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5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina Cipriano Coelho
Curso de Psicologia
Atuação do Psicólogo na Saúde Mental 
Princípios e práticas profissionais no SUS/RAPS
5º período - Psicologia
Objetivos da Aula 
Aplicar princípios ético-políticos na prática clínica e territorial
Operacionalizar acolhimento, clínica ampliada, PTS e apoio matricial
Diferenciar papéis na AB, CAPS e demais pontos da RAPS
Elaborar documentos psicológicos segundo CFP 06/2019
Conteúdo Programático 
1 Princípios ético-políticos da atuação em saúde mental
2 CAPS: funcionamento, tipos e papel do psicólogo
3 Ferramentas práticas: acolhimento, PTS, matriciamento
4 Documentos psicológicos e responsabilidade profissional
Aula complementar: Políticas Públicas de Saúde Mental no Brasil Página 1/27
5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia
Objetivos da Aula: Atuação Prática do Psicólogo em Saúde Mental 
Competências e conhecimentos que os estudantes desenvolverão nesta aula
Competências a Desenvolver 
1 Aplicar princípios ético-políticos na prática clínica e territorial em 
saúde mental 
Integrar direitos humanos, dignidade e autonomia no cuidado ao usuário
2 Operacionalizar ferramentas técnicas: acolhimento, clínica 
ampliada, PTS e apoio matricial 
Dominar metodologias de cuidado integral e coordenado
3 Diferenciar papéis profissionais na AB, CAPS e demais pontos da 
RAPS 
Compreender fluxos e articulação entre serviços
Meta: Capacitar para atuação prática no SUS com foco em integralidade e direitos 
Habilidades Específicas 
Elaboração de documentos 
psicológicos (CFP 06/2019)
Gestão de casos e projetos 
terapêuticos
Intervenção em situações de crise Trabalho interdisciplinar e em rede
Prática: 85% Teoria: 15%
Próximo: Princípios ético-políticos da atuação Página 3/27
5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia
Princípios Ético-Políticos da Atuação em Saúde Mental 
Direitos humanos, dignidade, autonomia e responsabilidade profissional
Princípios Fundamentais do Código de Ética 
Respeito à liberdade, dignidade e 
igualdade
Respeito à decisão do usuário
Confidencialidade profissional Eliminação de discriminação
Base legal: Código de Ética Profissional do Psicólogo (Res. CFP 010/2005) e Lei 10.216/2001 
Direitos do Usuário em Saúde Mental 
Acesso ao melhor 
tratamento
Tratamento com 
humanidade Proteção contra abuso
Sigilo das informações Livre acesso à 
comunicação
Informações sobre 
doença
Prioridade: 95% Desafios: 5%
Direitos Humanos Autonomia
Sigilo Combate à Violência
Próximo: Psicologia, SUS e RAPS Página 4/27
5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia
Psicologia, SUS e RAPS: Inserções e Atribuições 
Papel do psicólogo nos diferentes pontos de atenção da Rede de Atenção Psicossocial
Pontos de Atenção do Psicólogo na RAPS 
ESF, NASF, equipes 
multiprofissionais
I, II, III, CAPSi, AD III/IV
SAMU, UPA, Hospital Geral Serviços residenciais terapêuticos
Cobertura: 87% Desafios: 13%
Atribuições Profissionais do Psicólogo 
Escuta qualificada: Cuidado longitudinal e atenção psicossocial 
PTS: Construção coletiva do projeto terapêutico 
Trabalho territorial: Atuação comunitária e intersetorial 
Educação permanente: Formação e capacitação contínua 
Integração: Psicólogo como articulador entre AB, CAPS e rede intersetorial 
Atenção Básica CAPS
Urgência SRT/UA
Próximo: Componentes da RAPS Página 5/27
5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia
Componentes da RAPS - Visão Geral 
Sete pontos de atenção para cuidado integral em saúde mental
Atenção Básica
Primeira porta de entrada do SUS. Inclui 
UBS, ESF, NASF e equipes de saúde da 
família. Responsável pelo cuidado 
preventivo e atenção primária.
UBS ESF NASF
CAPS
Centros de Atenção Psicossocial. 
