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Sumário das Leis Federais

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sumário
Lei Nº 13.709/ 2018 - Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) .................................... 1
Lei Nº 12.527/2011 - Lei de Acesso à Informação (LAI) ................................................. 24
Lei complementar Nº 101/2000 - Estabelece normas de finanças públicas voltadas 
para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências ............................... 36
Lei complementar 131/2009 - Lei da Transparência ...................................................... 63
Lei Nº 8159/1991 - Dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados e 
dá outras providências ................................................................................................... 64
Questões ........................................................................................................................ 67
Gabarito .......................................................................................................................... 73
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Câmara Municipal de Viçosa-MG
Legislação Federal
1
LEI Nº 13.709/ 2018 - Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)
LEI Nº 13.709, DE 14 DE AGOSTO DE 2018
Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte 
Lei:
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa natu-
ral ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de 
liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural.
Parágrafo único. As normas gerais contidas nesta Lei são de interesse nacional e devem ser observadas 
pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
Art. 2º A disciplina da proteção de dados pessoais tem como fundamentos:
I - o respeito à privacidade;
II - a autodeterminação informativa;
III - a liberdade de expressão, de informação, de comunicação e de opinião;
IV - a inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem;
V - o desenvolvimento econômico e tecnológico e a inovação;
VI - a livre iniciativa, a livre concorrência e a defesa do consumidor; e
VII - os direitos humanos, o livre desenvolvimento da personalidade, a dignidade e o exercício da cidadania 
pelas pessoas naturais.
Art. 3º Esta Lei aplica-se a qualquer operação de tratamento realizada por pessoa natural ou por pessoa ju-
rídica de direito público ou privado, independentemente do meio, do país de sua sede ou do país onde estejam 
localizados os dados, desde que:
I - a operação de tratamento seja realizada no território nacional;
II - a atividade de tratamento tenha por objetivo a oferta ou o fornecimento de bens ou serviços ou o trata-
mento de dados de indivíduos localizados no território nacional; ou(Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) 
Vigência
III - os dados pessoais objeto do tratamento tenham sido coletados no território nacional.
§1º Consideram-se coletados no território nacional os dados pessoais cujo titular nele se encontre no mo-
mento da coleta.
§2º Excetua-se do disposto no inciso I deste artigo o tratamento de dados previsto no inciso IV do caput do 
art. 4º desta Lei.
Art. 4º Esta Lei não se aplica ao tratamento de dados pessoais:
I - realizado por pessoa natural para fins exclusivamente particulares e não econômicos;
II - realizado para fins exclusivamente:
a) jornalístico e artísticos; ou
b) acadêmicos, aplicando-se a esta hipótese os arts. 7º e 11 desta Lei;
2
III - realizado para fins exclusivos de:
a) segurança pública;
b) defesa nacional;
c) segurança do Estado; ou
d) atividades de investigação e repressão de infrações penais; ou
IV - provenientes de fora do território nacional e que não sejam objeto de comunicação, uso compartilhado 
de dados com agentes de tratamento brasileiros ou objeto de transferência internacional de dados com outro 
país que não o de proveniência, desde que o país de proveniência proporcione grau de proteção de dados 
pessoais adequado ao previsto nesta Lei.
§1º O tratamento de dados pessoais previsto no inciso III será regido por legislação específica, que deverá 
prever medidas proporcionais e estritamente necessárias ao atendimento do interesse público, observados o 
devido processo legal, os princípios gerais de proteção e os direitos do titular previstos nesta Lei.
§2º É vedado o tratamento dos dados a que se refere o inciso III do caput deste artigo por pessoa de direito 
privado, exceto em procedimentos sob tutela de pessoa jurídica de direito público, que serão objeto de informe 
específico à autoridade nacional e que deverão observar a limitação imposta no §4º deste artigo.
§3º A autoridade nacional emitirá opiniões técnicas ou recomendações referentes às exceções previstas no 
inciso III do caput deste artigo e deverá solicitar aos responsáveis relatórios de impacto à proteção de dados 
pessoais.
§4º Em nenhum caso a totalidade dos dados pessoais de banco de dados de que trata o inciso III do caput 
deste artigo poderá ser tratada por pessoa de direito privado, salvo por aquela que possua capital integralmente 
constituído pelo poder público. (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
Art. 5º Para os fins desta Lei, considera-se:
I - dado pessoal: informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável;
II - dado pessoal sensível: dado pessoal sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, 
filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, dado referente à saúde ou à vida 
sexual, dado genético ou biométrico, quando vinculado a uma pessoa natural;
III - dado anonimizado: dado relativo a titular que não possa ser identificado, considerando a utilização de 
meios técnicos razoáveis e disponíveis na ocasião de seu tratamento;
IV - banco de dados: conjunto estruturado de dados pessoais, estabelecido em um ou em vários locais, em 
suporte eletrônico ou físico;
V - titular: pessoa natural a quem se referem os dados pessoais que são objeto de tratamento;
VI - controlador: pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, a quem competem as decisões 
referentes ao tratamento de dados pessoais;
VII - operador: pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, que realiza o tratamento de dados 
pessoais em nome do controlador;
VIII - encarregado: pessoa indicada pelo controlador e operador para atuar como canal de comunicação 
entre o controlador, os titulares dos dados e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD); (Redação 
dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
IX - agentes de tratamento: o controlador e o operador;
X - tratamento: toda operação realizada com dados pessoais, como as que se referem a coleta, produção, 
recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transmissão, distribuição, processamento, arquiva-
mento, armazenamento, eliminação, avaliação ou controle da informação, modificação, comunicação, trans-
ferência, difusão ou extração;
XI - anonimização: utilização de meios técnicos razoáveis e disponíveis no momento do tratamento, por 
meio dos quais um dado perde a possibilidade de associação, direta ou indireta, a um indivíduo;
3
XII - consentimento: manifestação livre, informada e inequívoca pela qual o titular concorda com o tratamen-
to de seus dados pessoais para uma finalidade determinada;
XIII - bloqueio: suspensão temporária de qualquer operação de tratamento, mediante guarda do dado pes-
soal ou do banco de dados;
XIV - eliminação: exclusão de dado ou de conjunto de dados armazenados em banco de dados, indepen-
dentemente do procedimento empregado;
XV - transferência internacional de dados: transferência de dados pessoais para país estrangeiro ou orga-
nismo internacional do qual o país seja membro;
XVI - uso compartilhado de dados: comunicação, difusão, transferência internacional, interconexãoA aplicação das sanções previstas nesta Lei compete exclusivamente à ANPD, e suas competên-
cias prevalecerão, no que se refere à proteção de dados pessoais, sobre as competências correlatas de outras 
entidades ou órgãos da administração pública. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
Parágrafo único. A ANPD articulará sua atuação com outros órgãos e entidades com competências sancio-
natórias e normativas afetas ao tema de proteção de dados pessoais e será o órgão central de interpretação 
desta Lei e do estabelecimento de normas e diretrizes para a sua implementação. (Incluído pela Lei nº 13.853, 
de 2019)
Art. 55-L. Constituem receitas da ANPD: (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
I - as dotações, consignadas no orçamento geral da União, os créditos especiais, os créditos adicionais, as 
transferências e os repasses que lhe forem conferidos; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
II - as doações, os legados, as subvenções e outros recursos que lhe forem destinados; (Incluído pela Lei 
nº 13.853, de 2019)
III - os valores apurados na venda ou aluguel de bens móveis e imóveis de sua propriedade; (Incluído pela 
Lei nº 13.853, de 2019)
IV - os valores apurados em aplicações no mercado financeiro das receitas previstas neste artigo; (Incluído 
pela Lei nº 13.853, de 2019)
V - (VETADO); (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
VI - os recursos provenientes de acordos, convênios ou contratos celebrados com entidades, organismos ou 
empresas, públicos ou privados, nacionais ou internacionais; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
VII - o produto da venda de publicações, material técnico, dados e informações, inclusive para fins de licita-
ção pública. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
Art. 55-M. Constituem o patrimônio da ANPD os bens e os direitos: (Incluído pela Lei nº 14.460, de 2022)
I - que lhe forem transferidos pelos órgãos da Presidência da República; e (Incluído pela Lei nº 14.460, de 
2022)
II - que venha a adquirir ou a incorporar. (Incluído pela Lei nº 14.460, de 2022)
Art. 56. (VETADO).
Art. 5 7. (VETADO).
22
SEÇÃO II
DO CONSELHO NACIONAL DE PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS E DA PRIVACIDADE
Art. 58. (VETADO).
Art. 58-A. O Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade será composto de 23 
(vinte e três) representantes, titulares e suplentes, dos seguintes órgãos:(Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
I - 5 (cinco) do Poder Executivo federal; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
II - 1 (um) do Senado Federal;(Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
III - 1 (um) da Câmara dos Deputados; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
IV - 1 (um) do Conselho Nacional de Justiça;(Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
V - 1 (um) do Conselho Nacional do Ministério Público; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
VI - 1 (um) do Comitê Gestor da Internet no Brasil; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
VII - 3 (três) de entidades da sociedade civil com atuação relacionada a proteção de dados pessoais; (Inclu-
ído pela Lei nº 13.853, de 2019)
VIII - 3 (três) de instituições científicas, tecnológicas e de inovação; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
IX - 3 (três) de confederações sindicais representativas das categorias econômicas do setor produtivo; (In-
cluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
X - 2 (dois) de entidades representativas do setor empresarial relacionado à área de tratamento de dados 
pessoais; e (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
XI - 2 (dois) de entidades representativas do setor laboral. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
§1º Os representantes serão designados por ato do Presidente da República, permitida a delegação. (Inclu-
ído pela Lei nº 13.853, de 2019)
§2º Os representantes de que tratam os incisos I, II, III, IV, V e VI do caput deste artigo e seus suplentes 
serão indicados pelos titulares dos respectivos órgãos e entidades da administração pública. (Incluído pela Lei 
nº 13.853, de 2019)
§3º Os representantes de que tratam os incisos VII, VIII, IX, X e XI do caput deste artigo e seus suplentes: 
(Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
I - serão indicados na forma de regulamento; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
II - não poderão ser membros do Comitê Gestor da Internet no Brasil; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
III - terão mandato de 2 (dois) anos, permitida 1 (uma) recondução. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
§4º A participação no Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade será considera-
da prestação de serviço público relevante, não remunerada. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
Art. 58-B. Compete ao Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade: (Incluído pela 
Lei nº 13.853, de 2019)
I - propor diretrizes estratégicas e fornecer subsídios para a elaboração da Política Nacional de Proteção de 
Dados Pessoais e da Privacidade e para a atuação da ANPD; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
II - elaborar relatórios anuais de avaliação da execução das ações da Política Nacional de Proteção de Da-
dos Pessoais e da Privacidade; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
III - sugerir ações a serem realizadas pela ANPD; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
IV - elaborar estudos e realizar debates e audiências públicas sobre a proteção de dados pessoais e da 
privacidade; e (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
V - disseminar o conhecimento sobre a proteção de dados pessoais e da privacidade à população. (Incluído 
pela Lei nº 13.853, de 2019)
Art. 59. (VETADO).
23
CAPÍTULO X
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 60. A Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014 (Marco Civil da Internet) , passa a vigorar com as seguintes 
alterações:
“Art. 7º ..................................................................
.......................................................................................
X - exclusão definitiva dos dados pessoais que tiver fornecido a determinada aplicação de internet, a seu re-
querimento, ao término da relação entre as partes, ressalvadas as hipóteses de guarda obrigatória de registros 
previstas nesta Lei e na que dispõe sobre a proteção de dados pessoais;
..............................................................................” (NR)
“Art. 16. .................................................................
.......................................................................................
II - de dados pessoais que sejam excessivos em relação à finalidade para a qual foi dado consentimento 
pelo seu titular, exceto nas hipóteses previstas na Lei que dispõe sobre a proteção de dados pessoais.” (NR)
Art. 61. A empresa estrangeira será notificada e intimada de todos os atos processuais previstos nesta Lei, 
independentemente de procuração ou de disposição contratual ou estatutária, na pessoa do agente ou repre-
sentante ou pessoa responsável por sua filial, agência, sucursal, estabelecimento ou escritório instalado no 
Brasil.
Art. 62. A autoridade nacional e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira 
(Inep), no âmbito de suas competências, editarão regulamentos específicos para o acesso a dados tratados 
pela União para o cumprimento do disposto no §2º do art. 9º da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei 
de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) , e aos referentes ao Sistema Nacional de Avaliação da Educação 
Superior (Sinaes), de que trata a Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004 .
Art. 63. A autoridade nacional estabelecerá normas sobre a adequação progressiva de bancos de dados 
constituídos até a data de entrada em vigor desta Lei, consideradas a complexidade das operações de trata-
mento e a natureza dos dados.
Art. 64. Os direitos e princípios expressos nesta Lei não excluem outros previstos no ordenamento jurídico 
pátrio relacionados à matéria ou nos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.
Art. 65. Esta Lei entra em vigor: (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019)
I - dia 28 de dezembro de 2018, quanto aos arts.55-A, 55-B, 55-C, 55-D, 55-E, 55-F, 55-G, 55-H, 55-I, 55-J, 
55-K, 55-L, 58-A e 58-B; e (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
I-A – dia 1º de agosto de 2021, quanto aos arts. 52, 53 e 54; (Incluído pela Lei nº 14.010, de 2020)
II - 24 (vinte e quatro) meses após a data de sua publicação, quanto aos demais artigos. (Incluído pela Lei 
nº 13.853, de 2019)
Brasília , 14 de agosto de 2018; 197º da Independência e 130º da República.
24
LEI Nº 12.527/2011 - Lei de Acesso à Informação (LAI)
LEI Nº 12.527, DE 18 DE NOVEMBRO DE 2011
Regula o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5º , no inciso II do § 3º do art. 37 e no § 2º 
do art. 216 da Constituição Federal; altera a Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990; revoga a Lei nº 11.111, 
de 5 de maio de 2005, e dispositivos da Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991; e dá outras providências.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte 
Lei:
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre os procedimentos a serem observados pela União, Estados, Distrito Federal e 
Municípios, com o fim de garantir o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5º , no inciso II do § 
3º do art. 37 e no § 2º do art. 216 da Constituição Federal.
Parágrafo único. Subordinam-se ao regime desta Lei:
I - os órgãos públicos integrantes da administração direta dos Poderes Executivo, Legislativo, incluindo as 
Cortes de Contas, e Judiciário e do Ministério Público;
II - as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e demais 
entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
Art. 2º Aplicam-se as disposições desta Lei, no que couber, às entidades privadas sem fins lucrativos que 
recebam, para realização de ações de interesse público, recursos públicos diretamente do orçamento ou me-
diante subvenções sociais, contrato de gestão, termo de parceria, convênios, acordo, ajustes ou outros instru-
mentos congêneres.
Parágrafo único. A publicidade a que estão submetidas as entidades citadas no caput refere-se à parcela 
dos recursos públicos recebidos e à sua destinação, sem prejuízo das prestações de contas a que estejam 
legalmente obrigadas.
Art. 3º Os procedimentos previstos nesta Lei destinam-se a assegurar o direito fundamental de acesso à 
informação e devem ser executados em conformidade com os princípios básicos da administração pública e 
com as seguintes diretrizes:
I - observância da publicidade como preceito geral e do sigilo como exceção;
II - divulgação de informações de interesse público, independentemente de solicitações;
III - utilização de meios de comunicação viabilizados pela tecnologia da informação;
IV - fomento ao desenvolvimento da cultura de transparência na administração pública;
V - desenvolvimento do controle social da administração pública.
Art. 4º Para os efeitos desta Lei, considera-se:
I - informação: dados, processados ou não, que podem ser utilizados para produção e transmissão de co-
nhecimento, contidos em qualquer meio, suporte ou formato;
II - documento: unidade de registro de informações, qualquer que seja o suporte ou formato;
III - informação sigilosa: aquela submetida temporariamente à restrição de acesso público em razão de sua 
imprescindibilidade para a segurança da sociedade e do Estado;
IV - informação pessoal: aquela relacionada à pessoa natural identificada ou identificável;
25
V - tratamento da informação: conjunto de ações referentes à produção, recepção, classificação, utilização, 
acesso, reprodução, transporte, transmissão, distribuição, arquivamento, armazenamento, eliminação, avalia-
ção, destinação ou controle da informação;
VI - disponibilidade: qualidade da informação que pode ser conhecida e utilizada por indivíduos, equipamen-
tos ou sistemas autorizados;
VII - autenticidade: qualidade da informação que tenha sido produzida, expedida, recebida ou modificada 
por determinado indivíduo, equipamento ou sistema;
VIII - integridade: qualidade da informação não modificada, inclusive quanto à origem, trânsito e destino;
IX - primariedade: qualidade da informação coletada na fonte, com o máximo de detalhamento possível, 
sem modificações.
Art. 5º É dever do Estado garantir o direito de acesso à informação, que será franqueada, mediante proce-
dimentos objetivos e ágeis, de forma transparente, clara e em linguagem de fácil compreensão.
CAPÍTULO II
DO ACESSO A INFORMAÇÕES E DA SUA DIVULGAÇÃO
Art. 6º Cabe aos órgãos e entidades do poder público, observadas as normas e procedimentos específicos 
aplicáveis, assegurar a:
I - gestão transparente da informação, propiciando amplo acesso a ela e sua divulgação;
II - proteção da informação, garantindo-se sua disponibilidade, autenticidade e integridade; e
III - proteção da informação sigilosa e da informação pessoal, observada a sua disponibilidade, autenticida-
de, integridade e eventual restrição de acesso.
Art. 7º O acesso à informação de que trata esta Lei compreende, entre outros, os direitos de obter:
I - orientação sobre os procedimentos para a consecução de acesso, bem como sobre o local onde poderá 
ser encontrada ou obtida a informação almejada;
II - informação contida em registros ou documentos, produzidos ou acumulados por seus órgãos ou entida-
des, recolhidos ou não a arquivos públicos;
III - informação produzida ou custodiada por pessoa física ou entidade privada decorrente de qualquer vín-
culo com seus órgãos ou entidades, mesmo que esse vínculo já tenha cessado;
IV - informação primária, íntegra, autêntica e atualizada;
V - informação sobre atividades exercidas pelos órgãos e entidades, inclusive as relativas à sua política, 
organização e serviços;
VI - informação pertinente à administração do patrimônio público, utilização de recursos públicos, licitação, 
contratos administrativos; e
VII - informação relativa:
a) à implementação, acompanhamento e resultados dos programas, projetos e ações dos órgãos e entida-
des públicas, bem como metas e indicadores propostos;
b) ao resultado de inspeções, auditorias, prestações e tomadas de contas realizadas pelos órgãos de con-
trole interno e externo, incluindo prestações de contas relativas a exercícios anteriores.
VIII – (VETADO). (Incluído pela Lei nº 14.345, de 2022)
§ 1º O acesso à informação previsto no caput não compreende as informações referentes a projetos de pes-
quisa e desenvolvimento científicos ou tecnológicos cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade 
e do Estado.
§ 2º Quando não for autorizado acesso integral à informação por ser ela parcialmente sigilosa, é assegurado 
o acesso à parte não sigilosa por meio de certidão, extrato ou cópia com ocultação da parte sob sigilo.
26
§ 3º O direito de acesso aos documentos ou às informações neles contidas utilizados como fundamento da 
tomada de decisão e do ato administrativo será assegurado com a edição do ato decisório respectivo.
§ 4º A negativa de acesso às informações objeto de pedido formulado aos órgãos e entidades referidas no 
art. 1º , quando não fundamentada, sujeitará o responsável a medidas disciplinares, nos termos do art. 32 desta 
Lei.
§ 5º Informado do extravio da informação solicitada, poderá o interessado requerer à autoridade competente 
a imediata abertura de sindicância para apurar o desaparecimento da respectiva documentação.
§ 6º Verificada a hipótese prevista no § 5º deste artigo, o responsável pela guarda da informação extraviada 
deverá, no prazo de 10 (dez) dias, justificar o fato e indicar testemunhas que comprovem sua alegação.
Art. 8º É dever dos órgãos e entidades públicas promover, independentemente de requerimentos, a divulga-
ção em local de fácil acesso, no âmbito de suas competências, de informações de interesse coletivo ou geral 
por eles produzidas ou custodiadas.
§ 1º Na divulgação das informações a que se refere o caput, deverão constar, no mínimo:
I - registro das competênciase estrutura organizacional, endereços e telefones das respectivas unidades e 
horários de atendimento ao público;
II - registros de quaisquer repasses ou transferências de recursos financeiros;
III - registros das despesas;
IV - informações concernentes a procedimentos licitatórios, inclusive os respectivos editais e resultados, 
bem como a todos os contratos celebrados;
V - dados gerais para o acompanhamento de programas, ações, projetos e obras de órgãos e entidades; e
VI - respostas a perguntas mais frequentes da sociedade.
§ 2º Para cumprimento do disposto no caput, os órgãos e entidades públicas deverão utilizar todos os meios 
e instrumentos legítimos de que dispuserem, sendo obrigatória a divulgação em sítios oficiais da rede mundial 
de computadores (internet).
§ 3º Os sítios de que trata o § 2º deverão, na forma de regulamento, atender, entre outros, aos seguintes 
requisitos:
I - conter ferramenta de pesquisa de conteúdo que permita o acesso à informação de forma objetiva, trans-
parente, clara e em linguagem de fácil compreensão;
II - possibilitar a gravação de relatórios em diversos formatos eletrônicos, inclusive abertos e não proprietá-
rios, tais como planilhas e texto, de modo a facilitar a análise das informações;
III - possibilitar o acesso automatizado por sistemas externos em formatos abertos, estruturados e legíveis 
por máquina;
IV - divulgar em detalhes os formatos utilizados para estruturação da informação;
V - garantir a autenticidade e a integridade das informações disponíveis para acesso;
VI - manter atualizadas as informações disponíveis para acesso;
VII - indicar local e instruções que permitam ao interessado comunicar-se, por via eletrônica ou telefônica, 
com o órgão ou entidade detentora do sítio; e
VIII - adotar as medidas necessárias para garantir a acessibilidade de conteúdo para pessoas com defici-
ência, nos termos do art. 17 da Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, e do art. 9º da Convenção sobre os 
Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pelo Decreto Legislativo nº 186, de 9 de julho de 2008.
§ 4º Os Municípios com população de até 10.000 (dez mil) habitantes ficam dispensados da divulgação 
obrigatória na internet a que se refere o § 2º , mantida a obrigatoriedade de divulgação, em tempo real, de in-
formações relativas à execução orçamentária e financeira, nos critérios e prazos previstos no art. 73-B da Lei 
Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal).
Art. 9º O acesso a informações públicas será assegurado mediante:
27
I - criação de serviço de informações ao cidadão, nos órgãos e entidades do poder público, em local com 
condições apropriadas para:
a) atender e orientar o público quanto ao acesso a informações;
b) informar sobre a tramitação de documentos nas suas respectivas unidades;
c) protocolizar documentos e requerimentos de acesso a informações; e
II - realização de audiências ou consultas públicas, incentivo à participação popular ou a outras formas de 
divulgação.
CAPÍTULO III
DO PROCEDIMENTO DE ACESSO À INFORMAÇÃO
SEÇÃO I
DO PEDIDO DE ACESSO
Art. 10. Qualquer interessado poderá apresentar pedido de acesso a informações aos órgãos e entidades 
referidos no art. 1º desta Lei, por qualquer meio legítimo, devendo o pedido conter a identificação do requerente 
e a especificação da informação requerida.
§ 1º Para o acesso a informações de interesse público, a identificação do requerente não pode conter exi-
gências que inviabilizem a solicitação.
§ 2º Os órgãos e entidades do poder público devem viabilizar alternativa de encaminhamento de pedidos de 
acesso por meio de seus sítios oficiais na internet.
§ 3º São vedadas quaisquer exigências relativas aos motivos determinantes da solicitação de informações 
de interesse público.
Art. 11. O órgão ou entidade pública deverá autorizar ou conceder o acesso imediato à informação disponí-
vel.
§ 1º Não sendo possível conceder o acesso imediato, na forma disposta no caput, o órgão ou entidade que 
receber o pedido deverá, em prazo não superior a 20 (vinte) dias:
I - comunicar a data, local e modo para se realizar a consulta, efetuar a reprodução ou obter a certidão;
II - indicar as razões de fato ou de direito da recusa, total ou parcial, do acesso pretendido; ou
III - comunicar que não possui a informação, indicar, se for do seu conhecimento, o órgão ou a entidade que 
a detém, ou, ainda, remeter o requerimento a esse órgão ou entidade, cientificando o interessado da remessa 
de seu pedido de informação.
§ 2º O prazo referido no § 1º poderá ser prorrogado por mais 10 (dez) dias, mediante justificativa expressa, 
da qual será cientificado o requerente.
§ 3º Sem prejuízo da segurança e da proteção das informações e do cumprimento da legislação aplicável, o 
órgão ou entidade poderá oferecer meios para que o próprio requerente possa pesquisar a informação de que 
necessitar.
§ 4º Quando não for autorizado o acesso por se tratar de informação total ou parcialmente sigilosa, o re-
querente deverá ser informado sobre a possibilidade de recurso, prazos e condições para sua interposição, 
devendo, ainda, ser-lhe indicada a autoridade competente para sua apreciação.
§ 5º A informação armazenada em formato digital será fornecida nesse formato, caso haja anuência do 
requerente.
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§ 6º Caso a informação solicitada esteja disponível ao público em formato impresso, eletrônico ou em qual-
quer outro meio de acesso universal, serão informados ao requerente, por escrito, o lugar e a forma pela qual 
se poderá consultar, obter ou reproduzir a referida informação, procedimento esse que desonerará o órgão ou 
entidade pública da obrigação de seu fornecimento direto, salvo se o requerente declarar não dispor de meios 
para realizar por si mesmo tais procedimentos.
Art. 12. O serviço de busca e fornecimento da informação é gratuito, salvo nas hipóteses de reprodução de 
documentos pelo órgão ou entidade pública consultada, situação em que poderá ser cobrado exclusivamente 
o valor necessário ao ressarcimento do custo dos serviços e dos materiais utilizados. (Vide Lei nº 14.129, de 
2021) (Vigência)
Parágrafo único. Estará isento de ressarcir os custos previstos no caput todo aquele cuja situação econô-
mica não lhe permita fazê-lo sem prejuízo do sustento próprio ou da família, declarada nos termos da Lei nº 
7.115, de 29 de agosto de 1983.
Art. 12. O serviço de busca e de fornecimento de informação é gratuito. (Redação dada pela Lei nº 14.129, 
de 2021) (Vigência)
§ 1º O órgão ou a entidade poderá cobrar exclusivamente o valor necessário ao ressarcimento dos custos 
dos serviços e dos materiais utilizados, quando o serviço de busca e de fornecimento da informação exigir 
reprodução de documentos pelo órgão ou pela entidade pública consultada. (Incluído pela Lei nº 14.129, de 
2021) (Vigência)
§ 2º Estará isento de ressarcir os custos previstos no § 1º deste artigo aquele cuja situação econômica não 
lhe permita fazê-lo sem prejuízo do sustento próprio ou da família, declarada nos termos da Lei nº 7.115, de 29 
de agosto de 1983. (Incluído pela Lei nº 14.129, de 2021) (Vigência)
Art. 13. Quando se tratar de acesso à informação contida em documento cuja manipulação possa prejudicar 
sua integridade, deverá ser oferecida a consulta de cópia, com certificação de que esta confere com o original.
Parágrafo único. Na impossibilidade de obtenção de cópias, o interessado poderá solicitar que, a suas ex-
pensas e sob supervisão de servidor público, a reprodução seja feita por outro meio que não ponha em risco a 
conservação do documento original.
Art. 14. É direito do requerente obter o inteiro teor de decisão de negativa de acesso, por certidão ou cópia.
SEÇÃO II
DOS RECURSOS
Art. 15. No caso de indeferimento de acesso a informações ou às razões da negativa do acesso, poderá o 
interessado interpor recurso contra a decisão no prazo de 10 (dez) dias a contar da sua ciência.
Parágrafo único. O recursoserá dirigido à autoridade hierarquicamente superior à que exarou a decisão 
impugnada, que deverá se manifestar no prazo de 5 (cinco) dias.
