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Slides de Aula Unidade I DIREITO NAS ORGANIZAÇÕES

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Questões resolvidas

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Profa. Ma. Mônica Bortolassi
UNIDADE I
Direito nas Organizações 
 Direito é o conjunto de leis e costumes que organizam a vida de um determinado grupo 
social, historicamente situado, modificando essas regras à medida que adota novas formas 
de organização.
 Todos os grupos sociais em todas as épocas da história adotaram regras de conduta para 
organizar a vida social e impedir que a força física prevalecesse.
 Direito Público: regula os interesses gerais da 
sociedade (constitucional, administrativo, penal, 
processual, ambiental, internacional).
 Direito Privado: regula os interesses dos particulares 
nas relações que estabelecem entre si 
(civil, empresarial).
O que é Direito?
Fonte: 
https://pixabay.com/pt/illustrations/justi%c3%a7a
-balan%c3%a7a-advogado-juiz-7998693/
 Civil Law: O Brasil adota o sistema de civil law, em que o sistema jurídico é regido 
prioritariamente por leis escritas e hierarquizadas. Os juízes decidem os casos concretos que 
forem levados ao Poder Judiciário, fundamentando-se nas leis. Trata-se do sistema de 
prevalência das leis.
 Common Law: Sistema adotado em países como
Inglaterra e Estados Unidos, onde as decisões judiciais 
anteriores têm mais relevância que o texto da lei. Nesses 
países, o magistrado, ao julgar um caso concreto, 
estuda que decisões foram adotadas no passado 
em casos semelhantes e julga com base nessas 
decisões anteriores.
Sistema jurídico brasileiro
Fonte: https://pixabay.com/pt/illustrations/livros-
justi%c3%a7a-lei-lei-civil-5658928/
 Jurisprudência: Conjunto de decisões semelhantes anteriores que podem ser aplicadas para 
a solução de casos posteriores, desde que presentes as semelhanças necessárias.
 A utilização dos julgados anteriores, como parâmetro para decisões judiciais atuais, não 
torna o Brasil um país inserido no 
sistema da common law. Continuamos 
sendo um país de sistema jurídico em 
que prevalece a força da lei escrita
e hierarquizada.
Sistema jurídico brasileiro
Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/congresso-
nacional-bras%c3%adlia-5991196/ 
 As leis são regras escritas criadas pelo Poder Legislativo e publicadas obrigatoriamente para 
todos que residem no Brasil.
 Artigo 5º da Constituição Federal (Brasil, 1988):
 “Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”.
 Quando existe uma lei sobre determinado tema, ela deve ser obedecida.
 A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), em seu artigo 3º, estabelece 
que “ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece” (Brasil, 1942). 
Portanto, uma vez aprovada e publicada, a lei deve ser conhecida por todos os cidadãos, 
que não podem usar o desconhecimento como justificativa para deixar de cumprir suas 
obrigações.
A força da lei no Brasil
 A Constituição Federal é a lei mais importante do Brasil, também chamada de Carta Magna 
ou Lei Maior. Nenhuma outra lei pode colidir com o que está disposto na Constituição. Caso 
isso ocorra, a lei será considerada inconstitucional.
 Além do Poder Legislativo federal – representado pela Câmara dos Deputados, que 
representa o povo – e do Senado federal, que representa os Estados federativos –, temos 
no Brasil ainda os Legislativos estaduais e municipais, representados pelas Assembleias 
Legislativas e pelas Câmaras municipais. 
 Nenhuma lei no Brasil, seja ela federal, estadual ou municipal, pode violar a Constituição 
Federal, sob pena de ser considerada inconstitucional e afastada do ordenamento jurídico.
A Constituição Federal brasileira: a lei mais importante do país
Para assegurar a harmonia social, as leis precisam seguir determinados critérios que visam 
prevenir conflitos entre normas. ​
 Irretroatividade da lei: nenhuma lei produzirá 
efeitos para fatos ocorridos anteriormente à
sua edição, sendo aplicada apenas a 
situações que ocorram após a sua 
entrada em vigor.
