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Processo Civil 
O processo civil deve ser conduzido de acordo com os valores e normas da Constituição, além das 
disposições do Código de Processo Civil. 
O processo começa por iniciativa das partes e se desenvolve por impulso oficial, exceto quando a lei 
previr o contrário. 
1. Iniciativa das Partes: autor toma a iniciativa de propor a ação. 
2. Impulso Oficial: o desenvolvimento ocorre por impulso oficial, pelo sistema judiciário, geralmente 
pelo juiz. 
Existem algumas exceções previstas na lei onde o impulso processual pode depender de nova 
iniciativa das partes, ou pode seguir regras especiais. 
Qualquer ameaça ou lesão a direito deve ser analisada judicialmente. 
A arbitragem é permitida conforme a lei, e é um método alternativo de resolução de conflitos fora do 
judiciário, onde as partes escolhem um árbitro ou uma câmara de arbitragem para resolver a 
disputa. 
O Estado deve promover a solução consensual dos conflitos sempre que possível. 
Conciliação, mediação e outros métodos de solução consensual devem ser incentivados por juízes, 
advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público. 
Nenhuma decisão será tomada contra uma das partes sem que ela seja ouvida previamente. 
Exceto: 
1. Tutelas provisórias de urgência: uma decisão rápida para evitar danos irreparáveis. 
2. Tutela de evidência: casos em que a evidência é tão clara que a decisão pode ser antecipada. 
Os juízes e os tribunais atenderão, preferencialmente, à ordem cronológica de conclusão para proferir 
sentença ou acórdão. 
Exceções: 
1. Sentenças homologatórias (como acordos), Julgamento de causas repetitivas; 
2. Embargos de declaração e agravos internos (por serem julgamentos de menor complexidade), 
3. Casos com preferência legal, como processos que envolvem idosos ou portadores de doenças graves, 
4. E as metas do CNJ (como mutirões ou campanhas de aceleração de julgamento). 
O Juiz pode alterar a ordem desde que justifique o motivo. 
 
A parte que se sentir prejudicada por preterição indevida de seu processo poderá reclamar. 
 
A jurisdição civil será regida pelas normas processuais brasileiras, ressalvadas as disposições 
específicas previstas em tratados, convenções ou acordos internacionais de que o Brasil seja parte. 
A jurisdição civil é exercida pelos juízes e pelos tribunais em todo o território nacional, conforme as 
disposições deste Código. 
Para postular em juízo é necessário ter: 
• Interesse: A pessoa deve ter um interesse legítimo, ou seja, um motivo válido e concreto 
para buscar a proteção judicial. 
• Legitimidade: A pessoa deve ser legitimada, ou seja, deve ter a capacidade legal e o direito de 
pleitear a questão em juízo. 
• Quando ocorre substituição processual (uma pessoa age em nome de outra por autorização legal), a 
pessoa cujo direito está sendo defendido (substituído) pode participar do processo como assistente 
litisconsorcial, auxiliando na defesa do seu próprio interesse. 
• É possível entrar com uma ação judicial apenas para obter uma declaração sobre a jurídica (ação 
declaratória), mesmo se o direito já foi violado. 
Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações em que: 
• Quando o réu está domiciliado no Brasil, independentemente de sua nacionalidade. 
• Quando a obrigação deve ser cumprida no Brasil. 
• Quando o fundamento da ação é um fato ocorrido ou um ato praticado no Brasil. 
 
• Ações de alimentos quando: 
1. O credor tem domicílio ou residência no Brasil. 
2. O réu tem vínculos no Brasil, como propriedade de bens ou recebimento de renda. 
 
