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Revisão turbo ceisc - Tributario I

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Prof. Guilherme Pedrozo e Prof. Rafael Novais
Revisão TurboRevisão Turbo
Direito Tributário
Prof. Guilherme Pedrozo | @prof.guilhermepedrozo
Prof. Rafael Novais I @professornovais
Preparamos este material inteiramente gratuito para
que mais tributaristas conquistem a aprovação no 46º
Exame de Ordem.
Nesse material você encontra o levantamento de
provas já cobradas em tributário 2ª fase e as teses
mais cobradas nas questões, nosso conteúdo de
revisão e dicas para a sua prova.
Esperamos te ajudar nessa reta final na realização do
seu sonho, que é também o nosso. 
Vamos juntos, grande abraço!
Faaaaaaala galera; Tudo belezinha?
Meus queridos e Minhas queridas...
Revisão Turbo
Prof. Guilherme Pedrozo e Prof. Rafael Novais
2ª FASE OAB | TRIBUTÁRIO | 46º EXAME
SUMÁRIO
Olá, aluno(a). Este material de apoio foi organizado com base nas aulas da Revisão Turbo do curso
preparatório para a 2ª Fase OAB. Além disso, recomenda-se que o aluno assista as aulas
acompanhado da legislação pertinente.
Bons estudos, Equipe Ceisc.
Atualizado em junho de 2026.
Levantamento de provas..................................................................................................
Revisando com o Prof. Rafael Novais..............................................................................
Revisando com o Prof. Guilherme Pedrozo.....................................................................
Dicas Finais da Equipe ........................................................................................................
04
06
08
 17
Exame Peça
IV - VII - IX - X - XI - XIV - XIX - XXIX - 40º-
45º Mandado de Segurança
X - XVI - XX RO - XXV - XXX - XXXII - 35º
- 41º- 43º Apelação
VIII - X - XII - XVII - XXVI - XXXIII - 38º Agravo de Instrumento
IV - IX - X - XX POA - XXXI - XXXIV - 39º -
42° Ação Anulatória
2010.2 - 2010.3 - XX - XXII - XXVII Embargos à Execução Fiscal
VI - X - XXI - XXIII - XXIV - 37º Ação de Repetição de Indébito
XV - XVIII - 36º - 44º Exceção de Pré-Executividade
XVIII Agravo Interno
V Ação de Consignação em Pagamento
XXVIII
Recurso Ordinário em Mandado de
Segurança
2ª Fase 46º Exame de Ordem
Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário
Levantamento de Provas Anteriores
04
*alguns exames aceitaram mais de um tipo de peça, como é o caso do X, nessa tabela você encontra
todas elas, contudo, no número de provas mais cobradas (gráfico da folha seguinte) consideramos o
padrão de contagem da FGV que não conta exames de reaproveitamento, nem o exame 2010.2 e nas
provas que aceitaram mais de uma peça, apenas a principal.
2ª Fase 46º Exame de Ordem
Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário
05
Gráfico das Peças mais cobradas
0 2 4 6 8 10
Mandado de Segurança
Apelação
Agravo de Instrumento
Ação Anulatória
Ação de Repetição de Indébito
Embargos à Execução Fiscal
Exceção de Pré-Executividade
Agravo Interno
Ação de Consignação em Pagamento
Recurso Ordinário em Mandado de Segurança
Temas mais cobrados nas questões
Impostos em espécie
Limitações ao poder de tributar (princípios)
Obrigação e constituição do crédito tributário
Competência tributária
Taxas
Limitação ao poder de tributar (imunidades)
Tributo
Extinção do crédito tributário
Denúncia espontânea, garantias e privilégios do crédito tributário
2ª Fase 46º Exame de Ordem
Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário
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Conteúdo de Revisão - Prof. Rafael Novais
Súmulas 1
 O certificado de entidade beneficente de assistência social (CEBAS), no prazo de sua validade,
possui natureza declaratória para fins tributários, retroagindo seus efeitos à data em que 
demonstrado o cumprimento dos requisitos estabelecidos por lei complementar para a fruição
da imunidade. 
