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HEMATOLOGIA

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Hematologia 
Hemograma: O hemograma é um 
dos exames laboratoriais mais solicitados na 
prática clínica. Seu objetivo é avaliar 
quantitativa e qualitativamente as células 
presentes no sangue, auxiliando no 
diagnóstico de diversas doenças, como 
anemias, infecções, inflamações, distúrbios 
hematológicos e alterações da coagulação. 
Composição do Hemograma (3 
composições): 
1. Eritrograma: consiste na análise das 
células vermelhas, os eritrócitos. São 
responsáveis de oxigênio. São analisados em: 
● Contagem de eritrócitos (hemácias) - 
4,5 - 5,0 10⁶/mm³ 
● Dosagem de Hemoglobina (Hb) - 
12,5 - 14 g/dL 
● Hematócrito (Ht) - % 
● VCM(Volume corpuscular médio) 
● HCM(Hemoglobina Corpuscular 
Média) 
● CHCM (Concentração da 
Hemoglobina Corpuscular Média) 
● RDW 
 
2. Leucograma: contagem global e 
específica dos leucócitos. Responsáveis pela 
defesa. Inclui: 
● Contagem total (ex: todos os 
leucócitos). 
● Contagem diferencial (ex: conta 
separadamente, como 51 neutrófilos, 
26 linfócitos, 13 monócitos e 12 
eosinófilos). 
São identificados: 
● Neutrófilos (Cél. associadas a 
bactérias e fungos). 
● Linfócitos (Cél. associada a vírus). 
● Monócitos ( responde a inflamações 
e apresenta antígenos). 
● Eosinófilos (Cel envolvidas em 
processos alérgicos e parasitoses). 
● Basófilos (Alergias extensas e 
leucemias). 
 
3. Plaquetograma: Avaliação quantitativa e 
qualidade das plaquetas. Quando elevada 
indica trombos e quando baixa, indica 
hemorragias. Inclui: 
● Contagem de plaquetas 
● VPM (Volume Plaquetário Médio) 
● PDW (quando disponível). 
 
Valores de Referência (Adultos): 
Série Vermelha 
Exame Homens Mulheres 
Hemácias 5,0 ± 0,5 
milhões/µL 
4,3 ± 0,5 
milhões/µL 
Hemoglobina 15 ± 2 g/dL 13,5 ± 1,5 g/dL 
Hematócrito 45 ± 5% 41 ± 5% 
 
Índices Hematimétricos: 
VCM - 92 ± 9 fL 
HCM - 29,5 ± 2,5 pg 
CHCM33 - ± 1,5 g/dL 
RDW - 12,8 ± 1,2% 
Leucócitos: 4.000 a 10.000/µL 
Plaquetas: 150.000 a 400.000/µL 
 
O que significa cada alteração: 
● Série Vermelha: 
● Queda de Hemoglobina: Anemia. 
● Alta da Hemoglobina: 
Policitemia(aumento real das cels. 
vermelhas) ou desidratação. 
● Série Branca: 
● Alta de Leucócitos - Leucocitose. 
Pode indicar infecção, inflamação e leucemias 
● Queda de Leucócitos - Leucopenia. 
Pode ocorrer em infecções virais, 
imunossupressão, depressão medular. 
● Plaquetas: 
● Queda das Plaquetas- 
Trombocitopenia. Maior risco de 
hemorragias. 
Hematologia 
● Alta das Plaquetas - Trombocitose. 
Maior risco de trombose. 
 
Valores Críticos: Existem resultados que 
exigem atenção imediata. 
● HemoglobinaExemplo: 
Leucócitos totais: 10.000/µL 
Linfócitos: 30% 
10.000 × 0,30 = 3.000/µL 
Diferencial Leucocitário: identifica os 
cinco principais tipos de leucócitos. 
São eles: 
● Neutrófilos 
● Linfócitos 
● Monócitos 
● Eosinófilos 
● Basófilos 
 
1. Neutrófilos: Representam a maior 
população de leucócitos no sangue. 
Valores: 
Relativo: 40–70% 
Absoluto 2.000–7.000/µL. 
Função: são a primeira linha de defesa 
contra: Bactérias e fungo. 
Realizam: Fagocitose e destruição de 
microrganismos. 
Se aumentados, indicam Neutrofilia. 
Causados por infecção bacteriana, inflamação 
aguda, estresse e uso de corticoides. 
Se diminuídos, indicam Neutropenia. Pode 
ocorrer em: infecções virais; quimioterapia e 
depressão medular. 
 
