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Li vr o 1 Assunto Apostila Exercícios Revisão Rendimento % Coordenadas Geográficas Geologia e Geomorfologia Relevo Hidrografia Climatologia e Climas do Brasil Vegetação do Brasil e do Mundo Atividade Industrial Espaço Industrial Geografia PLANEJAMENTO Livro 1 #EsseAnoVai! Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Índice Geologia e Geomorfologia 11 Hidrografia 25 Climatologia e Climas do Brasil 39 Vegetação do Brasil e do Mundo 52 Coordenadas Geográficas 3 Relevo 20 Espaço Industrial 75 Atividade Industrial 67 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Sinônimos: Norte: Setentrional e Boreal Sul: Meridional e Austral Leste: Ocidental Oeste: Oriental Sistema de localização criado a partir de linhas imaginárias que cortam o planeta Terra. Atrás dos encontros entre essas linhas é possível localizar qualquer ponto na superfície terrestre. Rosa dos Ventos Coordenadas Geográficas 3 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Coordenadas Geográficas Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Linhas imaginárias que cortam a Terra no sentido horizontal. Paralelos principais: Linha do Equador – principal paralelo, divide o planeta em hemisfério Norte e Sul. Trópico de Câncer – Hemisfério Norte Trópico de Capricórnio – Hemisfério Sul Círculo Polar Ártico – Hemisfério Norte Círculo Polar Antártico – Hemisfério Sul Latitude: Medida em graus de um ponto qualquer na Terra em relação a linha do Equador. Varia de 0 a 90º tanto para o hemisfério Norte quanto para o Hemisfério Sul. OBS: quanto menor a latitude, maior a temperatura. Os paralelos são usados para demarcar as Zonas Climáticas. São linhas imaginárias que cortam a Terra de um polo ao outro. Paralelos fazem um círculo, Meridianos fazem semicírculos. Meridiano Principal: Greenwich Ele e seu antimeridiano (Linha Internacional de Data) juntos dividem o planeta em Hemisfério Leste e Hemisfério Oeste. Longitude: Medida em graus de um ponto qualquer na Terra em relação ao meridiano de Greenwich Varia de 0 a 180º tanto para Leste, quanto para Oeste. A longitude é a base do sistema de fusos horários que nós usamos. Coordenada Geográfica é o encontro de um paralelo com um meridiano formando um ponto de localização no sistema de coordenadas geográficas. 4 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Paralelos Meridianos Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com ROTAÇÃO: Movimento que a Terra faz em torno do seu próprio eixo. Duração: 24 horas Consequências: alternância entre dias e noites, circulação do ar e correntes marítimas. Equinócio: Ocorre quando os raios solares perpendiculares atingem a Linha do Equador, gerando uma igual iluminação entre os hemisférios. Acontece nos dias 21/03 e 23/09. Dia e Noite com a mesma duração: 12 horas Marca o início da primavera e do outono. Solstício: Ocorre quando os raios perpendiculares incidem sobre um dos trópicos, gerando a maior iluminação em um dos trópicos e a menor iluminação no outro. Acontece nos dias 21/06 no Trópico de Câncer e 21/12 no Trópico de Capricórnio. Maior período de claro e menor período de escuro (noite). Marca o início do verão e do inverno. TRANSLAÇÃO: Movimento que a Terra faz em torno do Sol. Duração: 365 dias e 6 horas Consequências: Estações do ano. OBS: Inclinação do eixo terrestre. 5 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Movimentos da Terra Solstício e Equinócio Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com As estações do ano ocorrem de maneira inversa nos hemisférios norte e sul Sistema de Fusos Horários surgiu em 1884 como forma de padronizar as horas do mundo através do uso dos meridianos. O horário base é o do Meridiano de Greenwich. Objetivo: facilitar a comunicação e o comércio. Fuso Horário é uma faixa de 15º de longitude que equivale a uma hora. Sentido leste adianta (aumenta as horas). Sentido oeste atrasa (diminui as horas). 5 G EO G R A FI A | LI V R O 1 A dinâmica das estações do ano Fusos Horários Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Projeções Cartográficas são técnicas de reproduzir a Terra que possui formato esférico no plano, possibilitando a confecção de mapas. A única forma de representação fiel da Terra é o Globo, devido ao seu formato idêntico ao do Planeta. Porém o Globo possui algumas desvantagens: Tamanho reduzido – o que leva a uma falta de detalhes Não simultaneidade – não é possível ver o todos os países ao mesmo tempo. Devido a mudança do formato TODA PROJEÇÃO TEM DISTORÇÃO. Escala é a relação matemática (proporção) entre a realidade e a representação. Mostra quantas vezes o real foi reduzido na representação. Dois tipos: Brasil possui quatro Fusos Horários 2h GMT: Ilhas 3h GMT: Fuso Principal, abrange toda a região Sul, Sudeste, Nordeste, Goiás, Tocantins, Pará e Amapá. 4h GMT: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima e Amazonas. 5h GMT: Acre e parte do Amazonas. 6 Escala Fusos no Brasil G EO G R A FI A | LI V R O 1 Projeções Cartográficas Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com 7 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Projeção Cilíndrica Projeção Cônica Projeção Plana Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com É uma forma de representação do espaço geográfico em que a forma dos territórios é redesenhada, sofrendo uma deformação proporcional ao tema de interesse. Anamorfose de população: grande população território aparece maior do que realmente é. Menor população, território aparece menor do que realmente é. 8 Anamorfose G EO G R A FI A | LI V R O 1 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com É a técnica de obtenc ̧ão de informac ̧ões acerca de um objeto, área ou feno ̂meno localizado na Terra, sem que haja contato físico com o mesmo. As informac ̧ões podem ser obtidas através de radiac ̧ão eletromagnética, gerada por fontes naturais (sensor passivo), como o Sol, ou por fontes artificiais (sensor ativo), como o radar. São apresentadas na forma de imagens, sendo mais utilizadas, atualmente, aquelas captadas por sensores óticos orbitais localizados em satélites. 9 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Sensoriamento Remoto Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Ciência que estuda a formação e as transformações ocorridas na crosta terrestre. Formação e desenvolvimento do relevo. Tempo Humano x Tempo Geológico: O tempo geológico refere-se ao processo de surgimento, formação e transformação do planeta Terra. O tempo histórico, por sua vez, faz referência ao surgimento das civilizações humanas e sua capacidade de comunicação escrita. Crosta Terrestre: Camada externa com espessura média de 70 km de profundidade. Dividida em duas grandes camadas: SIAL – Silício e Alumínio SIMA – Silício e Magnésio Camada descontínua formada por várias partes chamadas de placas tectônicas. Manto: Camada intermediária formada por rocha derretida. Material pastoso chamado de Magma. Principal rocha é o basalto Observações: Astenosfera: camada superior do manto. Solosbasálticos – altamente férteis. Geologia Estrutura da Terra 10 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Geologia e Geomorfologia Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Núcleo: Camada interna da Terra composta principalmente por metais. NIFE: Ferro e Níquel Núcleo externo: líquido Núcleo interno: sólido G EO G R A FI A | LI V R O 1 11 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Publicada em 1915 por Alfred Wegener A Terra era um grande continente que se fragmentou e movimentou até a configuração atual. Não sabia explicar como isso ocorreu. Indícios