Súmula 612, STJ
 O locatário não possui legitimidade ativa para discutir a relação jurídico-tributária de IPTU e de
taxas referentes ao imóvel alugado nem para repetir indébito desses tributos.
 A notificação do auto de infração faz cessar a contagem da decadência para a constituição do
crédito tributário; exaurida a instância administrativa com o decurso do prazo para a 
impugnação ou com a notificação de seu julgamento definitivo e esgotado o prazo concedido
pela Administração para o pagamento voluntário, inicia se o prazo prescricional para a cobrança
judicial. 
 O pedido administrativo de compensação ou de restituição não interrompe o prazo 
prescricional para a ação de repetição de indébito tributário de que trata o art. 168 do CTN nem
o da execução de título judicial contra a Fazenda Pública. 
 A incidência do IPTU sobre imóvel situado em área considerada pela lei local como urbanizável
ou de expansão urbana não está condicionada à existência dos melhoramentos elencados no
art. 32, § 1º, do CTN. 
Súmula 614, STJ
Súmula 622, STJ
Súmula 625, STJ
Súmula 626, STJ
Súmula 627, STJ
 O contribuinte faz jus à concessão ou à manutenção da isenção do imposto de renda, não se
lhe exigindo a demonstração da contemporaneidade dos sintomas da doença nem da recidiva
da enfermidade. 
2ª Fase 46º Exame de Ordem
Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário
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 O pedido de parcelamento fiscal, ainda que indeferido, interrompe o prazo prescricional, pois
caracteriza confissão extrajudicial do débito. 
Súmula 653, STJ
 A tabela de preços máximos ao consumidor (PMC) publicada pela ABCFarma , adotada pelo
Fisco para a fixação da base de cálculo do ICMS na sistemática da substituição tributária, não se
aplica aos medicamentos destinados exclusivamente para uso de hospitais e clínicas. 
Súmula 654, STJ
Súmula 649, STJ
 Não incide ICMS sobre o serviço de transporte interestadual de mercadorias destinadas ao
exterior. 
REGRA
2ª Fase 46º Exame de Ordem
Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário
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Conteúdo de Revisão - Prof. Guilherme Pedrozo
Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa
exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante
atividade administrativa plenamente vinculada.
Artigo 3º do CTN
Prestação Pecuniária Compulsória
Em moedaCujo valor nela possa se exprimir 
TRIBUTO
Pagamento
(obrigação de dar)
EXCEÇÃO
Mapa Mental
Pagamento em dinheiro
Bem imóvel: 
Artigo 156, inciso XI do CTN
Artigo 4º da Lei 13.259/16
Bem móvel: 
ADI 2405 
(respeitado o Artigo 37, XXXI da CF)
Somente poderá ocorrer se tiver lei
específica do ente competente
autorizando esta forma de pagamento
Não caberá
prestação de serviços
Conceito de Tributo1
2ª Fase 46º Exame de Ordem
Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário
09
 Ainda, sobre o conceito de tributo, o artigo 3º do CTN refere que nenhum tributo poderá ter
caráter sancionatório, ou seja, ser forma de punição a qualquer pessoa. 
E os frutos da atividade ilícita? 
Os frutos oriundos da atividade ilícita poderão ser tributados, visto que na forma do
artigo 118, I do Código Tributário Nacional abstrai-se a validade dos fatos jurídicos
praticados pelo contribuinte. Logo, para o direito tributário, aplicamos o princípio da
pecunia non olet, ou seja, o dinheiro não tem cheiro. 
 Atendendo ao princípio máximo da legalidade estrita, na forma do artigo 150, I da Constituição
Federal, nenhum tributo será pago, sem lei que o estabeleça. Bem como o administrador
público deverá analisar objetivamente o que contido na norma para tributar o contribuinte, não
podendo, assim, realizar nenhum ato discricionário para a cobrança do mesmo
 Inicialmente é importante recordarmos que tributo é um gênero e que deste gênero nós
vamos ter cinco espécies tributárias. 
Imposto;
Taxa;
Contribuição de melhoria;
Contribuição especial;
Empréstimo compulsório. Tr
ib
ut
o 
é O STF, depois de muita discussão, adotou
a teoria quinária que diz que através da
nossa CF/88 foram recepcionadas cinco
espécies tributárias. 
