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Engenharia de Métodos e 
Processos
UFERSA
C&T e Eng. de Produção
Aula 1
Prof. André Duarte Lucena
O que vamos ver
2
FUNDAMENTOS DA ENG DE MÉTODOS
Estudo de 
movimentos
Estudo de tempos
1
2 3
O que vamos ver
Objetivos:
– Conhecer conceitos fundamentais da Engenharia de 
Métodos;
– Desenvolver a capacidade de (re)conhecer, analisar e 
propor soluções para aumento da produtividade em 
sistemas produtivos;
– Conhecer a aplicar técnicas de estudo de métodos de 
trabalho;
– Conhecer e aplicar técnicas de estudo de tempo de 
trabalho
3
O que vamos ver
1ª Unidade:
• Introdução e precursores da engenharia de métodos e 
processos, abordagem sistêmica
• Processo de solução de problemas e noções de produtividade
• Representação e análise de processos
• Processos Mapofluxograma, arranjo físico e melhorias de 
fluxo
• Análise de operações
• Princípios ergonômicos e economia de movimentos
4
O que vamos ver
2ª Unidade:
• Estudo de tempo
• Determinação do tempo-padrão
• Amostragem do trabalho
3ª Unidade
• Projeto de engenharia de métodos (não teremos)
5
Como vamos trabalhar
Livros
 BARNES, Ralph. Estudo de movimentos e de tempos. 
Bluncher.
 TAYLOR, F. W. Princípios de Administração Científica. Atlas, 
1990.
 Extra: SLACK, N. et.al. Administração da Produção. Atlas.
6
Como vamos trabalhar
Avaliações
Atividades durante o período
7
Relevância
Os maiores ganhos em produtividade são 
provenientes de melhorias simples mas 
eficientes
8
Algumas questões
1) O que é TRABALHO?
2) Por que trabalhamos?
3) Existe uma forma ideal de executar o trabalho?
9
Conceitos e cosmovisão
10
As visões sobre o TRABALHO e a relação do homem com ele variam no tempo e no 
espaço
Um fruto de trabalho é o 
Alimento
(Gênesis 3)
Xenofonte (430 – 
354 a. C.)
O trabalho é a 
moeda de dor com 
que o homem 
compra os bens 
dos deusesJohn Locke (1632 – 
1704)
Trabalho é a ação 
humana sobre a 
natureza para criar 
riqueza
Henri Bergson 
(1859 – 1941)
Trabalhar é criar 
utilidade
William petty (1623 – 1687) 
e Adam Smith (1723 – 1790)
O trabalho é fonte de valor
Max Weber 
(1864 – 1920)
Trabalho é 
inspirado por 
Deus e a 
vocação 
influencia a 
produtividade
Questão
Existe uma forma ideal de executar o trabalho?
11
Às vezes pensamos na velocidade como 
fator de avaliação. Mas, a velocidade nem 
sempre é o fator mais importante!
Conceitos e cosmovisão
12
As visões sobre o TRABALHO e a relação 
do homem com ele variam no tempo e 
no espaço
Na história, várias pessoas pensaram sobre a melhor 
forma de fazer o trabalho
Engenharia de Métodos e diferentes contextos organizacionais
Aspectos históricos
1900 1930 1980 1990 2000
Adm Científica
Escola de relações humanas
Abordagem sistêmica
Teoria das restrições
2010
Indústria 4.0
13
14
Parte 1 - Precursores
Frederick Winslow Taylor (1856 – 1915)
• Estudo sobre as pás (resultados concretos); 
• Departamento de planejamento do trabalho;
• Medida do trabalho associada à remuneração.
Precursores
15
Precursores: Taylor
1881 – início do trabalho de Taylor na Midvale Steel Company:
– Na época haviam 2 linhas de pesquisa:
• 1) Fisiologistas estudando as limitações do ser humano;
• 2) Engenheiros tentando medir a energia física do trabalho
16
Precursores: Taylor
1881 – início do trabalho de Taylor na Midvale Steel Company:
– Taylor começou a medir o trabalho:
• Qual a melhor maneira de se executar uma tarefa?
• Qual deveria ser a tarefa diária de um operário?
