Na primeira pessoa do plural Eu e meu pai andamos muito de bicicleta.
Composto por pronomes pessoais em que
aparece tu ou vós, sem eu ou nós
Na segunda pessoa do plural
Você, Maria e teu marido passareis o final de
semana em nossa casa.
Representado por expressões como a maioria de,
a maior parte de
No singular ou no plural
A maior parte dos alunos foi aprovada. A maioria
dos homens estão felizes.
Substantivo no plural, nomeando lugar ou obra
Se o substantivo for antecedido por um
determinante no plural, verbo no plural.
Os Estados Unidos são um rico país. Vassouras (a
cidade) preserva costumes antigos.
Fonte: Elaborada pelo Autor.
Há outros casos especiais sobre a Concordância Nominal que 
você poderá encontrar clicando aqui.
Acesso em 20/04/18
https://www.normaculta.com.br/concordancia-nominal/
Agora é hora de exemplificar!
Vamos analisar as Concordâncias Nominal e Verbal na oração abaixo para ajudá-lo(a) a fixar o que foi explicado acima.
O bom aluno alcançou boas notas.
Veja o esquema com a classificação gramatical das palavras na oração.
Observe, agora, o que está em jogo quanto à perfeita concordância dos termos na oração:
1) O uso do mesmo adjetivo (bom) está concordando com os diferentes substantivos (aluno e notas) que o determinam.
No Sintagma nominal I, o substantivo “aluno” (determinado) está no singular; levando, portanto, o artigo “O” e o adjetivo “bom” 
(determinantes) a permanecerem no singular e no masculino.
Já no Sintagma nominal II, o substantivo “notas” aparece no feminino e no plural. Com isso, o adjetivo concorda com ele; e, é usado no 
feminino e no plural: “boas”.
2) A forma verbal “alcançou” foi usado na 3ª pessoa do singular, concordando com o sujeito da oração.
O sujeito dessa oração é “O bom aluno” e o núcleo dele é “aluno”; que está sendo empregado no singular e equivale a um pronome 
pessoal de terceira pessoa (ele). Dessa forma, o verbo deve, também, ser utilizado na 3ª pessoa do singular.
 Agora é sua vez!
Você consegue notar o erro de Concordância Verbal na tirinha abaixo?
Figura 5 - Erro em Concordância Verbal
Fonte: Concordância Verbal - Acesso em 20/04/18
Foi fácil, não foi? A segunda fala da tirinha traz um verbo que, de acordo com a Norma Culta, deveria ser usado no plural, pois o sujeito 
que o determina está no plural. Obedecendo às regras que foram estudadas por você, a oração deveria estar assim: Os deputados 
acham que é boa!
Encerrada a primeira parte dessa Aula, é hora de trabalhar com a Sintaxe da Regência. Vamos lá?
1.2 SINTAXE DA REGÊNCIA
No tópico anterior, você estudou as relações que se estabelecem entre palavras dentro de uma oração, ou de um texto, sem que uma 
palavra dependesse da outra.
Para você ter acesso a outros exemplos e a outros casos mais 
específicos de Concordância Verbal, clique aqui. Nesse site, 
há muito material para estudo e consulta.
É claro que uma boa Gramática sempre à mão poderá ajudar 
muito a sua formação de Leitor e de Produtor de textos. 
Acesso em 20/04/18
http://2.bp.blogspot.com/-KndsiLE57_0/Ux53PpjkbHI/AAAAAAAAAC4/j-UT2qFjE8w/s1600/6.jpg
https://www.normaculta.com.br/concordancia-verbal/
Já a Sintaxe da Regência ocupa-se do estudo das ligações existentes entre um verbo ou um nome e seus complementos. Há, entre os 
termos, uma relação de dependência, pois os termos regentes precisam de um complemento, ou seja, os termos regidos. Sem o 
complemento, o primeiro termo ficaria incompleto, isto é, sem sentido, ou, no mínimo, com um sentido comprometido ou inadequado.
