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5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina Cipriano Coelho Curso de Psicologia Atuação do Psicólogo na Saúde Mental Princípios e práticas profissionais no SUS/RAPS 5º período - Psicologia Objetivos da Aula Aplicar princípios ético-políticos na prática clínica e territorial Operacionalizar acolhimento, clínica ampliada, PTS e apoio matricial Diferenciar papéis na AB, CAPS e demais pontos da RAPS Elaborar documentos psicológicos segundo CFP 06/2019 Conteúdo Programático 1 Princípios ético-políticos da atuação em saúde mental 2 CAPS: funcionamento, tipos e papel do psicólogo 3 Ferramentas práticas: acolhimento, PTS, matriciamento 4 Documentos psicológicos e responsabilidade profissional Aula complementar: Políticas Públicas de Saúde Mental no Brasil Página 1/27 5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia Objetivos da Aula: Atuação Prática do Psicólogo em Saúde Mental Competências e conhecimentos que os estudantes desenvolverão nesta aula Competências a Desenvolver 1 Aplicar princípios ético-políticos na prática clínica e territorial em saúde mental Integrar direitos humanos, dignidade e autonomia no cuidado ao usuário 2 Operacionalizar ferramentas técnicas: acolhimento, clínica ampliada, PTS e apoio matricial Dominar metodologias de cuidado integral e coordenado 3 Diferenciar papéis profissionais na AB, CAPS e demais pontos da RAPS Compreender fluxos e articulação entre serviços Meta: Capacitar para atuação prática no SUS com foco em integralidade e direitos Habilidades Específicas Elaboração de documentos psicológicos (CFP 06/2019) Gestão de casos e projetos terapêuticos Intervenção em situações de crise Trabalho interdisciplinar e em rede Prática: 85% Teoria: 15% Próximo: Princípios ético-políticos da atuação Página 3/27 5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia Princípios Ético-Políticos da Atuação em Saúde Mental Direitos humanos, dignidade, autonomia e responsabilidade profissional Princípios Fundamentais do Código de Ética Respeito à liberdade, dignidade e igualdade Respeito à decisão do usuário Confidencialidade profissional Eliminação de discriminação Base legal: Código de Ética Profissional do Psicólogo (Res. CFP 010/2005) e Lei 10.216/2001 Direitos do Usuário em Saúde Mental Acesso ao melhor tratamento Tratamento com humanidade Proteção contra abuso Sigilo das informações Livre acesso à comunicação Informações sobre doença Prioridade: 95% Desafios: 5% Direitos Humanos Autonomia Sigilo Combate à Violência Próximo: Psicologia, SUS e RAPS Página 4/27 5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia Psicologia, SUS e RAPS: Inserções e Atribuições Papel do psicólogo nos diferentes pontos de atenção da Rede de Atenção Psicossocial Pontos de Atenção do Psicólogo na RAPS ESF, NASF, equipes multiprofissionais I, II, III, CAPSi, AD III/IV SAMU, UPA, Hospital Geral Serviços residenciais terapêuticos Cobertura: 87% Desafios: 13% Atribuições Profissionais do Psicólogo Escuta qualificada: Cuidado longitudinal e atenção psicossocial PTS: Construção coletiva do projeto terapêutico Trabalho territorial: Atuação comunitária e intersetorial Educação permanente: Formação e capacitação contínua Integração: Psicólogo como articulador entre AB, CAPS e rede intersetorial Atenção Básica CAPS Urgência SRT/UA Próximo: Componentes da RAPS Página 5/27 5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia Componentes da RAPS - Visão Geral Sete pontos de atenção para cuidado integral em saúde mental Atenção Básica Primeira porta de entrada do SUS. Inclui UBS, ESF, NASF e equipes de saúde da família. Responsável pelo cuidado preventivo e atenção primária. UBS ESF NASF CAPS Centros de Atenção Psicossocial. Atendimento especializado para pessoas com transtornos mentais graves e necessidades decorrentes do uso de drogas. CAPS I/II/III CAPSi Urgência/Emergência Serviços de atenção imediata incluindo SAMU, UPA 24h e portas hospitalares de urgência para casos agudos. SAMU UPA Atenção Residencial Unidades de acolhimento e serviços de atenção em regime residencial para transição e reabilitação. UA SRT Atenção Hospitalar Hospital geral com leitos psiquiátricos e serviço hospitalar de referência para casos que necessitem internação. HG Leitos Desinstitucionalização Estratégias para superação do modelo manicomial e promoção da reinserção