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SNC - Doenças neurodegenerativas
	Farmacologia básica
	Biomedicina - 5° Semestre
	Andressa Marques (@ji9study)
	2025
	1.0
	Divisão do sistema nervoso
	1.1
	Encéfalo
· Possui cerca de 1,4 kg nos adultos;
· Está localizado na caixa craniana;
· Dividido em três partes:
· Cérebro;
· Cerebelo;
· Tronco encefálico;
	1.1.1 Função do cérebro ໒꒱🌾⠈⠂⠄ ‹𝟹 🌰〃 ˝
· Sensações;
· Atos conscientes e voluntários (movimentos);
· Pensamento;
· Memória;
· Inteligência;
· Aprendizagem;
· Sentidos;
	1.1.2 Cerebelo ໒꒱🌾⠈⠂⠄ ‹𝟹 🌰〃 ˝
· Responsável pelo equilíbrio do corpo;
· Tônus e vigor muscular;
· Orientação espacial;
· Coordenação dos movimentos;
	1.1.3 Tronco encefálico ໒꒱🌾⠈⠂⠄ ‹𝟹 🌰〃 ˝
· Mesencéfalo:
· Recepção e coordenação da contração muscular;
· Postura corporal;
· Ponte:
· Manutenção da postura corporal, equilíbrio do corpo e tônus muscular;
· Bulbo:
· Controle de batimentos cardíacos;
· Controle dos movimentos respiratórios;
· Controle de deglutição (engolir);
	2.0
	Doenças neurodegenerativas
 As doenças neurodegenerativas são distúrbios caracterizados pela perda progressiva de grupos específicos de neurônios, que muitas vezes têm funções compartilhadas.
 Assim, as diferentes doenças tendem a envolver sistemas neurais particulares e têm sinais e sintomas de apresentação relativamente estereotipados.
 O processo patológico comum na maioria das doenças neurodegenerativas é o acúmulo de agregados proteicos (daí o uso ocasional do termo “proteinopatia”).
 Os agregados proteicos podem surgir em decorrência de mutações que alteram a conformação da proteína afetada ou bloqueiam vias que estão envolvidas no processamento ou depuração de uma proteína outrora normal.
 Em outras situações, pode haver a síntese e degradação de proteínas (por fatores genéticos, ambientais) que permitem o acúmulo gradual de proteínas.
 Independentemente de como surgem, os agregados proteicos são geralmente resistentes à degradação e mostram localização aberrante dentro dos neurônios;
 A base da agregação varia de uma doença para outra.
	2.1
	Doença de Alzheimer - DA
 É a causa mais comum de demência em adultos mais velhos, com incidência crescente em função da idade.
 A doença geralmente se torna clinicamente aparente como um comprometimento insidioso das funções cognitivas superiores.
 As duas marcas patológicas, particularmente evidentes nos estágios finais da doença, são as placas amiloides e os emaranhados neurofibrilares.
 A anormalidade fundamental da DA é o acúmulo de duas proteínas (Aβ e tau) em regiões específicas do cérebro, provavelmente como resultado da produção excessiva e remoção defeituosa.
 As placas são depósitos de agregados de peptídeos Aβ no neurópilo (entre os agregados da proteína tau (uma proteína ligante de microtúbulos).
 Tanto as placas quanto os emaranhados parecem contribuir para a disfunção neural.
	2.1.1 Diagnóstico ໒꒱🌾⠈⠂⠄ ‹𝟹 🌰〃 ˝
· Biomarcadores. Entre os desenvolvimentos recentes mais importantes na compreensão da DA está a descoberta de possíveis biomarcadores, que se baseiam no entendimento dos processos biológicos discutidos anteriormente.
· Agora é possível demonstrar a deposição de Aβ no cérebro por meio de métodos de imagem que se baseiam em compostos ligantes de amiloide marcados;
· Esta abordagem pode identificar pacientes assintomáticos que estão nos estágios iniciais da DA.
· Evidências adicionais de degeneração neuronal associada aos processos patológicos relacionados com a DA incluem a presença aumentada de “tau” fosforilada e Aβ reduzida no LCR.
	2.1.2 Tratamento ໒꒱🌾⠈⠂⠄ ‹𝟹 🌰〃 ˝
· Embora tenham sido observadas alterações em muitos sistemas transmissoras, principalmente nas medidas pós mortem do tecido cerebral na DA, a perda relativamente seletiva de neurônios colinérgico nos núcleos pros encefálicos basais é característica;
· Que classe medicamentosa eu poderia usar para tratar esses pacientes, já que o sistema afetado é o colinérgico?
· Atualmente, os inibidores da colinesterase são os fármacos usados para o tratamento da DA.
	2.1.3 DA - Inibidores da colinesterase ໒꒱⠈⠂⠄ ‹𝟹 🌰〃 ˝
· Donepezila, rivastigmina e galantamina:
· Os ensaios clínicos mostraram melhora modesta nos testes da memória e cognição, mas sem efeito sustentado na progressão da doença ou melhora em outras medidas comportamentais ou psicológicas que afetam a qualidade de vida;
	2.2
	Doença de Parkinson - DP
 A origem neuroquímica da Doença de Parkinson (DP) foi elucidada em 1960 por Hornykiewicz.
 Fisiopatologia e etiopatogenia:
· Doença de Parkinson está associada à morte de neurônios dopaminérgicos presentes na região compacta da substância negra;
· Tal fato compromete os movimentos;
· Acúmulo de proteína alfa-sinucleína no tecido neuronal, caracterizando o surgimento de corpos de Lewi;
	2.2.1 Funções da dopamina ໒꒱⠈⠂⠄ ‹𝟹 🌰〃 ˝
· A dopamina é liberada em várias partes do cérebro e atua em diferentes funções, estando relacionada com atividade neuronais e também fisiológicas;
· Entre os processos mediados pela dopamina estão:
· Controle motor;
· Compensação;
· Prazer;
· Humor;
· Atenção;
· Cognição;
· Algumas funções endócrinas.
	2.2.2 Síndrome clínica ໒꒱🌾⠈⠂⠄ ‹𝟹 🌰〃 ˝
· Diminuição da expressão facial (muitas vezes denominado “rosto mascarado”);
· Postura curvada;
· Desaceleração dos movimentos voluntários, marcha festinante (passos progressivamente encurtados e acelerados);
· Rigidez e um tremor semelhante ao ato de “contar dinheiro”.
	2.2.3 Fármacos usados na DP ໒꒱🌾⠈⠂⠄ ‹𝟹 🌰〃 ˝
	Levodopa e Carbidopa ୧ ‧₊˚ 🥮 ⋅
· A levodopa é um precursor metabólico da dopamina;
· Ela restabelece a neurotransmissão dopaminérgica, aumentando a síntese de dopamina nos neurônios ainda ativos na substância negra;
· A dopamina não atravessa a barreira, mas seu precursor imediato, a levodopa, é transportado ativamente para o SNC e transformado em dopamina;
A levodopa precisa ser administrada com a carbidopa. Sem a carbidopa, muito do fármaco é descarboxilado a dopamina na periferia, resultando em náusea, êmese, arritmias cardíacas e hipotensão.
· Carbidopa: A carbidopa, um inibidor da dopamina-descarboxilase, diminui a biotransformação da levodopa no SNC.
· Além disso, a carbidopa diminui a dose de levodopa necessária em 4 a 5 vezes e, consequentemente, diminui a gravidade dos efeitos adversos resultantes da dopamina formada na periferia.
	