Atendimento especializado para pessoas 
com transtornos mentais graves e 
necessidades decorrentes do uso de 
drogas.
CAPS I/II/III CAPSi
Urgência/Emergência
Serviços de atenção imediata incluindo 
SAMU, UPA 24h e portas hospitalares de 
urgência para casos agudos.
SAMU UPA
Atenção Residencial
Unidades de acolhimento e serviços de 
atenção em regime residencial para 
transição e reabilitação.
UA SRT
Atenção Hospitalar
Hospital geral com leitos psiquiátricos e 
serviço hospitalar de referência para 
casos que necessitem internação.
HG Leitos
Desinstitucionalização
Estratégias para superação do modelo 
manicomial e promoção da reinserção 
social dos usuários.
SRT Reabilitação
Reabilitação Psicossocial
Conjunto de ações para promoção da autonomia, trabalho, renda e convivência social dos 
usuários em situação de vulnerabilidade.
Cobertura: 87% Desafios: 23%
Próximo: Atuação do psicólogo na saúde mental - princípios e práticas Página 6/27
5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia
Atuação em CAPS (1): Tipos, Funcionamento e Equipe 
Centros de Atenção Psicossocial: modalidades, práticas e equipe multiprofissional
Tipos de CAPS 
CAPS I Atendimento básico 
Até 15 atendimentos/dia, 8h/dia
CAPS II Atendimento intensivo 
Até 30 atendimentos/dia, 12h/dia
CAPS III Internação breve 
24h, 5-10 leitos, alta complexidade
CAPSi Infanto-juvenil 
Especializado para crianças/adolescentes
CAPS AD III Álcool/drogas 
12h/dia, atenção a usuários de drogas
CAPS AD IV 24h 
24h, acolhimento noturno
Práticas Centrais 
Acolhimento: Escuta qualificada PTS: Projeto terapêutico singular 
Grupos: Terapêuticos e oficinas Crise: Manejo de situações agudas 
Equipe Multiprofissional 
Psiquiatra Psicólogo Enfermeiro
Assistente Social Nutricionista Terapeuta Ocupacional
Porta aberta: Atendimento sem necessidade de encaminhamento prévio 
Cobertura: 87% Demanda: Alta
Próximo: Atuação em CAPS (2) - Papel do psicólogo Página 7/27
5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia
Atuação em CAPS (Parte 2): Papel do Psicólogo 
Práticas específicas segundo as Referências Técnicas CREPOP
Acolhimento e Clínica Ampliada 
1 Acolhimento qualificado - Recepção e escuta ativa
Primeiro contato com usuário, identificação de demandas
2 Clínica ampliada - Abordagem integral
Foco no sujeito em seu contexto social e familiar
3 Projeto Terapêutico Singular - PTS
Construção coletiva com equipe e usuário
Atividades Grupais 
Grupos terapêuticos Psicoeducação
Oficinas criativas Grupos familiares
Matriciamento e Rede 
1 Apoio matricial - Suporte às equipes
Interconsulta e discussão de casos
2
Parcerias com SUAS, educação, justiça
3
CFP 06/2019 - Laudos, relatórios, pareceres
Defesa de Direitos 
Compromisso ético-político: Garantir direitos dos usuários, combater violências e promover 
autonomia 
Prática: 90% Teoria: 10%
Articulação intersetorial
Registros e documentos
Próximo: Atenção Básica e trabalho em rede Página 8/27
5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia
Psicólogo na Atenção Básica: Ações e Competências 
Atuação integrada na ESF, NASF e equipes multiprofissionais de saúde
Ações do Psicólogo na Atenção Básica 
Apoio Matricial
Às equipes de ESF e NASF
Consulta Compartilhada
Intervenções breves
Grupos
Ansiedade, depressão, parentalidade
Visitas Domiciliares
Cuidado no território
Cobertura: 85% Desafios: 15%
Competências Profissionais 
Acolhimento: Classificação de risco e escuta qualificada 
Encaminhamento responsável: Para CAPS/urgência quando necessário 