social dos usuários. SRT Reabilitação Reabilitação Psicossocial Conjunto de ações para promoção da autonomia, trabalho, renda e convivência social dos usuários em situação de vulnerabilidade. Cobertura: 87% Desafios: 23% Próximo: Atuação do psicólogo na saúde mental - princípios e práticas Página 6/27 5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia Atuação em CAPS (1): Tipos, Funcionamento e Equipe Centros de Atenção Psicossocial: modalidades, práticas e equipe multiprofissional Tipos de CAPS CAPS I Atendimento básico Até 15 atendimentos/dia, 8h/dia CAPS II Atendimento intensivo Até 30 atendimentos/dia, 12h/dia CAPS III Internação breve 24h, 5-10 leitos, alta complexidade CAPSi Infanto-juvenil Especializado para crianças/adolescentes CAPS AD III Álcool/drogas 12h/dia, atenção a usuários de drogas CAPS AD IV 24h 24h, acolhimento noturno Práticas Centrais Acolhimento: Escuta qualificada PTS: Projeto terapêutico singular Grupos: Terapêuticos e oficinas Crise: Manejo de situações agudas Equipe Multiprofissional Psiquiatra Psicólogo Enfermeiro Assistente Social Nutricionista Terapeuta Ocupacional Porta aberta: Atendimento sem necessidade de encaminhamento prévio Cobertura: 87% Demanda: Alta Próximo: Atuação em CAPS (2) - Papel do psicólogo Página 7/27 5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia Atuação em CAPS (Parte 2): Papel do Psicólogo Práticas específicas segundo as Referências Técnicas CREPOP Acolhimento e Clínica Ampliada 1 Acolhimento qualificado - Recepção e escuta ativa Primeiro contato com usuário, identificação de demandas 2 Clínica ampliada - Abordagem integral Foco no sujeito em seu contexto social e familiar 3 Projeto Terapêutico Singular - PTS Construção coletiva com equipe e usuário Atividades Grupais Grupos terapêuticos Psicoeducação Oficinas criativas Grupos familiares Matriciamento e Rede 1 Apoio matricial - Suporte às equipes Interconsulta e discussão de casos 2 Parcerias com SUAS, educação, justiça 3 CFP 06/2019 - Laudos, relatórios, pareceres Defesa de Direitos Compromisso ético-político: Garantir direitos dos usuários, combater violências e promover autonomia Prática: 90% Teoria: 10% Articulação intersetorial Registros e documentos Próximo: Atenção Básica e trabalho em rede Página 8/27 5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia Psicólogo na Atenção Básica: Ações e Competências Atuação integrada na ESF, NASF e equipes multiprofissionais de saúde Ações do Psicólogo na Atenção Básica Apoio Matricial Às equipes de ESF e NASF Consulta Compartilhada Intervenções breves Grupos Ansiedade, depressão, parentalidade Visitas Domiciliares Cuidado no território Cobertura: 85% Desafios: 15% Competências Profissionais Acolhimento: Classificação de risco e escuta qualificada Encaminhamento responsável: Para CAPS/urgência quando necessário Educação em saúde: Redução de estigma e promoção mental Registros qualificados: Linha de cuidado documentada Integração: Psicólogo como articulador entre AB e rede de atenção psicossocial Próximo: Trabalho em rede e fluxos Página 9/27 5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia Trabalho em Rede: Fluxos e Coordenação do Cuidado Articulação entre AB, CAPS, UPA/SAMU/HG e rede intersetorial Atenção Básica ESF - Equipes de Saúde da Família NASF - Núcleo de Apoio Consultório na RuaApoio Matricial CAPS Centro de Atenção Psicossocial CAPS AD III/IV Atendimento 24h Fluxo de Articulação da RAPS AB Atenção Básica CAPS Atenção Especializada UPA/SAMU Urgência/Emergência AB → CAPS Encaminhamento CAPS → AB Contrarreferência CAPS UPA Articulação Urgência/Emergência SAMU 192 UPA 24h Hospital Geral Pronto Atendimento Rede Intersetorial CRAS/CREAS Educação Justiça Próximo: Acolhimento e Clínica Ampliada Página 10/27 5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia Acolhimento: Escuta e Responsabilização Priorizando risco/vulnerabilidade e construindo vínculo terapêutico Conceito de Acolhimento Não é triagem excludente: Prioriza risco e vulnerabilidade, não exclui usuários com base em critérios restritivos Escuta qualificada: Tecnologia leve que valoriza o relato do usuário e sua experiência de sofrimento Responsabilização: Geração de vínculo e compromisso com o cuidado em liberdade Princípio: O acolhimento é a porta de entrada para a RAPS, garantindo acessibilidade e cuidado integral Fluxo do Acolhimento Acesso Porta aberta Escuta