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CADERNO DE REVISÃO - PARTE 1 - oab 36

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2° FASE EM CONSTITUCIONAL – OAB XXXVI – Método de revisão Constante 
Material elaborado por Samara Gomes de Freitas (@esquematizaquestoes) 
O material é de uso pessoal e o compartilhamento é PROIBIDO! 
1 
 
 
TEORIA DA CONSTITUIÇÃO 
(TEMA DE BAIXA INCIDÊNCIA 
 
 
 
 
1891: DEMOCRÁTICA Sistema Republicano Presidencialista, 
implantando o federalismo e a separação entre 
Estado e Igreja 
1934: DEMOCRÁTICA Getúlio Vargas - Voto secreto, voto feminino, 
direitos trabalhistas. 
1946: DEMOCRÁTICA Experiência democrática do Brasil: a Quarta 
República - A inviolabilidade da casa como asilo do 
indivíduo; A prisão só em flagrante delito ou por 
ordem escrita de autoridade competente e a 
garantia ampla de defesa do acusado; Extinção da 
pena de morte; Separação dos três poderes. 
1988: DEMOCRÁTICA Redemocratização, constituição cidadã, 
ampliação de direitos, e direitos fundamentais 
garantidos. 
ATENÇÃO: Na tabela só estão presentes algumas das constituições que considero 
importantes 
BIZU: 1468 → Constituições promulgadas e democráticas 
 
 
Democrática → Há efetiva participação do povo 
Rígida* → Processo legislativo mais complexo para alteração do texto 
constitucional 
Escrita→ Em um único documento 
Dogmática → aplicação de princípios ou dogmas, de forma consciente, para 
a organização fundamental do Estado. 
Formal → Tudo o que estiver na constituição é matéria constitucional. 
Analítica → Extensa, detalhada. 
 
A constituição somente pode ser classificada como “rígida” quando exige, no processo de modificação pelo 
poder constituinte derivado reformador, solenidades e exigências formais especiais, diferentes e mais difíceis 
que aquelas exigidas para a formação e modificação de leis comuns (ordinárias e complementares) 
2° FASE EM CONSTITUCIONAL – OAB XXXVI – Método de revisão Constante 
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• Decorre do poder constituinte difuso 
• NÃO altera o texto constitucional 
• A mutação NÃO é fruto do poder reformador; 
• Se trata de uma mudança informal da CF 
• No fenômeno da mutação o texto constitucional NÃO é 
alterado, há uma reanálise do sentido e alcance do 
texto, sem que haja alteração do texto, permitindo que 
a constituição fique conectada com a realidade do país. 
• LIMITES→ Esse fenômeno deve respeitar a essência da 
constituição federal e não pode contrariar as cláusulas 
pétreas 
• Exemplo: ADI 4277, que alterou o art. 226, § 3º, 
buscando se adaptar com a realidade do país, assim, 
contemplou e ampliou o sentido de família para além 
de apenas “homem e mulher”. 
 
• NÃO altera o texto constitucional da CF e ADCT 
• Fruto do poder reformado, ou seja, ela é criada 
conforme o art.60 CF, passando por todo o processo 
previsto no artigo supra. 
• É uma norma constitucional derivada, assim, pode ser 
objeto e parâmetro de controle de constitucionalidade 
• Exemplo: EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 67, DE 22 DE 
DEZEMBRO DE 2010 → Essa emenda não mudou nada 
em relação ao texto da CF, apenas prorrogou o prazo de 
vigência, vejamos: 
 
Prorroga, por tempo indeterminado, o prazo de 
vigência do Fundo de Combate e Erradicação da 
Pobreza. As Mesas da Câmara dos Deputados e do 
Senado Federal, nos termos do § 3º do art. 60 da 
Constituição Federal. 
 
• Quando uma nova constituição revoga a constituição 
anterior e transforma parte dela em lei 
infraconstitucional. Como regra, não é adotada no 
Brasil, salvo se a Constituição previr. 
• Ocorre quando a lei (ou ato normativo) torna-
se inconstitucional com o passar do tempo e as 
mudanças ocorridas na sociedade. 
 
 
 
 
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OAB – XXV Exame (Reaplicação Porto Alegre) 
1. Em um certo país (República Teta), o poder constituinte originário, ao produzir uma nova 
Constituição, insere no respectivo texto os seguintes artigos: “Art. 28 - A produção, alteração 
e revogação de leis ordinárias se dará por manifestação da maioria simples no Parlamento da 
República, em um único turno. (...) Art. 63 - No que se refere às normas materialmente 
constitucionais, a manifestação do poder constituinte derivado reformador somente será 
reconhecida se o processo de votação for aprovado pela maioria de 4/5 do total de membros 
do Parlamento da República, em votação a ser realizada em dois turnos. Art. 64 – No que se 
refere às normas meramente formais da presente Constituição, a manifestação do poder 
constituinte derivado reformador se dará por intermédio de manifestação de maioria simples 
dos membros do Parlamento da República, em um único turno. (...) Art. 100 dos ADCT (Atos 
das Disposições Constitucionais Transitórias) – Ficam integralmente revogadas as normas da 
Constituição anterior.” 
 Diante do exposto e seguindo o quadro teórico adotado no sistema jurídico-constitucional 
brasileiro, responda às questões a seguir. 
 
A) Quanto à estabilidade, é possível considerar que a nova Constituição deve ser classificada 
como rígida? Justifique. (Valor: 0,65) 
 
B) A nova Constituição deu origem ao fenômeno conhecido, no âmbito do direito 
constitucional intertemporal, como “desconstitucionalização”? (Valor: 0,60) 
 
Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal 
não confere pontuação. 
 
#GABARITO: 
 
a) A constituição somente pode ser classificada como “rígida” quando exige, no processo de 
modificação pelo poder constituinte derivado reformador, solenidades e exigências formais 
especiais, diferentes e mais difíceis que aquelas exigidas para a formação e modificação de 
leis comuns (ordinárias e complementares). No caso em tela, em razão do disposto nos Arts. 
63 e 64 da Constituição de Ômega, temos uma Constituição semirrígida (ou semiflexível), 
assim considerada aquela em que alguns dispositivos podem ser modificados livremente 
pelo legislador, segundo o mesmo processo de elaboração e modificação das leis ordinárias 
(conforme Art. 28 da Constituição de Ômega), enquanto outros são modificáveis por meio 
de solenidades e exigências formais especiais, diferentes e mais difíceis que aquelas exigidas 
para a formação e modificação de leis comuns (ordinárias e complementares). 
 
b) A desconstitucionalização é um fenômeno que se manifesta quando uma nova 
Constituição é promulgada e as normas formalmente constitucionais da Constituição 
anterior, que não tenham sido repetidas ou contrariadas, adentram no novo sistema com 
status de lei ordinária. No caso em tela, tendo em vista que o Art. 1º do ADCT da Constituição 
de Ômega estabeleceu a integral revogação das normas da Constituição anterior, não há que 
se falar em uma suposta vigência das normas da Constituição anterior - mesmo que com 
“status mitigado” de lei ordinária - no âmbito do atual ordenamento constitucional 
 
2° FASE EM CONSTITUCIONAL – OAB XXXVI – Método de revisão Constante 
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2. OAB/FGV – XXIV Exame - O Supremo Tribunal Federal, há vinte anos, ao julgar uma Ação 
Direta de Inconstitucionalidade, reconheceu a constitucionalidade da Lei Federal W, que 
estabeleceu critérios para a fruição de determinado benefício assistencial, dentre os quais o 
limite da renda familiar. Apesar do trânsito em julgado do acórdão proferido, determinado 
partido político entendia que os critérios estabelecidos pela Lei Federal W eram 
absolutamente incompatíveis com as características sociais e econômicas da realidade atual. 
Considerando que o Supremo Tribunal Federal, ao julgar a referida ação, invocara as 
características sociais e econômicas da época para delinear o sentido das normas da 
Constituição da República utilizadase julgar ação popular, ainda 
que ajuizada contra atos e/ou omissões do Presidente da República. 
 
• A competência para julgar ação popular contra ato de qualquer autoridade, até mesmo 
do Presidente da República, é, via de regra, do juízo de 1º grau STF. Plenário. Pet 5856 
AgR, Rel. Min. Celso de Mello, julgado em 25/11/2015 (Info 811). → EXCETO, nos casos 
em que, quando a ação for proposta para resolver conflitos federativos (UNIÃO + 
ESTADOS OU UNIÃO + DF OU ENTRE ENTIDADES DA ADM. PÚBLICA INDIRETA), ou 
ainda, quando nos casos em que, o magistrado NÃO esteja apto a julgar a ação 
popular, sendo assim, nestes casos a ação popular será direcionada DIRETAMENTE ao 
STF, para julgamento, conforme especifica o art. 102, I, alíneas f e m, da CF. 
 
• Ação popular contra ato de Ministro de Estado NÃO começa no STJ/STF, mas sim na 
justiça de 1º grau. A ação é sempre em 1º grau, não importa a autoridade que praticou 
ato lesivo ao patrimônio público. 
 