usados por ele: Contorno dos continentes Semelhanças entre composição de rochas Similaridade de fósseis Existência de carvão mineral em regiões de clima polar. Teoria da Deriva Continental 12 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Década de 1960. Avanço da Teoria da Deriva Continental Placas tectônicas flutuam sobre o mando devido as correntes de convecção. Usada para explicar a maioria dos fenômenos geológicos. Chamados também de formadores do Relevo Tem sua origem na movimentação de placas. Orogênese: Movimento brusco que deforma a crosta criando montanhas. Movimentos horizontais. Ocorreu de forma intensa na Era Cenozoica período Terciário Formação das cadeias montanhosas Placas Convergentes Epirogênese: Movimento lento e contínuo que deforma a crosta criando falhas ou dobras. Movimentos verticais Tipos de Placas Placas convergentes: → Placas divergentes: → 13 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Teoria das Placas Agentes Internos Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Tremores de terra causado pelo atrito entre as placas no processo de acomodação. Ocorre principalmente onde nas bordas das placas. Placas Convergentes Medido pela escala Richter: Magnitude 14 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Abalos Sísmicos Escala Richter Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Quando material do interior da Terra é expelido para a superfície. Pode ser lava, cinzas ou gás. Aliviar a pressão interna da Terra. Ocorre nos encontros de placas Destaque para o Círculo de Fogo do Pacífico 14 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Vulcanismo Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Também chamados de modeladores do relevo. São eles: Rios, chuva (mais forte), gelo, vento, seres vivos Erosão: perda de sedimentos Sedimentação/Deposição: ganho de sedimentos Obs: Voçorocas - isto é formação de grandes buracos de erosão causados pela chuva e intempéries, em solos onde a vegetação é escassa e não mais protege o solo, que fica cascalhento e suscetível de carregamento por enxurrada. Processos de degradação ou decomposição das rochas. O Solo é formado por fragmentos de rocha que sofreram intemperismo. Intensidade do intemperismo interfere na formação do solo. Intemperismo Físico: Quebra – Degradação mecânica da rocha Agente: Temperatura Predomina em locais secos e frios Intemperismo Químico: Decomposição da rocha. Tipo mais forte de intemperismo Agente: Água Predomina em locais úmidos. Rochas Magmáticas ou Ígneas: Tem sua origem na solidificação do magma. Intrusivas ou Plutônicas: Resfriamento e Solidificação no interior da Terra. Processo lento -> formação de cristais Exemplo: Granito e Gabro. Extrusivas: Resfriamento e solidificação na superfície. Resfriamento rápido -> rochas escuras e opacas Exemplo: Basalto e Granito respectivamente. Rochas Sedimentares: Formadas pela deposição e compactação de sedimentos No processo de formação das rochas sedimentares, os detritos se acumulam e se consolidam em camadas de estratos. Exemplos: Arenito, Argila e Carvão Mineral Intemperismo Biológico: causado por seres vivos. Pode ser Biológico Físico ou Biológico Químico Agentes Externos 15 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Intemperismos Tipos de Rocha Processos Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Formadas a partir da transformação de outras rochas (magmáticas e sedimentares), quando submetidas a certas condições de umidade, calor e pressão no interior da Terra. A rocha transformada adquire novas características e tem sua composição alterada. Exemplos: Quartzito e Mármore. São grandes formações rochosas que servem de base para a origem e evolução dessas formas e, por isso, não podem ser vistas em uma simples observação da paisagem. Temos três estruturas geológicas: 16 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Rochas Metamórficas Estrutura Geológica Dobramentos Modernos: Estrutura mais recente. Formada por orogêneses ocorridas na Era Cenozoica, no Período Terciário. Esses dobramentos dão origem a forma de relevo conhecida como montanha, marcado por sua grande altitude. Por ser uma área de encontro de placas é comum a ocorrência de atividades sísmicas nessa estrutura. Exemplos: Cordilheira dos Andes e Himalaia. 1 Maciços Antigos ou Escudos Cristalinos: Estrutura mais antiga, data da Era Pré-Cambriana. Formou- se no início do processo de solidificação da crosta. Com isso, foram mais de 4 bilhões de anos de erosão, dando origem a uma estrutura bastante desgastada. Importância econômica: essa formação é possível encontrar minerais metálicos. 2 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com 17 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Bacias Sedimentares: formada desde a Era Paleozoica até a Cenozoica. Sua formação deu-se pelo acúmulo de sedimentos, tanto de rochas, quanto sedimentos orgânicos. Em geral são áreas com menores altitudes. Importância Econômica: nessa estrutura é possível encontrar combustíveis fósseis, como carvão mineral e petróleo. 3 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com NÃO possui dobramentos modernos 36% Escudos Cristalinos Escudo das Guianas Escudo Central Escudo Atlântico 64% Bacias Sedimentares Destaque para a Bacia Sedimentar do Paraná Presença de solos basálticos (terra roxa) Formação Geológica do Brasil 18 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Relevo do Brasil Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Montanhas: a característica principal das montanhas são as altitudes elevadas, justamente por isso, todos os pontos mais altos do planeta são montanhas. Na geologia, elas são consideradas formações relativamente novas. Planalto: relevo com predomínio de processos erosivos delimitado por declives. Regra geral (existem exceções) Planaltos Cristalinos: maiores altitudes e formação em serras Planaltos Sedimentares: menores altitudes e formação em chapadas Planície: terrenos PLANOS com predomínio de sedimentação com aclives em suas bordas. Em geral estão entre 0 a 200m de altitude Depressão Absoluta: terrenos abaixo do nível do mar Relativa: terreno mais baixo que seus terrenos adjacentes Antigo – base geológica antiga e sem presença de dobramentos modernos Desgastado (ou Erodido) – sofreu forte ação dos agentes externos Baixo – 97% tem menos de 1000m de altitude. 75% não atinge 500mde altitude Estável – por estar no meio da placa sul- americana não possui vulcões e nem abalos sísmicos de grande magnitude Predomínio de planaltos e depressões 19 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Formas de relevo Relevo Brasileiro Características Gerais Abalos Sísmicos no Brasil são sempre de baixa magnitude, pois o Brasil encontra-se no centro da Placa Sul-americana, logo distante das áreas de choque entre placas. Os abalos que temos são decorrentes de falhas geológicas e não choque de placas, por isso, falamos que o Brasil não tem terremoto. ! Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Uma das primeiras classificações para o relevo brasileiro Brasil poderia ser classificado em grandes unidades de planaltos e planícies, com seus estudos propôs a divisão do Planalto Brasileiro em Planalto Atlântico, Planalto Central e Planalto Meridional. Essa classificação tem por base a altimetria do relevo: as planícies são áreas que alcançam 200 m de altitude; os planaltos são áreas que superam essa altitude. Manteve a divisão em planaltos e planícies, porém dividiu o Planalto Brasileiro em Planalto Central, Planalto do Maranhão-Piauí, Planalto Nordestino, Planalto do Leste e Sudeste e planalto Meridional. Esses cinco planaltos foram definidos segundo critérios geomorfológicos estruturais, ou seja foram combinadas as formas com base em sua geologia. Planaltos e Planícies Na classificação do Prof. Aziz, os planaltos são áreas em que o processo de erosão é mais intenso do que o de sedimentação e as planícies são as áreas em que vem ocorrendo o contrário. 