Qualificada Intervenção Breve PTS Projeto Terapêutico Singular Grupos Atividades coletivas O acolhimento é fundamental para a construção do vínculo terapêutico Página 11/27 5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia Clínica Ampliada: Abordagem Integral em Saúde Mental Superação do modelo biomédico para cuidado centrado no sujeito e suas redes Sujeito Integral (Biopsicossocial-cultural) Dimensão biológica: Aspectos neurobiológicos, genética, fisiologia Dimensão psicológica: Emoções, cognições, comportamentos Dimensão social: Relações familiares, trabalho, comunidade Dimensão cultural: Valores, crenças, identidade Princípio: O sujeito não é apenas o "paciente" com sintomas, mas uma pessoa em seu contexto de vida Articulação Clínica-Psicossocial Acolhimento Escuta qualificada e vínculo terapêutico Grupos Práticas coletivas e psicoeducação Território Trabalho comunitário e intersetorial Rede Articulação entre serviços Projeto de Vida e Redes de Apoio Reabilitação Psicossocial Foco na autonomia, participação social e qualidade de vida, não apenas na "cura" dos sintomas Redes de Apoio Fortalecimento de vínculos familiares, comunitários e sociais para suporte ao tratamento Prática: Avaliação do impacto das condições sociais (moradia, trabalho, renda) na saúde mental Redução de Danos Princípio: Foco na vida e no vínculo, não exige abstinência prévia Estratégia: Manejo de risco e prevenção de danos associados ao uso Página 12/27 5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia Projeto Terapêutico Singular (PTS) Construção coletiva, etapas de implementação e reavaliação periódica Conceito do PTS O Projeto Terapêutico Singular (PTS) é um plano de cuidado individualizado, construído coletivamente pela equipe multiprofissional, usuário e família. Articula ações de saúde mental considerando a singularidade do sujeito, sua rede social e o contexto territorial. Participação Usuário, família e equipe Territorialidade Contexto social e comunitário Temporalidade Acompanhamento contínuo Reavaliação Ajustes periódicos Princípio: O PTS deve ser revisado a cada 30 dias ou conforme necessidade clínica Etapas de Construção do PTS 1 Diagnóstico Compartilhado Avaliação multidimensional com participação do usuário e família 2 Definição de Objetivos Metas terapêuticas claras, mensuráveis e realizáveis 3 Plano de Ações Intervenções específicas com responsáveis definidos 4 Prazos e Indicadores Tempo para execução e critérios de avaliação 5 Reavaliação Periódica Análise de resultados e ajustes no plano Próximo: PTS na prática - exemplo aplicado Página 13/27 5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia PTS na Prática: Exemplo Aplicado Caso clínico de mulher de 45 anos com episódio depressivo, sobrecarga de cuidado e uso prejudicial de álcool Dados do Caso Maria S., 45 anos Episódio depressivo, sobrecarga de cuidado com filho autista, uso prejudicial de álcool (4-5 doses/dia), insônia e isolamento social Acolhimento Escuta qualificada, avaliação de risco Visita Domiciliar Conhecer contexto familiar Grupo Psicoeducativo Ansiedade e depressão Avaliação Médica Avaliação psiquiátrica Status: Risco moderado Prioridade Alta Plano Terapêutico (30/90 dias) Objetivo 1 Reduzir uso de álcool para 2 doses/dia em 30 dias Objetivo 2 Melhorar qualidade do sono (6-7h/noite) Objetivo 3 Reintegração social e atividades Objetivo 4 Fortalecer rede de apoio familiar Indicadores Adesão ao tratamento, melhora funcional Reavaliação 30 e 90 dias com ajustes Próximo: Apoio Matricial Página 14/27 5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia Apoio Matricial: Suporte Técnico-Pedagógico Diferenciando encaminhar de compartilhar cuidado na Rede de Atenção Psicossocial Conceito de Apoio Matricial Dispositivo de Suporte Técnico-Pedagógico O apoio matricial é uma estratégia de suporte técnico-pedagógico às equipes de saúde, que visa qualificar o cuidado através da discussão de casos, interconsulta e atendimentos conjuntos, diferenciando-se do simples encaminhamento. Discussão de Casos Análise conjunta Interconsulta Troca de saberes Atendimento Conjunto Trabalho em equipe Educação Permanente Capacitação contínua Encaminhar vs. Compartilhar Cuidado Aspecto Encaminhar Compartilhar Responsabilidade Transfere ao outro serviço Assume junto com a equipe Vínculo Interrompe com o usuário Mantém e fortalece Resolutividade Depende do outro