• Ações decorrentes de relações de consumo, quando o consumidor tem domicílio ou residência no 
Brasil. 
• Ações em que as partes concordaram, expressa ou tacitamente, em se submeter à jurisdição 
brasileira. 
A justiça brasileira não é competente para julgar ações quando há uma cláusula contratual de eleição 
de foro exclusivo estrangeiro, se o réu levantar essa questão na contestação. 
PESSOA JURÍDICA ESTRANGEIRA ESTÁ DOMICILIADA NO BRASIL SE ELA TIVER UMA AGÊNCIA, FILIAL 
OU SUCURSAL NO PAÍS. 
Competência Exclusiva da justiça brasileira: 
1. Ações relativas a imóveis localizados no Brasil. 
2. Sucessão hereditária, incluindo a confirmação de testamento particular, inventário e partilha de bens 
situados no Brasil, mesmo se o autor da herança for estrangeiro ou residir fora do Brasil. 
3. Partilha de bens situados no Brasil em casos de divórcio, separação judicial ou dissolução de união 
estável, mesmo que o titular dos bens seja estrangeiro ou resida fora do Brasil 
Uma ação proposta em tribunal estrangeiro não impede que a justiça brasileira analise a mesma causa 
ou causas conexas, a menos que tratados internacionais ou acordos bilaterais disponham de forma 
diferente. 
A existência de um processo em curso na justiça brasileira não impede a homologação de uma 
sentença estrangeira, quando esta for necessária para produzir efeitos no brasil. 
Competência 
Competência no processo civil define qual juízo ou tribunal tem autoridade para julgar determinada 
causa, sendo essencial para a validade e regularidade do processo. 
Conceito e Fundamentação 
A competência é a delimitação da função jurisdicional de um órgão judicial, determinando quem pode 
julgar cada caso e garantindo a ordem e a legalidade do processo civil. 
 
Tipos de Competência 
Competência Absoluta: Relacionada ao interesse público, não pode ser alterada pelas partes. 
Abrange matéria, pessoa ou função, como juízes especializados ou órgãos hierarquicamente 
definidos. 
Exemplo: embargos de terceiro devem ser distribuídos no juízo do processo principal. 
Competência Relativa: Relacionada ao interesse privado, pode ser modificada por convenção das 
partes ou por conexão e continência de causas. Inclui competência territorial e por valor da causa. 
Critérios de Fixação 
A competência é determinada no momento do registro ou distribuição da petição inicial, aplicando-se 
o princípio da perpetuatio jurisdictionis, que preserva o juízo inicial para toda a tramitação do 
processo, salvo em casos de modificação de competência absoluta. 
Os principais critérios incluem: 
Material: tipo de conteúdo discutido (ex.: causas cíveis, criminais, federais ou estaduais) 
Pessoal: características das partes envolvidas (ex.: administração pública versus particular) 
Territorial: local dos fatos ou das partes (ex.: foro do domicílio do réu ou do imóvel litigioso) 
 
