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ENFERMAGEM
Profª. Lívia Bahia
ATENÇÃO BÁSICA E SAÚDE DA FAMÍLIA
Parte 17
Atenção Básica e Saúde da Família
Saúde Sexual e Reprodutiva no âmbito da Atenção 
Básica
Planejamento Familiar
 As práticas educativas devem fazer uso de metodologia
participativa, com abordagem pedagógica centrada no sujeito;
 Para se obter bom resultado é importante considerar o
conhecimento e experiência dos participantes, permitindo a troca
de ideias sobre sexualidade, reprodução, relacionamento humano
e sobre os fatores socioeconômicos e culturais;
Atenção Básica e Saúde da Família
 Planejamento familiar -> conjunto de ações de regulação da fecundidade
que garanta direitos iguais de constituição, limitação ou aumento da
prole pela mulher, pelo homem ou pelo casal; É proibida a utilização das
ações a que se a qualquer tipo de controle demográfico;
 Para o exercício do direito ao planejamento familiar, são oferecidos
métodos e técnicas de concepção e contracepção cientificamente aceitos
e que não coloquem em risco a vida e a saúde das pessoas, garantida a
liberdade de opção;
 Portanto, as instâncias gestoras do SUS, em todos os seus níveis,
têm a obrigação de garantir a atenção integral à saúde, que inclua a
assistência à concepção e à contracepção;
Atenção Básica e Saúde da Família
Anticoncepção
 Cenário Nacional
• Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde 
da Criança e da Mulher (PNDS) - 2006
- 66% das jovens de 15 a 19 anos 
sexualmente ativas já haviam usado algum 
método contraceptivo, dentre os mais 
utilizados: o preservativo (33%)
a pílula (27%) 
injetáveis (5%) (BRASIL, 2008) 
Atenção Básica e Saúde da Família
 Os anticoncepcionais oferecidos pelo SUS são:
• Pílula combinada de baixa dosagem (etinilestradiol 0,03 mg +
levonorgestrel 0,15 mg);
• Minipílula (noretisterona 0,35 mg)
• Pílula anticoncepcional de emergência (levonorgestrel 0,75 mg);
• Injetável mensal (enantato de norestisterona 50 mg + valerato de
estradiol 5 mg)
• Injetável trimestral (acetato de medroxiprogesterona 150 mg);
• Preservativo masculino e feminino;
• Diafragma;
• DIU Tcu-380 A (DIU T de cobre);
Atenção Básica e Saúde da Família
 Considerações para escolha do método
• Preferência da mulher, do homem ou do casal;
• Características do método;
Eficácia
Efeitos secundários
Aceitabilidade
Disponibilidade
Facilidade de uso
Reversibilidade
• Fatores individuais e contexto de vida relacionados aos usuários(as) que
devem ser considerados no momento da escolha do método;
Atenção Básica e Saúde da Família
Taxa de Falha de anticoncepcionais ( número de gravidez por cada 100 
mulheres, no primeiro ano de uso)
(Brasil, 2010) 
Atenção Básica e Saúde da Família
 Critérios de Elegibilidade
• Categoria 1: o método pode ser usado sem restrições;
• Categoria 2: o método pode ser usado com restrições;
• Categoria 3: os riscos comprovados e teóricos decorrentes do uso do
método, em geral, superam os benefícios;
• Categoria 4: o método não deve ser usado, pois apresenta risco
inaceitável;
Atenção Básica e Saúde da Família
Anticoncepcional Hormonal Oral
 Pílula combinada de baixa dosagem
(etinilestradiol 0,03 mg + levonorgestrel 0,15 mg)
 Minipílula
(noretisterona 0,35 mg)
 Pílula anticoncepcional de emergência
(levonorgestrel 0,75 mg);
Atenção Básica e Saúde da Família
 Pílula combinada de baixa dosagem
(etinilestradiol 0,03 mg + levonorgestrel 0,15 mg)
Vantagens
Regularização dos ciclos menstruais, com sangramento durante menos tempo e em menor
quantidade;
Diminuição da frequência e a intensidade das cólicas menstruais;
Diminuem a incidência de gravidez ectópica, doença inflamatória pélvica (DIP), câncer de endométrio,
câncer de ovário, cistos de ovário, doença benigna da mama e miomas uterinos;
Muito eficazes quando em uso correto; Não há necessidade de pausas para “descanso”;
Podem ser usadas desde a adolescência até a menopausa;
A fertilidade retorna logo após a interrupção de seu uso;
Efeitos
Secundários
Alterações de humor, como depressão e menor interesse sexual;
Náuseas, vômitos e mal-estar gástrico (mais comum nos três primeiros meses);
Cefaleia, leve ganho de peso, nervosismo, acne, tonteira, mastalgia;
Riscos
Não são recomendados para lactantes, pois afetam a qualidade e quantidade do leite;
Muito raramente, podem causar acidentes vasculares, tromboses venosas profundas ou infarto do
miocárdio, sendo que o risco é maior entre fumantes (mais de 15 cigarros/dia) com 35 anos ou mais;
Podem aumentar o risco para tumores de fígado, sendo extremamente raros os tumores malignos.