Art. 16. Negado o acesso a informação pelos órgãos ou entidades do Poder Executivo Federal, o requerente 
poderá recorrer à Controladoria-Geral da União, que deliberará no prazo de 5 (cinco) dias se:
I - o acesso à informação não classificada como sigilosa for negado;
II - a decisão de negativa de acesso à informação total ou parcialmente classificada como sigilosa não indi-
car a autoridade classificadora ou a hierarquicamente superior a quem possa ser dirigido pedido de acesso ou 
desclassificação;
III - os procedimentos de classificação de informação sigilosa estabelecidos nesta Lei não tiverem sido ob-
servados; e
IV - estiverem sendo descumpridos prazos ou outros procedimentos previstos nesta Lei.
§ 1º O recurso previsto neste artigo somente poderá ser dirigido à Controladoria-Geral da União depois de 
submetido à apreciação de pelo menos uma autoridade hierarquicamente superior àquela que exarou a decisão 
impugnada, que deliberará no prazo de 5 (cinco) dias.
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§ 2º Verificada a procedência das razões do recurso, a Controladoria-Geral da União determinará ao órgão 
ou entidade que adote as providências necessárias para dar cumprimento ao disposto nesta Lei.
§ 3º Negado o acesso à informação pela Controladoria-Geral da União, poderá ser interposto recurso à 
Comissão Mista de Reavaliação de Informações, a que se refere o art. 35.
Art. 17. No caso de indeferimento de pedido de desclassificação de informação protocolado em órgão da 
administração pública federal, poderá o requerente recorrer ao Ministro de Estado da área, sem prejuízo das 
competências da Comissão Mista de Reavaliação de Informações, previstas no art. 35, e do disposto no art. 16.
§ 1º O recurso previsto neste artigo somente poderá ser dirigido às autoridades mencionadas depois de 
submetido à apreciação de pelo menos uma autoridade hierarquicamente superior à autoridade que exarou a 
decisão impugnada e, no caso das Forças Armadas, ao respectivo Comando.
§ 2º Indeferido o recurso previsto no caput que tenha como objeto a desclassificação de informação secreta 
ou ultrassecreta, caberá recurso à Comissão Mista de Reavaliação de Informações prevista no art. 35.
Art. 18. Os procedimentos de revisão de decisões denegatórias proferidas no recurso previsto no art. 15 
e de revisão de classificação de documentos sigilosos serão objeto de regulamentação própria dos Poderes 
Legislativo e Judiciário e do Ministério Público, em seus respectivos âmbitos, assegurado ao solicitante, em 
qualquer caso, o direito de ser informado sobre o andamento de seu pedido.
Art. 19. (VETADO).
§ 1º (VETADO).
§ 2º Os órgãos do Poder Judiciário e do Ministério Público informarão ao Conselho Nacional de Justiça e 
ao Conselho Nacional do Ministério Público, respectivamente, as decisões que, em grau de recurso, negarem 
acesso a informações de interesse público.
Art. 20. Aplica-se subsidiariamente, no que couber, a Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999, ao procedimen-
to de que trata este Capítulo.
CAPÍTULO IV
DAS RESTRIÇÕES DE ACESSO À INFORMAÇÃO
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 21. Não poderá ser negado acesso à informação necessária à tutela judicial ou administrativa de direitos 
fundamentais.
Parágrafo único. As informações ou documentos que versem sobre condutas que impliquem violação dos 
direitos humanos praticada por agentes públicos ou a mando de autoridades públicas não poderão ser objeto 
de restrição de acesso.
Art. 22. O disposto nesta Lei não exclui as demais hipóteses legais de sigilo e de segredo de justiça nem as 
hipóteses de segredo industrial decorrentes da exploração direta de atividade econômica pelo Estado ou por 
pessoa física ou entidade privada que tenha qualquer vínculo com o poder público.
SEÇÃO II
DA CLASSIFICAÇÃO DA INFORMAÇÃO QUANTO AO GRAU E PRAZOS DE SIGILO
Art. 23. São consideradas imprescindíveis à segurança da sociedade ou do Estado e, portanto, passíveis de 
classificação as informações cuja divulgação ou acesso irrestrito possam:
I - pôr em risco a defesa e a soberania nacionais ou a integridade do território nacional;
II - prejudicar ou pôr em risco a condução de negociações ou as relações internacionais do País, ou as que 
tenham sido fornecidas em caráter sigiloso por outros Estados e organismos internacionais;
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III - pôr em risco a vida, a segurança ou a saúde da população;
IV - oferecer elevado risco à estabilidade financeira, econômica ou monetária do País;
V - prejudicar ou causar risco a planos ou operações estratégicos das Forças Armadas;
VI - prejudicar ou causar risco a projetos de pesquisa e desenvolvimento científico ou tecnológico, assim 
como a sistemas, bens, instalações ou áreas de interesse estratégico nacional;
VII - pôr em risco a segurança de instituições ou de altas autoridades nacionais ou estrangeiras e seus fa-
miliares; ou
VIII - comprometer atividades de inteligência, bem como de investigação ou fiscalização em andamento, 
relacionadas com a prevenção ou repressão de infrações.
Art. 24. A informação em poder dos órgãos e entidades públicas, observado o seu teor e em razão de sua 
imprescindibilidade à segurança da sociedade ou do Estado, poderá ser classificada como ultrassecreta, se-
creta ou reservada.
§ 1º Os prazos máximos de restrição de acesso à informação, conforme a classificação prevista no caput, 
vigoram a partir da data de sua produção e são os seguintes:
I - ultrassecreta: 25 (vinte e cinco) anos;
II - secreta: 15 (quinze) anos; e
III - reservada: 5 (cinco) anos.
§ 2º As informações que puderem colocar em risco a segurança do Presidente e Vice-Presidente da Repú-
blica e respectivos cônjuges e filhos(as) serão classificadas como reservadas e ficarão sob sigilo até o término 
do mandato em exercício ou do último mandato, em caso de reeleição.
§ 3º Alternativamente aos prazos previstos no § 1º , poderá ser estabelecida como termo final de restrição 
de acesso a ocorrência de determinado evento, desde que este ocorra antes do transcurso do prazo máximo 
de classificação.
§ 4º Transcorrido o prazo de classificação ou consumado o evento que defina o seu termo final, a informa-
ção tornar-se-á, automaticamente, de acesso público.
§ 5º Para a classificação da informação em determinado grau de sigilo, deverá ser observado o interesse 
público da informação e utilizado o critério menos restritivo possível, considerados:
I - a gravidade do risco ou dano à segurança da sociedade e do Estado; e
II - o prazo máximo de restrição de acesso ou o evento que defina seu termo final.
SEÇÃO III
DA PROTEÇÃO E DO CONTROLE DE INFORMAÇÕES SIGILOSAS
Art. 25. É dever do Estado controlar o acesso e a divulgação de informações sigilosas produzidas por seus 
órgãos e entidades, assegurando a sua proteção. (Regulamento)
§ 1º O acesso, a divulgação e o tratamento de informação classificada como sigilosa ficarão restritos a 
pessoas que tenham necessidade de conhecê-la e que sejam devidamente credenciadas na forma do regula-
mento, sem prejuízo das atribuições dos agentes públicos autorizados por lei.
§ 2º O acesso à informação classificada como sigilosa cria a obrigação para aquele que a obteve de res-
guardar o sigilo.
§ 3º Regulamento disporá sobre procedimentos e medidas a serem adotados para o tratamento de infor-
mação sigilosa, de modo a protegê-la contra perda, alteração indevida, acesso, transmissão e divulgação não 
autorizados.
Art. 26. As autoridades públicas adotarão as providências necessárias para que o pessoal a elas subordina-
do hierarquicamente conheça as normas e observe as medidas e procedimentos de segurança para tratamento 
de informações sigilosas.
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Parágrafo único. A pessoa física ou entidade privada que, em razão de qualquer vínculo com o poder pú-
blico, executar atividades de tratamento de informações sigilosas adotará as providências necessárias para 
que seus empregados, prepostosou representantes observem as medidas e procedimentos de segurança das 
informações resultantes da aplicação desta Lei.
SEÇÃO IV
DOS PROCEDIMENTOS DE CLASSIFICAÇÃO, RECLASSIFICAÇÃO E DESCLASSIFICAÇÃO
Art. 27. A classificação do sigilo de informações no âmbito da administração pública federal é de competên-
cia: (Regulamento)
I - no grau de ultrassecreto, das seguintes autoridades:
a) Presidente da República;
b) Vice-Presidente da República;
c) Ministros de Estado e autoridades com as mesmas prerrogativas;
d) Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica; e
e) Chefes de Missões Diplomáticas e Consulares permanentes no exterior;
II - no grau de secreto, das autoridades referidas no inciso I, dos titulares de autarquias, fundações ou em-
presas públicas e sociedades de economia mista; e
III - no grau de reservado, das autoridades referidas nos incisos I e II e das que exerçam funções de dire-
ção, comando ou chefia, nível DAS 101.5, ou superior, do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores, ou 
de hierarquia equivalente, de acordo com regulamentação específica de cada órgão ou entidade, observado o 
disposto nesta Lei.
§ 1º A competência prevista nos incisos I e II, no que se refere à classificação como ultrassecreta e secreta, 
poderá ser delegada pela autoridade responsável a agente público, inclusive em missão no exterior, vedada a 
subdelegação.
§ 2º A classificação de informação no grau de sigilo ultrassecreto pelas autoridades previstas nas alíneas “d” 
e “e” do inciso I deverá ser ratificada pelos respectivos Ministros de Estado, no prazo previsto em regulamento.
§ 3º A autoridade ou outro agente público que classificar informação como ultrassecreta deverá encaminhar 
a decisão de que trata o art. 28 à Comissão Mista de Reavaliação de Informações, a que se refere o art. 35, no 
prazo previsto em regulamento.
Art. 28. A classificação de informação em qualquer grau de sigilo deverá ser formalizada em decisão que 
conterá, no mínimo, os seguintes elementos:
I - assunto sobre o qual versa a informação;
II - fundamento da classificação, observados os critérios estabelecidos no art. 24;
III - indicação do prazo de sigilo, contado em anos, meses ou dias, ou do evento que defina o seu termo final, 
conforme limites previstos no art. 24; e
IV - identificação da autoridade que a classificou.
Parágrafo único. A decisão referida no caput será mantida no mesmo grau de sigilo da informação classifi-
cada.
Art. 29. A classificação das informações será reavaliada pela autoridade classificadora ou por autoridade 
hierarquicamente superior, mediante provocação ou de ofício, nos termos e prazos previstos em regulamento, 
com vistas à sua desclassificação ou à redução do prazo de sigilo, observado o disposto no art. 24. (Regula-
mento)
§ 1º O regulamento a que se refere o caput deverá considerar as peculiaridades das informações produzi-
das no exterior por autoridades ou agentes públicos.
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§ 2º Na reavaliação a que se refere o caput, deverão ser examinadas a permanência dos motivos do sigilo 
e a possibilidade de danos decorrentes do acesso ou da divulgação da informação.
§ 3º Na hipótese de redução do prazo de sigilo da informação, o novo prazo de restrição manterá como 
termo inicial a data da sua produção.
Art. 30. A autoridade máxima de cada órgão ou entidade publicará, anualmente, em sítio à disposição na 
internet e destinado à veiculação de dados e informações administrativas, nos termos de regulamento:
I - rol das informações que tenham sido desclassificadas nos últimos 12 (doze) meses;
II - rol de documentos classificados em cada grau de sigilo, com identificação para referência futura;
III - relatório estatístico contendo a quantidade de pedidos de informação recebidos, atendidos e indeferidos, 
bem como informações genéricas sobre os solicitantes.
§ 1º Os órgãos e entidades deverão manter exemplar da publicação prevista no caput para consulta pública 
em suas sedes.
§ 2º Os órgãos e entidades manterão extrato com a lista de informações classificadas, acompanhadas da 
data, do grau de sigilo e dos fundamentos da classificação.
SEÇÃO V
DAS INFORMAÇÕES PESSOAIS
Art. 31. O tratamento das informações pessoais deve ser feito de forma transparente e com respeito à inti-
midade, vida privada, honra e imagem das pessoas, bem como às liberdades e garantias individuais.
§ 1º As informações pessoais, a que se refere este artigo, relativas à intimidade, vida privada, honra e ima-
gem:
I - terão seu acesso restrito, independentemente de classificação de sigilo e pelo prazo máximo de 100 
(cem) anos a contar da sua data de produção, a agentes públicos legalmente autorizados e à pessoa a que 
elas se referirem; e
II - poderão ter autorizada sua divulgação ou acesso por terceiros diante de previsão legal ou consentimento 
expresso da pessoa a que elas se referirem.
§ 2º Aquele que obtiver acesso às informações de que trata este artigo será responsabilizado por seu uso 
indevido.
§ 3º O consentimento referido no inciso II do § 1º não será exigido quando as informações forem necessá-
rias:
I - à prevenção e diagnóstico médico, quando a pessoa estiver física ou legalmente incapaz, e para utiliza-
ção única e exclusivamente para o tratamento médico;
II - à realização de estatísticas e pesquisas científicas de evidente interesse público ou geral, previstos em 
lei, sendo vedada a identificação da pessoa a que as informações se referirem;
III - ao cumprimento de ordem judicial;
IV - à defesa de direitos humanos; ou
V - à proteção do interesse público e geral preponderante.
§ 4º A restrição de acesso à informação relativa à vida privada, honra e imagem de pessoa não poderá ser 
invocada com o intuito de prejudicar processo de apuração de irregularidades em que o titular das informações 
estiver envolvido, bem como em ações voltadas para a recuperação de fatos históricos de maior relevância.
§ 5º Regulamento disporá sobre os procedimentos para tratamento de informação pessoal.
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CAPÍTULO V
DAS RESPONSABILIDADES
Art. 32. Constituem condutas ilícitas que ensejam responsabilidade do agente público ou militar:
I - recusar-se a fornecer informação requerida nos termos desta Lei, retardar deliberadamente o seu forne-
cimento ou fornecê-la intencionalmente de forma incorreta, incompleta ou imprecisa;
II - utilizar indevidamente, bem como subtrair, destruir, inutilizar, desfigurar, alterar ou ocultar, total ou par-
cialmente, informação que se encontre sob sua guarda ou a que tenha acesso ou conhecimento em razão do 
exercício das atribuições de cargo, emprego ou função pública;
III - agir com dolo ou má-fé na análise das solicitações de acesso à informação;
IV - divulgar ou permitir a divulgação ou acessar ou permitir acesso indevido à informação sigilosa ou infor-
mação pessoal;
V - impor sigilo à informação para obter proveito pessoal ou de terceiro, ou para fins de ocultação de ato 
ilegal cometido por si ou por outrem;
VI - ocultar da revisão de autoridade superior competente informação sigilosa para beneficiar a si ou a ou-
trem, ou em prejuízo de terceiros; e
VII - destruir ou subtrair, por qualquer meio, documentos concernentes a possíveis violações de direitos 
humanos por parte de agentes do Estado.
§ 1º Atendido o princípio do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, as condutas descritas 
no caput serão consideradas:
I - para fins dos regulamentos disciplinares das Forças Armadas, transgressões militares médias ou graves, 
segundo os critérios neles estabelecidos, desde que não tipificadas em lei como crime ou contravenção penal; 
ou
II - para fins do disposto na Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, e suas alterações, infrações adminis-
trativas, que deverão ser apenadas, no mínimo, com suspensão, segundo os critérios nela estabelecidos.
§ 2º Pelas condutas descritas no caput, poderá o militar ou agente público responder, também, por impro-
bidade administrativa, conforme o disposto nas Leis nºs 1.079, de 10 de abril de 1950,e 8.429, de 2 de junho 
de 1992.
Art. 33. A pessoa física ou entidade privada que detiver informações em virtude de vínculo de qualquer 
natureza com o poder público e deixar de observar o disposto nesta Lei estará sujeita às seguintes sanções:
I - advertência;
II - multa;
III - rescisão do vínculo com o poder público;
IV - suspensão temporária de participar em licitação e impedimento de contratar com a administração públi-
ca por prazo não superior a 2 (dois) anos; e
V - declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a administração pública, até que seja promovida 
a reabilitação perante a própria autoridade que aplicou a penalidade.
§ 1º As sanções previstas nos incisos I, III e IV poderão ser aplicadas juntamente com a do inciso II, asse-
gurado o direito de defesa do interessado, no respectivo processo, no prazo de 10 (dez) dias.
§ 2º A reabilitação referida no inciso V será autorizada somente quando o interessado efetivar o ressarci-
mento ao órgão ou entidade dos prejuízos resultantes e após decorrido o prazo da sanção aplicada com base 
no inciso IV.
§ 3º A aplicação da sanção prevista no inciso V é de competência exclusiva da autoridade máxima do órgão 
ou entidade pública, facultada a defesa do interessado, no respectivo processo, no prazo de 10 (dez) dias da 
abertura de vista.
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Art. 34. Os órgãos e entidades públicas respondem diretamente pelos danos causados em decorrência da 
divulgação não autorizada ou utilização indevida de informações sigilosas ou informações pessoais, cabendo 
a apuração de responsabilidade funcional nos casos de dolo ou culpa, assegurado o respectivo direito de re-
gresso.
Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se à pessoa física ou entidade privada que, em virtude de 
vínculo de qualquer natureza com órgãos ou entidades, tenha acesso a informação sigilosa ou pessoal e a 
submeta a tratamento indevido.
CAPÍTULO VI
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 35. (VETADO).
§ 1º É instituída a Comissão Mista de Reavaliação de Informações, que decidirá, no âmbito da administra-
ção pública federal, sobre o tratamento e a classificação de informações sigilosas e terá competência para:
I - requisitar da autoridade que classificar informação como ultrassecreta e secreta esclarecimento ou con-
teúdo, parcial ou integral da informação;
II - rever a classificação de informações ultrassecretas ou secretas, de ofício ou mediante provocação de 
pessoa interessada, observado o disposto no art. 7º e demais dispositivos desta Lei; e
III - prorrogar o prazo de sigilo de informação classificada como ultrassecreta, sempre por prazo determina-
do, enquanto o seu acesso ou divulgação puder ocasionar ameaça externa à soberania nacional ou à integri-
dade do território nacional ou grave risco às relações internacionais do País, observado o prazo previsto no § 
1º do art. 24.
§ 2º O prazo referido no inciso III é limitado a uma única renovação.
§ 3º A revisão de ofício a que se refere o inciso II do § 1º deverá ocorrer, no máximo, a cada 4 (quatro) anos, 
após a reavaliação prevista no art. 39, quando se tratar de documentos ultrassecretos ou secretos.
§ 4º A não deliberação sobre a revisão pela Comissão Mista de Reavaliação de Informações nos prazos 
previstos no § 3º implicará a desclassificação automática das informações.
§ 5º Regulamento disporá sobre a composição, organização e funcionamento da Comissão Mista de Rea-
valiação de Informações, observado o mandato de 2 (dois) anos para seus integrantes e demais disposições 
desta Lei. (Regulamento)
Art. 36. O tratamento de informação sigilosa resultante de tratados, acordos ou atos internacionais atenderá 
às normas e recomendações constantes desses instrumentos.
Art. 37. É instituído, no âmbito do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, o Nú-
cleo de Segurança e Credenciamento (NSC), que tem por objetivos: (Regulamento)
I - promover e propor a regulamentação do credenciamento de segurança de pessoas físicas, empresas, 
órgãos e entidades para tratamento de informações sigilosas; e
II - garantir a segurança de informações sigilosas, inclusive aquelas provenientes de países ou organiza-
ções internacionais com os quais a República Federativa do Brasil tenha firmado tratado, acordo, contrato ou 
qualquer outro ato internacional, sem prejuízo das atribuições do Ministério das Relações Exteriores e dos 
demais órgãos competentes.
Parágrafo único. Regulamento disporá sobre a composição, organização e funcionamento do NSC.
Art. 38. Aplica-se, no que couber, a Lei nº 9.507, de 12 de novembro de 1997, em relação à informação de 
pessoa, física ou jurídica, constante de registro ou banco de dados de entidades governamentais ou de caráter 
público.
Art. 39. Os órgãos e entidades públicas deverão proceder à reavaliação das informações classificadas como 
ultrassecretas e secretas no prazo máximo de 2 (dois) anos, contado do termo inicial de vigência desta Lei.
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§ 1º A restrição de acesso a informações, em razão da reavaliação prevista no caput, deverá observar os 
prazos e condições previstos nesta Lei.
§ 2º No âmbito da administração pública federal, a reavaliação prevista no caput poderá ser revista, a qual-
quer tempo, pela Comissão Mista de Reavaliação de Informações, observados os termos desta Lei.
§ 3º Enquanto não transcorrido o prazo de reavaliação previsto no caput, será mantida a classificação da 
informação nos termos da legislação precedente.
§ 4º As informações classificadas como secretas e ultrassecretas não reavaliadas no prazo previsto no 
caput serão consideradas, automaticamente, de acesso público.
Art. 40. No prazo de 60 (sessenta) dias, a contar da vigência desta Lei, o dirigente máximo de cada órgão 
ou entidade da administração pública federal direta e indireta designará autoridade que lhe seja diretamente 
subordinada para, no âmbito do respectivo órgão ou entidade, exercer as seguintes atribuições:
I - assegurar o cumprimento das normas relativas ao acesso a informação, de forma eficiente e adequada 
aos objetivos desta Lei;
II - monitorar a implementação do disposto nesta Lei e apresentar relatórios periódicos sobre o seu cumpri-
mento;
III - recomendar as medidas indispensáveis à implementação e ao aperfeiçoamento das normas e procedi-
mentos necessários ao correto cumprimento do disposto nesta Lei; e
IV - orientar as respectivas unidades no que se refere ao cumprimento do disposto nesta Lei e seus regu-
lamentos.
Art. 41. O Poder Executivo Federal designará órgão da administração pública federal responsável:
I - pela promoção de campanha de abrangência nacional de fomento à cultura da transparência na adminis-
tração pública e conscientização do direito fundamental de acesso à informação;
II - pelo treinamento de agentes públicos no que se refere ao desenvolvimento de práticas relacionadas à 
transparência na administração pública;
III - pelo monitoramento da aplicação da lei no âmbito da administração pública federal, concentrando e 
consolidando a publicação de informações estatísticas relacionadas no art. 30;
IV - pelo encaminhamento ao Congresso Nacional de relatório anual com informações atinentes à imple-
mentação desta Lei.
Art. 42. O Poder Executivo regulamentará o disposto nesta Lei no prazo de 180 (cento e oitenta) dias a con-
tar da data de sua publicação.
Art. 43. O inciso VI do art. 116 da Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990, passa a vigorar com a seguinte 
redação:
“Art. 116. ...................................................................
............................................................................................
VI - levar as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo ao conhecimento da autoridade superior 
ou, quando houver suspeita de envolvimento desta, ao conhecimento de outra autoridade competente para 
apuração;
.................................................................................” (NR)
Art. 44. O Capítulo IV do Título IV da Lei nº 8.112, de 1990, passaa vigorar acrescido do seguinte art. 126-A:
“Art. 126-A. Nenhum servidor poderá ser responsabilizado civil, penal ou administrativamente por dar ciên-
cia à autoridade superior ou, quando houver suspeita de envolvimento desta, a outra autoridade competente 
para apuração de informação concernente à prática de crimes ou improbidade de que tenha conhecimento, 
ainda que em decorrência do exercício de cargo, emprego ou função pública.”
Art. 45. Cabe aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, em legislação própria, obedecidas as nor-
mas gerais estabelecidas nesta Lei, definir regras específicas, especialmente quanto ao disposto no art. 9º e 
na Seção II do Capítulo III.
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Art. 46. Revogam-se:
I - a Lei nº 11.111, de 5 de maio de 2005 ; e
II - os arts. 22 a 24 da Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991.
Art. 47. Esta Lei entra em vigor 180 (cento e oitenta) dias após a data de sua publicação.
Brasília, 18 de novembro de 2011; 190º da Independência e 123º da República.
LEI COMPLEMENTAR Nº 101/2000 - Estabelece normas de finanças públicas voltadas 
para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências
LEI COMPLEMENTAR Nº 101, DE 4 DE MAIO DE 2000
Estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras pro-
vidências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte 
Lei Complementar:
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º Esta Lei Complementar estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na 
gestão fiscal, com amparo no Capítulo II do Título VI da Constituição.
§ 1º A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e transparente, em que se previnem 
riscos e corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas, mediante o cumprimento de metas 
de resultados entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições no que tange a renúncia de re-
ceita, geração de despesas com pessoal, da seguridade social e outras, dívidas consolidada e mobiliária, ope-
rações de crédito, inclusive por antecipação de receita, concessão de garantia e inscrição em Restos a Pagar.
§ 2º As disposições desta Lei Complementar obrigam a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municí-
pios.
§ 3º Nas referências:
I - à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, estão compreendidos:
a) o Poder Executivo, o Poder Legislativo, neste abrangidos os Tribunais de Contas, o Poder Judiciário e o 
Ministério Público;
b) as respectivas administrações diretas, fundos, autarquias, fundações e empresas estatais dependentes;
II - a Estados entende-se considerado o Distrito Federal;
III - a Tribunais de Contas estão incluídos: Tribunal de Contas da União, Tribunal de Contas do Estado e, 
quando houver, Tribunal de Contas dos Municípios e Tribunal de Contas do Município.
Art. 2º Para os efeitos desta Lei Complementar, entende-se como:
I - ente da Federação: a União, cada Estado, o Distrito Federal e cada Município;
II - empresa controlada: sociedade cuja maioria do capital social com direito a voto pertença, direta ou indi-
retamente, a ente da Federação;
III - empresa estatal dependente: empresa controlada que receba do ente controlador recursos financeiros 
para pagamento de despesas com pessoal ou de custeio em geral ou de capital, excluídos, no último caso, 
aqueles provenientes de aumento de participação acionária; (Regulamento)
IV - receita corrente líquida: somatório das receitas tributárias, de contribuições, patrimoniais, industriais, 
agropecuárias, de serviços, transferências correntes e outras receitas também correntes, deduzidos:
37
a) na União, os valores transferidos aos Estados e Municípios por determinação constitucional ou legal, e 
as contribuições mencionadas na alínea a do inciso I e no inciso II do art. 195, e no art. 239 da Constituição;
b) nos Estados, as parcelas entregues aos Municípios por determinação constitucional;
c) na União, nos Estados e nos Municípios, a contribuição dos servidores para o custeio do seu sistema de 
previdência e assistência social e as receitas provenientes da compensação financeira citada no § 9º do art. 
201 da Constituição.
§ 1º Serão computados no cálculo da receita corrente líquida os valores pagos e recebidos em decorrência 
da Lei Complementar no 87, de 13 de setembro de 1996, e do fundo previsto pelo art. 60 do Ato das Disposi-
ções Constitucionais Transitórias.
§ 2º Não serão considerados na receita corrente líquida do Distrito Federal e dos Estados do Amapá e de 
Roraima os recursos recebidos da União para atendimento das despesas de que trata o inciso V do § 1º do art. 
19.
§ 3º A receita corrente líquida será apurada somando-se as receitas arrecadadas no mês em referência e 
nos onze anteriores, excluídas as duplicidades.
CAPÍTULO II
DO PLANEJAMENTO
SEÇÃO I
DO PLANO PLURIANUAL
Art. 3º (VETADO)
SEÇÃO II
DA LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS
Art. 4º A lei de diretrizes orçamentárias atenderá o disposto no § 2º do art. 165 da Constituição e:
I - disporá também sobre:
a) equilíbrio entre receitas e despesas;
b) critérios e forma de limitação de empenho, a ser efetivada nas hipóteses previstas na alínea b do inciso 
II deste artigo, no art. 9º e no inciso II do § 1º do art. 31;
c) (VETADO)
d) (VETADO)
e) normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas financiados com re-
cursos dos orçamentos;
f) demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades públicas e privadas;
II - (VETADO)
III - (VETADO)
§ 1º Integrará o projeto de lei de diretrizes orçamentárias Anexo de Metas Fiscais, em que serão estabele-
cidas metas anuais, em valores correntes e constantes, relativas a receitas, despesas, resultados nominal e 
primário e montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e para os dois seguintes.(Vide ADI 
7064)
§ 2º O Anexo conterá, ainda:
I - avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior;
38
II - demonstrativo das metas anuais, instruído com memória e metodologia de cálculo que justifiquem os 
resultados pretendidos, comparando-as com as fixadas nos três exercícios anteriores, e evidenciando a consis-
tência delas com as premissas e os objetivos da política econômica nacional;
III - evolução do patrimônio líquido, também nos últimos três exercícios, destacando a origem e a aplicação 
dos recursos obtidos com a alienação de ativos;
IV - avaliação da situação financeira e atuarial:
a) dos regimes geral de previdência social e próprio dos servidores públicos e do Fundo de Amparo ao Tra-
balhador;
b) dos demais fundos públicos e programas estatais de natureza atuarial;
V - demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita e da margem de expansão das des-
pesas obrigatórias de caráter continuado.