21 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Aroldo de Azevedo - 1940 Aziz Ab’ Sáber - 1960 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Atual de classificação do relevo brasileiro é feita pelo professor Jurandyr Ross . Baseou-se nos trabalhos anteriores – dos professores Aroldo de Azevedo e Ab`Saber – e nos relatórios, mapas e fotos produzidos pelo Projeto Radam Brasil O professor Jurandyr Ross da uma nova definição para os conceitos de planícies e planaltos e introduz uma nova forma de relevo, as depressões. O resultado de seu trabalho foi a identificação de 28 unidades de relevo que resultaram da ação de processos erosivos distintos em uma base litológica também distinta. 22 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Jurandir Ross - 1990 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com É uma representação ortográfica nos planos cartesianos de um corte vertical do terreno segundo uma direção de um corte previamente escolhido, de tal forma que seja possível representar intuitivamente os desníveis e a topografia do terreno. 20 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Perfil Topográfico Brasileiro Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com 97,5% Oceanos e mares. 2,5% Águas Continentais 69% Calotas Polares 30,3 % Águas Subterrâneas 0,7% Rios e Lagos. A aparente abundância de água não reflete como ela está realmente distribuída e é um recurso cada vez mais escasso nos dias atuais. Distribuição de água no planeta 23 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Hidrografia Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Estresse hídrico é a relação entre disponibilidade, consumo, precipitação e evaporação. Alto estresse hídrico pode ser causado tanto pela falta de água quanto pela grande densidade demográfica, resultando num enorme consumo. Escassez física: característica natural de falta de água no território. Escassez econômica: falta de capacidade do país em criar um sistema de água que abasteça toda a população. Alguns países com boa quantidade de água passam por problemas de acesso a essa água. Infraestrutura é cara para ser implementada. 24 Disponibilidade de água por pessoa G EO G R A FI A | LI V R O 1 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com A agricultura é a atividade que mais consome água. O processo de irrigação tem muita perda por evaporação fazendo com que o volume necessário para essa atividade seja sempre muito alto. G EO G R A FI A | LI V R O 1 Acesso à água potável e uso de água no mundo por setor 25 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com É preciso descontruir a ideia que o uso de água está relacionado a água que sai da torneira. O uso indireto de água é muito relevante e retrata a condição econômica da pessoa ou do país. Quanto melhor a condição econômica, maior seu consumo e consequentemente o seu uso de água de forma indireta. 26 Uso indireto de água G EO G R A FI A | LI V R O 1 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Rede Hidrográfica: conjunto de rios de uma bacia, formado pelo rio principal e seus afluentes. Bacia Hidrográfica: área drenada pelo rio principal e seus afluentes - rede hidrográfica. Divisores de águas: elevações no terreno de limitam as bacias hidrográficas, separando uma bacia da outra. Pode ser um planalto, uma serra, uma montanha ou outro tipo de elevação. 27 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Águas Continentais Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com G EO G R A FI A | LI V R O 1 Elementos das Bacias Hidrográficas (Geomorfologia fluvial) 25 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Nascente: Onde o rio começa, área de maior altitude do rio. Afluente: rio menor que deságua no rio principal. Alto curso: parte do rio próxima a nascente. Baixo curso: parte próxima da foz, de onde o rio deságua. Médio curso: parte intermediária do rio. Montante: sentido nascente do rio, contra o a correnteza. Jusante: sentido foz do rio, a favor da correnteza. Drenagem: A drenagem do tipo exorreica ocorre quando um rio nasce no interior do continente e segue até desaguar no mar. A drenagem do tipo endorreica ocorre quando um rio não desagua no mar, mas em outro rio ou lado, no interior do continente. Perenes e Intermitentes: Os rios intermitentes são aqueles cujos leitos secam ou congelam durante algum período do ano. Já os perenes, são os que correm durante o ano todo. No Brasil predominam os rios perenes, parte dos afluentes do São Francisco são intermitentes. Foz: A foz do rio é a região onde acaba o seu curso. Ela pode ser dividida em dois tipos: Foz estuário: quando as águas dos rios desaguam no mar ou oceano, através um único canal. Foz delta: quando as águas do rio desembocam no mar ou oceano através de redes de canais. 27 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Elementos do rio Classificações Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Muitos rios e poucos lagos. Bacias de vertente atlântica. Regime pluvial (chuva), cheias com as chuvas de verão. Predomínio de Foz em estuário. Predomínio de Rios de planalto. Maior bacia hidrográfica do mundo, corta 7 países. Rio Amazonas e parte dos afluentes são navegáveis. Maior potencial hidrelétrico do Brasil. Porém, pouco aproveitado: Impacto ambiental: alagamento em áreas de grande biodiversidade. Distância do Centro consumidor, região amazônica possui baixa densidade demográfica e o custo de transmissãode energia é alto. 29 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Hidrografica brasileira Principais Bacias Bacia Amazônica Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Fenômenos: Pororoca, ondas formadas do encontro das águas do rio com o mar e Igarapés, os “caminhos de canoa”, período onde a área de várzea fica navegável para pequanas embarcações como canoas. Nasce na Serra da Canastra (MG) passa pelo semiárido do Nordeste e deságua na divisa entre SE/AL. Rio Perene mesmo cortando o Sertão, entretanto parte de seus afluentes são rios temporários. É conhecido como rio da integração nacional por ligar o Sudeste ao Nordeste, as duas regiões mais populosas do Brasil. Nilo Brasileiro: São Francisco tem algumas semelhanças com o rio Nilo. Ambos correm no sentido sul- norte, cortam uma área muito seca e são perenes. Além disso, os dois são extremamente importantes para a vida na área abastecida por eles. Como diferença, o rio Nilo tem foz tem Delta e o São Franscisco em estuário. Bom potencial hidrelétrico devido ao relevo planáltico. Usina de Tucuruí (PA) – situada no Rio Tocantins é a maior usina 100% Nacional. Criada para atender o Complexo Carajás (mineração). A grande área de mineração e o polo de alumínio que surgiu na região consome a maior parte da energia gerada nessa usina. OBS: Ilha do Bananal – maior ilha fluvial do Mundo 30 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Bacia do São Francisco Rio Amazônas tem foz mista: parte em estuário parte em delta. Aumento das usinas hidrelétricas ao longo do século XXI. ! Bacia Tocantins-Araguaia Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Utilização e importância: Navegação – trecho navegável entre Pirapora (MG) até a divisa Petrolina (PE)/ Juazeiro (BA). Irrigação: fruticultura irrigada no médio São Francisco. Geração de Energia: Potencial Saturado. Possui seis usinas hidrelétricas nele e não existe mais capacidade de aumento de produção energética. Das seis usinas, destaque para a de Sobradinho que gerou o maior lago artificial do mundo, quatro cidades desapeceram e mais de 70 mil pessoas foram deslocadas. Abastecimento Urbano Transposição do Rio São Franscisco: Levar 1% das águas para rios e açudes no semiárido, dessa forma esses rios e açudes intermitentes tornariam-se perenes. Essa obra visa fomentar a agropecuária local melhorando a economia e a condição de vida da populção local. Em suma, possibilitar o desenvolvimento de atividades econômicas no Sertão. Desvantagens: Alto custo do projeto e aumento da concentração de terra. As terras beneficiadas pela transposição tendem a se valorizar e grandes proprietários locais acabarem dominando estas áreas. Esta obra começou no Governo Lula, passou por Dilma, Temer e Bolsonaro. 