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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS 
ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
COORDENAÇÃO DE ODONTOLOGIA 
Disciplina: Farmacologia 
Professor: Dr. Ruy Ascenso 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA 
FARMACOCINÉTICA: EXCREÇÃO 
 
 
Acadêmico: Marisa Melo De Souza 
Matrícula: 1922010022 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Manaus – AM 
2021.1 
 
SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 03 
2 MATERIAL E MÉTODOS ................................................................................................ 05 
2.1 Materiais ............................................................................................................................ 05 
2.2 Procedimentos anteriores à prática ................................................................................ 05 
2.3 Procedimentos no laboratório ......................................................................................... 06 
3 RESULTADOS .................................................................................................................... 07 
4 DISCUSSÃO ........................................................................................................................ 09 
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS .............................................................................................. 11 
REFERÊNCIAS...................................................................................................................... 12 
ANEXOS.................................................................................................................................. 13 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1 INTRODUÇÃO 
 
 Os fármacos passam por toda farmacocinética que são processo obrigatório, exceto, 
intravenosa e intra-arterial. Atinge seu local de ação e faz seu efeito e quando passa a duração 
do efeito ele pode ser excretado ou eliminado. Para o fármaco ser excretado é preciso ser 
biotransformado, ou seja, transformação hepática um processo fundamental para que o fármaco 
seja eliminado. Pela excreção, os compostos são removidos do organismo para o meio externo. 
Fármacos hidrossolúveis, são filtrados nos glomérulos ou secretados nos túbulos renais, não 
sofrendo reabsorção tubular, pois têm dificuldade em atravessar membranas. Excretam-se, 
portanto, na forma ativa do fármaco. Os sítios de excreção denominam-se emunctórios e, além 
do rim, incluem: pulmões, fezes, secreção biliar, suor, lágrimas, saliva e leite materno (RANG 
et al, 2011). 
A excreção ocorre quando o fármaco está inativo temos várias vias de eliminação, 
entretanto, a eliminação renal é a que vamos dá destaque. Há três etapas na excreção ou 
eliminação renal. A filtração tubular é a primeira etapa da excreção, medida pela diferença de 
pressão e apenas moléculas pequenas e livres podem ser filtradas. A reabsorção tubular é outra 
etapa de excreção que tem o papel da reabsorção é de recuperar as moléculas que foram 
filtradas, mas são essências ao organismo e devem retornar para a circulação. Acontece, 
principalmente, no túbulo proximal, ou seja, no primeiro segmento do néfron. Aminoácidos, 
glicoses, ureia, sódio e água são exemplos de moléculas que serão reabsorvidos. Para o fármaco 
ser reabsorvidos ele precisa estar lipossolúvel, pois ele tem afinidade com o organismo e com 
isso ele volta para circulação. Alterações de pH podem interferir na reabsorção tubular 
(intoxicação) (WHALEN et al, 2016). 
A secreção tubular é o último processo para quem não foi filtrado, ou seja, moléculas 
grandes que momento algum chegaram no néfron, mas que precisa ser eliminado, elas através 
de capilares sanguíneo que passam ao redor. Essas moléculas grandes serão capitadas pelos 
transportadores OAT (ácidos) e OCT (básicos) e serão lançados dentro dos néfrons ou túbulos 
renais (RANG et al, 2011). Então, a secreção tubular é o ultimo processo da excreção renal no 
qual moléculas grandes que não foram filtradas precisam ser eliminadas pelo mecanismo 
através de proteínas e carreadores. 
O ácido acetilsalicílico (aspirina AAS) apresenta pKa de 3,5. Os salicilatos são 
rapidamente absorvidos no estomago a na porção superior do intestino delgado, produzindo 
níveis plasmáticos máximos de salicilatos dentro de 1 a 2 h. O ácido acetilsalicílico é absorvido 
na sua forma inalterada e sofrem rápida hidrólise em ácido acético e salicilatos por esterases 
presentes nos tecidos e no sangue. Acima de uma carga corporal total de 600 mg, aumento na 
dose de um salicilato produzem elevações desproporcionais na concentração de salicilato. À 
medida que se aumenta a dose de ácido acetilsalicílico, a meia-vida de eliminação do salicilato 
aumenta de 3 a 5 h. A alcalinização da urina eleva a taxa de excreção de salicilato livre e de 
seus conjugados hidrossolúveis (KATZUNG, 2010). 
O objetivo dessa prática foi observar o processo de eliminação dos fármacos, no qual 
utilizou-se comprimidos de ácido acetilsalicílico, bicarbonato de sódio e cloreto férrico por três 
voluntários e observou-se os processos da farmacocinética da metabolização da excreção.
5 
 