VI – quadro demonstrativo do cálculo da meta do resultado primário de que trata o § 1º deste artigo, que 
evidencie os principais agregados de receitas e despesas, os resultados, comparando-os com os valores pro-
gramados para o exercício em curso e os realizados nos 2 (dois) exercícios anteriores, e as estimativas para o 
exercício a que se refere a lei de diretrizes orçamentárias e para os subsequentes. (Incluído pela Lei Comple-
mentar nº 200, de 2023) Vigência
§ 3º A lei de diretrizes orçamentárias conterá Anexo de Riscos Fiscais, onde serão avaliados os passivos 
contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas, informando as providências a serem toma-
das, caso se concretizem.
§ 4º A mensagem que encaminhar o projeto da União apresentará, em anexo específico, os objetivos das 
políticas monetária, creditícia e cambial, bem como os parâmetros e as projeções para seus principais agrega-
dos e variáveis, e ainda as metas de inflação, para o exercício subseqüente.
§ 5º No caso da União, o Anexo de Metas Fiscais do projeto de lei de diretrizes orçamentárias conterá tam-
bém: (Incluído pela Lei Complementar nº 200, de 2023) VigênciaI - as metas anuais para o exercício a que se referir e para os 3 (três) seguintes, com o objetivo de garantir 
sustentabilidade à trajetória da dívida pública; (Incluído pela Lei Complementar nº 200, de 2023) Vigência
II – o marco fiscal de médio prazo, com projeções para os principais agregados fiscais que compõem os 
cenários de referência, distinguindo-se as despesas primárias das financeiras e as obrigatórias daquelas discri-
cionárias; (Incluído pela Lei Complementar nº 200, de 2023) Vigência
III - o efeito esperado e a compatibilidade, no período de 10 (dez) anos, do cumprimento das metas de re-
sultado primário sobre a trajetória de convergência da dívida pública, evidenciando o nível de resultados fiscais 
consistentes com a estabilização da Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) em relação ao Produto Interno 
Bruto (PIB); (Incluído pela Lei Complementar nº 200, de 2023) Vigência
IV - os intervalos de tolerância para verificação do cumprimento das metas anuais de resultado primário, 
convertido em valores correntes, de menos 0,25 p.p. (vinte e cinco centésimos ponto percentual) e de mais 
0,25 p.p. (vinte e cinco centésimos ponto percentual) do PIB previsto no respectivo projeto de lei de diretrizes 
orçamentárias; (Incluído pela Lei Complementar nº 200, de 2023) Vigência
V - os limites e os parâmetros orçamentários dos Poderes e órgãos autônomos compatíveis com as dispo-
sições estabelecidas na lei complementar prevista no inciso VIII do caput do art. 163 da Constituição Federal 
e no art. 6º da Emenda Constitucional nº 126, de 21 de dezembro de 2022; (Incluído pela Lei Complementar nº 
200, de 2023) Vigência
VI – a estimativa do impacto fiscal, quando couber, das recomendações resultantes da avaliação das polí-
ticas públicas previstas no § 16 do art. 37 da Constituição Federal. (Incluído pela Lei Complementar nº 200, de 
2023) Vigência
§ 6º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão adotar, total ou parcialmente, no que couber, o 
disposto no § 5º deste artigo. (Incluído pela Lei Complementar nº 200, de 2023) Vigência
39
§ 7º A lei de diretrizes orçamentárias não poderá dispor sobre a exclusão de quaisquer despesas primárias 
da apuração da meta de resultado primário dos orçamentos fiscal e da seguridade social. (Incluído pela Lei 
Complementar nº 200, de 2023) Vigência
SEÇÃO III
DA LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL
Art. 5º O projeto de lei orçamentária anual, elaborado de forma compatível com o plano plurianual, com a lei 
de diretrizes orçamentárias e com as normas desta Lei Complementar:
I - conterá, em anexo, demonstrativo da compatibilidade da programação dos orçamentos com os objetivos 
e metas constantes do documento de que trata o § 1º do art. 4º;
II - será acompanhado do documento a que se refere o § 6º do art. 165 da Constituição, bem como das me-
didas de compensação a renúncias de receita e ao aumento de despesas obrigatórias de caráter continuado;
III - conterá reserva de contingência, cuja forma de utilização e montante, definido com base na receita cor-
rente líquida, serão estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias, destinada ao:
a) (VETADO)
b) atendimento de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos.
§ 1º Todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou contratual, e as receitas que as atenderão, 
constarão da lei orçamentária anual.
§ 2º O refinanciamento da dívida pública constará separadamente na lei orçamentária e nas de crédito adi-
cional.
§ 3º A atualização monetária do principal da dívida mobiliária refinanciada não poderá superar a variação do 
índice de preços previsto na lei de diretrizes orçamentárias, ou em legislação específica.
§ 4º É vedado consignar na lei orçamentária crédito com finalidade imprecisa ou com dotação ilimitada.
§ 5º A lei orçamentária não consignará dotação para investimento com duração superior a um exercício 
financeiro que não esteja previsto no plano plurianual ou em lei que autorize a sua inclusão, conforme disposto 
no § 1º do art. 167 da Constituição.
§ 6º Integrarão as despesas da União, e serão incluídas na lei orçamentária, as do Banco Central do Brasil 
relativas a pessoal e encargos sociais, custeio administrativo, inclusive os destinados a benefícios e assistência 
aos servidores, e a investimentos.
§ 7º (VETADO)
Art. 6º (VETADO)
Art. 7º O resultado do Banco Central do Brasil, apurado após a constituição ou reversão de reservas, consti-
tui receita do Tesouro Nacional, e será transferido até o décimo dia útil subseqüente à aprovação dos balanços 
semestrais.
§ 1º O resultado negativo constituirá obrigação do Tesouro para com o Banco Central do Brasil e será con-
signado em dotação específica no orçamento.
§ 2º O impacto e o custo fiscal das operações realizadas pelo Banco Central do Brasil serão demonstrados 
trimestralmente, nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias da União.
§ 3º Os balanços trimestrais do Banco Central do Brasil conterão notas explicativas sobre os custos da re-
muneração das disponibilidades do Tesouro Nacional e da manutenção das reservas cambiais e a rentabilidade 
de sua carteira de títulos, destacando os de emissão da União.
40
SEÇÃO IV
DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E DO CUMPRIMENTO DAS METAS
Art. 8º Até trinta dias após a publicação dos orçamentos, nos termos em que dispuser a lei de diretrizes 
orçamentárias e observado o disposto na alínea c do inciso I do art. 4º, o Poder Executivo estabelecerá a pro-
gramação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso. (Vide Decreto nº 4.959, de 2004) 
(Vide Decreto nº 5.356, de 2005)
Parágrafo único. Os recursos legalmente vinculados a finalidade específica serão utilizados exclusivamente 
para atender ao objeto de sua vinculação, ainda que em exercício diverso daquele em que ocorrer o ingresso.
Art. 9º Se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá não comportar o cumpri-
mento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o 
Ministério Público promoverão, por ato próprio e nos montantes necessários, nos trinta dias subseqüentes, limi-
tação de empenho e movimentação financeira, segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias.
§ 1º No caso de restabelecimento da receita prevista, ainda que parcial, a recomposição das dotações cujos 
empenhos foram limitados dar-se-á de forma proporcional às reduções efetivadas.
§ 2º Não serão objeto de limitação as despesas que constituam obrigações constitucionais e legais do ente, 
inclusive aquelas destinadas ao pagamento do serviço da dívida, e as ressalvadas pela lei de diretrizes orça-
mentárias.
§ 2º Não serão objeto de limitação as despesas que constituam obrigações constitucionais e legais do ente, 
inclusive aquelas destinadas ao pagamento do serviço da dívida, as relativas à inovação e ao desenvolvimento 
científico e tecnológico custeadas por fundo criado para tal finalidade e as ressalvadas pela lei de diretrizes 
orçamentárias. (Redação dada pela Lei Complementar nº 177, de 2021)
§ 3º No caso de os Poderes Legislativo e Judiciário e o Ministério Público não promoverem a limitação no 
prazo estabelecido no caput, é o Poder Executivo autorizado a limitar os valores financeiros segundo os crité-
rios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias. (Vide ADI 2238)
§ 4º Até o final dos meses de maio, setembro e fevereiro, o Ministro ou Secretário de Estado da Fazenda 
demonstrará e avaliará o cumprimento das metas fiscais de cada quadrimestre e a trajetória da dívida, em au-
diência pública na comissão referida no § 1º do art. 166 da Constituição Federal ou conjunta com as comissões 
temáticas do Congresso Nacional ou equivalente nas Casas Legislativas estaduais e municipais. (Redação 
dada pela Lei Complementar nº 200, de 2023) Vigência
§ 5º No prazo de noventa dias após o encerramento de cada semestre, o Banco Central do Brasil apresen-
tará, em reunião conjunta das comissões temáticas pertinentes do CongressoNacional, avaliação do cumpri-
mento dos objetivos e metas das políticas monetária, creditícia e cambial, evidenciando o impacto e o custo 
fiscal de suas operações e os resultados demonstrados nos balanços.
Art. 10. A execução orçamentária e financeira identificará os beneficiários de pagamento de sentenças 
judiciais, por meio de sistema de contabilidade e administração financeira, para fins de observância da ordem 
cronológica determinada no art. 100 da Constituição.
CAPÍTULO III
DA RECEITA PÚBLICA
SEÇÃO I
DA PREVISÃO E DA ARRECADAÇÃO
Art. 11. Constituem requisitos essenciais da responsabilidade na gestão fiscal a instituição, previsão e efeti-
va arrecadação de todos os tributos da competência constitucional do ente da Federação.
Parágrafo único. É vedada a realização de transferências voluntárias para o ente que não observe o dispos-
to no caput, no que se refere aos impostos.
41
Art. 12. As previsões de receita observarão as normas técnicas e legais, considerarão os efeitos das alte-
rações na legislação, da variação do índice de preços, do crescimento econômico ou de qualquer outro fator 
relevante e serão acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos últimos três anos, da projeção para os 
dois seguintes àquele a que se referirem, e da metodologia de cálculo e premissas utilizadas.
§ 1º Reestimativa de receita por parte do Poder Legislativo só será admitida se comprovado erro ou omissão 
de ordem técnica ou legal.
§ 2º O montante previsto para as receitas de operações de crédito não poderá ser superior ao das despesas 
de capital constantes do projeto de lei orçamentária. (Vide ADI 2238)
§ 3º O Poder Executivo de cada ente colocará à disposição dos demais Poderes e do Ministério Público, no 
mínimo trinta dias antes do prazo final para encaminhamento de suas propostas orçamentárias, os estudos e as 
estimativas das receitas para o exercício subseqüente, inclusive da corrente líquida, e as respectivas memórias 
de cálculo.
Art. 13. No prazo previsto no art. 8º, as receitas previstas serão desdobradas, pelo Poder Executivo, em me-
tas bimestrais de arrecadação, com a especificação, em separado, quando cabível, das medidas de combate à 
evasão e à sonegação, da quantidade e valores de ações ajuizadas para cobrança da dívida ativa, bem como 
da evolução do montante dos créditos tributários passíveis de cobrança administrativa.
SEÇÃO II
DA RENÚNCIA DE RECEITA
Art. 14. A concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia 
de receita deverá estar acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que 
deva iniciar sua vigência e nos dois seguintes, atender ao disposto na lei de diretrizes orçamentárias e a pelo 
menos uma das seguintes condições: (Vide Medida Provisória nº 2.159, de 2001) (Vide Lei nº 10.276, de 2001) 
(Vide ADI 6357)
I - demonstração pelo proponente de que a renúncia foi considerada na estimativa de receita da lei orça-
mentária, na forma do art. 12, e de que não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo próprio 
da lei de diretrizes orçamentárias;
II - estar acompanhada de medidas de compensação, no período mencionado no caput, por meio do au-
mento de receita, proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração ou criação 
de tributo ou contribuição.
§ 1º A renúncia compreende anistia, remissão, subsídio, crédito presumido, concessão de isenção em ca-
ráter não geral, alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de 
tributos ou contribuições, e outros benefícios que correspondam a tratamento diferenciado.
§ 2º Se o ato de concessão ou ampliação do incentivo ou benefício de que trata o caput deste artigo decorrer 
da condição contida no inciso II, o benefício só entrará em vigor quando implementadas as medidas referidas 
no mencionado inciso.
§ 3º O disposto neste artigo não se aplica:
I - às alterações das alíquotas dos impostos previstos nos incisos I, II, IV e V do art. 153 da Constituição, 
na forma do seu § 1º;
II - ao cancelamento de débito cujo montante seja inferior ao dos respectivos custos de cobrança.
42
CAPÍTULO IV
DA DESPESA PÚBLICA
SEÇÃO I
DA GERAÇÃO DA DESPESA
Art. 15. Serão consideradas não autorizadas, irregulares e lesivas ao patrimônio público a geração de des-
pesa ou assunção de obrigação que não atendam o disposto nos arts. 16 e 17.
Art. 16. A criação, expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento da despesa 
será acompanhado de: (Vide ADI 6357)
I - estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor e nos dois sub-
seqüentes;
II - declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem adequação orçamentária e financeira com 
a lei orçamentária anual e compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias.
§ 1º Para os fins desta Lei Complementar, considera-se:
I - adequada com a lei orçamentária anual, a despesa objeto de dotação específica e suficiente, ou que este-
ja abrangida por crédito genérico, de forma que somadas todas as despesas da mesma espécie, realizadas e a 
realizar, previstas no programa de trabalho, não sejam ultrapassados os limites estabelecidos para o exercício;
II - compatível com o plano plurianual e a lei de diretrizes orçamentárias, a despesa que se conforme com 
as diretrizes, objetivos, prioridades e metas previstos nesses instrumentos e não infrinja qualquer de suas dis-
posições.
§ 2º A estimativa de que trata o inciso I do caput será acompanhada das premissas e metodologia de cálculo 
utilizadas.
§ 3º Ressalva-se do disposto neste artigo a despesa considerada irrelevante, nos termos em que dispuser 
a lei de diretrizes orçamentárias.
§ 4º As normas do caput constituem condição prévia para:
I - empenho e licitação de serviços, fornecimento de bens ou execução de obras;
II - desapropriação de imóveis urbanos a que se refere o § 3º do art. 182 da Constituição.
SUBSEÇÃO I
DA DESPESA OBRIGATÓRIA DE CARÁTER CONTINUADO
Art. 17. Considera-se obrigatória de caráter continuado a despesa corrente derivada de lei, medida provi-
sória ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução por um período 
superior a dois exercícios. (Vide ADI 6357)
§ 1º Os atos que criarem ou aumentarem despesa de que trata o caput deverão ser instruídos com a estima-
tiva prevista no inciso I do art. 16 e demonstrar a origem dos recursos para seu custeio. (Vide Lei Complementar 
nº 176, de 2020)
§ 2º Para efeito do atendimento do § 1º, o ato será acompanhado de comprovação de que a despesa criada 
ou aumentada não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo referido no § 1º do art. 4º, devendo 
seus efeitos financeiros, nos períodos seguintes, ser compensados pelo aumento permanente de receita ou 
pela redução permanente de despesa. (Vide Lei Complementar nº 176, de 2020)
§ 3º Para efeito do § 2º, considera-se aumento permanente de receita o proveniente da elevação de alíquo-
tas, ampliação da base de cálculo, majoração ou criação de tributo ou contribuição. (Vide Lei Complementar nº 
176, de 2020)
43
§ 4º A comprovação referida no § 2º, apresentada pelo proponente, conterá as premissas e metodologia 
de cálculo utilizadas, sem prejuízo do exame de compatibilidade da despesa com as demais normas do plano 
plurianual e da lei de diretrizes orçamentárias. (Vide Lei Complementar nº 176, de 2020)
§ 5º A despesa de que trata este artigo não será executada antes da implementação das medidas referidas 
no § 2º, as quais integrarão o instrumento que a criar ou aumentar. (Vide Lei Complementar nº 176, de 2020)
§ 6º O disposto no § 1º não se aplica às despesas destinadas ao serviço da dívida nem ao reajustamento 
de remuneração de pessoal de que trata o inciso X do art. 37 da Constituição.
§ 7º Considera-se aumento de despesa a prorrogação daquela criada por prazo determinado.
SEÇÃO II
DAS DESPESAS COM PESSOAL
SUBSEÇÃOI
DEFINIÇÕES E LIMITES
Art. 18. Para os efeitos desta Lei Complementar, entende-se como despesa total com pessoal: o somatório 
dos gastos do ente da Federação com os ativos, os inativos e os pensionistas, relativos a mandatos eletivos, 
cargos, funções ou empregos, civis, militares e de membros de Poder, com quaisquer espécies remuneratórias, 
tais como vencimentos e vantagens, fixas e variáveis, subsídios, proventos da aposentadoria, reformas e pen-
sões, inclusive adicionais, gratificações, horas extras e vantagens pessoais de qualquer natureza, bem como 
encargos sociais e contribuições recolhidas pelo ente às entidades de previdência.
§ 1º Os valores dos contratos de terceirização de mão-de-obra que se referem à substituição de servidores 
e empregados públicos serão contabilizados como “Outras Despesas de Pessoal”.
§ 2º A despesa total com pessoal será apurada somando-se a realizada no mês em referência com as dos 
onze imediatamente anteriores, adotando-se o regime de competência.
§ 2º A despesa total com pessoal será apurada somando-se a realizada no mês em referência com as dos 
11 (onze) imediatamente anteriores, adotando-se o regime de competência, independentemente de empenho. 
(Redação dada pela Lei Complementar nº 178, de 2021)
§ 3º Para a apuração da despesa total com pessoal, será observada a remuneração bruta do servidor, sem 
qualquer dedução ou retenção, ressalvada a redução para atendimento ao disposto no art. 37, inciso XI, da 
Constituição Federal. (Incluído pela Lei Complementar nº 178, de 2021)
Art. 19. Para os fins do disposto no caput do art. 169 da Constituição, a despesa total com pessoal, em cada 
período de apuração e em cada ente da Federação, não poderá exceder os percentuais da receita corrente 
líquida, a seguir discriminados:
I - União: 50% (cinqüenta por cento);
II - Estados: 60% (sessenta por cento);
III - Municípios: 60% (sessenta por cento).
§ 1º Na verificação do atendimento dos limites definidos neste artigo, não serão computadas as despesas:
I - de indenização por demissão de servidores ou empregados;
II - relativas a incentivos à demissão voluntária;
III - derivadas da aplicação do disposto no inciso II do § 6º do art. 57 da Constituição;
IV - decorrentes de decisão judicial e da competência de período anterior ao da apuração a que se refere o 
§ 2º do art. 18;
V - com pessoal, do Distrito Federal e dos Estados do Amapá e Roraima, custeadas com recursos transferi-
dos pela União na forma dos incisos XIII e XIV do art. 21 da Constituição e do art. 31 da Emenda Constitucional 
no 19;
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VI - com inativos e pensionistas, ainda que pagas por intermédio de unidade gestora única ou fundo previsto 
no art. 249 da Constituição Federal, quanto à parcela custeada por recursos provenientes: (Redação dada pela 
Lei Complementar nº 178, de 2021)
a) da arrecadação de contribuições dos segurados;
b) da compensação financeira de que trata o § 9º do art. 201 da Constituição;
c) das demais receitas diretamente arrecadadas por fundo vinculado a tal finalidade, inclusive o produto da 
alienação de bens, direitos e ativos, bem como seu superávit financeiro.
c) de transferências destinadas a promover o equilíbrio atuarial do regime de previdência, na forma definida 
pelo órgão do Poder Executivo federal responsável pela orientação, pela supervisão e pelo acompanhamento 
dos regimes próprios de previdência social dos servidores públicos. (Redação dada pela Lei Complementar nº 
178, de 2021)
§ 2º Observado o disposto no inciso IV do § 1º, as despesas com pessoal decorrentes de sentenças judiciais 
serão incluídas no limite do respectivo Poder ou órgão referido no art. 20.
§ 3º Na verificação do atendimento dos limites definidos neste artigo, é vedada a dedução da parcela cus-
teada com recursos aportados para a cobertura do déficit financeiro dos regimes de previdência. (Incluído pela 
Lei Complementar nº 178, de 2021)
Art. 20. A repartição dos limites globais do art. 19 não poderá exceder os seguintes percentuais:
I - na esfera federal:
a) 2,5% (dois inteiros e cinco décimos por cento) para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas da União;
b) 6% (seis por cento) para o Judiciário;
c) 40,9% (quarenta inteiros e nove décimos por cento) para o Executivo, destacando-se 3% (três por cento) 
para as despesas com pessoal decorrentes do que dispõem os incisos XIII e XIV do art. 21 da Constituição e 
o art. 31 da Emenda Constitucional no 19, repartidos de forma proporcional à média das despesas relativas a 
cada um destes dispositivos, em percentual da receita corrente líquida, verificadas nos três exercícios finan-
ceiros imediatamente anteriores ao da publicação desta Lei Complementar; (Vide Decreto nº 3.917, de 2001)
d) 0,6% (seis décimos por cento) para o Ministério Público da União;
II - na esfera estadual:
a) 3% (três por cento) para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas do Estado; (Vide ADI 6533)
b) 6% (seis por cento) para o Judiciário; (Vide ADI 6533)
c) 49% (quarenta e nove por cento) para o Executivo; (Vide ADI 6533)
d) 2% (dois por cento) para o Ministério Público dos Estados; (Vide ADI 6533)
III - na esfera municipal:
a) 6% (seis por cento) para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas do Município, quando houver;
b) 54% (cinqüenta e quatro por cento) para o Executivo.
§ 1º Nos Poderes Legislativo e Judiciário de cada esfera, os limites serão repartidos entre seus órgãos de 
forma proporcional à média das despesas com pessoal, em percentual da receita corrente líquida, verificadas 
nos três exercícios financeiros imediatamente anteriores ao da publicação desta Lei Complementar. (Vide ADI 
6533)
§ 2º Para efeito deste artigo entende-se como órgão:
I - o Ministério Público;
II - no Poder Legislativo:
a) Federal, as respectivas Casas e o Tribunal de Contas da União;
b) Estadual, a Assembléia Legislativa e os Tribunais de Contas;
c) do Distrito Federal, a Câmara Legislativa e o Tribunal de Contas do Distrito Federal;
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d) Municipal, a Câmara de Vereadores e o Tribunal de Contas do Município, quando houver;
III - no Poder Judiciário:
a) Federal, os tribunais referidos no art. 92 da Constituição;
b) Estadual, o Tribunal de Justiça e outros, quando houver.
§ 3º Os limites para as despesas com pessoal do Poder Judiciário, a cargo da União por força do inciso XIII 
do art. 21 da Constituição, serão estabelecidos mediante aplicação da regra do § 1º.
§ 4º Nos Estados em que houver Tribunal de Contas dos Municípios, os percentuais definidos nas alíneas a 
e c do inciso II do caput serão, respectivamente, acrescidos e reduzidos em 0,4% (quatro décimos por cento).
§ 5º Para os fins previstos no art. 168 da Constituição, a entrega dos recursos financeiros correspondentes 
à despesa total com pessoal por Poder e órgão será a resultante da aplicação dos percentuais definidos neste 
artigo, ou aqueles fixados na lei de diretrizes orçamentárias.
§ 6º (VETADO)
§ 7º Os Poderes e órgãos referidos neste artigo deverão apurar, de forma segregada para aplicação dos 
limites de que trata este artigo, a integralidade das despesas com pessoal dos respectivos servidores inativos 
e pensionistas, mesmo que o custeio dessas despesas esteja a cargo de outro Poder ou órgão. (Incluído pela 
Lei Complementar nº 178, de 2021)
SUBSEÇÃO II
DO CONTROLE DA DESPESA TOTAL COM PESSOAL
Art. 21. É nulo de pleno direito: (Redação dada pela Lei Complementar nº 173, de 2020)
I - o ato que provoque aumento da despesa com pessoal e não atenda:
a) às exigências dos arts. 16 e 17 desta Lei Complementar e o disposto no inciso XIII do caput do art. 37 e 
no § 1º do art. 169 da Constituição Federal; e (Incluído pela Lei Complementar nº 173, de 2020)
b) ao limite legal de comprometimento aplicado às despesas com pessoal inativo; (Incluído pela Lei Com-
plementar nº 173, de 2020)
II - o ato de que resulte aumento da despesa com pessoal nos 180 (cento e oitenta) dias anteriores ao final 
do mandato do titular de Poder ou órgão referido no art. 20;de da-
dos pessoais ou tratamento compartilhado de bancos de dados pessoais por órgãos e entidades públicos no 
cumprimento de suas competências legais, ou entre esses e entes privados, reciprocamente, com autorização 
específica, para uma ou mais modalidades de tratamento permitidas por esses entes públicos, ou entre entes 
privados;
XVII - relatório de impacto à proteção de dados pessoais: documentação do controlador que contém a 
descrição dos processos de tratamento de dados pessoais que podem gerar riscos às liberdades civis e aos 
direitos fundamentais, bem como medidas, salvaguardas e mecanismos de mitigação de risco;
XVIII - órgão de pesquisa: órgão ou entidade da administração pública direta ou indireta ou pessoa jurídica 
de direito privado sem fins lucrativos legalmente constituída sob as leis brasileiras, com sede e foro no País, que 
inclua em sua missão institucional ou em seu objetivo social ou estatutário a pesquisa básica ou aplicada de 
caráter histórico, científico, tecnológico ou estatístico; e (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
XIX - autoridade nacional: órgão da administração pública responsável por zelar, implementar e fiscalizar 
o cumprimento desta Lei em todo o território nacional. (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
Art. 6º As atividades de tratamento de dados pessoais deverão observar a boa-fé e os seguintes princípios:
I - finalidade: realização do tratamento para propósitos legítimos, específicos, explícitos e informados ao 
titular, sem possibilidade de tratamento posterior de forma incompatível com essas finalidades;
II - adequação: compatibilidade do tratamento com as finalidades informadas ao titular, de acordo com o 
contexto do tratamento;
III - necessidade: limitação do tratamento ao mínimo necessário para a realização de suas finalidades, com 
abrangência dos dados pertinentes, proporcionais e não excessivos em relação às finalidades do tratamento 
de dados;
IV - livre acesso: garantia, aos titulares, de consulta facilitada e gratuita sobre a forma e a duração do trata-
mento, bem como sobre a integralidade de seus dados pessoais;
V - qualidade dos dados: garantia, aos titulares, de exatidão, clareza, relevância e atualização dos dados, 
de acordo com a necessidade e para o cumprimento da finalidade de seu tratamento;
VI - transparência: garantia, aos titulares, de informações claras, precisas e facilmente acessíveis sobre a 
realização do tratamento e os respectivos agentes de tratamento, observados os segredos comercial e indus-
trial;
VII - segurança: utilização de medidas técnicas e administrativas aptas a proteger os dados pessoais de 
acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração, comunicação ou 
difusão;
VIII - prevenção: adoção de medidas para prevenir a ocorrência de danos em virtude do tratamento de da-
dos pessoais;
IX - não discriminação: impossibilidade de realização do tratamento para fins discriminatórios ilícitos ou 
abusivos;
X - responsabilização e prestação de contas: demonstração, pelo agente, da adoção de medidas eficazes e 
capazes de comprovar a observância e o cumprimento das normas de proteção de dados pessoais e, inclusive, 
da eficácia dessas medidas.
