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Segundo estudo dirigido – Pedologia Processos Específicos 1- Explique como o processo de podzolização pode formar o horizonte B textural e B espódico. 2- Explique porque o processo de latossolização pode torna a fertilidade do solo baixa. 3- Em quais condições climáticas o processo de calcificação é acontece? E qual seu papel na fertilidade do solo. 4- Aponte as diferenças entre solos que apresentam hidromorfismo e halomorfismo e qual deles pode ocorrer o horizonte gley? Propriedades Físicas do solo 1 – Defina os conceitos segundo entendimentos aplicados a pedologia e o que se pede: a) Cor. Sua função para classificar o solo. b) Textura. Qual sua importância para o solo e como o intemperismo é importante para o processo. c) Estrutura. Discorra sobre os principais tipos. Propriedades Químicas do solo 1- Qual a diferença da argila 2:1 e 1:1 para a dinâmica do solo? 2- O que são cargas dependentes do pH e cargas permanentes. 3- Explique como funciona a retenção de agua, coesão e estabilidade do agregado. Específicos 1 – O processo de podzolização consiste essencialmente na translocação de materiais do horizonte A, acumulando-se no horizonte B, ou seja, iluviação (acúmulo de minerais de argila, óxidos de ferro e alumínio e material orgânico em profundidade, ou seja, a partir do horizonte A para o horizonte B). Acontecem em solos intensamente intemperizados por fatores abióticos (água) e bióticos (organismos) que trabalham desenvolvendo e dando aspecto maduro para o solo, que se apresenta quase que inteiramente homogêneo em seus horizontes. Esse processo de iluviação de minerais do horizonte A e E eluviando para o horizonte B pode acarretar em dois horizontes B diagnósticos diferentes. Se o material translocado do horizonte A para o B for argila silicatada (material de origem geralmente mais argiloso), depositando-se nas superfícies das estruturas (agregados) do horizonte B e formando cerosidade, tem-se um solo B textural (Bt). Se o material translocado é matéria orgânica e óxido de ferro e de alumínio, o que geralmente acontece quando o material de origem é pobre em argila (por exemplo, quartzito, ou arenito pobre) e a drenagem é deficiente, tem-se um solo com B podzol. Os solos com B podzol são muito pobres e ácidos, visto que a vegetação, quando se decompõe, dá grande acidez ao solo e o material de origem é muito pobre; já o B textural são mais férteis porque apresentam mais argila no horizonte B que no horizonte A. Tanto os solos com B podzol quanto os com B textural, se estão em relevo movimentado, tendem a ser facilmente erodíveis, por causa do material arenoso e sem estrutura que apresentam, no horizonte. No caso do B textural, principalmente, por causa da diferença de textura entre os horizontes dificultando infiltração de água, há favorecimento do processo de erosão. 2 – É marcado pelo extremo do intemperismo, a remoção completa ou quase completa das bases mais solúveis (N, P, K, S, Ca e Mg) e o acumulo residual de ferro, de alumínio e, em menores proporções de silício. Como consideramos que todo latossolo tem que ser bem drenado, tem que ser um solo poroso, tem que ser um solo não hidromórfico a latolização ou a latossolização ocorrem, necessariamente, em condições de alta permeabilidade, em condições bem drenadas (relevo plano ou suavemente ondulado), geram, necessariamente, solos cromáticos (solos com cor amarela, cor vermelha, ou cores intermediárias). À medida que o tempo passa, a mineralogia do solo vai ficando cada vez mais simples, praticamente, o único mineral primário que resiste a esses extremos de intemperismo é o quartzo, assim com a perda de minerais que são importantes para a fertilidade do solo, o acumulo de ácido, o grande potencial de infiltração o solo perde a capacidade de fertilidade. 