31 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com O novo desenho do São Francisco 32 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Formada pela união de 3 bacias: Bacia do Uruguai Bacia do Paraguai – abrange a região do Pantanal. Relevo de planície faz com que esse rio seja navegável. Por ele minério do Maciço do Urucum (MS) são levados para a Argentina. Bacia do Paraná: mais importante das três bacias. Maior produção de energia hidrelétrica devido ao relevo favorável e a proximidade do centro consumidor. Destaque para a Usina de Itaipu Usina de Itaipú: Com 20 unidades geradoras e 14 gigawatts (GW) de potência instalada, Itaipu fornece cerca de 10,8% da energia consumida no Brasil e 88,5% do consumo paraguaio. Reservatório geológico de água que ocorre em regiões de bacia sedimentar. A água fica armazenada entre os poros das rochas sedimentares. Dois tipos de aquíferos: Aquíferos livres ou lençóis freáticos: menores e mais limitados. Mais superficiais e por isso mais fácil de se usar. Aquíferos Confinados: Mais profundos. Cercado por rochas impermeáveis. Grande volume de água, entretanto sua extração é mais complexa e custosa. 31 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Bacia Platina Aquíferos no Brasil Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Aquíferos no Brasil 32 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Com 1,2 milhões de Km² abrange áreas do Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina. Sendo 800 km² no Brasil. Grande importância pois possui grande parte na área mais densamente povoada. Em contrapartida, já apresenta focos de contaminação por uso de agrotóxicos, adubos entre outros. Por ser um aquífero transfronteiriço é preciso acordos para regulamentar o uso das águas. 33 Aquífero Guarani G EO G R A FI A | LI V R O 1 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Elementos Atmosféricos TEMPERATURA: Fonte de energia é o Sol. Parte da radiação do sol (INSOLAÇÃO) é retida pela atmosfera. Parte é absorvida pela terra e água superficiais e emanam calor da superfície para cima. Albedo – é quantidade de radiação solar incidente no planeta que é devolvido para o espaço. 1 34 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Climatologia e Climas no Brasil Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Ventos constantes: Alísio – São ventos que sopram constantemente dos trópicos para o Equador e que por serem muitos úmidos, provocam chuvas nesses arredores onde ocorre o encontro desses ventos. Por isso, a zona equatorial é a região das calmarias equatoriais chuvosas. Contra-alísios – São ventos secos, responsáveis pelas calmarias tropicais secas. Sopram do Equador para os trópicos, em altitudes elevadas. UMIDADE DO AR: é a quantidade de vapor de água na atmosfera. Varia de acordo com a região e a época do ano. Umidade relativa dado em porcentagem em relação ao ponto de saturação do local. 100% significam chuva. Neve: ocorre em regiões de baixa temperatura, assim não há fusão do vapor de água. Granizo: gotas de água são levadas a camadas mais frias da atmosfera e transformam- se em gelo. Chuva: ocorre devido a 2 fatores, quando a umidade do ar atinge seu ponto de saturação e a queda da temperatura atmosférica. Existes 3 tipos de chuva. Chuva Orográfica, Chuva Frontal e Chuva Convectiva 38 G EO G R A FI A | LI V R O 1 PRESSÃO ATMOSFÉRICA: é o peso que o ar exerce sobre a superfície. O vento surge por causa das diferenças entre pressão atmosférica – das áreas de alta pressão (frio) para de baixa pressão (quente). 2 VENTO É o deslocamento de ar causado pela diferença de pressão atmosférica Alta Pressão → Baixa Pressão 3 Classificações dos ventos Precipitações Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Correntes Marítimas: são como “rios” dentro do mar. Correm sempre numa mesma direção e tem a temperatura como principal características. Correntes Quentes: podem amenizar o clima em algumas regiões. Exemplo: Corrente do Golfo atuando no clima da Europa. Correntes Frias: podem contribuir para a formação de desertos pois elas fornecem menos umidade para a atmosfera. Exemplo: Corrente de Benguela e Humbolt Posição Geográfica: Quanto menor a latitude maior a temperatura. Altitude: Quanto maior a altitudemenor a temperatura. Massas de Ar: Porção individualizada de ar que apresentam características próprias de temperatura e umidade. Maritimidade e Continentalidade Maritimidade é a proximidade ou influência dos oceanos. Ocorre predominantemente em áreas litorâneas. Menores Amplitudes Térmicas. Continentalidade: ausência da influência do oceânica ocorre em áreas situadas no interior dos continentes. Maiores Amplitudes Térmicas. Fatores que influenciam no clima 35 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Tipos de Chuvas Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com 36 Correntes ao redor do mundo G EO G R A FI A | LI V R O 1 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Aquecimento das águas do Pacífico Sul, próximo ao Peru causando mudanças no clima da região. Como ocorre: em certos anos os ventos alísios que saem do Pacífico Ocidental diminuem de velocidade e as águas quentes que iriam para a Austrália acumula-se na costa do Peru – corrente Humbolt. Consequências: redução da quantidade de peixes no Peru, alterações climáticas em toda a América do Sul, gerando também consequências econômicas. Brasil: aumenta as chuvas no Sul e intensificam as secas no Nordeste. Resfriamento das águas do Pacífico. Também leva a alterações climáticas em todo o globo facilitando a chegada das massas de ar frio vindas da Antártida. No Brasil: Intensifica o frio e o tempo seco no Acre, Rondônia, Centro Oeste e Sudeste. No Sul o frio se intensifica causando precipitação em forma de neve. Na América do Norte intensifica as chuvas. El Niño La Nina 37 G EO G R A FI A | LI V R O 1 El Ninõ e La Nina Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Clima Equatorial: quente e chuvoso o ano todo. Clima Tropical: médias térmicas altas. Verão chuvoso e inverno seco. 37 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Climas do Mundo Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Clima Subtropical: Verão quente, inverno frio. Chuvas bem distribuídas ao longo do ano. Clima temperado oceânico: Verão quente e inverno frio com temperaturas negativas. Chuvas bem distribuídas ao longo do ano Clima temperado continental: Verão mais ameno e inverno mais rigoroso. Chuvas bem distribuídas. Clima Mediterrâneo: Verão quente e seco, inverno ameno e chuvoso. Predomina no sul da Europa e Norte da África. Clima Frio ou Subpolar: verão ameno e inverno rigoroso, com baixos índices de precipitação anual. Neve por vários meses