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ROTEIRO DA APA
PARA O ALUNO 
PRÁTICA FLEXÍVEL: ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA INDICES 
CORPORAIS E TÉCNICAS DE INJETAVEIS
Professora Simone do Carmo Ropelatto Abreu
2
ROTEIRO DA APA PARA O DISCENTE
ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA
1. Todos os campos do Formulário Padrão deverão ser devidamente preenchidos.
2.	Esta	é	uma	atividade	individual.	Caso	seja	identificado	plágio,	inclusive	de	colegas,	
a atividade será zerada.
3.	Cópias	de	terceiros	como	livros	e	internet,	sem	citar	a	fonte	caracterizam-se	como	plágio,	
sendo o trabalho zerado.
4.	Ao	utilizar	autores	para	fundamentar	seu	Projeto	Integrador,	os	mesmos	devem	
ser	referenciados	conforme	as	normas	da	ABNT.
5.	Ao	realizar	sua	atividade,	renomeie	o	arquivo,	salve	em	seu	computador,	
anexe	no	campo	indicado,	clique	em	responder	e	finalize	a	atividade.
6.	Procure	argumentar	de	forma	clara	e	objetiva,	de	acordo	com	o	conteúdo	da	disciplina.	
Formatação	exigida:	documento	Word,	Fonte	Arial	ou	Times	New	Roman	tamanho	12.
ORIENTAÇÕES GERAIS
3
POR QUE PRECISO APRENDER ISSO ?
1. Conhecer e aplicar as práticas relacionadas à teoria aprendida. 
2. Capacitar o aluno para a realização correta das práticas rotineiras do serviço de assis-
tência	farmacêutica.	
3. Compreender os conceitos teóricos a respeito dos índices corporais.
A	assistência	farmacêutica	realiza	serviços	básicos	de	atendimento	ao	paciente	nas	mais	
diversas	áreas	de	atuação	profissional.	Portanto,	se	faz	necessário	a	compreensão	do	aluno	para	
a	correta	execução	dos	seguintes	temas	abordados	ao	longo	deste	material:	Pressão	arterial,	
verificação	de	temperatura,	índices	corporais,	técnica	de	injetáveis.
ÍNDICES CORPORAIS
4
AMBIENTE NA PRÁTICA
Caro aluno (a)
Você	realizará	a	aula	prática	no	conforto	de	sua	residência.	Para	isso,	escolha	um	espaço	
adequado,	como	a	sala	de	sua	casa,	que	ofereça	segurança	e	comodidade	para	a	execução	da	
atividade.	Será	necessário	contar	com	a	participação	de	uma	pessoa	que	atuará	como	paciente	
fictício,	auxiliando	na prática.
5
EMBASAMENTO TEÓRICO
O uso de indicadores antropométricos na avaliação do estado nutricional de indivíduo é 
adequada	e	viável	para	ser	adotada	em	serviços	de	saúde,	considerando	as	suas	vantagens	
como:	baixo	custo,	a	simplicidade	de	 realização,	sua	 facilidade	de	aplicação	e	padronização,	
amplitude	 dos	 aspectos	 analisados,	 além	 de	 não	 ser	 invasiva.	A	 avaliação	 antropométrica	 é	
um	método	de	investigação	em	nutrição	baseado	na	medição	das	variações	físicas	de	alguns	
segmentos	ou	da	composição	corporal	global.	É	aplicável	em	todas	as	fases	do	curso	da	vida	e	
permite	a	classificação	de	indivíduos	e	grupos	segundo	o	seu	estado	nutricional.
Outra	vantagem	da	utilização	de	 indicadores	antropométricos	é	a	grande	quantidade	de	
ferramentas	e	recursos	metodológicos	e	técnicos	disponíveis	para	a	análise	da	situação	nutricio-
nal	de	indivíduos	ou	populações.	Todavia,	o	método	antropométrico	estimula	o	agrupamento	dos	
diagnósticos	 individuais	e	permite	 traçar	o	perfil	nutricional	dos	grupos	de	situação	nutricional	
mais	vulnerável	em	faixas	etárias,	regiões	ou	em	nível	nacional.	Por	serem	de	uso	corrente	em	
todo	o	mundo,	os	indicadores	antropométricos	permitem	que	se	façam	comparações	internacio-
nais	da	situação	nutricional	de	grupos	vulneráveis	e	o	amplo	estudo	de	seus	determinantes	em	
plano	regional,	nacional	ou	internacional	(Brasil,	2011).
A	organização	mundial	da	saúde	(OMS)	recomenda	a	adoção	de	índices	antropométricos	
e	 parâmetros	 específicos	 que	 devem	 ser	 adotados	 de	 acordo	 com	 cada	 fase	 da	 vida	 como	
mostrado no Quadro 1.
QUADRO 1 - ÍNDICES ANTROPOMÉTRICOS E DEMAIS PARÂMETROS ADOTADOS PARA A 
VIGILÂNCIA NUTRICIONAL
Fonte: Ministério da Saúde (Brasil, 2011).
FASES DA VIDA ÍNDICES ANTROPOMÉTRICOS E PARÂMETROS
Crianças
Peso	por	idade	(P/I)
Estatura por idade
Peso por estatura (P/E)
IMC	por	idade
Adolescentes
IMC	por	idade
Estatura por idade
Adultos
IMC
Circunferência	da	Cintura
Idosos IMC
Gestantes
IMC	por	semana	gestacional
Ganho	de	peso	gestacional
6
Os índices antropométricos são utilizados como o principal critério para o acompanhamento 
sistemático	do	crescimento	e	do	desenvolvimento	infantil	promovendo	o	monitoramento	das	con-
dições	de	saúde	e	nutrição	da	criança	assistida,	desde	quadros	de	desnutrição	até	o	sobrepeso	
e a obesidade. 