• Atenção. No polo passivo há um litisconsórcio necessário, portanto, indique a 
autoridade + a Pessoa jurídica diretamente envolvida na situação do caso concreto. 
(Art. 1º, c/c art. 6º da lei 4717/65) 
 
OAB – EXAME XXIX 
Ednaldo, diretor-presidente da autarquia XX do Estado Alfa, celebrou contrato de compra e 
venda, no qual o referido ente, sem a prévia realização de licitação, alienou a Pedro e a Marcos 
diversos veículos de sua frota por menos de dez por cento de seu valor de mercado. Irresignado 
com o ocorrido, o vereador José decidiu contratar você, como advogado(a), para ajuizar a ação 
cabível com o objetivo de anular o negócio jurídico e responsabilizar os autores. 
 
A) Qual é a ação judicial, de natureza constitucional, passível de ser proposta por José? 
Justifique. (Valor: 0,55) 
 
 B) Quem deve figurar no polo passivo da referida ação? Justifique. (Valor: 0,70) 
 
#GABARITO 
 
A) José, por ser cidadão, qualidade intrínseca à sua condição de vereador, pode ajuizar Ação 
Popular para anular o ato lesivo ao patrimônio público, nos termos do Art. 5º, inciso LXXIII, da 
CRFB/88 OU do Art. 1º, caput, da Lei nº 4.717/65. 
 
2° FASE EM CONSTITUCIONAL – OAB XXXVI – Método de revisão Constante 
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B) O polo passivo deve ser ocupado por Ednaldo, que assinou o contrato lesivo ao patrimônio 
público (Art. 6º, caput, da Lei nº 4.717/65); por Pedro e Marcos, que dele se beneficiaram (Art. 
6º, caput, da Lei nº 4.717/65); e pela autarquia XX do Estado Alfa, por se almejar a anulação de 
um contrato celebrado por ente da Administração Pública indireta (Art. 6º, § 3º, da Lei nº 
4.717/65). 
Caso você queira analisar como esse tema já foi cobrado, veja os exames: 
• XXXII (questão 3, b) 
• XXXIII (questão 3, b) 
• XXXIV (questão 3, b) 
• XXXV (questão 3,b) 
 
 
LXXI – conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora 
torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes 
à nacionalidade, à soberania e à cidadania; 
 
• Objetivo: Combater a mora legislativa 
• Legitimados: Qualquer pessoa jurídica ou física 
 
NÃO CABIMENTO: 
• Não cabe mandado de injunção se já houver norma regulamentadora do direito 
constitucional, mesmo que esta seja defeituosa. 
• Não cabe mandado de injunção se faltar norma regulamentadora de direito 
infraconstitucional 
OAB – Exame XXV – 
Pedro, cidadão brasileiro, viu-se impossibilitado de exercer certos direitos e liberdades 
constitucionais em razão da falta de norma regulamentadora, sendo que o poder de iniciativa 
legislativa é reservado ao Presidente da República, cabendo ao Congresso Nacional apreciar o 
respectivo projeto. Irresignado com a situação, Pedro formula os questionamentos a seguir. 
 
A) Para combater a mora legislativa descrita na situação acima, qual a medida judicial a ser 
utilizada pelo cidadão? Justifique. (Valor: 0,50) 
B) Qual é o órgão competente do Poder Judiciário para apreciar a medida judicial? Justifique. 
(Valor: 0,35) 
C) Uma vez reconhecida a mora legislativa no processo que ele, Pedro, vier a instaurar, quais 
podem ser os efeitos da decisão judicial? 
 
#GABARITO 
 
A) O examinando deve responder que o instrumento processual a ser utilizado, em razão da 
impossibilidade de exercer direitos e liberdades constitucionais por ausência de 
regulamentação, é o Mandado de Injunção (Art. 5º, inciso LXXI, da CRFB/88 ou Lei nº 
13.300/16). 
2° FASE EM CONSTITUCIONAL – OAB XXXVI – Método de revisão Constante 
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B) No caso em tela, o órgão do Poder Judiciário que deverá apreciar o mandado de injunção é 
o Supremo Tribunal Federal, porque o munus de editar a norma regulamentadora é do 
Congresso Nacional, a partir de iniciativa do Presidente da República, nos termos do Art. 102, 
inciso I, alínea q, da CRFB/88. 
 
C) O examinando deve responder que os efeitos da decisão do Supremo Tribunal Federal serão 
aqueles previstos no Art. 8º da Lei nº 13.300/16, isto é, ao reconhecer o estado de mora 
legislativa, será deferida a injunção para determinar prazo razoável para que o impetrado 
promova a edição da norma regulamentadora e estabelecer as condições em que se dará o 
exercício dos direitos, das liberdades ou das prerrogativas reclamados. 
 
 
LXVIII – conceder-se-á habeas-corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de 
sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder. 
• Natureza Gratuita 
• qualquer pessoa física ou jurídica, nacional, estrangeira pode impetrar 
• Não precisa de advogado 
 
A remuneração inferior ao salário mínimo para as praças prestadoras de serviço militar inicial 
não viola a Constituição de 1988, bem como não cabe habeas corpus em relação às punições 
disciplinares militares, exceto para análise de pressupostos de legalidade, excluída a 
apreciação de questões referentes ao mérito → art. 142, § 2º, CF/88 - Não caberá habeas 
corpus em relação a punições disciplinares militares. 
 
 
 
• LXXII – conceder-se-á habeas-data: 
 a. para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, 
constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter 
público; 
b. para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, 
judicial ou administrativo; 
+ 
c) para a anotação nos assentamentos do interessado, de contestação ou explicação 
sobre dado verdadeiro, mas justificável e que esteja sob pendência judicial ou amigável 
 
• Os processos de habeas data têm prioridade sobre todos os atos judiciais, exceto 
habeas corpus e mandado de segurança. 
• Na instância superior, devem ser levados a julgamento na primeira sessão que se seguir 
à data em que, feita a distribuição, forem conclusos ao relator. O prazo para conclusão 
é de até 24 horas, a contar da distribuição. Tudo isso está previsto no art. 19, da Lei 
9.507/97 
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• NÃO há qualquer prazo para impetração de Habeas Data, seja ele prescricional ou 
decadencial, para impetração do referido remédio constitucional, podendo, assim, ser 
proposto em qualquer tempo. 
• NÃO há condenação em honorários advocatícios, ou seja, ônus de sucumbência, na 
ação de HD. Entretanto, exige-se advogado para o ingresso do mesmo 
 
 
Responder as questões sobre “Remédios constitucionais” no Caderno de questões parte 1, (Pagina 
23 a 26 e gabarito pg.27 a 28), localizado no módulo 3 da plataforma.como paradigma de análise, o partido político procurou 
um advogado e solicitou a análise da questão. Na posição de advogado do partido político, 
responda, de forma fundamentada, aos itens a seguir. 
 
A) É possível que o sentido das referidas normas constitucionais, utilizadas como paradigma 
de análise, seja outro na atualidade, apesar de o texto constitucional permanecer o mesmo? 
(Valor: 0,75) 
 
 
#GABARITO 
 
2. a) O examinando deve esclarecer que, do mesmo texto, pode ser obtida nova norma 
constitucional em razão das alterações verificadas na realidade, as quais influenciarão o 
processo de interpretação constitucional. Trata-se do processo informal de alteração da 
Constituição conhecido como “mutação constitucional”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DA INTERPRETAÇÃO DO TEXTO CONSTITUCIONAL 
(tema de baixa incidência) 
 
 
 
• É um tema que não cai com muita frequência nas questões, mas alguns princípios são 
importantes para a fundamentação das peças. 
 
HERMENÊUTICA: 
• É a ciência teórica que pretende extrair dos símbolos, artigos, alíneas, parágrafos, com 
a utilização dos métodos e princípios da interpretação o sentido mais próximo do real; 
 
• É uma ciência em movimento, ou seja, não há um sentido unívoco a respeito do texto 
e das soluções jurídicas, pois o direito está em movimento, acompanhando a 
sociedade. 
SUPREMACIA DA CONSTITUIÇÃO: Não se admite nenhum tipo de interpretação que esteja 
desconectada/ contrário com a CF. 
UNIDADE CONSTITUCIONAL: A CF é formada por um todo, unitário e harmônico de normas 
que não colidem entre si, não há antinomias reais, não há hierarquia/subordinação entre as 
normas da CF. 
 
Normas Constitucionais PRINCÍPIOS → 
 REGRAS 
 
 
 
CONCORDÂNCIA PRÁTICA/HARMONIZAÇÃO: Princípio dinâmico/concreto, quando os 
princípios estão em conflito num caso concreto, o intérprete não pode esvaziar o conteúdo 
de nenhum dos princípios conflitantes ao resolver o caso concreto. 
 
Exemplo: Liberdade de empresa X Intimidade a vida privada → Em alguma situação um dos 
princípios irá prevalecer sobre o outro, é preciso harmonizar/compatibilizar a aplicação de 
um deles sem sacrificar o outro direito. 
 
EFEITO INTEGRADOR/EFICÁCIA INTEGRADORA: Parte da premissa que a CF é instrumento 
de integração comunitária. Cabe ao interprete buscar o ideal de que a CF existe para fazer 
parte da política da sociedade, ou seja, é uma aplicação da força da CF. 
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Responder as questões sobre “Teoria da Constituição” no Caderno de questões parte 1, (Pagina 1 
a 4), localizado no módulo 3 da plataforma. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
JUSTEZA/CONFORMIDADE FUNCIONAL: Traz limites a tarefa do intérprete esvaziar o núcleo 
da estrutura organizacional estabelecido pela CF, sob pena de usurpação de competência. 
 