 
2 MATERIAL E MÉTODOS 
 
2.1 Materiais 
 
• 02 comprimidos de ácido acetilsalicílico 500 mg 
• 1 g de bicarbonato de sódio 
• 2,4 L de água filtrada 12 gotas de cloreto férrico (FeCl₃) 10% 
• 03 tubos de ensaio 
• 01 conta gotas 
 
2.2 Procedimentos anteriores à prática 
Voluntário 1: 
a) Com 2h30min antes do experimento: misturou-se 1 g de bicarbonato de sódio 
(NaHCO3) em 300 mL de água filtrada e ingeriu-se por via oral; 
b) Com 2h15min antes do experimento: ingeriu-se por via oral 300 mL de água filtrada; 
c) Com 2h00min antes do experimento: administrou-se por via oral 01 comprimido de 
ácido acetilsalicílico 500 mg acompanhado de 200 mL de água filtrada. 
 
 Voluntário 2: 
a) Com 2h30min antes do experimento: ingeriu-se por via oral 300 mL de água filtrada; 
b) Com 2h15min antes do experimento: ingeriu-se por via oral 300 mL de água filtrada; 
c) Com 2h00min antes do experimento: administrou-se por via oral 01 comprimido de 
ácido acetilsalicílico 500 mg acompanhado de 200 mL de água filtrada. 
 
Voluntário 3: 
a) Com 2h30min antes do experimento: ingeriu-se por via oral 300 mL de água filtrada; 
b) Com 2h15min antes do experimento: ingeriu-se por via oral 300 mL de água filtrada; 
c) Com 2h00min antes do experimento: administrou-se por via oral somente 200 mL de 
água filtrada. 
 
 
 
6 
 
2.3 Procedimentos no laboratório 
1) 5 minutos antes do inicio da prática os voluntários coletaram suas urinas no frasco 
coletor. Em seguida identificaram e levaram para o laboratório. 
2) Identificou-se os tubos de ensaio I, II, III. 
3) Adicionou-se 2 mL de amostra de urina do voluntário I no tubo I. 
4) Adicionou-se 2 mL de amostra de urina do voluntário II no tubo II. 
5) Adicionou-se 2 mL de amostra de urina do voluntário III no tubo III. 
6) Adicionou-se 4 gotas de FeCl₃ 10% em cada um dos três tubos de ensaio. 
7) Observou-se os resultados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3 RESULTADOS 
 
 O AAS (ácido acetilsalicílico), bicarbonato de sódio, água filtrada e cloreto férrico 
(FeCl₃) 10% foram os matérias utilizados para a realização da prática. Foram escolhidos 3 
voluntários para realizarem as cóleras das suas urinas. E cada um deles tinham algo para 
experimentar, o voluntário I ingeriu-se 1 g de bicarbonato de sódio (NaHCO3) em 300 mL de 
água filtrada por via oral com 2h15min antes do experimento ingeriu-se por via oral 300 mL de 
água filtrada e com 2h00min antes do experimento administrou-se por via oral 01 comprimido 
de ácido acetilsalicílico 500 mg acompanhado de 200 mL de água filtrada. Enquanto, o 
voluntário II Com2h30min antes do experimento ingeriu-se por via oral 300 mL de água 
filtrada, 2h15min antes do experimento ingeriu-se por via oral 300 mL de água filtrada e com 
2h00min antes do experimento administrou-se por via oral 01 comprimido de ácido 
acetilsalicílico 500 mg acompanhado de 200 mL de água filtrada e o voluntário III ingeriu 
apenas 8 mL de água no mesmo intervalo de tempo dos demais, conforme apresentado na 
Tabela 1. 
 