Educação em saúde: Redução de estigma e promoção mental 
Registros qualificados: Linha de cuidado documentada 
Integração: Psicólogo como articulador entre AB e rede de atenção psicossocial 
Próximo: Trabalho em rede e fluxos Página 9/27
5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia
Trabalho em Rede: Fluxos e Coordenação do Cuidado 
Articulação entre AB, CAPS, UPA/SAMU/HG e rede intersetorial
Atenção Básica
ESF - Equipes de Saúde da Família
NASF - Núcleo de Apoio
Consultório na RuaApoio Matricial
CAPS
Centro de Atenção Psicossocial
CAPS AD III/IV
Atendimento 24h
Fluxo de Articulação da RAPS 
AB
Atenção Básica
CAPS
Atenção Especializada
UPA/SAMU
Urgência/Emergência
AB → CAPS
Encaminhamento
CAPS → AB
Contrarreferência
CAPS UPA
Articulação
Urgência/Emergência
SAMU 192
UPA 24h
Hospital Geral
Pronto Atendimento
Rede Intersetorial
CRAS/CREAS
Educação
Justiça
Próximo: Acolhimento e Clínica Ampliada Página 10/27
5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia
Acolhimento: Escuta e Responsabilização 
Priorizando risco/vulnerabilidade e construindo vínculo terapêutico
Conceito de Acolhimento 
Não é triagem excludente: Prioriza risco e vulnerabilidade, não exclui 
usuários com base em critérios restritivos 
Escuta qualificada: Tecnologia leve que valoriza o relato do usuário e sua 
experiência de sofrimento 
Responsabilização: Geração de vínculo e compromisso com o cuidado em 
liberdade 
Princípio: O acolhimento é a porta de entrada para a RAPS, garantindo acessibilidade e 
cuidado integral 
Fluxo do Acolhimento 
Acesso
Porta aberta
Escuta
Qualificada
Intervenção
Breve
PTS 
Projeto Terapêutico Singular
Grupos 
Atividades coletivas
O acolhimento é fundamental para a construção do vínculo terapêutico Página 11/27
5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia
Clínica Ampliada: Abordagem Integral em Saúde Mental 
Superação do modelo biomédico para cuidado centrado no sujeito e suas redes
Sujeito Integral (Biopsicossocial-cultural) 
Dimensão biológica: Aspectos neurobiológicos, genética, fisiologia 
Dimensão psicológica: Emoções, cognições, comportamentos 
Dimensão social: Relações familiares, trabalho, comunidade 
Dimensão cultural: Valores, crenças, identidade 
Princípio: O sujeito não é apenas o "paciente" com sintomas, mas uma pessoa em seu 
contexto de vida 
Articulação Clínica-Psicossocial 
Acolhimento 
Escuta qualificada e vínculo terapêutico
Grupos 
Práticas coletivas e psicoeducação
Território 
Trabalho comunitário e intersetorial
Rede 
Articulação entre serviços
Projeto de Vida e Redes de Apoio 
Reabilitação Psicossocial 
Foco na autonomia, participação social e qualidade de vida, não apenas na "cura" dos 
sintomas
Redes de Apoio 
Fortalecimento de vínculos familiares, comunitários e sociais para suporte ao tratamento
Prática: Avaliação do impacto das condições sociais (moradia, trabalho, renda) na saúde 
mental 
Redução de Danos 
Princípio: Foco na vida e no vínculo, não exige abstinência prévia 
Estratégia: Manejo de risco e prevenção de danos associados ao uso 
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5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia
Projeto Terapêutico Singular (PTS) 
Construção coletiva, etapas de implementação e reavaliação periódica
Conceito do PTS 
O Projeto Terapêutico Singular (PTS) é um plano de cuidado individualizado, construído 
coletivamente pela equipe multiprofissional, usuário e família. Articula ações de saúde mental 
considerando a singularidade do sujeito, sua rede social e o contexto territorial. 
