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Lista de Exercícios - Cinemática e Leis de Newton 1) (Enem PPL 2014) Na Antiguidade, algumas pes- soas acreditavam que, no lançamento oblíquo de um objeto, a resultante das forças que atuavam sobre ele tinha o mesmo sentido da velocidade em todos os instantes do movimento. Isso não está de acordo com as interpretações científicas atu- almente utilizadas para explicar esse fenômeno. Desprezando a resistência do ar, qual é a direção e o sentido do vetor força resultante que atua so- bre o objeto no ponto mais alto da trajetória? a) Indefinido, pois ele é nulo, assim como a ve- locidade vertical nesse ponto. b) Vertical para baixo, pois somente o peso está presente durante o movimento. c) Horizontal no sentido do movimento, pois de- vido à inércia o objeto mantém seu movi- mento. d) Inclinado na direção do lançamento, pois a força inicial que atua sobre o objeto é cons- tante. e) Inclinado para baixo e no sentido do movi- mento, pois aponta para o ponto onde o ob- jeto cairá. 2) (Enem PPL 2013) O trem de passageiros da Es- trada de Ferro Vitória-Minas (EFVM), que cir- cula diariamente entre a cidade de Cariacica, na Grande Vitória, e a capital mineira Belo Hori- zonte, está utilizando uma nova tecnologia de fre- nagem eletrônica. Com a tecnologia anterior, era preciso iniciar a frenagem cerca de 400 metros an- tes da estação. Atualmente, essa distância caiu para 250 metros, o que proporciona redução no tempo de viagem. Considerando uma velocidade de 72 km/h, qual o módulo da diferença entre as acelerações de frenagem depois e antes da adoção dessa tecnologia? a) 0, 08 m/s2 b) 0, 30 m/s2 c) 1, 10 m/s2 d) 1, 60 m/s2 e) 3, 90 m/s2 3) Um experimento foi montado com o intuito de de- terminar o tempo de queda livre de corpos com tamanhos e massas distintas. Para isso, utilizou- se uma prateleira a 50, 0 cm do chão, onde foram colocadas três frutas. Em um determinado ins- tante, a prateleira foi removida, liberando todas as frutas simultaneamente. Defina como t1, t2 e t3 os intervalos de tempo referentes à queda da me- lancia, do melão e da maçã, respectivamente. Ig- norando a influência de resistências externas, qual a correlação observada entre os tempos de queda dessas frutas? a) t1 = t2 = t3. b) t1 > t2 > t3. c) t1 t2 t3. 4) Um professor lança uma esfera verticalmente para cima, a qual retorna, depois de alguns segundos, ao ponto de lançamento. Em seguida, lista em um quadro todas as possibilidades para as grandezas cinemáticas. Observação: Vetores com magnitude zero possuem orientação indefinida. O docente pede à turma que examine as proprie- dades cinemáticas no topo da trajetória da bola, apontando a relação correta entre os vetores ve- locidade e aceleração. Assinale a opção que apre- senta a associação válida: a) v = 0 e a ̸= 0 orientada para cima. b) v ̸= 0, orientada para cima e a = 0. c) v = 0 e a ̸= 0 orientada para baixo. d) v ̸= 0, orientada para cima e a ̸= 0, orien- tada para cima. e) v ̸= 0, orientada para baixo e a ̸= 0, orien- tada para baixo. 1 5) Muitos sinistros viários decorrem do desrespeito aos limites de velocidade. No cenário urbano bra- sileiro, a máxima permitida é costumeiramente fi- xada em 60 km/h. Como estratégia de segurança, propõe-se a diminuição desse patamar. Imagine um automóvel trafegando por uma via seca e con- servada, capaz de realizar uma frenagem com de- saceleração uniforme de 5 m/s2, e que a regula- mentação mude de 60 km/h para 50 km/h. Sob tais premissas, a redução na distância de parada total do veículo, ao considerar os dois limites de velocidade, é mais próxima de qual valor? a) 1 m. b) 9 m. c) 15 m. d) 19 m. e) 38 m. 6) Durante uma competição no Autódromo de In- terlagos, um bólido de Fórmula 1 percorre a curva do S do Senna descrevendo uma trajetória curvilí- nea. Ao longo de todo o percurso nesse segmento, observa-se que o velocímetro mantém uma leitura de velocidade constante. Considerando as leis da cinemática, determine a orientação e o sentido do vetor aceleração do veí- culo nesse trecho. a) Radial, com orientação voltada para o exte- rior da curva. b) Radial, com orientação voltada para o centro da curva. c) Inexistente, uma vez que a aceleração é nula. d) Tangencial, apresentando o mesmo sentido do vetor velocidade. e) Tangencial, apresentando sentido oposto ao do movimento do carro. 