Atenção Básica e Saúde da Família
 Modo de uso;
• No primeiro mês de uso, ingerir o primeiro comprimido no primeiro dia do ciclo
menstrual ou, no máximo, até o quinto dia;
• A seguir, a usuária deve ingerir um comprimido por dia até o término da cartela,
preferencialmente no mesmo horário;
• Ao final da cartela, se a cartela for de 21 comprimidos, fazer pausa de sete dias e
iniciar nova cartela no oitavo dia;
• Se a cartela for de 22 comprimidos, fazer pausa de seis dias e iniciar nova cartela
no sétimo dia;
• Em caso de vômitos e/ou diarreia: vômitos dentro de uma hora após tomar a
pílula, há o risco de não ter sido absorvida; por esse motivo, indica-se tomar outra
pílula de outra cartela;
Atenção Básica e Saúde da Família
 Interação medicamentosa
(Brasil, 2010)
Atenção Básica e Saúde da Família
 Elegibilidade
Categoria 1
Pode ser usado sem restrições 
Categoria 2
Pode ser usado com restrições; As
vantagens geralmente superam
riscos possíveis ou comprovados
Categoria 3 e 4 
Não deve ser usado. Os riscos
possíveis e comprovados
superam os benefícios do método
Desde a menarca até os 40 anos
de idade;
Nuliparidade ou multiparidade;
21 dias pós-parto ou mais, em
mulheres que não amamentam;
Pós-aborto (primeiro ou segundo
trimestre ou aborto infectado) – a
pílula pode ser usada
imediatamente após o aborto;
Amamentação – iniciar seis
meses ou mais pós-parto
Idade maior ou igual a 40 anos;
Fumante com menos de 35 anos
de idade
Obesidade (IMC maior ou igual a
30 kg/m2) – obesidade é fator de
risco para tromboembolismo
venoso
Lactantes com menos de seis
semanas após o parto e entre
seis semanas e menos de seis
meses pós-parto;barbitúricos,
primidona), que são medicamentos indutores de enzimas
hepáticas e reduzem a eficácia da minipílula.
• Não há interação clínica significativa demonstrada até o momento
com os antirretrovirais disponíveis para o controle de infecção pelo
HIV;
Atenção Básica e Saúde da Família
 Elegibilidade
Categoria 1
Pode ser usado sem restrições 
Categoria 2
Pode ser usado com restrições; As
vantagens geralmente superam
riscos possíveis ou comprovados
Categoria 3 e 4 
Não deve ser usado. Os riscos
possíveis e comprovados
superam os benefícios do método
Lactantes: iniciar seis semanas
após o parto;
Não lactantes: podem ser
iniciados imediatamente após o
parto;
Pós-aborto (primeiro ou segundo
trimestre ou aborto séptico):
podem ser iniciados
imediatamente após o aborto
Fumante (qualquer idade);
História de pré-eclâmpsia, onde a
pressão arterial pode ser avaliada
e é normal.
História de diabetes gestacional;
Hipertensão arterial
adequadamente controlada, onde
a pressão arterial pode ser
diagnosticada;
Diabetes (insulinodependente ou
não).;
Neoplasia cervical intraepitelial
(NIC );
Antecedente de gravidez
ectópica;
Doença tromboembólica atual
Fatores de risco múltiplos para
doença cardiovascular
Doença cardíaca isquêmica atual
ou no passado; AVC
Diabetes com doenças vasculares
Enxaqueca com sintomas
neurológicos
Câncer de mama atual ou no
passado
Atenção Básica e Saúde da Família
 Pílula anticoncepcional de emergência
(levonorgestrel 0,75 mg);
)
Indicação
Relação sexual sem uso de anticoncepcional
Falha ou esquecimento do uso de algum método: ruptura do preservativo, esquecimento 
de pílulas ou injetáveis, deslocamento do DIU ou do diafragma;
No caso de violência sexual, se a mulher não estiver usando nenhum método 
anticoncepcional 
Efeitos
Secundários
Náuseas; Vômitos; Tontura; 
Fadiga; Cefaleia; Mastalgia
Diarreia; Dor abdominal; Irregularidade menstrual 
Riscos
O uso repetitivo ou frequente da anticoncepção de emergência compromete sua eficácia, 
que será sempre menor do que aquela obtida com o uso regular do método 
anticonceptivo de rotina 
Atenção Básica e Saúde da Família
 Modo de uso
• A mulher deve tomar as pílulas de anticoncepção de emergência até
cinco dias (120 horas) após a relação sexual desprotegida, mas, quanto
mais precocemente se administra, maior a proteção;
• Qualquer mulher pode usar a anticoncepção oral de emergência, mesmo
aquelas que, habitualmente, tenham contraindicações ao uso de
anticoncepcionais hormonais combinados. Não existem riscos para a
mulher ou para o feto se for acidentalmente usada na vigência de
gravidez (BRASIL, 2005; CHINAGLIA; PETTA; ALDRIGHI, 2005);
• Levonorgestrel (comprimido de 0,75 mg): pode ser administrada em
dose única oral de 1,5 mg (dois comprimidos de 0,75 mg ou um
comprimido de 1,5 mg) ou duas doses de 0,75 mg administradas com
intervalo de 12 horas;

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