É muito comum a observação de desobediências quanto às regras de regência tanto de verbos (Regência Verbal) quanto de nomes 
(Regência Nominal). Isso ocorre, principalmente, em situações de oralidade ou de uso da Língua em que a Norma Culta não é levada 
em consideração. Se o momento de comunicação não exige um registro mais formal da Língua, uma construção sem a correta 
obediência às regras de regência, por exemplo, não é considerada como erro; desde que essa ocorrência não gere uma 
incompreensão ou uma falta de entendimento.
Mesmo assim, vale ressaltar que o papel de quem se encontra em formação como Leitor e Produtor de textos, como é o seu caso, é o 
de conhecer e de buscar utilizar uma maior formalidade nas produções acadêmicas e profissionais de textos. Eis a razão para o estudo 
dessas regras as quais determinam as relações entre verbos e nomes e seus respectivos complementos.
Observe as falas da tirinha abaixo:
Figura 6 - Regência
Fonte: Hagar - The Horrible - Acesso em 20/04/18
Ao corrigir a fala de Hagar, o estranho indica a necessidade do uso de uma preposição entre a expressão “estar a fim” e seu 
complemento. No caso, a preposição necessária é “de”. Com certeza, essa é uma questão de Regência, mas a construção que Hagar 
utiliza (“sempre consigo o que estou a fim”) é típica da oralidade, de um registro menos formal da Língua. Nesse caso, não utilizar a 
preposição que deveria anteceder o pronome relativo não chega a constituir um “erro de gramática”.
Encontramos, apenas, uma estrutura típica da fala. Na escrita, no entanto, é esperado que as relações entre as palavras obedeçam a 
regras de subordinação entre termos. Essas regras compõem a chamada Regência.
São previstos dois tipos de Regência, dependendo dos termos que se subordinam.
A Regência Nominal é estabelecida entre um nome (termo regente) e seu complemento (termo regido) por meio de preposição.
Nesse caso, o substantivo “cuidado” requer o uso da preposição “com” para relacionar-se com o seu complemento.
A Regência Verbal é a relação estabelecida entre um verbo (temo regente) e seu complemento (termo regido).
Quadro 2 - Regência Verbal (termo regente e termo regido)
Fonte: Elaborado pelo Autor.
O verbo “gostar” rege (necessita de) um objeto indireto, a ele subordinado. A preposição “de” marca a regência desse verbo.
Agora, você irá ver casos e exemplos de Regência Nominal e de Regência Verbal.
1.2.1 A REGÊNCIA DE ALGUNS NOMES
Você já notou que as preposições que fazem a ligação entre substantivos, adjetivos e determinados advérbios e seus complementos 
variam. Conhecer a regência de alguns desses nomes é importante; e, por esse motivo, torna-se necessário saber quais preposições 
podem ser utilizadas para ligá-los a seus complementos.
Conheça algumas desses regências
Quadro 3 - Regência Verbal (nomes e preposições)
Fonte: Elaborado pelo Autor.
https://pt-static.z-dn.net/files/dc8/421cbda78aab08003da85ddc377c11ed.png
É claro que há muitos outros nomes com várias outras Regências. Ter um bom dicionário pode ajudar no momento de dúvida. O 
“Dicionário de Dificuldades da Língua Portuguesa”, de Domingos Paschoal Cegalla (2007), é uma ótima opção; inclusive está disponivel 
na Biblioteca Virtual do UNIARAXÁ.
Você já acessou o site do UNIARAXÁ, clicou em ALUNOS e então, na Central do Aluno. Agora, acesse a Biblioteca e localize a obra 
indicada para seus estudos!
É importante ressaltar que para acessar o acervo da Biblioteca Virtual, você deve estar logado na Central do Aluno.
1.2.2 A REGÊNCIA DE ALGUNS VERBOS
Muitos verbos, no Português, admitem mais de uma regência. E, ao mudarem de regência, mudam também de significado.