Conflito de leis no tempo
Aprovação 
da lei:
A lei é 
aprovada pelo 
Legislativo e 
publicada 
oficialmente
Vacatio Legis: 
Período de 
vacância onde 
a lei está 
aprovada, mas 
ainda não está 
em vigor
Lei entra em 
vigor: 
A lei passa a 
ser obrigatória 
e aplicável a 
fatos futuros
Irretroatividade 
da lei: 
A lei não se 
aplica a fatos 
anteriores à 
sua vigência
 Respeitados esses três princípios, as leis podem ser alteradas, modificadas ou atualizadas 
sem gerar insegurança para os cidadãos e para suas atividades empresariais. Isso é muito 
importante para que uma sociedade se desenvolva em harmonia. 
Segurança jurídica
Ato jurídico perfeito:
Aquele que atende a todas 
as formalidades legais da 
época em que foi firmado 
por livre vontade das partes. 
Exemplos: contratos de 
compra e venda, 
casamento, locação.
Direito adquirido: 
É aquele que já pertence a 
uma pessoa, seja ele um 
direito da personalidade ou 
um direito patrimonial. 
Exemplo: aposentadoria 
concedida antes de 
mudança na lei 
previdenciária.
Coisa julgada: 
Decisão judicial contra a 
qual não cabe mais nenhum 
recurso processual e que 
não pode ser modificada, 
nem por nova lei.
Território
 O Estado brasileiro tem soberania em seu território para 
adotar as leis aprovadas pelo Poder Legislativo, mas 
o campo de aplicação dessas leis é o território 
brasileiro, porque não há autoridade fora dos limites 
de nosso território, na medida em que cada país 
do mundo adota e cumpre suas próprias leis.
Territorialidade da lei
Fonte: https://pixabay.com/pt/vectors/brasil-
geografia-mapa-regi%c3%a3o-153889/ 
 Território é a porção de terra contínua ou não 
em que uma nação vive, se organiza e 
determina as regras de cumprimento 
obrigatório para todos.
Território
solo
subsolo
espaço aéreo
águas fluviais
águas marítimas
embaixadas, navios e aeronaves
Sobre os fundamentos do Direito e o sistema jurídico brasileiro, assinale a alternativa correta:
a) O sistema jurídico brasileiro é baseado no common law, em que decisões judiciais 
anteriores têm mais peso que as leis escritas.
b) A Constituição Federal pode ser contrariada por leis estaduais, desde que aprovadas pelo 
Legislativo local.
c) A lei brasileira pode ser aplicada fora do território nacional, pois o Brasil tem autoridade 
sobre outros países.
d) O Direito Público regula apenas interesses privados entre pessoas físicas e jurídicas.
e) No Brasil, a lei só pode ser aplicada a fatos ocorridos após sua entrada em vigor, 
respeitando o princípio da irretroatividade.
Interatividade
Sobre os fundamentos do Direito e o sistema jurídico brasileiro, assinale a alternativa correta:
a) O sistema jurídico brasileiro é baseado no common law, em que decisões judiciais 
anteriores têm mais peso que as leis escritas.
b) A Constituição Federal pode ser contrariada por leis estaduais, desde que aprovadas pelo 
Legislativo local.
c) A lei brasileira pode ser aplicada fora do território nacional, pois o Brasil tem autoridade 
sobre outros países.
d) O Direito Público regula apenas interesses privados entre pessoas físicas e jurídicas.
e) No Brasil, a lei só pode ser aplicada a fatos ocorridos após sua entrada em vigor, 
respeitando o princípio da irretroatividade.
Resposta
 O Poder Judiciário no Brasil está regulado pelo artigo 92 e seguintes da Constituição 
Federal, sendo o Supremo Tribunal Federal (STF) o órgão máximo responsável por guardar 
a Constituição Federal. 
 O Judiciário é estruturado em diferentes instâncias, sendo composto de Tribunais de 
segunda instância (TJ, TRF, TRT, TRE) e de Tribunais Superiores como o STJ, TST, 
TSE, STM.
 O STF tem a obrigação de decidir os conflitos que envolvam a aplicação da Constituição 
Federal e, por isso, é chamado de “guardião da Constituição Federal”.