3 – Acontecem onde a precipitação, apesar de ser acentuada, é menor que a evapotranspiração potencial durante a maior parte do ano, ou seja a chuva não é suficiente para remover o carbonato de cálcio e assim permite seu acumulo no perfil. o solo que continha vários minerais primários e era, inicialmente sedimento, começou a ser alterado, com essa alteração os minerais primários dos horizontes superficiais foram alterados e, o cálcio neles contido se reprecipitou, formando carbonato de cálcio secundário. Os minerais primários liberam o cálcio, o qual se reprecipita mais abaixo no solo, em uma camada calcificada. O horizonte calcificado pode ser terroso ou duro, alguns continuam bons para a agricultura e em alguns casos extremos de calcificação pode ocorre na formação de um horizonte petrocalcico, fica duro como pedra. A tendência com a calcificação é de tende a ter uma altíssima fertilidade e ter um teor de matéria orgânica relativamente alta devido à estabilização da M.O. gerada pelo cálcio, o qual e diminui a sua degradação a sua decomposição pelos organismos. 4 - O hidromorfismo acontece em regiões mais baixas do terrenos onde ocorre excesso de água e redução dos minerais e decomposição de M.O. mais lenta. O halomorfismo são solos que apresentam excesso de sais, também em depressão, porém o excesso de água é esporádico. O processo que pode acarretar em formação de horizonte gley é o hidromorfismo porque o solo é naturalmente bem drenado e o Fe e Mn são lavados do horizonte causando a coloração acinzentada, esverdeada ou azulada. Propriedades Físicas do solo A – Cor: A cor é um dos mais úteis atributos para caracterizar solos e sua determinação constitui importante fonte de informação para a pedologia. Rotineiramente, a cor é determinada no campo pela sua comparação visual com padrões existentes em cartas de Munsell. A cor do solo é função, principalmente, da presença de óxidos de Fe e matéria orgânica, além de outros fatores, tais como: a umidade e a distribuição do tamanho de partículas. B – Textura: Basicamente a textura do solo é definida pela proporção relativa das classes de tamanho de partículas de um solo. A avaliação da textura é feita diretamente no campo e em laboratório. No campo, a estimativa é baseada na sensação ao tato ao manusear uma amostra de solo. A areia manifesta sensação de aspereza, o silte maciez e a argila maciez e plasticidade e pegajosidade quando molhada. No laboratório, a amostra de solo é processada para atribuições mais concretas. Solos com textura argilosa a argila é a que possui maior superfície específica e é de natureza coloidal com alta retenção de cátions e é constituída de uma gama variada de minerais (minerais de argila) que apresentam cargas elétricas negativas responsáveis pela capacidade de troca de cátions (CTC) e também apresentam maior dificuldade de absorção de água. Solos com textura arenosa são permeáveis, leves, de baixa capacidade de retenção de água e de baixo teor de matéria orgânica, altamente susceptíveis à erosão. Solos com textura siltosa apresentam partículas de silte não são visíveis a olho nu nem apresentam sensação de aspereza quando esfregadas entre os dedos. São micro partículas de areia com o quartzo sendo, geralmente, o mineral dominante. Partículas de silte, devido a seu diâmetro reduzido, são mais propensas à ação do intemperismo, liberando rapidamente quantidades significativas de nutrientes para as plantas. Embora o silte seja composto de partículas com formato similar ao das partículas de areia, apresenta sensação de sedosidade ao tato. Os poros entre partículas de silte são menores que os poros presentes entre as partículas de areia, deste modo, o silte retém mais água e permite uma menor taxa drenagem. C – Estrutura refere-se ao agrupamento e organização das partículas do solo em agregados e relaciona-se com a distribuição das partículas e agregados num volume de solo pode ser definida também pelo arranjamento de poros pequenos, médios e grandes, com consequência da organização das partículas e agregados do solo. O tipo de agregado presente num solo determina o tipo de estrutura dos agregados arredondados formados predominantemente na superfície do solo sob influência marcadada matéria orgânica e atividade