Participação
Usuário, família e equipe
Territorialidade
Contexto social e comunitário
Temporalidade
Acompanhamento contínuo
Reavaliação
Ajustes periódicos
Princípio: O PTS deve ser revisado a cada 30 dias ou conforme necessidade clínica 
Etapas de Construção do PTS 
1 Diagnóstico Compartilhado
Avaliação multidimensional com participação do usuário e família
2 Definição de Objetivos
Metas terapêuticas claras, mensuráveis e realizáveis
3 Plano de Ações
Intervenções específicas com responsáveis definidos
4 Prazos e Indicadores
Tempo para execução e critérios de avaliação
5 Reavaliação Periódica
Análise de resultados e ajustes no plano
Próximo: PTS na prática - exemplo aplicado Página 13/27
5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia
PTS na Prática: Exemplo Aplicado 
Caso clínico de mulher de 45 anos com episódio depressivo, sobrecarga de cuidado e uso prejudicial de álcool
Dados do Caso 
Maria S., 45 anos
Episódio depressivo, sobrecarga de cuidado com filho autista, uso prejudicial de 
álcool (4-5 doses/dia), insônia e isolamento social
Acolhimento
Escuta qualificada, avaliação de risco
Visita Domiciliar
Conhecer contexto familiar
Grupo Psicoeducativo
Ansiedade e depressão
Avaliação Médica
Avaliação psiquiátrica
Status: Risco moderado Prioridade Alta
Plano Terapêutico (30/90 dias) 
Objetivo 1
Reduzir uso de álcool para 2 doses/dia em 30 dias
Objetivo 2
Melhorar qualidade do sono (6-7h/noite)
Objetivo 3
Reintegração social e atividades
Objetivo 4
Fortalecer rede de apoio familiar
Indicadores
Adesão ao tratamento, melhora funcional
Reavaliação
30 e 90 dias com ajustes
Próximo: Apoio Matricial Página 14/27
5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia
Apoio Matricial: Suporte Técnico-Pedagógico 
Diferenciando encaminhar de compartilhar cuidado na Rede de Atenção Psicossocial
Conceito de Apoio Matricial
Dispositivo de Suporte Técnico-Pedagógico 
O apoio matricial é uma estratégia de suporte técnico-pedagógico às equipes de 
saúde, que visa qualificar o cuidado através da discussão de casos, interconsulta
e atendimentos conjuntos, diferenciando-se do simples encaminhamento. 
Discussão de Casos
Análise conjunta
Interconsulta
Troca de saberes
Atendimento Conjunto
Trabalho em equipe
Educação Permanente
Capacitação contínua
Encaminhar vs. Compartilhar Cuidado
Aspecto Encaminhar Compartilhar
Responsabilidade Transfere ao outro 
serviço
Assume junto com a 
equipe
Vínculo Interrompe com o 
usuário Mantém e fortalece
Resolutividade Depende do outro 
serviço Trabalho em conjunto
Ferramentas do Apoio Matricial
Planejamento Conjunto
Definição de metas
Acompanhamento
Monitoramento regular
Documentação
Registros compartilhados
Cuidado Integral
Abordagem holística
Resultados Esperados
Qualificação do Cuidado 
Melhora na resolutividade dos atendimentos
Fortalecimento do vínculo terapêutico
Redução de encaminhamentos desnecessários
Capacitação das equipes de saúde
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5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia
Atividades Grupais em Saúde Mental 
Objetivos, formatos, benefícios e cuidados na condução de grupos terapêuticos
Tipos de Atividades Grupais 
Grupos de psicoterapia para 
tratamento Informação e educação em saúde
Atividades expressivas e criativas Espaços de socialização e apoio
Apoio aos familiares dos usuários Grupos de apoio para usuários de 
drogas
Importante: As atividades grupais devem ser conduzidas por profissionais capacitados e 
supervisionados 
Benefícios das Atividades Grupais 
Fortalecimento de 
vínculos
Promoção da 
autonomia
Desenvolvimento de 
habilidades sociais
Cuidados Necessários 
Contrato terapêutico Manejo de crises Avaliação de processo
Terapêuticos Psicoeducativos
Oficinas Convivência
Familiares Redução de Danos
Próximo: Atenção à Crise Página 16/27
5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia
Atenção à Crise: Princípios e Práticas 
Menor intervenção possível, cuidado em liberdade e manejo de situações agudas
