Prévia do material em texto
Prof. Guilherme Pedrozo e Prof. Rafael Novais Revisão TurboRevisão Turbo Direito Tributário Prof. Guilherme Pedrozo | @prof.guilhermepedrozo Prof. Rafael Novais I @professornovais Preparamos este material inteiramente gratuito para que mais tributaristas conquistem a aprovação no 46º Exame de Ordem. Nesse material você encontra o levantamento de provas já cobradas em tributário 2ª fase e as teses mais cobradas nas questões, nosso conteúdo de revisão e dicas para a sua prova. Esperamos te ajudar nessa reta final na realização do seu sonho, que é também o nosso. Vamos juntos, grande abraço! Faaaaaaala galera; Tudo belezinha? Meus queridos e Minhas queridas... Revisão Turbo Prof. Guilherme Pedrozo e Prof. Rafael Novais 2ª FASE OAB | TRIBUTÁRIO | 46º EXAME SUMÁRIO Olá, aluno(a). Este material de apoio foi organizado com base nas aulas da Revisão Turbo do curso preparatório para a 2ª Fase OAB. Além disso, recomenda-se que o aluno assista as aulas acompanhado da legislação pertinente. Bons estudos, Equipe Ceisc. Atualizado em junho de 2026. Levantamento de provas.................................................................................................. Revisando com o Prof. Rafael Novais.............................................................................. Revisando com o Prof. Guilherme Pedrozo..................................................................... Dicas Finais da Equipe ........................................................................................................ 04 06 08 17 Exame Peça IV - VII - IX - X - XI - XIV - XIX - XXIX - 40º- 45º Mandado de Segurança X - XVI - XX RO - XXV - XXX - XXXII - 35º - 41º- 43º Apelação VIII - X - XII - XVII - XXVI - XXXIII - 38º Agravo de Instrumento IV - IX - X - XX POA - XXXI - XXXIV - 39º - 42° Ação Anulatória 2010.2 - 2010.3 - XX - XXII - XXVII Embargos à Execução Fiscal VI - X - XXI - XXIII - XXIV - 37º Ação de Repetição de Indébito XV - XVIII - 36º - 44º Exceção de Pré-Executividade XVIII Agravo Interno V Ação de Consignação em Pagamento XXVIII Recurso Ordinário em Mandado de Segurança 2ª Fase 46º Exame de Ordem Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário Levantamento de Provas Anteriores 04 *alguns exames aceitaram mais de um tipo de peça, como é o caso do X, nessa tabela você encontra todas elas, contudo, no número de provas mais cobradas (gráfico da folha seguinte) consideramos o padrão de contagem da FGV que não conta exames de reaproveitamento, nem o exame 2010.2 e nas provas que aceitaram mais de uma peça, apenas a principal. 2ª Fase 46º Exame de Ordem Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário 05 Gráfico das Peças mais cobradas 0 2 4 6 8 10 Mandado de Segurança Apelação Agravo de Instrumento Ação Anulatória Ação de Repetição de Indébito Embargos à Execução Fiscal Exceção de Pré-Executividade Agravo Interno Ação de Consignação em Pagamento Recurso Ordinário em Mandado de Segurança Temas mais cobrados nas questões Impostos em espécie Limitações ao poder de tributar (princípios) Obrigação e constituição do crédito tributário Competência tributária Taxas Limitação ao poder de tributar (imunidades) Tributo Extinção do crédito tributário Denúncia espontânea, garantias e privilégios do crédito tributário 2ª Fase 46º Exame de Ordem Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário 06 Conteúdo de Revisão - Prof. Rafael Novais Súmulas 1 O certificado de entidade beneficente de assistência social (CEBAS), no prazo de sua validade, possui natureza declaratória para fins tributários, retroagindo seus efeitos à data em que demonstrado o cumprimento dos requisitos estabelecidos por lei complementar para a fruição da imunidade. Súmula 612, STJ O locatário não possui legitimidade ativa para discutir a relação jurídico-tributária de IPTU e de taxas referentes ao imóvel alugado nem para repetir indébito desses tributos. A notificação