microbiológica. Os grumos apresentam poros visíveis. A sensação ao manusear o solo é de friabilidade, soltando-se facilmente dos agregados vizinhos; laminar – os agregados são de formato laminar e formados por influência do material de origem ou em horizontes muito compactados; prismática e colunar – os agregados formam-se em ambientes mal drenados e em horizontes subsuperficiais com pequena influência da matéria orgânica. Propriedades Químicas do solo 1 – As argilas expansivas (2:1) são caracterizadas por terem uma grande superfície específica. Apresentam predominância de cargas permanentes, derivadas de substituições isomórficas ocorridas na estrutura da argila. Em virtude de sua disponibilidade de carga, de sua forma e de sua capacidade de absorção de água, estas argilas podem conferir grande plasticidade e pegajosidade ao solo. Também provocam o aparecimento de fendilhamento (trincas) acentuado devido à retração da massa de solo ao secar. As argilas não expansivas (1:1) com o avanço dos processos de intemperismo e lixiviação, as bases (cátions) juntamente com a sílica vão sendo retiradas do sistema. Com isso, as argilas 2:1 tendem a se dissociar. A dinâmica fico-quimica do solo pode ser derivada desse acontecimento pois, as argilas 1:1 são ligadas por hidrogênio que apresenta forte e estável ligação não permitindo sua expansão, ou seja, sua superfície de contato se restringe a parte exterior causando a falta de trocas cátions e assim possuem pouca plasticidade, viscosidade e coesão. A dinâmica em que o solo apresenta argilas 2:1 em sua maioria apresentam ligações fracas de cátions de oxigênio permitindo espaçamento entres elas gerando exposição da parte interna e possuem uma folha octaédrica e duas folhas de tetraédrica o que aumenta sua superfície de contato, por esses dois fatores a CTC é muito alta, aumentando a dinâmica do solo. 2 – A troca iônica corresponde às reações de intercâmbio de íons entre a solução do solo e a fase sólida tanto de cátions como de ânions. Devido à presença de cargas negativas ou positivas nas superfícies das partículas sólidas do solo (especialmente da fração argila), existe a possibilidade de serem adsorvidos a estas superfícies cátions ou ânions. Permanentes existem nas estruturas dos minerais e são originadas da substituição isomórfica nos tetraedros e octaedros dos argilominerais do solo, ou seja, na formação do mineral os tetraedros ou octaedros foram preenchidos por cátions com raio iônico semelhante, porém com menor carga, o que origina um excesso de cargas negativas dos oxigênios. Estas cargas são chamadas permanentes, pois são estruturais, e não serão afetadas pelo pH do solo. Quando o pH aumenta, também aumenta a quantidade de cargas negativas dependentes de pH no solo. Formadas basicamente pela dissociação de H+ das superfícies laterais dos argilominerais 1:1, dos óxihidróxidos (OH). Assim, as cargas elétricas dependentes de pH, podem ser positivas ou negativas, dependendo do valor do pH do solo, e, portanto podem apresentar-se como trocadores de cátions ou ânions. 3 – A textura e a estrutura do solo que definem a área superficial e a arquitetura do sistema poroso são os principais fatores associados ao armazenamento e disponibilidade da água nos solos, assim como, com a habilidade dos solos de deixar passar água na sua matriz para camadas profundas do perfil do solo e da camada terrestre. É importante entender que a porosidade do solo são os volumes não ocupados por constituintes do solo, podendo ser influenciada pela textura e estrutura das partículas no solo. A capacidade de infiltração de água no solo ditará a tensão existente entre as partículas, igualmente será relacionada com a força de coesão em um solo com agregados estáveis e cimentizados com boa atividade hídrica implicará em ligações por pontes de hidrogênios. Solos com escassez de água ocasionará uma tensão entre as partículas em busca de água para a formação de agregados, podendo ser classificada, também, como coesão aparente que varia pela quantidade de água disponível.