Os	índices	antropométricos	mais	amplamente	usados,	recomendados	pela	OMS	e	adota-
dos	pelo	Ministério	da	Saúde	para	a	avaliação	do	estado	nutricional	de	crianças,	são:
• Peso-para-idade (P/I): expressa	a	relação	entre	a	massa	corporal	e	a	idade	cronológica	
da	criança.	É	o	índice	utilizado	para	a	avaliação	do	estado	nutricional,	presente	na	Caderneta	de	
Saúde	da	Criança,	principalmente	para	avaliação	do	baixo	peso.	Essa	avaliação	é	muito	adequa-
da	para	o	acompanhamento	do	ganho	de	peso	e	reflete	a	situação	global	da	criança;	porém,	não	
diferencia	o	comprometimento	nutricional	atual	ou	agudo	dos	pregressos	ou	crônicos.	Por	isso,	
é importante complementar a avaliação com outro índice antropométrico.
 
• Peso-para-estatura (P/E):	 este	 índice	 não	 considera	 a	 informação	 referente	 a	 idade;	
expressa	a	harmonia	entre	as	dimensões	de	massa	corporal	e	estatura.	É	utilizado	tanto	para	
identificar	o	emagrecimento	da	criança,	como	o	excesso	de	peso.	
• Índice de Massa Corporal (IMC) para-idade: expressa a relação entre o peso da criança 
e	o	quadrado	da	estatura.	É	utilizado	para	identificar	o	excesso	de	peso	entre	crianças	e	tem	a	
vantagem	de	ser	um	índice	que	será	utilizado	em	outras	fases	do	curso	da	vida.	
• Estatura-para-idade (E/I): expressa	o	crescimento	linear	da	criança.	É	o	índice	que	melhor	
indica	o	efeito	cumulativo	de	situações	adversas	sobre	o	crescimento	da	criança.	É	considerado	
o	 indicador	mais	sensível	para	aferir	a	qualidade	de	vida	de	uma	população.	Trata-se	de	um	
índice	incluído	recentemente	na	Caderneta	de	Saúde	da	Criança.
Para	o	diagnóstico	nutricional	de	adultos	a	recomendação	é	utilizar	o	IMC	e	o	parâmetro	
de	circunferência	abdominal,	a	utilização	deste	método	apresentam	as	seguintes	vantagens:	a)	
facilidade	de	obtenção	e	padronização	das	medidas	de	peso	e	altura;	b)	dispensa	a	informação	
da	idade	para	o	cálculo;	c)	possui	alta	correlação	com	a	massa	corporal	e	indicadores	de	com-
posição	corporal	e	d)	não	necessita	de	comparação	com	curvas	de	referência.	Todavia,	a	análise	
dos	índices	corporais	é	importante	para	prevenção	e	tratamento	da	obesidade,	sendo	primordial	
realizar	a	avaliação	antropométrica	com	medição	da	massa	corporal,	estatura,	cálculo	do	índice	
de	massa	corporal	(IMC),	além	das	circunferências	corporais	(Brasil,	2011).
• Massa Corporal:	 é	 caracterizada	 pela	 quantidade	 de	matéria	 que	 compõem	 o	 corpo	
humano,	 representada	 pelo	 peso	 do	 indivíduo	 obtido	 através	 da	 pesagem	 do	 indivíduo	 com	
quantidade	mínima	de	roupas	realizada	em	balança.
7
• Estatura: é	a	medida	entre	o	ponto	mais	alto	(topo	da	cabeça)	e	a	planta	dos	pés,	para	
realizar	a	medida	o	indivíduo	deve	estar	descalço.	A	medida	da	estatura	é	feita	por	régua	antro-
pométrica acoplada na balança.
• Índice de Massa Corporal (IMC):	é	a	relação	entre	a	massa	corporal	e	a	estatura,	sendo	
utilizada	para	estimar	o	sobrepeso.	Este	índice	é	referente	a	divisão	da	massa	corporal	(peso)	
pelo	quadrado	da	estatura	(altura).	
O IMC É CALCULADO PELA SEGUINTE FÓRMULA: 
 
• Circunferências corporais:	são	as	medidas	obtidas	no	sentido	transversal	aferidas	utili-
zando	uma	fita	antropométrica.	As	medidas	de	circunferências	corporais	apresentam	finalidades	
distintas	dependendo	do	local	analisado,	circunferências	de	membros	superiores	e	inferiores	tem	
o	objetivo	de	acompanhar	o	tamanho	destas	regiões	e	comparar	os	tamanhos	entre	lados	direito	
e	esquerdo,	por	exemplo,	para	indivíduo	que	realiza	a	prática	de	musculação	o	acompanhamento	
da	circunferência	dos	braços,	coxa	e	perna	servirá	como	parâmetro	para	analisar	a	hipertrofia	
muscular (aumento do volume muscular). 
No	entanto,	as	medidasde	circunferências	da	região	abdominal	estão	associadas	à	gordura	
visceral	sendo	utilizadas	como	indicadores	de	saúde	para	diagnóstico	e	acompanhamento	das	
condições	de	saúde	do	indivíduo	(Wassmansdorf,	2020).	
De	acordo	com	a	I	Diretriz	Brasileira	de	Diagnóstico	de	Tratamento	da	Síndrome	Metabóli-
ca,	a	obesidade	abdominal	é	detectada	por	meio	da	circunferência	abdominal	com	valores	entre	
94-102cm	para	homens	e	80-88cm	para	mulheres,	auxiliando	na	monitorização	dos	fatores	de	
risco	para	doenças	coronarianas	(Sociedade	Brasileira	De	Cardiologia,	2005).	
A	medida	da	circunferência	da	cintura	auxilia	no	melhor	prognostico	de	doenças	crônicas	
não	transmissíveis	que	vêm	apresentando	índices	crescentes.	Dentre	estas	doenças	crônicas	
não	transmissíveis	destaca-se	o	diabetes	que	é	uma	doença	de	grande	prevalência.	Os	critérios	
para	diagnóstico	de	diabetes	compreendem	a	presença	de	poliúria	(volume	exagerado	de	urina	
por	dia),	polidipsia	(ingestão	excessiva	de	água	por	dia)	e	glicemia	casual	igual	ou	superior	a	200	
mg/dl,	ou	glicemia	de	jejum	≥	126	mg/dl	ou,	ainda,	superior	a	200	mg/dl,	2	horas	pós-sobrecarga	
com	 75	 g	 de	 glicose.	Após	 o	 diagnóstico,	 a	 avaliação	 periódica,	 antropométrica	 e	 de	 dados	
bioquímicos	é	fundamental	no	planejamento	de	um	tratamento	mais	adequado	(Pereira;	Silva,	
2017).