Tabela 1 – Procedimentos que cada voluntário fez antes da prática. 
Voluntário I Voluntário II Voluntário III 
1 g de bicarbonato de 
sódio (NaHCO3) 
 + 
300 mL de água 
filtrada 
 + 
01 comprimido de 
ácido acetilsalicílico 
500 mg 
 
 300 mL de água filtrada 
 + 
300 mL de água filtrada 
 + 
01 comprimido de ácido 
acetilsalicílico 500 mg 
300 mL de água filtrada 
+ 
300 mL de água filtrada 
+ 
200 mL de água 
filtrada. 
Fonte: Laboratório de Farmacologia da UEA, 2021. 
 
 5 minutos antes de realizar a pratica os voluntários escolhidos realizaram a coleta de suas 
urinas, observou-se coloração diferentes após a coleta, no qual as urinas dos voluntários I e II 
não apresentaram nenhuma cor (incolor) e a urina do voluntario III apresentou-se tonalidade 
amarelada, conforme apresentado na figura 1. 
8 
 
Figura 1 - As amostras de urina dos voluntários sem adicionar cloreto férrico.
 
Fonte: Laboratório de Farmacologia da UEA, 2021. 
 
 
Verificando-se o processo de excreção a partir das urinas coletadas. Cada voluntários ingeriram 
formas diferentes antes de iniciar a prática, obteve-se como resultado uma variação dos 
voluntários I e II com o voluntario III, no momento em que foi inserida 4 gotas cloreto férrico 
(FeCl₃) nas urinas de 2 mL da amostra dos voluntários, conforme apresentado na tabela 2. 
Tabela 2 – Os procedimentos referentes a cada tubos. 
Tubo I Tubo II Tubo III 
2 mL da 
amostra I 
 + 
4 gotas de 
FeCl₃ 
 
 2 mL da 
amostra II 
 + 
4 gotas de FeCl₃ 
2 mL da 
amostra III 
+ 
4 gotas de FeCl₃ 
Fonte: Laboratório de Farmacologia da UEA, 2021. 
 
 
 A urina do voluntário I que ingeriu 1 g de bicarbonato de sódio (NaHCO3) e 01 comprimido 
de ácido acetilsalicílico 500 mg a urina ficou escura, assim como do voluntario II que ingeriu 
ácido acetilsalicílico e também ficou escura. O voluntario III que ingeriu apenas água a urina 
permaneceu com a mesma tonalidade, conforme apresentado na figura 2. 
 
Figura 2 – Apresentação final. 
 
Fonte: Laboratório de Farmacologia da UEA, 2021 
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4 DISCUSSÃO 
 
