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RESPOSTAS DO RÉU •CONTRADITÓRIO •AMPLA DEFESA •DEBATE DAS PRETENSÕES DEDUZIDAS EM JUÍZO •DIREITO DAS PARTES DE SEREM OUVIDAS •ABERTURA DA POSSIBILIDADE DE REAÇÃO ATITUDES DO RÉU • RESPOSTA POSITIVA*: CONTESTAÇÃO RECONVENÇÃO RECONHECIMENTO JURÍDICO DO PEDIDO • RESPOSTA OMISSIVA: INÉRCIA *Existem outras espécies de resposta positiva do réu, como a arguição de incompetência absoluta ou relativa, impugnação ao valor da causa, impugnação à concessão da gratuidade da justiça, contudo, de acordo com o NCPC todas as arguições devem ser formuladas na contestação. CONTESTAÇÃO – Art. 335 a 342 A contestação é a resposta defensiva do réu, representando a forma processual pela qual o réu se insurge contra a pretensão do autor. (Daniel Assumpção) Contestação, portanto, é o instrumento processual utilizado pelo réu para opor-se, formal ou materialmente, à pretensão deduzida em juízo pelo autor. (Humberto Theodoro Jr.) PETIÇÃO INICIAL vs CONTESTAÇÃO Na petição inicial o autor formula uma pretensão, faz um pedido. Diversamente, na contestação, não se contém uma pretensão, mas resistência ao pedido do autor. PRAZO PARA CONTESTAÇÃO Art. 335 – O réu poderá oferecer contestação, por petição, no prazo de 15 dias, cujo termo inicial será a data: • I - da audiência de conciliação ou de mediação, ou da última sessão de conciliação, quando qualquer parte não comparecer ou, comparecendo, não houver autocomposição; • II - do protocolo do pedido de cancelamento da audiência de conciliação ou de mediação apresentado pelo réu, quando ocorrer a hipótese do art. 334, § 4º, inciso I; Art. 334, § 4º – A audiência de conciliação não será realizada: I – Se ambas partes manifestarem, expressamente, desinteresse na composição consensual. • III – prevista no art. 231, de acordo com o modo como foi feita a citação, nos demais casos*. Art. 231 – Salvo disposição em sentido diverso, considera-se dia do começo do prazo: I - a data de juntada aos autos do aviso de recebimento, quando a citação ou a intimação for pelo correio; II - a data de juntada aos autos do mandado cumprido, quando a citação ou a intimação for por oficial de justiça; (...). *Caso a audiência de conciliação ou de mediação não seja agendada em razão de o direito não admitir autocomposição, o dia do começo do prazo para os litisconsortes apresentarem contestação corresponderá à última das datas a que se referem os incisos I a VI do artigo 231. Art. 231, § 1o Quando houver mais de um réu, o dia do começo do prazo para contestar corresponderá à última das datas a que se referem os incisos I a VI do caput. • § 1º – No caso de litisconsórcio passivo, ocorrendo a hipótese do art. 334, § 6º, o termo inicial previsto no inciso II (pedido de cancelamento da audiência) será, para cada um dos réus, a data de apresentação de seu respectivo pedido de cancelamento da audiência. Art. 334,§ 6o Havendo litisconsórcio, o desinteresse na realização da audiência deve ser manifestado por todos os litisconsortes. • § 2o Quando ocorrer a hipótese do art. 334, § 4º, inciso II, havendo litisconsórcio passivo e o autor desistir da ação em relação a réu ainda não citado, o prazo para resposta correrá da data de intimação da decisão que homologar a desistência. Art. 334, § 4º – A audiência não será realizada: II – quando não se admitir autocomposição. ESPÉCIES DE DEFESA • DEFESAS PROCESSUAIS (INDIRETAS) - PRELIMINARES PEREMPTÓRIAS DILATÓRIAS DILATÓRIAS POTENCIALMENTE PEREMPTÓRIAS • DEFESAS DE MÉRITO DIRETA INDIRETA • DEFESAS PROCESSUAIS – Espécie de defesa indireta, pois não tem como objeto a essência do litígio. Não ataca o direito material pretendido pelo autor, mas apenas a regularidade formal do processo. Na praxe forense são tratadas como defesas