2. Linfócitos: são responsáveis pela 
imunidade específica. Aparecem em infecções 
virais. 
Valores: 
Relativo: 20–40% 
Absoluto: 1.000–3.000/µL. 
 Incluem: 
● Linfócitos B → produção de 
anticorpos. 
● Linfócitos T → resposta celular. 
● Células NK → destruição de células 
infectadas e tumorais. 
● Quando aumentam? Linfocitose. 
Principalmente em: infecções virais. 
● Quando diminuem? Linfopenia. 
Pode ocorrer em: imunodeficiências; 
uso de corticoides e HIV. 
3. Monócitos: são grandes fagócitos. 
Quando entram nos tecidos, transformam-se 
em macrófagos. São responsáveis pela 
resposta a inflamação e apresentadores de 
antígenos 
Valores: 
Relativo: 2–8% 
Absoluto: 200–1.000/µL. 
Quando aumentam? Monocitose. Pode 
ocorrer em infecções crônicas, tuberculose e 
doenças inflamatórias. 
 
4. Eosinófilos: combatem parasitos e 
também participam das reações alérgicas. 
Valores: 
Relativo: 1–4% 
Absoluto: 20–500/µL. 
Quando aumentam? Eosinofilia. Principais 
causas: alergias, parasitoses e asma. 
 
Hematologia 
5. Basófilos: liberam histamina e heparina. 
Participam das reações de hipersensibilidade. 
Valores: 
Relativo: 0–1% 
Absoluto: 20–100/µL. 
Quando aumentam? Basofilia. Pode ocorrer 
em doenças mieloproliferativas e alergias 
extensas. 
RESUMO: 
● Leucocitose= leucócitos aumentados. 
● Leucopenia = leucócitos diminuídos. 
● Relativo = porcentagem (%). 
● Absoluto = número de células/µL. 
● Neutrófilo = bactérias. 
● Linfócito = vírus. 
● Monócito = macrófago. 
● Eosinófilo = parasitas e alergias. 
● Basófilo = histamina. 
 
Sistema Abo E Fator Rh: O 
sistema ABO e o sistema Rh são os principais 
sistemas de grupos sanguíneos utilizados na 
prática clínica. A determinação correta do 
grupo sanguíneo é indispensável para 
transfusões, transplantes e acompanhamento 
pré-natal, prevenindo reações transfusionais e 
doença hemolítica do recém-nascido. 
O grupo sanguíneo é determinado pela 
presença ou ausência de antígenos na 
superfície das hemácias. Além disso, existem 
anticorpos circulando no plasma. 
 
Sistema ABO: O sistema ABO é 
determinado pela presença dos antígenos A e 
B na superfície das hemácias. Existem quatro 
grupos sanguíneos: 
● Tipo A Possui antígeno A E 
anticorpo Anti-B. 
● Tipo B: Possui antígeno B E 
anticorpo Anti-A. 
● Tipo AB: Possui antígeno A e B e 
não possui Anti-A nem Anti-B. 
● Tipo O: Não possui antígenos A 
nem B.Possui Anti-A e Anti-B. 
 