Organização do Judiciário
Poder Judiciário no Brasil
Fonte: https://www.cnj.jus.br/poder-judiciario/panorama-e-estrutura-do-poder-judiciario-brasileiro/
STF
Supremo Tribunal Federal
STJ
SuperiorTribunal de Justiça
TST
Tribunal Superior do Trabalho
TSE
Tribunal Superior 
Eleitoral
STM
Superior Tribunal 
Militar
Auditorias Militares
da União
Tribunais Regionais
Eleitorais
Cartórios
Eleitorais
Tribunais Regionais
do Trabalho
Varas do
Trabalho
Tribunais de
Justiça Militar
Auditorias Militares
Estaduais
Juizados Especiais
(Federal)
Turmas Recursais
(Federal)
Varas
Federais
Tribunais Regionais
Federais 
Tribunais de
Justiça
Varas
Estaduais
Turmas Recursais
(Estadual)
Juizados Especiais
(Estadual)
PODER JUDICIÁRIO BRASILEIRO
Estrutura da Justiça no Brasil
Conselho Nacional de Justiça
Superiores
2º grau
1º grau
Turmas 
Recursais
(Estadual)
Fonte: //www.cnj.jus.br/poder-judiciario/panorama-e-
estrutura-do-poder-judiciario-brasileiro// 
 O STF é o órgão de cúpula do Poder Judiciário e a ele 
compete, precipuamente, a guarda da Constituição.
Supremo Tribunal Federal
Fonte: Imagem gerada pelo autor com tecnologia Gamma, uma 
ferramenta de IA desenvolvida por Gamma Tech.
Composição
11 Ministros brasileiros 
natos, escolhidos entre 
cidadãos com mais de 35 
e menos de 70 anos, de 
notável saber jurídico e 
reputação ilibada.
Principais atribuições
 Julgar ação direta de 
inconstitucionalidade.
 Julgar infrações penais 
comuns do Presidente.
 Julgar recursos 
extraordinários.
Garantia dos magistrados
Vitaliciedade
Adquirida após dois anos de 
exercício. O magistrado só 
pode perder o cargo por 
sentença judicial transitada 
em julgado, garantindo sua 
independência funcional.
Inamovibilidade
O magistrado não pode 
ser removido do local onde 
trabalha sem sua prévia 
concordância, exceto por 
comprovado interesse 
público.
Irredutibilidade de subsídio
Nenhum juiz sofrerá redução 
de seus vencimentos como 
forma de inibir sua 
independência.
 No dia a dia das empresas e de seus 
administradores, não é incomum que alguns 
conflitos sejam levados para solução judicial,
principalmente aqueles relacionados a 
contratos, relações trabalhistas, tributos e 
outras questões. 
 Os consultores jurídicos e advogados são 
essenciais para a vida empresarial, mas é 
de fundamental importância que os 
administradores possuam noções sobre 
processo judicial, de forma a atuar em 
colaboração com o setor jurídico e 
para que suas decisões sejam 
melhor fundamentadas.
Regras fundamentais dos processos judiciais no Brasil
Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/estude-advogado-direito-legal-2746004/:
 Devido processo legal: esse princípio garante que sejam 
respeitadas pelos magistrados e pelas partes todas as 
garantias processuais que tenham por objetivo garantir 
uma sentença justa e célere.
 Isonomia: garante que as partes recebam tratamento 
igualitário para o exercício de todos os seus direitos
processuais. 
 Contraditório: as partes têm direito de ter ciência dos 
atos praticados no processo para que possam ter a 
oportunidade de se manifestar e de se defender, 
apresentando suas provas e argumentos.
Princípios constitucionais processuais
Fonte: Imagem gerada pelo autor com tecnologia Copilot, 
uma ferramenta de IA desenvolvida pela Microsoft.
Importantes princípios constitucionais processuais:
Princípios constitucionais processuais 
Inafastabilidade do 
controle jurisdicional: 
nenhuma lei pode excluir 
da apreciação do Poder 
Judiciário qualquer lesão 
ou ameaça de direito. 
Imparcialidade do juiz: 
o juiz serve o Estado 
de forma imparcial em 
relação às partes, sem 
nenhum privilégio ou 
favorecimento.