MÁXIMA EFETIVIDADE DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS: O intérprete deve extrair o 
máximo de efeitos jurídicos de todas as normas da constituição, ainda que a norma seja 
limitada, de conteúdo problemático, pois todas as normas da constituição devem ser aptas a 
produzir o máximo dos seus efeitos jurídicos 
 
PRESUNÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE DAS LEIS: 
Normas Const. Originárias→ Gozam de presunção absoluta de constitucionalidade (ADI 815) 
Normas Const. Derivadas→ Gozam de presunção relativa de constitucionalidade 
 
INTERPRETAÇÃO CONFORME À CONSTITUIÇÃO: (Presunção de constitucionalidade das leis) 
É um princípio de hermenêutica e ao mesmo tempo um método de decisão do controle de 
constitucionalidade, previsto no art.28, Lei 9868/99. 
Se estivermos de ante de uma norma que produza mais de uma interpretação, deve se 
manter a norma compatível e afastar as demais interpretações que estejam desconectadas 
com a constituição. 
 
RAZOABILIDADE/PROPORCIONALIDADE: 
É cobrado como fundamento nas peças! 
extraídos implicitamente do art. 5º, LIV da CRFB/88 
 
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Aplicabilidade das normas 
(tema de baixa incidência) 
 
AUTO 
APLICÁVEIS 
PLENA: Aplicabilidade IMEDIATA + DIRETA + INTEGRAL 
 
São aquelas capazes de produzir todos os seus efeitos essenciais 
simplesmente com a entrada em vigor da Constituição, 
independentemente de qualquer regulamentação por lei 
(infraconstitucional). São, por isso, dotadas de aplicabilidade: 
 
A) imediata: Estão aptas a produzir efeitos imediatamente, com a 
simples promulgação da Constituição. 
 
B) direta: pois não dependem de nenhuma norma 
regulamentadora para a produção de efeitos; 
 
C) integral: Já produzem seus integrais feitos, sem sofrer 
quaisquer limitações ou restrições. 
 
CONTIDA: Aplicabilidade IMEDIATA + DIRETA + NÃO INTEGRAL (Pode ter 
seu efeito restringido) 
 
NÃO AUTO 
APLICÁVEIS 
LIMITADA: Aplicabilidade MEDIATA + INDIRETA + REDUZIDA (Necessidade 
de lei) 
 
 
• São normas MAIS AMPLAS, 
ABSTRATAS, GENÉRICAS 
• MANDAMENTO DE OTIMIZAÇÃO 
• Em caso de COLISÃO, resolve-se 
pela PONDERAÇÃO. 
• Não existe hierarquia entre 
princípios 
• São normais ESPECÍFICAS, 
DELIMITADAS E DETERMINADAS. 
• São MANDAMENTOS DE DEFINIÇÃO. 
• Em caso de COLISÃO, resolve-se 
pela DIMENSÃO DE VALIDADE. 
 
 
OAB – EXAME XIV – 
Tício ajuizou demanda em face do Estado “X”, postulando determinada prestação estatal. A 
sentença proferida pelo Juízo da 1ª Vara de Fazenda Pública da Comarca da Capital, 
entretanto, julgou improcedente o pedido, apontando, no fundamento da decisão, os 
diferentes graus de eficácia das normas constitucionais, que impedem todos os efeitos 
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pretendidos por Tício. Com base no fragmento acima, responda, fundamentadamente, aos 
itens a seguir. 
 
A) Em que medida as normas constitucionais de eficácia plena se diferenciam das normas de 
eficácia contida? (Valor: 0,65) 
 B) As normas constitucionais de eficácia limitada de princípio programático, antes da 
intermediação legislativa, geram algum efeito jurídico? (Valor: 0,60) 
 
#GABARITO 
 
a) O examinando deve identificar que, apesar de ambas possuírem aplicabilidade imediata, 
se diferenciam pela possibilidade de futura restrição em seu âmbito de eficácia. As NORMAS 
DE EFICÁCIA PLENA são aquelas que produzem a plenitude dos seus efeitos, 
independentemente de complementação por norma infraconstitucional. São revestidas de 
todos os elementos necessários à sua executoriedade, tornando possível sua aplicação de 
maneira direta, imediata e integral. De outro lado, as NORMAS DE EFICÁCIA CONTIDA são 
aquelas que, de início, produzem a plenitude dos seus efeitos, mas podem ter o seu alcance 
restringido pela legislação infraconstitucional. Tais normas também possuem aplicabilidade 
direta, imediata e integral, mas o seu alcance poderá ser reduzido, em razão da existência, 
na própria norma, de uma cláusula expressa de redutibilidade 
 
b) O examinando deve identificar que as normas constitucionais de EFICÁCIA LIMITADA de 
princípio programático, apesar de dependerem da integração da lei para a produção da 
plenitude de seus efeitos, geram de imediato, efeitos jurídicos. Assim, apesar de não se 
poder extrair de imediato, da norma, a plenitude de seus efeitos, em especial a eficácia 
positiva, capaz de amparar a pretensão de produçãoda consequência jurídica prevista na 
norma, é possível extrair, da norma, uma eficácia interpretativa, capaz de reger a 
interpretação das normas de hierarquia inferior, bem como uma eficácia negativa, isto é, a 
capacidade de servir de parâmetro ao controle de constitucionalidade das normas de 
hierarquia inferior que vierem a lhe contrariar ou ao controle de constitucionalidade das 
omissões do Poder Público. 
 
 
Responder as questões sobre “Aplicabilidade das normas” no Caderno de questões parte 1, 
(Pagina 4 a 6), localizado no módulo 3 da plataforma. 
 
 
 
 
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Poder constituinte 
(tema de baixa incidência) 
 
 
• Inaugura um novo estado, rompe por completo com a ordem anterior; 
• As normas anteriores não limitam a sua atuação; 
• Não se submete a qualquer regra pré-fixada pelo ordenamento jurídico anterior. 
 
 
• Deriva do poder constituinte originário vinculadas à Constituição 
 
• Sujeitam-se ao mecanismo de controle de constitucionalidade. 
• É subordinado e condicionado 
 
• Divide-se em REFORMADOR; DECORRENTE e REVISOR 
 
 
 
 REFORMADOR - CF – EMENDAS CONSTITUCIONAIS 
 
PODER DERIVADO DECORRENTE- CE – ELABORAÇÃO CONSTIUIÇÃO ESTADUAL 
 
 REVISOR - EXEPCIONAL 
 
 
• O REFORMADOR modifica as normas constitucionais por meio das emendas, 
respeitando as limitações impostas pelo poder constituinte originário (artigo 60 da 
CF). 
 
• O DECORRENTE é o poder investido aos estados-membros para elaborar as suas 
próprias Constituições. 
 
• Por último, o REVISOR adéqua a Constituição à realidade da sociedade, conforme 
artigo 3º dos ADCT. 
 
 
 
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 Direitos e garantias fundamentais 
 (tema de alta incidência) 
 
 
Direitos e deveres individuais e 
coletivos 
art. 5º 
Direitos Sociais art. 6º a 11 
Direitos de Nacionalidade art. 12 e 13 
Direitos Políticos art. 14 a 16 
Partidos Políticos art. 17 
 
1. DIREITOS HUMANOS E DIREITOS FUNDAMENTAIS: Visam defender o princípio da 
dignidade da pessoa humana 
 
2. DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS: Direitos declaram, imprimem um sentido legal, 
a existência da vida, liberdade igualdade, segurança. Enquanto as Garantias protegem, são 
medidas assecuratórias de proteção aos nossos direitos. Ex: Direito de ir e vir, protegido pelo 
HC. 
 
Garantias fundamentais são divididas em: 
• Específicas→ Remédios constitucionais Adm (art. 5°, xxxiv) e Remédios constitucionais 
judiciais (Ações constitucionais) 
• Gerais→ Princípios expressos ou implícitos. 
3. TITULARIDADE: Universalidade de proteção 
 
4. POSITIVAÇÃO: Proteção normativa bem ampla, constante na própria constituição, nas leis 
infraconstitucionais, etc. 
 
• (RESISTENCIA/ BASTA / NÃO INTERVENÇÃO) 
• Liberdade – obrigação de não fazer, relacionado aos direitos civis 
e políticos. Exemplo: direito de propriedade/ locomoção etc. 
• Nesta fase, o Estado teria um dever de prestação negativa, isto é, 
um dever de nada fazer, a não ser respeitar as liberdades das 
pessoas 
• (ATUAÇÃO/PROTEÇÃO) 
• Igualdade – prestações positivas, relacionadas aos direitos 
Econômicos, Sociais, Culturais (ESC). Exemplo: saúde, educação, 
trabalho etc 
2° FASE EM CONSTITUCIONAL – OAB XXXVI – Método de revisão Constante 
Material elaborado por Samara Gomes de Freitas (@esquematizaquestoes) 
O material é de uso pessoal e o compartilhamento é PROIBIDO! 
11 
 
 
• (DIREITOS DIFUSOS) 
• Fraternidade (solidariedade) – direitos coletivos e difusos. 
Exemplo: direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, 
consumidor etc. 
 
OBS: Não há hierarquia entre as dimensões 
 
 
Particular X particular (privada / externa) 
 
Enquanto não há violação ao texto constitucional as relações 
intersubjetivas se guiam na autonomia da vontade. 
Porém, quanto mais desigualdade existir entre as partes numa relação 
intersubjetiva/ privada, maior será a intervenção do Estado para 
minimizar essas desigualdades 
 
Estado x Particular 
Relações contratuais entre particulares quando há um desequilíbrio fático 
e/ou jurídico 
 
Em todas as relações, deve-se respeitar a Autonomia da vontade e não permitir o predomínio 
do arbítrio, sem respeitar a constituição. 
 