do ano. Ocorre em áreas no Canadá, Norte da Europa e Ásia. 38 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Clima Polar: Frio o ano todo, com baixa índice de precipitação. Invernos longos e rigorosos e verões com temperaturas na casa dos 10º C. Ocorre nas áreas próximas ao Círculos Polares Ártico e Antártico. Clima Desértico: Marcado pela baixa pluviosidade, ficando abaixo dos 250mm anuais. São grandes porções de ar características de temperatura, umidade e pressão bem definidas de acordo com seu local de origem. Ao se deslocarem influenciam no clima por onde passam. Massa de ar Equatorial Continental – mEc Quente e úmida Principal massa úmida – “rios voadores” Obs: bacia Amazônica e Floresta Amazônica. Massa de ar Equatorial Atlântica – mEa Quente e úmida Atua principalmente no litoral norte e nordeste. Massa de ar Tropical Continental – mTc Quente e seca Atua no verão principalmente no Centro- Oeste Brasil é um país com maior parte de seu território na Zona Tropical, com isso há predomínio de climas quentes. Sofremos a interferência de 5 massas de ar. 38 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Massas de ar no Brasil Clima do Brasil Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Massa de ar Tropical Atlântica – mTa Quente e úmida Atua no litoral de Santa Catarina até o Nordeste. Chuva Orográfica Massa de ar Polar Atlântica - mPa Fria e úmida Litoral: Pode chegar até o Nordeste e causar chuva frontal. Interior: Provoca brusca queda de temperatura. Pode causar geadas Amazônia: Chega na região Norte e causa leve queda de temperatura. “Friagem”. 38 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Localização: Região Amazônica. Quente e chuvoso o ano todo. Maior índice pluviométrico do Brasil. Menor amplitude térmica do país. Ocorrência de chuva convectiva. Localização: Porção central do Brasil – Centro- Oeste, parte do NE e SE. Altas médias térmicas. Verão quente e chuvoso, inverno ameno. Estiagem nos meses de inverno. Clima Equatorial Clima Tropical Típico (ou semiúmido) 39 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Climas do Brasil Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Localização: áreas próximas ao litoral do Rio Grande do Norte até São Paulo. Maior umidade devido a ocorrência constante de Chuva orográfica. Na região Nordeste chuvas concentradas no Inverno – Climograma de Maceió -AL. No Sudeste chuvas concentradas no verão – Climograma de Cubatão – SP. Localização: terra altas do Sudeste. Altitude acima dos 800m. Clima similar ao tropical com chuvas no verão e estiagem no inverno. Menores médias térmicas a altitude. 40 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Clima Tropical Úmido Clima Tropical de Altitude Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Localização: Sertão do Nordeste. Clima quente e seco o ano todo. Chuvas escassas e irregulares. Menor índice pluviométrico do Brasil. Localização: Região Sul. Verão quente e inverno frio. Chuvas bem distribuídas ao longo do ano. Pode ocorrer temperaturas abaixo de zero e neve nas áreas de maior altitude, como a Serra Gaúcha. Maior amplitude térmica entre os climas do país. 41 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Clima Semiárido Clima Subtropical Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com 37 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Climas do Brasil Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Por possuir grande diversidade climática, consequentemente apresentamos grande diversidade de biomas. O Brasil é um dos países de maior biodiversidade, com destaque para a Floresta Amazônica, Mata Atlântica e Cerrado. Localização: Área de Clima Equatorial Características: Latifoliada: folhas grandes e largas. Perene: folhas verdes o ano todo. Densa : mata fechada. Higrófila: possuem parte ou total submersão em água. Grande biodiversidade Estratificada (mata de várzea, mata de igapó e mata de terra firme) Vegetações do Brasil Floresta Amazônica 42 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Vegetação no Brasil e no Mundo Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Inicia na década de 70, com apoio de projetos governamentais para povoar a região norte. Causas: Projetos agropecuários. A pecuária causa mais impacto do que a agricultura. Extração de madeira. Extrativismo Mineral Construção de HidrelétricasMaiores desmatamentos registrados nos estados: PA O grande desmatamento da Amazônia desde 2019 gerou impactos negativos na imagem do Brasil com outros países. Esse desmatamento é um dos fatores que fazem o Acordo entre União Europeia e Mercusul não saia do papel. Localização: área próxima ao oceano e interior de SP Características Latifoliada Perene Densa Grande biodiversidade Desmatamento Inicia com o início da colonização e hoje atinge mais de 90% da área original. O que resta está fragmentado dificultando a preservação. Desmatamento Mata Atlântica 43 G EO G R A FI A | LI V R O 1 3 degraus de vegetação da Floresta Amazônica Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Desmatamento iniciado no século XVI. A maior parte da população brasileira ocupa área original de mata Atlântica. Causa do Desmatamento: Extração de pau-brasil Cultivo de cana-de-açúcar (NE) Cultivo de café (SE) Cultivos mais recentes: cacau, tabaco no NE. Cana e laranja no SE. Urbanização e industrialização HOTSPOT: grande biodiversidade e alto índice de desmatamento. É um dos biomas mais ameaçados de extinção do planeta Atualmente seus remanescentes ocorrem onde o relevo íngreme dificulta o acesso e a devastação 44 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Desmatamento na Mata Atlântica Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Ocorre principalmente na região sul – Clima Subtropical (Mais ameno) nas áreas de maiores altitudes (Planaltos da bacia do paraná) Mas também ocorre em serras e planaltos do sudeste (regiões elevadas). Características: Aciculifoliada Mata Aberta Homogênea Desmatamento na ordem de aproximadamente 95%. Desmatamento recente, começa na década de 50 Causas Cultivo da Soja. Indústria de papel e celulose Indústria de móveis Urbanização Localização: Parte do Piauí e do Maranhão. Marcado pela presença de da Carnaúba e do Babaçu. Área de transição entre clima seco da caatinga e úmido da região amazônica Predomínio das palmeiras, muito utilizadas para atividades extrativistas 45 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Mata das Araucárias Mata dos Cocais Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Área de transição com a Fl. Amazônica Óleo: Utilizado na indústria alimentícia e de cosméticos Folhas: Esteiras, chapéus, cestos Área de transição com a Caatinga Óleo do coco - Folhas cera e telhado - Madeira para construção As atividades extrativistas não prejudicam a mata A expansão da pecuária é uma forte ameaça 45 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Babaçu Carnaúba Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Localização: Brasil Central, muito característico no Centro-Oeste, e algumas áreas da Nordeste e Sudeste. Característica: Formado por dois estratos, um rasteiro e um arbustivo. Plantas de pequeno porte – arbustos Tronco retorcido Raízes profundas, para buscar água no subterrâneo Casca Grossa Mulheres que vivem do extrativismo vegetal do babaçu. "A gente costuma dizer que uma palmeira é uma mãe que dá sustento a uma família, a vários filhos", emenda a quebradeira Maria da Glória Belfort. 