Princípios Relevantes 
Princípio do Juiz Natural: garante que ninguém seja julgado por juízos ad hoc, assegurando que a 
competência seja prévia e abstrata. 
Princípio do Kompetenz: permite que o próprio juiz reconheça sua competência ou incompetência, 
mesmo diante de regras absolutas. 
Modificação de Competência 
A competência inicial pode ser modificada em situações excepcionais, como reunião de processos ou 
quando um imóvel abrange mais de uma comarca, sendo o juízo prevento (primeiro a receber o 
processo) o competente para a tramitação. 
A correta definição da competência é fundamental para a validade do processo, evitando nulidades e 
garantindo que o julgamento ocorra no juízo adequado, respeitando tanto o interesse público quanto 
o privado. 
Incompetência: no processo cível refere-se à falta de autoridade legal de um juiz para julgar um caso 
específico, podendo ser classificada como absoluta ou relativa. 
Tipos de Incompetência 
Incompetência Absoluta: o juiz não tem jurisdição para julgar o caso, independentemente da vontade 
das partes. Pode ser alegada a qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício pelo 
magistrado. Se identificada, a incompetência absoluta pode levar à nulidade do processo. 
Incompetência Relativa: situações em que o juiz tem jurisdição, mas não é o juiz competente para o 
caso, geralmente por questões territoriais ou de matéria. A incompetência relativa deve ser alegada 
como questão preliminar na contestação, e se não for alegada, pode serconsiderada prorrogada . 
Procedimentos e Implicações 
Alegação de Incompetência: A incompetência deve ser alegada na contestação, antes de discutir o 
mérito do caso. O réu deve indicar expressamente a incompetência. 
Decisão do Juiz: Após a alegação de incompetência, o juiz decidirá imediatamente. Se acolhida, os 
autos serão remetidos ao juízo competente, mantendo os efeitos de decisões proferidas pelo juízo 
incompetente até que outra decisão seja tomada pelo juízo competente. 
Efeitos da Incompetência: A incompetência absoluta pode ser alegada a qualquer tempo, mesmo 
após o trânsito em julgado, podendo ser desconstituída em ação rescisória se identificada dentro do 
prazo de dois anos. 
Sujeitos do Processo 
Qualquer pessoa com plena capacidade pode atuar em juízo; incapazes devem ser representados por 
responsáveis. 
• Curadores nomeados em casos de incapacidade ou conflito de interesses. 
• Pessoas incapazes ou ausentes devem ser citadas no foro de seu representante ou último domicílio. 
• União, Estado ou Distrito Federal atuam em foro de seu domicílio ou sede. 
• Pessoas jurídicas são processadas no local de sua sede ou atividades. 
 
Ações em que ambos os cônjuges devem ser citados: 
1. Ações sobre direitos reais imobiliários, exceto em separação absoluta de bens. 
2. Ações decorrentes de fatos ou atos que envolvem ambos os cônjuges. 
3. Ações baseadas em dívidas contraídas por um cônjuge em benefício da família. 
4. Ações que tratem do reconhecimento, constituição ou extinção de ônus sobre imóvel de um ou ambos 
os cônjuges. 
NAS AÇÕES POSSESSÓRIAS, A PARTICIPAÇÃO DO CÔNJUGE É NECESSÁRIA APENAS QUANDO HÁ 
COMPOSSE (POSSE CONJUNTA) OU ATO PRATICADO POR AMBOS. 
Deveres das Partes e Seus Procuradores: Partes e advogados devem agir com honestidade, boa-fé 
e cumprir decisões judiciais. 
• Devem atualizar endereço e evitar atos ilegais ou infundados. 
• Violações podem resultar em multa de até 20% do valor da causa ou inscrição em dívida ativa. 
• Termos ofensivos são proibidos em manifestações processuais. 
Litigância de Má-Fé: Condutas como alterar fatos, usar o processo para fins ilegais ou resistir 
injustificadamente podem configurar litigância de má-fé. Sanções incluem multa de 1% a 10% do valor 
da causa, indenizações e pagamento de despesas. 
Gratuidade da Justiça 
Pessoas naturais ou jurídicas, brasileiras ou estrangeiras sem recursos podem obter isenção de 
custas, honorários e despesas processuais. 
Inclui: 
1. Taxas ou custas judiciais. 
2. Selos postais. 
3. Despesas com publicações na imprensa oficial. 
4. Indenização devida à testemunha. 
5. Despesas com exames genéticos (DNA) e outros essenciais. 
6. Honorários de advogados, peritos, intérpretes e tradutores. 
7. Custos com elaboração de memória de cálculo. 
8. Depósitos necessários para interposição de recurso e prática de atos processuais. 
9. Emolumentos devidos a notários ou registradores necessários para efetivar decisões judiciais. 
A GRATUIDADE NÃO ISENTA O BENEFICIÁRIO DAS DESPESAS PROCESSUAIS E HONORÁRIOS DE 
SUCUMBÊNCIA. 
• Benefício pode ser parcial ou total, com possibilidade de parcelamento. 
• Presume-se verdadeira a alegação de insuficiência de recursos para pessoas físicas. 
• Pedido pode ser feito em qualquer fase do processo, com decisão imediata, salvo elementos que 
indiquem o contrário. 
• Revogação do benefício implica pagamento de despesas e possível multa por má-fé. 
• Pode a parte contrária impugnar o pedido de gratuidade na contestação, réplica, contrarrazões de 
recurso ou por petição simples, sem suspender o curso do processo. 
• Cabe agravo de instrumento contra decisão que indefira ou revogue a gratuidade, exceto quando a 
questão for resolvida na sentença, contra a qual cabe apelação. 
• Durante a tramitação do agravo, o recorrente está dispensado do recolhimento de custas. Após o 
trânsito em julgado da decisão que revoga a gratuidade, a parte deve recolher todas as despesas 
dispensadas. 
Se não fizer o recolhimento, o processo será extinto sem resolução de mérito (se for o autor) ou não 
será deferida a realização de nenhum ato ou diligência enquanto não efetuado o depósito. 
 