serviço Trabalho em conjunto Ferramentas do Apoio Matricial Planejamento Conjunto Definição de metas Acompanhamento Monitoramento regular Documentação Registros compartilhados Cuidado Integral Abordagem holística Resultados Esperados Qualificação do Cuidado Melhora na resolutividade dos atendimentos Fortalecimento do vínculo terapêutico Redução de encaminhamentos desnecessários Capacitação das equipes de saúde Página 15/27 5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia Atividades Grupais em Saúde Mental Objetivos, formatos, benefícios e cuidados na condução de grupos terapêuticos Tipos de Atividades Grupais Grupos de psicoterapia para tratamento Informação e educação em saúde Atividades expressivas e criativas Espaços de socialização e apoio Apoio aos familiares dos usuários Grupos de apoio para usuários de drogas Importante: As atividades grupais devem ser conduzidas por profissionais capacitados e supervisionados Benefícios das Atividades Grupais Fortalecimento de vínculos Promoção da autonomia Desenvolvimento de habilidades sociais Cuidados Necessários Contrato terapêutico Manejo de crises Avaliação de processo Terapêuticos Psicoeducativos Oficinas Convivência Familiares Redução de Danos Próximo: Atenção à Crise Página 16/27 5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia Atenção à Crise: Princípios e Práticas Menor intervenção possível, cuidado em liberdade e manejo de situações agudas Princípios Fundamentais Menor Intervenção Evitar hospitalização, priorizar cuidado em liberdade Cuidado em Liberdade Respeito à autonomia e direitos do usuário Sigilo Profissional Confidencialidade nas informações Análise Crítica Relações de poder no contexto Prioridade: 95% Desafios: 5% Base legal: Lei 10.216/2001 - Internação involuntária somente mediante laudo médico circunstanciado Protocolo de Atendimento à Crise Avaliação de Risco Identificar sinais de risco e necessidade de intervenção Plano de Segurança Construir rede de apoio e recursos disponíveis Acolhimento CAPS CAPS III/AD III/IV para observação noturna Internação Breve Hospital geral quando indicada por laudo Contato emergência Registrar ocorrência Equipe de apoio Página 17/27 5º PERÍODOPsicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia Trabalho com Família e Território Inclusão da família no cuidado e mapeamento de redes comunitárias Inclusão da Família no Cuidado PTS com Família: Inclusão ativa no Projeto Terapêutico Singular Construção coletiva com usuário, família e equipe Visitas Domiciliares: Atuação no território familiar Mediação de conflitos e orientação Educação em Saúde: Cuidado do cuidador Orientações sobre manejo de sintomas Apoio Emocional: Grupos de familiares Espaços de escuta e acolhimento Objetivo: Fortalecer vínculos familiares e redes de apoio Trabalho Territorial e Comunitário Mapeamento de Redes Identificação de recursos comunitários e apoio social Fluxos para Violência Articulação com CRAS/CREAS/Delegacia Estratégias Culturais Práticas culturalmente sensíveis Abordagem Antirracista Combate ao racismo institucional Cobertura: 92% Desafios: 8% Página 18/27 5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia Intersetorialidade e Projetos no Território Articulação entre setores para cuidado integral em saúde mental Parcerias-Chave para Saúde Mental SUAS CRAS/CREAS Educação Escolas/Universidades Trabalho Emprego/Renda Justiça Judiciário Cultura Arte/Esportes Comunidade ONGs/Movimentos Objetivo: Criar rede de apoio integrada para usuários de serviços de saúde mental Monitoramento e Indicadores Participação em conselhos e conferências Ativo Pactos intersetoriais formalizados Em andamento Indicadores de qualidade do cuidado 90% Cobertura: 95% Acesso: 88% Resolutividade: 75% Nova parceria Relatório Próximo: Redução de Danos Página 19/27 5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia Redução de Danos: Princípios e Práticas Estratégias para cuidado em saúde mental sem exigir abstinência prévia Princípios Fundamentais da RD Dignidade Respeito à pessoa independentemente do uso de drogas Autonomia Foco na capacidade de decisão do usuário Pragmatismo Ações baseadas em resultados concretos Direitos Garantia de acesso a cuidados de saúde Foco na Vida e Vínculo Pessoas em uso: Prioridade para cuidado, não para abstinência Vínculo terapêutico: Construção de relação de confiança Abordagem de rua: Acesso a