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CAPÍTULO II
DO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS
SEÇÃO I
DOS REQUISITOS PARA O TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS
Art. 7º O tratamento de dados pessoais somente poderá ser realizado nas seguintes hipóteses:
I - mediante o fornecimento de consentimento pelo titular;
II - para o cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador;
III - pela administração pública, para o tratamento e uso compartilhado de dados necessários à execução 
de políticas públicas previstas em leis e regulamentos ou respaldadas em contratos, convênios ou instrumentos 
congêneres, observadas as disposições do Capítulo IV desta Lei;
IV - para a realização de estudos por órgão de pesquisa, garantida, sempre que possível, a anonimização 
dos dados pessoais;
V - quando necessário para a execução de contrato ou de procedimentos preliminares relacionados a con-
trato do qual seja parte o titular, a pedido do titular dos dados;
VI - para o exercício regular de direitos em processo judicial, administrativo ou arbitral, esse último nos ter-
mos da Lei nº 9.307, de 23 de setembro de 1996 (Lei de Arbitragem) ;
VII - para a proteção da vida ou da incolumidade física do titular ou de terceiro;
VIII - para a tutela da saúde, exclusivamente, em procedimento realizado por profissionais de saúde, servi-
ços de saúde ou autoridade sanitária; (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
IX - quando necessário para atender aos interesses legítimos do controlador ou de terceiro, exceto no caso 
de prevalecerem direitos e liberdades fundamentais do titular que exijam a proteção dos dados pessoais; ou
X - para a proteção do crédito, inclusive quanto ao disposto na legislação pertinente.
§1º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
§2º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
§3º O tratamento de dados pessoais cujo acesso é público deve considerar a finalidade, a boa-fé e o inte-
resse público que justificaram sua disponibilização.
§4º É dispensada a exigência do consentimento previsto no caput deste artigo para os dados tornados ma-
nifestamente públicos pelo titular, resguardados os direitos do titular e os princípios previstos nesta Lei.
§5º O controlador que obteve o consentimento referido no inciso I do caput deste artigo que necessitar co-
municar ou compartilhar dados pessoais com outros controladores deverá obter consentimento específico do 
titular para esse fim, ressalvadas as hipóteses de dispensa do consentimento previstas nesta Lei.
§6º A eventual dispensa da exigência do consentimento não desobriga os agentes de tratamento das de-
mais obrigações previstas nesta Lei, especialmente da observância dos princípios gerais e da garantia dos 
direitos do titular.
§7º O tratamento posterior dos dados pessoais a que se referem os §§3º e 4º deste artigo poderá ser rea-
lizado para novas finalidades, desde que observados os propósitos legítimos e específicos para o novo trata-
mento e a preservação dos direitos do titular, assim como os fundamentos e os princípios previstos nesta Lei. 
(Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
Art. 8º O consentimento previsto no inciso I do art. 7º desta Lei deverá ser fornecido por escrito ou por outro 
meio que demonstre a manifestação de vontade do titular.
§1º Caso o consentimento seja fornecido por escrito, esse deverá constar de cláusula destacada das de-
mais cláusulas contratuais.
§2º Cabe ao controlador o ônus da prova de que o consentimento foi obtido em conformidade com o dis-
posto nesta Lei.
5
§3º É vedado o tratamento de dados pessoais mediante vício de consentimento.
§4º O consentimento deverá referir-se a finalidades determinadas, e as autorizações genéricas para o tra-
tamento de dados pessoais serão nulas.
§5º O consentimento pode ser revogado a qualquer momento mediante manifestação expressa do titular, 
por procedimento gratuito e facilitado, ratificados os tratamentos realizados sob amparo do consentimento an-
teriormente manifestado enquanto não houver requerimento de eliminação, nos termos do inciso VI do caput 
do art. 18 desta Lei.
§6º Em caso de alteração de informação referida nos incisos I, II, III ou V do art. 9º desta Lei, o controlador 
deverá informar ao titular, com destaque de forma específica do teor das alterações, podendo o titular, nos ca-
sos em que o seu consentimento é exigido, revogá-lo caso discorde da alteração.
Art. 9º O titular tem direito ao acesso facilitado às informações sobre o tratamento de seus dados, que deve-
rão ser disponibilizadas de forma clara, adequada e ostensiva acerca de, entre outras características previstas 
em regulamentação para o atendimento do princípio do livre acesso:
I - finalidade específica do tratamento;
II - forma e duração do tratamento,(Redação dada pela Lei Complementar nº 173, de 
2020) 
III - o ato de que resulte aumento da despesa com pessoal que preveja parcelas a serem implementadas 
em períodos posteriores ao final do mandato do titular de Poder ou órgão referido no art. 20; (Incluído pela Lei 
Complementar nº 173, de 2020)
IV - a aprovação, a edição ou a sanção, por Chefe do Poder Executivo, por Presidente e demais membros 
da Mesa ou órgão decisório equivalente do Poder Legislativo, por Presidente de Tribunal do Poder Judiciário 
e pelo Chefe do Ministério Público, da União e dos Estados, de norma legal contendo plano de alteração, rea-
juste e reestruturação de carreiras do setor público, ou a edição de ato, por esses agentes, para nomeação de 
aprovados em concurso público, quando: (Incluído pela Lei Complementar nº 173, de 2020)
a) resultar em aumento da despesa com pessoal nos 180 (cento e oitenta) dias anteriores ao final do man-
dato do titular do Poder Executivo; ou (Incluído pela Lei Complementar nº 173, de 2020)
b) resultar em aumento da despesa com pessoal que preveja parcelas a serem implementadas em períodos 
posteriores ao final do mandato do titular do Poder Executivo. (Incluído pela Lei Complementar nº 173, de 2020)
§ 1º As restrições de que tratam os incisos II, III e IV: (Incluído pela Lei Complementar nº 173, de 2020)
I - devem ser aplicadas inclusive durante o período de recondução ou reeleição para o cargo de titular do 
Poder ou órgão autônomo; e (Incluído pela Lei Complementar nº 173, de 2020)
II - aplicam-se somente aos titulares ocupantes de cargo eletivo dos Poderes referidos no art. 20. (Incluído 
pela Lei Complementar nº 173, de 2020)
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§ 2º Para fins do disposto neste artigo, serão considerados atos de nomeação ou de provimento de cargo 
público aqueles referidos no § 1º do art. 169 da Constituição Federal ou aqueles que, de qualquer modo, acar-
retem a criação ou o aumento de despesa obrigatória. (Incluído pela Lei Complementar nº 173, de 2020)
Art. 22. A verificação do cumprimento dos limites estabelecidos nos arts. 19 e 20 será realizada ao final de 
cada quadrimestre.
Parágrafo único. Se a despesa total com pessoal exceder a 95% (noventa e cinco por cento) do limite, são 
vedados ao Poder ou órgão referido no art. 20 que houver incorrido no excesso:
I - concessão de vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração a qualquer título, salvo os 
derivados de sentença judicial ou de determinação legal ou contratual, ressalvada a revisão prevista no inciso 
X do art. 37 da Constituição;
II - criação de cargo, emprego ou função;
III - alteração de estrutura de carreira que implique aumento de despesa;
IV - provimento de cargo público, admissão ou contratação de pessoal a qualquer título, ressalvada a repo-
sição decorrente de aposentadoria ou falecimento de servidores das áreas de educação, saúde e segurança;
V - contratação de hora extra, salvo no caso do disposto no inciso II do § 6º do art. 57 da Constituição e as 
situações previstas na lei de diretrizes orçamentárias.
Art. 23. Se a despesa total com pessoal, do Poder ou órgão referido no art. 20, ultrapassar os limites defini-
dos no mesmo artigo, sem prejuízo das medidas previstas no art. 22, o percentual excedente terá de ser elimi-
nado nos dois quadrimestres seguintes, sendo pelo menos um terço no primeiro, adotando-se, entre outras, as 
providências previstas nos §§ 3º e 4º do art. 169 da Constituição.
§ 1º No caso do inciso I do § 3º do art. 169 da Constituição, o objetivo poderá ser alcançado tanto pela ex-
tinção de cargos e funções quanto pela redução dos valores a eles atribuídos. (Vide ADI 2238)
§ 2º É facultada a redução temporária da jornada de trabalho com adequação dos vencimentos à nova carga 
horária. (Vide ADI 2238)
§ 3º Não alcançada a redução no prazo estabelecido e enquanto perdurar o excesso, o Poder ou órgão 
referido no art. 20 não poderá: (Redação dada pela Lei Complementar nº 178, de 2021)
I - receber transferências voluntárias;
II - obter garantia, direta ou indireta, de outro ente;
III - contratar operações de crédito, ressalvadas as destinadas ao pagamento da dívida mobiliária e as que 
visem à redução das despesas com pessoal. (Redação dada pela Lei Complementar nº 178, de 2021)
§ 4º As restrições do § 3º aplicam-se imediatamente se a despesa total com pessoal exceder o limite no 
primeiro quadrimestre do último ano do mandato dos titulares de Poder ou órgão referidos no art. 20.
§ 5º As restrições previstas no § 3º deste artigo não se aplicam ao Município em caso de queda de receita 
real superior a 10% (dez por cento), em comparação ao correspondente quadrimestre do exercício financeiro 
anterior, devido a: (Incluído pela Lei Complementar nº 164, de 2018) Produção de efeitos
I – diminuição das transferências recebidas do Fundo de Participação dos Municípios decorrente de conces-
são de isenções tributárias pela União; e (Incluído pela Lei Complementar nº 164, de 2018) Produção de efeitos
II – diminuição das receitas recebidas de royalties e participações especiais. (Incluído pela Lei Complemen-
tar nº 164, de 2018) Produção de efeitos
§ 6º O disposto no § 5º deste artigo só se aplica caso a despesa total com pessoal do quadrimestre vigente 
não ultrapasse o limite percentual previsto no art. 19 desta Lei Complementar, considerada, para este cálculo, 
a receita corrente líquida do quadrimestre correspondente do ano anterior atualizada monetariamente. (Incluído 
pela Lei Complementar nº 164, de 2018) Produção de efeitos
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SEÇÃO III
DAS DESPESAS COM A SEGURIDADE SOCIAL
Art. 24. Nenhum benefício ou serviço relativo à seguridade social poderá ser criado, majorado ou estendido 
sem a indicação da fonte de custeio total, nos termos do § 5º do art. 195 da Constituição, atendidas ainda as 
exigências do art. 17. (Vide ADI 6357)
§ 1º É dispensada da compensação referida no art. 17 o aumento de despesa decorrente de:
I - concessão de benefício a quem satisfaça as condições de habilitação prevista na legislação pertinente;
II - expansão quantitativa do atendimento e dos serviços prestados;
III - reajustamento de valor do benefício ou serviço, a fim de preservar o seu valor real.
§ 2º O disposto neste artigo aplica-se a benefício ou serviço de saúde, previdência e assistência social, 
inclusive os destinados aos servidores públicos e militares, ativos e inativos, e aos pensionistas.
CAPÍTULO V
DAS TRANSFERÊNCIAS VOLUNTÁRIAS
Art. 25. Para efeito desta Lei Complementar, entende-se por transferência voluntária a entrega de recursos 
correntes ou de capital a outro ente da Federação, a título de cooperação, auxílio ou assistência financeira, que 
não decorra de determinação constitucional, legal ou os destinados ao Sistema Único de Saúde.
§ 1º São exigências para a realização de transferência voluntária, além das estabelecidas na lei de diretrizes 
orçamentárias:
I - existência de dotação específica;
II - (VETADO)
III - observância do disposto no inciso X do art. 167 da Constituição;
IV - comprovação, por parte do beneficiário, de:
a) que se acha em dia quanto ao pagamento de tributos, empréstimos e financiamentos devidos ao ente 
transferidor, bem como quanto à prestação de contas de recursos anteriormente dele recebidos;
b) cumprimento dos limites constitucionais relativos à educação e à saúde;
c) observância dos limites das dívidas consolidada e mobiliária, de operações de crédito, inclusive por ante-
cipação de receita, de inscrição em Restos a Pagar e de despesa total com pessoal;
d) previsão orçamentária de contrapartida.
§ 2º É vedada a utilização de recursos transferidos em finalidade diversa da pactuada.
§ 3º Para fins da aplicação das sanções de suspensão de transferências voluntárias constantes desta Lei 
Complementar, excetuam-se aquelas relativas a ações de educação, saúde e assistência social.
CAPÍTULO VI
DA DESTINAÇÃO DE RECURSOS PÚBLICOS PARA O SETOR PRIVADO
Art. 26. A destinação de recursos para, direta ou indiretamente, cobrir necessidades depessoas físicas ou 
déficits de pessoas jurídicas deverá ser autorizada por lei específica, atender às condições estabelecidas na lei 
de diretrizes orçamentárias e estar prevista no orçamento ou em seus créditos adicionais.
§ 1º O disposto no caput aplica-se a toda a administração indireta, inclusive fundações públicas e empresas 
estatais, exceto, no exercício de suas atribuições precípuas, as instituições financeiras e o Banco Central do 
Brasil.
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§ 2º Compreende-se incluída a concessão de empréstimos, financiamentos e refinanciamentos, inclusive as 
respectivas prorrogações e a composição de dívidas, a concessão de subvenções e a participação em cons-
tituição ou aumento de capital.
Art. 27. Na concessão de crédito por ente da Federação a pessoa física, ou jurídica que não esteja sob seu 
controle direto ou indireto, os encargos financeiros, comissões e despesas congêneres não serão inferiores aos 
definidos em lei ou ao custo de captação.
Parágrafo único. Dependem de autorização em lei específica as prorrogações e composições de dívidas de-
correntes de operações de crédito, bem como a concessão de empréstimos ou financiamentos em desacordo 
com o caput, sendo o subsídio correspondente consignado na lei orçamentária.
Art. 28. Salvo mediante lei específica, não poderão ser utilizados recursos públicos, inclusive de operações 
de crédito, para socorrer instituições do Sistema Financeiro Nacional, ainda que mediante a concessão de em-
préstimos de recuperação ou financiamentos para mudança de controle acionário.
§ 1º A prevenção de insolvência e outros riscos ficará a cargo de fundos, e outros mecanismos, constituídos 
pelas instituições do Sistema Financeiro Nacional, na forma da lei.
§ 2º O disposto no caput não proíbe o Banco Central do Brasil de conceder às instituições financeiras ope-
rações de redesconto e de empréstimos de prazo inferior a trezentos e sessenta dias.
CAPÍTULO VII
DA DÍVIDA E DO ENDIVIDAMENTO
SEÇÃO I
DEFINIÇÕES BÁSICAS
Art. 29. Para os efeitos desta Lei Complementar, são adotadas as seguintes definições:
I - dívida pública consolidada ou fundada: montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações finan-
ceiras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de 
operações de crédito, para amortização em prazo superior a doze meses;
II - dívida pública mobiliária: dívida pública representada por títulos emitidos pela União, inclusive os do 
Banco Central do Brasil, Estados e Municípios;
III - operação de crédito: compromisso financeiro assumido em razão de mútuo, abertura de crédito, emis-
são e aceite de título, aquisição financiada de bens, recebimento antecipado de valores provenientes da venda 
a termo de bens e serviços, arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas, inclusive com o uso de 
derivativos financeiros;
IV - concessão de garantia: compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual assumida 
por ente da Federação ou entidade a ele vinculada;
V - refinanciamento da dívida mobiliária: emissão de títulos para pagamento do principal acrescido da atu-
alização monetária.
§ 1º Equipara-se a operação de crédito a assunção, o reconhecimento ou a confissão de dívidas pelo ente 
da Federação, sem prejuízo do cumprimento das exigências dos arts. 15 e 16.
§ 2º Será incluída na dívida pública consolidada da União a relativa à emissão de títulos de responsabilidade 
do Banco Central do Brasil.
§ 3º Também integram a dívida pública consolidada as operações de crédito de prazo inferior a doze meses 
cujas receitas tenham constado do orçamento.
§ 4º O refinanciamento do principal da dívida mobiliária não excederá, ao término de cada exercício finan-
ceiro, o montante do final do exercício anterior, somado ao das operações de crédito autorizadas no orçamento 
para este efeito e efetivamente realizadas, acrescido de atualização monetária.
49
SEÇÃO II
DOS LIMITES DA DÍVIDA PÚBLICA E DAS OPERAÇÕES DE CRÉDITO
Art. 30. No prazo de noventa dias após a publicação desta Lei Complementar, o Presidente da República 
submeterá ao:
I - Senado Federal: proposta de limites globais para o montante da dívida consolidada da União, Estados e 
Municípios, cumprindo o que estabelece o inciso VI do art. 52 da Constituição, bem como de limites e condições 
relativos aos incisos VII, VIII e IX do mesmo artigo;
II - Congresso Nacional: projeto de lei que estabeleça limites para o montante da dívida mobiliária federal a 
que se refere o inciso XIV do art. 48 da Constituição, acompanhado da demonstração de sua adequação aos 
limites fixados para a dívida consolidada da União, atendido o disposto no inciso I do § 1º deste artigo.
§ 1º As propostas referidas nos incisos I e II do caput e suas alterações conterão:
I - demonstração de que os limites e condições guardam coerência com as normas estabelecidas nesta Lei 
Complementar e com os objetivos da política fiscal;
II - estimativas do impacto da aplicação dos limites a cada uma das três esferas de governo;
III - razões de eventual proposição de limites diferenciados por esfera de governo;
IV - metodologia de apuração dos resultados primário e nominal.
§ 2º As propostas mencionadas nos incisos I e II do caput também poderão ser apresentadas em termos de 
dívida líquida, evidenciando a forma e a metodologia de sua apuração.
§ 3º Os limites de que tratam os incisos I e II do caput serão fixados em percentual da receita corrente líquida 
para cada esfera de governo e aplicados igualmente a todos os entes da Federação que a integrem, constituin-
do, para cada um deles, limites máximos.
§ 4º Para fins de verificação do atendimento do limite, a apuração do montante da dívida consolidada será 
efetuada ao final de cada quadrimestre.
§ 5º No prazo previsto no art. 5º, o Presidente da República enviará ao Senado Federal ou ao Congresso 
Nacional, conforme o caso, proposta de manutenção ou alteração dos limites e condições previstos nos incisos 
I e II do caput.
§ 6º Sempre que alterados os fundamentos das propostas de que trata este artigo, em razão de instabilidade 
econômica ou alterações nas políticas monetária ou cambial, o Presidente da República poderá encaminhar ao 
Senado Federal ou ao Congresso Nacional solicitação de revisão dos limites.
§ 7º Os precatórios judiciais não pagos durante a execução do orçamento em que houverem sido incluídos 
integram a dívida consolidada, para fins de aplicação dos limites.
SEÇÃO III
DA RECONDUÇÃO DA DÍVIDA AOS LIMITES
Art. 31. Se a dívida consolidada de um ente da Federação ultrapassar o respectivo limite ao final de um 
quadrimestre, deverá ser a ele reconduzida até o término dos três subseqüentes, reduzindo o excedente em 
pelo menos 25% (vinte e cinco por cento) no primeiro.
§ 1º Enquanto perdurar o excesso, o ente que nele houver incorrido:
I - estará proibido de realizar operação de crédito interna ou externa, inclusive por antecipação de receita, 
ressalvadas as para pagamento de dívidas mobiliárias; (Redação dada pela Lei Complementar nº 178, de 2021)
II - obterá resultado primário necessário à recondução da dívida ao limite, promovendo, entre outras medi-
das, limitação de empenho, na forma do art. 9º.
§ 2º Vencido o prazo para retorno da dívida ao limite, e enquanto perdurar o excesso, o ente ficará também 
impedido de receber transferências voluntárias da União ou do Estado.
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§ 3º As restrições do § 1º aplicam-se imediatamente se o montante da dívida exceder o limite no primeiro 
quadrimestre do último ano do mandato do Chefe do Poder Executivo.
§ 4º O Ministério da Fazenda divulgará, mensalmente, a relação dos entes que tenham ultrapassado os 
limites das dívidas consolidada e mobiliária.
§ 5º As normas deste artigo serão observadas nos casos de descumprimento dos limites da dívida mobiliária 
e das operações de crédito internas e externas.
SEÇÃO IV
DAS OPERAÇÕES DE CRÉDITO
SUBSEÇÃO I
DA CONTRATAÇÃO
Art. 32. O Ministério da Fazenda verificará o cumprimento dos limites econdições relativos à realização de 
operações de crédito de cada ente da Federação, inclusive das empresas por eles controladas, direta ou indi-
retamente.
§ 1º O ente interessado formalizará seu pleito fundamentando-o em parecer de seus órgãos técnicos e ju-
rídicos, demonstrando a relação custo-benefício, o interesse econômico e social da operação e o atendimento 
das seguintes condições:
I - existência de prévia e expressa autorização para a contratação, no texto da lei orçamentária, em créditos 
adicionais ou lei específica;
II - inclusão no orçamento ou em créditos adicionais dos recursos provenientes da operação, exceto no caso 
de operações por antecipação de receita;
III - observância dos limites e condições fixados pelo Senado Federal;
IV - autorização específica do Senado Federal, quando se tratar de operação de crédito externo;
V - atendimento do disposto no inciso III do art. 167 da Constituição;
VI - observância das demais restrições estabelecidas nesta Lei Complementar.
§ 2º As operações relativas à dívida mobiliária federal autorizadas, no texto da lei orçamentária ou de crédi-
tos adicionais, serão objeto de processo simplificado que atenda às suas especificidades.
§ 3º Para fins do disposto no inciso V do § 1º, considerar-se-á, em cada exercício financeiro, o total dos 
recursos de operações de crédito nele ingressados e o das despesas de capital executadas, observado o se-
guinte:
I - não serão computadas nas despesas de capital as realizadas sob a forma de empréstimo ou financia-
mento a contribuinte, com o intuito de promover incentivo fiscal, tendo por base tributo de competência do ente 
da Federação, se resultar a diminuição, direta ou indireta, do ônus deste;
II - se o empréstimo ou financiamento a que se refere o inciso I for concedido por instituição financeira con-
trolada pelo ente da Federação, o valor da operação será deduzido das despesas de capital;
III - (VETADO)
§ 4º Sem prejuízo das atribuições próprias do Senado Federal e do Banco Central do Brasil, o Ministério da 
Fazenda efetuará o registro eletrônico centralizado e atualizado das dívidas públicas interna e externa, garan-
tido o acesso público às informações, que incluirão:
I - encargos e condições de contratação;
II - saldos atualizados e limites relativos às dívidas consolidada e mobiliária, operações de crédito e conces-
são de garantias.
§ 5º Os contratos de operação de crédito externo não conterão cláusula que importe na compensação au-
tomática de débitos e créditos.
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§ 6º O prazo de validade da verificação dos limites e das condições de que trata este artigo e da análise 
realizada para a concessão de garantia pela União será de, no mínimo, 90 (noventa) dias e, no máximo, 270 
(duzentos e setenta) dias, a critério do Ministério da Fazenda. (Incluído pela Lei Complementar nº 159, de 2017)
§ 7º Poderá haver alteração da finalidade de operação de crédito de Estados, do Distrito Federal e de Muni-
cípios sem a necessidade de nova verificação pelo Ministério da Economia, desde que haja prévia e expressa 
autorização para tanto, no texto da lei orçamentária, em créditos adicionais ou em lei específica, que se de-
monstre a relação custo-benefício e o interesse econômico e social da operação e que não configure infração 
a dispositivo desta Lei Complementar. (Incluído pela Lei Complementar nº 178, de 2021)
Art. 33. A instituição financeira que contratar operação de crédito com ente da Federação, exceto quando 
relativa à dívida mobiliária ou à externa, deverá exigir comprovação de que a operação atende às condições e 
limites estabelecidos.
§ 1º A operação realizada com infração do disposto nesta Lei Complementar será considerada nula, proce-
dendo-se ao seu cancelamento, mediante a devolução do principal, vedados o pagamento de juros e demais 
encargos financeiros.
§ 2º Se a devolução não for efetuada no exercício de ingresso dos recursos, será consignada reserva espe-
cífica na lei orçamentária para o exercício seguinte.
§ 3º Enquanto não for efetuado o cancelamento ou a amortização ou constituída a reserva de que trata o § 
2º, aplicam-se ao ente as restrições previstas no § 3º do art. 23. (Redação dada pela Lei Complementar nº 178, 
de 2021)
§ 4º Também se constituirá reserva, no montante equivalente ao excesso, se não atendido o disposto no 
inciso III do art. 167 da Constituição, consideradas as disposições do § 3º do art. 32.
SUBSEÇÃO II
DAS VEDAÇÕES
Art. 34. O Banco Central do Brasil não emitirá títulos da dívida pública a partir de dois anos após a publica-
ção desta Lei Complementar.
Art. 35. É vedada a realização de operação de crédito entre um ente da Federação, diretamente ou por 
intermédio de fundo, autarquia, fundação ou empresa estatal dependente, e outro, inclusive suas entidades da 
administração indireta, ainda que sob a forma de novação, refinanciamento ou postergação de dívida contraída 
anteriormente.
§ 1º Excetuam-se da vedação a que se refere o caput as operações entre instituição financeira estatal e 
outro ente da Federação, inclusive suas entidades da administração indireta, que não se destinem a:
I - financiar, direta ou indiretamente, despesas correntes, ressalvadas as operações destinadas a finan-
ciar a estruturação de projetos ou a garantir contraprestações em contratos de parceria público-privada ou de 
concessão para o ente da Federação afetado pelo estado de calamidade pública reconhecido pelo Congresso 
Nacional de que trata o art. 65; (Redação dada pela Lei Complementar nº 206, de 2024)
II - refinanciar dívidas não contraídas junto à própria instituição concedente.
§ 2º O disposto no caput não impede Estados e Municípios de comprar títulos da dívida da União como 
aplicação de suas disponibilidades.
Art. 36. É proibida a operação de crédito entre uma instituição financeira estatal e o ente da Federação que 
a controle, na qualidade de beneficiário do empréstimo.
Parágrafo único. O disposto no caput não proíbe instituição financeira controlada de adquirir, no mercado, 
títulos da dívida pública para atender investimento de seus clientes, ou títulos da dívida de emissão da União 
para aplicação de recursos próprios.
Art. 37. Equiparam-se a operações de crédito e estão vedados:
I - captação de recursos a título de antecipação de receita de tributo ou contribuição cujo fato gerador ainda 
não tenha ocorrido, sem prejuízo do disposto no § 7º do art. 150 da Constituição;
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II - recebimento antecipado de valores de empresa em que o Poder Público detenha, direta ou indiretamen-
te, a maioria do capital social com direito a voto, salvo lucros e dividendos, na forma da legislação;
III - assunção direta de compromisso, confissão de dívida ou operação assemelhada, com fornecedor de 
bens, mercadorias ou serviços, mediante emissão, aceite ou aval de título de crédito, não se aplicando esta 
vedação a empresas estatais dependentes;
IV - assunção de obrigação, sem autorização orçamentária, com fornecedores para pagamento a posteriori 
de bens e serviços.
SUBSEÇÃO III
DAS OPERAÇÕES DE CRÉDITO POR ANTECIPAÇÃO DE RECEITA ORÇAMENTÁRIA
Art. 38. A operação de crédito por antecipação de receita destina-se a atender insuficiência de caixa durante 
o exercício financeiro e cumprirá as exigências mencionadas no art. 32 e mais as seguintes:
I - realizar-se-á somente a partir do décimo dia do início do exercício;
II - deverá ser liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o dia dez de dezembro de cada ano;
III - não será autorizada se forem cobrados outros encargos que não a taxa de juros da operação, obrigato-
riamente prefixada ou indexada à taxa básica financeira, ou à que vier a esta substituir;
IV - estará proibida:
a) enquanto existir operação anterior da mesma natureza não integralmente resgatada;
b) no último ano de mandato do Presidente, Governador ou Prefeito Municipal.
§ 1º As operações de que trata este artigo não serão computadas para efeito do que dispõe o inciso III do 
art. 167 da Constituição, desde que liquidadasno prazo definido no inciso II do caput.
§ 2º As operações de crédito por antecipação de receita realizadas por Estados ou Municípios serão efetu-
adas mediante abertura de crédito junto à instituição financeira vencedora em processo competitivo eletrônico 
promovido pelo Banco Central do Brasil.
§ 3º O Banco Central do Brasil manterá sistema de acompanhamento e controle do saldo do crédito aberto 
e, no caso de inobservância dos limites, aplicará as sanções cabíveis à instituição credora.