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O	sobrepeso,	a	obesidade	ou	o	aumento	do	percentual	de	gordura	corporal	são	comuns	
em	pacientes	diabéticos	tipo	2,	elevando	o	risco	de	desenvolvimento	de	outras	doenças	crônicas	
não	transmissíveis	ou	agravamento	do	diabetes.	É	de	conhecimento	cientifico	que	o	aumento	
da	circunferência	abdominal,	é	caracterizado	pelo	acúmulo	de	gordura	abdominal	que	tem	sido	
relatada	como	fator	indutor	de	diversas	alterações	metabólicas,	como	intolerância	à	glicose	ou	
diabetes	mellitus,	hipertensão	arterial	e	alterações	nas	concentrações	plasmáticas	de	 lipopro-
teínas.	 Podendo	 ser	 um	 fator	 responsável	 por	 descompensação	 da	 glicemia	 ou	 contribuindo	
para	o	surgimento	da	doença	(Pereira;	Silva,	2017).	É	importante	o	monitoramento	dos	índices	
corporais	para	acompanhamento	do	estado	nutricional	dos	pacientes	e	para	controle	prognóstico	
de	condições	patológicas	auxiliando	no	diagnóstico	precoce	e	tratamento.
 
Vídeo Teórica e Prática
https://www.youtube.com/playlist?list=PLMygX6qaUk9JM0e4yBMDb-GIGv_zNLsWm
https://www.youtube.com/playlist?list=PLMygX6qaUk9JM0e4yBMDb-GIGv_zNLsWm
https://www.youtube.com/playlist?list=PLMygX6qaUk9JM0e4yBMDb-GIGv_zNLsWm
https://www.youtube.com/playlist?list=PLMygX6qaUk9JM0e4yBMDb-GIGv_zNLsWm
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RECURSOS UTILIZADOS
Materiais de consumo: 
Descrição Observação 
Jaleco Material	a	ser	fornecido	pelo	aluno.
Balança digital corporal;
Fita métrica de 1,5 metro.
Álcool 70º
Algodão
Papel toalha
Materiais	a	serem	fornecidos	pelo	aluno.
ATENÇÃO: SAÚDE E SEGURANÇA
Caros	alunos	(as),
Este	projeto	 integrador	 visa	 lhes	proporcionar	a	experiência	prática	de	 técnicas	básicas	
executadas	na	 rotina	da	 farmácia.	Todavia,	para	que	sua	segurança	e	 integridade	 física	seja	
mantida	é	indispensável	a	utilização	de	equipamentos	de	proteção	individual	(EPI’s).
a)	 Uso	obrigatório	de	jaleco:	longo,	branco,	de	tecido;
b)	 Vestuário	adequado	e	obrigatório:	uso	de	calça	comprida	e	sapatos	fechados,	além	
de cabelos presos.
c)	 As	mãos	devem	ser	lavadas	com	sabão	antes	de	realizar	o	procedimento	e	logo	o	
término do procedimento.
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O QUE PRECISO FAZER NESSA ATIVIDADE PRÁTICA
PROCEDIMENTO 1: MENSURAÇÃO DA MASSA CORPÓREA
1.	Solicitar	que	o	paciente	retire	agasalhos	pesadas,	objetos	e	sapatos;
2.	Verifique	se	a	balança	está	em	uma	superfície	plana	e	firme.
3.	Ligue	a	balança.
4.	Solicitar	que	o	mesmo	suba	na	balança,	permanecendo	ereto	e	imóvel.	Certifique-se	de	
estar	ereto,	com	o	peso	distribuído	em	ambos	os	pés
5.	Posicione-o	no	centro	da	balança.
6. Espere o peso estabilizar.
7.	Anotar	a	medida	verificada;
Na	sequência	realize	a	mensuração	da	estatura.
PROCEDIMENTO 2: MENSURAÇÃO DA ESTATURA
1.	Após	verificar	o	peso,	peça	para	o	paciente	descer	da	balança	e	posicionar-se	de	costas	
para uma parede lisa e reta.
2.	O	paciente	 deve	permanecer	 em	pé,	 com	a	postura	 ereta,	 olhando	para	 frente,	 sem	
inclinar a cabeça para cima ou para baixo. Os pés devem estar juntos e encostados na parede.
Coloque	um	 livro	de	capa	dura	ou	qualquer	objeto	 reto	sobre	a	cabeça	do	paciente,	de	
forma	que	ele	fique	nivelado	com	o	topo	da	cabeça.
3.	Empurre	o	livro	levemente	contra	a	parede	para	garantir	o	alinhamento.	Sem	mover	o	
livro,	faça	uma	pequena	marca	na	parede	com	um	lápis	na	base	do	livro.
4.	Com	a	ajuda	de	uma	fita	métrica,	meça	a	distância	entre	a	marca	feita	na	parede	e	o	
chão.
5.	Registre	o	valor	obtido	para	acompanhamento.
PROCEDIMENTO 3: MENSURAÇÃO DA CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL
1.	Pedir	que	o	paciente	fique	ereto	e	posicione	a	fita	métrica	no	ponto	médio	entre	as	duas	
últimas	costelas	(cintura).	Se	você	não	sabe	onde	ele	se	localiza,	basta	passar	a	fita	na	altura	do	
umbigo,	envolvendo	todo	o	diâmetro	do	corpo	sem	apertar	muito	a	fita.
2. Anote a medida.
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RELATÓRIO
Caro	aluno	(a),
Você	deverá	entregar	o	Relatório	tipo	Apresentação	Simples	(Power	point).	Para	isso,	faça	
o	download	do	 template,	disponibilizado	 junto	a	este	roteiro,	e	siga	as	 instruções	contidas	no	
mesmo.