pessoas em situação de vulnerabilidade Ferramentas da Redução de Danos Pactos de uso: Acordos sobre consumo responsável Manejo de fissura: Estratégias para lidar com desejos Kits de redução: Material para uso mais seguro Educação em saúde: Informação sobre riscos e cuidados Princípio-chave: Evitar internação compulsória como primeira resposta. Priorizar cuidado em liberdade e atenção psicossocial. Página 20/27 5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia Documentos Psicológicos (CFP 06/2019) - Parte 1 Tipos, características e fundamentos técnicos para elaboração de documentos psicológicos Tipos de Documentos Psicológicos CFP 06/2019 Declaração Comunicação simples de informações Atestado Comprovação de atendimento Relatório Psicológico Análise detalhada do caso Laudo Psicológico Avaliação técnica formal Parecer Opinião técnica especializada Relatório Multiprof. Documento integrado Base: Avaliação psicológica sistemática com dados fidedignos que validam a construção do pensamento psicológico Características Essenciais Linguagem impessoal: Escrita na terceira pessoa, forma impessoal, com coerência e ordenação de ideias Clara e objetiva: Informações fundamentais, dados fidedignos, finalidade explícita Sigilo profissional: Resguardar informações conforme Código de Ética Autonomia técnica: Responsabilidade ética, civil e criminal pelas informações Fundamentos Técnicos Base em avaliação psicológica sistemática Métodos e técnicas reconhecidos cientificamente Autonomia técnica com responsabilidade Próximo: Estrutura e cuidados na elaboração Página 21/27 5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia Documentos Psicológicos - Estrutura e Cuidados Orientações técnicas e éticas para elaboração de documentos psicológicos Estrutura Obrigatória Identificação Dados pessoais do usuário e profissional Demanda Motivo do atendimento e queixa principal Procedimentos Técnicas e métodos utilizados Análise Interpretação dos dados coletados Conclusões Síntese e avaliação final Encaminhamentos Recomendações e próximos passos Importante: Toda lauda deve ser numerada e rubricada da primeira até a penúltima Cuidados Essenciais Sigilo Manter confidencialidade das informações Assinatura Assinar na última página do documento Consentimento Obter autorização para documentos Guarda Prontuário em local seguro Verificar identidade Rubricar documento Exportar PDF Página 22/27 5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia Limites, Desafios e Cuidado com a Equipe Sobrecarga, precarização e estratégias de enfrentamento na atuação em saúde mental Principais Desafios na Prática Profissional Sobrecarga de trabalho: Altas demandas, filas de espera e número insuficiente de profissionais Desabastecimento: Falta de medicamentos básicos e recursos materiais nos serviços Desigualdades regionais: Concentração de recursos em áreas urbanas e grandes centros Judicialização: Pressão legal para internações compulsórias e decisões judiciais Violência e estigma: Atitudes discriminatórias e práticas violentas contra usuários Alta demanda: 85% Recursos: 65% Equipe: 45% Estratégias de Enfrentamento e Autocuidado Ações recomendadas: Supervisão clínica Apoio institucional Educação permanente Espaços de escuta Saúde do trabalhador: Espaços de acolhimento para a equipe, rodas de conversa e apoio psicológico Cuidado com a equipe: Prevenção do burnout, gestão de conflitos e bem- estar profissional Próximo: Atividade 1 - Estudo de caso Página 23/27 5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia Atividade 1: Estudo de Caso para Discussão em Grupos Jovem de 19 anos com uso de cannabis, insônia, ideação autorreferida sem plano, conflitos familiares e evasão escolar Dados do Caso João P., 19 anos Uso de cannabis (3x/semana), insônia, ideação suicida sem plano, conflitos familiares intensos, evasão escolar há 2 meses, isolamento social Risco: Moderado-Alto Prioridade Alta Avaliar Risco Suicida, uso de drogas, família Definir Fluxos CAPS, AB, urgência? Propor PTS 30/90 dias, metas Plano de Crise RD, articulação Contexto: Jovem em situação de vulnerabilidade, necessita de avaliação multidimensional e intervenção intersetorial Tarefas para Grupos 1. Avaliação de Risco Identificar risco suicida, uso de drogas, violência 2. Fluxo de Cuidado Definir caminho: AB, CAPS, urgência? 