46 Cerrado Quebradeiras G EO G R A FI A | LI V R O 1 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Localização: Sertão Nordestino. Vegetação semiárida com grande biodiversidade Características: Plantas Xerófitas (adaptadas a pouca água). Presença de Espinhos e armazenam água. Desmatamento ligado a obtenção de lenha pela população local. Obs. Caatinga é uma área que corre risco de passar por um processo de desertificação. Localização: faixa litorânea. Raízes aéreas Plantas Halófitas Solo Lamacento. Grande quantidade de material orgânico. OBS: Berçários da vida marinha – Grande quantidade de matéria orgânica (Alimento) Desmatamento: ligado a ocupação urbana e derramamento de óleo em águas marinhas. Desmatamento crescente devido as novas fronteiras agrícolas a partir da década de 70. Principalmente pelo cultivo de grão. Causas: Incorporação de novas áreas para a agricultura comercial Cultivo de soja, milho, cana Pecuária bovina Urbanização. Hoje resta apenas 20% do Cerrado intacto. Caatinga Mangues 46 Desmatamento no Cerrado G EO G R A FI A | LI V R O 1 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Vegetação característica de solos arenosos e com alta salinidade Localização: faixa litorânea Características: Alta diversidade biológica. Ocorre na planície dos pampas, sul do RS. Característica: vegetação rasteira ou herbácea, como as gramíneas. Área história de pecuária extensiva de corte Localização: porção oeste do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Características: Formação complexa: alterna áreas de Floresta, Cerrado e Campos. Grande biodiversidade Grande área alaga (relevo de planície) Desmatamento: pecuária bovina 48 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Restinga Campos ou Pradarias Pantanal Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com 46 Vegetações do Mundo Vocabulário Acicular ou Aciculifoliada: folhas finas, em forma de agulhas. Latifoliada: plantas com folhas grandes e largas. Decídua (ou folhas caducas): plantas que perdem folhas em determinada época do ano. Perene: árvores possuem folhas verdes o ano todo. Higrófila: plantas adaptadas a climas muito úmidos. Xerófita: espécies adaptadas a climas muito secos. Heterogênea/Grande biodiversidade: grande variedade de espécies. Homogênea: pequena variedade de espécies. G EO G R A FI A | LI V R O 1 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com É considerado o bioma mais recente formado na Terra. Ocorre próximo ao Círculo Polar Ártico: Alasca, norte do Canadá, Groelândia, Escandinávia e norte da Rússia. Regiões extremamente frias com temperatura varia de -60ºC a 10ºC. É formado por musgos, liquens e plantas rasteiras. Vegetação que ocorre apenas no Hemisfério Norte entre latitudes 50º - 60º N. Está em uma área com Invernos muito rigorosos (neve) e verão quente. Suas principais características são: Plantas Coníferas. Floresta Homogênea. Folhas Aciculares e Perenes Pode ser encontrada em grandes extensões da Rússia, Alasca, Noruega, Suécia, Finlândia e Canadá. Seu desmatamento é associado ao seu uso pela indústria de papel e celulose e de madeira 48 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Tundra Taiga ou Floresta Boreal Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com 46 Floresta Temperada Vegetação Típica de Clima Temperado com estações do ano bem definidas. Sua característica mais marcante é a presença de plantas decíduas ou caducas. As folhas variam sua coloração durante o outono, indo de avermelhadas até tons de marrons e dourados. Logo no início do inverno perdem suas folhas, como forma de reduzir o metabolismo, que só voltam a aparecer na primavera. Recobria áreas da Europa, China, Japão, leste da América do Norte. Além de Chile, Nova Zelândia e Austrália. É considerado o bioma mais desmatado do mundo. Hoje essas áreas são emgeral densamente povoadas e com grande desenvolvimento urbano industrial. G EO G R A FI A | LI V R O 1 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com 46 Desertos e Semidesertos Regiões de chuvas raras e irregulares, baixa umidade do ar e solo empobrecido. Marcados por alta amplitude Térmica e presença de solos pobres (arenosos e pedregosos). Neste tipo de condição vamos encontrar as Plantas Xerófitas. As quais tem como característica serem sempre de pequeno porte. Os desertos ocupam1/5 da superfície da Terra. OBS: Caatinga é um semideserto G EO G R A FI A | LI V R O 1 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Formação típicas de regiões tropicais, com verões chuvosos e invernos secos. Normalmente encontrada entre biomas de floresta e de desertos. É composta por dois estratos, um arbóreo e um rasteiro, logo, gramíneas e árvores esparsas. É um bioma de grande biodiversidade e destaca- se no continente africano. Sofre impactos devido a expansão das áreas de extrativismo mineral e da agropecuária. 48 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Savanas Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com 46 Florestas Tropicais ou Úmidas Ocorre na zona Intertropical, devido a temperatura elevada e grande umidade, é o bioma com maior biodiversidade do planeta. Apesar de podermos criar subgrupos elas apresentam características comuns: Grande biodiversidade Perenes Higrófila Latifoliada Exemplo: Floresta Amazônica, Mata Atlântica e Floresta do Congo. Por se localizar em países subdesenvolvidos sofre desmatamento com o avanço da agropecuária e aumento dos índices de urbanização. G EO G R A FI A | LI V R O 1 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Encontrada basicamente nas regiões próximas ao mar mediterrâneo – sul da Europa e norte da África e oeste da Ásia. Também ocorre no Chile, EUA, sul da África e Austrália. Está dividida em dois grupos: Maquis: formação mais densa com arbustos e árvores Garrigues: formação aberta composta por arbustos. Bioma de vegetação rasteira em ambiente frio e/ou seco. Muito comum na transição entre desertos e florestas. Ocorrência: EUA, Mongólia, Sibéria (Rússia) e China Vegetação rasteira em climas mais úmidos. São formadas por gramíneas e ótimas pastagens naturais. Ocorrência: Brasil, Argentina, EUA, Canadá 48 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Vegetação Mediterrânea Estepes Pradarias Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Indústria: conjunto de processos de produção padronizada em larga escala. Tem como base o uso de máquinas. Atividade do Setor Secundário Industrialização traz impactos em diversas esferas da vida econômica e social. Transportes Geração de emprego Consumo Uso e fontes de energia Extração de matéria prima Conceitos 23 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Atividade Industrial Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com ARTESANATO Primeira etapa de transformação. Ainda existe até os dias atuais. Artesão controla todas as etapas da produção. Baixa produtividade. Não há divisão do trabalho. MANUFATURA Etapa intermediária entre o artesanato e a maquinofatura. Uso de máquinas simples. Divisão do Trabalho. INDÚSTRIA Conjunto de processos de produção padronizada em larga escala. Tem como base o uso de máquinas. Atividade do Setor Secundário Industrialização traz impactos em diversas esferas da vida econômica e social. Transportes Geração de emprego Consumo Uso e fontes de energia Extração de matéria prima 48 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Estágios da produção pré- industrial Fatores Locacionais Benefícios que fazem a indústria se instalarem em determinado local. Energia: Infraestrutura e preço da energia. Existência de uma rede energética onde não haja interrupção ou risco de falta de energia. Matéria-Prima: proximidade de matérias primas. Esse fator era mais importante quando os transportes eram mais caros. Perde força atualmente. Mão-de-Obra: Existência ou não de mão-de-obra qualificada. Custo da mão-de-obra e leis trabalhistas. Mercado Consumidor: Existência de um mercado consumidor de grande porte. Perde força com o barateamento dos transportes. Incentivos Fiscais: Políticas governamentais para atrair indústria com isenção de impostos e Zonas Econômicas Especiais. Tecnologia: locais onde se encontram muitas universidades e centros científicos e tecnológicos, pois formam profissionais especializados e garantem rápido aprimoramento das condições e estratégias de produção industrial. Transportes (logística): existência de uma infraestrutura de transporte que garanta a circulação de mercadorias, matéria-prima e insumos. ! Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Indústria de Base: produzem para matéria prima para outras indústrias. Extrativistas: mineradoras Bens Intermediários: Bens manufaturados ou matérias-primas processadas empregadas na produção de outros bens, como o açúcar nas balas, os componentes na televisão, etc. Os bens intermediários também podem ser definidos como os insumos. Bens de Capital: Fabrica equipamentos e máquinas para outras indústrias. Indústria de Bens de Consumo: para consumo da população como um todo. Bens duráveis e Não Duráveis Inovações tecnológicas: Máquina a Vapor criada em 1712, por Thomas Newcomen e aperfeiçoada por James Watt em 1765. Diferente da manufatura a MAQUINOFATURA a máquina torna-se a base da produção. Carvão Mineral a fonte de energia da Primeira Revolução Industrial. Evolução nos transportes. Concentração Industrial em Áreas carboníferas. Datada em 1750 e tem a Inglaterra com berço. 48 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Tipos de Indústria Primeira Revolução Industrial Porque a Inglaterra? Acúmulo de capital nos séculos XVI e XVIII – mercantilismo e colonialismo. Burguesia no poder – Revolução Gloriosa 1688. Reservas de minério de ferro e Carvão Mineral. Matérias-primas fornecidas pelas colônias. Excesso de mão-de-obra devido ao êxodo rural. ? Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Novas inovações tecnológicas geram uma nova fisionomia para a Indústria na segunda metade do século XIX. Esta fase dura até meados do século XX. Algumas características perduram até hoje Processo Bessemer – transformação de Ferro em Aço. Dínamo – permitiu o uso de eletricidade. Motor a Combustão Interna Telefone Características: Novas fontes de energia – Petróleo e Eletricidade. Surgimento de novos setores da Indústria: metalurgia, siderurgia, automobilística. Novas áreas industriais: Alemanha, França, Itália, Estados Unidos, Canadá e Japão. Segunda metade do século XX ocorre industrialização de alguns países periféricos como Brasil, Argentina, México, Tigres Asiáticos entre outros. Os países Industrializados acabam por dominar economia e a política mundial – Imperialismo. Taylorismo Frederick Taylor (1856 – 1915) – 1911 – Princípios da administração científica. Executar uma tarefa com o menorgasto possível de tempo e energia – AUMENTAR produtividade e LUCRO. Linha de produção. Seleção e treinamento de funcionários. Fordismo Henry Ford (1863 – 1947), aperfeiçoa as teorias de Taylor. Linhas de montagens com esteiras rolantes. Produção em massa. Século XX aumento do consumo devido a crescente publicidade. Formação de grandes corporações e de oligopólios. 48 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Segunda Revolução Industrial Evolução nos métodos de trabalho Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com É a prática de mercado em que a oferta de um produto ou serviço, que tem vários compradores, é controlada por pequeno grupo de vendedores. Neste caso, as empresas tornam-se interdependentes e guiam suas políticas de produção de acordo com a política das demais empresas por saberem que, em setores de pouca concorrência, a alteração de preço ou qualidade de um afeta diretamente os demais. O oligopólio força uma batalha diplomática ou uma competição em estratégia. Tipos de Oligopólios: Cartel: empresas independentes de um mesmo setor ou setores semelhantes fazem acordos para eliminar a concorrência. Ex: OPEP. Truste: Empresas que abrem mão de sua independência e se unem para constituir uma única organização. Horizontais – empresas com o mesmo ramo de produtos. Verticais – empresas que cuidam de todo o processo produto. Conglomerados: diversificada para dominar a oferta em vários produtos. Ex: Mitshubishi. Holding: uma empresa criada para administrar outras, possuindo a maior parte das ações. Segunda metade do século XX. Indústrias da Segunda Revolução Industrial ainda são importantes. Porém novas inovações tecnológicas trazem novas atividades. Inovações: Computador e uso da informática na indústria. Novas fontes de energia (eólica, biomassa, solar...) Novas organizações do trabalho – pós fordismo. Novos Ramos: Informática, robótica, telecomunicações entre outros. Reorganização Espacial da Indústria: Transnacionais e desconcentração industrial. Pós Fordismo (Toyotismo) Nova forma de organizar a produção surgida no século XXI. Just in Time Estoques mínimos para evitar desperdício. Produção flexível Terceirização da produção. Propõem um trabalhador criativo e que participe de todo o processo de produção. Mão-de-obra terceirizada e temporária. Qualidade total. Automação: Linha de montagem comandada por computador. 48 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Oligopólio Terceira Revolução Industrial Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com 46 Linhas de Montagem G EO G R A FI A | LI V R O 1 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Núcleo que concentra atividades de alta tecnologia, empresas, universidades e centros de pesquisa que facilitam o contato entre esses meios, de modo a possibilitar o surgimento de inovações técnicas e novas idéias que caracterizam a revolução técnico-científico- informacional. Concentram grande quantidade de mão-de-obra altamente qualificada. Principais tecnólogos: Vale do Silício (Califórnia.) e Região de Boston – EUA. Grande Paris - França Baviera – Alemanha. Cambridge – Inglaterra. Momento atual Fusão do “mundo real” com o “mundo digital” Características Intensa automação Inteligência Artificial (algorítmicos) Dados são o novo petróleo Ex: Eletrodomésticos “inteligentes”, impressora 3D, carros autônomos, atendimento, etc. Produção de tecnologia não é homogênea. Problemas Aumento da desigualdade entre países Qual o futuro do emprego? Privacidade digital 48 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Tecnopólos Quarta Revolução Industrial Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com 46 Revoluções industriais G EO G R A FI A | LI V R O 1 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com A Europa foi o primeiro continente a se industrializar, teve a Inglaterra como pioneira, depois se estende por vários países do continente. Os fatores que explicam seu pioneirismo são: Abundância de mão-de-obra. Forte mercado consumidor: Urbanização e trabalho assalariado. Matéria-prima proveniente das colônias africanas e asiáticas. Desenvolvimento tecnológico ligado a produção. Europa 23 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Espaço Industrial Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com “Regiões Negras” Primeiras áreas industriais ligadas a extração de carvão. Principais áreas: Glasgow, Yorkshire, Midlands e Liverpool. Setores tradicionais perdem importância (têxtil, siderúrgico e naval). Novos setores ganham destaque: petroquímico, biotecnológico, aeronáutico e eletrônico. Hoje as principais áreas são as regiões metropolitanas de Londres (principal área) e