 
• Art,1. República federativa do Brasil: Pessoa jurídica de direito público internacional; 
Vedação da Secessão, sob pena de intervenção federal; Estado democrático de direito. 
 
FORMA DE GOVERNO REPUBLICANA (art.34, VII, a CF) 
FORMA DE ESTADO FEDERATIVA (Cláusula pétrea) 
 
FUNDAMENTOS: 
Soberania: independência Nacional 
Cidadania: Direitos políticos, eleitores. 
Dignidade da pessoa humana 
Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa: Ordem econômica compromissória 
Pluralismo jurídico 
 
Parágrafo único: Princípio democrático – Democracia participativa 
 
• Art.2°. Princípio da separação dos poderes – Cláusula pétrea 
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• Art. 3°. Objetivos fundamentais (Rol exemplificativo e normas com conteúdo de 
natureza programática) 
• Art.4° Princípios; fazer leitura. 
 
• A igualdade prevista no art.5°, caput, deve ser vista sob um aspecto material; 
• “Tratamento igual aos que se encontram em situações de igualdade e tratamento de 
maneira desigual aos desiguais, na medida de suas desigualdades.” 
 
LIBERDADE DE EXPRESSÃO: 
• “Marcha da Maconha” é livre manifestação do pensamento; 
• Não é necessário o diploma de jornalismo para o exercício da profissão de jornalista, 
pois está relacionado com a liberdade de expressão. 
SIGILO BANCÁRIO/FISCAL* 
 
XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das 
comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma 
que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal; 
 
Quebra do sigilo: 
• Por determinação judicial; 
• CPIs federais e estaduais; 
• Autoridades Fiscais: podem requisitar informações bancárias das instituições 
financeiras, observada a LC n. 105/2001; 
• MP: situações excepcionais – defesa do patrimônio público em processo 
administrativo. 
 
AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO* (LV) 
• Consubstancia preceito de ordem pública 
• NÃO pode ser desobedecido, mesmo no âmbito das relações privadas, configurando 
verdadeiro direito subjetivo 
 
INVIOLABILIDADE DA LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA E CRENÇA 
• Estado laico não adota uma religião específica 
 
IMUNIDADE TRIBUTÁRIA 
• Vedação aos entes de instituírem impostos sobre o templo de qualquer culto. 
• Alcança os cemitérios 
 
ESCUSA DE CONSCIÊNCIA 
VIII – ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção 
filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta 
e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei; 
 
2° FASE EM CONSTITUCIONAL – OAB XXXVI – Método de revisão Constante 
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O material é de uso pessoal e o compartilhamento é PROIBIDO! 
13 
 
 
Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos 
casos de: IV – recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos 
termos do art. 5º, VIII. 
 
• o Ensino religioso é de matrícula facultativa 
• O ensino religioso em escolas públicas pode ter caráter confessional 
• O Preâmbulo da Constituição não tem força normativa,ou seja, não consiste em uma 
norma de reprodução obrigatória. 
• A maçonaria NÃO tem imunidade tributária religiosa 
 
INVIOLABILIDADE DOMICILIAR 
 
XI – a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento 
do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, 
durante o dia, por determinação judicial. 
 
Segundo o STF, o conceito de “casa” revela-se abrangente, estendendo-se a: 
i) qualquer compartimento habitado; 
ii) qualquer aposento ocupado de habitação coletiva; e 
iii) qualquer compartimento privado não aberto ao público, onde alguém exerce profissão 
ou atividade pessoal, exemplo: escritórios/consultórios. 
DIREITO DE PETIÇÃO* 
 
XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: 
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou 
abuso de poder; 
b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento 
de situações de interesse pessoal; 
 
DIREITO DE REUNIÃO (XVI) 
 
• Pacífica; 
• Sem armas; 
• Independentemente de autorização; 
• "a inexistência de notificação não torna a reunião ilegal – STF 
 
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por maioria de votos, que são permitidas reuniões 
ou manifestações em locais públicos, independentemente de comunicação oficial prévia às 
autoridades competentes. A decisão foi tomada no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 
806339, com repercussão geral reconhecida 
 
o direito de reunião pode ser restringido ou mesmo suspenso? 
SIM, em casos de estado de defesa e estado de sítio: Art. 136, § 1º . I, a) e Art.139, IV 
 
ASSOCIAÇÃO* (XVII, XVIII*, XIX, XX, XXI) 
 
2° FASE EM CONSTITUCIONAL – OAB XXXVI – Método de revisão Constante 
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• É VEDADO o caráter paramilitar 
• A sua Criação: independe de autorização; 
• Vedada interferência estatal no funcionamento* 
• DECISÃO JUDICIAL→ Para suspender ou Dissolver a associação 
• TRANSITO EM JULGADO → Apenas na hipótese de dissolução da associação 
Ou seja, para a dissolução é necessário a decisão judicial + transito em julgado, enquanto para 
suspender só é necessário a decisão judciial. 
 
DIREITO DE PROPRIEDADE 
 
XXIII – a propriedade atenderá a sua função social; (Art. 186) 
XXIV – a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade 
pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados 
os casos previstos nesta Constituição. (Art. 182, S4, III) 
 
DESAPROPRIAÇÃO 
 
COM CARÁTER DE SANÇÃO SEM CARÁTER DE 
SANÇÃO 
• Quando a propriedade não cumpre seu caráter 
social. 
• URBANA→ Realizada pelo Município, que notifica 
o proprietário. 
• RURAL: feita pela União (art. 184 da CF), mediante 
títulos da dívida agrária, com prazo de resgate de 
até 20 anos. 
 
• DESAPROPRIAÇÃO CONFISCATÓRIA 
(expropriação)→ Feita pela União; NÃO há 
indenização. 
 
• Desapropriação por “requisição administrativa”→ 
caso de iminente perigo público; assegurada ao 
proprietário indenização ulterior, se houver dano. 
• Indenização 
justa, prévia e 
em dinheiro 
 
INAFASTABILIDADE JURISDICIONAL* 
 
REGRA→ XXXV – a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. 
 
EXCEÇÃO→ JUSTIÇA DESPORTIVA: 1° ESGOTA AS INSTÂNCIAS DA JUSTIÇA DESPORTIVA, 
TENDO 60 DIAS PARA PROFERIR DECISÃO → SÓ DEPOIS DE ESGOTAR AS VIAS DA JUSTIÇA 
DESPORTIVA É QUE SERÁ POSSÍVEL IMPUGNAR O TEOR DA DECISÃO PERANTE O PODER 
JUDICIÁRIO. 
 
OBS: As decisões da Justiça desportiva possuem natureza meramente “administrativa”, não 
jurisdicional* 
2° FASE EM CONSTITUCIONAL – OAB XXXVI – Método de revisão Constante 
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FORO POR PRERROGATIVA X TRIBUNAL DO JURÍ 
 
A competência do Tribunal do Júri não alcança os detentores de foro especial por prerrogativa 
de função previsto na Constituição Federal. 
 
Súmula Vinculante 45: “A competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o 
foro por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela Constituição estadual”. 
 
CRIMES INAFIANÇAVEIS E IMPRESCRITÍVEIS: 
• Racismo 
• Ação de grupos armados 
 
INAFIANÇÁVEIS E INSUSCETÍVEIS DE GRAÇA OU ANISTIA: 
Tortura 
Tráfico ilícito de entorpecentes, 
Terrorismo 
Hediondos 
 
ACESSO A INFORMAÇÃO* 
 
Art. 5º, XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse 
particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de 
responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade 
e do Estado; XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: 
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou 
abuso de poder; 
b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento 
de situações de interesse pessoal. 
 
Art. 7º, inciso I, da Lei nº 12.527/2011. 
 
DIREITOS INTERNACIONAIS 
 
• Brasileiro nato não pode ser extraditado. 
• Não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião. 
• Brasileiro naturalizado: 
Crime comum: ANTES da naturalização → Possibilidade de extradição. 
APÓS a naturalização → NÃO é possível a extradição. 
 
Tráfico ilícito de entorpecentes: será extraditado antes ou após a naturalização 
 
 
 
 
2° FASE EM CONSTITUCIONAL – OAB XXXVI – Método de revisão Constante 
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16 
 
 
 
Art. 5°, § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem 
aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos 
dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. 
(Serve como parâmetro de controle de constitucionalidade e convencionalidade) (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (Atos aprovados na forma deste parágrafo: DLG 
nº 186, de 2008, DEC 6.949, de 2009, DLG 261, de 2015, DEC 9.522, de 2018) 
 
Exemplos: 
Decreto 6949/09 
Promulga a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu 
Protocolo Facultativo, assinados em Nova York, em 30 de março de 2007. 
 
Decreto 9522/18 
Promulga o Tratado de Marraqueche para Facilitar o Acesso a Obras Publicadas às Pessoas 
Cegas, com Deficiência Visual ou com Outras Dificuldades para Ter Acesso ao Texto 
Impresso, firmado em Marraqueche, em 27 de junho de 2013. 
SUPRALEGALIDADE→ Tratados sobre direitos humanos que NÃO passar pelo crivo do art. 5°, 
§ 3º terão status supralegal, não serve parâmetro de controle de constitucionalidade. 
 