• Descobriu a cronometragem como grande instrumento de sua 
pesquisa.
17
Precursores: Os Gilbreth
Frank e Lilian Gilbreth: precusores do 
estudo do Movimento
• Desenvolveram técnicas para evitar o desperdício 
de tempo e movimento
• Criaram padrões, racionalizando as tarefas de 
produção e, consequentemente, aumentando a 
produtividade
• Propuseram o redesenho do ambiente de 
trabalho, a redução das horas diárias de trabalho e 
a implantação ou aumento de dias de descanso 
remunerado. “Pais da Ergonomia”
18
Allan H. Mogensen
Após a guerra de 1914-1918, o desenvolvimento do Estudo do Trabalho 
prosseguiu em ritmo acelerado, coroando-se em 1932 com a criação da 
simplificação do trabalho 
H.B. Maynard
Americano contemporâneo de Mongensen ocupou-se em confrontar o trabalho 
dos pioneiros. Observou que, o objetivo de todos os que trabalhavam no campo 
era o de conseguir máxima efetividade do trabalho; isto, porém, não seria 
obtido através de tentativas isoladas, tais como: análise dos movimentos do 
operador, cronometragens, ou maiores e melhores incentivos, mas sim pela 
fusão de todas as técnicas já provadas.
Precursores: Mogensen e Maynard
19
Harrington Emerson
Foi um dos principais colaboradores de Taylor, tendo procurado 
simplificar a metodologia de aplicação da Administração 
Científica, com o propósito de torná-la acessível a um número 
maior de organizações. Algumas de suas propostas o colocam 
entre os precursores da Administração por Objetivos, como, por 
exemplo, a ênfase que dá ao desenvolvimento de um plano - 
especificamente voltado para alcançar maior eficiência.
Precursores
20
Engenharia de Métodos e 
Processos
UFERSA
Aula 2 – Abordagem sistêmica
Prof. Dr. André Duarte Lucena
22
Parte 2 – Abordagem sistêmica
Sistemas de Produção
23
Semelhanças
Ludwig von Bertalanffy (1950 – 1968).
A teoria surge no fim da década de 1930.
Não propõe soluções – é abordagem
Características vitais
Características de Sistemas comuns a 
algumas organizações
24
1. Ingestão ou importação de 
energia (input)
 Função que representa a 
atividade de aquisição de 
energia e materiais, a fim 
de que sejam, 
posteriormente, 
processados e convertidos 
em produtos finais (saídas);
Características de Sistemas comuns a 
algumas organizações
25
2. Processamento ou 
transformação
 Função que 
representa a atividade 
de conversão da 
energia e da matéria 
em produtos finais, 
através do processo 
de produção; 
Características de Sistemas
26
3. Produto ou Saídas 
(output)
 As “entradas” são 
processadas para gera 
as saídas. Nas 
empresas as saídas são 
os produtos.
Características de Sistemas
27
4. Suprimento das partes
 As partes integrantes 
da empresa são 
supridas por meio de 
dados de produção, 
compras, vendas e 
contabilidade; 
Características de Sistemas
28
5. Organização
 Nesta função, destaca-
se o sistema de 
comunicação como o 
principal responsável 
pela organização das 
cinco funções 
anteriormente descritas, 
bem como pela 
organização do controle 
e da tomada de 
decisões. 
Características de Sistemas
29
6. Entropia negativa
 Os organismos têm 
tendência ao não 
desgaste. As 
organizações buscam 
caminhos para se 
manterem “vivas” e 
não sucumbirem ao 
“desgaste” natural. 
Características de Sistemas
30
7. Estado firme e 
homeostase dinâmica
 Capacidade de manter 
equilíbrio diante de 
mudanças no ambiente 
ou nos fluxos de 
entrada e saída. 
Homeostase é a 
capacidade de 
adaptabilidade. 
Características de Sistemas
31
Outras características
Características de Sistemas comuns a 
algumas organizações
32
8. Regeneração das 
partes
 Função que diz 
respeito ao fato de os 
elementos 
fundamentais de uma 
empresa poderem ser 
substituídos por 
outros; 
Características de Sistemas
33
9. Reação ao ambiente
 
 Resposta da empresa 
às diversas influências 
exercidas pelo meio 
ambiente; 
Características de Sistemas
34
10. Sistemas como ciclos 
de eventos
 Os organismos têm 
padrões de atividades. 