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MATERIAISMATERIAIS COMPLEMENTARES COMPLEMENTARES
•	Calculadora	para	o	 IMC	do	site	da	Biblioteca	Virtual	em	Saúde	e	 tabela	de	valores	de	
referência	para	o	IMC.	Disponível	em:	https://aps.bvs.br/apps/calculadoras/?page=6
•	Vídeo	aferição	de	peso	de	adultos	em	balança	mecânica.	Disponível	 em:	https://www.
youtube.com/watch?v=U7dfPfUz3fQ
•	Vídeo	 mensuração	 da	 circunferência	 abdominal.	 Disponível	 em:	 https://www.youtube.
com/watch?v=4_Vfys6mEvc
https://aps.bvs.br/apps/calculadoras/?page=6
https://www.youtube.com/watch?v=U7dfPfUz3fQ
https://www.youtube.com/watch?v=U7dfPfUz3fQ
https://www.youtube.com/watch?v=4_Vfys6mEvc
https://www.youtube.com/watch?v=4_Vfys6mEvc
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POR QUE PRECISO APRENDER ISSO ?
TÉCNICA DE INJETÁVEIS
1. Conhecer e aplicar as práticas relacionadas à teoria aprendida. 
2. Capacitar o aluno para a realização correta das práticas rotineiras do serviço de assis-
tência	farmacêutica.	
3.	Compreender	os	conceitos	teóricos	a	respeito	da	aplicação	de	injetáveis	que	servirão	de	
base	para	a	execução	correta	da	técnica	de	aferição	da	pressão	arterial.
A	assistência	farmacêutica	realiza	serviços	básicos	de	atendimento	ao	paciente	nas	mais	
diversas	áreas	de	atuação	profissional.	Portanto,	se	faz	necessário	a	compreensão	do	aluno	para	
a	correta	execução	dos	seguintes	temas	abordados	ao	longo	deste	material:	Pressão	arterial,	
verificação	de	temperatura,	índices	corporais,	técnica	de	injetáveis.
AMBIENTE NA PRÁTICA
Caro aluno (a)
Você	realizará	a	aula	prática	no	conforto	de	sua	residência.	Para	isso,	escolha	um	espaço	
adequado,	como	a	sala	de	sua	casa,	que	ofereça	segurança	e	comodidade	para	a	execução	da	
atividade.	Será	necessário	contar	com	a	participação	de	uma	pessoa	que	atuará	como	paciente	
fictício,	auxiliando	na	prática.
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O	farmacêutico	tem	atribuição	e	autonomia	para	atuar	em	diversas	áreas,	executando	os	
serviços	 farmacêuticos	 que	 lhe	 são	 atribuídos	 pela	 legislação.	A	 Lei	 no	 5.991,	 publicada	 em	
1973,	permitiu	a	aplicação	de	medicamentos	injetáveis	em	farmácias	no	Brasil,	sendo	este	um	
serviço	prestado	rotineiramente	em	farmácias	e	drogarias.	Conforme	previsto	na	RDC	nº	44/09	
da	Anvisa	 que	 regulamenta	 a	 realização	 deste	 serviço	 farmacêutico	 somente	 mediante	 sua	
presença	na	licença	de	funcionamento	assim	como,	os	demais	serviços	previstos	na	normativa.
A	aplicação	de	medicamentos	injetáveis	deve	ser	realizada	na	sala	de	serviços	farmacêuti-
cos,	pelo	profissional	farmacêutico	devidamente	capacitado.
De	acordo	com	a	RDC	nº	44/09	da	Anvisa,	atribuí	a	administração	de	medicamentos	em	
farmácias	e	drogarias	no	contexto	do	acompanhamento	farmacoterapêutico	e	detalha	as	seguin-
tes	normas:
 ● Fica	proibidoa	administração	de	medicamentos	de	uso	exclusivo	hospitalar;
 ● Para	a	administração,	será	exigida	a	receita	médica	para	avaliação	do	farmacêutico;
 ● Em	caso	de	qualquer	problema	ou	dúvidas	com	relação	à	prescrição,	o	farmacêutico	
deverá	entrar	em	contato	com	o	médico;
 ● É	de	 competência	do	 farmacêutico	entrar	 em	contato	 com	o	profissional	 prescritor	
para	esclarecer	eventuais	problemas	ou	dúvidas	que	tenha	detectado	no	momento	da	
avaliação	da	receita;
 ● Os	medicamentos	de	múltiplas	doses	devem	ser	entregues	ao	usuário	em	caso	de	so-
bra,	sendo	o	usuário	orientado	quanto	o	armazenamento	para	a	preservação	do	produto;
A	administração	de	medicamentos	injetáveis	por	via	parenteral	acontece	através	de	4	vias:	
intradérmina,	subcutânea,	intramuscular	e	endovenosa.
1. VIA INTRADÉRMICA
Consiste	na	administração	de	medicamentos	na	derme,	sendo	indicada	para	aplicação	da	
vacina	BCG,	região	deltóide	do	braço	direito.	E	para	a	realização	de	testes	diagnósticos	e	de	
hipersensibilidade,	o	local	mais	utilizado	é	a	região	escapular	e	a	face	interna	do	antebraço.	O	
volume	da	administração	não	deve	ultrapassar	0,5ml,	por	ser	um	tecido	de	pequena	expansibi-
lidade,	sendo	utilizada	seringa	de	1ml	e	agulha	10x5	e	13x4,5	e	a	administração	deve	ser	feita	
com	a	agulha	no	ângulo	de	15°.	Após	a	aplicação	correta,	identifica-se	a	formação	de	pápula,	
caracterizada	por	pequena	elevação	da	pele	no	local	onde	o	medicamento	foi	introduzido.