OBS: Os tratados que não versarem sobre direitos humanos terá status de Lei Ordinária 
Federal, não podendo ter status supralegal e nem constitucional. 
Exemplo: DECRETO 678/92 – LO -PACTO SÃO JOSE DA COSTA RICA, incorporado com status 
de Lei Ordinário 
-Prisão civil apenas por não pagamento de pensão alimentícia – Súmula Vinculante 25 
STATUS: 
 
• Terá status de EMENDA CONSTITUCIONAL se passar pelo crivo de aprovação em 2 
casas + 2 turnos + 3/5 dos votos → Serve como parâmetro no controle de 
constitucionalidade 
 
• Se o tratado de direitos humanos não passar pelo quorúm acima, terá status 
SUPRALEGAL → Não serve como parâmetro no controle de constitucionalidade 
 
• Os tratados que não versarem sobre direitos humanos terá status DE LEI ORDINÁRIA 
FEDERAL, não podendo ter status supralegal e nem constitucional. 
 
 
 
 
 
 
O caput do art. 5º da Constituição Federal passa a vigorar acrescido do seguinte inciso LXXIX: 
LXXIX - é assegurado, nos termos da lei, o direitoà proteção dos dados pessoais, inclusive nos 
meios digitais. 
OBS: A PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS PASSA A SER DIREITO FUNDAMNETAL! 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao.htm#art5lxxix
2° FASE EM CONSTITUCIONAL – OAB XXXVI – Método de revisão Constante 
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O material é de uso pessoal e o compartilhamento é PROIBIDO! 
17 
 
 
Lei 12.527/11. Finalidade→ Garantir o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art.5°, 
no inc II do §3° do art.37 e no §2° do art.216 da CF. 
A lei regulamenta o direito constitucional de acesso às informações públicas. Essa norma 
entrou em vigor em 16 de maio de 2012 e criou mecanismos que possibilitam, a qualquer 
pessoa, física ou jurídica, sem necessidade de apresentar motivo, o recebimento de 
informações públicas dos órgãos e entidades. 
A Lei vale para os três Poderes da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, inclusive aos 
Tribunais de Conta e Ministério Público. Entidades privadas sem fins lucrativos também são 
obrigadas a dar publicidade a informações referentes ao recebimento e à destinação dos 
recursos públicos por elas recebidos. 
Dentre esses princípios, destacam-se: 
• Acesso é a regra, o sigilo, a exceção (divulgação máxima) 
• Requerente não precisa dizer por que e para que deseja a informação (não exigência de 
motivação) 
• Hipóteses de sigilo são limitadas e legalmente estabelecidas (limitação de exceções) 
 • Fornecimento gratuito de informação, salvo custo de reprodução (gratuidade da 
informação) • Divulgação proativa de informações de interesse coletivo e geral (transparência 
ativa) 
• Criação de procedimentos e prazos que facilitam o acesso à informação (transparência 
passiva) 
 
 
COMO É COBRADO EM PROVA: 
OAB – EXAME XIX 
A Associação Antígua, formada por colecionadores de carros antigos, observando que Mário, 
um de seus membros, supostamente teria infringido regras do respectivo Estatuto, designou 
comissão especial para a apuração dos fatos, com estrita observância das regras estatutárias. 
A Comissão, composta por membros de reconhecida seriedade, ao concluir os trabalhos, 
resolveu propor a exclusão de Mário do quadro de sócios, o que foi referendado pela Direção 
da Associação Antíqua. Questionada por Mário sobre o fato de não ter tido a oportunidade de 
contraditar os fatos ou apresentar defesa, a Associação apresentou as seguintes alegações: em 
primeiro lugar, não seria possível a Mário contraditar os fatos ocorridos, já que as provas de 
sua ocorrência eram incontestáveis; em segundo lugar, os trâmites processuais previstos no 
Estatuto foram rigorosamente respeitados; em terceiro lugar, tratando-se de uma instituição 
privada, a Associação Antíqua tinha plena autonomia para a elaboração de suas regras 
estatutárias, que, no caso, permitiam a exclusão sem oitiva do acusado. Por fim, a Associação 
ainda alegou que Mário, ao nela ingressar, assinara um documento em que reconhecia a 
impossibilidade de solucionar possíveis litígios com a referida Associação pela via judicial. 
2° FASE EM CONSTITUCIONAL – OAB XXXVI – Método de revisão Constante 
Material elaborado por Samara Gomes de Freitas (@esquematizaquestoes) 
O material é de uso pessoal e o compartilhamento é PROIBIDO! 
18 
 
 
Inconformado, Mário o procurou para, como advogado(a), orientá-lo sobre as questões a 
seguir. 
 
 A) O direito à ampla defesa e ao contraditório podem ser alegados quando regras 
convencionais não os preveem? (Valor: 0,80) 
 
 B) É possível que o Estatuto da Associação Antíqua possa estabelecer regra que afaste a 
apreciação da causa pelo Poder Judiciário? (Valor: 0,45) 
 
#GABARITO 
 
A) No caso em tela, o direito à ampla defesa e ao contraditório, previsto no Art. 5º, LV, da CRFB, 
consubstancia preceito de ordem pública e não poderia ser desobedecido, mesmo no âmbito 
das relações privadas, configurando verdadeiro direito subjetivo de Mário. Afinal, direitos 
fundamentais dessa natureza devem ser observados tanto pelo Poder Público como pelos 
particulares. Nessa linha, o sistema jurídico-constitucional brasileiro tem reconhecido a 
possibilidade de aplicação da teoria da eficácia horizontal dos direitos fundamentais. Em 
consequência, as violações aos direitos fundamentais não ocorrem somente no âmbito das 
relações entre o particular e o Estado, mas igualmente nas relações estabelecidas entre 
pessoas físicas e jurídicas de direito privado. Assim, em casos análogos ao descrito, em que um 
ente submete uma pessoa ao seu poder decisório, os direitos fundamentais assegurados pela 
Constituição vinculam, diretamente, não apenas os poderes públicos, como também estão 
direcionados à proteção dos particulares em face do poder privado. 
 
B) Não. Se o inciso XXXV do Art. 5º da Constituição Federal estabelece que “a lei não excluirá 
da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”, por muito maior razão, diploma 
normativo sublegal certamente também não poderá fazê-lo. Acrescente-se que o dispositivo 
em referência tem natureza de direito fundamental, o que aumenta ainda mais sua densidade 
normativa. 
 
Confira outras questões envolvendo o tema de direitos fundamentais, nos exames: 
 
XVII – (Questão 2) → Inafastabilidade da justiça. 
XIX – (Questão 2) → Direito a ampla defesa e contraditório + eficácia horizontal dos direitos 
fundamentais e Inafastabilidade da justiça 
XXIII – (Questão 4) → Direito de petição + Ampla defesa e contraditório 
XXVII - (Questão 3) → Direito a informação 
XXVIII – (Questão 4) → Princípio da anterioridade criminal 
XXX – (Questão 1 e 2) → Ampla defesa + Associações (vedação a interferência estatal) 
XXXII – (Questão 2) → Sigilo de dados + direito à privacidade 
 
Responder as questões sobre “Direitos e garantias fundamentais” no Caderno de questões parte 1, 
(Pagina 6 a 13), localizado no módulo 3 da plataforma. 
 
 
 
2° FASE EM CONSTITUCIONAL – OAB XXXVI – Método de revisão Constante 
Material elaborado por Samara Gomes de Freitas (@esquematizaquestoes) 
O material é de uso pessoal e o compartilhamento é PROIBIDO! 
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Fazer leitura dos artigos: 
• Art.6° CF – Rol exemplificativo 
• Art.7° CF- Parágrafo único (leitura) 
• Art.39, §3° (leitura) 
• Art.193 
• Arts.194 a 204 - Da seguridade social – saúde, previdência e assistência social 
• Arts.205 a 217 - Da educação, cultura e desporto 
• Arts.218 a 224 - Da ciência, tecnologia e comunicação social 
• Art.225 – Do meio ambiente 
• Arts. 226 a 230 - Da família, da criança, do adolescente e do idoso 
• Art.231 – Dos índios 
• ADPF 45 
 
Princípios que podem ser usados na fundamentação das peças: 
• Mínimo existencial: Necessidade de se olhar para a dignidade da pessoa, atendendo 
aqueles que mais precisam do Estado. 
• Reserva do Possível: Disponibilidade financeira do estado. 
A cláusula da “reserva do possível” – ressalvada a ocorrência de justo motivo objetivamente 
aferível – não pode ser invocada, pelo Estado, com a finalidade de exonerar-se do 
cumprimento de suas obrigações constitucionais, notadamente quando, dessa conduta 
governamental negativa, puder resultar nulificação ou, até mesmo, aniquilação de direitos 
constitucionais impregnados de um sentido de essencial fundamentalidade.” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Art.6°. Parágrafo único. 
Parágrafo único. Todo brasileiro em situação de vulnerabilidade social terá direito a uma renda 
básica familiar, garantida pelo poder público em programa permanente de transferência de 
renda, cujas normas e requisitos de acesso serão determinados em lei, observada a legislação 
fiscal e orçamentária (Incluído pela Emenda Constitucional nº 114, de 2021) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc114.htm#art1
2° FASE EM CONSTITUCIONAL – OAB XXXVI – Método de revisão Constante 
Material elaboradopor Samara Gomes de Freitas (@esquematizaquestoes) 
O material é de uso pessoal e o compartilhamento é PROIBIDO! 
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NACIONALIDADE 
(tema de baixa incidência) 
 