	 Observação - Barreira hematoencefálica.
	 Filtro de substâncias: encontradas nos capilares por onde o sangue circula, a barreira hematoencefálica é composta por células endoteliais intimamente ligadas umas ás outras por junções oclusivas, que limitam a passagem de substância hidrossolúveis (solúveis em água). Não há limite para a passagem de substância lipossolúvel, como oxigênio e gás carbônico, através da célula endotelial. O problema são as macromoléculas.
	Levodopa e Carbidopa - Usos terapêuticos ୧ ‧₊˚ 🥮 ⋅
· A levodopa associada com a carbidopa é um regime medicamentosos eficaz no tratamento da doença de Parkinson;
· Ela reduz a rigidez, os tremores e outros sintomas do Parkinson;
· Em cerca de dois terços do paciente, a associação levodopa+carbidopa reduz substancialmente a gravidade dos sintomas nos primeiros anos de uso;
· Em geral, os pacientes experimentam diminuição da resposta durante o terceiro ao quinto ano de tratamento. A retirada do fármaco deve ser gradual.
	2.2.3 DP - Outros tratamentos ໒꒱⠈⠂⠄ ‹𝟹 🌰〃 ˝
· Selegilina, também denominada deprenila, inibe seletivamente a monoaminoxidase (MAO) tipo B (metaboliza a dopamina);
· A selegilina aumenta os níveis de dopamina no cérebro, diminuindo o metabolismo da dopamina;
· Agonistas do receptor de dopamina, como a bromocriptina e o ropinirol;2.3
	Doença de Huntington
 É causada por degeneração de neurônios do núcleo estriado e caracterizada por um distúrbio progressivp do movimento e demência;
	2.3.1 DH - Características ໒꒱⠈⠂⠄ ‹𝟹 🌰〃 ˝
· Movimentos espasmódicos, hipercinéticos e, às vezes, distônicos envolvendo todas as partes do corpo (coreia) são característicos;
· Os indivíduos afetados podem posteriormente desenvolver bradicinesia (dificuldade em realizar movimentos voluntários) e rigidez;
· A doença é implacavelmente progressiva e fatal, como um curso médio de cerca de 15 anos;
· A patogênese da doença está relacionada a produção incorreta de uma proteína chamada huntingtina;
· A função biológica da huntingtina normal permanece desconhecida;
· Por esse motivo, várias abordagens para silenciar a expressão do alelo mutante estão sendo investigadas como potenciais terapias;
· É interessante notar que embora a huntingtina seja expressa em todos os tecidos do corpo, os efeitos deletérios da hungtina mutante ocorrem apenas em partes selecionadas do sistema nervoso central.
	2.3.2 DH - Diagnóstico ໒꒱⠈⠂⠄ ‹𝟹 🌰〃 ˝
· Tete genérico;
· Tomografia computadorizada ou ressonância magnética - para verificar a degeneração dos gânglios basais e outras áreas do cérebro.
	2.3.3 DH - Tratamento ໒꒱⠈⠂⠄ ‹𝟹 🌰〃 ˝
· Não existe cura para a doença de Huntington;
· No entanto, certos medicamentos, incluindo os antipsicóticos (como clorpromazina, haloperidol, risperidona e olanzapina) podem ajudar a controlar a agitação;
· Medicamentos que reduzem a quantidade de dopamina (como tetrabenazina, deutetrabenazina e reserpina anti-hipertensiva) podem ajudar a interromper os movimentos anormais.
	
	SNC - Doenças neurodegenerativas
	
Referências: FÉLIX, T. Sistema Nervoso Central - Doenças Neurodegenerativas - Aula 09. [S.l.]: [s.n.], [202-]. RANG, H. P.; DALE, M. M.; RITTER, J. M.; FLOWER, R. J.; HENDERSON, G. Farmacologia. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. KATZUNG, B. G.; TREVOR, A. J. Farmacologia Básica e Clínica. 13. ed. Porto Alegre: AMGH, 2020.
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