EMBASAMENTO TEÓRICO
15
2. VIA SUBCUTÂNEA
Essa	via	de	administração	é	caracterizada	pela	absorção	mais	lenta	do	que	a	da	via	intra-
muscular.	No	entanto,	é	uma	via	que	comporta	pequenos	volume	de	administração,	entre	0,5	ml	
a	1	ml.	Indica-se	a	utilização	de	via	para	administração	de	vacinas,	insulina	e	anticoagulantes.	O	
ângulo	da	administração	depende	da	agulha	utilizada,	se	a	agulha	for	de	10x5	aplicar	no	ângulo	
de	90°	e	para	agulha	de	25x7,	aplicar	no	ângulo	de	45°.	Os	locais	de	aplicação	é	a	face	externa	
do	braço,	face	anterior	e	externa	da	coxa,	região	periumbilical,	região	glútea,	escapular	e	flanco	
direito	ou	esquerdo.
3. VIA ENDOVENOSA
Essa	via	proporciona	a	ação	rápida	do	medicamento	quando	comparada	com	as	demais	
vias,	exige	atenção	e	cuidado	pois	pode	ocasionar	 sérias	complicações	ao	paciente	caso	as	
recomendações,	soluções	administradas	por	essa	via	devem	ser	cristalinas,	não-oleosas	e	sem	
flocos	em	suspensão.	É	imprescindível	a	retirada	de	bolhas	de	ar	na	seringa	para	evitar	a	ocor-
rência de embolia no paciente.
Para	a	administração	de	pequenas	quantidades	de	medicamentos	recomenda-se	a	aplica-
ção	de	medicamentos	nas	veias	periféricas	de	grande	calibre:	região	cubital	(dobra	do	cotovelo),	
dorso da mão e antebraço.
4. VIA INTRAMUSCULAR
A	administração	de	medicamentos	via	intramuscular	(IM)	é	considerada	um	procedimento	
cotidiano	por	ser	uma	prática	de	qualidade	e	mais	segura	ao	paciente.	Diversas	decisões	re-
lacionadas	ao	volume	a	ser	injetado,	medicação	a	ser	administrada,	técnica	de	administração,	
seleção	do	local	dispositivos	devem	ser	consideradas	a	respeito	da	idade	do	paciente,	constitui-
ção	corpórea	e	condições	pré-existentes	tais	como,	distúrbios	de	coagulação.	Desta	forma,	sua	
consecução	 requer	 que	 o	 profissional	 possua	 conhecimentos	 técnicos	 específicos	 (Conselho	
Regional	De	Enfermagem	De	São	Paulo,	2010).
É	utilizada	para	administrar	medicamentos	 irritantes,	 por	 ser	menos	dolorosa	devido	ao	
menor	número	de	terminações	nervosas	no	tecido	muscular	profundo.	A	absorção	é	mais	rápida	
do	que	no	caso	da	aplicação	subcutânea.	Todavia,	o	volume	a	ser	administrado	deve	ser	compa-
tível	com	a	massa	muscular,	que	varia	de	acordo	com	a	idade,	localização	e	estado	nutricional	
(Brasil,	2003).
A	seleção	do	local	de	injeção	é	importante,	pois	a	escolha	incorreta	pode	causar	dano	a	
nervos,	vasos	sanguíneos	ou	ao	próprio	tecido	muscular,	recomenda-se	optar	pela	escolha	de	
um	músculo	 saudável,	 sem	 lesões	ou	 ferimentos	 visíveis	 e	que	não	 tenha	 recebido	 injeções	
16
recentes	(Conselho	Regional	De	Enfermagem	De	São	Paulo,	2010).	Trataremos	a	seguir	sobre	
alguns	aspectos	importantes	que	devem	ser	considerados	a	respeito	da	técnica	de	aplicação	de	
injetáveis	IM:	
4.1) Locais de administração IM 
Conhecer	a	Anatomia	humana	é	fundamental	pois	permite	a	identificação	dos	grupos	mus-
culares	para	a	escolha	da	administração	IM.	Inicialmente,	após	a	escolha	do	local	selecionado,	
o	mesmo	deve	ser	avaliado	quanto	aos	sinais	de	inflamação,	edema,	infecção,	lesões	cutâneas	
caso o local apresente estas características o mesmo deve ser evitado. Para preservação do 
local,	é	de	extrema	importância	a	realização	de	rodizio	dos	locais	para	todos	os	pacientes	que	
necessitam	de	administração	 intramuscular	 frequente.	Esta	 alternância	 de	 locais	 é	 feita	 para	
evitar	a	repetição	de	locais	de	administração,	e	assim,	preservar	a	integridade	da	área	utilizada.	
Contudo,	existem	4	locais	utilizados	habitualmente	para	a	administração	de	medicamentos	via	
intramuscular	e	são	eles:	
4.2) Músculo Deltóide
O	deltóide	é	local	de	escolha	para	administração	de	pequenos	volumes	de	medicamentos	
e administração de imunizantes. O local da aplicação é determinado através do traçado de uma 
linha	imaginária	através	da	axila	e	outra	ao	nível	da	borda	inferior	do	acrômio,	entre	três	e	sete	
centímetros	do	acrômio.	As	bordas	laterais	do	retângulo	são	linhas	verticais	paralelas	localizadas	
entre	o	terço	anterior	e	o	médio	e	entre	o	terço	posterior	e	o	médio	da	face	lateral	do	braço.	Para	
adultos	com	peso	normal,	o	volume	adequado	de	medicamento	em	aplicação	no	deltóide	é	de	
aproximadamente	2ml	(Brasil,	2003).
Artigos	mostram	casos	de	complicações	 locais	pós-injeções	 intramusculares	via	deltóide	
em	adultos,	sendo	identificando	casos	de	contratura	muscular	do	deltóide,	necrose	muscular	e	
lesões	de	graus	variáveis	do	nervo	axilar,	pois	se	localiza	a	cinco	centímetros	da	borda	lateral	do	
acrômio.	A	lesão	nervosa	pode	ocorrer	por	três	mecanismos:	irritação	química	por	ação	tóxica	do	
medicamento,	neurite	progressiva	e	inflamatória	relacionada	à	administração	de	vacinas,	ou	por	
lesão	mecânica	direta	do	nervo	pela	agulha.	Em	virtude	da	variação	anatômica	do	nervo	axilar	
e	 levando-se	em	consideração	o	potencial	de	sequela	causada	pela	 lesão	neural,	o	músculo	
deltóide	não	deve	ser	o	local	de	primeira	escolha	para	injeção	intramuscular	(Conselho	Regional	
De	Enfermagem	De	São	Paulo,	2010).