Tipo Antígeno na 
hemácia 
Anticorpo no 
plasma 
A A Anti-B 
B B Anti-A 
AB A e B Nenhum 
O Nenhum Anti-A e Anti-B 
Compatibilidade Sanguínea 
Tipo Recebe de 
A A e O 
B B e O 
AB A, B, AB e O 
O Apenas O 
Quem pode doar para quem: 
Tipo Doa para 
A A e AB 
B B e AB 
AB Apenas AB 
O A, B, AB e O 
Sistema Rh: O sistema Rh é determinado 
principalmente pela presença ou ausência do 
antígeno D. 
● Rh Positivo: possui Antígeno D. 
● Rh Negativo: Não possui antígeno 
D 
Hematologia 
Uma pessoa Rh negativo normalmente não 
possui anti-D naturalmente. Ela só 
produzirá esse anticorpo após entrar em 
contato com sangue Rh positivo. Isso pode 
acontecer por transfusão incompatível ou 
gestação de feto Rh positivo. 
Antígeno × Anticorpo 
Antígeno: Está na hemácia. 
Exemplos: A, B e D 
Anticorpo: Está no plasma. 
Exemplos: 
● Anti-A 
● Anti-B 
● Anti-D (após sensibilização) 
O que acontece na incompatibilidade? 
Quando um anticorpo encontra o antígeno 
correspondente ocorre a aglutinação, que leva 
a uma hemólise. Logo, pode surgir uma 
reação transfusional grave. 
Tipagem Sanguínea: A tipagem 
sanguínea é realizada para identificar o grupo 
ABO e o fator Rh do paciente. 
Ela é dividida em Tipagem direta e Tipagem 
reversa. As duas devem ser interpretadas em 
conjunto. 
● Tipagem Direta: Também chamada 
de Pesquisa de antígenos. 
Como é feita? Misturam-se as hemácias do 
paciente com soros reagentes: 
● Anti-A 
● Anti-B 
● Anti-D 
Se ocorrer aglutinação, significa que o 
antígeno correspondente está presente na 
hemácia. 
● Tipagem Indireta/ reversa: 
Também chamada de Pesquisa de 
anticorpos. Utiliza-se o soro do 
paciente 
Se ocorrer aglutinação, significa que o plasma 
contém anticorpos contra aquele antígeno. 
A tipagem reversa é utilizada como 
contraprova da tipagem direta, 
aumentando a segurança do resultado. 
 
Tipagem Direta Tipagem Reversa 
Pesquisa antígenos Pesquisa anticorpos 
Usa hemácias do 
paciente 
Usa soro do paciente 
Anti-A, Anti-B e 
Anti-D 
Hemácias A₁ e B 
Principal determinação Confirmação da 
tipagem 
RESUMO: 
● Antígeno = hemácia. 
● Anticorpo = plasma. 
● Tipo A = antígeno A + Anti-B. 
● Tipo B = antígeno B + Anti-A. 
● Tipo AB = A e B + nenhum 
anticorpo. 
● Tipo O = sem antígenos + Anti-A e 
Anti-B. 
● Rh+ = possui antígeno D. 
● Rh− = não possui antígeno D. 
● Tipagem direta = pesquisa antígenos. 
● Tipagem reversa = pesquisa 
anticorpos. 
 
Coombs, D Fraco E Doença 
Hemolítica Do 
Recém-Nascido: Os testes de 
Coombs são exames imuno-hematológicos 
utilizados para detectar anticorpos ligados 
às hemácias ou livres no plasma. São 
fundamentais na investigação de doenças 
hemolíticas, reações transfusionais e 
acompanhamento de gestantes Rh negativas. 
 
Hematologia 
Teste de Coombs: O teste utiliza o soro 
antiglobulina humana (AGH), também 
chamado de Soro de Coombs. Esse reagente 
detecta anticorpos ou complemento aderidos 
às hemácias. 
 