Publicidade: os atos 
processuais são 
publicados no Diário 
Oficial. Exceção: 
segredo de justiça em 
hipóteses específicas.
 Duplo grau de jurisdição: O direito de recorrer a um tribunal superior, garantindo que as 
decisões dos juízes singulares (1ª instância) sejam revistas por um colegiado 
(Tribunal de 2ª instância).
 Razoável duração do processo: Este princípio é uma diretriz para o Judiciário de que sua 
função seja célere, diligente, cuidadosa, porém ágil, de forma que os jurisdicionados – que 
são os cidadãos brasileiros e os estrangeiros residentes no país – recebam sempre a melhor 
solução da justiça (no sentido de tecnicamente perfeita), no menor espaço de tempo entre o 
início e o final do processo.
Princípios constitucionais processuais
Sobre o funcionamento do Poder Judiciário e os princípios constitucionais processuais no 
Brasil, assinale a alternativa correta:
a) O Supremo Tribunal Federal (STF) é composto por 15 ministros escolhidos entre cidadãos 
brasileiros de qualquer idade.
b) O princípio da isonomia garante que apenas uma das partes do processo tenha direitos 
processuais privilegiados.
c) O juiz pode perder o cargo a qualquer momento, sem necessidade de sentença judicial 
transitada em julgado.
d) O princípio do contraditório assegura que as partes tenham ciência dos atos do processo e 
possam se manifestar e se defender.
e) O Poder Judiciário brasileiro não possui Tribunais Superiores, sendo composto apenas por 
juízes de primeira instância.
Interatividade
Sobre o funcionamento do Poder Judiciário e os princípios constitucionais processuais no 
Brasil, assinale a alternativa correta:
a) O Supremo Tribunal Federal (STF) é composto por 15 ministros escolhidos entre cidadãos 
brasileiros de qualquer idade.
b) O princípio da isonomia garante que apenas uma das partes do processo tenha direitos 
processuais privilegiados.
c) O juiz pode perder o cargo a qualquer momento, sem necessidade de sentença judicial 
transitada em julgado.
d) O princípio do contraditório assegura que as partes tenham ciência dos atos do processo e 
possam se manifestar e se defender.
e) O Poder Judiciário brasileiro não possui Tribunais Superiores, sendo composto apenas por 
juízes de primeira instância.
Resposta
Principais Etapas:
 Petição inicial: é o documento escrito e assinado 
pelo advogado que narra os fatos conflituosos e 
fundamenta os direitos da parte que ingressa 
com o pedido com base na lei.
 Citação: é o ato processual através do qual o réu é
chamado ao processo, ou seja, é comunicado de 
forma oficial de que existe um processo judicial 
contra ele.
 Contestação: defesa do réu.
Processo judicial no Brasil
Fonte: livro-texto. 
Petição 
inicial
Citação
Contestação
Produção
de provas
Decisão de
primeira
instância
Interposição
de recurso
Resposta
às razões
de recurso
Decisão de
segunda
instância
Execução 
da sentença
 Produção de provas: as provas mais comuns produzidas no processo judicial são: 
testemunhais, periciais, documentais.
 Sentença: após a fase de realização das provas, o juiz já está em condições de 
proferir a decisão de primeira instância, que é denominada de sentença. 
 Recurso: interposto contra a decisão de primeira instância e será julgado pelo 
Tribunal (2ª instância).
 Decisão de 2ª instância: denominada de 
acórdão e é proferida pelo Tribunal.
 Trânsito em julgado: quando a última decisão 
for tomada e não houver mais nenhum recurso 
legal para ser interposto, ocorrerá o trânsito 
em julgado da decisão.
Processo judicial no Brasil
Fonte: https://pixabay.com/pt/illustrations/escala-martelo-quadra-igualdade-5665991/
 O Código de Processo Civil adotou a solução consensual de conflitos como uma prática que 
deverá ser incentivada por magistrados, promotores de justiça e mesmo por advogados.
 A mediação, a conciliação e a arbitragem são as formas mais comuns de solução de 
conflitos.
Métodos alternativos de solução de conflitos
 Mediação: imparcialidade, isonomia, oralidade, informalidade, autonomia da 
vontade, busca do consenso, confidencialidade e boa-fé (art. 2º, Lei n. 