17
4.3) Músculo Vasto Lateral
Esse	músculo	está	localizado	na	região	antero-lateral	da	coxa,	como	mostrado	na	imagem	
abaixo.	É	o	local	de	escolha	para	aplicar	injeções	IM	nos	lactentes,	já	que	representa	a	maior	
massa	muscular	nessa	faixa	etária,	sendo	também	um	ótimo	local	para	a	 injeção	nos	adultos	
saudáveis.
A	administração	de	medicamentos	nessa	via	deve	ser	feita	com	o	paciente	sentado	com	a	
perna	dobrada	ou	em	decúbito	dorsal	e	a	perna	distendida	(Conselho	Regional	De	Enfermagem	
De	São	Paulo,	2010).
4.4) Músculo Reto Femoral 
O	músculo	reto	femoral	está	localizado	medialmente	ao	músculo	vasto	lateral.	Este	local	
para	administração	de	medicamentos	pode	ser	utilizado	tanto	em	crianças	quanto	em	adultos	
quando	os	outros	locais	não	são	adequados.	A	vantagem	na	utilização	desse	músculo	para	apli-
cação	de	medicações	é	que	pode	ser	usado	facilmente	pelos	pacientes	para	autoadministração.	
Enquanto	isso,	a	desvantagem	é	que	sua	borda	medial	fica	bem	próxima	do	nervo	ciático	e	de	
vasos	sanguíneos	importantes.	Caso	o	músculo	não	seja	bem	desenvolvido,	as	injeções	nesse	
local	também	podem	causar	um	desconforto	considerável	(Conselho	Regional	De	Enfermagem	
De	São	Paulo,	2010).	O	paciente	deve	estar	posicionado	em	decúbito	dorsal	a	perna	relaxada.	
O	volume	máximo	de	 líquido	recomendado	para	ser	 injetado	neste	músculo	é	de	4-5	ml	para	
adultos.
4.5) Região Glútea
A	 região	glútea	é	um	 local	 comumente	utilizado	para	a	administração	de	 injeções.	Esta	
região	pode	ser	dividida	em	dois	 locais	distintos:	área	ventroglútea	e	área	dorsoglútea.Para	
adultos	com	peso	normal,	o	volume	adequado	de	medicamento	em	aplicação	na	região	glútea	é	
de	aproximadamente	4	ml	(Brasil,	2003).
A	região	ventroglútea	é	um	local	de	fácil	acesso,	o	paciente	deve	estar	em	decúbito	ventral,	
dorsal	ou	lateral.	A	localização	da	região	é	feita	colocando-se	a	palma	da	mão	na	porção	lateral	
do	glúteo	e	o	dedo	médio	estendendo-se	até	a	crista	ilíaca,	injeção	é	aplicada	no	centro	do	V	
formado	pelos	dedos	indicador	e	médio,	direcionando-se	a	agulha	discretamente	para	cima,	na	
direção da crista ilíaca.
Esta	área	tem	sido	considerada	a	opção	mais	segura	para	injeção	na	região	glútea,	sendo	
recomendada	como	 local	de	primeira	escolha	para	 injeções	 IM,	uma	vez	que	evita	a	punção	
acidental	de	vasos	sanguíneos	e	nervos,	havendo	poucos	relatos	de	complicações	associadas	
(Conselho	Regional	De	Enfermagem	De	São	Paulo,	2010).
18
Todavia,	a	outra	região	glútea	amplamente	utilizada	é	a	dorsoglútea,	o	paciente	pode	estar	
em	decúbito	ventral	em	uma	superfície	plana	ou	em	pé.	Para	a	administração	de	medicamentos	
na	região	dorsoglútea,	recomenda-se	que	a	aplicação	seja	realizada	no	quadrante	superior	ex-
terno,	evitando	assim	o	risco	de	lesão	do	nervo	ciático	durante	a	aplicação.	Para	determinar	este	
local,	trace	uma	linha	imaginária	da	espinha	ilíaca	póstero-superior	ao	trocanter	maior	do	fêmur	
(Brasil,	2003).	
Esta	região	é	contraindicada	em	crianças	até	pelo	menos	um	ano.	Deve-se	advertir	que	
esta	área	não	tem	sido	mais	recomendada	para	administração	de	medicamentos	IM	em	diversas	
localidades	do	mundo,	uma	vez	que	tem	sido	associada	a	graves	complicações	como	lesão	do	
nervo	ciático	e	da	artéria	glútea	superior	 (Conselho	Regional	De	Enfermagem	De	São	Paulo,	
2010).
4.5.1 Volume da medicação, tamanho da seringa e comprimento da agulha
O	volume	máximo	de	administração	 IM	é	baseado	no	 tamanho	do	músculo,	 sendo	que	
músculos	maiores	tolerariam	volumes	maiores.	Existe	controvérsia	na	literatura	quanto	ao	volume	
máximo	estabelecido	para	cada	administração	de	medicamento	por	via	IM	que	varia	de	acordo	
com	 os	músculos	 selecionados	 como	 possíveis	 locais	 de	 administração.	Os	 cinco	músculos	
geralmente	 selecionados	 como	possíveis	 locais	de	administração,	 são:	 deltóide,	 dorsoglúteo,	
ventroglúteo,	 vasto	 lateral	e	 reto	 lateral.	Estes	músculos	possuem	 irrigação	sanguínea	e	são	
inervados,	embora	somente	o	sítio	de	 injeção	no	dorsoglúteo	possua	maior	proximidade	com	
importante	vaso	sanguíneo	e	nervo.	
A	tolerância	do	paciente	ao	volume	injetado	não	se	deve	somente	a	capacidade	muscular,	
mas	também	a	fatores	associados	ao	medicamento,	como:	a	composição,	oleosidade	e	pH	da	
substância.	Para	a	escolha	do	local	e	volume	de	injeção	deve-se	considerar	a	idade	do	paciente,	
conforme	descrito	no	quadro	abaixo.