Base legal: Art. 12, da CF/88, Lei 13.445/17 
Nacionalidade X Cidadania 
• Nacionalidade: Está relacionada a um vínculo jurídico civil, tornando-a nacional, 
originariamente ou por meio de um processo de naturalização 
• Cidadania: Está relacionada a um vínculo político, por meio do alistamento eleitoral 
Assim, podemos dizer que nem todo nacional é cidadão (Ex: crianças e presos, são nacionais 
mas não são cidadãos) e que via de regra todo cidadão é nacional, com exceção do português 
equiparado, art. 12, §1 CF, pois este é mantido no Brasil como um estrangeiro com direitos 
civis equiparados a um brasileiro naturalizado, e se ele preencher os requisitos relacionados a 
sua equiparação, será um estrangeiro com direitos políticos, ou seja, um cidadão sem 
nacionalidade. 
CONCEITOS RELACIONADOS: 
• Apátrida: Sem nacionalidade 
• Polipátrida: + de uma nacionalidade 
 
 
• Primária/originária: brasileiros natos 
• Secundária/adquirida: brasileiros naturalizados 
 
 
JUS SOLIS: 
 
Nasce no 
território 
nacional 
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais 
estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país 
 
JUS SANGUINIS: 
(por 
descendência) 
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde 
que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil; 
 
Ex: Criança que nasce fora do Brasil, cujo pais são brasileiros e um deles 
está a serviço do Brasil, a criança será brasileira nata, devido o critério Jus 
sanguinis 
 
2° FASE EM CONSTITUCIONAL – OAB XXXVI – Método de revisão Constante 
Material elaborado por Samara Gomes de Freitas (@esquematizaquestoes) 
O material é de uso pessoal e o compartilhamento é PROIBIDO! 
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JUS SANGUINIS: c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde 
que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a 
residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, 
depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira; 
 
Duas situações: 
1. Criança nasce fora do Brasil e é registrada em repartição brasileira 
competente → Será brasileira nata 
 
2. Criança nasce fora do Brasil, mas não é registrada, depois de 
atingida a maior idade e residindo no Brasil, poderá optar pela 
nacionalidade brasileira, a qualquer tempo. 
 
OBS: A criança que passar a residir no Brasil, por ser menor de idade, ainda 
não pode fazer a confirmação optativa de nacionalidade, portanto terá 
nacionalidade provisória e até seus 18 anos será considerada brasileira 
nata, atingida a maioridade, deve fazer a sua escolha. 
 
Procedimento*→ Processo de jurisdição voluntária; Perante um Juiz 
federal- 109, X CF) 
 
 
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de 
países de língua portuguesa apenas residência por 1 ano ininterrupto e idoneidade moral; 
• Naturalização ORDINÁRIA 
• Ato discricionário→ pode ser negado: Art.65, Lei 13.455/17 
• O procedimento é administrativo, perante o Ministério da Justiça, até a decisão do 
presidente da república* 
• NÃO se gera o direito subjetivo à naturalização 
 
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há 
mais de 15 anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade 
brasileira 
 
• Naturalização EXTRAORDINÁRIA 
• Não é automática, precisa realizar requerimento* 
• Ato vinculado → Uma vez preenchido todos os requisitos necessários, há direito 
subjetivo a naturalização: Art.67, Lei 13.455/17 
 
Alguns artigos importantes: Arts. 68, 69, 70 Lei 13.455/17 
 
OBSERVAÇÕES: 
• A naturalização brasileira é competência exclusiva do Ministério da Justiça e Segurança 
Pública. 
• Não há naturalização tácita ou por decurso de prazo 
2° FASE EM CONSTITUCIONAL – OAB XXXVI – Método de revisão Constante 
Material elaborado por Samara Gomes de Freitas (@esquematizaquestoes) 
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22 
 
 
• No Brasil não se adquire a nacionalidade brasileira por meio do casamento com 
brasileiro 
 
 
NATO & 
NATURALIZADO: 
Art.12, II, → O brasileiro nato e naturalizado perderá a nacionalidade se 
adquirir outra nacionalidade, EXCETO nos casos: 
 
a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira → 
Ius sanguinis – Hipótese de Dupla nacionalidade; 
 
 Perda – mudança. Procedimento adm. 
 
b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro 
residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em 
seu território ou para o exercício de direitos civis; → exemplo: Aos 
jogadores de futebol para permanecer em território estrangeiro 
 
Art.254. Dec. 9199/2017- Se o Brasileiro decidir voltar ao Brasil ele pode 
readquirir a nacionalidade que já tinha. 
 
NATURALIZADO: Art.12, I, → tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em 
virtude de atividade nociva ao interesse nacional; 
• Perda sanção, depende de decisão judicial, que é proposta pelo 
MP por meio de uma ação de cancelamento de naturalização. 
(109,X CF) 
 
REGRA: A lei não pode trazer distinções entre brasileiros natos e naturalizados, apenas a 
Constituição Federal. 
EXCEÇÃO: Há tratamento diferenciado entre brasileiros nas hipóteses taxativamente 
previstas na CF: 
 
SÃO PRIVATIVOS DE BRASILEIROS NATOS: 
 
CARGOS: Ministros do STF; Presidente da República e vice; Presidente da Câmara 
dos Deputados; Presidente do Senado Federal; Carreiras diplomáticas; Oficial das 
Forças Armadas; Ministro de Estado da Defesa. 
 
BIZU: MP3.COM 
 
FUNÇÃO: 6 assentos no Conselho da República (art. 89, VII, CF) para brasileiros 
natos. 
 
PROPRIEDADE DE EMPRESA JORNALÍSTICA (art. 222, § 1º, CF) → Podem ser 
proprietários os brasileiros natos e os naturalizados há mais de 10 anos. 
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Brasileiro nato não pode ser extraditado. 
 
 
OAB – EXAME XXIII 
Ernesto, de nacionalidade boliviana, imigrou para a República Federativa do Brasil em 2000 e, 
desde então, com aquiescência das autoridades brasileiras, fixou residência no território 
nacional. Cidadão de reputação ilibada e profundo admirador de nossa cultura, conheceu 
Cláudia, de nacionalidade portuguesa, também de reputação ilibada e que vivia no Brasil desde 
2010. Ernesto e Cláudia, que começaram a viver juntos há cerca de um ano, requereram a 
nacionalidade brasileira. Para supresa de ambos, os requerimentos foram indeferidos. No caso 
de Ernesto, argumentou-se que suas características pessoais, como idade e profissão, não se 
enquadravam nas diretrizes da política nacional de migração. Quanto a Cláudia, argumentou-
se a ausência de utilidade na naturalização, já que, por ser portuguesa, seria alcançada pelo 
estatuto da igualdade entre portugueses e brasileiros. Inconformados com os indeferimentos, 
Ernesto e Cláudia procuraram os seus serviços como advogado(a) para que a situação de ambos 
fosse objeto de criteriosa análise jurídica. Considerando a situação hipotética apresentada, 
responda, de forma fundamentada, aos itens a seguir. 
 
A) Ernesto possui o direito subjetivo à obtenção da nacionalidade brasileira? (Valor: 0,60) 
 
B) As razões invocadas para o indeferimento do requerimento de Cláudia mostram-se 
constitucionalmente corretas? (Valor: 0,65) 
 
#GABARITO 
 
A) O(A) examinando(a) deve responder que, uma vez preenchidos os requisitos estabelecidos 
no Art. 12, inciso II, alínea b, da CRFB/88, o estrangeiro, como Ernesto, possui o direito 
subjetivo àobtenção da nacionalidade brasileira. 
 
B) O(A) examinando(a) deve esclarecer que qualquer estrangeiro que preencha os requisitos 
exigidos, inclusive aquele originário dos países falantes de língua portuguesa, consoante o Art. 
12, inciso II, alínea a, da CRFB/88, pode postular a obtenção da nacionalidade brasileira, o que 
ensejará o surgimento de vínculo mais estreitos com a República Federativa do Brasil. 
 
Confira outra questão envolvendo o tema de nacionalidade no exame: 
• XXX – (Questão 4) – Questão interdisciplinar 
 
 
Responder as questões sobre “Nacionalidade no Caderno de questões parte 1, (Pagina 14 e 15) 
(gabarito pg.18) , localizado no módulo 3 da plataforma. 
 
 
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 DIREITOS POLÍTICOS 
 (tema de MÉDIA incidência) 
 
DEMOCRACIA PARTICIPATIVA. 
 Art. 1°, Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos 
ou diretamente, nos termos desta Constituição. 
Democracia→ SOBERANIA POPULAR→ Poder emana do povo, exercido por meio dos direitos políticos e 
este por sua vez exterioriza o modelo democrático adotado pela CF 
EXPRESSÃO SUFRÁGIO: Direito público subjetivo político, que permite que o cidadão participe da vida do 
estado. 
MANIFESTAÇÕES – DIREITOS POLÍTICOS POSITIVOS – ATIVOS E PASSIVOS 
Art.14 
§ 1º O alistamento eleitoral e o voto são: 
 I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos; 
 II - facultativos para: 
a) os analfabetos; 
b) os maiores de setenta anos; 
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. 
 