 O ácido acetilsalicílico (AAS) é o mais usado dos salicilatos. Sua ação primária deve-
se a inativação da enzima ciclo-oxigenase (COX), por acetilação irreversível da prostaglandina 
sintase, enzima que catalisa a primeira fase da biossíntese da prostaglandina a partir do ácido 
araquidônico. O AAS é utilizado para o alívio de dores leves e moderadas, como por exemplo, 
cefaleia, artralgia, cólicas menstruais, mialgia, dor de dente, nevralgia e dor causada por 
neoplasia metastática (WHALEN et al, 2016) 
Ainda segundo Whalen et al (2016), O AAS apresenta rápida absorção após 
administrado via oral, sendo a maior parte absorvida no estômago e o restante no intestino 
delgado. A distribuição desse fármaco é por todos os tecidos do organismo. Após a absorção, é 
rapidamente e parcialmente hidrolisado pelas enzimas esterases presentes no trato 
gastrintestinal, no fígado e nos eritrócitos a ácido salicílico. O AAS liga-se de 70 % a 90 % a 
proteínas e é conjugado com a glicina (formando ácido salicilúrico) e com o ácido glicurônico 
(formando o salicilglicuronídios acíclico e fenólico), uma pequena fração do ácido salicílico é 
hidroxilado a ácido gentísico e ácidos di-hidroxi e tri-hidroxibenzoicos. 
 No experimento realizado observou-se fatores importante no processo de eliminação 
do ácido acetilsalicílico, envolvendo tanto o fármaco como as condições fisiológica do 
indivíduo. O salicilato, na ação de metabolização no fígado, sofre reação de adição de radicais, 
sendo transformado em ácido salicílico em metabolitos inativos. Na literatura, a meia-vida do 
AAS é de 15 a 20 minutos, atingindo concentração máxima no plasma entre uma a duas horas. 
A meia-vida do salicilato é de 3 horas com dose de 300 a 650 mg, de 5 horas com 1 g e de 9 
horas com 2 g. Vale ressaltar que, quando aumenta à meia-vida do AAS, sua excreção urinária 
diminui, assim, para minimizar o acúmulo e efeitos tóxicos no organismo, deve-se administrar 
doses com maior intervalo de tempo. (HARDMAN; LIMBIRD, 1996). 
Os salicilatos são excretados na urina como ácido livre, ácido salicilurico, salicílico 
fenólico, glicuronídios acila e ácido gentísico. Entretanto, a excreção de salicilatos livres é 
extremamente variável e depende da dose e do PH urinário. Na urina alcalina, mais de 30% do 
fármaco ingerido podem ser eliminados como salicilato livre, ao passo que a urina acida esse 
percentual pode ser tão baixo como 2% (RANG et al, 2016). Quando atingem os rins, o fármaco 
pode ainda ser reabsorvido se estiver na forma não ionizada e com lipossolubilidade. No 
momento em que o fármaco é biotransformado ele passa pelos rins e se encontra no tamanho 
pequeno, o mesmo pode ser filtrado, podendo passar pela reabsorção, no qual o mecanismo são 
proteínas transportadoras de ácido e bases, sendo a AAS e OAT. Segundo Rang et al (2016), o 
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nível de ionização de muitos fármacos tanto ácidos quanto alcalinos são pH dependente e isso 
afeta a eliminação renal. Os fármacos alcalinos são excretados mais rapidamente, pois favorece 
a forma carregada e inibe, assim, a reabsorção. No entanto, ácidos são eliminados mais 
rapidamente quando a urina estiver alcalina. Então, para o ácido acetilsalicílico para ter uma 
eliminação rápida é preciso estar no meio básico, no qual vai ocorrer uma dissociação. 
No experimento realizado, através de um reagente sinalizador (Cloreto férrico) foi 
possível identificar a presença de AAS na urina de um voluntário através do contato do cloreto 
férrico com as hidroxilas fenólicas e carboxílicas presentes na estrutura química do ácido 
salicílico. O cloreto férrico (FeCl₃) ao ser inserido nas amostras, resultou na formação de um 
complexo de cor escura (), sendo observados nos voluntários I e II. Diante disso, conclui-se, 
que caso não evoluísse para tonalidade escura, indicaria que aquela amostra não tinha presença 
do fármaco e foi o que houve com o voluntario III que ingeriu apenas água. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 Para os fármacos serem eliminados eles precisam estar na forma inativa e ser 
biotransformado. A partir das análises, conclui-se, que o experimento proposto para analisar as 
urinas excretadas com ou sem fármaco possibilitando a compreensão no processo de excreção 
dos fármacos, no qual, sua eliminação depende tanto do organismo como do fármaco. Como 
sabemos ácido acetilsalicílico (AAS) apresenta pKa de 3,5. Sendo esse o ponto importante no 
processo de excreção, pois o AAS tem caráter ácido e se o mesmo estiver em um meio ácido 
isso resulta em uma taxa maior de reabsorção, enquanto que pH ácido e meio alcalino facilita 
o processo de excreção. Portanto, o que vai definir a forma de excreção é a característica do 
fármaco. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
HARDMAN, J. G., LIMBIRD, L. E. Goodman & Gilman As bases farmacológicas da 
terapêutica. (McGraw-HILL, Ed.), 9a Edição. Rio de Janeiro, Brasil. 
 