13.140/2015).
 Mediador: deve conduzir seu trabalho com imparcialidade, sem manifestar 
preferência por nenhuma das partes envolvidas no conflito que está sendo 
mediado. O mediador não apresenta hipóteses de solução do conflito. 
Ele estimula as partes paraque analisem com profundidade a questão e 
encontrem os melhores caminhos para a solução. 
Métodos alternativos de solução de conflitos
Conciliação: a conciliação é mais conhecida e praticada no Brasil, 
inclusive pelos próprios magistrados nas ações judiciais. 
Conciliador: o conciliador age de forma imparcial e apresenta 
possibilidades de solução do conflito para as partes, de acordo com 
a avaliação de seus advogados. 
Arbitragem: a arbitragem é uma forma de solução de conflito 
extrajudicial. É adotada por empresas em conflito sobre questões de 
ordem técnica que demandam apresentação de documentos e 
realização de perícias para serem solucionadas.
Árbitro: escolhido pelas partes por seu notório saber sobre o assunto 
específico que está sendo tratado. 
 Direito tributário é a área do direito que trata das relações jurídicas estabelecidas entre o 
Estado e os contribuintes, que podem ser pessoas físicas ou pessoas jurídicas. Pode ser 
denominado também de direito fiscal.
 É um ramo do direito público brasileiro que trata de 
questões essenciais para a manutenção do Estado e 
para a realização das tarefas que ele possui. É pela 
arrecadação de tributos que o Estado garante os direitos 
dos cidadãos, tanto no aspecto de direitos fundamentais 
individuais e coletivos como os direitos sociais.
Direito tributário
Fonte: Imagem gerada pelo autor com tecnologia Copilot, uma 
ferramenta de IA desenvolvida pela Microsoft.
Conceito de tributo
 Tributo: de acordo com o art. 3º do Código 
Tributário Nacional, o tributo é “toda 
prestação pecuniária compulsória, em 
moeda ou cujo valor nela possa exprimir, 
que não constitua sanção de ato ilícito, 
instituída em lei e cobrada mediante 
atividade administrativa plenamente 
vinculada” (Brasil, 1966).
Tributo
Prestação pecuniária compulsória em moeda 
Não constitui sanção de ato ilícito
Criado por lei
Cobrado mediante atividade administrativa 
plenamente vinculada
 Espécies tributárias: são espécies de tributos os 
impostos, as taxas, as contribuições de melhoria, 
os empréstimos compulsórios e as contribuições. 
 Competência tributária: a Constituição Federal 
atribui competência tributária para que os entes 
políticos criem tributos.
 A competência tributária legalmente atribuída a 
um ente político é indelegável para outro.
Espécies tributárias e competência tributária
T
ri
b
u
to
Impostos
Taxas
Contribuições de 
melhoria
Contribuições
Empréstimo 
compulsório
São espécies tributárias:
 Impostos: Imposto é uma exigência que não tem vinculação direta com nenhuma 
contraprestação estatal para o contribuinte. O valor arrecadado não é destinado a um fundo 
ou função específica, mas custeia as atividades próprias do Estado. 
Espécies tributárias
Exemplos de Impostos da 
União Federal: 
 Imposto sobre a 
importação (II)
 Imposto sobre a 
exportação (IE)
 Imposto sobre operações 
financeiras (IOF)
 Imposto sobre a renda (IR)
 Imposto territorial rural 
 Imposto sobre produtos 
industrializados (IPI)
Exemplos de impostos 
estaduais:
 Imposto sobre a 
propriedade de veículos 
automotores (IPVA)
 Imposto sobre a 
transmissão causa mortis 
e doações (ITCMD)
 Imposto sobre a
circulação de mercadorias
e serviços (ICMS)
Exemplos de impostos 
municipais:
 Imposto sobre a 
propriedade predial e 
territorial urbana (IPTU)
 Imposto sobre a 
transmissão de bens 
imóveis (ITBI)
 Imposto sobre serviços 
(ISS) 
 Taxas: são tributos cobrados pela UF, Estados, Municípios e DF “(...) em razão do exercício 
do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e 
divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição”.