Vídeo Teórica e Prática
https://www.youtube.com/playlist?list=PLMygX6qaUk9JM0e4yBMDb-GIGv_zNLsWm
https://www.youtube.com/playlist?list=PLMygX6qaUk9JM0e4yBMDb-GIGv_zNLsWm
https://www.youtube.com/playlist?list=PLMygX6qaUk9JM0e4yBMDb-GIGv_zNLsWm
https://www.youtube.com/playlist?list=PLMygX6qaUk9JM0e4yBMDb-GIGv_zNLsWm
19
QUADRO 2 - SELEÇÃO DO LOCAL DE APLICAÇÃO DE IM E VOLUME MÁXIMO A SER 
ADMINISTRADO, SEGUNDO FAIXA ETÁRIA
Fonte: Conselho Regional De Enfermagem De São Paulo (2010).
A	escolha	do	 tamanho	da	seringa	a	ser	utilizada	deve	ser	compatível	com	o	volume	do	
medicamento	a	ser	administrado.	Assim	como,	o	comprimento	da	agulha	a	ser	utilizada,	pois	
medicamentos	 injetáveis	por	via	 IM	devem	obrigatoriamente	ser	administrados	nesta	camada	
de	 tecido	e	para	que	 isso	ocorra	a	escolha	do	 tamanho	da	agulha	é	essencial	 para	garantir	
que	a	agulha	penetre	os	tecidos	e	atinja	o	músculo	selecionado	reduzindo	complicações	como	
abscessos,	nódulos	e	dor.	Cada	paciente	deve	ser	avaliado	para	selecionar	o	comprimento	da	
agulha	que	garanta	a	transposição	do	tecido	subcutâneo	garantindo	que	o	medicamento	possa	
ser	depositado	no	tecido	muscular.	Alguns	pesquisadores	recomendam	o	cálculo	do	índice	de	
massa	corpórea	do	paciente	para	auxiliar	na	avaliação	do	tecido	adiposo	e	escolha	da	agulha	
adequada.	Além	disso,	é	necessário	considerar	o	tipo	de	medicamento,	o	volume	de	solução	e	o	
músculo	selecionado	(Conselho	Regional	De	Enfermagem	De	São	Paulo,	2010).
20
QUADRO 3 - SELEÇÃO DO LOCAL DE APLICAÇÃO DE IM E CALIBRE DA AGULHA, SEGUNDO AS 
CARACTERÍSTICAS DO PACIENTE
Fonte: Conselho Regional De Enfermagem De São Paulo (2010).
4.5.2 Técnica em Z
A	técnica	Z	para	administração	de	medicamentos	IM	foi	inicialmente	introduzida	para	fárma-
cos	irritantes	para	a	pele.	Atualmente,	tem	sido	recomendada	para	o	uso	em	todas	as	injeções	
IM,	por	ajuda	a	reduzir	a	dor	e	o	escape	da	medicação	no	local	da	entrada	da	agulha.	
A técnica consiste em esticar a pele para baixo ou para o lado do local onde se pretende 
aplicar	a	injeção,	até	o	final	da	administração	do	medicamento	esta	ação	move	os	tecidos	cutâ-
neo	e	subcutâneo	por	aproximadamente	1	a	2	cm.	Após	a	retirada	da	agulha	a	pele	é	liberada	de	
modo	que	volte	a	posição	inicial,	cobrindo	o	orifício	de	entrada	da	agulha	e	impedindo	a	saída	do	
líquido	injetado	(Conselho	Regional	De	Enfermagem	De	São	Paulo,	2010).
4.5.3 Características relacionadas a técnica de administração
Alguns	 cuidados	 relacionados	 a	 técnica	 devem	 ser	 observados	 para	 garantir	 a	 correta	
administração	e	proporcionar	segurança	ao	paciente.	
Ao	selecionar	o	local	para	a	aplicação	em	pacientes	que	possuem	menor	massa	muscular	
o	ideal	é	realizar	a	prega	na	pele,	pinçando	o	músculo.	A	realização	deste	procedimento	expõe	
melhor	o	músculo	para	a	administração	da	injeção	auxiliando	na	execução	do	procedimento	em	
pacientes	idosos,	por	exemplo,	por	apresentar	pouca	massa	muscular.
Outro	aspecto	importante	que	deve	ser	observado	na	administração	de	medicamentos	IM	
é	o	ângulo	para	a	aplicação	que	contribui	para	a	dor	 relacionada	ao	procedimento.	O	ângulo	
21
correto	para	as	aplicações	é	de	90º	por	garantir	que	a	agulha	atinja	o	músculo	e	reduza	a	dor	da	
aplicação. 
Contudo,	 outro	 aspecto	 importante	 que	 deve	 ser	 realizado	 na	 prática	 de	 aplicações	 IM	
como	medida	de	segurança	é	a	aspiração	antes	da	administração	do	fármaco.	Após	a	introdução	
da	agulha	no	músculo,	a	 realização	da	aspiração	permite	verificar	o	possível	 retorno	venoso,	
em	casos	de	introdução	errônea	da	agulha	posicionada	em	um	vaso	sanguíneo,	o	medicamento	
pode ser administrado pela via intravenosa podendo causar um êmbolo como resultado dos 
componentes	químicos	do	fármaco	injetado.	Neste	caso	de	retorno	venoso	a	seringa	deve	ser	
descartada e o medicamento deve ser preparado novamente. 
A	velocidade	de	administração	da	 injeção	do	medicamento	deve	ser	 feita	a	1ml	a	cada	
dez	segundos.	Essa	velocidade	de	administração	proporciona	tempo	para	às	fibras	musculares	
se	expandir	e	absorver	a	solução	injetada.	Recomenda-se	a	espera	de	dez	segundos	antes	de	
retirar	a	agulha	do	músculo	para	que	o	medicamento	se	disperse	no	local	antes	da	agulha	ser	
removida	(Conselho	Regional	De	Enfermagem	De	São	Paulo,	2010).