do auto de infração faz cessar a contagem da decadência para a constituição do crédito tributário; exaurida a instância administrativa com o decurso do prazo para a impugnação ou com a notificação de seu julgamento definitivo e esgotado o prazo concedido pela Administração para o pagamento voluntário, inicia se o prazo prescricional para a cobrança judicial. O pedido administrativo de compensação ou de restituição não interrompe o prazo prescricional para a ação de repetição de indébito tributário de que trata o art. 168 do CTN nem o da execução de título judicial contra a Fazenda Pública. A incidência do IPTU sobre imóvel situado em área considerada pela lei local como urbanizável ou de expansão urbana não está condicionada à existência dos melhoramentos elencados no art. 32, § 1º, do CTN. Súmula 614, STJ Súmula 622, STJ Súmula 625, STJ Súmula 626, STJ Súmula 627, STJ O contribuinte faz jus à concessão ou à manutenção da isenção do imposto de renda, não se lhe exigindo a demonstração da contemporaneidade dos sintomas da doença nem da recidiva da enfermidade. 2ª Fase 46º Exame de Ordem Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário 07 O pedido de parcelamento fiscal, ainda que indeferido, interrompe o prazo prescricional, pois caracteriza confissão extrajudicial do débito. Súmula 653, STJ A tabela de preços máximos ao consumidor (PMC) publicada pela ABCFarma , adotada pelo Fisco para a fixação da base de cálculo do ICMS na sistemática da substituição tributária, não se aplica aos medicamentos destinados exclusivamente para uso de hospitais e clínicas. Súmula 654, STJ Súmula 649, STJ Não incide ICMS sobre o serviço de transporte interestadual de mercadorias destinadas ao exterior. REGRA 2ª Fase 46º Exame de Ordem Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário 08 Conteúdo de Revisão - Prof. Guilherme Pedrozo Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. Artigo 3º do CTN Prestação Pecuniária Compulsória Em moedaCujo valor nela possa se exprimir TRIBUTO Pagamento (obrigação de dar) EXCEÇÃO Mapa Mental Pagamento em dinheiro Bem imóvel: Artigo 156, inciso XI do CTN Artigo 4º da Lei 13.259/16 Bem móvel: ADI 2405 (respeitado o Artigo 37, XXXI da CF) Somente poderá ocorrer se tiver lei específica do ente competente autorizando esta forma de pagamento Não caberá prestação de serviços Conceito de Tributo1 2ª Fase 46º Exame de Ordem Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário 09 Ainda, sobre o conceito de tributo, o artigo 3º do CTN refere que nenhum tributo poderá ter caráter sancionatório, ou seja, ser forma de punição a qualquer pessoa. E os frutos da atividade ilícita? Os frutos oriundos da atividade ilícita poderão ser tributados, visto que na forma do artigo 118, I do Código Tributário Nacional abstrai-se a validade dos fatos jurídicos praticados pelo contribuinte. Logo, para o direito tributário, aplicamos o princípio da pecunia non olet, ou seja, o dinheiro não tem cheiro. Atendendo ao princípio máximo da legalidade estrita, na forma do artigo 150, I da Constituição Federal, nenhum tributo será pago, sem lei que o estabeleça. Bem como o administrador público deverá analisar objetivamente o que contido na norma para tributar o contribuinte, não podendo, assim, realizar nenhum ato discricionário para a cobrança do mesmo Inicialmente é importante recordarmos que tributo é um gênero e que deste gênero nós vamos ter cinco espécies tributárias. Imposto; Taxa; Contribuição de melhoria; Contribuição especial; Empréstimo compulsório. Tr ib ut o é O STF, depois de muita discussão, adotou a teoria quinária que diz que através da nossa CF/88 foram recepcionadas cinco espécies tributárias. Os entes federativos não possuem competência para criar todas espécies tributárias! Cada ente terá sua própria competência. A competência tributária possui quatrocaracterísticas: Mapa Mental Características Indelegável Facultativa Irrenunciável