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Sensopercepção e suas alterações – cap 16 
Imagem X Representação 
-Real: Nitidez, influenciabilidade voluntária, completitude, establididade. 
- Representação: Imagem na consciência, sem a presença do objeto real 
- Sensação (passiva): estímulos originados fora ou de dentro do organismo 
- Percepção (ativa): tomada de consciência do estímulo sensorial 
Subtipos de imagem representativa 
- Imagem Eidética: memória fotográfica, não necessariamente um transtorno 
- Pareidolias: ver desenhos em nuvens ou manchas, sem forma e denomina uma 
- Imaginação: imagens percebidas do passado ou criadas 
- Fantasia: produção imaginativa ligada a desejo e medos 
Alterações Quantitativas 
- Hiperestasia: percepção anormal aumentada com a intensidade ou duração (alucinógenos, 
epilepsia, enxaqueca, mania, esquizofrenia) 
- Hiperpatia: sensação desagradável produzida por um leve S (estímulo) na pele (síndrome 
talâmicas) 
- Hipoestasia: mundo mais escuro, cores pálidas, alimentos sem sabor (depressão) 
- Anestesia Táteis: perda da sensação 
- Analgesia: perda da sensação dolorosa 
- Parestesia: sensação táteis desagradáveis (formigamentos, adormecimentos, picadas e 
queimação) 
- Disestesias: sensação anômala desencadeada por estímulo externo (estimular calor, doenças 
neurológicas, ansiosos, somatizadores) 
Alterações Qualitativas 
- Ilusão: percepção deformada do objeto real, em 3 condições: 
1. rebaixamento do nível de consciência 
2. fadiga grave (ilusões transitórias) 
3. estados afetivos 
- Alucinações: percepção de um objeto sem que esteja presente. São separados em: 
1. Auditivas: frequentes em transtornos mentais 
A) Simples (Tinnitus): ruídos, zumbidos, objetivo ou subjetivo 
B) Complexo: vozes malevolentes, benevolentes ou de comando (esquizofrenia, alcoolismo, 
depressão grave, mania, humor congruente ou incongruente) 
- Sonorização de pensamento: próprio pensamento ou vivência da pessoa pode ser introduzida 
por estranhos 
- Eco de pensamento: repetição do pensamento 
- Publicação do pensamento: todos ao redor escutam os pensamentos 
 
2. Musicais: escuta sons harmoniosos, tem boa consciência, sabe que tem, muito rara, mais frequente 
em distúrbios neurológicos 
3. Visuais: quadros orgânicos 
A) Simples ou fotopsias: vê cores, bolas, pontos brilhantes, distúrbios oftálmicos 
B) Complexos ou configuradas: figuras, ou imagens de pessoas ou partes do corpo, entidade, objetos, 
animais, cenas completas 
- alucinação Liliputiana: cenas com personagens diminuídos entre objetos e pessoas reais da casa 
- alucinação hipnagógnas (ao dormir) ou hipnopômpicas (ao acordar): estados de fadiga e emoção 
extrema 
4. Táteis: sente choques, espetos, insetos pela pele (síndrome de ekbom, esquizofrenia, cocaína, 
quadros histéricos) 
5. Olfativos e gustativas: raras, odor de coisas podres, cadáver, fezes, queimado (esquizifrenia, crises 
epilépticas) 
6. Cinestésicas: sensação alterada de movimento do corpo mesmo não mexendo (depressão grave ou 
esquizofrenia) 
7. Cenestésicas: sensações anormais em diferentes partes do corpo (cérebro diminuindo, vísceras 
alteradas, dor em órgãos indolores) 
8. Funcionais: desencadeada por estímulos sensoriais reais, uma deformação na percepção na 
presença do objeto (abrir chuveiro e ouvir vozes) 
9. Combinadas (sinestesias): auditivas, táteis, visuais ao mesmo tempo, indivíduo toca, fala e escuta 
tudo ao mesmo tempo (síndromes com alterações do nível de consciência, esquizofrenia, histerias 
