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Diagnóstico de micoses superficiais
	Micologia e virologia
	Biomedicina - 5° Semestre
	Andressa Marques (@ji9study)
	2025
	1.0
	Pitiríase versicolor (Malassezia furfur)
	AGENTE PATOGÊNICO
· Malassezia sp.
· M. furfur
· M. sympodialis
· M. pachydermatis
· M. globosa
· M. obtusa
· M. restricta
· M. slooffiae
	Fatores predisponentes ୧ ‧₊˚ 🍵 ⋅
	1.1
	Manifestações clínicas
· Máculas, finamente descamativas;
· Assintomática;
· Coloração variável (bege ao castanho escuro);
· Aspecto fanináceo;
· Diminuição do pigmento melânico da epiderme;
· Áreas seborreicas: tórax, face e antebraços.
	Eritema ୧ ‧₊˚ 🍵 ⋅
	Dermatite seborreica ୧ ‧₊˚ 🍵 ⋅
	Pitiríase versicolor ୧ ‧₊˚ 🍵 ⋅
	Foliculite ୧ ‧₊˚ 🍵 ⋅
	1.2
	Diagnóstico clínico
	Lâmpada de Wood ୧ ‧₊˚ 🍵 ⋅
	Sinal de unhada ୧ ‧₊˚ 🍵 ⋅
	1.3
	Exame direto
· Coleta da pele afetada (fita adesiva);
· Clarificação com potassa;
· Exame microscópico da escama raspadas;
· Observação microscópica de: elementos leveduriformes agrupados e hifas curtas, tortuosas, largas, associadas aos conídios arredondados. A morfologia parasitária deste fungo caracteriza-se como “espaguete com almôndegas”;
· Resultado a ser expresso: Malassezia sp.
	1.4
	Identificação fenotípica
· Cultivo:
· Não é realizado de rotina;
· Presença de lipídios (óleo de oliva) no meio;
· 4 - 10 dias à 37°C;
· Colônias: creme, brilhantes, elevadas e que posteriormente se tornam foscas, secas e beges.
· Para a diferenciação das espécies são necessários critérios morfofisiológicos adicionais;
(a) Cultura em meio enriquecido; 
(b) Observação microscópica de células ovoides com lactofenol azul de algodão;
Tabela no 1 Chave para diferenciação morfofisiológicas de espécies do gênero Malassezia
	1 - a
	Cresce em ágar peptonado/glicose
	M. pochydermatis
	1 - b
	Não cresce em ágar peptonado/glicose
	2
	2 - a
	Reação de catalase positivo
	3
	2 - b
	Reação de catalase negativo
	M. restricta
	3 - a
	Cresce em ágar peptonado/glicose com 0,5% de tween 40 ou 60
	4
	3 - b
	Não cresce em ágar peptonado/glicose com 0,5% de tween 40 ou 60
	5
	4 - a
	Cresce em ágar peptonado/glicose com 0,1% de tween 80
	6
	4 - b
	Não cresce em ágar peptonado/glicose com 0,1% de tween 80
	M. slooffiae
	5 - a
	Células longas, cilíndricas, cresce a 37°C
	M. obtusa
	5 - b
	Células esféricas, geralmente não cresce a 37°C
	M. globosa
	6 - a
	Crescimento em ágar peptonado/glicose com 10% de tween 20
	M. furfur
	6 - b
	Não cresce em ágar peptonado/glicose com 10% de tween 20
	M. sympodialis
	1.5
	Tratamento
· Tópico:
· Sulfeto de selênio
· Soluções com ácido salicílico
· Shampoo
	
2.0
	Tinea nigra (Exophiala werneckii, Phaeoannellomyces werneckii, Cladosporium werneckii)
	3.0
	Piedra negra (Piedraia hortae)
	3.1
	Diagnóstico laboratorial
· Exame direto:
· Macroscopia: nódulos escuros ou negros, duros, com 0,5 - 1,0 mm, firmemente presos à haste do pelo, em número de 1 a 4 nódulos por fio;
· Coleta de pelos/cabelos danificados + potassa a 40% (15 min.);
· Pressionar nódulo entre lâmina e lamínula;
· Microscopia: Filamentos micelianos septados, acastanhados com ascos contendo ascósporos;
	4.0
	Piedra branca (Trichosporon spp.)
	4.1
	Trichosporon beigelii - Fungo leveduriforme
	
	Diagnóstico de micoses superficiais
	
Referências: SCHLOTTFELDT, Fábio dos Santos et al . Reclassificação taxonômica de espécies do gênero Malassezia: revisão da literatura sobre as implicações clínico laboratoriais. J. Bras. Patol. Med. Lab., Rio de Janeiro , v. 38, n. 3, p. 199-204, July 2002. Prado et al. Malassezia spp. em humanos e pequenos animais: uma abordagem teórica RPCV (2007).
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