Inalterável Competência2 2ª Fase 46º Exame de Ordem Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário 10 Entes Impostos Taxas Contribuições de melhoria Contribuições especiais Empréstimos compulsórios União Artigo 153 da CF: II, IE, IR, IOF, ITR, IGF, IPI, IS Os impostos da União são de competência privativa Art. 154, inciso I da CF – novo imposto Art. 154, inciso II da CF – extraordinário guerra Art. 145, inciso II da CF Competência comum, todos entes poderão criar dentro de suas atribuições Art. 145, inciso III da CF Competência comum, todos entes poderão criar dentro de suas atribuições Via de regra a União – art. 149 da CF Cria contribuições sociais, CIDE’S, contribuições de categoria profissional Art. 149, §1º da CF Competência comum para contribuição previdenciária. Art. 148 da CF Competência privativa Estados Art. 155 da CF: ITCD, ICMS, IPVA Art. 156-A - IBS Art. 145, inciso II da CF Competência comum, todos entes poderão criar dentro de suas atribuições Art. 145, inciso III da CF Competência comum, todos entes poderão criar dentro de suas atribuições Art. 149, §1º da CF Competência comum para contribuição previdenciária. DF Art. 155 da CF: ITCD, ICMS, IPVA Art. 147 da CF: ITBI, ISS, IPTU Art. 156-A - IBS Art. 145, inciso II da CF Competência comum, todos entes poderão criar dentro de suas atribuições Art. 145, inciso III da CF Competência comum, todos entes poderão criar dentro de suas atribuições Art. 149, §1º da CF Competência comum para contribuição previdenciária. Art. 149- A da CF – CIP Competência privativa Municípios Art. 156 da CF: ITBI, ISS, IPTU Art. 156-A - IBS Art. 145, inciso II da CF Competência comum, todos entes poderão criar dentro de suas atribuições Art. 145, inciso III da CF Competência comum, todos entes poderão criar dentro de suas atribuições Art. 149, §1º da CF Competência comum para contribuição previdenciária. Art. 149- A da CF – CIP Competência privativa 2ª Fase 46º Exame de Ordem Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário 11 Limitações ao Poder de Tributar3 Para que o ente público, através dos seus poderes constituídos, exerça a sua competência tributária, será necessário balizar suas atividades nas limitações ao exercício do poder de tributar dispostos na Constituição Federal. Princípios Princípio da Legalidade Artigo 150, inciso I da CF Nenhum tributo poderá ser criado ou majorado sem lei que o estabeleça. Portanto, via de regra, somente o Poder Legislativo poderá criar ou majorar tributo, sempre mediante observação do devido processo legislativo. A Constituição Federal reservou ao Poder Executivo possibilidades de criação ou majoração de tributos, até como forma de controlar a economia e o mercado. Diante disso, podemos afirmar que houve mitigação ao princípio da legalidade. a) 1ª Exceção ao Princípio da Legalidade: poderá o Poder Executivo da União, mediante decreto, portaria ou resolução, alterar as alíquotas dos impostos II, IE, IOF e IPI. b) 2ª Exceção ao Princípio da Legalidade: poderá o Poder Executivo, igualmente, por meio de decreto ou convênio, reduzir ou restabelecer as alíquotas de CIDE e ICMS Combustível. Porém cuidado, não esqueça: aqui não se trata de majoração, mas tão somente redução ou retorno das alíquotas anteriores. c) 3ª Exceção ao Princípio da Legalidade: poderá o Poder Executivo, também através de decreto ou portaria, atualizar base de cálculo de tributo. Mas aqui é importante ressaltar: trata-se de mera atualização, recomposição da base, jamais podendo representar onerosidade ao contribuinte. d) 4ª Exceção ao Princípio da Legalidade: poderá, igualmente, o Poder Executivo Federal, mediante Medida Provisória, criar ou majorar qualquer espécie tributária. Entretanto, para que assim o faça terá de atender a dois requisitos: que o tributo possa ser criado por lei ordinária e que seja convertido em lei no mesmo ano de sua edição. e) 5ª Exceção ao Princípio da Legalidade: poderá, por fim, o Poder Executivo alterar o prazo para pagamento de tributo por meio de decreto ou portaria. 