SUBSEÇÃO IV
DAS OPERAÇÕES COM O BANCO CENTRAL DO BRASIL
Art. 39. Nas suas relações com ente da Federação, o Banco Central do Brasil está sujeito às vedações 
constantes do art. 35 e mais às seguintes:
I - compra de título da dívida, na data de sua colocação no mercado, ressalvado o disposto no § 2º deste 
artigo;
II - permuta, ainda que temporária, por intermédio de instituição financeira ou não, de título da dívida de ente 
da Federação por título da dívida pública federal, bem como a operação de compra e venda, a termo, daquele 
título, cujo efeito final seja semelhante à permuta;
III - concessão de garantia.
§ 1º O disposto no inciso II, in fine, não se aplica ao estoque de Letras do Banco Central do Brasil, Série Es-
pecial, existente na carteira das instituições financeiras, que pode ser refinanciado mediante novas operações 
de venda a termo.
§ 2º O Banco Central do Brasil só poderá comprar diretamente títulos emitidos pela União para refinanciar 
a dívida mobiliária federal que estiver vencendo na sua carteira.
§ 3º A operação mencionada no § 2º deverá ser realizada à taxa média e condições alcançadas no dia, em 
leilão público.
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§ 4º É vedado ao Tesouro Nacional adquirir títulos da dívida pública federal existentes na carteira do Banco 
Central do Brasil, ainda que com cláusula de reversão, salvo para reduzir a dívida mobiliária.
SEÇÃO V
DA GARANTIA E DA CONTRAGARANTIA
Art. 40. Os entes poderão conceder garantia em operações de crédito internas ou externas, observados o 
disposto neste artigo, as normas do art. 32 e, no caso da União, também os limites e as condições estabeleci-
dos pelo Senado Federal e as normas emitidas pelo Ministério da Economia acerca da classificação de capaci-
dade de pagamento dos mutuários. (Redação dada pela Lei Complementar nº 178, de 2021)
§ 1º A garantia estará condicionada ao oferecimento de contragarantia, em valor igual ou superior ao da 
garantia a ser concedida, e à adimplência da entidade que a pleitear relativamente a suas obrigações junto ao 
garantidor e às entidades por este controladas, observado o seguinte:
I - não será exigida contragarantia de órgãos e entidades do próprio ente;
II - a contragarantia exigida pela União a Estado ou Município, ou pelos Estados aos Municípios, poderá 
consistir na vinculação de receitas tributárias diretamente arrecadadas e provenientes de transferências cons-
titucionais, com outorga de poderes ao garantidor para retê-las e empregar o respectivo valor na liquidação da 
dívida vencida.
§ 2º No caso de operação de crédito junto a organismo financeiro internacional, ou a instituição federal de 
crédito e fomento para o repasse de recursos externos, a União só prestará garantia a ente que atenda, além 
do disposto no § 1º, as exigências legais para o recebimento de transferências voluntárias.
§ 3º (VETADO)
§ 4º (VETADO)
§ 5º É nula a garantia concedida acima dos limites fixados pelo Senado Federal.
§ 6º É vedado às entidades da administração indireta, inclusive suas empresas controladas e subsidiárias, 
conceder garantia, ainda que com recursos de fundos.
§ 7º O disposto no § 6º não se aplica à concessão de garantia por:
I - empresa controlada a subsidiária ou controlada sua, nem à prestação de contragarantia nas mesmas 
condições;
II - instituição financeira a empresa nacional, nos termos da lei.
§ 8º Excetua-se do disposto neste artigo a garantia prestada:
I - por instituições financeiras estatais, que se submeterão às normas aplicáveis às instituições financeiras 
privadas, de acordo com a legislação pertinente;
II - pela União, na forma de lei federal, a empresas de natureza financeira por ela controladas, direta e indi-
retamente, quanto às operações de seguro de crédito à exportação.
§ 9º Quando honrarem dívida de outro ente, em razão de garantia prestada, a União e os Estados poderão 
condicionar as transferências constitucionais ao ressarcimento daquele pagamento.
§ 10. O ente da Federação cuja dívida tiver sido honrada pela União ou por Estado, em decorrência de ga-
rantia prestada em operação de crédito, terá suspenso o acesso a novos créditos ou financiamentos até a total 
liquidação da mencionada dívida.
§ 11. A alteração da metodologia utilizada para fins de classificação da capacidade de pagamento de Es-
tados e Municípios deverá ser precedida de consulta pública, assegurada a manifestação dos entes. (Incluído 
pela Lei Complementar nº 178, de 2021)
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SEÇÃO VI
DOS RESTOS A PAGAR
Art. 41. (VETADO)
Art. 42. É vedado ao titular de Poder ou órgão referido no art. 20, nos últimos dois quadrimestres do seu 
mandato, contrair obrigação de despesa que não possa ser cumprida integralmente dentro dele, ou que tenha 
parcelas a serem pagas no exercício seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para este efeito. 
(Vide Lei Complementar nº 178, de 2021) (Vigência)
Parágrafo único. Na determinação da disponibilidade de caixa serão considerados os encargos e despesas 
compromissadas a pagar até o final do exercício.
CAPÍTULO VIII
DA GESTÃO PATRIMONIAL
SEÇÃO I
DAS DISPONIBILIDADES DE CAIXA
Art. 43. As disponibilidades de caixa dos entes da Federação serão depositadas conforme estabelece o § 
3º do art. 164 da Constituição.
§ 1º As disponibilidades de caixa dos regimes de previdência social, geral e próprio dos servidores públicos, 
ainda que vinculadas a fundos específicos a que se referem os arts. 249 e 250 da Constituição, ficarão depo-
sitadas em conta separada das demais disponibilidades de cada ente e aplicadas nas condições de mercado, 
com observância dos limites e condições de proteção e prudência financeira.
§ 2º É vedada a aplicação das disponibilidades de que trata o § 1º em:
I - títulos da dívida pública estadual e municipal, bem como em ações e outros papéis relativos às empresas 
controladas pelo respectivo ente da Federação;
II - empréstimos, de qualquer natureza, aos segurados e ao Poder Público, inclusive a suas empresas con-
troladas.
SEÇÃO II
DA PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO PÚBLICO
Art. 44. É vedada a aplicação da receita de capital derivada da alienação de bens e direitos que integram o 
patrimônio público para o financiamento de despesa corrente, salvo se destinada por lei aos regimes de previ-
dência social, geral e próprio dos servidores públicos.
Art. 45. Observado o disposto no § 5º do art. 5º, a lei orçamentária e as de créditos adicionais só incluirão 
novos projetos após adequadamente atendidos os em andamento e contempladas as despesas de conserva-
ção do patrimônio público, nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias.
Parágrafo único. O Poder Executivo de cada ente encaminhará ao Legislativo, até a data do envio do projeto 
de lei de diretrizes orçamentárias, relatório com as informações necessárias ao cumprimento do disposto neste 
artigo, ao qual será dada ampla divulgação.
Art. 46. É nulo de pleno direito ato de desapropriação de imóvel urbano expedido sem o atendimento do 
disposto no § 3º do art. 182 da Constituição, ou prévio depósito judicial do valor da indenização.
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SEÇÃO III
DAS EMPRESAS CONTROLADAS PELO SETOR PÚBLICO
Art. 47. A empresa controlada que firmar contrato de gestão em que se estabeleçam objetivos e metas de 
desempenho, na forma da lei, disporá de autonomia gerencial, orçamentária e financeira, sem prejuízo do dis-
posto no inciso II do § 5º do art. 165 da Constituição.
Parágrafo único. A empresa controlada incluirá em seus balanços trimestrais nota explicativa em que infor-
mará:
I - fornecimentode bens e serviços ao controlador, com respectivos preços e condições, comparando-os 
com os praticados no mercado;
II - recursos recebidos do controlador, a qualquer título, especificando valor, fonte e destinação;
III - venda de bens, prestação de serviços ou concessão de empréstimos e financiamentos com preços, 
taxas, prazos ou condições diferentes dos vigentes no mercado.
CAPÍTULO IX
DA TRANSPARÊNCIA, CONTROLE E FISCALIZAÇÃO
SEÇÃO I
DA TRANSPARÊNCIA DA GESTÃO FISCAL
Art. 48. São instrumentos de transparência da gestão fiscal, aos quais será dada ampla divulgação, inclusi-
ve em meios eletrônicos de acesso público: os planos, orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias; as pres-
tações de contas e o respectivo parecer prévio; o Relatório Resumido da Execução Orçamentária e o Relatório 
de Gestão Fiscal; e as versões simplificadas desses documentos.
Parágrafo único. A transparência será assegurada também mediante incentivo à participação popular e rea-
lização de audiências públicas, durante os processos de elaboração e de discussão dos planos, lei de diretrizes 
orçamentárias e orçamentos.
§ 1º A transparência será assegurada também mediante: (Redação dada pela Lei Complementar nº 156, de 
2016)
I – incentivo à participação popular e realização de audiências públicas, durante os processos de elabora-
ção e discussão dos planos, lei de diretrizes orçamentárias e orçamentos; (Incluído pela Lei Complementar nº 
131, de 2009).
II - liberação ao pleno conhecimento e acompanhamento da sociedade, em tempo real, de informações por-
menorizadas sobre a execução orçamentária e financeira, em meios eletrônicos de acesso público; e (Redação 
dada pela Lei Complementar nº 156, de 2016)
III – adoção de sistema integrado de administração financeira e controle, que atenda a padrão mínimo de 
qualidade estabelecido pelo Poder Executivo da União e ao disposto no art. 48-A. (Incluído pela Lei Comple-
mentar nº 131, de 2009) (Vide Decreto nº 7.185, de 2010)
§ 2º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios disponibilizarão suas informações e dados con-
tábeis, orçamentários e fiscais conforme periodicidade, formato e sistema estabelecidos pelo órgão central de 
contabilidade da União, os quais deverão ser divulgados em meio eletrônico de amplo acesso público. (Incluído 
pela Lei Complementar nº 156, de 2016)
§ 3º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios encaminharão ao Ministério da Fazenda, nos termos e 
na periodicidade a serem definidos em instrução específica deste órgão, as informações necessárias para a 
constituição do registro eletrônico centralizado e atualizado das dívidas públicas interna e externa, de que trata 
o § 4º do art. 32. (Incluído pela Lei Complementar nº 156, de 2016)
§ 4º A inobservância do disposto nos §§ 2º e 3º ensejará as penalidades previstas no § 2º do art. 51. (Inclu-
ído pela Lei Complementar nº 156, de 2016)
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§ 5º Nos casos de envio conforme disposto no § 2º, para todos os efeitos, a União, os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios cumprem o dever de ampla divulgação a que se refere o caput. (Incluído pela Lei Com-
plementar nº 156, de 2016)
§ 6º Todos os Poderes e órgãos referidos no art. 20, incluídos autarquias, fundações públicas, empresas 
estatais dependentes e fundos, do ente da Federação devem utilizar sistemas únicos de execução orçamen-
tária e financeira, mantidos e gerenciados pelo Poder Executivo, resguardada a autonomia. (Incluído pela Lei 
Complementar nº 156, de 2016)
Art. 48-A. Para os fins a que se refere o inciso II do parágrafo único do art. 48, os entes da Federação 
disponibilizarão a qualquer pessoa física ou jurídica o acesso a informações referentes a: (Incluído pela Lei 
Complementar nº 131, de 2009).
I – quanto à despesa: todos os atos praticados pelas unidades gestoras no decorrer da execução da des-
pesa, no momento de sua realização, com a disponibilização mínima dos dados referentes ao número do 
correspondente processo, ao bem fornecido ou ao serviço prestado, à pessoa física ou jurídica beneficiária do 
pagamento e, quando for o caso, ao procedimento licitatório realizado; (Incluído pela Lei Complementar nº 131, 
de 2009).
II – quanto à receita: o lançamento e o recebimento de toda a receita das unidades gestoras, inclusive refe-
rente a recursos extraordinários. (Incluído pela Lei Complementar nº 131, de 2009).
Art. 49. As contas apresentadas pelo Chefe do Poder Executivo ficarão disponíveis, durante todo o exer-
cício, no respectivo Poder Legislativo e no órgão técnico responsável pela sua elaboração, para consulta e 
apreciação pelos cidadãos e instituições da sociedade.
Parágrafo único. A prestação de contas da União conterá demonstrativos do Tesouro Nacional e das agên-
cias financeiras oficiais de fomento, incluído o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, es-
pecificando os empréstimos e financiamentos concedidos com recursos oriundos dos orçamentos fiscal e da 
seguridade social e, no caso das agências financeiras, avaliação circunstanciada do impacto fiscal de suas 
atividades no exercício.
SEÇÃO II
DA ESCRITURAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DAS CONTAS
Art. 50. Além de obedecer às demais normas de contabilidade pública, a escrituração das contas públicas 
observará as seguintes:
I - a disponibilidade de caixa constará de registro próprio, de modo que os recursos vinculados a órgão, 
fundo ou despesa obrigatória fiquem identificados e escriturados de forma individualizada;
II - a despesa e a assunção de compromisso serão registradas segundo o regime de competência, apuran-
do-se, em caráter complementar, o resultado dos fluxos financeiros pelo regime de caixa;
III - as demonstrações contábeis compreenderão, isolada e conjuntamente, as transações e operações de 
cada órgão, fundo ou entidade da administração direta, autárquica e fundacional, inclusive empresa estatal 
dependente;
IV - as receitas e despesas previdenciárias serão apresentadas em demonstrativos financeiros e orçamen-
tários específicos;
V - as operações de crédito, as inscrições em Restos a Pagar e as demais formas de financiamento ou 
assunção de compromissos junto a terceiros, deverão ser escrituradas de modo a evidenciar o montante e a 
variação da dívida pública no período, detalhando, pelo menos, a natureza e o tipo de credor;
VI - a demonstração das variações patrimoniais dará destaque à origem e ao destino dos recursos prove-
nientes da alienação de ativos.
§ 1º No caso das demonstrações conjuntas, excluir-se-ão as operações intragovernamentais.
§ 2º A edição de normas gerais para consolidação das contas públicas caberá ao órgão central de contabi-
lidade da União, enquanto não implantado o conselho de que trata o art. 67.
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§ 3º A Administração Pública manterá sistema de custos que permita a avaliação e o acompanhamento da 
gestão orçamentária, financeira e patrimonial.
Art. 51. O Poder Executivo da União promoverá, até o dia trinta de junho, a consolidação, nacional e por 
esfera de governo, das contas dos entes da Federação relativas ao exercício anterior, e a sua divulgação, in-
clusive por meio eletrônico de acesso público. 
§ 1º Os Estados e os Municípios encaminharão suas contas ao Poder Executivo da União nos seguintes 
prazos:
§ 1º Os Estados e os Municípios encaminharão suas contas ao Poder Executivo da União até 30 de abril. 
(Redação dada pela Lei Complementar nº 178, de 2021) (Vigência)
§ 2º O descumprimento dos prazos previstos neste artigo impedirá, até que a situação seja regularizada, 
que o Poder ou órgão referido no art. 20 receba transferências voluntárias e contrate operações de crédito, 
exceto as destinadas ao pagamento da dívida mobiliária. (Redação dada pela Lei Complementar nº 178, de 
2021) (Vigência)
SEÇÃO III
DO RELATÓRIO RESUMIDO DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA
Art. 52. O relatório a que se refere o § 3º do art. 165 da Constituição abrangerá todos os Poderes e o Minis-
tério Público, será publicado até trinta dias após o encerramento de cada bimestre e composto de:
I - balançoorçamentário, que especificará, por categoria econômica, as:
a) receitas por fonte, informando as realizadas e a realizar, bem como a previsão atualizada;
b) despesas por grupo de natureza, discriminando a dotação para o exercício, a despesa liquidada e o saldo;
II - demonstrativos da execução das:
a) receitas, por categoria econômica e fonte, especificando a previsão inicial, a previsão atualizada para o 
exercício, a receita realizada no bimestre, a realizada no exercício e a previsão a realizar;
b) despesas, por categoria econômica e grupo de natureza da despesa, discriminando dotação inicial, dota-
ção para o exercício, despesas empenhada e liquidada, no bimestre e no exercício;
c) despesas, por função e subfunção.
§ 1º Os valores referentes ao refinanciamento da dívida mobiliária constarão destacadamente nas receitas 
de operações de crédito e nas despesas com amortização da dívida.
§ 2º O descumprimento do prazo previsto neste artigo sujeita o ente às sanções previstas no § 2º do art. 51.
Art. 53. Acompanharão o Relatório Resumido demonstrativos relativos a:
I - apuração da receita corrente líquida, na forma definida no inciso IV do art. 2º, sua evolução, assim como 
a previsão de seu desempenho até o final do exercício;
II - receitas e despesas previdenciárias a que se refere o inciso IV do art. 50;
III - resultados nominal e primário;
IV - despesas com juros, na forma do inciso II do art. 4º;
V - Restos a Pagar, detalhando, por Poder e órgão referido no art. 20, os valores inscritos, os pagamentos 
realizados e o montante a pagar.
§ 1º O relatório referente ao último bimestre do exercício será acompanhado também de demonstrativos:
I - do atendimento do disposto no inciso III do art. 167 da Constituição, conforme o § 3º do art. 32;
II - das projeções atuariais dos regimes de previdência social, geral e próprio dos servidores públicos;
III - da variação patrimonial, evidenciando a alienação de ativos e a aplicação dos recursos dela decorrentes.
§ 2º Quando for o caso, serão apresentadas justificativas:
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I - da limitação de empenho;
II - da frustração de receitas, especificando as medidas de combate à sonegação e à evasão fiscal, adota-
das e a adotar, e as ações de fiscalização e cobrança.
SEÇÃO IV
DO RELATÓRIO DE GESTÃO FISCAL
Art. 54. Ao final de cada quadrimestre será emitido pelos titulares dos Poderes e órgãos referidos no art. 20 
Relatório de Gestão Fiscal, assinado pelo:
I - Chefe do Poder Executivo;
II - Presidente e demais membros da Mesa Diretora ou órgão decisório equivalente, conforme regimentos 
internos dos órgãos do Poder Legislativo;
III - Presidente de Tribunal e demais membros de Conselho de Administração ou órgão decisório equivalen-
te, conforme regimentos internos dos órgãos do Poder Judiciário;
IV - Chefe do Ministério Público, da União e dos Estados.
Parágrafo único. O relatório também será assinado pelas autoridades responsáveis pela administração fi-
nanceira e pelo controle interno, bem como por outras definidas por ato próprio de cada Poder ou órgão referido 
no art. 20.
Art. 55. O relatório conterá:
I - comparativo com os limites de que trata esta Lei Complementar, dos seguintes montantes:
a) despesa total com pessoal, distinguindo a com inativos e pensionistas;
b) dívidas consolidada e mobiliária;
c) concessão de garantias;
d) operações de crédito, inclusive por antecipação de receita;
e) despesas de que trata o inciso II do art. 4º;
II - indicação das medidas corretivas adotadas ou a adotar, se ultrapassado qualquer dos limites;
III - demonstrativos, no último quadrimestre:
a) do montante das disponibilidades de caixa em trinta e um de dezembro;
b) da inscrição em Restos a Pagar, das despesas:
1) liquidadas;
2) empenhadas e não liquidadas, inscritas por atenderem a uma das condições do inciso II do art. 41;
3) empenhadas e não liquidadas, inscritas até o limite do saldo da disponibilidade de caixa;
4) não inscritas por falta de disponibilidade de caixa e cujos empenhos foram cancelados;
c) do cumprimento do disposto no inciso II e na alínea b do inciso IV do art. 38.
§ 1º O relatório dos titulares dos órgãos mencionados nos incisos II, III e IV do art. 54 conterá apenas as 
informações relativas à alínea a do inciso I, e os documentos referidos nos incisos II e III.
§ 2º O relatório será publicado até trinta dias após o encerramento do período a que corresponder, com 
amplo acesso ao público, inclusive por meio eletrônico.
§ 3º O descumprimento do prazo a que se refere o § 2º sujeita o ente à sanção prevista no § 2º do art. 51.
§ 4º Os relatórios referidos nos arts. 52 e 54 deverão ser elaborados de forma padronizada, segundo mode-
los que poderão ser atualizados pelo conselho de que trata o art. 67.
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SEÇÃO V
DAS PRESTAÇÕES DE CONTAS
Art. 56. As contas prestadas pelos Chefes do Poder Executivo incluirão, além das suas próprias, as dos 
Presidentes dos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário e do Chefe do Ministério Público, referidos no art. 
20, as quais receberão parecer prévio, separadamente, do respectivo Tribunal de Contas. (Vide ADI 2324)
§ 1º As contas do Poder Judiciário serão apresentadas no âmbito:
I - da União, pelos Presidentes do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, consolidando as 
dos respectivos tribunais;
II - dos Estados, pelos Presidentes dos Tribunais de Justiça, consolidando as dos demais tribunais.
§ 2º O parecer sobre as contas dos Tribunais de Contas será proferido no prazo previsto no art. 57 pela 
comissão mista permanente referida no § 1º do art. 166 da Constituição ou equivalente das Casas Legislativas 
estaduais e municipais. (Vide ADI 2324)
§ 3º Será dada ampla divulgação dos resultados da apreciação das contas, julgadas ou tomadas.
Art. 57. Os Tribunais de Contas emitirão parecer prévio conclusivo sobre as contas no prazo de sessenta 
dias do recebimento, se outro não estiver estabelecido nas constituições estaduais ou nas leis orgânicas mu-
nicipais.
§ 1º No caso de Municípios que não sejam capitais e que tenham menos de duzentos mil habitantes o prazo 
será de cento e oitenta dias.
§ 2º Os Tribunais de Contas não entrarão em recesso enquanto existirem contas de Poder, ou órgão referido 
no art. 20, pendentes de parecer prévio.
Art. 58. A prestação de contas evidenciará o desempenho da arrecadação em relação à previsão, desta-
cando as providências adotadas no âmbito da fiscalização das receitas e combate à sonegação, as ações de 
recuperação de créditos nas instâncias administrativa e judicial, bem como as demais medidas para incremento 
das receitas tributárias e de contribuições.
SEÇÃO VI
DA FISCALIZAÇÃO DA GESTÃO FISCAL
Art. 59. O Poder Legislativo, diretamente ou com o auxílio dos Tribunais de Contas, e o sistema de controle 
interno de cada Poder e do Ministério Público fiscalizarão o cumprimento desta Lei Complementar, considera-
das as normas de padronização metodológica editadas pelo conselho de que trata o art. 67, com ênfase no que 
se refere a: (Redação dada pela Lei Complementar nº 178, de 2021)
I - atingimento das metas estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias;
II - limites e condições para realização de operações de crédito e inscrição em Restos a Pagar;
III - medidas adotadas para o retorno da despesa total com pessoal ao respectivo limite, nos termos dos 
arts. 22 e 23;
IV - providências tomadas, conforme o disposto no art. 31, para recondução dos montantes das dívidas 
consolidada e mobiliária aos respectivos limites;
V - destinação de recursos obtidos com a alienação de ativos, tendo em vista as restrições constitucionais 
e as desta Lei Complementar;
VI - cumprimento do limite de gastos totais dos legislativos municipais, quando houver.
§ 1º Os Tribunais de Contas alertarão os Poderes ou órgãos referidos no art. 20 quando constatarem:
I - a possibilidade de ocorrência das situações previstas no inciso II do art. 4º e no art. 9º;
II - que o montante da despesa total com pessoal ultrapassou 90% (noventapor cento) do limite;
III - que os montantes das dívidas consolidada e mobiliária, das operações de crédito e da concessão de 
garantia se encontram acima de 90% (noventa por cento) dos respectivos limites;
60
IV - que os gastos com inativos e pensionistas se encontram acima do limite definido em lei;
V - fatos que comprometam os custos ou os resultados dos programas ou indícios de irregularidades na 
gestão orçamentária.
§ 2º Compete ainda aos Tribunais de Contas verificar os cálculos dos limites da despesa total com pessoal 
de cada Poder e órgão referido no art. 20.
§ 3º O Tribunal de Contas da União acompanhará o cumprimento do disposto nos §§ 2º, 3º e 4º do art. 39.
CAPÍTULO X
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 60. Lei estadual ou municipal poderá fixar limites inferiores àqueles previstos nesta Lei Complementar 
para as dívidas consolidada e mobiliária, operações de crédito e concessão de garantias.
Art. 61. Os títulos da dívida pública, desde que devidamente escriturados em sistema centralizado de liqui-
dação e custódia, poderão ser oferecidos em caução para garantia de empréstimos, ou em outras transações 
previstas em lei, pelo seu valor econômico, conforme definido pelo Ministério da Fazenda.
Art. 62. Os Municípios só contribuirão para o custeio de despesas de competência de outros entes da Fe-
deração se houver:
I - autorização na lei de diretrizes orçamentárias e na lei orçamentária anual;
II - convênio, acordo, ajuste ou congênere, conforme sua legislação.
Art. 63. É facultado aos Municípios com população inferior a cinqüenta mil habitantes optar por:
I - aplicar o disposto no art. 22 e no § 4º do art. 30 ao final do semestre;
II - divulgar semestralmente:
a) (VETADO)
b) o Relatório de Gestão Fiscal;
c) os demonstrativos de que trata o art. 53;
III - elaborar o Anexo de Política Fiscal do plano plurianual, o Anexo de Metas Fiscais e o Anexo de Riscos 
Fiscais da lei de diretrizes orçamentárias e o anexo de que trata o inciso I do art. 5º a partir do quinto exercício 
seguinte ao da publicação desta Lei Complementar.
§ 1º A divulgação dos relatórios e demonstrativos deverá ser realizada em até trinta dias após o encerra-
mento do semestre.
§ 2º Se ultrapassados os limites relativos à despesa total com pessoal ou à dívida consolidada, enquanto 
perdurar esta situação, o Município ficará sujeito aos mesmos prazos de verificação e de retorno ao limite defi-
nidos para os demais entes.
Art. 64. A União prestará assistência técnica e cooperação financeira aos Municípios para a modernização 
das respectivas administrações tributária, financeira, patrimonial e previdenciária, com vistas ao cumprimento 
das normas desta Lei Complementar.
§ 1º A assistência técnica consistirá no treinamento e desenvolvimento de recursos humanos e na transfe-
rência de tecnologia, bem como no apoio à divulgação dos instrumentos de que trata o art. 48 em meio eletrô-
nico de amplo acesso público.
§ 2º A cooperação financeira compreenderá a doação de bens e valores, o financiamento por intermédio das 
instituições financeiras federais e o repasse de recursos oriundos de operações externas.
Art. 65. Na ocorrência de calamidade pública reconhecida pelo Congresso Nacional, no caso da União, ou 
pelas Assembléias Legislativas, na hipótese dos Estados e Municípios, enquanto perdurar a situação:
I - serão suspensas a contagem dos prazos e as disposições estabelecidas nos arts. 23 , 31 e 70;
II - serão dispensados o atingimento dos resultados fiscais e a limitação de empenho prevista no art. 9º.