Sujeitos do Processo e Representação 
Pessoa com plena capacidade pode atuar, incapazes precisam de representantes legais. 
• Curadores nomeados para incapazes ou conflitos de interesses. 
• Pessoas incapazes ou ausentes devem ser citadas no foro de seu representante ou último domicílio. 
• União, Estado ou Distrito Federal atuam em foro de seu domicílio ou sede. 
Representação e Procuração 
Parte deve ser representada por advogado inscrito na OAB, salvo habilitação legal para atuar em causa 
própria. 
O advogado precisa de procuração para atuar em juízo, exceto para evitar preclusão, decadência, 
prescrição ou para atos urgentes. 
Em tais casos, a procuração deve ser apresentada em 15 dias, prorrogáveis por mais 15 dias pelo juiz. 
Se não for ratificado, o ato é ineficaz e o advogado responde por despesas e perdas e danos. 
• Procuração deve ser específica, assinada digitalmente, e conter dados do advogado. 
• Procuração na fase de conhecimento vale para todas as fases, salvo disposição contrária. 
• O advogado tem o direito de examinar autos de qualquer processo em cartório ou secretaria de 
tribunal, mesmo sem procuração, exceto em segredo de justiça, onde apenas o advogado 
constituído pode acessar os autos. 
 
O ADVOGADO PODE REQUERER VISTA DOS AUTOS POR 5 DIAS E RETIRAR OS AUTOS DO CARTÓRIO 
PELO PRAZO LEGAL QUANDO FOR DETERMINADO PELO JUIZ. 
 
A sucessão voluntária das partes no curso do processo é permitida apenas nos casos expressamente 
previstos em lei. 
 
OCORRENDO A MORTE, A SUCESSÃO SERÁ PELO ESPÓLIO OU PELOS SUCESSORES. 
Litisconsórcio e Intervenção de Terceiro 
Litisconsórcio pode ser: 
Facultativo: Duas ou mais pessoas podem litigar em conjunto, ativa ou passivamente, no mesmo 
processo quando: 
1. Houver comunhão de direitos ou de obrigações relativamente à lide. 
2. Houver conexão pelo pedido ou pela causa de pedir entre as causas. 
3. Ocorrer afinidade de questões por ponto comum de fato ou de direito. 
Necessário: por disposição de lei ou quando, pela natureza da relação jurídica controvertida, a 
eficácia da sentença depender da citação de todos que devam ser litisconsortes. 
NOS CASOS DE LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO, O JUIZ DETERMINARÁ AO AUTOR QUE 
REQUEIRA A CITAÇÃO DE TODOS QUE DEVAM SER LITISCONSORTES, DENTRO DO PRAZO QUE 
ASSINAR, SOB PENA DE EXTINÇÃO DO PROCESSO 
Litisconsórcio unitário: quando, pela natureza da relação jurídica, o juiz tiver de decidir o mérito de 
modo uniforme para todos os litisconsortes. 
 