2ª Fase 46º Exame de Ordem Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário 12 Princípio da Isonomia Artigo 150, inciso II da CF Todos terão tratamento igualitário perante a norma tributária, carecendo somente de um trato desigual aqueles que se apresentam em uma situação de desigualdade. Princípio da Anterioridade Artigo 150, inciso III da CF Tal princípio irá limitar a possibilidade e atividade dos entes competentes de cobrarem os tributos por eles respectivamente realizados. O princípio da anterioridade, com razão precípua da necessidade de evitar a surpresa aos contribuintes, é entendido conforme texto constitucional pela anterioridade do exercício e a anterioridade nonagesimal. Na forma do artigo 150, III, B, da Constituição Federal, todo tributo criado ou majorado somente poderá ser exigido no primeiro dia do exercício seguinte. E para evitar esta surpresa, houve uma alteração no texto constitucional, vindo a criar o princípio da anterioridade nonagesimal. Assim, na forma do artigo 150, III, C, da Constituição Federal, todo tributo criado ou majorado, somente poderá ser exigido após 90 (noventa) dias da publicação, justamente para evitar as surpresas acima citadas. Via de regra, todos os tributos criados ou majorados deverão aguardar as duas anterioridades (requisitos cumulativos). Logo, conforme positivado no parágrafo supra indicado, assim compreendeu o constituinte: - Terão exigência imediata, ou seja, mesmo que majorados ou criados poderão ser exigidos tão logo publicados: Imposto de Importação, Imposto de Exportação, Imposto sobre Operações Financeiras, Empréstimo Compulsório de Guerra Externa ou sua Iminência, Empréstimo Compulsório de Calamidade e Imposto Extraordinário de Guerra. - Outrossim, terão exigência respeitando apenas a anterioridade nonagesimal, ou seja 90 dias após a sua publicação, sendo, portanto, possível a sua exigência no mesmo ano de sua publicação: Imposto sobre Produtos Industrializados, Contribuições Sociais e CIDE/ICMS Combustíveis. 2ª Fase 46º Exame de Ordem Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário 13 Norma legal que altera o prazo de recolhimento de obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade. Súmula Vinculante nº 50 do STF Princípio da Irretroatividade Artigo 150, inciso III, A da CF A norma tributária não poderá retroagir, ou seja, não poderá atingir fatos geradores que ocorreram antes de sua vigência. Sendo assim, aplica-se a lei vigente, alíquota e base de cálculo que estiverem em vigor quando da ocorrência do fato gerador. Logo, conclui-se: a norma tributária, via de regra, não poderá retroagir justamente para preservar o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a proporcionar para todos uma segurança jurídica. Entretanto, o Código Tributário Nacional nos apresenta 3 exceções a este princípio: a) 1ª Exceção ao Princípio da Irretroatividade: a norma nova que tenha caráter interpretativo da norma antiga, que venha solucionar pontos obscuros, portanto, da norma antiga, desde que não cause penalidade ao contribuinte, poderá retroagir. Assim, a lei nova de caráter interpretativo poderá retroagir, desde que não cause onerosidade ao contribuinte. b) 2ª Exceção ao Princípio da Irretroatividade: a norma nova que venha deixar de tratar ato como infração (extinguir multa) ou reduzir a infração (reduzir o percentual da multa), poderá retroagir para fatos geradores já ocorridos, desde que exista ato pendente de julgamento (seja judicial ou administrativo). Vale ressaltar: trata-se de retroatividade mais benéfica somente e tão exclusivamente no campo das infrações (jamais no tocante as alíquotas ou base de cálculo). c) 3ª Exceção ao Princípio da Irretroatividade: por fim, poderá retroagir norma nova que venha instituir ou estabelecer novos critérios de fiscalização e/ouproporcionar ao crédito tributário nova classificação. Princípio do Não Confisco Artigo 150, inciso IV da CF Nenhum ente público poderá estabelecer ou exigir tributo com caráter confiscatório, ou seja, que impeça o uso adequado da propriedade ou não possibilite o livre exercício da atividade privada. 