Os entes federativos não possuem competência para criar todas espécies tributárias! Cada ente
terá sua própria competência. A competência tributária possui quatrocaracterísticas: 
Mapa Mental
Características
Indelegável
Facultativa
Irrenunciável
Inalterável
Competência2
2ª Fase 46º Exame de Ordem
Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário
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Entes Impostos Taxas
Contribuições
de melhoria
Contribuições
especiais
Empréstimos
compulsórios
União
Artigo 153 da
CF: II, IE, IR, IOF,
ITR, IGF, IPI, IS
Os impostos da
União são de
competência
privativa
Art. 154, inciso I
da CF – novo
imposto 
Art. 154, inciso II
da CF –
extraordinário
guerra 
Art. 145, inciso
II da CF
 
Competência
comum, todos
entes poderão
criar dentro de
suas
atribuições
Art. 145, inciso III da
CF 
Competência
comum, todos entes
poderão criar
dentro de suas
atribuições
Via de regra a União –
art. 149 da CF 
Cria contribuições
sociais, CIDE’S,
contribuições de
categoria profissional 
Art. 149, §1º da CF 
Competência comum
para contribuição
previdenciária. 
Art. 148 da CF
Competência
privativa 
Estados
Art. 155 da CF:
ITCD, ICMS,
IPVA
Art. 156-A - IBS
Art. 145, inciso
II da CF 
Competência
comum, todos
entes poderão
criar dentro de
suas
atribuições
Art. 145, inciso III da
CF 
Competência
comum, todos entes
poderão criar
dentro de suas
atribuições
Art. 149, §1º da CF 
Competência comum
para contribuição
previdenciária.
DF
Art. 155 da CF:
ITCD, ICMS,
IPVA
Art. 147 da CF:
ITBI, ISS, IPTU
Art. 156-A - IBS
Art. 145, inciso
II da CF 
Competência
comum, todos
entes poderão
criar dentro de
suas
atribuições
Art. 145, inciso III da
CF 
Competência
comum, todos entes
poderão criar
dentro de suas
atribuições
Art. 149, §1º da CF 
Competência comum
para contribuição
previdenciária.
Art. 149- A da CF –
CIP 
Competência
privativa 
Municípios
Art. 156 da CF:
ITBI, ISS, IPTU
Art. 156-A - IBS
Art. 145, inciso
II da CF 
Competência
comum, todos
entes poderão
criar dentro de
suas
atribuições
Art. 145, inciso III da
CF 
Competência
comum, todos entes
poderão criar
dentro de suas
atribuições
Art. 149, §1º da CF 
Competência comum
para contribuição
previdenciária.
Art. 149- A da CF –
CIP 
Competência
privativa 
2ª Fase 46º Exame de Ordem
Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário
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Limitações ao Poder de Tributar3
 Para que o ente público, através dos seus poderes constituídos, exerça a sua competência
tributária, será necessário balizar suas atividades nas limitações ao exercício do poder de tributar
dispostos na Constituição Federal.
Princípios
Princípio da Legalidade
Artigo 150, inciso I da CF
 Nenhum tributo poderá ser criado ou majorado sem lei que o estabeleça. Portanto, via
de regra, somente o Poder Legislativo poderá criar ou majorar tributo, sempre
mediante observação do devido processo legislativo. 
 A Constituição Federal reservou ao Poder Executivo possibilidades de criação ou majoração de
tributos, até como forma de controlar a economia e o mercado. Diante disso, podemos afirmar
que houve mitigação ao princípio da legalidade.
a) 1ª Exceção ao Princípio da Legalidade: poderá o Poder Executivo da União, mediante decreto,
portaria ou resolução, alterar as alíquotas dos impostos II, IE, IOF e IPI. 
b) 2ª Exceção ao Princípio da Legalidade: poderá o Poder Executivo, igualmente, por meio de
decreto ou convênio, reduzir ou restabelecer as alíquotas de CIDE e ICMS Combustível. Porém
cuidado, não esqueça: aqui não se trata de majoração, mas tão somente redução ou retorno das
alíquotas anteriores. 