graves, psicoses) 
10. Autoscópica (fenômeno duplo): ver o próprio corpo como se estivesse fora dele, raro, sensação de 
dupla presença, estranheza ao mundo percebido (esquizofrenia, epilepsia, lesão cerebral) 
11. Extracampinas: fora do campo sensoperceptivo visual, ver as próprias costas através de uma 
parede, raro, em psicose 
Alucinose: paciente reconhece o caráter estranho por parte da pessoa, neurológica, ou seja, tem 
percepção de que está passando por uma alucinação 
1. Alucinose Pedencular: geral visual, brilhante, vívida, comum no final do dia, lesão vascular e 
cerebral 
2. Alucinose Auditiva (alucinose alcoólica): dependência crônica em bebida e escuta vozes em 
terceira pessoa 
Causas da Alucinação 
1. Teoria Psicodinâmica: tendencia afetiva necessária, desejo projetado, conflitos 
inconscientes, problemas sociais 
2. Teoria Neurobioquímica: seratonina, dopamina e acetilcolina, transtornos psicológicos e 
hiperativação dos neurotransmissores 
3. Teoria da Desorganização Global do Funcionamento do Cérebro: perda de inibições 
desenvolvidas filogeneticamente, depende de algumas partes especificas do cérebro pode 
alterar a percepção devido a lesão, remédio ou psicológico 
4. Teoria da Desordem da Linguagem Interna: al. Auditivas verbais explicadas como 
pensamento to próprio paciente que falsamente percebe como origem externa, percepção 
falsa da realidade 
Psicopatologia da Imaginação e Representação 
1. Pseudo-alucinação: não apresenta aspectos vívidos, pouco nítida, vem de dentro da 
cabeça, podem ser causados de quadros orgânicos ou psicológicos, imagem pós-ótica 
2. Alucinação psíquica: relata ouvirem vozes, vozes sem ruído, comunicação direta de 
pensamento a pensamento, palavras que não soam 
3. Alucinação negativa: ausência de visão de objetos reais, abole a imagem do seu campo 
perceptivo 
 
A Memória e suas alterações – CAP 17 
Memória é composta por 3 fases: 
1. Registro: atenção e concentração 
2. Conservação: retenção de informação 
3. Evocação 
Memória imediata ou de curtíssimo prazo: 1 a 3 minutos, confunde com atenção e memória de 
trabalho, mas é aquela capaz de reter imagens e palavras imediatamente após ser percebida 
Memória recente ou de curto prazo: de minutos a 3 a 6 horas, hipocampo, partes temporais e 
córtex parietal posterior e entorrinal 
Memória remota ou de longo prazo: de meses a anos, hipocampo, áreas frontais 
Lei de Ribot: após lesão cerebral, tende a perder conteúdos seguindo essa ordem (primeiro 
perde as lembranças recentes e depois as antigas, perde os conteúdos mais complexos e depois 
elementos menos habituais e mais familiares, depois os mais neutros, depois afetivos e hábitos) 
 
Tipos específicos de memória (conforme o caráter consciente ou não 
consciente) 
1. Explícita: adquirida de forma consciente 
2. Implícita: não há esforços, não consciente, se torna automático como habilidades motoras 
3. Declarativa: conhecimentos memorizados, sempre explícita 
4. Não Declarativa: hábitos e capacidades motores ou linguísticos, sempre implícita 
Tipos segundo Estrutura Cerebral Envolvida 
1. Memória de trabalho (planejar possibilidades de ação e se lembrar): curtíssimo prazo, 
atenção e memória imediata, manipulando novas informações, selecionar plano de ação e 
realizar tarefa, explícita e declarativa 
2. Episódica (história de vida de alguém): explícita e declarativa, experiência pessoal em 
contexto se lembrar de algo, informações recentes, sequência temporal da história, um 
episódio de sua vida 