2ª Fase 46º Exame de Ordem Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário 14 Cabe ressaltar que o STF passou a aplicar o presente dispositivo para as multas, ou seja, nenhuma multa (penalidade) poderá ser exigida com o caráter confiscatório, como, por exemplo, multa moratória (por atraso no pagamento) não poderá ter percentual superior a 20% (vinte por cento). Princípio da Liberdade de Tráfego Artigo 150, inciso V da CF Nenhum tributo poderá impedir o livre exercício do direito de ir e vir, salvo a própria mitigação exposta no inciso mencionado no que tange à cobrança de pedágios. Princípio da Uniformidade Geográfica Artigo 151, inciso I e II da CF Tal princípio tem força coercitiva diretamente para a União. Assim, o presente ente federativo, em razão do texto constitucional, não poderá tratar os demais entes federativos e seus contribuintes de forma desigual. A União também não poderá conceder tratamento diferenciado para seus servidores, bem como as obrigações de dívidas públicas Princípio da Isenção Heterônoma Artigo 151, inciso III da CF A União não poderá intrometer-se no que tange a benefícios fiscais nos tributos que não são de sua competência. Algumas mitigações compreendidas na realidade como imunidades por estarem expressas na Constituição Federal, poderemos visualizar: a) 1ª Exceção: Imunidade de ISSQN para serviços destinados ao Exterior. b) 2ª Exceção: Imunidade de ICMS para Mercadorias e Serviços para o Exterior. c) 3ª Exceção: segundo o STF os Tratados ou Convenções Internacionais, uma vez ratificados pelo Presidente da República, este agindo como Chefe de Estado, poderá isentar tributos estaduais e municipais, observando o que disposto no artigo 98 do CTN. 2ª Fase 46º Exame de Ordem Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário 15 Imunidade é a dispensa constitucional de pagar tributo, ou seja, tratam-se de formas de dispensas constitucionais para que o contribuinte não realize o pagamento do crédito tributário. Ademais, vale ressaltar que apresentam-se dois tipos de imunidades: as específicas e as genéricas. As imunidades específicas são todas aquelas dispostas no texto constitucional, que dizem respeito a determinado caso concreto. Outrossim, também apresentam-se na Carta Magna as imunidades genéricas, dispostas todas no artigo 150, VI, da Constituição Federal e apresentam dispensa constitucional apenas no que tange aos impostos. Imunidades Art. 150, VI, A, CF – Imunidade Recíproca: os entes públicos não poderão cobrar impostos entre si sobre o patrimônio, renda e serviços. Sobre a presente espécie de imunidade genérica vale ressaltar que elas são extensivas às autarquias e fundações públicas, na forma do artigo 150, §§2º e 3º da Constituição Federal. Art. 150, VI, B, CF – Imunidade Templos de Qualquer Culto: a presente imunidade, tão criticada contemporaneamente, visa proteger a liberdade religiosa. Art. 150, VI, C, CF – Imunidade Subjetiva: a presente imunidade contempla algumas pessoas, ou seja, observando igualmente o artigo 150, §4º do CTN, os partidos políticos e suas fundações, sindicato dos trabalhadores, instituições de educação e de assistência social sem fins lucrativos, terão direito a não pagar impostos sobre seus patrimônios, rendas e serviços, desde que observado o cumprimento da norma e a finalidade essencial. Observados requisitos do artigo 14 do CTN. Art. 150, VI, D e E, CF – Imunidade Objetiva: por fim, a presente imunidade diz respeito a espécie de imunidade genérica no tocante a alguns objetos. Portanto, os livros, periódicos, jornais e papéis destinados a sua impressão, bem como CD´S e DVD´s confeccionados por