● COOMBS DIRETO (TCD): 
Também chamado de Teste da 
Antiglobulina Direta (TAD). 
Detecta anticorpos ou complemento já 
aderidos às hemácias do paciente, ou seja, 
verifica se as hemácias estão sendo destruídas 
pelo próprio sistema imunológico. 
São utilizadas as Hemácias do paciente. 
Após a lavagem das hemácias, adiciona-se o 
soro de Coombs (AGH). Se ocorrer 
aglutinação: Coombs Direto Positivo. 
Utilizado em Anemia hemolítica autoimune, 
Reação transfusional e Doença hemolítica do 
recém-nascido. 
● COOMBS INDIRETO (TCI): 
Também chamado de Teste da 
Antiglobulina Indireta. Detecta 
anticorpos livres no plasma, antes 
que eles se liguem às hemácias. 
Como é realizado? Mistura-se o Soro do 
paciente e Hemácias teste (com antígenos 
conhecidos). Após incubação, adiciona-se o 
soro de Coombs (AGH). 
Se ocorrer aglutinação: Existem anticorpos 
circulantes no plasma. Utilizado em Pesquisa 
de anticorpos irregulares, Prova de 
compatibilidade (prova cruzada), Avaliação 
pré-transfusional, Pré-natal de gestantes Rh 
negativas. 
Coombs Direto Coombs Indireto 
Pesquisa anticorpos 
ligados às hemácias 
Pesquisa anticorpos livres 
no plasma 
Usa hemácias do paciente Usa soro do paciente 
Diagnóstico de hemólise Triagem antes da hemólise 
Avalia o que já aconteceu Avalia o risco de acontecer 
● D FRACO: Algumas pessoas 
possuem o antígeno D em 
quantidade muito pequena. Nesses 
casos, a tipagem Rh pode 
inicialmente parecer negativa. Por 
isso realiza-se a pesquisa do D Fraco, 
um teste complementar para detectar 
pequenas quantidades do antígeno 
D. 
Como é feita a pesquisa do D Fraco: 
Quando a tipagem inicial para Anti-D é 
negativa as hemácias são incubadas com 
Anti-D e após incubação e lavagens, 
adiciona-se o soro de Coombs (AGH). Se 
ocorrer aglutinação: O paciente possui D 
Fraco. 
Importância Clínica 
● Doadores: Se apresentarem D Fraco 
são considerados Rh positivo,pois 
suas hemácias possuem o antígeno D 
e podem sensibilizar receptores Rh 
negativos. 
● Receptores: Em muitos protocolos 
transfusionais, indivíduos com D 
Fraco podem ser tratados como Rh 
negativo para reduzir o risco de 
sensibilização, especialmente em 
mulheres em idade fértil. Essa 
conduta pode variar conforme os 
protocolos e os métodos laboratoriais 
utilizados. 
DOENÇA HEMOLÍTICA DO 
RECÉM-NASCIDO - (Eritroblastose 
Fetal): É uma doença causada pela 
incompatibilidade entre o fator Rh da mãe e 
do bebê. O caso clássico ocorre quando a é 
mãe Rh negativo e o Bebê Rh positivo. 
Como ocorre: Na primeira gestação, 
normalmente não há mistura importante 
entre o sangue materno e fetal. No parto 
parte das hemácias do bebê pode entrar na 
circulação materna. Logo, a mãe entra em 
contato com o antígeno D e passa a produzir 
Hematologia 
anticorpos Anti-D. Geralmente, o primeiro 
bebê não é afetado. 
Na Segunda gestação: Se o próximo bebê 
também for Rh positivo, os anticorpos 
Anti-D maternos atravessam a placenta, e 
ligam-se às hemácias fetais, ocasionando uma 
hemólise, que leva a uma anemia ao feto, 
abortos, deficiencias e outros. 
Nos casos graves: 
● icterícia intensa; 
● hidropisia fetal; 
● insuficiência cardíaca fetal; 
● óbito. 
Diagnóstico: 
● Na gestante 
Coombs Indireto → pesquisa anticorpos 
Anti-D livres no plasma. 
● No recém-nascido: 
Coombs Direto → verifica se as hemácias do 
bebê já estão revestidas por anticorpos 
maternos. 
Prevenção: A prevenção é feita com a 
administração de imunoglobulina anti-D 
para gestantes Rh negativas não 
sensibilizadas. 
Ela impede que o sistema imunológico da 
mãe produza anticorpos Anti-D. 
Costuma ser administrada durante a gestação 
e novamente após o parto quando o bebê é 
Rh positivo. 
 
 RESUMO 
● Coombs Direto = anticorpos 
aderidos às hemácias. 
● Coombs Indireto = anticorpos livres 
no plasma. 
● Direto = hemólise em andamento. 
● Indireto = pesquisa de anticorpos 
antes da hemólise. 
● D Fraco = baixa expressão do 
antígeno D. 
● Mãe Rh− + bebê Rh+ = risco de 
eritroblastose fetal. 
● Gestante = Coombs Indireto. 
● Recém-nascido = Coombs Direto. 
 