Espécies tributárias
Taxas de serviço público
Apenas os serviços públicos 
específicos e divisíveis 
poderão ser remunerados 
por taxas.
Taxas de polícia
A taxa decorre do exercício do 
poder de polícia (poder de 
limitar e disciplinar direitos e 
deveres com base no interesse 
público)
As taxas não poderão ter base de cálculo e fato gerador idêntico ao 
dos impostos (art. 145, § 2º da CF).
 Contribuição de melhoria (art. 145, III CF)
 Empréstimo compulsório (art. 148 CF)
 Contribuições especiais (art. 149 CF)
Espécies tributárias
Tributo que tem como fato gerador a valorização imobiliária decorrente da 
realização de uma obra pública. Deve ser calculada de modo que não supere 
o montante de valorização individual.
Tributo criado pela União Federal nas seguintes hipóteses:
I – para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, 
de guerra externa ou sua iminência;
II – no caso de investimento público urgente e de relevante interesse nacional. 
Compete à União, com exclusividade, instituir as contribuições sociais, 
de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias 
profissionais ou econômicas.
Sobre o processo judicial, assinale a alternativa correta:
a) O recurso é julgado pelo juiz de primeira instância, que pode modificar a sentença a 
qualquer momento.
b) A petição inicial é a defesa do réu.
c) A decisão de segunda instância é chamada de sentença e é proferida pelo Tribunal.
d) A citação é o ato processual através do qual o réu é chamado ao processo.
e) A sentença de primeira instância é proferida antes da realização de provas.
Interatividade
Sobre o processo judicial, assinale a alternativa correta:
a) O recurso é julgado pelo juiz de primeira instância, que pode modificar a sentença a 
qualquer momento.
b) A petição inicial é a defesa do réu.
c) A decisão de segunda instância é chamada de sentença e é proferida pelo Tribunal.
d) A citação é o ato processual através do qual o réu é chamado ao processo.
e) A sentença de primeira instância é proferida antes da realização de provas.
Resposta
 Hipótese de incidência: é a situação abstrata 
definida na lei que gerará a cobrança do tributo 
quando essa situação se tornar um fato real.
 Sujeito ativo: quem cobra o tributo (pessoa 
jurídica de direito público, titular da 
competência para exigir o seu cumprimento).
 Sujeito passivo: quem deve 
pagar o tributo (contribuinte).
 Base de cálculo: grandeza ou valor
econômico utilizado.
 Alíquota: percentual aplicado sobre a base 
de cálculo para determinar o valor exato do 
tributo a ser pago.
Hipótese de incidência tributária
Hipótese de 
incidência
Sujeito 
ativo
Alíquota
Sujeito 
passivo
Base de 
cálculo
 Princípio da legalidade tributária (art. 150, I CF): determina que os tributos só podem ser 
criados ou aumentados através de lei. 
 Princípio da isonomia tributária (art. 150, II CF): a UF, Estados, Municípios e DF não podem 
instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. 
 Princípio da capacidade contributiva (art. 145, §1º da CF): “Sempre que possível, os 
impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do 
contribuinte (...)” (Brasil, 1988).
 Princípio da irretroatividade da lei tributária (art. 150, III, “a” da CF): a lei que criar ou 
aumentar um tributo não pode retroagir para atingir fatos geradores ocorridos antes do 
início da sua vigência.
Principais princípios tributários
 Princípio da anterioridade anual (art. 150, III, “b” da CF): um novo tributo ou o seu aumento 
só pode ser exigido no primeiro dia do exercício financeiro seguinte ao da publicação da lei 
que o criou ou o aumentou, ou seja, no dia 1º de janeiro do ano seguinte. 
 Princípio da anterioridade nonagesimal (art. 150, III, “c” da CF): um novo tributo ou o seu 
aumento só pode ser exigido após o prazo de 90 (noventa) dias da publicação da lei que o 
criou ou o aumentou.
 A anterioridade nonagesimal deve ser aplicada em conjunto com a anterioridade anual. 