PRELIMINARES, pois antecedem a defesa de mérito. PEREMPTÓRIAS: Uma vez acolhidas levam à extinção do processo sem julgamento do mérito - (Art. 337, IV, V, VI, VII, X, XI). Ex: Litispendência. DILATÓRIAS: Mesmo quando acolhidas não provocam a extinção do processo, mas apenas dilatam o curso do procedimento até que o vício seja sanado pelo autor - (Art. 337, I, II e VIII). Ex: Incompetência do juízo. DILATÓRIAS POTENCIALMENTE PEREMPTÓRIAS: Quando a defesa meramente dilatória é acolhida pelo juiz e o autor, mesmo intimado, deixa de sanar o vício no prazo que lhe foi determinado - (Art. 337, III, IX, XI, XII e XIII). Ex: Incorreção do valor da causa. DEFESAS PROCESSUAIS (PRELIMINARES) – Art. 337 Art. 337 - Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar: I - inexistência ou nulidade da citação; II - incompetência absoluta e relativa; Art. 340. Havendo alegação de incompetência relativa ou absoluta, a contestação poderá ser protocolada no foro de domicílio do réu, fato que será imediatamente comunicado ao juiz da causa, preferencialmente por meio eletrônico. III - incorreção do valor da causa; IV - inépcia da petição inicial; V - perempção; VI - litispendência; Art. 337, § 3o Há litispendência quando se repete ação que está em curso. VII - coisa julgada; Art. 337, § 4o Há coisa julgada quando se repete ação que já foi decidida por decisão transitada em julgado. VIII - conexão; IX - incapacidade da parte, defeito de representação ou falta de autorização; X - convenção de arbitragem; Art. 337, § 6o A ausência de alegação da existência de convenção de arbitragem, na forma prevista neste Capítulo, implica aceitação da jurisdição estatal e renúncia ao juízo arbitral. XI - ausência de legitimidade ou de interesse processual; Art. 338. Alegando o réu, na contestação, ser parte ilegítima ou não ser o responsável pelo prejuízo invocado, o juiz facultará ao autor, em 15 (quinze) dias, a alteração da petição inicial para substituição do réu. Ar. 339. XII - falta de caução ou de outra prestação que a lei exige como preliminar; XIII - indevida concessão do benefício de gratuidade de justiça. CONHECIMENTO EX OFFICIO DAS PRELIMINARES Art. 337, § 5o Excetuadas a convenção de arbitragem e a incompetência relativa, o juiz conhecerá de ofício das matérias enumeradas neste artigo. Obs.: RÉPLICA OU IMPUGNAÇÃO DO AUTOR Art. 351. Se o réu alegar qualquer das matérias enumeradas no art. 337, o juiz determinará a oitiva do autor no prazo de 15 dias, permitindo-lhe a produção de prova. • DEFESAS DE MÉRITO – Quando o réu ataca o fato jurídico que constitui o mérito da causa. Na defesa de mérito o objetivo do réu é convencer o juiz de que o direito material pretendido pelo autor não existe, seja pela negativa do fato em si ou de suas consequências jurídicas. DIRETAS: O réu enfrenta frontalmente os fatos e fundamentos jurídicos narrados pelo autor na petição inicial. INDIRETAS: Não há a negativa das afirmações do autor, contudo, o réu alega um fato novo que seja impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Ex.: Impeditivo: Contrato celebrado com vício de consentimento; Modificativo: Parcelamento de dívida; Extintivo: Prescrição. Obs.: RÉPLICA OU IMPUGNAÇÃO DO AUTOR Art. 350. Se o réu alegar fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor, este será ouvido no prazo de 15 (quinze) dias, permitindo-lhe o juiz a produção de prova. PRINCÍPIO DA IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FATOS Art. 341. Incumbe também ao réu manifestar-se precisamente sobre as alegações de fato constantes da petição inicial, presumindo-se verdadeiras as não impugnadas, (...): Haverá a preclusão consumativa se, apresentada a contestação, o réu deixar de impugnar algum dos fatos alegados pelo autor. EXCEÇÃO AO PRINCÍPIO DA IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FATOS Art. 341 - (...), SALVO SE: I - não for admissível, a seu respeito, a confissão; II - a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei considerar da substância do ato; III - estiverem em contradição com a defesa, considerada em seu conjunto. Parágrafo único. O ônus da impugnaçãoespecificada dos fatos não se aplica ao defensor público, ao advogado dativo e ao curador especial. PRINCÍPIO DA EVENTUALIDADE Art. 336. Incumbe ao réu alegar, na contestação, toda a matéria de defesa, expondo as razões de fato e de direito com que impugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende produzir. Também chamado de PRINCÍPIO DA CONCENTRAÇÃO DE DEFESA. EXCEÇÃO AO PRINCÍPIO DA EVENTUALIDADE Art. 342. Depois da contestação, só é lícito ao réu deduzir novas alegações quando: I - relativas a direito ou a fato superveniente; Fato Novo ou Fato Velho de Descoberta Nova II - competir ao juiz conhecer delas de ofício; Matérias de Ordem Pública III - por expressa autorização legal, puderem ser formuladas em qualquer tempo e grau de jurisdição. RECONVENÇÃO – Art. 343 Reconvenção é a ação do réu contra o autor, proposta no mesmo feito em que está sendo demandado. Ao contrário da contestação, que é simples resistência à pretensão do autor, a reconvenção é um contra-ataque, uma verdadeira ação ajuizada pelo réu (reconvinte) contra o autor (reconvindo), nos mesmo autos. (Humberto Theodoro Jr) Obs.: A reconvenção é mera faculdade, não um ônus como a contestação. Da sua omissão nenhum prejuízo decorre para o direito de ação do réu, que poderá ajuizar ação paralela mesmo depois de decorrido o prazo para reconvir. DENOMINAÇÃO DAS PARTES: RECONVINTE (AUTOR DA RECONVENÇÃO) RECONVINDO (RÉU NA RECONVENÇÃO) Na ação originária: Autor e Réu Na reconvenção: O réu passa a ser autor (RECONVINTE) e o autor passa a ser réu (RECONVINDO) PRESSUPOSTOS ESPECÍFICOS DA RECONVENÇÃO: Legitimidade de parte; Conexão entre a reconvenção e a ação principal ou entre a reconvenção e a contestação; Competência; Rito Art. 343. Na contestação, é lícito ao réu propor reconvenção para manifestar pretensão própria, conexa com a ação principal ou com o fundamento da defesa. § 1o Proposta a reconvenção, o autor será intimado, na pessoa de seu advogado, para apresentar resposta no prazo de 15 dias. § 2o A desistência da ação ou a ocorrência de causa extintiva que impeça o exame de seu mérito não obsta ao prosseguimento do processo quanto à reconvenção. § 3o A reconvenção pode ser proposta contra o autor e terceiro. § 4o A reconvenção pode ser proposta pelo réu em litisconsórcio com terceiro. § 5o Se o autor for substituto processual, o reconvinte deverá afirmar ser titular de direito em face do substituído, e a reconvenção deverá ser proposta em face do autor, também na qualidade de substituto processual. § 6o O réu pode propor reconvenção independentemente de oferecer contestação. Autonomia da reconvenção. REVELIA – Art. 344 Art. 344. Se o réu não contestar a ação, será considerado revel e presumir-se-ão verdadeiras as alegações de fato formuladas pelo autor. Art. 345. A revelia não produz o efeito mencionado no art. 344 se: I - havendo pluralidade de réus, algum deles contestar a ação; II - o litígio versar sobre direitos indisponíveis; III - a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei considere indispensável à prova do ato; IV - as alegações de fato formuladas pelo autor forem inverossímeis ou estiverem em contradição com prova constante dos autos. Art. 346. Os prazos contra o revel que não tenha patrono nos autos fluirão da data de publicação do ato decisório no órgão oficial. Parágrafo único. O revel poderá intervir no processo em qualquer fase, recebendo-o no estado em que se encontrar.