VHS (Velocidade de 
Hemossedimentação):é um 
exame laboratorial que mede a velocidade 
com que as hemácias sedimentam (descem) 
em uma coluna de sangue anticoagulado 
durante um período de 1 hora. É um exame 
inespecífico, utilizado como marcador de 
processos inflamatórios, infecciosos e algumas 
doenças autoimunes. Ele não identifica qual 
doença o paciente possui, apenas indica que 
pode existir um processo inflamatório em 
andamento. 
Quando o sangue é colocado em um tubo na 
posição vertical e permanece em repouso, as 
hemácias começam a sedimentar pela ação da 
gravidade. A distância percorrida pelas 
hemácias em 1 hora corresponde ao valor do 
VHS. A unidade utilizada é: mm/h 
(milímetros por hora). 
O exame baseia-se na capacidade das hemácias 
de sedimentarem em um tubo graduado 
contendo sangue anticoagulado. Quanto 
maior a agregação das hemácias, mais 
rapidamente elas sedimentam. 
Na rotina laboratorial, o método de 
referência é o método de Westergren. 
 
● Método de Westergren: É o 
método mais utilizado para 
determinação do VHS. 
Como é realizado? 
➔ Coleta-se sangue em tubo com 
anticoagulante. 
➔ O sangue é colocado em um tubo 
graduado na posição vertical. 
➔ Aguarda-se 1 hora. 
➔ Mede-se a distância percorrida pelas 
hemácias. Essa distância corresponde 
ao valor do VHS. 
 
Hematologia 
As três fases da sedimentação 
1ª Fase – Agregação: As hemácias começam 
a se aproximar e formar pequenos agregados. 
Essa fase é relativamente lenta. 
2ª Fase – Sedimentação: Os agregados 
tornam-se maiores. É a fase mais rápida da 
sedimentação. 
3ª Fase – Empacotamento: As hemácias se 
acumulam no fundo do tubo. A velocidade 
diminui novamente. 
 
↪O que aumenta o VHS? O VHS aumenta 
principalmente quando existem proteínas 
inflamatórias no sangue, como o 
fibrinogênio, que favorecem a formação de 
agregados de hemácias. Pode estar aumentado 
em infecções, doenças inflamatórias, doenças 
reumatológicas, neoplasias, gestação e 
anemia. 
↪O que diminui o VHS? policitemia 
(aumento do número de hemácias), anemia 
falciforme, esferocitose e alterações 
importantes da forma das hemácias. Nessas 
situações, a sedimentação fica mais difícil. 
 
Correlações Clínicas: O VHS pode auxiliar 
no acompanhamento de diversas doenças. 
● Infecções: O VHS geralmente 
encontra-se elevado. 
● Doenças autoimunes: Pode 
apresentar aumento importante. 
Exemplos: artrite reumatoide e lúpus 
eritematoso sistêmico. 
● Neoplasias: Alguns tumores podem 
cursar com VHS elevado. 
● Anemias: Em várias anemias, 
especialmente quando há redução do 
hematócrito, o VHS pode estar 
aumentado. 
Tratamento: O VHS também pode ser 
utilizado para acompanhar a resposta ao 
tratamento. Se a inflamação diminuir → O 
VHS tende a reduzir. 
OBS: O VHS não é um exame 
diagnóstico. Ele deve sempre ser 
interpretado juntamente com outros exames 
laboratoriais (como PCR, hemograma, entre 
outros). 
RESUMO: 
● Mede a velocidade de sedimentação 
das hemácias em 1 hora. 
● Método de referência = Westergren. 
● Fases = agregação → sedimentação 
→ empacotamento. 
● VHS ↑ = inflamação, infecção, 
doenças autoimunes, neoplasias e 
algumas anemias. 
● VHS ↓ = policitemia e alterações 
importantes da forma das hemácias. 
● Exame inespecífico. 
	Hemograma: O hemograma é um dos exames laboratoriais mais solicitados na prática clínica. Seu objetivo é avaliar quantitativa e qualitativamente as células presentes no sangue, auxiliando no diagnóstico de diversas doenças, como anemias, infecções, inflamações, distúrbios hematológicos e alterações da coagulação. 
	Composição do Hemograma (3 composições): 
	1. Eritrograma: consiste na análise das células vermelhas, os eritrócitos. São responsáveis de oxigênio. São analisados em: 
	 