 Princípio do não confisco (art. 150, IV CF): nenhum tributo no Brasil pode ser cobrado em 
valor que impeça o exercício do direito de propriedadeou que seja uma forma de 
desestimular a livre-iniciativa, que é um fundamento da República.
Principais princípios tributários
 Princípio da uniformidade geográfica (art. 151, I da CF): os tributos federais devem ser 
igualmente exigíveis em todo o território nacional, exceção feita para a aplicação dos 
incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico 
entre as diferentes regiões do país.
 Princípio da liberdade de tráfego (art. 150, V da CF): A UF, Estados, Municípios e DF não 
podem limitar o tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos interestaduais ou 
intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo 
Poder Público e do ICMS.
 Acrescente-se, finalmente, que a reforma tributária introduziu novos princípios na 
Constituição Federal: princípios da simplicidade, da transparência, da justiça tributária, da 
cooperação e da defesa do meio ambiente, conforme o §3º do art. 145 da CF (Incluído pela 
Emenda Constitucional n. 132/2023).
Principais princípios tributários
Imunidade tributária é uma hipótese de não incidência do tributo prevista no inciso VI do artigo 
150 da CF: Assim sendo, não incide imposto sobre: 
a) patrimônio, renda ou serviços da União Federal, Estados, Distrito Federal e Municípios;
b) entidades religiosas e templos de qualquer culto, inclusive suas organizações assistenciais 
e beneficentes; (redação dada pela Emenda Constitucional n. 132, de 2023);
c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das 
entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, 
sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei;
d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão;
Imunidade tributária
e) fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil contendo obras musicais ou 
literomusicais de autores brasileiros e/ou obras em geral interpretadas por artistas 
brasileiros, bem como os suportes materiais ou arquivos digitais que os contenham, salvo 
na etapa de replicação industrial de mídias ópticas de leitura a laser.
 A imunidade tributária não se confunde com isenção: A imunidade é uma hipótese de não 
incidência tributária, prevista na Constituição Federal. A respeito, Mazza (2025, p. 186) 
ensina que, enquanto as “Imunidades são normas 
constitucionais que limitam a competência 
tributária afastando a incidência de tributos 
sobre determinados itens ou pessoas”, a 
isenção é decorrente de lei. 
Imunidade tributária 
Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/cd-caixa-cd-disco-
compacto-dvd-1840048/
 Crédito tributário é o direito da Fazenda Pública de cobrar um determinado tributo em razão 
da comprovada existência de uma obrigação tributária.
 O crédito tributário se constitui através do ato administrativo denominado lançamento (art. 
142 do CTN), que objetiva a verificação da ocorrência do fato gerador da obrigação 
correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, 
identificar o sujeito passivo e, sendo o caso, propor a aplicação da penalidade cabível.
Principais modalidades de extinção do crédito tributário: 
a) Pagamento: o contribuinte efetua o pagamento em moeda corrente nacional no prazo 
determinado pela lei.
b) Compensação: o contribuinte que for credor da Fazenda Pública poderá compensar os 
valores de tributos dos quais seja devedor.
c) Transação: acordo de vontade das partes (Fazenda Pública e contribuinte), que implica em 
concessões mútuas.
Crédito tributário
d) Remissão: perdão da dívida por razões de justiça fiscal ou de inadequação da cobrança.
e) Decadência: quando a Fazenda Pública deixa transcorrer o prazo de 5 (cinco) anos sem 
efetivar o lançamento do crédito tributário.
f) Prescrição: ocorre quando a Fazenda Pública perde o prazo para ajuizar ação judicial para 
cobrança do crédito tributário e, com isso, o crédito não pode mais ser cobrado.
g) decisão administrativa irreformável;
h) decisão judicial transitada em julgado;
i) dação em pagamento em bens imóveis.
Crédito tributário: extinção
 O não pagamento do tributo pelo contribuinte 
pode levar à sua inscrição na dívida ativa. 
 A Certidão da Dívida Ativa (CDA) é o título 
executivo que irá instruir a futura ação de 
execução fiscal a ser ajuizada pela 
Fazenda Pública.
 Com a inscrição na dívida ativa, o 
contribuinte não poderá mais receber a 
certidão de regularidade fiscal, também 
denominada de Certidão Negativa de 
Débito (CND).