Art. 14. § 2º - Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar 
obrigatório, os conscritos. → Os conscritos durante o serviço militar obrigatório estrangeiros, com 
exceção do português equiparado. 
b) INICIATIVA POPULAR. Art. 61, §2º. 27, §4º, 29, XIII. 
c) PLEBISCITOS E REFERENDOS. Art. 49, XV. → DECRETO LEGISLATIVO CN 
d) AÇÃO POPULAR. Art. 5º, LXXIII. Lei 4717/65 
e) O VOTO. Art. 60, §4º, II. 
Denúncia por crime de responsabilidade. Lei 1075/10 (Manifestação popular privativa do cidadão) 
f) Condições de Elegibilidade. Art. 14, § 3º 
 §3º - São condições de elegibilidade, na forma da lei: 
I - a nacionalidade brasileira; (Lembrar dos cargos privativos de Br. Nato, art.12 §3°) 
II - o pleno exercício dos direitos políticos; (Art.15) 
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III - o alistamento eleitoral; (Nem todos que possuem alistabilidade possuem elegibilidade, a exemplo do 
eleitor de 16 anos e analfabeto, esses podem votar, mas não podem ser votados. Todos que possuem 
elegibilidade necessariamente possuem alistabilidade, por ser um dos requisitos. 
IV - o domicílio eleitoral na circunscrição; prazo de 6 meses (Art. 9. Da Lei 9504/97) 
V - a filiação partidária; (Não se admite no País candidatura avulsa) 
VI - a idade mínima 
35: Presidente da República Vice-presidente e Senador 
30: Governador e vice 
21: Deputados, prefeito e vice, juiz de paz 
 
18: vereador → idade mínima deve ser comprovada no ato de registro da candidatura 
 
 
Situações que impedem o cidadão de participar da vontade política do Estado. (2 grupos de 
direitos políticos negativos): 
a) INELEGIBILIDADES → Aquele que sofre algum tipo de impedimento quanto aos seus direitos 
políticos passivos 
• ABSOLUTAS – art. 14, §4º (conscritos e analfabetos) - Impedimento para se candidatar a 
qualquer tipo de cargo. (As hipóteses de inelegibilidade absoluta se esgotam na própria 
CF) 
 
• RELATIVAS – art. 14, §9º, §5º, §6º, §7º - Nessa situação há restrições. (As hipóteses de 
inelegibilidade absoluta NÃO se esgotam na própria CF, tendo em vista que há a Lei da 
inelegibilidade) 
 b) PERDA E SUSPENSÃO→ Restrição mais ampla alcança o direito político ativo e passivo 
(art.15 CF) 
REELEIÇÃO* - Art.14, §5º (JÁ CAIU 2X) 
• A vedação ao terceiro mandato consecutivo só se limita aos titulares do poder 
executivo. 
• Enquanto os titulares do poder Legislativo não há limitação 
OBS: Prefeito reeleito NÃO pode concorrer a cargo de prefeito em nenhum município da 
federação. 
DESINCOMPATIBILIZAÇÃO 
 
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Art. 14, § 6º - Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de 
Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis 
meses antes do pleito. 
OBS: Para se reeleger não há necessidade de desincompatibilização 
 
• A inelegibilidade Reflexa Recai sobre os familiares do poder Executivo (chefia) 
“O art. 14, § 7º, da CB deve ser interpretado de maneira a dar eficácia e efetividade aos postulados 
republicanos e democráticos da Constituição, evitando-se a perpetuidade ou alongada presença de 
familiares no poder”. 
Grau de parentesco: 
- Na linha ascendente: Pais e avós 
- Na linha descendente: Filhos e netos 
-Na linha colateral: Irmãos 
+ Parentes por afinidade: Sogros, genro, nora, 
cunhado, enteado, madrasta, padrasto. 
PREFEITOS: Prefeito, Vice prefeito e Vereador→ Atinge 
apenas o município 
GOVERNADOR: Prefeito, Vice P. e Vereador dos 
municípios localizado dentro desse estado e ainda os 
Cargos de Governador, Vice Governador, Deputado 
estadual, Deputado Federal e Senador → Atinge o 
Estado e os municípios que englobam aquele estado. 
PRESIDENTE: A família não pode concorrer a nenhum 
cargo 
Lembrar da ressalva do art.14 § 7º “salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à 
reeleição.” 
Usar como exemplificação a família do Bolsonaro para lembrar das ressalvas. 
 
OBS: A inelegibilidade alcança também a família de quem tenha substituído o titular do cargo do 
poder executivo dentro dos 6 meses anteriores ao pleito eleitoral 
 
Súmula Vinculante 18 * (JÁ CAIU 3X) 
A dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal, no curso do mandato, não afasta a 
inelegibilidade prevista no § 7º do artigo 14 da Constituição Federal. → Em caso de morte não se 
aplica essa súmula 
 
A RENÚNCIA: 
 
1° mandato→ Afasta por completo a inelegibilidade reflexa 
 
2° mandato→ Afasta a inelegibilidade reflexa, salvo para o mesmo cargo antes ocupado pelo 
renunciante 
 
 
 
 
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Art.14, §8 (Militar de carreira) 
• -10 anos, deverá se afastar, ou seja, pedir exoneração. Se não for eleito, não retornará ao 
cargo militar 
• +10 anos. Nessa situação, se o militar não for eleito ele vai retornar a sua atividade como 
militar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Art.15 
• I - Cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado; HIPÓTESE DE PERDA 
• II - Incapacidade civil absoluta; HIPÓTESE DE SUSPENSÃO 
• III - Condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos; HIPÓTESE 
DE SUSPENSÃO → Os direitos políticos somente permaneceram suspensos enquanto a 
condenação criminal transitada em julgado produziu efeitos 
• IV - Recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do 
art. 5º, VIII; HIPÓTESE DE SUSPENSÃO - Há divergência doutrinária, então em prova por as 
duas. 
• V - Improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4º 
 
Art,16. PRINCÍPIO DA ANTERIORDADE OU ANUALIDADE EM MATÉRIA ELEITORAL - CLÁUSULA PÉTREA 
 
Art.17 AUTONOMIA DOS PARTIDOS, art.1°, V CF, fundamento da república federativado Brasil 
 
• Partido político- pessoa jurídica de direito privado- legitimado ativo nas ações do controle 
concentrado, não precisa comprovar pertinência temática para propositura da ação, 
tendo em vista ser um legitimado universal; precisa ter representante em uma das casas 
do Congresso Nacional, QUANDO DA PROPOSITURA DA AÇÃO. 
§ 12. Serão realizadas concomitantemente às eleições municipais as consultas populares 
sobre questões locais aprovadas pelas Câmaras Municipais e encaminhadas à Justiça 
Eleitoral até 90 (noventa) dias antes da data das eleições, observados os limites 
operacionais relativos ao número de quesitos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 
111, de 2021) 
§ 13. As manifestações favoráveis e contrárias às questões submetidas às consultas 
populares nos termos do § 12 ocorrerão durante as campanhas eleitorais, sem a 
utilização de propaganda gratuita no rádio e na televisão. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 111, de 2021) 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc111.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc111.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc111.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc111.htm#art1
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• A perda superveniente de representação política no curso do feito NÃO GERA EXTINÇÃO 
DO PROCESSO, o partido continuará mesmo sem representação, pois o momento de 
averiguação sobre a existência da representação é quando da propositura da ação. * 
FIDELIDADE PARTIDÁRIA 
 
O sistema majoritário, adotado para a eleição de presidente, governador, prefeito e senador, tem 
lógica e dinâmica diversas da do sistema proporcional. As características do sistema majoritário, 
com sua ênfase na figura do candidato, fazem com que a perda do mandato, no caso de mudança 
de partido, frustre a vontade do eleitor e vulnere a soberania popular (CF, art. 1º, parágrafo 
único; e art. 14, caput). 
 
Lei 9096/95, Art. 22-A. Perderá o mandato o detentor de cargo eletivo que se desfiliar, sem justa 
causa, do partido pelo qual foi eleito. Parágrafo único. Consideram-se justa causa para a 
desfiliação partidária somente as seguintes hipóteses: 
 I - mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; 
 II - grave discriminação política pessoal; e 
 III - mudança de partido efetuada durante o período de trinta dias que antecede o prazo de 
filiação exigido em lei para concorrer à eleição, majoritária ou proporcional, ao término do 
mandato vigente. 
 
O reconhecimento da justa causa para transferência de partido político afasta a perda do 
mandato eletivo por infidelidade partidária. Contudo, ela não transfere ao novo partido o 
direito de sucessão à vaga. 
 
EC/97 
 
TROCA DE LEGENDA:* 
 
Cargos sujeitos ao sistema proporcional (deputados federais, deputados estaduais e 
vereadores): 
• O mandato eletivo pertence ao partido político e não ao parlamentar 
• O abandono de legenda enseja a extinção do mandato parlamentar, porque não há a 
caracterização de justa causa, ou seja, mudanças na ideologia do partido ou criação de 
um novo partido político 
 
Cargos sujeitos ao sistema majoritário (presidente da república, governador, prefeito e 
senador): 
• O mandato eletivo pertence ao parlamentar e não ao partido político. 
• O abandono de legenda não enseja a extinção do mandato parlamentar, porque o sistema 
majoritário se caracteriza pela ênfase na figura do candidato, daí a jurisprudência do STF 
no sentido da inaplicabilidade da regra de perda do mandato por infidelidade partidária 
 
 
 
 
 
 
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OAB – Exame XXIV 
No segundo ano do seu segundo mandato consecutivo, Maria da Silva, governadora do estado 
Alfa, divorcia-se de seu marido, Antônio da Silva, com quem era casada há muitos anos. Antônio 
da Silva, que, no momento, não exerce qualquer cargo eletivo, mas sempre almejou concorrer 
ao cargo de senador, filia-se, em razão da separação, ao partido político oponente ao de sua ex-
mulher. Ocorre que o partido solicita a ele, que, em vez de candidatar-se ao Senado Federal, 
apresente-se como candidato a governador do estado Alfa, de modo a suceder sua ex-mulher. 
Diante do exposto, responda aos itens a seguir. 
 