KATZUNG, Bertram G.; TREVOR, Anthony J. Farmacologia Básica e Clínica. 13° edição. 
Porto Alegre: AMGH, 2017. 
 
RANG, H. P.; RITTER, J. M.; FLOWER, R. J.; HENDERSON, G. Rang e Dale: 
farmacologia. 8° edição. 25 dejan. 2016. 
 
WHALEN, K.; FINKEL, R.; PANAVELIL, T. Farmacologia Ilustrada. 6° edição. São Paulo: 
Artmed editora LTDA, 2016. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ANEXOS 
 
1) Qual o fármaco presente no medicamento administrado por via oral aos voluntários 1 
e 2? Qual a molécula que foi identificada na reação que ocorreu com o cloreto férrico? 
Qual reação de biotransformação foi responsável por gerar esta última molécula que 
reagiu com o cloreto férrico? 
 
 O Fármaco presente ao voluntário 1 foi o ácido acetilsalicílico e bicarbonato de sódio, 
enquanto no voluntário 2 somente o ácido acetilsalicílico. A molécula identificada foi o de 
Salicilato. A fase 1 da biotransformação é responsável por esse resultado através da hidrólise. 
 
 
2) O que ocorreu com o fármaco administrado por via oral que tornou possível 
identificarmos pela urina que os voluntários o haviam ingerido anteriormente? 
 
Ele foi absorvido, distribuído, metabolizado e excretado. 
 
3) Explique o que ocorreu com a amostra do tubo 1? 
 No caso do voluntário I, o AAS pode ser testada pela adição de solução aquosa de de 
FeCl₃ demonstrando que o desenvolvimento da cor roxa é considerado um teste positivo e é 
uma indicação da presença de ácido salicílico em alto teor na urina. O bicarbonato de sódio 
atuou nos rins e alguns outros órgãos do participante auxiliando conter menos células 
inflamatórias e mais anti-inflamatórias. Por ser uma substância alcalina, ou seja, tem um pH 
superior a 7. Em uma fase inicial, aumenta o pH gástrico que, para recuperar o equilíbrio, 
aumenta a quantidade de ácido. Se um excesso de alcalinidade poderia facilmente resultar em 
acidez e vice-versa, no momento em que se bebe um pouco de água e bicarbonato leva-se o 
estômago a produzir mais ácido para digerir. 
 
14 
 
4) Explique o que ocorreu com a amostra do tubo 2? 
Pode ser observado no frasco de urina do voluntário dois que houve uma reação fraca, 
com pouca presença do ácido acetilsalicílico após ser tratada com o cloreto férrico (FeCl₃), por 
isso, que a coloração da amostra foi mais clara que a do tubo um, adquirindo uma aparência 
amarronzada. 
 
5) Explique o que ocorreu com a amostra do tubo 3? 
 O voluntário três não fez o uso nem de bicarbonato de sódio e nem de aspirina de 500mg, 
ele apenas tomou água destilada. Dessa forma, tratando sua amostra com cloreto férrico (de 
FeCl₃) foi notável que não houve presença do ácido acetilsalicílico na urina. 
 
6) Qual o órgão responsável pela maior parte do processo de metabolização de fármacos 
no organismo? Cite exemplo de três outros que também são capazes de contribuir no 
processo de metabolização. 
 