Princípios Fundamentais 
Menor Intervenção
Evitar hospitalização, priorizar 
cuidado em liberdade
Cuidado em Liberdade
Respeito à autonomia e direitos do 
usuário
Sigilo Profissional
Confidencialidade nas informações
Análise Crítica
Relações de poder no contexto
Prioridade: 95% Desafios: 5%
Base legal: Lei 10.216/2001 - Internação involuntária somente mediante laudo médico 
circunstanciado 
Protocolo de Atendimento à Crise 
Avaliação de Risco 
Identificar sinais de risco e necessidade de 
intervenção
Plano de Segurança 
Construir rede de apoio e recursos 
disponíveis
Acolhimento CAPS 
CAPS III/AD III/IV para observação noturna
Internação Breve 
Hospital geral quando indicada por laudo
Contato emergência Registrar ocorrência Equipe de apoio
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5º PERÍODOPsicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia
Trabalho com Família e Território 
Inclusão da família no cuidado e mapeamento de redes comunitárias
Inclusão da Família no Cuidado 
PTS com Família: Inclusão ativa no Projeto Terapêutico Singular 
Construção coletiva com usuário, família e equipe
Visitas Domiciliares: Atuação no território familiar 
Mediação de conflitos e orientação
Educação em Saúde: Cuidado do cuidador 
Orientações sobre manejo de sintomas
Apoio Emocional: Grupos de familiares 
Espaços de escuta e acolhimento
Objetivo: Fortalecer vínculos familiares e redes de apoio 
Trabalho Territorial e Comunitário 
Mapeamento de Redes 
Identificação de recursos comunitários e 
apoio social
Fluxos para Violência 
Articulação com CRAS/CREAS/Delegacia
Estratégias Culturais 
Práticas culturalmente sensíveis
Abordagem Antirracista 
Combate ao racismo institucional
Cobertura: 92% Desafios: 8%
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5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia
Intersetorialidade e Projetos no Território 
Articulação entre setores para cuidado integral em saúde mental
Parcerias-Chave para Saúde Mental 
SUAS
CRAS/CREAS
Educação
Escolas/Universidades
Trabalho
Emprego/Renda
Justiça
Judiciário
Cultura
Arte/Esportes
Comunidade
ONGs/Movimentos
Objetivo: Criar rede de apoio integrada para usuários de serviços de saúde mental 
Monitoramento e Indicadores 
Participação em conselhos e conferências Ativo
Pactos intersetoriais formalizados Em andamento
Indicadores de qualidade do cuidado 90%
Cobertura: 95% Acesso: 88% Resolutividade: 75%
Nova parceria Relatório
Próximo: Redução de Danos Página 19/27
5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia
Redução de Danos: Princípios e Práticas 
Estratégias para cuidado em saúde mental sem exigir abstinência prévia
Princípios Fundamentais da RD 
Dignidade
Respeito à pessoa 
independentemente do uso de 
drogas
Autonomia
Foco na capacidade de decisão do 
usuário
Pragmatismo
Ações baseadas em resultados 
concretos
Direitos
Garantia de acesso a cuidados de 
saúde
Foco na Vida e Vínculo 
Pessoas em uso: Prioridade para cuidado, não para abstinência 
Vínculo terapêutico: Construção de relação de confiança 
Abordagem de rua: Acesso a pessoas em situação de vulnerabilidade 
Ferramentas da Redução de Danos 
Pactos de uso: Acordos sobre 
consumo responsável 
Manejo de fissura: Estratégias para 
lidar com desejos 
Kits de redução: Material para uso 
mais seguro 
Educação em saúde: Informação 
sobre riscos e cuidados 
Princípio-chave: Evitar internação compulsória como primeira resposta. Priorizar 
cuidado em liberdade e atenção psicossocial. 
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5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia
Documentos Psicológicos (CFP 06/2019) - Parte 1 
Tipos, características e fundamentos técnicos para elaboração de documentos psicológicos
Tipos de Documentos Psicológicos CFP 06/2019
Declaração
Comunicação simples de 
informações
Atestado
Comprovação de atendimento
Relatório Psicológico
Análise detalhada do caso
Laudo Psicológico
Avaliação técnica formal
Parecer
Opinião técnica especializada
Relatório Multiprof.