Os ciclos de uma 
empresa também 
seguem essa lógica. 
Características de Sistemas
35
11. Feedback e processo 
de codificação
 É a capacidade de 
captar sinais sobre o 
ambiente, a partir das 
saídas, processar esses 
sinais e corrigir erros.
Características de Sistemas
36
12. Diferenciação
 Singularidade 
Características de Sistemas
37
13.Equifinalidade
 Os organismos têm 
suas partes atuando 
em harmonia, tendoo mesmo propósito. 
As organizações 
também atuam com 
objetivo comum 
entre sua partes 
Características de Sistemas
38
Modelo organizacional de Katz e Khan
39
Katz e Khan (1978)
Processamento
AMBIENTE
Feedback
SISTEMA ABERTO
Entradas Saídas
Em 1966, o psicólogo Daniel 
Katz e o informático Robert 
Kahn publicaram o livro 
“Psicologia Social das 
Organizações”, popularizando 
assim a aplicação da Teoria 
Sistêmica no ramo das 
organizações.
• Entradas (inputs)
• Saídas (outputs)
• Processamento
• Retroalimentação 
(Feedback)
Parâmetros dos Sistemas
40
Processamento
AMBIENTE
Feedback
SISTEMA ABERTO
Sistemas de Produção
41
Pode-se definir ORGANIZAÇÃO como sendo... 
“...um sistema, criado pelo homem, que coexiste e 
interage dinamicamente com o seu meio ambiente, 
exercendo influência sobre este e, em 
concomitância, recebendo sua influência. Além disso, 
em toda e qualquer organização deve haver uma 
forte integração entre as suas diversas partes 
componentes, no sentido de que uma série de 
metas, sejam elas próprias da organização ou de 
seus participantes, possam ser alcançadas e 
concretizadas.”
Classificações de Sistemas
42
• Quanto à Natureza:
Físicos x Abstratos (ex.: computador)
Abertos x fechados (interação com o meio e 
com outros sistemas)
Classificação dos Sistemas por FUNÇÃO
43
TIPO DE SISTEMA PRINCIPAL TRANSFORMAÇÃO
Sistema de Extração Retirada de um recurso da natureza
Sistema de Cultivo Multiplicação ou maturação de um recurso 
vegetal ou animal até o estado de utilidade 
desejado
Sistema de Manufatura Transformação nas características da matéria-
prima gerando produtos que atendam 
necessidades
Sistema de Transporte Mudança essencial de local de utilidade dos 
recursos
Sistema de Suprimento Mudança de posse da utilidade de um recurso
Sistema de Serviço Mudança no estado da utilidade de um recurso
Classificação dos Sistemas
44
1. Sistema de Extração:
Retirada de um recurso da 
natureza
Exemplos: mineradoras, 
garimpo, extração de 
pedras, madeira, etc.
Classificação dos Sistemas
45
2. Sistema de Cultivo:
 
Multiplicação ou 
maturação de um 
recurso vegetal ou 
animal até o estado de 
utilidade desejado
Obs.: Passividade
Classificação dos Sistemas
46
3. Sistema de Manufatura:
 
Transformação nas 
características da 
matéria-prima gerando 
produtos que atendam 
necessidades
Exemplos: Alfaiataria, 
construtora, fábrica, etc. 
Classificação dos Sistemas
47
4. Sistemas de Transporte:
Mudança essencial de local 
de utilidade dos 
recursos
Exemplos: Transportadora, 
taxi, Uber, Coleta de 
lixo, etc.
Classificação dos Sistemas
48
5. Sistemas de Suprimento:
 
Mudança de posse da 
utilidade de um recurso
Exemplos: Farmácia, 
supermercado, posto de 
combustível, corretora 
de imóveis, etc.
Classificação dos Sistemas
49
6. Sistema de Serviço:
Mudança no estado da 
utilidade de um 
recurso
Exemplos: dentista, 
cabeleireiro, etc. 