O fígado é o ponto principal de biotransformação de fármacos. Embora a 
biotransformação classicamente efetue a inativação de fármacos, alguns metabólitos são 
farmacologicamente ativos — às vezes, muito mais que o composto original. Uma substância 
inativa ou fracamente ativa que tenha um metabólito ativo é denominada pro fármaco, em 
especial se projetada para liberar a porção ativa de modo mais efetivo. Os fármacos podem ser 
biotransformados por oxidação, redução, hidrólise, hidratação, conjugação, condensação ou 
isomerização; mas, qualquer que seja o processo, o objetivo é de facilitar sua excreção. Alguns 
outros órgãos podem contribuir com a metabolização como o pulmão, intestino e o próprio 
sangue, fazendo frações enzimáticas que auxiliam no processo de excreção. 
7) Quais são os dois tipos de reação de biotransformação de fármacos? 
Ocorre duas reações principais na biotransformação que são divididas em fases a primeira 
fase (ativação ou alteração do fármaco) é quando há uma alteração necessária para que se possa 
acontecer a segunda reação (que consiste em uma conjugação), em que o fármaco torna-se 
susceptível para interagir com a estrutura química que será conjugada com o fármaco 
(geralmente é o ácido glicurônico), formando um metabólito reativo. Essa fase de ativação não 
determina a ativação das propriedades terapêuticas da droga, ou seja, ele pode ter sua 
composição alterada, mas não ser ativado. Essa fase conota uma introdução para a segunda fase, 
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ao passo que o fármaco torna-se capaz de receber a molécula a ser conjugada a ele. Essa fase, 
muitas vezes, é composta por várias reações químicas associadas. As reações mais comuns da 
primeira fase são: oxidação, redução e hidrólise. A segunda fase (conjugação): é uma fase 
imprescindível para a excreção do fármaco, pois o torna lipossolúvel. As reações de conjugação 
são: glucação (conjugação do fármaco a uma molécula de ácido glicurônico, que é mais 
comum), sulfatação e acetilação. 
8) O que significa dizer que um fármaco é indutor enzimático? Cite exemplo de três 
fármacos que exercem tal atividade. 
 Um fármaco indutor enzimático é aquele que se reduz a eficácia de outro fármaco, ou 
seja, um fármaco induz a produção acentuada de uma enzima que biotransforma outro fármaco, 
diminuindo as concentrações deste no sangue (pois diminui o tempo de meia vida do fármaco 
no organismo), sendo necessário diminuir os intervalos entre as doses de administração 
(reajuste posológico). Ex: O Citocromo P450 realiza a biotransformação dos barbitúricos; em 
especial, os fenobartitais (que agem como anticonvulsivantes no SNC), tornando-os 
hidrossolúveis para deixarem o organismo. É por isso que geralmente, com 15 dias de 
administração (aproximadamente), se faz um ajuste posológico para aumentar as doses 
administradas desse tipo de medicamente, justamente para manter as concentrações ideais do 
mesmo no sangue. Outros indutores como a rifampicina e erva de são joão (Hypericum 
perforatum) medeiam a indução do CYP3A. 
 
9) O que significa dizer que um fármaco é inibidor enzimático? Cite exemplo de três 
fármacos que exercem tal atividade. 
 Um fármaco inibidor enzimático é aquele que aumenta a toxicidade de outro fármaco, 
isso acontece quando um dado fármaco inibe a transcrição do gene que produz a enzima que 
biotransformaria um outro fármaco, inibindo essa ação. Essa inibição aumenta a concentração 
e tempo de meia vida desse outro fármaco, aumentando a sua toxicidade se não houver um 
ajuste posológico adequado. Ex: MAO (inibidores de MAO, que são utilizados como 
antidepressivo), citocromo P450 (inibida pelo fenobarbital), colinesterase (inibida pelos 
anticolinesterásicos, como a fisiostigmina) e aldeído desidrogenase (inibida pelo metionidazol 
e pelo cloranfenicol). 
 