Birmingham (tecnopólo). Década de 80 forte privatização Economia Forte participação do Estado. Adere em 1957 ao MCE Norte mais desenvolvido e industrializado Sul mais agrário. Industrialização Ocorre de forma efetiva no pós-guerra beneficiado pelo plano Marshall. Principais Polos: Milão, Turim e Gênova. Setores: Automobilístico (Ferrari, Fiat), Eletrônicos, Produtos Químicos (Pirelli). Grifes: Benetton, Armani, Gucci e Versáti Regiões Industriais: Principal região fica na confluência dos rios Reno e Ruhr – Megalópole: Colônia, Essen, Dortmund. Rio Reno ligação com o porto de Roterdã (Holanda) Setores: siderúrgico, automobilístico, petroquímico, mecânica de precisão e eletroeletrônicos. Outras áreas: Stuttgart – automobilístico (Daimler- Benz) Munique (tecnopolo)– produtos químicos (Bayer) Wolfsburg – Volskwagem. Porção Oriental: Bremen e Leipzig Industrialização Acelera no século XIX nas regiões de jazidas de carvão: região da Alsácia e Lorena. Se beneficia das colônias africanas (neocolonialismo) Pós Segunda Guerra Novas fontes de energia leva a dispersão industrial. Beneficiada pelo Plano Marshall Fundadora do MCE (1957) Novas áreas Industriais Região de Paris – costura perfumes, cosméticos, aeronáutica, farmacêutica e automobilística. Lyon – Química e têxtil. Toulouse – Aeronáutica. Nantes – Química. 48 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Inglaterra Itália França Alemanha Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Era Meiji ( 1868 – 1912) Promove a abertura da economia para o Ocidente através de uma série de medidas: Criação de uma infraestrutura de transporte Instalação de indústrias de base Investimentos em educação para o povo – objetivo de qualificar a mão-de-obra. Surgimento com apoio do Estado de grupos industriais familiares os zaibatsus IMPERIALISMO JAPONÊS Tentativa de expansão territorial motivada por: Pequeno território e com relevo montanhoso. Poucos recursos naturais (minerais metálicos e combustíveis fósseis). Áreas ocupadas: 1895 – Coréia e Taiwan. 1931 – Manchuria (China) 1937 – Províncias no norte da China 1941 – Península indochinesa. Segunda Guerra – Ilhas no Oceano Pacífico. Segunda Guerra Luta ao lado de Alemanha e Itália. Japão no final da 2ª Guerra é bombardeado com armas nucleares em Hiroshima e Nagasaki. OBS: foi o único ataque com armas nucleares em toda a história. Japão saida guerra, derrotado e destruído 48 G EO G R A FI A | LI V R O 1 Japão Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Pós Segunda Guerra o Japão vai ter um crescimento muito acelerado. Alguns fatos importantes para este crescimento: Plano Colombo: ajuda econômica dos EUA para a reconstrução. Este plano tinha também o objetivo de afastar a influência socialista de URSS e China. Forte investimento em educação novamente. Mão-de-obra abundante, qualificada e disciplinada. Fim da indústria bélica canalizou o investimento para o setores de tecnologia. política trabalhista – contratação de jovens recém formados; aumento de salário por tempo de serviço. Incentivo a exportação de produtos industrializados. Incentivo a poupança – dinheiro poupado era usado para investir na indústria. RESULTADOS: Forte industrialização leva a um superávit na balança comercial. Crescimento anual entre 7% a 11% (1955 – 1990) Crescimento no setor siderúgico (mesmo com poucos minérios) até a década de 70. Décadas de 70 e 80 forte investimento em tecnologia. Setores importantes: siderurgia, naval (maior do mundo), robótica, automobilística, têxtil, eletroeletrônico e eletrodoméstico. Na década de 60 e 70 o capital japonês importante para industrialização dos Tigres Asiáticos. Concentração agravada pelo fato de ser um arquipélago montanhoso. Tóquio é a maior concentração industrial. 1/3 da produção do país. Osaka e Nagoia são os outros importantes centros. Ocorreu a formação de uma megalópole Tóquio- Osaka-Nagoia que concentra 60% da população japonesa. 48 G EO G R A FI A | LI V R O 1 O Milagre Econômico Da reconstrução à Potência Econômica Esgotamento do modelo japonês Dois fatores vão frear a economia japonesa: 1º - O resto do mundo adotou o modelo japonês de produção – TOYOTISMO – assim as diferenças de preço e qualidade eram quase zero. 2º - Surgimento de novos competidores, Os Tigres Asiáticos, com produtos de alta qualidade e baratos. Ex: Sansumg, KIA etc. ? Concentração Industrial Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com 46 Estados Unidos Manufacturing Belt – Grandes Lagos e Nordeste Século XIX – presença de jazidas de ferro e carvão. Uso do rio São Lourenço (transporte). Setores Tradicionais – ligado a Segunda Revolução Industrial Exemplos: setor alimentício, automobilístico, siderúrgico. “Rust Belt” – perde importância com fuga de indústrias para México, China e Sudeste Asiático. Sun Belt – Oeste e Sul Pós 1950 Indústria ligada a tecnologia – Terceira Revolução Industrial Tecnolopolos – Vale do Silício Exemplos: Aeroespacial, informática e química fina. G EO G R A FI A | LI V R O 1 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com 46 Índia Membro do Brics País de grandes contrastes Economia que mais cresce do mundo. Economia passa por grande abertura pós 1990 Atrai muitos investimentos externos Riqueza mineral Mão de obra barata Destaque: Indústria Siderúrgica Desenvolvimento de Software (Bangalore) Indústria Cinematográfica “Bollywood” (Bombain). G EO G R A FI A | LI V R O 1 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com 1949 – Revolução Chinesa - Ditadura Socialista Partido Único Revolução Cultural – perseguição política Estatização da Economia Economia Planificada: Controle e planejamento 100% estatal. Reforma Agrária Forte investimento na indústria de base. Crescimento econômico mediano 1978 – Deng XiaoPing – Nasce uma nova China 1980 – Abertura Econômica: Medidas econômicas ligadas ao capitalismo. Possibilidade de lucro. Privatizações. Parcerias público privado. Atração de Capital Externo. Plano de transformar a China em potência em 40 anos. Investimento em educação e tecnologia. Socialismo de Mercado 48 G EO G R A FI A | LI V R O 1 China Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com 46 Zonas Econômicas Especiais Áreas onde houve abertura econômica e forte atração de capital externo. Atrativos: Mão-de-obra barata Sindicatos controlados e ausência de greves Incentivos fiscais Leis ambientais frouxas Criação de uma cultura de trabalho chinesa com longas jornadas e alta produtividade. Resultados Chegada de transnacionais. Super crescimento econômico. Desenvolvimento tecnológico. Migração interna. Maior produção industrial do mundo. Segunda maior economia do mundo. G EO G R A FI A | LI V R O 1 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com Industrialização pós Segunda Guerra. Dependente de empréstimos e empresas estrangeiras (transnacionais). Modelo de substituição de importações. Países: Brasil, México e Argentina. Indústria – segue o roteiro latino-americano, estatais no setor de base e transnacionais nos bens de consumo durável. Cresce no Pós Guerra com: Investimento Estatal: setor de infraestrutura e indústria de base Chegada de Transnacionais: busca por matéria- prima e mão de obra barata 1960 – Surgem as Maquiladoras Formação de Zonas Francas no Norte do México Indústrias Maquiladoras: recebem componentes de fora, fazem a montagem com mão de obra barata e Exportam o produto final. 48 G EO G R A FI A | LI V R O 1 América Latina México Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com 46 Maquiladoras G EO G R A FI A | LI V R O 1 Licenciado para - Jerferson S ouza da C unha - 92611109591 - P rotegido por E duzz.com