Litisconsórcio Simples: os atos e omissões de um litisconsorte não afetam os demais. Cada um age 
de maneira independente, e suas ações (ou falta de ação) no processo têm consequências individuais. 
Litisconsórcio Unitário: os atos e omissões de um litisconsorte não podem prejudicar os outros, mas 
podem beneficiá-los. 
A ausência de litisconsortes necessários pode levar à extinção do processo. 
 
Terceiro interessado: É uma pessoa que, embora não seja parte originalmente na ação, tem um 
interesse jurídico no resultado do processo. Esse interesse deve ser legítimo e direto, não meramente 
econômico ou moral. 
A assistência pode ser admitida em qualquer procedimento (processo principal, execuções etc.) e em 
todos os graus de jurisdição (primeira instância, apelações etc.). 
O ASSISTENTE INGRESSA NO PROCESSO NO ESTADO EM QUE ELE SE ENCONTRE, OU SEJA, ELE 
ACEITA O PROCESSO NO ESTÁGIO ATUAL SEM PEDIR REVISÃO DOS ATOS JÁ PRATICADOS. 
Procedimento para Pedido de Assistência pelo Terceiro Interessado 
Prazo para Impugnação: Após o pedido de assistência, as partes originais têm 15 dias para apresentar 
impugnação (objeção) contra a intervenção do assistente. 
Deferimento do Pedido: Se não houver impugnação no prazo estipulado, o pedido do assistente será 
deferido automaticamente, salvo se o caso for de rejeiçãoliminar (ou seja, uma situação em que o juiz, 
de forma preliminar, entende que o pedido não deve ser aceito). 
Atuação e Poderes do Assistente Simples 
O assistente simples auxilia a parte principal, com os mesmos poderes e ônus processuais. 
• Pode apresentar provas, manifestações, recursos e cumprir obrigações processuais. 
• Se a parte assistida for revel ou omissa, o assistente pode atuar como substituto processual. 
• Não pode discutir a justiça da decisão, salvo em casos específicos relacionados ao estado do 
processo ou dolo/culpa do assistido. 
• Pode contestar decisões futuras se provar impedimento na produção de provas ou desconhecimento 
de alegações. 
Denunciação da Lide e suas Consequências 
• Permite incluir terceiros no processo para proteger interesses das partes. 
• Pode ser feita ao alienante ou em caso de indenização, na petição inicial ou contestação. 
• Se o denunciante for o autor, o denunciado será citado e pode contestar ou confessar. 
• Se o denunciado não contestar, o denunciante pode focar na ação regressiva. 
• Processo continua com ambos na ação, mesmo se houver contestação ou revelia. 
Chamamento ao Processo: recurso do réu para incluir terceiros na ação, mediante solicitação na 
contestação. 
• Deve ser feito em até 30 dias, sob pena de perder efeito. 
• Decisão favorável ao réu que pagar a dívida serve como título executivo. 
• Pode gerar litisconsórcio ou continuidade do processo com novos argumentos. 
 