Veja agora a regência de alguns verbos, para que você possa adquirir o hábito de refletir a respeito da regência e das diferenças de 
sentidos que o uso de uma ou de outra preposição pode promover ao longo de uma produção textual.
1. CHEGAR
O verbo chegar é regido pela preposição “a”: Chegamos ao final da rua.
Essa éa forma padrão. O uso da preposição “em”, nas conversas informais consiste em um estilo coloquial: Chegamos no local 
indicado no mapa. 
2. CUSTAR
a) Com o sentido de ser custoso, exige a preposição “a”: Essa decisão custou ao gerente.
b) Com o sentido de valor, não exige preposição: Meu carro custou caro.
3. ASPIRAR
a) Com o sentido de respirar ou absorver, não exige preposição: Aspirou todo o pó da sala.
b) Com o sentido de pretender, exige a preposição “a”: Aspirou ao cargo de representante de sala.
4. OBEDECER
O verbo obedecer exige a preposição “a”: Obedeça aos mais velhos.
5. PROCEDER
a) Com o sentido de fundamento, é verbo intransitivo: Sua reclamação não procede.
b) Com o sentido de origem, exige a preposição “de”: Sua reclamação procede de situações pessoais e não profissionais
6. VISAR
a) Com o sentido de objetivo, exige a preposição “a”: Toda empresa visa ao lucro.
b) Com o sentido de mirar, não exige preposição: A moça visava o namorado andando na rua.
7. QUERER
a) Com o sentido de desejar, não exige preposição: Quero ficar aqui com ela. b) Com o sentido de estimar, exige a preposição “a”: 
Queria muito bem aos seus familiares
8. ESQUECER
O verbo esquecer não exige preposição: Ele esqueceu o meu livro.
No entanto, na forma pronominal, deve ser usado com a preposição “de”: Esqueci-me do seu livro
9. LEMBRAR
a) No sentido de sugerir ou trazer algo à memória, não exige preposição: Seus olhos lembram esmeraldas.
b) No sentido de prevenir ou advertir, ele terá como complemento um objeto indireto (exige a preposição “a”) e um objeto direto (sem 
preposição): A mãe lembrou ao filho a prova de matemática.
c) Usado como verbo pronominal, ou seja, apresentando um pronome reflexivo (por exemplo -se), exige a preposição “de”: Lembre-se 
de apagar as luzes ao sair.
10. INFORMAR
O verbo é transitivo direto e indireto. Assim, ele exige um complemento sem e outro com preposição (preposição “a”: Informei o 
acontecimento aos professores.
11. GOSTAR
a) No sentido de achar bom, ter afeição, aprovar, exige a preposição “de”: Gosto muito de você.
Atenção: O uso dessa preposição é facultativa quando o complemento do verbo for uma oração subordinada substantiva: Ele gostaria 
muito (de) que sua família toda fosse à sua formatura.
b) Como sinônimo de experimentar, provar, não se usa preposição: Apenas gostei o vinho e rejeitei-o.
Observação: Esse último é um uso pouco comum no Brasil, mas está de acordo com a Norma Culta.
12. ASSISTIR
a) Com o sentido de ver, exige a preposição “a”: Vou assistir ao novo filme no cinema.
b) Com o sentido de dar assistência, não exige preposição: Um filho deve assistir os seus pais.
c) Com o sentido de pertencer, exige a preposição “a”: Assiste aos prejudicados o direito de indenização.
Durante os estudos sobre Regência Verbal, é muito importante 
ter em mente as diferenças entre um Verbo Transitivo Direto 
(VTD) – que requer um Objeto Direto; um Verbo Transitivo 
Indireto (VTI) – que requer um Objeto Indireto; e, um Verbo 
Intransitivo (VI) – que não requer complemento. Para revisar 
essas diferenças, principalmente, quanto aos Objetos (Diretos e 
Indiretos) que os verbos podem ou não necessitar, acesse as 
explicações que o site “Norma Culta” dá sobre Regência 
Verbal clicando aqui. Você, também, poderá encontrar lá 
algumas Regências Verbais relevantes para a sua formação.