Documento integrado
Base: Avaliação psicológica sistemática com dados fidedignos que validam a construção 
do pensamento psicológico 
Características Essenciais 
Linguagem impessoal: Escrita na terceira pessoa, forma impessoal, com 
coerência e ordenação de ideias 
Clara e objetiva: Informações fundamentais, dados fidedignos, finalidade 
explícita 
Sigilo profissional: Resguardar informações conforme Código de Ética 
Autonomia técnica: Responsabilidade ética, civil e criminal pelas informações 
Fundamentos Técnicos 
Base em avaliação psicológica sistemática
Métodos e técnicas reconhecidos cientificamente
Autonomia técnica com responsabilidade
Próximo: Estrutura e cuidados na elaboração Página 21/27
5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia
Documentos Psicológicos - Estrutura e Cuidados 
Orientações técnicas e éticas para elaboração de documentos psicológicos
Estrutura Obrigatória 
Identificação
Dados pessoais do usuário e 
profissional
Demanda
Motivo do atendimento e queixa 
principal
Procedimentos
Técnicas e métodos utilizados
Análise
Interpretação dos dados coletados
Conclusões
Síntese e avaliação final
Encaminhamentos
Recomendações e próximos passos
Importante: Toda lauda deve ser numerada e rubricada da primeira até a penúltima 
Cuidados Essenciais 
Sigilo 
Manter confidencialidade das informações
Assinatura 
Assinar na última página do documento
Consentimento 
Obter autorização para documentos
Guarda 
Prontuário em local seguro
Verificar identidade Rubricar documento Exportar PDF
Página 22/27
5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia
Limites, Desafios e Cuidado com a Equipe 
Sobrecarga, precarização e estratégias de enfrentamento na atuação em saúde mental
Principais Desafios na Prática Profissional 
Sobrecarga de trabalho: Altas demandas, filas de espera e número 
insuficiente de profissionais 
Desabastecimento: Falta de medicamentos básicos e recursos 
materiais nos serviços 
Desigualdades regionais: Concentração de recursos em áreas 
urbanas e grandes centros 
Judicialização: Pressão legal para internações compulsórias e 
decisões judiciais 
Violência e estigma: Atitudes discriminatórias e práticas violentas 
contra usuários 
Alta demanda: 85% Recursos: 65% Equipe: 45%
Estratégias de Enfrentamento e Autocuidado 
Ações recomendadas: 
Supervisão clínica Apoio institucional
Educação permanente Espaços de escuta
Saúde do trabalhador: Espaços de acolhimento para a equipe, rodas de 
conversa e apoio psicológico 
Cuidado com a equipe: Prevenção do burnout, gestão de conflitos e bem-
estar profissional 
Próximo: Atividade 1 - Estudo de caso Página 23/27
5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia
Atividade 1: Estudo de Caso para Discussão em Grupos 
Jovem de 19 anos com uso de cannabis, insônia, ideação autorreferida sem plano, conflitos familiares e evasão escolar
Dados do Caso 
João P., 19 anos
Uso de cannabis (3x/semana), insônia, ideação suicida sem plano, conflitos 
familiares intensos, evasão escolar há 2 meses, isolamento social
Risco: Moderado-Alto Prioridade Alta
Avaliar Risco
Suicida, uso de drogas, família
Definir Fluxos
CAPS, AB, urgência?
Propor PTS
30/90 dias, metas
Plano de Crise
RD, articulação
Contexto: Jovem em situação de vulnerabilidade, necessita de avaliação multidimensional e 
intervenção intersetorial 
Tarefas para Grupos 
1. Avaliação de Risco
Identificar risco suicida, uso de drogas, violência
2. Fluxo de Cuidado
Definir caminho: AB, CAPS, urgência?