Sistemas de manufatura vs. serviço
50
• São tangíveis;
• Consumo adiável;
• Qualidade – conformidade
• Estocáveis;
• Pode ser produzido em massa
• Pode ser transportado
• Intangíveis
• Experiência – consumidor faz 
parte do processo;
• Simultaneidade;
• Qualidade – expectativa
• Não pode ser produzido em 
massa
• Não pode ser transportado
BENS SERVIÇOS
Subsistemas vs. Sistemas agregados
51
SUBSISTEMA
VS.
SISTEMA AGREGADO
Sistemas e Engenharia de Métodos
52
Atuação:
• Técnicas específicas;
• Organizar, planejar, incrementar a produtividade 
(medida do rendimento) de um sistema.
53
Vamos ficar por aqui!
Amanhã tragam papel, lápis e outros recursos que 
queiram
A CAIXA
54
Grupos de 
até 4 pessoas
A CAIXA
55
Um cliente pediu à 
“empresa” de vocês para 
fabricarem uma CAIXA;
Após esse prazo, cada 
grupo apresentará sua 
caixa
O prazo de entrega é de 
30 minutos;
A matéria-prima foi 
fornecida a vocês;
A CAIXA
56
A CAIXA
57
REFLEXÕES SOBRE O “VALOR” DO MÉTODO:
• Como desenvolveu-se o método?
• Qual o melhor método?
• Como replicar o melhor método?
• Padronização
A CAIXA
58
REFLEXÕES SOBRE O “VALOR” DO MÉTODO:
• A ideia da dinâmica é refletir também sobre a 
importância da existência do método.
	Slide 1: Engenharia de Métodos e Processos
	Slide 2: O que vamos ver
	Slide 3: O que vamos ver
	Slide 4: O que vamos ver
	Slide 5: O que vamos ver
	Slide 6: Como vamos trabalhar
	Slide 7: Como vamos trabalhar
	Slide 8: Relevância
	Slide 9: Algumas questões
	Slide 10: Conceitos e cosmovisão
	Slide 11: Questão
	Slide 12: Conceitos e cosmovisão
	Slide 13: Engenharia de Métodos e diferentes contextos organizacionais
	Slide 14: Parte 1 - Precursores
	Slide 15: Precursores
	Slide 16
	Slide 17
	Slide 18: Precursores: Os Gilbreth
	Slide 19: Precursores: Mogensen e Maynard
	Slide 20: Precursores
	Slide 21: Engenharia de Métodos e Processos
	Slide 22: Parte 2 – Abordagem sistêmica
	Slide 23: Sistemas de Produção
	Slide 24: Características de Sistemas comuns a algumas organizações
	Slide 25: Características de Sistemas comuns a algumas organizações
	Slide 26: Características de Sistemas
	Slide 27: Características de Sistemas
	Slide 28: Características de Sistemas
	Slide 29: Características de Sistemas
	Slide 30: Características de Sistemas
	Slide 31: Características de Sistemas
	Slide 32: Características de Sistemas comuns a algumas organizações
	Slide 33: Características de Sistemas
	Slide 34: Características de Sistemas
	Slide 35: Características de Sistemas
	Slide 36: Características de Sistemas
	Slide 37: Características de Sistemas
	Slide 38: Características de Sistemas
	Slide 39: Modelo organizacional de Katz e Khan
	Slide 40: Parâmetros dos Sistemas
	Slide 41: Sistemas de Produção
	Slide 42: Classificações de Sistemas
	Slide 43: Classificação dos Sistemas por FUNÇÃO
	Slide 44: Classificação dos Sistemas
	Slide 45: Classificação dos Sistemas
	Slide 46: Classificação dos Sistemas
	Slide 47: Classificação dos Sistemas
	Slide 48: Classificação dos Sistemas
	Slide 49: Classificação dos Sistemas
	Slide 50: Sistemas de manufatura vs. serviço
	Slide 51: Subsistemas vs. Sistemas agregados
	Slide 52: Sistemas e Engenharia de Métodos
	Slide 53
	Slide 54: A CAIXA
	Slide 55: A CAIXA
	Slide 56: A CAIXA
	Slide 57: A CAIXA
	Slide 58: A CAIXA

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