c) 3ª Exceção ao Princípio da Legalidade: poderá o Poder Executivo, também através de decreto
ou portaria, atualizar base de cálculo de tributo. Mas aqui é importante ressaltar: trata-se de mera
atualização, recomposição da base, jamais podendo representar onerosidade ao contribuinte. 
d) 4ª Exceção ao Princípio da Legalidade: poderá, igualmente, o Poder Executivo Federal,
mediante Medida Provisória, criar ou majorar qualquer espécie tributária. Entretanto, para que
assim o faça terá de atender a dois requisitos: que o tributo possa ser criado por lei ordinária e
que seja convertido em lei no mesmo ano de sua edição.
e) 5ª Exceção ao Princípio da Legalidade: poderá, por fim, o Poder Executivo alterar o prazo para
pagamento de tributo por meio de decreto ou portaria.
2ª Fase 46º Exame de Ordem
Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário
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Princípio da Isonomia
Artigo 150, inciso II da CF
Todos terão tratamento igualitário perante a norma tributária, carecendo somente de
um trato desigual aqueles que se apresentam em uma situação de desigualdade.
Princípio da Anterioridade
Artigo 150, inciso III da CF
Tal princípio irá limitar a possibilidade e atividade dos entes competentes de cobrarem
os tributos por eles respectivamente realizados. O princípio da anterioridade, com
razão precípua da necessidade de evitar a surpresa aos
contribuintes, é entendido conforme texto constitucional pela anterioridade do
exercício e a anterioridade nonagesimal.
 Na forma do artigo 150, III, B, da Constituição Federal, todo tributo criado ou majorado somente
poderá ser exigido no primeiro dia do exercício seguinte. E para evitar esta surpresa, houve uma
alteração no texto constitucional, vindo a criar o princípio da anterioridade nonagesimal. 
 Assim, na forma do artigo 150, III, C, da Constituição Federal, todo tributo criado ou majorado,
somente poderá ser exigido após 90 (noventa) dias da publicação, justamente para evitar as
surpresas acima citadas. 
 Via de regra, todos os tributos criados ou majorados deverão aguardar as duas anterioridades
(requisitos cumulativos). Logo, conforme positivado no parágrafo supra indicado, assim
compreendeu o constituinte: 
- Terão exigência imediata, ou seja, mesmo que majorados ou criados poderão ser exigidos tão
logo publicados: Imposto de Importação, Imposto de Exportação, Imposto sobre Operações
Financeiras, Empréstimo Compulsório de Guerra Externa ou sua Iminência, Empréstimo
Compulsório de Calamidade e Imposto Extraordinário de Guerra. 
- Outrossim, terão exigência respeitando apenas a anterioridade nonagesimal, ou seja 90 dias
após a sua publicação, sendo, portanto, possível a sua exigência no mesmo ano de sua
publicação: Imposto sobre Produtos Industrializados, Contribuições Sociais e CIDE/ICMS
Combustíveis.
2ª Fase 46º Exame de Ordem
Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário
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Norma legal que altera o prazo de recolhimento de obrigação tributária não se sujeita ao
princípio da anterioridade.
Súmula Vinculante nº 50 do STF
Princípio da Irretroatividade
Artigo 150, inciso III, A da CF
A norma tributária não poderá retroagir, ou seja, não poderá atingir fatos geradores
que ocorreram antes de sua vigência. Sendo assim, aplica-se a lei vigente, alíquota e
base de cálculo que estiverem em vigor quando da ocorrência do fato gerador. Logo,
conclui-se: a norma tributária, via de regra, não poderá retroagir justamente para
preservar o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a proporcionar para todos uma
segurança jurídica. 
 Entretanto, o Código Tributário Nacional nos apresenta 3 exceções a este princípio:
a) 1ª Exceção ao Princípio da Irretroatividade: a norma nova que tenha caráter interpretativo da
norma antiga, que venha solucionar pontos obscuros, portanto, da norma antiga, desde que não
cause penalidade ao contribuinte, poderá retroagir. Assim, a lei nova de caráter interpretativo
poderá retroagir, desde que não cause onerosidade ao contribuinte. 
b) 2ª Exceção ao Princípio da Irretroatividade: a norma nova que venha deixar de tratar ato como
infração (extinguir multa) ou reduzir a infração (reduzir o percentual da multa), poderá retroagir
para fatos geradores já ocorridos, desde que exista ato pendente de julgamento (seja judicial ou
administrativo). Vale ressaltar: trata-se de retroatividade mais benéfica somente e tão
exclusivamente no campo das infrações (jamais no tocante as alíquotas ou base de cálculo).
c) 3ª Exceção ao Princípio da Irretroatividade: por fim, poderá retroagir norma nova que venha
instituir ou estabelecer novos critérios de fiscalização e/ouproporcionar ao crédito tributário
nova classificação. 