	2. Leucograma: contagem global e específica dos leucócitos. Responsáveis pela defesa. Inclui: 
	 
	3. Plaquetograma: Avaliação quantitativa e qualidade das plaquetas. Quando elevada indica trombos e quando baixa, indica hemorragias. Inclui: 
	Valores de Referência (Adultos): 
	Série Vermelha 
	Índices Hematimétricos: 
	Leucócitos: 4.000 a 10.000/µL 
	Plaquetas: 150.000 a 400.000/µL 
	O que significa cada alteração: 
	●​Série Vermelha: 
	●​Série Branca: 
	●​Alta de Leucócitos - Leucocitose. 
	●​Plaquetas: 
	Valores Críticos: Existem resultados que exigem atenção imediata. 
	 RESUMO: 
	Série Vermelha E Relação Entre Os Índices Hematimétricos 
	Hemácias (Eritrócitos): São as células responsáveis pelo transporte de oxigênio e dióxido de carbono. Sua principal proteína é a Hemoglobina. 
	Alguns fatores contribuem para seu aumento: 
	Alguns fatores contribuem para sua diminuição: 
	●​Quando diminui? Anemia. 
	●​Quando aumenta? policitemia ou desidratação. 
	Hematócrito (Ht): Representa a porcentagem do sangue ocupada pelas hemácias. Representa cerca de o dobro ou triplo da hemoglobina. 
	●​Quando diminui? anemia, hemorragia, hiper-hidratação. 
	●​Quando aumenta? desidratação ou policitemia. 
	Índices Hematimétricos 
	VCM (Volume Corpuscular Médio): O tamanho médio das hemácias. Vê macrocitose e microcitose. Possui uma margem de erro, esconde informações na média. 
	Interpretação: 
	Baixo VCM = Microcitose (Hemácias pequenas). Principais causas: anemia ferropriva, talassemia. 
	Alto VCM = Macrocitose. Principais causas: deficiência de B12 e de ácido fólico. 
	 
	HCM (Hemoglobina Corpuscular Média): A quantidade média de hemoglobina presente em cada hemácia. Dosada em picogramas. 
	Baixo HCM = Hipocromia, significa que há pouca hemoglobina na hemácia. 
	Alto HCM: Geralmente acompanha macrocitoses. 
	CHCM (Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média): A concentração de hemoglobina dentro das hemácias. 
	Interpretação: 
	Baixa CHCM: Indica Hipocromia. 
	Alta CHCM: Mais raro. 
	 
	RDW:A variação do tamanho das hemácias, ou seja, ele compara a maior célula damenor 
	Interpretação: 
	RDW aumentado: + 15%, indica anisocitose. Ou seja, Hemácias com tamanhos diferentes. 
	RELAÇÃO ENTRE OS ÍNDICES HEMATIMÉTRICOS 
	➢​PASSO 1: Hemoglobina baixa? Se sim, Existe anemia. 
	➢​PASSO 2: Olhe o VCM. 
	●​Se VCM baixo: Indica Anemia microcítica. Associar deficiência de ferro e talassemia. 
	●​VCM normal: Anemia normocítica. Associar a hemorragia aguda, doença crônica, insuficiência renal. 
	●​VCM Alto: Anemia macrocítica. Pense em: deficiência de B12 e deficiência de ácido fólico. 
	➢​PASSO 3: Olhe HCM e CHCM. 
	➢​PASSO 4: Olhe o RDW. 
	 
	RESUMO: 
	Série Branca (Leucograma) 
	Leucócitos Totais - Valor de referência: 4.000 a 10.000/µL. 
	●​Se aumentar: Leucocitose. 
	Pode ocorrer em:infecções, inflamações, leucemias e estresse intenso 
	↪Leucócitos Relativos × Absolutos: 
	Valor Relativo: É a porcentagem (%) de cada tipo de leucócito. 
	Exemplo: Neutrófilos = 60% 
	Valor Absoluto: É o número real de células por microlitro (µL). 
	 Exemplo: Leucócitos totais = 8.000/µL 
	Exemplo: 
	Diferencial Leucocitário: identifica os cinco principais tipos de leucócitos. 
	1. Neutrófilos: Representam a maior população de leucócitos no sangue. 
	Função: são a primeira linha de defesa contra: Bactérias e fungo. 
	Se diminuídos, indicam Neutropenia. Pode ocorrer em: infecções virais; quimioterapia e depressão medular. 
	2. Linfócitos: são responsáveis pela imunidade específica. Aparecem em infecções virais. 
	 Incluem: 
	3. Monócitos: são grandes fagócitos. Quando entram nos tecidos, transformam-se em macrófagos. São responsáveis pela resposta a inflamação e apresentadores de antígenos 
	Quando aumentam? Monocitose. Pode ocorrer em infecções crônicas, tuberculose e doenças inflamatórias. 
	4. Eosinófilos: combatem parasitos e também participam das reações alérgicas. 
	Quando aumentam? Eosinofilia. Principais causas: alergias, parasitoses e asma. 
	5. Basófilos: liberam histamina e heparina. Participam das reações de hipersensibilidade. 
	Quando aumentam? Basofilia. Pode ocorrer em doenças mieloproliferativas e alergias extensas. 
	RESUMO: 
	 