 Acesso em 20/04/18
https://www.normaculta.com.br/regencia-verbal/
Abaixo, estão algumas tirinhas para que você analise as Regências Verbais presentes nas falas das personagens.
Em uma das tirinhas há um desvio, conforme a Norma Culta, quanto à Regência de um verbo. Localize-o e pense em como ele deveria 
ser empregado, de acordo com o uso formal da Língua.
A)
Fonte: Regência Verbal 1 - Acesso em 11/15/18
B)
Fonte: Regência Verbal 2 - Acesso em 11/05/18
C)
Fonte: Regência Verbal 3 - Acesso em 11/05/18
D)
Fonte: Regência Verbal 4 - Acesso em 11/05/18
A tirinha que apresenta um desvio quanto à Regência Verbal é a letra “c”. O verbo lembrar, usado nas duas últimas tirinhas, apresenta 
o uso da preposição “de”, que só deveria ser usada se o verbo aparecesse na forma pronominal (lembrar-se).
Seguindo a norma de prestígio, o correto seria as seguintes construções das orações:
Eles nunca se lembram de uma data importante.
Lembro-me do dia de nossa primeira briga feia.
ou
Eles nunca lembram uma data importante.
Lembro o dia de nossa primeira briga feia.
http://4.bp.blogspot.com/_8ket9EcupBE/TFq7XgHtn4I/AAAAAAAAIZ8/iWahDYJtRLQ/s1600/mafalda+e+suzanita.jpg
http://2.bp.blogspot.com/-OHYbS0Y4QZg/T1Ferm1pSxI/AAAAAAAAAgA/vn8nox1wxwY/s1600/verbo+bitransitivo+-+hagar.jpg
http://2.bp.blogspot.com/-GaRxx_6Ptu0/UamDVu-JooI/AAAAAAAAATE/lOQ-wNPsP-o/s1600/Reg%C3%AAncia+verbal+tirinha.jpg
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Após o estudo da Aula 6, consegue compreender os procedimentos de concordância e de regência como elementos da produção 
de textos? Sabe utilizar as regras básicas de concordância e de regência? Caso você consiga responder essas questões, parabéns! 
Você atingiu os objetivos específicos desta Aula! Caso tenha dificuldade para respondê-las, aproveite para reler o conteúdo da Aula, 
acessar o seu AVA - Ambiente Virtual de Aprendizagem e interagir com seus colegas, tutor(a) e professor(a). Você não está sozinho 
nessa caminhada! Conte conosco!
Chegou o momento de complementar seu conhecimento. Vá até seu Ambiente Virtual de
Aprendizagem e acesse esta aula para assistir a Video Aula
RECAPITULANDO
Nesta Aula você teve a oportunidade de conhecer a Sintaxe de Concordância e de Regência. Aprendeu; aprofundou sobre a 
Concordância Nominal e Verbal, assim como sobre a Regência Nominal e Verbal.
Na próxima Aula, aprenderá conceitos e técnicas sobre a Produção de Textos.
CRÉDITOS
Capa: Sintaxe e Semântica - Acesso 21/07/2020
REFERÊNCIAS
BECHARA, E. Moderna Gramática Portuguesa. 37.ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2004.
CEGALLA, Domingos Paschoal. Dicionário de dificuldades da língua portuguesa. 3. ed. rev. e ampl. de acordo com a nova ortografia. 
Rio de Janeiro: Lexikon, 2009.
LUFT, Celso Pedro. Dicionário prático de regência verbal. 8.ed. São Paulo: Ática, 2000.
https://www.parabolablog.com.br/images/easyblog_images/17855/sintaxe-e-semantica.jpg

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