Princípio do Não Confisco 
Artigo 150, inciso IV da CF
Nenhum ente público poderá estabelecer ou exigir tributo com caráter confiscatório,
ou seja, que impeça o uso adequado da propriedade ou não possibilite o livre
exercício da atividade privada. 
2ª Fase 46º Exame de Ordem
Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário
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Cabe ressaltar que o STF passou a aplicar o presente dispositivo para as multas, ou seja,
nenhuma multa (penalidade) poderá ser exigida com o caráter confiscatório, como, por
exemplo, multa moratória (por atraso no pagamento) não poderá ter percentual superior a 20%
(vinte por cento). 
Princípio da Liberdade de Tráfego
Artigo 150, inciso V da CF
Nenhum tributo poderá impedir o livre exercício do direito de ir e vir, salvo a própria
mitigação exposta no inciso mencionado no que tange à cobrança de pedágios. 
Princípio da Uniformidade Geográfica
Artigo 151, inciso I e II da CF
Tal princípio tem força coercitiva diretamente para a União. Assim, o presente ente
federativo, em razão do texto constitucional, não poderá tratar os demais entes
federativos e seus contribuintes de forma desigual. 
A União também não poderá conceder tratamento diferenciado para seus servidores, bem como
as obrigações de dívidas públicas
Princípio da Isenção Heterônoma
Artigo 151, inciso III da CF
A União não poderá intrometer-se no que tange a benefícios fiscais nos tributos que
não são de sua competência.
Algumas mitigações compreendidas na realidade como imunidades por estarem expressas na
Constituição Federal, poderemos visualizar: 
a) 1ª Exceção: Imunidade de ISSQN para serviços destinados ao Exterior.
b) 2ª Exceção: Imunidade de ICMS para Mercadorias e Serviços para o Exterior.
c) 3ª Exceção: segundo o STF os Tratados ou Convenções Internacionais, uma vez ratificados
pelo Presidente da República, este agindo como Chefe de Estado, poderá isentar tributos
estaduais e municipais, observando o que disposto no artigo 98 do CTN.
2ª Fase 46º Exame de Ordem
Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário
15
Imunidade é a dispensa constitucional de pagar tributo, ou seja, tratam-se de formas de
dispensas constitucionais para que o contribuinte não realize o pagamento do crédito tributário.
Ademais, vale ressaltar que apresentam-se dois tipos de imunidades: as específicas e as
genéricas. 
As imunidades específicas são todas aquelas dispostas no texto constitucional, que dizem
respeito a determinado caso concreto. Outrossim, também apresentam-se na Carta Magna as
imunidades genéricas, dispostas todas no artigo 150, VI, da Constituição Federal e apresentam
dispensa constitucional apenas no que tange aos impostos.
Imunidades
Art. 150, VI, A, CF – Imunidade Recíproca: os entes públicos não poderão
cobrar impostos entre si sobre o patrimônio, renda e serviços. Sobre a
presente espécie de imunidade genérica vale ressaltar que elas são
extensivas às autarquias e fundações públicas, na forma do artigo 150, §§2º
e 3º da Constituição Federal.
Art. 150, VI, B, CF – Imunidade Templos de Qualquer Culto: a presente
imunidade, tão criticada contemporaneamente, visa proteger a liberdade
religiosa.
Art. 150, VI, C, CF – Imunidade Subjetiva: a presente imunidade contempla
algumas pessoas, ou seja, observando igualmente o artigo 150, §4º do CTN,
os partidos políticos e suas fundações, sindicato dos trabalhadores,
instituições de educação e de assistência social sem fins lucrativos, terão
direito a não pagar impostos sobre seus patrimônios, rendas e serviços,
desde que observado o cumprimento da norma e a finalidade essencial.