	 
	Sistema Abo E Fator Rh: O sistema ABO e o sistema Rh são os principais sistemas de grupos sanguíneos utilizados na prática clínica. A determinação correta do grupo sanguíneo é indispensável para transfusões, transplantes e acompanhamento pré-natal, prevenindo reações transfusionais e doença hemolítica do recém-nascido. 
	O grupo sanguíneo é determinado pela presença ou ausência de antígenos na superfície das hemácias. Além disso, existem anticorpos circulando no plasma. 
	 
	Sistema ABO: O sistema ABO é determinado pela presença dos antígenos A e B na superfície das hemácias. Existem quatro grupos sanguíneos: 
	●​Tipo A Possui antígeno A E anticorpo Anti-B. 
	●​Tipo B: Possui antígeno B E anticorpo Anti-A. 
	●​Tipo AB: Possui antígeno A e B e não possui Anti-A nem Anti-B. 
	●​Tipo O: Não possui antígenos A nem B.Possui Anti-A e Anti-B. 
	 
	Compatibilidade Sanguínea 
	Quem pode doar para quem: 
	Sistema Rh: O sistema Rh é determinado principalmente pela presença ou ausência do antígeno D. 
	●​Rh Positivo: possui Antígeno D. 
	Antígeno × Anticorpo 
	Antígeno: Está na hemácia. 
	Anticorpo: Está no plasma. 
	Tipagem Sanguínea: A tipagem sanguínea é realizada para identificar o grupo ABO e o fator Rh do paciente. 
	●​Tipagem Direta: Também chamada de Pesquisa de antígenos. 
	Como é feita? Misturam-se as hemácias do paciente com soros reagentes: 
	●​Tipagem Indireta/ reversa: Também chamada de Pesquisa de anticorpos. Utiliza-se o soro do paciente 
	 