7) Um professor utiliza essa história em quadrinhos para discutir com os estudantes o movimento de satélites. Nesse sentido, pede a eles que analisem o movi- mento do coelhinho, considerando o módulo da velocidade constante. Ao negligenciar a atuação de quaisquer forças de resistência, determine as propriedades do componente tangencial do vetor aceleração do personagem no quadro final da nar- rativa. a) Nulo. b) Paralelo ao vetor velocidade linear, apresen- tando a mesma orientação. c) Paralelo ao vetor velocidade linear, apresen- tando orientação contrária. d) Perpendicular ao vetor velocidade linear, com orientação voltada ao núcleo terrestre. e) Perpendicular ao vetor velocidade linear, com orientação voltada para o exterior do planeta. 8) (ENEM/2016) Para um salto no Grand Canyon usando motos, dois paraquedistas vão utilizar uma moto cada, sendo que uma delas possui massa três vezes maior. Foram construídas duas pistas idên- ticas até a beira do precipício, de forma que no 2 momento do salto as motos deixem a pista ho- rizontalmente e ao mesmo tempo. No instante em que saltam, os paraquedistas abandonam suas motos e elas caem praticamente sem resistência do ar. As motos atingem o solo simultaneamente porque a) possuem a mesma inércia. b) estão sujeitas à mesma força resultante. c) têm a mesma quantidade de movimento ini- cial. d) adquirem a mesma aceleração durante a queda. e) são lançadas com a mesma velocidade hori- zontal. 9) Analise a representação gráfica abaixo, que ilus- tra o comportamento da velocidade escalar ins- tantânea (v) em relação ao tempo (t) para uma partícula em regime de movimento retilíneo. As etapas denominadas I, II e III compreen- dem as janelas temporais de 0 s a 4 s, 4 s a 6 s e 6 s a 14 s, nesta ordem. Diante do exposto, deter- mine os valores das acelerações escalares do móvel, expressos em m/s2, para cada um dos intervalos citados: a) 20, 40 e 20. b) 10, 20 e 5. c) 10, 0 e − 5. d) −10, 0 e 5. e) 10, 0 e 5. 10) Um estudante de Física registra os seguintes dados durante um experimento em laboratório: a massa do bloco utilizado é de 2 kg, a força aplicada sobre ele para iniciar o movimento é de 15 N na direção horizontal, a temperatura do ambiente é de 22◦C e a velocidade atingida pelo bloco em um deter- minado instante é de 4 m/s para a direita. Dentre as grandezas físicas medidas pelo estudante, quais são classificadas como vetoriais? a) Massa e temperatura. b) Força e velocidade. c) Temperatura e velocidade. d) Força e massa. e) Massa, força e velocidade. 11) Durante o aquecimento em uma aula de Educação Física, um aluno dá uma volta completa correndo sobre a linha de uma quadra retangular que mede 40 m de comprimento por 20 m de largura, retor- nando exatamente ao ponto de onde partiu. Ao final dessa corrida, os valores da distância total percorrida pelo aluno e o módulo do seu desloca- mento vetorial são, respectivamente: a) 120 m e 120 m. b) 120 m e 0 m. c) 60 m e 60 m. d) 0 m e 120 m. e) 80 m e 0 m. 12) Um patinador desliza em linha reta sobre uma pista de gelo horizontal. Em determinado mo- mento, ele para de dar impulsos com os pés. Mesmo assim, ele continua se movendo por um bom trecho antes de finalmente parar. De acordo com as Leis de Newton, a explicação física cor- reta para o comportamento do patinador após ele parar de se impulsionar é que: a) seu corpo possui uma força de inércia que o empurra para frente até se esgotar. b) ele continua em movimento devido à inércia, mas sua velocidade diminui devido à ação da força de atrito e da resistência do ar. c) a força resultante sobre ele passa a ser nulaa partir do momento em que o impulso cessa, parando-o de imediato. d) o movimento se mantém porque a força peso anula a força normal, sobrando apenas a força motriz. e) a massa do patinador gera uma aceleração constante na direção do movimento, contra- riando o atrito. 3 Gabarito Comentado e Didático 1. Alternativa B. Por que faz sentido? Uma das confusões mais comuns é associar movimento à existência de uma força puxando ou empurrando na mesma direção (ideia aristotélica). No entanto, o processo físico nos ensina que, após o lançamento e desprezando o ar, o objeto fica sujeito exclusivamente à interação com o planeta Terra. A única força atuante, em toda a trajetória (incluindo o ponto mais alto), é a força peso, cuja direção e sentido são verticais e para baixo. 