3. Intervenções Iniciais Acolhimento, escuta, apoio psicológico 4. PTS (30/90 dias) Metas, indicadores, reavaliação Plano de crise e redução de danos Articulação intersetorial (escola, CRAS) Documentos necessários (atestado, relatório) Próximo: Atividade 2 - Perguntas para Debate Página 24/27 5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia Perguntas para Debate Dilemas éticos e práticos na atuação em saúde mental Internação Involuntária Quando a internação involuntária é eticamente defensável? Quais critérios devem ser considerados para determinar a necessidade de hospitalização compulsória? Autonomia Direitos Lei 10.216 Sigilo vs. Participação Familiar Como equilibrar o sigilo profissional com a necessidade de participação da família no Projeto Terapêutico Singular? Sigilo Família Ética Judicialização O que fazer diante da judicialização que contraria o PTS ou a vontade do usuário? Como lidar com pressões externas? Justiça Direitos Conflitos CAPS vs. Atenção Básica Onde devem ser cuidados os casos leves/moderados de transtornos mentais? Qual a divisão de responsabilidades? RAPS AB Fluxos Temas Adicionais para DiscussãoFinanciamento Comunidades terapêuticas Redução de Danos Abordagem pragmática Formação Capacitação profissional Próximo: Síntese Final Página 25/27 5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia Síntese Final: Mensagens-Chave Princípios e práticas fundamentais para a atuação profissional em saúde mental Cuidado em Liberdade Territorialidade Cuidado centrado no usuário e em seu contexto social Desinstitucionalização Priorizar atenção extra-hospitalar Participação Social Inclusão de usuários e familiares Princípio: O cuidado deve ser oferecido em ambiente terapêutico pelos meios menos invasivos possíveis Ferramentas Essenciais Acolhimento Escuta qualificada PTS Projeto Terapêutico Grupos Atividades coletivas Matriciamento Apoio às equipes Prática: Documentação conforme CFP 06/2019 Defesa da Reforma SUS como Direito Universalização do acesso Redução de Danos Abordagem pragmática Intersetorialidade Articulação com outras políticas Compromisso: Defesa da Reforma Psiquiátrica Próximo: Referências Bibliográficas Página 26/27 5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia Referências Bibliográficas Fontes utilizadas na elaboração desta apresentação (formato ABNT) Legislação Federal BRASIL. Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001. Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. 2001. Portarias do Ministério da Saúde BRASIL. Portaria nº 3.088, de 23 de dezembro de 2011. Institui a Rede de Atenção Psicossocial para pessoas com sofrimento ou transtorno mental. 2011. BRASIL. Portaria nº 3.588, de 21 de dezembro de 2017. Altera normas da RAPS, instituindo CAPS AD IV. 2017. Normas do Conselho Federal de Psicologia CFP. Código de Ética Profissional do Psicólogo. Resolução CFP nº 010/2005. 2005. CFP. Resolução CFP nº 06/2019: Orientações sobre elaboração de documentos psicológicos. 2019. Referências Técnicas CREPOP CFP/CREPOP. Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) no CAPS. Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas. 2022. CFP/CREPOP. Referências Técnicas para Atuação na Atenção Básica à Saúde. CFP. 2020. Livros e Publicações AMARANTE, P.Saúde Mental e Atenção Psicossocial. 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz. 2021. Artigos Científicos Recentes SAMPAIO, M.L.; BISPO JR., J.P.Towards comprehensive mental health care: experiences and challenges of psychosocial care in Brazil. BMC Public Health. 2021. MERCEDES, B.P.C. et al.Profile of individuals served and presumed coverage of Psychosocial Care Centers (CAPS) in Brazil. PLOS ONE. 2024. RODRIGUES, M.A.Equitable Access to Mental Health Services in Brazil. European Psychiatry. 2025. ALMEIDA, J.M.C.Mental health policy in Brazil: what's at stake in the changes currently under way. Cad. Saúde Pública. 2019. Total de referências: 12 fontes principais Página 27/27 Número do slide 1 Número do slide 2 Número do slide 3 Número do slide 4 Número do slide 5 Número do slide 6 Número do slide 7 Número do slide 8 Número do slide 9 Número do slide 10 Número do slide 11 Número do slide 12 Número do slide 13 Número do slide 14 Número do slide 15 Número do slide 16 Número do slide 17 Número do slide 18 Número do slide 19 Número do slide 20 Número do slide 21 Número do slide 22 Número do slide 23 Número do slide 24 Número do slide 25 Número do slide 26