3. Semântica (conhecimento de coisas, do lugar): longo prazo, não é temporariamente 
específica, arquivo geral de conceitos e conhecimentos e, função do significado que tem, 
regras, culturas, conhecimentos 
4. De Procedimentos (explicar ação executando sem saber como descrever): mais 
automática, não sabe descrever, não consciente, implícita, não declarativa, habilidades 
motoras e percepções, forma lenta, por repetição e tentativa 
Alterações Quantitativas (quantidade de memória) 
1. Hipermnésia: memória flui rapidamente perdendo em clareza 
2. Amnésia/hipomnésia: perda da capacidade mnêmica (psicogênica perca de elementos 
com valor afetivo e orgânica menos seletiva, 1° capacidade de fixação e em estados 
avançados de conteúdos antigos como a lei de Ribot) 
3. Amnésia anterógrada: não se fixa mais depois da lesão ou trauma 
4. Amnésia retrógrada: perde memória dos fatos antes da doença 
AlteraçãoQualitativa (paramnésia) 
1. Ilusão mnêmica; acréscimo de elementos falsos, adquire caráter fictício 
2. Alucinação mnêmica: imaginação com aparência de memória 
3. Fabulações: falsas memórias, podem ser induzidas 
4. Criptomnésia: lembra de fatos antigos e conta como se fosse novo 
5. Ecnmésia: lembra de vários momentos em segundos (eqm e epilepsia) 
6. Lembrança obsessiva: pensamentos repetitivos espontâneos que surgem sem parar 
Alteração de reconhecimento 
1. Agnosia: defictis no reconhecimento de S sensoriais visuais, auditivos e táteis. 
2. Ag. Perceptiva: que é lesão bilateral de áreas visuais primárias, déficit de processamento 
visual 
3. Associação em que não associa como significado símbolos e objetos não se associam 
4. Ag. Táteis: dificuldade de reconhecer objetos da mão de olhos fechados (astereognosia) e 
identificar formas do objeto, mas não reconhece globalmente (ag. Tátil propriamente dita) 
5. Ag. Visuais: enxerga, mas não reconhece pela visão 
6. Prosopagnosia: reconhecimento de faces antes conhecidas e incapacidade de reconhecer 
membros de determinado grupo de coisas 
7. Ag. Auditiva: incapacidade de reconhecer sons não linguísticos ou linguísticos, le fala mas 
não entende 
8. Cegueira verbal: fala, escreve, entende, não le 
9. Anosognosia: incapacidade em reconhecer um déficit ou doença que acomete 
10. Anosodiaforia: incapacidade de reconhecer estado afetivo no qual se encontra 
11. Simultanagnosia: incapacidade de reconhecer mais de um objeto ao mesmo tempo 
12. Grafestesia: déficit no reconhecimento da escrita pelo tato 
13. Paramnésia Reduplicativa: lesões nos lobos frontais, afirmações falsas, não reconhece 
movimentação espacial 
Alteração de reconhecimento associado a transtorno psiquiátrico 
- Origem delirante 
1. falso reconhecimento: não reconhece pessoas e família 
2. Síndrome de Capgras: afirma que pessoa é uma sósia do familiar mesmo sendo o familiar 
3. S. de Capgras Inversa: impostor é ele próprio 
4. S. de Duplo subjetivo: eu não sou eu, sou uma duplicação de mim, sou um duplo perfeito 
5. S. de Frégoli ou falso reconhecimento: desconhecidos se tornam próximos ou da família 
6. S. de Frégoli Inversa: não se reconhece fisicamente, mas se conhece mentalmente 
7. S. de Intermetamorfose: não reconhece familiar e acha que é perseguidor ou estranho 
- Origem não delirante: fenômeno já visto, falado, vivido (dejavú), todos já vivenciaram, 
fenômeno jamais vivido, mas com a sensação de ter acontecido 
Alterações Patológicas da afetividade – CAP 18 
Vontade Psicomotricidade e suas alterações – CAP 19

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