61
§ 1º Na ocorrência de calamidade pública reconhecida pelo Congresso Nacional, nos termos de decreto 
legislativo, em parte ou na integralidade do território nacional e enquanto perdurar a situação, além do previsto 
nos inciso I e II do caput: (Incluído pela Lei Complementar nº 173, de 2020)
I - serão dispensados os limites, condições e demais restrições aplicáveis à União, aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios, bem como sua verificação, para: (Incluído pela Lei Complementar nº 173, de 2020)
a) contratação e aditamento de operações de crédito; (Incluído pela Lei Complementar nº 173, de 2020)
b) concessão de garantias; (Incluído pela Lei Complementar nº 173, de 2020)
c) contratação entre entes da Federação; e (Incluído pela Lei Complementar nº 173, de 2020)
d) recebimento de transferências voluntárias; (Incluído pela Lei Complementar nº 173, de 2020)
II - serão dispensados os limites e afastadas as vedações e sanções previstas e decorrentes dos arts. 35, 
37 e 42, bem como será dispensado o cumprimento do disposto no parágrafo único do art. 8º desta Lei Com-
plementar, desde que os recursos arrecadados sejam destinados ao combate à calamidade pública; (Incluído 
pela Lei Complementar nº 173, de 2020)
III - serão afastadas as condições e as vedações previstas nos arts. 14, 16 e 17 desta Lei Complementar, 
desde que o incentivo ou benefício e a criação ou o aumento da despesa sejam destinados ao combate à cala-
midade pública. (Incluído pela Lei Complementar nº 173, de 2020)
§ 2º O disposto no § 1º deste artigo, observados os termos estabelecidos no decreto legislativo que reco-
nhecer o estado de calamidade pública: (Incluído pela Lei Complementar nº 173, de 2020)
I - aplicar-se-á exclusivamente: (Incluído pela Lei Complementar nº 173, de 2020)
a) às unidades da Federação atingidas e localizadas no território em que for reconhecido o estado de cala-
midade pública pelo Congresso Nacional e enquanto perdurar o referido estado de calamidade; (Incluído pela 
Lei Complementar nº 173, de 2020)
b) aos atos de gestão orçamentária e financeira necessários ao atendimento de despesas relacionadas ao 
cumprimento do decreto legislativo; (Incluído pela Lei Complementar nº 173, de 2020)
II - não afasta as disposições relativas a transparência, controle e fiscalização. (Incluído pela Lei Comple-
mentar nº 173, de 2020)
§ 3º No caso de aditamento de operações de crédito garantidas pela União com amparo no disposto no § 1º 
deste artigo, a garantia será mantida, não sendo necessária a alteração dos contratos de garantia e de contra-
garantia vigentes. (Incluído pela Lei Complementar nº 173, de 2020)
Art. 65-A. Não serão contabilizadas na meta de resultado primário, para efeito do disposto no art. 9º desta 
Lei Complementar, as transferências federais aos demais entes da Federação, devidamente identificadas, para 
enfrentamento das consequências sociais e econômicas no setor cultural decorrentes de calamidades públicas 
ou pandemias, desde que sejam autorizadas em acréscimo aos valores inicialmente previstos pelo Congresso 
Nacional na lei orçamentária anual. (Incluído pela Lei Complementar nº 195, de 2022)
Art. 66. Os prazos estabelecidos nos arts. 23, 31 e 70 serão duplicados no caso de crescimento real baixo 
ou negativo do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, regional ou estadual por período igual ou superior a quatro 
trimestres.
§ 1º Entende-se por baixo crescimento a taxa de variação real acumulada do Produto Interno Bruto inferior 
a 1% (um por cento), no período correspondente aos quatro últimos trimestres.
§ 2º A taxa de variação será aquela apurada pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ou 
outro órgão que vier a substituí-la, adotada a mesma metodologia para apuração dos PIB nacional, estadual e 
regional.
§ 3º Na hipótese do caput, continuarão a ser adotadas as medidas previstas no art. 22.
§ 4º Na hipótese de se verificarem mudanças drásticas na condução das políticas monetária e cambial, 
reconhecidas pelo Senado Federal, o prazo referido no caput do art. 31 poderá ser ampliado em até quatro 
quadrimestres.
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Art. 67. O acompanhamento e a avaliação, de forma permanente, da política e da operacionalidade da ges-
tão fiscal serão realizados por conselho de gestão fiscal, constituído por representantes de todos os Poderes 
e esferas de Governo, do Ministério Público e de entidades técnicas representativas da sociedade, visando a:
I- harmonização e coordenação entre os entes da Federação;
II - disseminação de práticas que resultem em maior eficiência na alocação e execução do gasto público, na 
arrecadação de receitas, no controle do endividamento e na transparência da gestão fiscal;
III - adoção de normas de consolidação das contas públicas, padronização das prestações de contas e dos 
relatórios e demonstrativos de gestão fiscal de que trata esta Lei Complementar, normas e padrões mais sim-
ples para os pequenos Municípios, bem como outros, necessários ao controle social;
IV - divulgação de análises, estudos e diagnósticos.
§ 1º O conselho a que se refere o caput instituirá formas de premiação e reconhecimento público aos titu-
lares de Poder que alcançarem resultados meritórios em suas políticas de desenvolvimento social, conjugados 
com a prática de uma gestão fiscal pautada pelas normas desta Lei Complementar.
§ 2º Lei disporá sobre a composição e a forma de funcionamento do conselho.
Art. 68. Na forma do art. 250 da Constituição, é criado o Fundo do Regime Geral de Previdência Social, vin-
culado ao Ministério da Previdência e Assistência Social, com a finalidade de prover recursos para o pagamento 
dos benefícios do regime geral da previdência social.
§ 1º O Fundo será constituído de:
I - bens móveis e imóveis, valores e rendas do Instituto Nacional do Seguro Social não utilizados na opera-
cionalização deste;
II - bens e direitos que, a qualquer título, lhe sejam adjudicados ou que lhe vierem a ser vinculados por força 
de lei;
III - receita das contribuições sociais para a seguridade social, previstas na alínea a do inciso I e no inciso 
II do art. 195 da Constituição;
IV - produto da liquidação de bens e ativos de pessoa física ou jurídica em débito com a Previdência Social;
V - resultado da aplicação financeira de seus ativos;
VI - recursos provenientes do orçamento da União.
§ 2º O Fundo será gerido pelo Instituto Nacional do Seguro Social, na forma da lei.
Art. 69. O ente da Federação que mantiver ou vier a instituir regime próprio de previdência social para seus 
servidores conferir-lhe-á caráter contributivo e o organizará com base em normas de contabilidade e atuária 
que preservem seu equilíbrio financeiro e atuarial.
Art. 70. O Poder ou órgão referido no art. 20 cuja despesa total com pessoal no exercício anterior ao da pu-
blicação desta Lei Complementar estiver acima dos limites estabelecidos nos arts. 19 e 20 deverá enquadrar-se 
no respectivo limite em até dois exercícios, eliminando o excesso, gradualmente, à razão de, pelo menos, 50% 
a.a. (cinqüenta por cento ao ano), mediante a adoção, entre outras, das medidas previstas nos arts. 22 e 23.
Parágrafo único. A inobservância do disposto no caput, no prazo fixado, sujeita o ente às sanções previstas 
no § 3º do art. 23.
Art. 71. Ressalvada a hipótese do inciso X do art. 37 da Constituição, até o término do terceiro exercício 
financeiro seguinte à entrada em vigor desta Lei Complementar, a despesa total com pessoal dos Poderes e 
órgãos referidos no art. 20 não ultrapassará, em percentual da receita corrente líquida, a despesa verificada no 
exercício imediatamente anterior, acrescida de até 10% (dez por cento), se esta for inferior ao limite definido na 
forma do art. 20.
Art. 72. A despesa com serviços de terceiros dos Poderes e órgãos referidos no art. 20 não poderá exceder, 
em percentual da receita corrente líquida, a do exercício anterior à entrada em vigor desta Lei Complementar, 
até o término do terceiro exercício seguinte.
63
Art. 73. As infrações dos dispositivos desta Lei Complementar serão punidas segundo o Decreto-Lei 
no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal); a Lei no 1.079, de 10 de abril de 1950; o Decreto-Lei 
no 201, de 27 de fevereiro de 1967; a Lei no 8.429, de 2 de junho de 1992; e demais normas da legislação 
pertinente.
Art. 73-A. Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para denunciar ao 
respectivo Tribunal de Contas e ao órgão competente do Ministério Público o descumprimento das prescrições 
estabelecidas nesta Lei Complementar. (Incluído pela Lei Complementar nº 131, de 2009).
Art. 73-B. Ficam estabelecidos os seguintes prazos para o cumprimento das determinações dispostas nos 
incisos II e III do parágrafo único do art. 48 e do art. 48-A: (Incluído pela Lei Complementar nº 131, de 2009).
I – 1 (um) ano para a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios com mais de 100.000 (cem mil) 
habitantes; (Incluído pela Lei Complementar nº 131, de 2009).
II – 2 (dois) anos para os Municípios que tenham entre 50.000 (cinquenta mil) e 100.000 (cem mil) habitan-
tes; (Incluído pela Lei Complementar nº 131, de 2009).
III – 4 (quatro) anos para os Municípios que tenham até 50.000 (cinquenta mil) habitantes. (Incluído pela Lei 
Complementar nº 131, de 2009).
Parágrafo único. Os prazos estabelecidos neste artigo serão contados a partir da data de publicação da lei 
complementar que introduziu os dispositivos referidos no caput deste artigo. (Incluído pela Lei Complementar 
nº 131, de 2009).
Art. 73-C. O não atendimento, até o encerramento dos prazos previstos no art. 73-B, das determinações 
contidas nos incisos II e III do parágrafo único do art. 48 e no art. 48-A sujeita o ente à sanção prevista no inciso 
I do § 3º do art. 23. (Incluído pela Lei Complementar nº 131, de 2009).
Art. 74. Esta Lei Complementar entra em vigor na data da sua publicação.
Art. 75. Revoga-se a Lei Complementar no 96, de 31 de maio de 1999.
Brasília, 4 de maio de 2000; 179º da Independência e 112º da República.
LEI COMPLEMENTAR 131/2009 - Lei da Transparência
LEI COMPLEMENTAR Nº 131, DE 27 DE MAIO DE 2009
Acrescenta dispositivos à Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 2000, que estabelece normas de fi-
nanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências, a fim de determinar 
a disponibilização, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira 
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte 
Lei Complementar: 
Art. 1º O art. 48 da Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 2000, passa a vigorar com a seguinte reda-
ção: 
“Art. 48. ................................................................................... 
Parágrafo único. A transparência será assegurada também mediante: 
I – incentivo à participação popular e realização de audiências públicas, durante os processos de elabora-
ção e discussão dos planos, lei de diretrizes orçamentárias e orçamentos; 
II – liberação ao pleno conhecimento e acompanhamento da sociedade, em tempo real, de informações 
pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira, em meios eletrônicos de acesso público; 
III – adoção de sistema integrado de administração financeira e controle, que atenda a padrão mínimo de 
qualidade estabelecido pelo Poder Executivo da União e ao disposto no art. 48-A.” (NR) 
64
Art. 2º A Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 2000, passa a vigorar acrescida dos seguintes arts. 
48-A, 73-A, 73-B e 73-C: 
“Art. 48-A. Para os fins a que se refere o inciso II do parágrafo único do art. 48, os entes da Federação dis-
ponibilizarão a qualquer pessoa física ou jurídica o acesso a informações referentes a: 
I – quanto à despesa: todos os atos praticados pelas unidades gestoras no decorrer da execução da des-
pesa, no momento de sua realização, com a disponibilização mínima dos dados referentes ao número do 
correspondente processo, ao bem fornecido ou ao serviço prestado, à pessoa física ou jurídica beneficiária do 
pagamento e, quando for o caso, ao procedimento licitatório realizado; 
II – quanto à receita: o lançamento e o recebimento de toda a receita das unidades gestoras, inclusive refe-
rente a recursos extraordinários.” 
“Art. 73-A. Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítimapara denunciar ao 
respectivo Tribunal de Contas e ao órgão competente do Ministério Público o descumprimento das prescrições 
estabelecidas nesta Lei Complementar.” 
“Art. 73-B. Ficam estabelecidos os seguintes prazos para o cumprimento das determinações dispostas nos 
incisos II e III do parágrafo único do art. 48 e do art. 48-A: 
I – 1 (um) ano para a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios com mais de 100.000 (cem mil) 
habitantes; 
II – 2 (dois) anos para os Municípios que tenham entre 50.000 (cinquenta mil) e 100.000 (cem mil) habitan-
tes; 
III – 4 (quatro) anos para os Municípios que tenham até 50.000 (cinquenta mil) habitantes. 
Parágrafo único. Os prazos estabelecidos neste artigo serão contados a partir da data de publicação da lei 
complementar que introduziu os dispositivos referidos no caput deste artigo.” 
“Art. 73-C. O não atendimento, até o encerramento dos prazos previstos no art. 73-B, das determinações 
contidas nos incisos II e III do parágrafo único do art. 48 e no art. 48-A sujeita o ente à sanção prevista no inciso 
I do § 3º do art. 23.” 
Art. 3º Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação. 
Brasília, 27 de maio de 2009; 188º da Independência e 121º da República.
Lei Nº 8159/1991 - Dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados e dá 
outras providências
LEI Nº 8.159, DE 8 DE JANEIRO DE 1991
Dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte 
Lei:
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1º - É dever do Poder Público a gestão documental e a proteção especial a documentos de arquivos, 
como instrumento de apoio à administração, à cultura, ao desenvolvimento científico e como elementos de 
prova e informação.
Art. 2º - Consideram-se arquivos, para os fins desta Lei, os conjuntos de documentos produzidos e recebi-
dos por órgãos públicos, instituições de caráter público e entidades privadas, em decorrência do exercício de 
atividades específicas, bem como por pessoa física, qualquer que seja o suporte da informação ou a natureza 
dos documentos.
65
Art. 3º - Considera-se gestão de documentos o conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes 
à sua produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento em fase corrente e intermediária, visando a sua 
eliminação ou recolhimento para guarda permanente.
Art. 4º - Todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular ou de inte-
resse coletivo ou geral, contidas em documentos de arquivos, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de 
responsabilidade, ressalvadas aquelas cujos sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, 
bem como à inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas.
Art. 5º - A Administração Pública franqueará a consulta aos documentos públicos na forma desta Lei.
Art. 6º - Fica resguardado o direito de indenização pelo dano material ou moral decorrente da violação do 
sigilo, sem prejuízo das ações penal, civil e administrativa.
CAPÍTULO II
DOS ARQUIVOS PÚBLICOS
Art. 7º - Os arquivos públicos são os conjuntos de documentos produzidos e recebidos, no exercício de suas 
atividades, por órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do Distrito Federal e municipal em decorrência de 
suas funções administrativas, legislativas e judiciárias. Regulamento
§ 1º - São também públicos os conjuntos de documentos produzidos e recebidos por instituições de caráter 
público, por entidades privadas encarregadas da gestão de serviços públicos no exercício de suas atividades.
§ 2º - A cessação de atividades de instituições públicas e de caráter público implica o recolhimento de sua 
documentação à instituição arquivística pública ou a sua transferência à instituição sucessora.
Art. 8º - Os documentos públicos são identificados como correntes, intermediários e permanentes.
§ 1º - Consideram-se documentos correntes aqueles em curso ou que, mesmo sem movimentação, consti-
tuam objeto de consultas freqüentes.
§ 2º - Consideram-se documentos intermediários aqueles que, não sendo de uso corrente nos órgãos 
produtores, por razões de interesse administrativo, aguardam a sua eliminação ou recolhimento para guarda 
permanente.
§ 3º - Consideram-se permanentes os conjuntos de documentos de valor histórico, probatório e informativo 
que devem ser definitivamente preservados.
Art. 9º - A eliminação de documentos produzidos por instituições públicas e de caráter público será realizada 
mediante autorização da instituição arquivística pública, na sua específica esfera de competência.
Art. 10º - Os documentos de valor permanente são inalienáveis e imprescritíveis.
CAPÍTULO III
DOS ARQUIVOS PRIVADOS
Art. 11 - Consideram-se arquivos privados os conjuntos de documentos produzidos ou recebidos por pesso-
as físicas ou jurídicas, em decorrência de suas atividades. Regulamento
Art. 12 - Os arquivos privados podem ser identificados pelo Poder Público como de interesse público e 
social, desde que sejam considerados como conjuntos de fontes relevantes para a história e desenvolvimento 
científico nacional. Regulamento
Art. 13 - Os arquivos privados identificados como de interesse público e social não poderão ser alienados 
com dispersão ou perda da unidade documental, nem transferidos para o exterior. Regulamento
Parágrafo único - Na alienação desses arquivos o Poder Público exercerá preferência na aquisição.
Art. 14 - O acesso aos documentos de arquivos privados identificados como de interesse público e social 
poderá ser franqueado mediante autorização de seu proprietário ou possuidor. Regulamento
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Art. 15 - Os arquivos privados identificados como de interesse público e social poderão ser depositados a 
título revogável, ou doados a instituições arquivísticas públicas. Regulamento
Art. 16 - Os registros civis de arquivos de entidades religiosas produzidos anteriormente à vigência do Có-
digo Civil ficam identificados como de interesse público e social. Regulamento
CAPÍTULO IV
DA ORGANIZAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO DE INSTITUIÇÕES ARQUIVÍSTICAS PÚBLICAS
Art. 17 - A administração da documentação pública ou de caráter público compete às instituições arquivísti-
cas federais, estaduais, do Distrito Federal e municipais.
§ 1º - São Arquivos Federais o Arquivo Nacional os do Poder Executivo, e os arquivos do Poder Legislativo 
e do Poder Judiciário. São considerados, também, do Poder Executivo os arquivos do Ministério da Marinha, do 
Ministério das Relações Exteriores, do Ministério do Exército e do Ministério da Aeronáutica.
§ 2º - São Arquivos Estaduais os arquivos do Poder Executivo, o arquivo do Poder Legislativo e o arquivo 
do Poder Judiciário.
§ 3º - São Arquivos do Distrito Federal o arquivo do Poder Executivo, o Arquivo do Poder Legislativo e o 
arquivo do Poder Judiciário.
§ 4º - São Arquivos Municipais o arquivo do Poder Executivo e o arquivo do Poder Legislativo.
§ 5º - Os arquivos públicos dos Territórios são organizados de acordo com sua estrutura político-jurídica.
Art. 18 - Compete ao Arquivo Nacional a gestão e o recolhimento dos documentos produzidos e recebidos 
pelo Poder Executivo Federal, bem como preservar e facultar o acesso aos documentos sob sua guarda, e 
acompanhar e implementar a política nacional de arquivos.
Parágrafo único - Para o pleno exercício de suas funções, o Arquivo Nacional poderá criar unidades regio-
nais.
Art. 19 - Competem aos arquivos do Poder Legislativo Federal a gestão e o recolhimento dos documentos 
produzidos e recebidos pelo Poder Legislativo Federal no exercício das suas funções, bem como preservar e 
facultar o acesso aos documentos sob sua guarda.
Art. 20 - Competem aos arquivos do Poder Judiciário Federal a gestão e o recolhimento dos documentos 
produzidos e recebidos pelo Poder Judiciário Federal no exercício de suas funções, tramitados em juízo e 
oriundos de cartórios e secretarias,bem como preservar e facultar o acesso aos documentos sob sua guarda.
Art. 21 - Legislação estadual, do Distrito Federal e municipal definirá os critérios de organização e vincula-
ção dos arquivos estaduais e municipais, bem como a gestão e o acesso aos documentos, observado o dispos-
to na Constituição Federal e nesta Lei.
CAPÍTULO V
DO ACESSO E DO SIGILO DOS DOCUMENTOS PÚBLICOS
Art. 22 - (Revogado pela Lei nº 12.527, de 2011)
Art - (Revogado pela Lei nº 12.527, de 2011)
§ 1º - (Revogado pela Lei nº 12.527, de 2011)
§ 2º - (Revogado pela Lei nº 12.527, de 2011)
§ 3º - (Revogado pela Lei nº 12.527, de 2011)
Art. 24 - (Revogado pela Lei nº 12.527, de 2011)
Parágrafo único - (Revogado pela Lei nº 12.527, de 2011)
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DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 25 - Ficará sujeito à responsabilidade penal, civil e administrativa, na forma da legislação em vigor, 
aquele que desfigurar ou destruir documentos de valor permanente ou considerado como de interesse público 
e social.
Art. 26 - Fica criado o Conselho Nacional de Arquivos (Conarq), órgão vinculado ao Arquivo Nacional, que 
definirá a política nacional de arquivos, como órgão central de um Sistema Nacional de Arquivos (Sinar).
§ 1º - O Conselho Nacional de Arquivos será presidido pelo Diretor-Geral do Arquivo Nacional e integrado 
por representantes de instituições arquivísticas e acadêmicas, públicas e privadas.
§ 2º - A estrutura e funcionamento do conselho criado neste artigo serão estabelecidos em regulamento.
Art. 27 - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 28 - Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, 8 de janeiro de 1991; 170º da Independência e 103º da República.
Questões
1. Instituto Consulplan - 2025 
Consoante disposições da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – LGPD, assinale a afirmativa correta. 
(A)É vedado tratamento de dados pessoais sensíveis. 
(B)Dados anonimizados serão considerados dados pessoais. 
(C)Toda pessoa jurídica tem assegurada a titularidade de seus dados e garantidos os direitos fundamentais 
de intimidade e de privacidade. 
(D)O titular dos dados pessoais tem o direito de peticionar, em relação aos seus dados, contra a autoridade 
nacional perante o controlador dos dados. 
(E)Tratamento de dados pessoais de crianças deverá ser realizado com o consentimento específico e em 
destaque dado por pelo menos um dos pais ou pelo responsável legal.
2. IF-ES - 2025 
De acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), identifique a opção que apresenta 
exclusivamente dados pessoais sensíveis:
(A)Nome completo e CPF.
(B)Endereço de e-mail e número de telefone.
(C)Dados de saúde e origem racial ou étnica.
(D)Dados de geolocalização e endereço IP.
(E)Nome de usuário e senha.
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3. Instituto Consulplan - 2025
A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) regulamenta o tratamento de dados pessoais, impondo 
desafios às instituições públicas na implementação de medidas para garantir a privacidade e a segurança da 
informação. Sobre a LGPD, assinale o procedimento necessário para a Câmara Municipal de Araraquara adap-
tar sua gestão documental baseada nessa normativa.
(A)Ignorar a LGPD, pois a norma não se aplica a órgãos públicos.
(B)Implementar controles que limitam o acesso a dados pessoais aos servidores autorizados.
(C)Digitalizar todos os documentos físicos sem analisar o impacto na privacidade dos dados pessoais.
(D)Priorizar o acesso irrestrito aos dados, promovendo a transparência em detrimento da privacidade.
(E)Adotar políticas de descarte automático de documentos após cinco anos, independentemente do teor.
4. IF-ES - 2025 
O Instituto Federal do Espírito Santo está implantando um sistema digital de controle acadêmico, e o Téc-
nico Administrativo em Educação responsável pela coordenação precisa cadastrar dados pessoais dos alunos. 
Segundo a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018), como deve proceder o servidor? 
(A)Compartilhar os dados com os setores da instituição.
(B)Garantir que o tratamento dos dados seja realizado com base em finalidades necessárias.
(C)Exigir consentimento expresso dos alunos para qualquer uso dos dados.
(D)Solicitar autorização judicial antes de realizar o cadastro. 
(E)Divulgar os dados publicamente, caso solicitado.
5. FUNDATEC - 2025 
Considerando a Lei nº 13.709/2018, Lei Geral de Proteção de dados (LGPD), marco importante no trata-
mento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, analise as assertivas abaixo:
I. O desenvolvimento econômico e tecnológico e a inovação são princípios essenciais à disciplina da prote-
ção de dados jurídicos.
II. Tratamento de dados pessoais para fins exclusivos de segurança pública não é um objeto da LGPD. 
III. Dado anonimizado é um dado relativo à titular que não possa ser identificado, considerando a utilização 
de meios técnicos razoáveis e disponíveis na ocasião de seu tratamento.
Quais estão corretas?
(A)Apenas I.
(B)Apenas II.
(C)Apenas III.
(D)Apenas II e III.
(E)I, II e III.
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6. UFU-MG - 2025
De acordo com a Lei nº 12.527/2011, que regula o acesso a informações, entende-se por autenticidade a 
qualidade da informação 
(A)não modificada, inclusive quanto à origem, trânsito e destino.
(B)que tenha sido produzida, expedida, recebida ou modificada por determinado indivíduo, equipamento ou 
sistema.
(C)coletada na fonte, com o máximo de detalhamento possível, sem modificações. 
(D)que pode ser conhecida e utilizada por indivíduos, equipamentos ou sistemas autorizados.
7. Fênix Concursos - 2024 
A Lei nº 12.527/2011, conhecida como Lei de Acesso à Informação, regulamenta o acesso a informações 
públicas. Analise as assertivas a seguir:
I. Qualquer cidadão pode solicitar informações públicas a órgãos governamentais, e a resposta deve ser 
fornecida em prazo definido por lei.
II. A Lei de Acesso à Informação impede o sigilo de qualquer documento governamental.
III. A lei garante a proteção de informações sigilosas que envolvem segurança nacional.
Está correto o que se afirma em: 
(A)Apenas I. 
(B)Apenas I e III. 
(C)Apenas II e III. 
(D)I, II e III.
8. Avança SP - 2024 
Faz parte das diretrizes previstas na Lei nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação), exceto:
(A)Observância da publicidade como preceito geral e do sigilo como exceção.
(B)Divulgação de informações de interesse público, salvo solicitações de pessoa física.
(C)Utilização de meios de comunicação viabilizados pela tecnologia da informação.
(D)Fomento ao desenvolvimento da cultura de transparência na administração pública.
(E)Desenvolvimento do controle social da administração pública.
9. Avança SP - 2024
A pessoa física ou entidade privada que detiver informações em virtude de vínculo de qualquer natureza 
com o poder público e deixar de observar o disposto Lei nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação) estará 
sujeita a diversas sanções. Dentre elas, a sanção de suspensão temporária de participar em licitação e impedi-
mento de contratar com a administração pública por prazo não superior a:
(A)1 (um) ano.
(B)2 (dois) anos.
(C)3 (três) anos.
(D)4 (quatro) anos.
(E)5 (cinco) anos.
70
10. FUNVAPI - 2024
Uma cidadã solicita acesso a documentos administrativos produzidos por um órgão público há 30 anos. 
O órgão alega que tais documentos estão restritos devido a informações pessoais sensíveis. Considerando 
a legislação brasileira, especialmente a Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011), como o órgão deve 
proceder?
(A)Negar o acesso definitivamente, pois documentos antigos são sempre sigilosos.
(B)Conceder o acesso integral aos documentos, sem restrições.
(C)Avaliar o pedido, fornecendo acesso às partes não sigilosas e resguardando informações pessoais, con-
forme previsto na legislação.
(D)Exigir que a cidadã obtenha uma ordem judicial para ter acesso aos documentos.
11. FGV - 2024
No tratamento da informação classificada em qualquer grau de sigilo deverão ser utilizados sistemas de 
informação e canais de comunicação seguros queobservados os segredos comercial e industrial;
III - identificação do controlador;
IV - informações de contato do controlador;
V - informações acerca do uso compartilhado de dados pelo controlador e a finalidade;
VI - responsabilidades dos agentes que realizarão o tratamento; e
VII - direitos do titular, com menção explícita aos direitos contidos no art. 18 desta Lei.
§1º Na hipótese em que o consentimento é requerido, esse será considerado nulo caso as informações for-
necidas ao titular tenham conteúdo enganoso ou abusivo ou não tenham sido apresentadas previamente com 
transparência, de forma clara e inequívoca.
§2º Na hipótese em que o consentimento é requerido, se houver mudanças da finalidade para o tratamento 
de dados pessoais não compatíveis com o consentimento original, o controlador deverá informar previamente 
o titular sobre as mudanças de finalidade, podendo o titular revogar o consentimento, caso discorde das alte-
rações.
§3º Quando o tratamento de dados pessoais for condição para o fornecimento de produto ou de serviço ou 
para o exercício de direito, o titular será informado com destaque sobre esse fato e sobre os meios pelos quais 
poderá exercer os direitos do titular elencados no art. 18 desta Lei.
Art. 10. O legítimo interesse do controlador somente poderá fundamentar tratamento de dados pessoais 
para finalidades legítimas, consideradas a partir de situações concretas, que incluem, mas não se limitam a:
I - apoio e promoção de atividades do controlador; e
II - proteção, em relação ao titular, do exercício regular de seus direitos ou prestação de serviços que o be-
neficiem, respeitadas as legítimas expectativas dele e os direitos e liberdades fundamentais, nos termos desta 
Lei.
§1º Quando o tratamento for baseado no legítimo interesse do controlador, somente os dados pessoais 
estritamente necessários para a finalidade pretendida poderão ser tratados.
§2º O controlador deverá adotar medidas para garantir a transparência do tratamento de dados baseado em 
seu legítimo interesse.
§3º A autoridade nacional poderá solicitar ao controlador relatório de impacto à proteção de dados pesso-
ais, quando o tratamento tiver como fundamento seu interesse legítimo, observados os segredos comercial e 
industrial.