10) Qual a principal via de excreção de fármacos? Cite três outras vias de eliminação de 
fármacos. 
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 A principal via de excreção de fármacos é renal, mas pode ser renal, biliar e em pequenas 
quantidades podem ser eliminados pelo suor e o leite materno. A excreção por via renal é mais 
facilitada devido à metabolização dos fármacos nas fases de oxidação/redução e 
conjugação/hidrólise, já que podem aumentar a hidrossolubilidade dos fármacos. 
 
11) Fármacos administrados por via oral que sofrem absorção incompleta no trato 
gastrointestinal superior são eliminados por que via? 
 Via bilial 
 
12) Qual o impacto da ligação de fármacos às proteínas plasmáticas no processo de 
filtração glomerular? 
 Os fármacos sofrem ligação a proteínas plasmáticas. A eficácia de um fármaco é afetada 
pelo grau em que ela se liga a proteínas no plasma sanguíneo, por exemplo. Quanto menos 
ligante o fármaco for, mais eficientemente ela pode transpor as membranas celulares ou se 
difundir. No caso da filtração glomerular para eliminação renal, somente a droga não ligada é 
filtrada no glomérulo, portanto uma diminuição da LPP (ligação às proteínas plasmáticas) irá 
aumentar a concentração da droga livre disponível para a filtração, ou seja, significa que se uma 
droga estiver altamente ligada a proteínas e depender de sua filtraçãoglomerular para a sua 
eliminação (não sujeita ao metabolismo ou secreção tubular renal), geralmente apresentará um 
tempo de meia-vida longo. 
 
13) O que é secreção tubular? 
 A secreção tubular é um dos processos envolvidos na eliminação renal dos rins que 
acontece quando os fármacos que não foram transferidos para o filtrado glomerular saem dos 
glomérulos através das arteríolas eferentes que se dividem formando um plexo capilar ao redor 
do lúmen no túbulo proximal. A secreção ocorre primariamente nos túbulos proximais por dois 
mecanismos de transporte ativo que exigem energia: um para ânions e outro para cátions. Cada 
um desses sistemas de transporte apresenta baixa especificidade e pode transportar vários 
compostos. Assim, pode ocorrer competição entre fármacos pelos transportadores em cada um 
dos sistemas. 
 
14) Como o sequestro iônico interfere na reabsorção tubular? Explique também o que isso 
tem relação com a nossa prática e a coloração observada. 
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 A manipulação do pH da urina, para aumentar a fração ionizada do fármaco no lúmen, 
pode ser feita para minimizar a retrodifusão e, assim, aumentar a depuração de um fármaco 
indesejável. Como regra geral, ácidos fracos podem ser eliminados alcalinizando a urina, ao 
passo que a eliminação de bases fracas pode ser aumentada por acidificação da urina. Esse 
processo é denominado prisão iônica, que é um fenômeno que basicamente prende fármacos 
em determinados compartimentos no organismo e impede eles de sofrer absorção, essa prisão 
iônica pode acarretar em prolongamento dos efeitos do fármaco no organismo se tornando 
tóxico. No contexto do nosso experimento temos um ácido fraco que é a aspirina e uma base 
fraca que é o bicarbonato de sódio que foram manipuladas no voluntário um acelerando o 
processo de excreção, o que alcalinizou a urina e manteve o fármaco ionizado, diminuindo 
assim a reabsorção, provocando um alto teor de ácido acetilsalicílico com aquela coloração 
mais escura em um tom roxo. 
 
15) Defina meia-vida de eliminação de fármaco. 
A meia-vida de eliminação de um fármaco é definida como o tempo durante o qual a 
concentração do fármaco no plasma diminui para a metade de seu valor original. O 
conhecimento da meia-vida de eliminação permite calcular a frequência de doses necessária 
para manter a sua concentração plasmática dentro da faixa terapêutica.

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