	RESUMO: 
	Coombs, D Fraco E Doença Hemolítica Do Recém-Nascido: Os testes de Coombs são exames imuno-hematológicos utilizados para detectar anticorpos ligados às hemácias ou livres no plasma. São fundamentais na investigação de doenças hemolíticas, reações transfusionais e acompanhamento de gestantes Rh negativas. 
	Teste de Coombs: O teste utiliza o soro antiglobulina humana (AGH), também chamado de Soro de Coombs. Esse reagente detecta anticorpos ou complemento aderidos às hemácias. 
	●​ COOMBS DIRETO (TCD): Também chamado de Teste da Antiglobulina Direta (TAD). 
	Detecta anticorpos ou complemento já aderidos às hemácias do paciente, ou seja, verifica se as hemácias estão sendo destruídas pelo próprio sistema imunológico. 
	Utilizado em Anemia hemolítica autoimune, Reação transfusional e Doença hemolítica do recém-nascido. 
	●​COOMBS INDIRETO (TCI): Também chamado de Teste da Antiglobulina Indireta. Detecta anticorpos livres no plasma, antes que eles se liguem às hemácias. 
	Como é realizado? Mistura-se o Soro do paciente e Hemácias teste (com antígenos conhecidos). Após incubação, adiciona-se o soro de Coombs (AGH). 
	Se ocorrer aglutinação: Existem anticorpos circulantes no plasma. Utilizado em Pesquisa de anticorpos irregulares, Prova de compatibilidade (prova cruzada), Avaliação pré-transfusional, Pré-natal de gestantes Rh negativas. 
	●​D FRACO: Algumas pessoas possuem o antígeno D em quantidade muito pequena. Nesses casos, a tipagem Rh pode inicialmente parecer negativa. Por isso realiza-se a pesquisa do D Fraco, um teste complementar para detectar pequenas quantidades do antígeno D. 
	●​Doadores: Se apresentarem D Fraco são considerados Rh positivo, pois suas hemácias possuem o antígeno D e podem sensibilizar receptores Rh negativos. 
	●​Receptores: Em muitos protocolos transfusionais, indivíduos com D Fraco podem ser tratados como Rh negativo para reduzir o risco de sensibilização, especialmente em mulheres em idade fértil. Essa conduta pode variar conforme os protocolos e os métodos laboratoriais utilizados. 
	DOENÇA HEMOLÍTICA DO RECÉM-NASCIDO - (Eritroblastose Fetal): É uma doença causada pela incompatibilidade entre o fator Rh da mãe e do bebê. O caso clássico ocorre quando a é mãe Rh negativo e o Bebê Rh positivo. 
	Como ocorre: Na primeira gestação, normalmente não há mistura importante entre o sangue materno e fetal. No parto parte das hemácias do bebê pode entrar na circulação materna. Logo, a mãe entra em contato com o antígeno D e passa a produzir anticorpos Anti-D. Geralmente, o primeiro bebê não é afetado. 
	Na Segunda gestação: Se o próximo bebê também for Rh positivo, os anticorpos Anti-D maternos atravessam a placenta, e ligam-se às hemácias fetais, ocasionando uma hemólise, que leva a uma anemia ao feto, abortos, deficiencias e outros. 
	Diagnóstico: 
	●​Na gestante 
	Prevenção: A prevenção é feita com a administração de imunoglobulina anti-D para gestantes Rh negativas não sensibilizadas. 
	VHS (Velocidade de Hemossedimentação):é um exame laboratorial que mede a velocidade com que as hemácias sedimentam (descem) em uma coluna de sangue anticoagulado durante um período de 1 hora. É um exame inespecífico, utilizado como marcador de processos inflamatórios, infecciosos e algumas doenças autoimunes. Ele não identifica qual doença o paciente possui, apenas indica que pode existir um processo inflamatório em andamento. 
	Quando o sangue é colocado em um tubo na posição vertical e permanece em repouso, as hemácias começam a sedimentar pela ação da gravidade. A distância percorrida pelas hemácias em 1 hora corresponde ao valor do VHS. A unidade utilizada é: mm/h (milímetros por hora). 
	 
	●​Método de Westergren: É o método mais utilizado para determinação do VHS. 
	Como é realizado? 
	 
	As três fases da sedimentação 
	1ª Fase – Agregação: As hemácias começam a se aproximar e formar pequenos agregados. Essa fase é relativamente lenta. 
	2ª Fase – Sedimentação: Os agregados tornam-se maiores. É a fase mais rápida da sedimentação. 
	3ª Fase – Empacotamento: As hemácias se acumulam no fundo do tubo. A velocidade diminui novamente. 
	↪O que aumenta o VHS? O VHS aumenta principalmente quando existem proteínas inflamatórias no sangue, como o fibrinogênio, que favorecem a formação de agregados de hemácias. Pode estar aumentado em infecções, doenças inflamatórias, doenças reumatológicas, neoplasias, gestação e anemia. 
	↪O que diminui o VHS? policitemia(aumento do número de hemácias), anemia falciforme, esferocitose e alterações importantes da forma das hemácias. Nessas situações, a sedimentação fica mais difícil. 
	 
	Correlações Clínicas: O VHS pode auxiliar no acompanhamento de diversas doenças. 
	●​Infecções: O VHS geralmente encontra-se elevado. 
	●​Doenças autoimunes: Pode apresentar aumento importante. Exemplos: artrite reumatoide e lúpus eritematoso sistêmico. 
	●​Neoplasias: Alguns tumores podem cursar com VHS elevado. 
	●​Anemias: Em várias anemias, especialmente quando há redução do hematócrito, o VHS pode estar aumentado. 
	Tratamento: O VHS também pode ser utilizado para acompanhar a resposta ao tratamento. Se a inflamação diminuir → O VHS tende a reduzir. 
	OBS: O VHS não é um exame diagnóstico. Ele deve sempre ser interpretado juntamente com outros exames laboratoriais (como PCR, hemograma, entre outros). 
	RESUMO:

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