6
SEÇÃO II
DO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS SENSÍVEIS
Art. 11. O tratamento de dados pessoais sensíveis somente poderá ocorrer nas seguintes hipóteses:
I - quando o titular ou seu responsável legal consentir, de forma específica e destacada, para finalidades 
específicas;
II - sem fornecimento de consentimento do titular, nas hipóteses em que for indispensável para:
a) cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador;
b) tratamento compartilhado de dados necessários à execução, pela administração pública, de políticas 
públicas previstas em leis ou regulamentos;
c) realização de estudos por órgão de pesquisa, garantida, sempre que possível, a anonimização dos dados 
pessoais sensíveis;
d) exercício regular de direitos, inclusive em contrato e em processo judicial, administrativo e arbitral, este 
último nos termos da Lei nº 9.307, de 23 de setembro de 1996 (Lei de Arbitragem) ;
e) proteção da vida ou da incolumidade física do titular ou de terceiro;
f) tutela da saúde, exclusivamente, em procedimento realizado por profissionais de saúde, serviços de saú-
de ou autoridade sanitária; ou (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019)Vigência
g) garantia da prevenção à fraude e à segurança do titular, nos processos de identificação e autenticação 
de cadastro em sistemas eletrônicos, resguardados os direitos mencionados no art. 9º desta Lei e exceto no 
caso de prevalecerem direitos e liberdades fundamentais do titular que exijam a proteção dos dados pessoais.
§1º Aplica-se o disposto neste artigo a qualquer tratamento de dados pessoais que revele dados pessoais 
sensíveis e que possa causar dano ao titular, ressalvado o disposto em legislação específica.
§2º Nos casos de aplicação do disposto nas alíneas “a” e “b” do inciso II do caput deste artigo pelos órgãos 
e pelas entidades públicas, será dada publicidade à referida dispensa de consentimento, nos termos do inciso 
I do caput do art. 23 desta Lei.
§3º A comunicação ou o uso compartilhado de dados pessoais sensíveis entre controladores com objetivo 
de obter vantagem econômica poderá ser objeto de vedação ou de regulamentação por parte da autoridade 
nacional, ouvidos os órgãos setoriais do Poder Público, no âmbito de suas competências.
§4º É vedada a comunicação ou o uso compartilhado entre controladores de dados pessoais sensíveis 
referentes à saúde com objetivo de obter vantagem econômica, exceto nas hipóteses relativas a prestação de 
serviços de saúde, de assistência farmacêutica e de assistência à saúde, desde que observado o §5º deste ar-
tigo, incluídos os serviços auxiliares de diagnose e terapia, em benefício dos interesses dos titulares de dados, 
e para permitir: (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
I - a portabilidade de dados quando solicitada pelo titular; ou (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
II - as transações financeiras e administrativas resultantes do uso e da prestação dos serviços de que trata 
este parágrafo. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
§5º É vedado às operadoras de planos privados de assistência à saúde o tratamento de dados de saúde 
para a prática de seleção de riscos na contratação de qualquer modalidade, assim como na contratação e ex-
clusão de beneficiários. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
Art. 12. Os dados anonimizados não serão considerados dados pessoais para os fins desta Lei, salvo 
quando o processo de anonimização ao qual foram submetidos for revertido, utilizando exclusivamente meios 
próprios, ou quando, com esforços razoáveis, puder ser revertido.
§1º A determinação do que seja razoável deve levar em consideração fatores objetivos, tais como custo e 
tempo necessários para reverter o processo de anonimização, de acordo com as tecnologias disponíveis, e a 
utilização exclusiva de meios próprios.
§2º Poderão ser igualmente considerados como dados pessoais, para os fins desta Lei, aqueles utilizados 
para formação do perfil comportamental de determinada pessoa natural, se identificada.
7
§3º A autoridade nacional poderá dispor sobre padrões e técnicas utilizados em processos de anonimização 
e realizar verificações acerca de sua segurança, ouvido o Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais.
Art. 13. Na realização de estudos em saúde pública, os órgãos de pesquisa poderão ter acesso a bases de 
dados pessoais, que serão tratados exclusivamente dentro do órgão e estritamente para a finalidade de reali-
zação de estudos e pesquisas e mantidos em ambiente controlado e seguro, conforme práticas de segurança 
previstas em regulamento específico e que incluam, sempre que possível, a anonimização ou pseudonimização 
dos dados, bem como considerem os devidos padrões éticos relacionados a estudos e pesquisas.
§1º A divulgação dos resultados ou de qualquer excerto do estudo ou da pesquisa de que trata o caput deste 
artigo em nenhuma hipótese poderá revelar dados pessoais.
§2º O órgão de pesquisa será o responsável pela segurança da informação prevista no caput deste artigo, 
não permitida, em circunstância alguma, a transferência dos dados a terceiro.
§3º O acesso aos dados de que trata este artigo será objeto de regulamentação por parte da autoridade 
nacional e das autoridades da área de saúde e sanitárias, no âmbito de suas competências.
§4º Para os efeitos deste artigo, a pseudonimização é o tratamento por meio do qual um dado perde a pos-
sibilidade de associação, direta ou indireta, a um indivíduo, senão pelo uso de informação adicional mantida 
separadamente pelo controlador em ambiente controlado e seguro.
SEÇÃO III
DO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS DE CRIANÇAS E DE ADOLESCENTES
Art. 14. O tratamento de dados pessoais de crianças e de adolescentes deverá ser realizadoatendam aos padrões mínimos de qualidade e segurança, 
definidos pelo Poder Executivo federal.
Esses sistemas de informação devem ter meios de controle de acesso adequados aos graus de sigilo, o que 
pode ser feito mediante
(A)desclassificação.
(B)sigilo irrestrito.
(C)acesso aberto.
(D)diferentes níveis de acesso.
(E)quebra de segurança.
12. Instituto Consulplan - 2025
Consoante às disposições da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000), os municí-
pios devem:
(A)Ampliar os benefícios de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita.
(B)Evitar a criação, a expansão ou o aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento da 
despesa.
(C)Em até noventa dias antes da publicação dos orçamentos estabelecer a programação financeira e o 
cronograma de execução mensal de desembolso. 
(D)Instituir, prever e efetivamente arrecadar todos os tributos de sua competência constitucional, a fim de 
cumprir os requisitos essenciais de responsabilidade na gestão fiscal. 
(E)Publicar no Diário Oficial da União e em periódico de grande circulação regional, trinta dias antes do pra-
zo final para encaminhamento de suas propostas orçamentárias ao Ministério Público Federal, os estudos 
e as estimativas das receitas para o exercício financeiro subsequente.
13. IBAM - 2025 
Analise as afirmações abaixo sobre Contabilidade Pública e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), classi-
ficando entre Verdadeira (V) ou Falsa (F).
(__) A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) estabelece que os gestores públicos devem adotar práticas de 
transparência fiscal, como a publicação de relatórios de execução orçamentária e de resultados fiscais, com o 
objetivo de garantir o controle social e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
71
(__) A Contabilidade Pública no Brasil segue as Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC) aplicáveis ao 
setor privado, sem a necessidade de adaptação específica para o setor público, considerando as peculiarida-
des da gestão pública.
(__) A Lei de Responsabilidade Fiscal impõe limites para a despesa com pessoal e endividamento dos entes 
federativos, buscando garantir o equilíbrio fiscal e a sustentabilidade das finanças públicas, além de estabele-
cer penalidades para o não cumprimento dessas normas.
(__) A Contabilidade Pública tem como principal objetivo a apuração do lucro da administração pública, vi-
sando a obtenção de superávit fiscal para fins de distribuição de dividendos.
A seguir assinale a alternativa que contém a sequência correta de cima para baixo.
(A)F, F, F, F.
(B)F, F, V, V.
(C)V, F, F, F.
(D)V, F, V, F.
14. IBAM - 2025 
É correto afirmar que a Lei Complementar nº 101/2000 considera a sociedade cuja maioria do capital social 
com direito a voto pertença, direta ou indiretamente, a ente da Federação, como empresa:
(A)estatal dependente.
(B)controlada.
(C)estatal coligada.
(D)estatal conglomerada.
15. IBAM - 2025 
A Lei de Responsabilidade Fiscal trouxe importantes regras para o equilíbrio orçamentário. Assim, analise 
as afirmativas a seguir.
I. A Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece que a despesa com pessoal não pode ultrapassar um deter-
minado percentual da receita corrente líquida, visando evitar o descontrole dos gastos com folha de pagamento.
II. A Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe qualquer forma de endividamento por parte dos entes federati-
vos.
III. A LRF determina a elaboração e publicação de relatórios de gestão fiscal, que promovem a transparência 
e permitem à sociedade acompanhar e fiscalizar as ações dos governantes.
Está correto o que se afirma em:
(A)I e II, apenas.
(B)II, apenas.
(C)I e III, apenas.
(D)I, II e III.
16. Instituto Consulplan - 2025 
A Lei Complementar nº 101/2000 – notoriamente conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal, estabe-
lece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, mormente relacionadas 
à gestão de receitas e despesas, dívida, operações de crédito e concessões de garantia. Com base em suas 
disposições, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. 
72
( ) É considerado nulo de pleno direito o ato de que acarrete aumento da despesa com pessoal emitido nos 
últimos cento e oitenta dias do mandato do Chefe do Poder Executivo.
( ) É permitida a realização de operações de crédito por antecipação da receita orçamentária a qualquer 
momento do mandato do Chefe do Poder Executivo.
( ) Nos municípios, o limite máximo da Despesa com Pessoal é de 54% da Receita Corrente para o Poder 
Executivo e 6% para o Poder Legislativo.
A sequência está correta em
(A) F, F, V.
(B)V, F, F.
(C)V, V, F.
(D)F, V, V.
17. CONSULPLAN - 2022
A Lei Complementar nº 131/2009 (Lei da Transparência) acrescentou dispositivos à Lei Complementar nº 
101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal). A Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece normas de finanças 
públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal. Consoante o disposto na legislação citada, assinale 
a afirmativa INCORRETA.
(A)Qualquer associação ou sindicato é parte legítima para denunciar ao respectivo Tribunal de Contas e ao 
órgão competente do Ministério Público o descumprimento das disposições da Lei da Transparência.
(B)O lançamento e o recebimento de toda a receita das unidades gestoras, inclusive referentes a recursos 
extraordinários, são informações que devem ser disponibilizadas a qualquer pessoa física ou jurídica inte-
ressada.
(C)A transparência na gestão pública será assegurada por meio da liberação ao pleno conhecimento e 
acompanhamento da sociedade, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre a execução orça-
mentária e financeira, em meios eletrônicos de acesso público.
(D)A fim de não inviabilizar a execução dos serviços públicos, pessoas físicas ou jurídicas só podem re-
querer informações a respeito dos atos praticados pelas unidades gestoras no decorrer da execução da 
despesa, se forem partes diretamente envolvidas como beneficiárias do pagamento e/ou participantes do 
procedimento licitatório realizado.
18. OBJETIVA - 2024
Em conformidade com a Lei nº 8.159/1991, assinalar a alternativa INCORRETA.
(A)Consideram-se documentos correntes aqueles que, não sendo de uso corrente nos órgãos produtores, 
por razões de interesse administrativo, aguardam a sua eliminação ou recolhimento para guarda permanen-
te.
(B)Os documentos públicos são identificados como correntes, intermediários e permanentes.
(C)A eliminação de documentos produzidos por instituições públicas e de caráter público será realizada 
mediante autorização da instituição arquivística pública, na sua específica esfera de competência.
(D)Os arquivos públicos são os conjuntos de documentos produzidos e recebidos, no exercício de suas 
atividades, por órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do Distrito Federal e municipal, em decorrência 
de suas funções administrativas, legislativas e judiciárias.
73
19. VUNESP - 2024
De acordo com a Lei Federal nº 8.159/1991, “Os arquivos públicos são os conjuntos de documentos produ-
zidos e recebidos, no exercício de suas atividades, por órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do Distrito 
Federal e municipal em decorrência de suas funções administrativas, legislativas e judiciárias.”. Nesse contex-
to, os documentos públicos são identificados como
(A)Produzidos e Recebidos.
(B)Ativos e Inativos.
(C)Produzidos, Tramitados e Arquivados.
(D)Correntes, Intermediários e Permanentes.
(E)Públicos, Abertos e Sigilosos.
20. SELECON - 2023
A legislação arquivística, a partir de seu marco inicial, a Lei 8.159/1991, cria nesse dispositivo legal o:
(A)Arquivo Nacional, tendo como órgão central o SIGA
(B)SIGA, tendo como órgão central o Arquivo Nacional
(C)SINAR, tendo como órgão central o SIARQ
(D)CONARQ, como órgão central do SINAR
Gabarito
1 E
2 C
3 B
4 B
5 D
6 B
7 B
8 B
9 B
10 C
11 D
12 D
13 D
14 B
15 C
16 B
17 D
18 A
19 D
20 Dem seu melhor 
interesse, nos termos deste artigo e da legislação pertinente.
§1º O tratamento de dados pessoais de crianças deverá ser realizado com o consentimento específico e em 
destaque dado por pelo menos um dos pais ou pelo responsável legal.
§2º No tratamento de dados de que trata o §1º deste artigo, os controladores deverão manter pública a in-
formação sobre os tipos de dados coletados, a forma de sua utilização e os procedimentos para o exercício dos 
direitos a que se refere o art. 18 desta Lei.
§3º Poderão ser coletados dados pessoais de crianças sem o consentimento a que se refere o §1º deste 
artigo quando a coleta for necessária para contatar os pais ou o responsável legal, utilizados uma única vez 
e sem armazenamento, ou para sua proteção, e em nenhum caso poderão ser repassados a terceiro sem o 
consentimento de que trata o §1º deste artigo.
§4º Os controladores não deverão condicionar a participação dos titulares de que trata o §1º deste artigo 
em jogos, aplicações de internet ou outras atividades ao fornecimento de informações pessoais além das estri-
tamente necessárias à atividade.
§5º O controlador deve realizar todos os esforços razoáveis para verificar que o consentimento a que se 
refere o §1º deste artigo foi dado pelo responsável pela criança, consideradas as tecnologias disponíveis.
§6º As informações sobre o tratamento de dados referidas neste artigo deverão ser fornecidas de maneira 
simples, clara e acessível, consideradas as características físico-motoras, perceptivas, sensoriais, intelectuais 
e mentais do usuário, com uso de recursos audiovisuais quando adequado, de forma a proporcionar a informa-
ção necessária aos pais ou ao responsável legal e adequada ao entendimento da criança.
SEÇÃO IV
DO TÉRMINO DO TRATAMENTO DE DADOS
Art. 15. O término do tratamento de dados pessoais ocorrerá nas seguintes hipóteses:
I - verificação de que a finalidade foi alcançada ou de que os dados deixaram de ser necessários ou perti-
nentes ao alcance da finalidade específica almejada;
II - fim do período de tratamento;
8
III - comunicação do titular, inclusive no exercício de seu direito de revogação do consentimento conforme 
disposto no §5º do art. 8º desta Lei, resguardado o interesse público; ou
IV - determinação da autoridade nacional, quando houver violação ao disposto nesta Lei.
Art. 16. Os dados pessoais serão eliminados após o término de seu tratamento, no âmbito e nos limites 
técnicos das atividades, autorizada a conservação para as seguintes finalidades:
I - cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador;
II - estudo por órgão de pesquisa, garantida, sempre que possível, a anonimização dos dados pessoais;
III - transferência a terceiro, desde que respeitados os requisitos de tratamento de dados dispostos nesta 
Lei; ou
IV - uso exclusivo do controlador, vedado seu acesso por terceiro, e desde que anonimizados os dados.
CAPÍTULO III
DOS DIREITOS DO TITULAR
Art. 17. Toda pessoa natural tem assegurada a titularidade de seus dados pessoais e garantidos os direitos 
fundamentais de liberdade, de intimidade e de privacidade, nos termos desta Lei.
Art. 18. O titular dos dados pessoais tem direito a obter do controlador, em relação aos dados do titular por 
ele tratados, a qualquer momento e mediante requisição:
I - confirmação da existência de tratamento;
II - acesso aos dados;
III - correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados;
IV - anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários, excessivos ou tratados em desconfor-
midade com o disposto nesta Lei;
V - portabilidade dos dados a outro fornecedor de serviço ou produto, mediante requisição expressa, de 
acordo com a regulamentação da autoridade nacional, observados os segredos comercial e industrial; (Reda-
ção dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
VI - eliminação dos dados pessoais tratados com o consentimento do titular, exceto nas hipóteses previstas 
no art. 16 desta Lei;
VII - informação das entidades públicas e privadas com as quais o controlador realizou uso compartilhado 
de dados;
VIII - informação sobre a possibilidade de não fornecer consentimento e sobre as consequências da nega-
tiva;
IX - revogação do consentimento, nos termos do §5º do art. 8º desta Lei.
§1º O titular dos dados pessoais tem o direito de peticionar em relação aos seus dados contra o controlador 
perante a autoridade nacional.
§2º O titular pode opor-se a tratamento realizado com fundamento em uma das hipóteses de dispensa de 
consentimento, em caso de descumprimento ao disposto nesta Lei.
§3º Os direitos previstos neste artigo serão exercidos mediante requerimento expresso do titular ou de re-
presentante legalmente constituído, a agente de tratamento.
§4º Em caso de impossibilidade de adoção imediata da providência de que trata o §3º deste artigo, o con-
trolador enviará ao titular resposta em que poderá:
I - comunicar que não é agente de tratamento dos dados e indicar, sempre que possível, o agente; ou
II - indicar as razões de fato ou de direito que impedem a adoção imediata da providência.
§5º O requerimento referido no §3º deste artigo será atendido sem custos para o titular, nos prazos e nos 
termos previstos em regulamento.
9
§6º O responsável deverá informar, de maneira imediata, aos agentes de tratamento com os quais tenha 
realizado uso compartilhado de dados a correção, a eliminação, a anonimização ou o bloqueio dos dados, para 
que repitam idêntico procedimento, exceto nos casos em que esta comunicação seja comprovadamente impos-
sível ou implique esforço desproporcional. (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
§7º A portabilidade dos dados pessoais a que se refere o inciso V do caput deste artigo não inclui dados que 
já tenham sido anonimizados pelo controlador.
§8º O direito a que se refere o §1º deste artigo também poderá ser exercido perante os organismos de de-
fesa do consumidor.
Art. 19. A confirmação de existência ou o acesso a dados pessoais serão providenciados, mediante requi-
sição do titular:
I - em formato simplificado, imediatamente; ou
II - por meio de declaração clara e completa, que indique a origem dos dados, a inexistência de registro, os 
critérios utilizados e a finalidade do tratamento, observados os segredos comercial e industrial, fornecida no 
prazo de até 15 (quinze) dias, contado da data do requerimento do titular.
§1º Os dados pessoais serão armazenados em formato que favoreça o exercício do direito de acesso.
§2º As informações e os dados poderão ser fornecidos, a critério do titular:
I - por meio eletrônico, seguro e idôneo para esse fim; ou
II - sob forma impressa.
§3º Quando o tratamento tiver origem no consentimento do titular ou em contrato, o titular poderá solicitar 
cópia eletrônica integral de seus dados pessoais, observados os segredos comercial e industrial, nos termos 
de regulamentação da autoridade nacional, em formato que permita a sua utilização subsequente, inclusive em 
outras operações de tratamento.
§4º A autoridade nacional poderá dispor de forma diferenciada acerca dos prazos previstos nos incisos I e 
II do caput deste artigo para os setores específicos.
Art. 20. O titular dos dados tem direito a solicitar a revisão de decisões tomadas unicamente com base em 
tratamento automatizado de dados pessoais que afetem seus interesses, incluídas as decisões destinadas a 
definir o seu perfil pessoal, profissional, de consumo e de crédito ou os aspectos de sua personalidade. (Reda-
ção dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
§1º O controlador deverá fornecer, sempre que solicitadas, informações claras e adequadas a respeito dos 
critérios e dos procedimentos utilizados para a decisão automatizada, observados os segredos comercial e 
industrial.
§2º Em caso de não oferecimento de informações de que trata o §1º deste artigo baseado na observância 
de segredo comercial e industrial, a autoridade nacional poderá realizar auditoria para verificação de aspectos 
discriminatóriosem tratamento automatizado de dados pessoais.
§3º (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
Art. 21. Os dados pessoais referentes ao exercício regular de direitos pelo titular não podem ser utilizados 
em seu prejuízo.
Art. 22. A defesa dos interesses e dos direitos dos titulares de dados poderá ser exercida em juízo, individual 
ou coletivamente, na forma do disposto na legislação pertinente, acerca dos instrumentos de tutela individual 
e coletiva.
10
CAPÍTULO IV
DO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS PELO PODER PÚBLICO
SEÇÃO I
DAS REGRAS
Art. 23. O tratamento de dados pessoais pelas pessoas jurídicas de direito público referidas no parágrafo 
único do art. 1º da Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de Acesso à Informação) , deverá ser re-
alizado para o atendimento de sua finalidade pública, na persecução do interesse público, com o objetivo de 
executar as competências legais ou cumprir as atribuições legais do serviço público, desde que:
I - sejam informadas as hipóteses em que, no exercício de suas competências, realizam o tratamento de 
dados pessoais, fornecendo informações claras e atualizadas sobre a previsão legal, a finalidade, os procedi-
mentos e as práticas utilizadas para a execução dessas atividades, em veículos de fácil acesso, preferencial-
mente em seus sítios eletrônicos;
II - (VETADO); e
III - seja indicado um encarregado quando realizarem operações de tratamento de dados pessoais, nos 
termos do art. 39 desta Lei; e (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
IV - (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
§1º A autoridade nacional poderá dispor sobre as formas de publicidade das operações de tratamento.
§2º O disposto nesta Lei não dispensa as pessoas jurídicas mencionadas no caput deste artigo de instituir 
as autoridades de que trata a Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de Acesso à Informação) .
§3º Os prazos e procedimentos para exercício dos direitos do titular perante o Poder Público observarão o 
disposto em legislação específica, em especial as disposições constantes da Lei nº 9.507, de 12 de novembro 
de 1997 (Lei do Habeas Data) , da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999 (Lei Geral do Processo Administrativo) 
, e da Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de Acesso à Informação) .
§4º Os serviços notariais e de registro exercidos em caráter privado, por delegação do Poder Público, terão 
o mesmo tratamento dispensado às pessoas jurídicas referidas no caput deste artigo, nos termos desta Lei.
§5º Os órgãos notariais e de registro devem fornecer acesso aos dados por meio eletrônico para a adminis-
tração pública, tendo em vista as finalidades de que trata o caput deste artigo.
Art. 24. As empresas públicas e as sociedades de economia mista que atuam em regime de concorrência, 
sujeitas ao disposto no art. 173 da Constituição Federal , terão o mesmo tratamento dispensado às pessoas 
jurídicas de direito privado particulares, nos termos desta Lei.
Parágrafo único. As empresas públicas e as sociedades de economia mista, quando estiverem operaciona-
lizando políticas públicas e no âmbito da execução delas, terão o mesmo tratamento dispensado aos órgãos e 
às entidades do Poder Público, nos termos deste Capítulo.
Art. 25. Os dados deverão ser mantidos em formato interoperável e estruturado para o uso compartilhado, 
com vistas à execução de políticas públicas, à prestação de serviços públicos, à descentralização da atividade 
pública e à disseminação e ao acesso das informações pelo público em geral.
Art. 26. O uso compartilhado de dados pessoais pelo Poder Público deve atender a finalidades específicas 
de execução de políticas públicas e atribuição legal pelos órgãos e pelas entidades públicas, respeitados os 
princípios de proteção de dados pessoais elencados no art. 6º desta Lei.
§1º É vedado ao Poder Público transferir a entidades privadas dados pessoais constantes de bases de da-
dos a que tenha acesso, exceto:
I - em casos de execução descentralizada de atividade pública que exija a transferência, exclusivamente 
para esse fim específico e determinado, observado o disposto na Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 
(Lei de Acesso à Informação) ;
II - (VETADO);
11
III - nos casos em que os dados forem acessíveis publicamente, observadas as disposições desta Lei.
IV - quando houver previsão legal ou a transferência for respaldada em contratos, convênios ou instrumen-
tos congêneres; ou(Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
V - na hipótese de a transferência dos dados objetivar exclusivamente a prevenção de fraudes e irregulari-
dades, ou proteger e resguardar a segurança e a integridade do titular dos dados, desde que vedado o trata-
mento para outras finalidades. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
§2º Os contratos e convênios de que trata o §1º deste artigo deverão ser comunicados à autoridade nacio-
nal.
Art. 27. A comunicação ou o uso compartilhado de dados pessoais de pessoa jurídica de direito público a 
pessoa de direito privado será informado à autoridade nacional e dependerá de consentimento do titular, exceto:
I - nas hipóteses de dispensa de consentimento previstas nesta Lei;
II - nos casos de uso compartilhado de dados, em que será dada publicidade nos termos do inciso I do caput 
do art. 23 desta Lei; ou
III - nas exceções constantes do §1º do art. 26 desta Lei.
Parágrafo único. A informação à autoridade nacional de que trata o caput deste artigo será objeto de regu-
lamentação. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
Art. 28. (VETADO).
Art. 29. A autoridade nacional poderá solicitar, a qualquer momento, aos órgãos e às entidades do poder 
público a realização de operações de tratamento de dados pessoais, informações específicas sobre o âmbito e 
a natureza dos dados e outros detalhes do tratamento realizado e poderá emitir parecer técnico complementar 
para garantir o cumprimento desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019)Vigência
Art. 30. A autoridade nacional poderá estabelecer normas complementares para as atividades de comunica-
ção e de uso compartilhado de dados pessoais.
SEÇÃO II
DA RESPONSABILIDADE
Art. 31. Quando houver infração a esta Lei em decorrência do tratamento de dados pessoais por órgãos 
públicos, a autoridade nacional poderá enviar informe com medidas cabíveis para fazer cessar a violação.
Art. 32. A autoridade nacional poderá solicitar a agentes do Poder Público a publicação de relatórios de im-
pacto à proteção de dados pessoais e sugerir a adoção de padrões e de boas práticas para os tratamentos de 
dados pessoais pelo Poder Público.
CAPÍTULO V
DA TRANSFERÊNCIA INTERNACIONAL DE DADOS
Art. 33. A transferência internacional de dados pessoais somente é permitida nos seguintes casos:
I - para países ou organismos internacionais que proporcionem grau de proteção de dados pessoais ade-
quado ao previsto nesta Lei;
II - quando o controlador oferecer e comprovar garantias de cumprimento dos princípios, dos direitos do 
titular e do regime de proteção de dados previstos nesta Lei, na forma de:
a) cláusulas contratuais específicas para determinada transferência;
b) cláusulas-padrão contratuais;
c) normas corporativas globais;
d) selos, certificados e códigos de conduta regularmente emitidos;
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III - quando a transferência for necessária para a cooperação jurídica internacional entre órgãos públicos de 
inteligência, de investigação e de persecução, de acordo com os instrumentos de direito internacional;
IV - quando a transferência for necessária para a proteção da vida ou da incolumidade física do titular ou 
de terceiro;
V - quando a autoridade nacional autorizar a transferência;
VI - quando a transferência resultar em compromisso assumido em acordo de cooperação internacional;
VII - quando a transferência for necessária para a execução de política pública ou atribuição legal do serviço 
público, sendo dada publicidade nos termos do inciso I do caput do art. 23 desta Lei;
VIII- quando o titular tiver fornecido o seu consentimento específico e em destaque para a transferência, 
com informação prévia sobre o caráter internacional da operação, distinguindo claramente esta de outras fina-
lidades; ou
IX - quando necessário para atender as hipóteses previstas nos incisos II, V e VI do art. 7º desta Lei.
Parágrafo único. Para os fins do inciso I deste artigo, as pessoas jurídicas de direito público referidas no pa-
rágrafo único do art. 1º da Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de Acesso à Informação) , no âmbito 
de suas competências legais, e responsáveis, no âmbito de suas atividades, poderão requerer à autoridade 
nacional a avaliação do nível de proteção a dados pessoais conferido por país ou organismo internacional.
Art. 34. O nível de proteção de dados do país estrangeiro ou do organismo internacional mencionado no 
inciso I do caput do art. 33 desta Lei será avaliado pela autoridade nacional, que levará em consideração:
I - as normas gerais e setoriais da legislação em vigor no país de destino ou no organismo internacional;
II - a natureza dos dados;
III - a observância dos princípios gerais de proteção de dados pessoais e direitos dos titulares previstos 
nesta Lei;
IV - a adoção de medidas de segurança previstas em regulamento;
V - a existência de garantias judiciais e institucionais para o respeito aos direitos de proteção de dados 
pessoais; e
VI - outras circunstâncias específicas relativas à transferência.