Cobrança do crédito tributário
Fonte: Imagem gerada pelo autor com tecnologia Copilot, 
uma ferramenta de IA desenvolvida pela Microsoft.
 O principal objeto da reforma é a unificação dos tributos sobre o consumo criados e cobrados 
pela União Federal, especialmente IPI e PIS/COFINS, o ICMS pelos Estados e DF e o ISS 
pelos Municípios e DF.
 O PIS/COFINS, o ICMS e o ISS darão lugar a um Imposto sobre Valor Agregado Dual, 
composto por: Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), exigida pela União Federal e 
Impostos sobre Bens e Serviços (IBS), divididos entre Estados, DF e Municípios.
 Tais tributos terão ampla base de incidência sobre todas as operações originalmente 
tributadas pelos tributos substituídos, além de incluir operações onerosas com bens materiais 
e imateriais de modo a evitar lacunas de tributação. 
 O IPI terá sua incidência reduzida a zero, mantendo sua incidência para itens fabricados na 
Zona Franca de Manaus.
 Ainda no âmbito dessa reforma, será criado o Imposto Seletivo (IS), federal e cumulativo, a 
ser exigido sobre bens ou os serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
Reforma tributária
Sobre os princípios tributários previstos na Constituição Federal, assinale a alternativa correta:
a) O princípio da legalidade tributária permite que tributos sejam criados ou aumentados por 
meio de decretos do Poder Executivo.
b) O princípio da anterioridade anual determina que um novo tributo pode ser exigido 
imediatamente após a publicação da lei que o instituiu.
c) O princípio da isonomia tributária impede que contribuintes em situações equivalentes 
recebam tratamento desigual.
d) O princípio do não confisco permite que tributos sejam cobrados em valor que inviabilize o 
exercício do direito de propriedade.
e) O princípio da uniformidade geográfica exige que tributos estaduais sejam iguais em todo o 
território nacional, sem exceções.
Interatividade
Sobre os princípios tributários previstos na Constituição Federal, assinale a alternativa correta:
a) O princípio da legalidade tributária permite que tributos sejam criados ou aumentados por 
meio de decretos do Poder Executivo.
b) O princípio da anterioridade anual determina que um novo tributo pode ser exigido 
imediatamente após a publicação da lei que o instituiu.
c) O princípio da isonomia tributária impede que contribuintes em situações equivalentes 
recebam tratamento desigual.
d) O princípio do não confisco permite que tributos sejam cobrados em valor que inviabilize o 
exercício do direito de propriedade.
e) O princípio da uniformidade geográfica exige que tributos estaduais sejam iguais em todo o 
território nacional, sem exceções.
Resposta
 BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência 
da República, 1988. Disponível em: https://x.gd/spoh5. Acesso em: 11 jan. 2026.
 BRASIL. Decreto-Lei n. 4.657, de 4 de setembro de 1942. Rio de Janeiro: Presidência da 
República, 1942. Disponível em: https://x.gd/8qGsM. Acesso em: 11 jan. 2026.
 BRASIL. Emenda Constitucional n. 42, de 19 de dezembro de 2003. Brasília, DF: Presidência 
da República, 2003a. Disponível em: https://x.gd/uqJ7o. Acesso em: 11 jan. 2026.
 BRASIL. Emenda Constitucional n. 132, de 20 de dezembro de 2023. Altera o Sistema 
Tributário Nacional. Brasília, DF, 2023a. Disponível em: https://x.gd/WnVFw. Acesso em: 
11 jan. 2026.
 BRASIL.Lei n. 5.172, de 25 de outubro de 1966. Dispõe sobre o Sistema Tributário Nacional 
e institui normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, Estados e Municípios. Brasília, 
DF, 1966. Disponível em: https://x.gd/VFPuw. Acesso em: 11 jan. 2026.
 BRASIL. Lei n. 13.140, de 26 de junho de 2015. Brasília, DF, 2015b. Disponível em: 
https://x.gd/vnFIJ. Acesso em: 11 jan. 2026.
 MAZZA, A. Curso de direito tributário. 11. ed. São Paulo: Saraiva Jur, 2025.
Referências 
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