Incidente de Desconsideração da Personalidade Jurídica 
 
• Procedimento para ignorar a separação patrimonial de empresas e sócios. 
• Iniciado por pedido da parte ou Ministério Público, com prazo de 15 dias para manifestação. 
• Pode ser aplicado em todas as fases do processo. 
• Comunicação ao distribuidor é obrigatória. 
• Se acolhido, bens fraudados à execução tornam-se ineficazes para terceiros. 
Figura do Amicus Curiae: terceiro que participa do processo por interesse ou conhecimento 
relevante, sem ser parte. 
• Pode ser solicitado pelo juiz, partes ou interessado, com 15 dias para manifestação. 
• Sua intervenção não altera a competência do tribunal nem permite recorrer, salvo IRDR. 
• Pode recorrer de decisões em incidentes de resolução de demandas repetitivas. 
Poderes e Deveres do Juiz 
• O juiz deve garantir imparcialidade, tratar as partes igualitariamente e prevenir atos protelatórios. 
• Não pode se recusar a decidir por lacuna ou obscuridade na lei. 
• Deve buscar solução mesmo diante de lacunas, interpretando normas e princípios. 
• Pode aplicar penalidades por litigância de má-fé e ser responsabilizado por atos ilícitos. 
• Pode determinar ações necessárias para efetivar a tutela provisória. 
Impedimentos e Suspeição do Juiz: 
• Impedimentos incluem atuação anterior, relação com partes ou parentes, herança, doação, emprego, 
entre outros. 
• Suspeição ocorre por amizade, inimizade, relações de crédito ou interesse no julgamento. 
• Relações com partes ou advogados, parentes até terceiro grau, ou interesse direto podem gerar 
impedimento ou suspeição. 
Forma e Sigilo dos Atos Processuais 
• Atos podem ser realizados de forma não específica, desde que atendam à finalidade. 
• Processos podem tramitar em segredo por interesse público, assuntos de família, direito à intimidade 
ou arbitragem. 
• Partes e procuradores têm acesso restrito em processos sigilosos. 
• Calendários podem ser definidos para atos, com alterações justificadas e sem necessidade de 
intimação prévia. 
• Atos podem ocorrer na sede do juízo ou em outro local por interesse da justiça ou obstáculos 
justificados. 
Prazos e Contagem dos Atos Processuais 
Prazos devem ser cumpridos em dias úteis, entre 6h e 20h, com regras específicas para contagem e 
suspensão. 
• Prazo de 48 horas para intimações e publicações, e 5 dias para atos pela parte na ausência de 
previsão. 
• Contagem excluindo o dia do início e incluindo o de vencimento. 
• Prazos em dobro para litisconsortes com diferentes procuradores, cessando com defesa de apenas 
um réu. 
• Suspensão de prazos entre 20 de dezembro e 20 de janeiro, exceto para atos essenciais ou urgentes. 
• Iniciados antes das 20h podem ser concluídos após esse horário se o adiamento prejudicar a 
diligência ou causar grave dano. 
• Citações, intimações e penhoras podem ocorrer durante as férias forenses, feriados ou fora do horário 
estabelecido, sem necessidade de autorização judicial, respeitando a inviolabilidade domiciliar. 
• Atos processuais realizados por meio de petições em autos não eletrônicos devem ser protocolados 
dentro do horário de funcionamento do fórum ou tribunal, conforme a lei local de organização 
judiciária. 
Nulidades 
• Se uma parte do processo causa um erro ou não segue uma forma prescrita por lei, ela não pode 
depois pedir que o ato seja declarado nulo com base nesse erro. 
• Se um ato processual foi feito de forma diferente da prescrita pela lei, mas atingiu a finalidade que se 
esperava, o juiz pode considerá-lo válido. 
• Se uma parte deseja alegar que um ato é nulo, ela deve fazê-lo na primeira oportunidade que tiver para 
falar nos autos, se não o fizer, perde essa oportunidade (preclusão). 
Tutela Provisória: refere-se a uma medida judicial destinada a assegurar temporariamente direitos ou 
situações jurídicas que precisam de proteção imediata, antes da decisão final do processo. 
Tutela podem ser: 
Tutela de Urgência: Caráter cautelar (para prevenir um dano): Ex: bloquear bens de um devedor para 
garantir o pagamento de uma dívida futura. 
Antecipada (para adiantar os efeitos do que se pretende com o processo): Ex: conceder um remédio 
caro a um paciente que precisa do tratamento imediato. 
Caráter antecedente: É requerida antes do processo principal. 
Caráter incidental: É requerida durante o andamento do processo principal. 
Nos casos em que a ação é de competência originária de um tribunal (quando o processo começa no 
tribunal) ou nos recursos, a tutela provisória deve ser solicitada ao órgão competente para julgar o 
mérito da questão.

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