artistas ou intérpretes brasileiros não pagarão impostos. Sã o es pé ci es d e im un id ad es g en ér ic as : 2ª Fase 46º Exame de Ordem Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário 16 O término do prazo para a homologação, sem que esta tenha sido expressamente realizada, não apenas configura homologação tácita, mas também decadência do direito de constituir o crédito relativo a qualquer diferença. Aqui, no lançamento por homologação, a regra é: único caso em que o prazo decadencial é contado exatamente da data da ocorrência do fato gerador. Mas atenção aos casos de lançamento por homologação onde não houver lançamento ou ele for realizado com dolo, fraude ou simulação, o prazo decadencial passará para a regra geral (art. 173, I, do CTN, ou seja, 1º dia do exercício subsequente. 2ª Fase 46º Exame de Ordem Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário 17 Além do nosso conteúdo de direito tributário, temos que lembrar das regras do edital para nossa prova de 2ª fase. Pensando nisso, compilamos aqui algumas regras que você NÃO PODE esquecer! Você terá até 5 horas para realizar a sua prova O horário de prova é das 13h às 18h, no horário oficial de Brasília/DF. Lembrando que o examinando deverá estar na sala de realização da prova às 12h30. Esse é o horário que a banca se refere como "fechada dos portões, mas, na realidade é do prédio de realização da prova. Caderno de rascunho Caderno definitivo O caderno de textos definitivos da prova prático-profissional não poderá ser assinado, rubricado e/ou conter qualquer palavra e/ou marca que o identifique em outro local que não o apropriado (capa do caderno), sob pena de ser anulado. Assim, a detecção de qualquer marca identificadora no espaço destinado à transcrição dos textos definitivos acarretará a anulação da prova prático-profissional e a eliminação do examinando. ES SE S SE R Ã O O S C A D ER N O S Q U E V O C Ê R EC EB ER Á E M P R O V A Dicas Finais da Equipe Ceisc O que eu devo levar para a prova? 2ª Fase 46º Exame de Ordem Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário 18 Caneta transparente PRETA ou AZUL Vade Mecum não comentado + Livro de Precedentes Lanche em embalagem transparente Documento original com foto Os documentos deverão estar em perfeitas condições, de forma a permitir, com clareza, a identificação do examinando. Caso o examinando esteja impossibilitado de apresentar, no dia da realização das provas, documento de identidade original, por motivo de perda, roubo ou furto, deverá ser apresentado documento (original ou cópia autenticada, ao que se equipara a impressão do registro feito por formulário eletrônico) que ateste o registro da ocorrência em órgão policial, expedido há, no máximo, trinta dias, ocasião em que será submetido à identificação especial. Não serão aceitos como documentos: certidões de nascimento, CPF, títulos eleitorais, carteiras de motorista (modelo sem foto), carteiras de estudante, carteira de identidade infantil, carteiras funcionais sem valor de identidade nem documentos ilegíveis, não identificáveis e/ou danificados. Cuidados para o dia da prova Evite levar eletrônicos para a prova e usar relógios de pulso Não utilize óculos escuros e/ou qualquer item de chapelaria Evite levar lápis e/ou lapiseira, borracha e/ou corretivo de qualquer espécie Quem tiver cabelo longo deve ir com ele preso para a prova, com as orelhas aparecendo Quando do ingresso na sala de aplicação de provas, os examinandos deverão recolher todos os equipamentos eletrônicos e/ou materiais não permitidos, inclusive carteira com documentos e valores em dinheiro, em envelope de segurança não reutilizável, fornecido pelo fiscal. Direito Tributário Revisão Turbo Faaaaaaala galera; Tudo belezinha? Mandado de Segurança 2ª Fase 46º Exame de Ordem Impostos em espécie 2ª Fase 46º Exame de Ordem Limitações ao Poder de Tributar 2ª Fase 46º Exame de Ordem O que eu devo levar para a prova?