2. Alternativa B. Como chegamos lá? O primeiro passo é compatibilizar as unidades: 72 km/h = 20 m/s. Como não temos a informação do tempo, a Equação de Torricelli (v2 = v20 + 2a∆s) é nossa melhor aliada. Para a frenagem antiga (∆s = 400 m): 0 = 202 + 2 · a1 · 400 → a1 = −0, 5 m/s2. Para a frenagem nova (∆s = 250 m): 0 = 202 + 2 · a2 · 250 → a2 = −0, 8 m/s2. Calculando o módulo da diferença: |0, 8 − 0, 5| = 0, 3 m/s2. A relação aqui é inversa: menor distância de parada exige maior desaceleração. 3. Alternativa A. A ideia central: Galileu demonstrou (e a equação horária h = gt2 2 confirma) que o tempo de queda livre perto da superfície terrestre depende apenas da altura inicial e da gravidade. A massa dos corpos não entra na equação. O processo de queda ocorre à mesma taxa para todos, logo t1 = t2 = t3. 4. Alternativa C. Desconstruindo o conceito: O topo da trajetória representa o momento exato da inversão do movimento. Para subir e depois descer, a esfera obrigatoriamente tem que ter velocidade instantânea nula (v = 0). Porém, se a aceleração fosse zero, a esfera ficaria parada flutuando para sempre! A aceleração continua sendo a gravidade (a ̸= 0), puxando a esfera para baixo, o que permite o processo de descida. 5. Alternativa B. O processo de cálculo: Novamente usamos Torricelli, convertendo antes as ve- locidades. v1 = 60 km/h ≈ 16, 67 m/s e v2 = 50 km/h ≈ 13, 89 m/s. Para o limite de 60 km/h: 0 = (16, 67)2 − 2 · 5 ·∆s1 → ∆s1 ≈ 27, 8 m. Para o limite de 50 km/h: 0 = (13, 89)2 − 2 · 5 ·∆s2 → ∆s2 ≈ 19, 3 m. Redução na distância: 27, 8 − 19, 3 = 8, 5 m. O valor mais próximo fornecido nas alternativas é 9 m. 6. Alternativa B. Entendendo os vetores: Mesmo que o ponteiro do velocímetro não mude (módulo constante), o veículo está fazendo uma curva. Isso significa que a direção da velocidade está mudando a todo instante. A grandeza responsável por mudar a direção do vetor velocidade é a aceleração centrí- peta, que, por definição geométrica, atua sempre na direção radial e aponta para o centro geométrico da curva. 7. Alternativa A. A separação conceitual: A aceleração total no movimento circular se divide em duas componentes: a centrípeta (muda a direção, atua apontando pro centro) e a tangencial (muda o valor do velocímetro, ou seja, o módulo, atua paralela à velocidade). Como o enunciado crava que o "módulo da velocidade é constante", sabemos que não há variação no valor numérico da velocidade, logo, a componente tangencial obrigatoriamente é nula. 8. Alternativa D. Reforço estrutural: Questão análoga à das frutas (Questão 3), cobrando de forma mais sofisticada. Ambas caem juntas no eixo vertical porque, sendo abandonadas (queda livre), ficam sujeitas exclusivamente ao próprio peso. A Segunda Lei de Newton (P = m · g e F = m ·a) nos mostra que a massa se cancela, garantindo a mesma aceleração (da gravidade) para ambas, independentemente das proporções. 9. Alternativa C. Interpretando o gráfico: O aprendizado aqui é extrair a aceleração calculando a inclinação (taxa de variação ∆v/∆t) de cada reta. Etapa I (0 a 4 s): Aumentou de 20 para 60. a = (60− 20)/4 = 10 m/s2. Etapa II (4 a 6 s): A velocidade ficou constante em 60. Não há variação, logo a = 0 m/s2. Etapa III (6 a 14 s): Caiu de 60 para 20 em 8 segundos. a = (20−60)/8 = −5 m/s2. 10. Alternativa B. Fundamentação Teórica: Grandezas físicas se dividem basicamente em duas fa- mílias. As escalares ficam perfeitamente compreendidas apenas com um número e sua unidade. Já as vetoriais exigem que se informe "para onde"a grandeza atua. Se aplico uma força, tem que ter direção. Se há uma velocidade, tem que ter sentido, como o "para a direita"do enunciado. 4 11. Alternativa B. Cuidado com o processo de movimento: Uma das belezas da cinemática inicial é diferenciar a "história do caminho"(distância) da "conclusão da viagem"(deslocamento). A distância é tudo o que a sola do tênis gastou: o perímetro do retângulo (40+20+40+20 = 120 m). O deslocamento vetorial só se importa com o ponto inicial e o ponto final. Como ele parou exatamente onde começou, o vetor que liga início ao fim é um mero ponto (módulo 0 m). 12. Alternativa B. Maturidade em Dinâmica: É tentador para quem está começando achar que "Inércia"é uma força. Esse é o erro mais comum (e o que a alternativa A tenta induzir). Inércia é uma propriedade da matéria de manter seu estado de movimento. O patinador continua indo para frente por causa de sua inércia natural (Primeira Lei). O motivo pelo qual ele não fica nesse estado para sempre é a intervenção do mundo real dissipando sua energia cinética, no caso, o atrito do gelo com a lâmina e o arrasto do ar. 5