22
RECURSOS UTILIZADOS
ATENÇÃO: SAÚDE E SEGURANÇA
Caros	alunos	(as),
Este	projeto	 integrador	 visa	 lhes	proporcionar	a	experiência	prática	de	 técnicas	básicas	
executadas	na	 rotina	da	 farmácia.	Todavia,	para	que	sua	segurança	e	 integridade	 física	seja	
mantida	é	indispensável	a	utilização	de	equipamentos	de	proteção	individual	(EPI’s).
a)	Uso	obrigatório	de	jaleco:	longo,	branco,	de	tecido;
b)	Uso	obrigatório	de	luvas	de	procedimentos;
c)	Vestuário	adequado	e	obrigatório:	uso	de	calça	comprida	e	sapatos	fechados,	além	de	
cabelos presos.
d)	As	mãos	devem	ser	lavadas	com	sabão	antes	de	calçar	as	luvas	e	iniciar	o	procedimento,	
bem	como	imediatamente	após	a	retirada	das	luvas,	ao	término	do	procedimento.
Materiais de consumo: 
Descrição Observação 
• Luvas de procedimento e jaleco Material	a	ser	fornecido	pelo	aluno. 
• Algodão;
• Álcool	a	70%;	
• Seringas	descartáveis	de	3	ml;	
• Agulha	25x7	ou	30x7;
• Água
•Uma	 laranja	 (representará	 o	 músculo	 huma-
no).
• Caneta de escrita permanente 
Materiais	a	serem	fornecidos	pelo	alu-
no.
23
O QUE PRECISO FAZER NESSA PRÁTICA?
PROCEDIMENTOS:
1)	Realizar	higienização	das	mãos;
2)	Calçar	luvas	de	procedimento;
3)	Forre	uma	superfície	com	papel	toalha	ou	utilize	uma	bandeja	para	preparo	da	injeção;
4)	Abra	a	embalagem	da	seringa	de	3	ml	e	acople	a	agulha;
5)	Aspirar	1ml	de	água
6)	Remova	bolhas	de	ar,	pressionando	levemente	o	êmbolo	até	que	o	líquido	comece	a	sair	
pela	ponta	da	agulha.
7)	Pegue	a	caneta	de	escrita	permanente	e	faça	uma	marcação	na	laranja,	a	dividindo	em	
quatro	quadrantes.	
8)	Escolha	 o	 quadrante	 superior	 externo,	 que	 é	 o	 local	 adequado	 para	 a	 simulação	 da	
aplicação intramuscular.
9)	Use	um	algodão	embebido	em	álcool	para	limpar	a	área,	do	centro	para	fora.
10)	Segure	a	 seringa	 como	 faria	 em	uma	aplicação	 real,	 utilizando	a	mão	dominante	e	
posicionando-a	entre	o	polegar	e	o	dedo	 indicador,	como	se	 fosse	uma	caneta.	Com	a	outra	
mão,	mantenha	a	laranja	firme	e	insira	a	agulha	em	um	ângulo	de	90º	graus	em	relação	à	sua	
superfície.	Certifique-se	 de	 que	 o	 bisel	 da	 agulha	 esteja	 lateralizado	 e	 perpendicular	 à	 pele,	
formando	um	ângulo	de	90°.	O	bisel,	que	é	a	parte	afiada	da	agulha	com	um	orifício	por	onde	o	
medicamento	flui.
11)	Pressione	a	agulha	contra	a	casca	da	laranja	de	forma	delicada,	até	que	ela	a	perfure.
12)	Empurre	o	êmbolo	devagar	para	injetar	o	líquido	simulado	no	interior	da	laranja.	
24
13)	Retire	a	agulha	da	laranja	em	um	movimento	reto.
14)Use	outro	algodão	para	pressionar	levemente	a	área	simulada,	como	faria	em	um	pa-
ciente.
15)	Para	o	descarte	adequado,	o	algodão,	a	seringa	e	as	luvas	podem	ser	descartados	no	
lixo	comum,	pois	não	estão	contaminados,	já	que	é	apenas	uma	simulação.	Já	a	agulha	utilizada	
deve	ser	encaminhada	a	uma	farmácia	ou	UBS	que	possua	uma	caixa	para	materiais	perfurocor-
tantes,	garantindo	o	descarte	correto.	É	fundamental	seguir	as	boas	práticas	de	biossegurança	
durante todo o processo.
16)	Realizar	higienização	das	mãos.
25
RELATÓRIO
Caro	aluno	(a),
Você	deverá	entregar	 o	Relatório	 tipo	Apresentação	Simples	 (Power	 point).	Para	 isso,	
faça	o	download	do	template,	disponibilizado	junto	a	este	roteiro,	e	siga	as	instruções	contidas	
no mesmo.
MATERIAISMATERIAIS COMPLEMENTARES COMPLEMENTARES
•	Vídeo	sobre	 técnica	de	administração	 intramuscular	em	Z.	Disponível	em:	https://www.
youtube.com/watch?v=M3c-itxeI3M
https://www.youtube.com/watch?v=M3c-itxeI3M
https://www.youtube.com/watch?v=M3c-itxeI3M
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REFERÊNCIASREFERÊNCIAS
BRASIL.	Ministério	da	Saúde.	Secretaria	de	Vigilância	em	Saúde.	Departamento	de	Análise	de	
Situação	de	Saúde.	Saúde	Brasil	2011:	uma	análise	da	situação	de	saúde	e	a	vigilância	da	saúde	
da	mulher	/	Ministério	da	Saúde,	Secretaria	de	Vigilância	em	Saúde,	Departamento	de	Análise	
de	Situação	de	Saúde.	Brasília:	Editora	do	Ministério	da	Saúde,	2012.	Disponível	em:	https://svs.
aids.gov.br/daent/centrais-de-conteudos/publicacoes/saude-brasil/saude-brasil-2011-uma-anali-
se-da-situacao-de-saude-e-a-vigilancia-da-saude-da-mulher.pdf	Acesso	em:	10	jan.	2025.
WASSMANSDORF.	R.	Medidas	e	avaliação.	São	Paulo:	Contentus,	2020,	84	p.

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