Observados requisitos do artigo 14 do CTN. 
Art. 150, VI, D e E, CF – Imunidade Objetiva: por fim, a presente imunidade
diz respeito a espécie de imunidade genérica no tocante a alguns objetos.
Portanto, os livros, periódicos, jornais e papéis destinados a sua impressão,
bem como CD´S e DVD´s confeccionados por artistas ou intérpretes
brasileiros não pagarão impostos.
Sã
o 
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pé
ci
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un
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2ª Fase 46º Exame de Ordem
Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário
16
O término do prazo para a homologação, sem que esta tenha sido expressamente realizada, não
apenas configura homologação tácita, mas também decadência do direito de constituir o
crédito relativo a qualquer diferença. Aqui, no lançamento por homologação, a regra é: único
caso em que o prazo decadencial é contado exatamente da data da ocorrência do fato gerador.
Mas atenção aos casos de lançamento por homologação onde não houver lançamento ou ele for
realizado com dolo, fraude ou simulação, o prazo decadencial passará para a regra geral (art. 173,
I, do CTN, ou seja, 1º dia do exercício subsequente. 
2ª Fase 46º Exame de Ordem
Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário
17
Além do nosso conteúdo de direito tributário, temos que lembrar das regras do edital
para nossa prova de 2ª fase. Pensando nisso, compilamos aqui algumas regras que você
NÃO PODE esquecer! 
Você terá até 5 horas
para realizar a sua prova 
O horário de prova é das 13h às
18h, no horário oficial de
Brasília/DF. 
Lembrando que o examinando
deverá estar na sala de realização
da prova às 12h30. Esse é o
horário que a banca se refere
como "fechada dos portões, mas,
na realidade é do prédio de
realização da prova. 
Caderno de rascunho Caderno definitivo
O caderno de textos definitivos
da prova prático-profissional não
poderá ser assinado, rubricado
e/ou conter qualquer palavra
e/ou marca que o identifique em
outro local que não o apropriado
(capa do caderno), sob pena de
ser anulado. Assim, a detecção
de qualquer marca identificadora
no espaço destinado à
transcrição dos textos definitivos
acarretará a anulação da prova
prático-profissional e a
eliminação do examinando.
ES
SE
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Dicas Finais da Equipe Ceisc
O que eu devo levar para a prova?
2ª Fase 46º Exame de Ordem
Revisão Turbo 2ª Fase | Direito Tributário
18
Caneta transparente 
PRETA ou AZUL
Vade Mecum não
comentado + Livro de
Precedentes
Lanche em 
embalagem transparente
Documento original
com foto
Os documentos deverão estar em perfeitas condições, de forma a permitir, com clareza, a
identificação do examinando.
Caso o examinando esteja impossibilitado de apresentar, no dia da realização das provas,
documento de identidade original, por motivo de perda, roubo ou furto, deverá ser
apresentado documento (original ou cópia autenticada, ao que se equipara a impressão
do registro feito por formulário eletrônico) que ateste o registro da ocorrência em órgão
policial, expedido há, no máximo, trinta dias, ocasião em que será submetido à
identificação especial. 
Não serão aceitos como documentos: certidões de nascimento, CPF, títulos eleitorais,
carteiras de motorista (modelo sem foto), carteiras de estudante, carteira de identidade
infantil, carteiras funcionais sem valor de identidade nem documentos ilegíveis, não
identificáveis e/ou danificados.
Cuidados para o dia da prova
Evite levar eletrônicos
para a prova e usar
relógios de pulso
Não utilize óculos
escuros e/ou qualquer
item de chapelaria
Evite levar lápis e/ou
lapiseira, borracha
e/ou corretivo de
qualquer espécie
Quem tiver cabelo longo
deve ir com ele preso
para a prova, com as
orelhas aparecendo
Quando do ingresso na sala de aplicação de provas, os examinandos deverão recolher
todos os equipamentos eletrônicos e/ou materiais não permitidos, inclusive carteira com
documentos e valores em dinheiro, em envelope de segurança não reutilizável, fornecido
pelo fiscal.
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