3. Intervenções Iniciais
Acolhimento, escuta, apoio psicológico
4. PTS (30/90 dias)
Metas, indicadores, reavaliação
Plano de crise e redução de danos
Articulação intersetorial (escola, CRAS)
Documentos necessários (atestado, relatório)
Próximo: Atividade 2 - Perguntas para Debate Página 24/27
5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia
Perguntas para Debate 
Dilemas éticos e práticos na atuação em saúde mental
Internação Involuntária
Quando a internação involuntária é eticamente defensável? Quais critérios devem 
ser considerados para determinar a necessidade de hospitalização compulsória?
Autonomia Direitos Lei 10.216
Sigilo vs. Participação Familiar
Como equilibrar o sigilo profissional com a necessidade de participação da família 
no Projeto Terapêutico Singular?
Sigilo Família Ética
Judicialização
O que fazer diante da judicialização que contraria o PTS ou a vontade do usuário? 
Como lidar com pressões externas?
Justiça Direitos Conflitos
CAPS vs. Atenção Básica
Onde devem ser cuidados os casos leves/moderados de transtornos mentais? Qual 
a divisão de responsabilidades?
RAPS AB Fluxos
Temas Adicionais para DiscussãoFinanciamento
Comunidades terapêuticas
Redução de Danos
Abordagem pragmática
Formação
Capacitação profissional
Próximo: Síntese Final Página 25/27
5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia
Síntese Final: Mensagens-Chave 
Princípios e práticas fundamentais para a atuação profissional em saúde mental
Cuidado em Liberdade
Territorialidade
Cuidado centrado no usuário e em seu contexto 
social
Desinstitucionalização
Priorizar atenção extra-hospitalar
Participação Social
Inclusão de usuários e familiares
Princípio: O cuidado deve ser oferecido em ambiente 
terapêutico pelos meios menos invasivos possíveis 
Ferramentas Essenciais
Acolhimento
Escuta qualificada
PTS
Projeto Terapêutico
Grupos
Atividades coletivas
Matriciamento
Apoio às equipes
Prática: Documentação conforme CFP 06/2019 
Defesa da Reforma
SUS como Direito
Universalização do acesso
Redução de Danos
Abordagem pragmática
Intersetorialidade
Articulação com outras políticas
Compromisso: Defesa da Reforma Psiquiátrica 
Próximo: Referências Bibliográficas Página 26/27
5º PERÍODO Psicologia da Saúde - Aula 2/2 Profª Marina - Curso de Psicologia
Referências Bibliográficas 
Fontes utilizadas na elaboração desta apresentação (formato ABNT)
Legislação Federal
BRASIL. Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001. Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de 
transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. 2001.
Portarias do Ministério da Saúde
BRASIL. Portaria nº 3.088, de 23 de dezembro de 2011. Institui a Rede de Atenção Psicossocial para pessoas 
com sofrimento ou transtorno mental. 2011.
BRASIL. Portaria nº 3.588, de 21 de dezembro de 2017. Altera normas da RAPS, instituindo CAPS AD IV. 2017.
Normas do Conselho Federal de Psicologia
CFP. Código de Ética Profissional do Psicólogo. Resolução CFP nº 010/2005. 2005.
CFP. Resolução CFP nº 06/2019: Orientações sobre elaboração de documentos psicológicos. 2019.
Referências Técnicas CREPOP
CFP/CREPOP. Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) no CAPS. Centro de Referência Técnica em 
Psicologia e Políticas Públicas. 2022.
CFP/CREPOP. Referências Técnicas para Atuação na Atenção Básica à Saúde. CFP. 2020.
Livros e Publicações
AMARANTE, P.Saúde Mental e Atenção Psicossocial. 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz. 2021.
Artigos Científicos Recentes
SAMPAIO, M.L.; BISPO JR., J.P.Towards comprehensive mental health care: experiences and challenges of 
psychosocial care in Brazil. BMC Public Health. 2021.
MERCEDES, B.P.C. et al.Profile of individuals served and presumed coverage of Psychosocial Care Centers (CAPS) 
in Brazil. PLOS ONE. 2024.
RODRIGUES, M.A.Equitable Access to Mental Health Services in Brazil. European Psychiatry. 2025.
ALMEIDA, J.M.C.Mental health policy in Brazil: what's at stake in the changes currently under way. Cad. Saúde 
Pública. 2019.
Total de referências: 12 fontes principais Página 27/27
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