Art. 35. A definição do conteúdo de cláusulas-padrão contratuais, bem como a verificação de cláusulas 
contratuais específicas para uma determinada transferência, normas corporativas globais ou selos, certificados 
e códigos de conduta, a que se refere o inciso II do caput do art. 33 desta Lei, será realizada pela autoridade 
nacional.
§1º Para a verificação do disposto no caput deste artigo, deverão ser considerados os requisitos, as condi-
ções e as garantias mínimas para a transferência que observem os direitos, as garantias e os princípios desta 
Lei.
§2º Na análise de cláusulas contratuais, de documentos ou de normas corporativas globais submetidas à 
aprovação da autoridade nacional, poderão ser requeridas informações suplementares ou realizadas diligên-
cias de verificação quanto às operações de tratamento, quando necessário.
§3º A autoridade nacional poderá designar organismos de certificação para a realização do previsto no caput 
deste artigo, que permanecerão sob sua fiscalização nos termos definidos em regulamento.
§4º Os atos realizados por organismo de certificação poderão ser revistos pela autoridade nacional e, caso 
em desconformidade com esta Lei, submetidos a revisão ou anulados.
§5º As garantias suficientes de observância dos princípios gerais de proteção e dos direitos do titular refe-
ridas no caput deste artigo serão também analisadas de acordo com as medidas técnicas e organizacionais 
adotadas pelo operador, de acordo com o previsto nos §§1º e 2º do art. 46 desta Lei.
Art. 36. As alterações nas garantias apresentadas como suficientes de observância dos princípios gerais de 
proteção e dos direitos do titular referidas no inciso II do art. 33 desta Lei deverão ser comunicadas à autoridade 
nacional.
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CAPÍTULO VI
DOS AGENTES DE TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS
SEÇÃO I
DO CONTROLADOR E DO OPERADOR
Art. 37. O controlador e o operador devem manter registro das operações de tratamento de dados pessoais 
que realizarem, especialmente quando baseado no legítimo interesse.
Art. 38. A autoridade nacional poderá determinar ao controlador que elabore relatório de impacto à proteção 
de dados pessoais, inclusive de dados sensíveis, referente a suas operações de tratamento de dados, nos ter-
mos de regulamento, observados os segredos comercial e industrial.
Parágrafo único. Observado o disposto no caput deste artigo, o relatório deverá conter, no mínimo, a des-
crição dos tipos de dados coletados, a metodologia utilizada para a coleta e para a garantia da segurança das 
informações e a análise do controlador com relação a medidas, salvaguardas e mecanismos de mitigação de 
risco adotados.
Art. 39. O operador deverá realizar o tratamento segundo as instruções fornecidas pelo controlador, que 
verificará a observância das próprias instruções e das normas sobre a matéria.
Art. 40. A autoridade nacional poderá dispor sobre padrões de interoperabilidade para fins de portabilidade, 
livre acesso aos dados e segurança, assim como sobre o tempo de guarda dos registros, tendo em vista espe-
cialmente a necessidade e a transparência.
SEÇÃO II
DO ENCARREGADO PELO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS
Art. 41. O controlador deverá indicar encarregado pelo tratamento de dados pessoais.
§1º A identidade e as informações de contato do encarregado deverão ser divulgadas publicamente, de 
forma clara e objetiva, preferencialmente no sítio eletrônico do controlador.
§2º As atividades do encarregado consistem em:
I - aceitar reclamações e comunicações dos titulares, prestar esclarecimentos e adotar providências;
II - receber comunicações da autoridade nacional e adotar providências;
III - orientar os funcionários e os contratados da entidade a respeito das práticas a serem tomadas em rela-
ção à proteção de dados pessoais; e
IV - executar as demais atribuições determinadas pelo controlador ou estabelecidas em normas comple-
mentares.
§3º A autoridade nacional poderá estabelecer normas complementares sobre a definição e as atribuições do 
encarregado, inclusive hipóteses de dispensa da necessidade de sua indicação, conforme a natureza e o porte 
da entidade ou o volume de operações de tratamento de dados.
§4º (VETADO).(Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) Vigência
SEÇÃO III
DA RESPONSABILIDADE E DO RESSARCIMENTO DE DANOS
Art. 42. O controlador ou o operador que, em razão do exercício de atividade de tratamento de dados pes-
soais, causar a outrem dano patrimonial, moral, individual ou coletivo, em violação à legislação de proteção de 
dados pessoais, é obrigado a repará-lo.
§1º A fim de assegurar a efetiva indenização ao titular dos dados:
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I - o operador responde solidariamente pelos danos causados pelo tratamento quando descumprir as obri-
gações da legislação de proteção de dados ou quando não tiver seguido as instruções lícitas do controlador, 
hipótese em que o operador equipara-se ao controlador, salvo nos casos de exclusão previstos no art. 43 desta 
Lei;
II - os controladores que estiverem diretamente envolvidos no tratamento do qual decorreram danos ao titu-
lar dos dados respondem solidariamente, salvo nos casos de exclusão previstos no art. 43 desta Lei.
§2º O juiz, no processo civil, poderá inverter o ônus da prova a favor do titular dos dados quando, a seu 
juízo, for verossímil a alegação, houver hipossuficiência para fins de produção de prova ou quando a produção 
de prova pelo titular resultar-lhe excessivamente onerosa.
§3º As ações de reparação por danos coletivos que tenham por objeto a responsabilização nos termos do 
caput deste artigo podem ser exercidas coletivamente em juízo, observado o disposto na legislação pertinente.
§4º Aquele que reparar o dano ao titular tem direito de regresso contra os demais responsáveis, na medida 
de sua participação no evento danoso.
Art. 43. Os agentes de tratamento só não serão responsabilizados quando provarem:
I - que não realizaram o tratamento de dados pessoais que lhes é atribuído;
II - que, embora tenham realizado o tratamento de dados pessoais que lhes é atribuído, não houve violação 
à legislação de proteção de dados; ou
III - que o dano é decorrente de culpa exclusiva do titular dos dados ou de terceiro.
Art. 44. O tratamento de dados pessoais será irregular quando deixar de observar a legislação ou quando 
não fornecer a segurança que o titular dele pode esperar, consideradas as circunstâncias relevantes, entre as 
quais:
I - o modo pelo qual é realizado;
II - o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam;
III - as técnicas de tratamentode dados pessoais disponíveis à época em que foi realizado.
Parágrafo único. Responde pelos danos decorrentes da violação da segurança dos dados o controlador ou 
o operador que, ao deixar de adotar as medidas de segurança previstas no art. 46 desta Lei, der causa ao dano.
Art. 45. As hipóteses de violação do direito do titular no âmbito das relações de consumo permanecem su-
jeitas às regras de responsabilidade previstas na legislação pertinente.
CAPÍTULO VII
DA SEGURANÇA E DAS BOAS PRÁTICAS
SEÇÃO I
DA SEGURANÇA E DO SIGILO DE DADOS
Art. 46. Os agentes de tratamento devem adotar medidas de segurança, técnicas e administrativas aptas 
a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, 
perda, alteração, comunicação ou qualquer forma de tratamento inadequado ou ilícito.
§1º A autoridade nacional poderá dispor sobre padrões técnicos mínimos para tornar aplicável o disposto 
no caput deste artigo, considerados a natureza das informações tratadas, as características específicas do tra-
tamento e o estado atual da tecnologia, especialmente no caso de dados pessoais sensíveis, assim como os 
princípios previstos no caput do art. 6º desta Lei.
§2º As medidas de que trata o caput deste artigo deverão ser observadas desde a fase de concepção do 
produto ou do serviço até a sua execução.
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Art. 47. Os agentes de tratamento ou qualquer outra pessoa que intervenha em uma das fases do tratamen-
to obriga-se a garantir a segurança da informação prevista nesta Lei em relação aos dados pessoais, mesmo 
após o seu término.
Art. 48. O controlador deverá comunicar à autoridade nacional e ao titular a ocorrência de incidente de se-
gurança que possa acarretar risco ou dano relevante aos titulares.
§1º A comunicação será feita em prazo razoável, conforme definido pela autoridade nacional, e deverá 
mencionar, no mínimo:
I - a descrição da natureza dos dados pessoais afetados;
II - as informações sobre os titulares envolvidos;
III - a indicação das medidas técnicas e de segurança utilizadas para a proteção dos dados, observados os 
segredos comercial e industrial;
IV - os riscos relacionados ao incidente;
V - os motivos da demora, no caso de a comunicação não ter sido imediata; e
VI - as medidas que foram ou que serão adotadas para reverter ou mitigar os efeitos do prejuízo.
§2º A autoridade nacional verificará a gravidade do incidente e poderá, caso necessário para a salvaguarda 
dos direitos dos titulares, determinar ao controlador a adoção de providências, tais como:
I - ampla divulgação do fato em meios de comunicação; e
II - medidas para reverter ou mitigar os efeitos do incidente.
§3º No juízo de gravidade do incidente, será avaliada eventual comprovação de que foram adotadas medi-
das técnicas adequadas que tornem os dados pessoais afetados ininteligíveis, no âmbito e nos limites técnicos 
de seus serviços, para terceiros não autorizados a acessá-los.
Art. 49. Os sistemas utilizados para o tratamento de dados pessoais devem ser estruturados de forma a 
atender aos requisitos de segurança, aos padrões de boas práticas e de governança e aos princípios gerais 
previstos nesta Lei e às demais normas regulamentares.
SEÇÃO II
DAS BOAS PRÁTICAS E DA GOVERNANÇA
Art. 50. Os controladores e operadores, no âmbito de suas competências, pelo tratamento de dados pes-
soais, individualmente ou por meio de associações, poderão formular regras de boas práticas e de governan-
ça que estabeleçam as condições de organização, o regime de funcionamento, os procedimentos, incluindo 
reclamações e petições de titulares, as normas de segurança, os padrões técnicos, as obrigações específicas 
para os diversos envolvidos no tratamento, as ações educativas, os mecanismos internos de supervisão e de 
mitigação de riscos e outros aspectos relacionados ao tratamento de dados pessoais.
§1º Ao estabelecer regras de boas práticas, o controlador e o operador levarão em consideração, em rela-
ção ao tratamento e aos dados, a natureza, o escopo, a finalidade e a probabilidade e a gravidade dos riscos e 
dos benefícios decorrentes de tratamento de dados do titular.
§2º Na aplicação dos princípios indicados nos incisos VII e VIII do caput do art. 6º desta Lei, o controlador, 
observados a estrutura, a escala e o volume de suas operações, bem como a sensibilidade dos dados tratados 
e a probabilidade e a gravidade dos danos para os titulares dos dados, poderá:
I - implementar programa de governança em privacidade que, no mínimo:
a) demonstre o comprometimento do controlador em adotar processos e políticas internas que assegurem o 
cumprimento, de forma abrangente, de normas e boas práticas relativas à proteção de dados pessoais;
b) seja aplicável a todo o conjunto de dados pessoais que estejam sob seu controle, independentemente do 
modo como se realizou sua coleta;
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c) seja adaptado à estrutura, à escala e ao volume de suas operações, bem como à sensibilidade dos dados 
tratados;
d) estabeleça políticas e salvaguardas adequadas com base em processo de avaliação sistemática de im-
pactos e riscos à privacidade;
e) tenha o objetivo de estabelecer relação de confiança com o titular, por meio de atuação transparente e 
que assegure mecanismos de participação do titular;
f) esteja integrado a sua estrutura geral de governança e estabeleça e aplique mecanismos de supervisão 
internos e externos;
g) conte com planos de resposta a incidentes e remediação; e
h) seja atualizado constantemente com base em informações obtidas a partir de monitoramento contínuo e 
avaliações periódicas;
II - demonstrar a efetividade de seu programa de governança em privacidade quando apropriado e, em es-
pecial, a pedido da autoridade nacional ou de outra entidade responsável por promover o cumprimento de boas 
práticas ou códigos de conduta, os quais, de forma independente, promovam o cumprimento desta Lei.
§3º As regras de boas práticas e de governança deverão ser publicadas e atualizadas periodicamente e 
poderão ser reconhecidas e divulgadas pela autoridade nacional.
Art. 51. A autoridade nacional estimulará a adoção de padrões técnicos que facilitem o controle pelos titula-
res dos seus dados pessoais.
CAPÍTULO VIII
DA FISCALIZAÇÃO
SEÇÃO I
DAS SANÇÕES ADMINISTRATIVAS
Art. 52. Os agentes de tratamento de dados, em razão das infrações cometidas às normas previstas nesta 
Lei, ficam sujeitos às seguintes sanções administrativas aplicáveis pela autoridade nacional: (Vigência)
I - advertência, com indicação de prazo para adoção de medidas corretivas;
II - multa simples, de até 2% (dois por cento) do faturamento da pessoa jurídica de direito privado, grupo ou 
conglomerado no Brasil no seu último exercício, excluídos os tributos, limitada, no total, a R$ 50.000.000,00 
(cinquenta milhões de reais) por infração;
III - multa diária, observado o limite total a que se refere o inciso II;
IV - publicização da infração após devidamente apurada e confirmada a sua ocorrência;
V - bloqueio dos dados pessoais a que se refere a infração até a sua regularização;
VI - eliminação dos dados pessoais a que se refere a infração;
VII - (VETADO);
VIII - (VETADO);
IX - (VETADO).
X - suspensão parcial do funcionamento do banco de dados a que se refere a infração pelo período máximo 
de 6 (seis) meses, prorrogável por igual período, até a regularização da atividade de tratamento pelo controla-
dor; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) 
XI - suspensão do exercício da atividade de tratamento dos dados pessoais a que se refere a infração pelo 
período máximo de 6 (seis) meses, prorrogável por igual período; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) 
XII - proibição parcial ou total do exercício de atividades relacionadas a tratamento de dados. (Incluído pela 
Lei nº 13.853, de 2019) 
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§1º As sanções serão aplicadas após procedimento administrativo que possibilite a oportunidade da ampla 
defesa, de forma gradativa, isolada ou cumulativa, de acordo com as peculiaridades do caso concretoe consi-
derados os seguintes parâmetros e critérios:
I - a gravidade e a natureza das infrações e dos direitos pessoais afetados;
II - a boa-fé do infrator;
III - a vantagem auferida ou pretendida pelo infrator;
IV - a condição econômica do infrator;
V - a reincidência;
VI - o grau do dano;
VII - a cooperação do infrator;
VIII - a adoção reiterada e demonstrada de mecanismos e procedimentos internos capazes de minimizar o 
dano, voltados ao tratamento seguro e adequado de dados, em consonância com o disposto no inciso II do §2º 
do art. 48 desta Lei;
IX - a adoção de política de boas práticas e governança;
X - a pronta adoção de medidas corretivas; e
XI - a proporcionalidade entre a gravidade da falta e a intensidade da sanção.
§2º O disposto neste artigo não substitui a aplicação de sanções administrativas, civis ou penais definidas 
na Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, e em legislação específica. (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 
2019)
§3º O disposto nos incisos I, IV, V, VI, X, XI e XII do caput deste artigo poderá ser aplicado às entidades e 
aos órgãos públicos, sem prejuízo do disposto na Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, na Lei nº 8.429, de 
2 de junho de 1992, e na Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011. (Promulgação partes vetadas) 
§4º No cálculo do valor da multa de que trata o inciso II do caput deste artigo, a autoridade nacional poderá 
considerar o faturamento total da empresa ou grupo de empresas, quando não dispuser do valor do faturamen-
to no ramo de atividade empresarial em que ocorreu a infração, definido pela autoridade nacional, ou quando o 
valor for apresentado de forma incompleta ou não for demonstrado de forma inequívoca e idônea.
§5º O produto da arrecadação das multas aplicadas pela ANPD, inscritas ou não em dívida ativa, será des-
tinado ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos de que tratam o art. 13 da Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985, 
e a Lei nº 9.008, de 21 de março de 1995. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
§6º As sanções previstas nos incisos X, XI e XII do caput deste artigo serão aplicadas: (Incluído pela Lei nº 
13.853, de 2019)
I - somente após já ter sido imposta ao menos 1 (uma) das sanções de que tratam os incisos II, III, IV, V e 
VI do caput deste artigo para o mesmo caso concreto; e (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
II - em caso de controladores submetidos a outros órgãos e entidades com competências sancionatórias, 
ouvidos esses órgãos. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
§7º Os vazamentos individuais ou os acessos não autorizados de que trata o caput do art. 46 desta Lei po-
derão ser objeto de conciliação direta entre controlador e titular e, caso não haja acordo, o controlador estará 
sujeito à aplicação das penalidades de que trata este artigo. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
Art. 53. A autoridade nacional definirá, por meio de regulamento próprio sobre sanções administrativas a 
infrações a esta Lei, que deverá ser objeto de consulta pública, as metodologias que orientarão o cálculo do 
valor-base das sanções de multa. (Vigência)
§1º As metodologias a que se refere o caput deste artigo devem ser previamente publicadas, para ciência 
dos agentes de tratamento, e devem apresentar objetivamente as formas e dosimetrias para o cálculo do va-
lor-base das sanções de multa, que deverão conter fundamentação detalhada de todos os seus elementos, 
demonstrando a observância dos critérios previstos nesta Lei.
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§2º O regulamento de sanções e metodologias correspondentes deve estabelecer as circunstâncias e as 
condições para a adoção de multa simples ou diária.
Art. 54. O valor da sanção de multa diária aplicável às infrações a esta Lei deve observar a gravidade da 
falta e a extensão do dano ou prejuízo causado e ser fundamentado pela autoridade nacional. (Vigência)
Parágrafo único. A intimação da sanção de multa diária deverá conter, no mínimo, a descrição da obrigação 
imposta, o prazo razoável e estipulado pelo órgão para o seu cumprimento e o valor da multa diária a ser apli-
cada pelo seu descumprimento.
CAPÍTULO IX
DA AUTORIDADE NACIONAL DE PROTEÇÃO DE DADOS (ANPD) E DO CONSELHO 
NACIONAL DE PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS E DA PRIVACIDADE
SEÇÃO I
DA AUTORIDADE NACIONAL DE PROTEÇÃO DE DADOS (ANPD)
Art. 55. (VETADO).
Art. 55-A. Fica criada a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), autarquia de natureza especial, 
dotada de autonomia técnica e decisória, com patrimônio próprio e com sede e foro no Distrito Federal. (Reda-
ção dada pela Lei nº 14.460, de 2022)
§1º (Revogado pela Lei nº 14.460, de 2022)
§2º(Revogado pela Lei nº 14.460, de 2022)
§3º (Revogado pela Lei nº 14.460, de 2022)
Art. 55-B. (Revogado pela Lei nº 14.460, de 2022)
Art. 55-C. A ANPD é composta de: (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
I - Conselho Diretor, órgão máximo de direção; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
II - Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 
2019)
III - Corregedoria; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
IV - Ouvidoria; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
V - (revogado);(Redação dada pela Lei nº 14.460, de 2022)
V-A - Procuradoria; e(Incluído pela Lei nº 14.460, de 2022)
VI - unidades administrativas e unidades especializadas necessárias à aplicação do disposto nesta Lei. 
(Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
Art. 55-D. O Conselho Diretor da ANPD será composto de 5 (cinco) diretores, incluído o Diretor-Presidente. 
(Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
§1º Os membros do Conselho Diretor da ANPD serão escolhidos pelo Presidente da República e por ele 
nomeados, após aprovação pelo Senado Federal, nos termos da alínea ‘f’ do inciso III do art. 52 da Constituição 
Federal, e ocuparão cargo em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, no mínimo, de 
nível 5. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
§2º Os membros do Conselho Diretor serão escolhidos dentre brasileiros que tenham reputação ilibada, 
nível superior de educação e elevado conceito no campo de especialidade dos cargos para os quais serão 
nomeados. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
§3º O mandato dos membros do Conselho Diretor será de 4 (quatro) anos. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 
2019)
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§4º Os mandatos dos primeiros membros do Conselho Diretor nomeados serão de 2 (dois), de 3 (três), de 
4 (quatro), de 5 (cinco) e de 6 (seis) anos, conforme estabelecido no ato de nomeação. (Incluído pela Lei nº 
13.853, de 2019)
§5º Na hipótese de vacância do cargo no curso do mandato de membro do Conselho Diretor, o prazo rema-
nescente será completado pelo sucessor. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
Art. 55-E. Os membros do Conselho Diretor somente perderão seus cargos em virtude de renúncia, con-
denação judicial transitada em julgado ou pena de demissão decorrente de processo administrativo disciplinar.
(Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
§1º Nos termos do caput deste artigo, cabe ao Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da 
República instaurar o processo administrativo disciplinar, que será conduzido por comissão especial constituída 
por servidores públicos federais estáveis. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
§2º Compete ao Presidente da República determinar o afastamento preventivo, somente quando assim 
recomendado pela comissão especial de que trata o §1º deste artigo, e proferir o julgamento. (Incluído pela Lei 
nº 13.853, de 2019)
Art. 55-F. Aplica-se aos membros do Conselho Diretor, após o exercício do cargo, o disposto no art. 6º da 
Lei nº 12.813, de 16 de maio de 2013. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
Parágrafo único. A infração ao disposto no caput deste artigo caracteriza ato de improbidade administrativa. 
(Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
Art. 55-G. Ato do Presidente da República disporá sobre a estrutura regimental da ANPD. (Incluído pela Lei 
nº 13.853, de 2019)
§1º Até a data de entrada em vigor de sua estrutura regimental, a ANPD receberá o apoio técnicoe admi-
nistrativo da Casa Civil da Presidência da República para o exercício de suas atividades. (Incluído pela Lei nº 
13.853, de 2019)
§2º O Conselho Diretor disporá sobre o regimento interno da ANPD. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
Art. 55-H. Os cargos em comissão e as funções de confiança da ANPD serão remanejados de outros órgãos 
e entidades do Poder Executivo federal. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
Art. 55-I. Os ocupantes dos cargos em comissão e das funções de confiança da ANPD serão indicados pelo 
Conselho Diretor e nomeados ou designados pelo Diretor-Presidente. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
Art. 55-J. Compete à ANPD: (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
I - zelar pela proteção dos dados pessoais, nos termos da legislação; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
II - zelar pela observância dos segredos comercial e industrial, observada a proteção de dados pessoais e 
do sigilo das informações quando protegido por lei ou quando a quebra do sigilo violar os fundamentos do art. 
2º desta Lei; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
III - elaborar diretrizes para a Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade; (Incluído 
pela Lei nº 13.853, de 2019)
IV - fiscalizar e aplicar sanções em caso de tratamento de dados realizado em descumprimento à legislação, 
mediante processo administrativo que assegure o contraditório, a ampla defesa e o direito de recurso; (Incluído 
pela Lei nº 13.853, de 2019)
V - apreciar petições de titular contra controlador após comprovada pelo titular a apresentação de reclama-
ção ao controlador não solucionada no prazo estabelecido em regulamentação; (Incluído pela Lei nº 13.853, 
de 2019)
VI - promover na população o conhecimento das normas e das políticas públicas sobre proteção de dados 
pessoais e das medidas de segurança; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
VII - promover e elaborar estudos sobre as práticas nacionais e internacionais de proteção de dados pesso-
ais e privacidade; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
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VIII - estimular a adoção de padrões para serviços e produtos que facilitem o exercício de controle dos titu-
lares sobre seus dados pessoais, os quais deverão levar em consideração as especificidades das atividades e 
o porte dos responsáveis; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
IX - promover ações de cooperação com autoridades de proteção de dados pessoais de outros países, de 
natureza internacional ou transnacional; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
X - dispor sobre as formas de publicidade das operações de tratamento de dados pessoais, respeitados os 
segredos comercial e industrial; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
XI - solicitar, a qualquer momento, às entidades do poder público que realizem operações de tratamento de 
dados pessoais informe específico sobre o âmbito, a natureza dos dados e os demais detalhes do tratamento 
realizado, com a possibilidade de emitir parecer técnico complementar para garantir o cumprimento desta Lei; 
(Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
XII - elaborar relatórios de gestão anuais acerca de suas atividades; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
XIII - editar regulamentos e procedimentos sobre proteção de dados pessoais e privacidade, bem como 
sobre relatórios de impacto à proteção de dados pessoais para os casos em que o tratamento representar alto 
risco à garantia dos princípios gerais de proteção de dados pessoais previstos nesta Lei; (Incluído pela Lei nº 
13.853, de 2019)
XIV - ouvir os agentes de tratamento e a sociedade em matérias de interesse relevante e prestar contas 
sobre suas atividades e planejamento; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
XV - arrecadar e aplicar suas receitas e publicar, no relatório de gestão a que se refere o inciso XII do caput 
deste artigo, o detalhamento de suas receitas e despesas; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
XVI - realizar auditorias, ou determinar sua realização, no âmbito da atividade de fiscalização de que trata o 
inciso IV e com a devida observância do disposto no inciso II do caput deste artigo, sobre o tratamento de dados 
pessoais efetuado pelos agentes de tratamento, incluído o poder público; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
XVII - celebrar, a qualquer momento, compromisso com agentes de tratamento para eliminar irregularidade, 
incerteza jurídica ou situação contenciosa no âmbito de processos administrativos, de acordo com o previsto no 
Decreto-Lei nº 4.657, de 4 de setembro de 1942; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
XVIII - editar normas, orientações e procedimentos simplificados e diferenciados, inclusive quanto aos pra-
zos, para que microempresas e empresas de pequeno porte, bem como iniciativas empresariais de caráter 
incremental ou disruptivo que se autodeclarem startups ou empresas de inovação, possam adequar-se a esta 
Lei; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
XIX - garantir que o tratamento de dados de idosos seja efetuado de maneira simples, clara, acessível e 
adequada ao seu entendimento, nos termos desta Lei e da Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003 (Estatuto 
do Idoso); (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
XX - deliberar, na esfera administrativa, em caráter terminativo, sobre a interpretação desta Lei, as suas 
competências e os casos omissos; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
XXI - comunicar às autoridades competentes as infrações penais das quais tiver conhecimento; (Incluído 
pela Lei nº 13.853, de 2019)
XXII - comunicar aos órgãos de controle interno o descumprimento do disposto nesta Lei por órgãos e enti-
dades da administração pública federal; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
XXIII - articular-se com as autoridades reguladoras públicas para exercer suas competências em setores 
específicos de atividades econômicas e governamentais sujeitas à regulação; e(Incluído pela Lei nº 13.853, de 
2019)
XXIV - implementar mecanismos simplificados, inclusive por meio eletrônico, para o registro de reclamações 
sobre o tratamento de dados pessoais em desconformidade com esta Lei. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
§1º Ao impor condicionantes administrativas ao tratamento de dados pessoais por agente de tratamento 
privado, sejam eles limites, encargos ou sujeições, a ANPD deve observar a exigência de mínima intervenção, 
assegurados os fundamentos, os princípios e os direitos dos titulares previstos no art. 170 da Constituição Fe-
deral e nesta Lei. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
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§2º Os regulamentos e as normas editados pela ANPD devem ser precedidos de consulta e audiência pú-
blicas, bem como de análises de impacto regulatório.(Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
§3º A ANPD e os órgãos e entidades públicos responsáveis pela regulação de setores específicos da ativi-
dade econômica e governamental devem coordenar suas atividades, nas correspondentes esferas de atuação, 
com vistas a assegurar o cumprimento de suas atribuições com a maior eficiência e promover o adequado fun-
cionamento dos setores regulados, conforme legislação específica, e o tratamento de dados pessoais, na forma 
desta Lei. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
§4º A ANPD manterá fórum permanente de comunicação, inclusive por meio de cooperação técnica, com 
órgãos e entidades da administração pública responsáveis pela regulação de setores específicos da atividade 
econômica e governamental, a fim de facilitar as competências regulatória, fiscalizatória e punitiva da ANPD. 
(Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
§5º No exercício das competências de que trata o caput deste artigo, a autoridade competente deverá zelar 
pela preservação do segredo empresarial e do sigilo das informações, nos termos da lei. (Incluído pela Lei nº 
13.853, de 2019)
§6º As reclamações colhidas conforme o disposto no inciso V do caput deste artigo poderão ser analisadas 
de forma agregada, e as eventuais providências delas decorrentes poderão ser adotadas de forma padroniza-
da. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
Art. 55-K.

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