 A) Antônio da Silva pode concorrer aos referidos cargos (senador ou governador)? Justifique. 
(Valor: 0,80) 
 
B) Seria diferente a análise do caso em tela se a dissolução do vínculo conjugal se desse em razão 
de morte da governadora no início do último ano do seu mandato? Justifique. (Valor: 0, 45) 
 
#GABARITO 
 
A) Segundo o Art. 14, § 7º, da CRFB/88, o cônjuge do ocupante do cargo de governador é 
inelegível no território de jurisdição do titular do cargo, salvo se já fosse titular de mandato 
eletivo e candidato à reeleição. No caso concreto, Antônio da Silva é alcançado pelo instituto na 
inelegibilidade reflexa, já que, marido da governadora e sem exercer qualquer cargo eletivo, não 
poderia, por conclusão lógica, ser candidato a senador ou governador. O fato de estarem 
divorciados não altera a situação de Antônio da Silva, pois segundo a Súmula Vinculante nº 18 
do STF, “a dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal, no curso do mandato, não afasta a 
inelegibilidade prevista no Art. 14, § 7º, da Constituição Federal”. Assim sendo, não poderá 
Antônio da Silva concorrer a qualquer cargo no estado Alfa. 
 
 B) Sim, por força do que estabeleceu o Supremo Tribunal Federal no âmbito da Tese de 
Repercussão Geral nº 678 (“A Súmula Vinculante 18 do STF não se aplica aos casos de extinção 
do vínculo conjugal pela morte de um dos cônjuges”). Assim, a ocorrência do óbito da 
governadora teria o condão de afastar a inelegibilidade de Antônio da Silva, que estaria, no caso, 
habilitado a concorrer a qualquer um dos cargos citados. 
Confira outras questão envolvendo o tema de direitos políticos. no exame: 
• XVI (Questão 2) 
• XX (Questão 4) 
• XXI (Questão 3) 
• XXIV (Questão 4) 
§ 6º Os Deputados Federais, os Deputados Estaduais, os Deputados Distritais e os Vereadores 
que se desligarem do partido pelo qual tenham sido eleitos perderão o mandato, salvo nos casos 
de anuência do partido ou de outras hipóteses de justa causa estabelecidas em lei, não 
computada, em qualquer caso, a migração de partido para fins de distribuição de recursos do 
fundo partidário ou de outros fundos públicos e de acesso gratuito ao rádio e à 
televisão. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 111, de 2021) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc111.htm#art1
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• XXV (Questão 3) 
• XXXIII (Questão 4) 
• XXXV (Questão 4) 
 
Responder as questões sobre “Direitos Políticos” no Caderno de questões parte 1, (Pagina 15 a 17; 
gabarito pg. 19 a 21), localizado no módulo 3 da plataforma. 
 
 
INCIDENTE DE DESLOCAMENTO DE COMPETÊNCIA PARA A JUSTIÇA FEDERAL 
(tema de baixa incidência) 
 
 
(ART.109, § 5°, CF) 
 
A federalização dos crimes sobre direitos humanos→ A EC 45/2004, estabeleceu um 
mecanismo que permite que em qualquer momento da investigação ou do processo o caso 
seja federalizado, ou seja, se estiver na polícia civil será remetido a polícia federal, caso já 
esteja na fase judicial que seja remetido para a justiça federal, tudo isso visando evitar que o 
Brasil venha a ser responsabilizado no plano internacional e tambémpara garantir a justiça. 
 
REQUISITOS DA FEDERALIZAÇÃO: 
• A existência de grave violação a direitos humanos; 
• O risco de responsabilização internacional do Brasil decorrente do descumprimento de 
obrigações jurídicas assumidas em tratados internacionais; 
• Incapacidade das autoridades locais de oferecer respostas efetivas 
 
 OBS: A única autoridade capaz de levar o pedido de federalização em qualquer momento 
do inquérito ou processo é o PGR e o único órgão do poder judiciário apto a federalizar ou 
não o crime é o STJ. 
OAB – EXAME XXVII + EXAME XV (ADAPTADO) 
 
 
Um grupo de criminosos fortemente armados desferiu disparos de arma de fogo contra 
diversos populares no Estado Alfa, dando causa à morte de trinta pessoas. No dia seguinte aos 
fatos, momento em que as autoridades estaduais já tinham iniciado a investigação do ocorrido, 
2° FASE EM CONSTITUCIONAL – OAB XXXVI – Método de revisão Constante 
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certa autoridade federal afirmou que os fatos eram de extrema gravidade, sendo evidente o 
descumprimento das obrigações internacionais assumidas pela República Federativa do Brasil, 
bem como que adotaria medida, nesse mesmo dia, para que a investigação dos crimes não 
fosse realizada por autoridades estaduais. À luz da narrativa acima, responda aos 
questionamentos a seguir. 
 
A) Que medida judicial poderia ser adotada pela autoridade federal competente para que a 
investigação dos crimes fosse transferida das autoridades estaduais para as federais? 
Justifique. (Valor: 0,60) 
 
B) Considerando os dados da narrativa acima, em especial o fato de não haver qualquer notícia 
da ineficiência das autoridades estaduais, a medida judicial eventualmente ajuizada deveria 
ser acolhida pelo Tribunal competente? Justifique. 
 
C) Presidente da República pode requerer a aplicação do instituto? Perante qual juízo ou 
tribunal brasileiro deve ser suscitado o instituto da federalização dos crimes contra os direitos 
humanos? 
 
#GABARITO 
 
A) A medida judicial que poderia ser ajuizada, pelo Procurador-Geral da República, é o 
incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal, isso em razão da grave 
violação de direitos humanos, conforme dispõe o Art. 109, § 5º, da CRFB/88. 
 
 B) A medida judicial não deveria ser acolhida pelo Superior Tribunal de Justiça, já que ajuizada 
no dia seguintes aos fatos, inexistindo notícia de ineficiência das autoridades estaduais na sua 
apuração. Exige-se que a atuação federal ocorra em caráter subsidiário, conforme reiterada 
interpretação do Tribunal a respeito do Art. 109, § 5º, da CRFB/88. 
 
C) O examinando deve indicar que o Presidente da República não tem competência para 
suscitar a aplicação do instituto. Conforme previsão constante do Art. 109, § 5º, da 
Constituição Federal, apenas o Procurador Geral da República pode suscitar a aplicação do 
instituto, e, nos termos do mesmo dispositivo, o tribunal perante o qual deve ser suscitado o 
instituto é o Superior Tribunal de Justiça (STJ). 
 
 
 
Responder as questões sobre “Incidente de deslocamento para a justiça Federal” no Caderno de 
questões parte 1, (Pagina 22 e gabarito pg.26), localizado no módulo 3 da plataforma. 
 
 
 
 
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REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS 
(tema de alta incidência) 
 
 
As questões envolvendo esse tema não são complexas, em suma, o enunciado traz um caso 
concreto e questiona qual é a medida judicial adequada, vejamos o que você precisa saber: 
 
• Destacar as palavras chaves para identificar o remédio adequado 
• Alguns enunciados das alternativas deixam dicas/palavras chaves 
• Especificar a ação cabível ao caso concentro 
• Mencionar a base constitucional e infra constitucional 
 
Os remédios mais cobrados em prova: (Análise das últimas 19 provas): 
• Mandado de Segurança 3x 
• Ação popular 3X 
• Mandado de Injunção 1X 
 
 
LXIX – conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não 
amparado por habeas-corpus ou habeas-data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso 
de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do 
Poder Público. 
 
• Não se admite dilação probatória, vez que as provas devem ser pré constituídas 
• Prazo decadencial: 120 dias a partir da ciência do interessado 
• Não há condenação ao pagamento de honorários advocatícios 
• Não cabe mandado de segurança coletivo para proteger direitos difusos. 
• No mandado de segurança coletivo a organização sindical, entidade de classe ou 
associação devem ser legalmente constituídas e em funcionamento há pelo menos 1 
ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados → Esse mesmo requisito 
vale para o MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO 
 
#DICA → Sempre mencione o DIREITO LÍQUIDO E CERTO do impetrante na sua resposta! 
 
Ex: Um ato legal de uma autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de 
atribuições do Poder Público legal que passa a ser considerada ato ilegal devido ação de direta 
de inconstitucionalidade 
 
 
 
 
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Súmula 625, STF*: Controvérsia sobre matéria de direito não impede concessão de mandado 
de segurança 
• A existência de dúvida sobre matéria de direito não impede a movimentação do 
Judiciário pela via de mandado de segurança 
 
Súmula 629, STF, in verbis: "A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de 
classe em favor dos associados independe da autorização destes". 
 
Súmula 630, STF*: “A entidade de classe tem legitimação para o mandado de segurança ainda 
quando a pretensão veiculada interesse apenas a uma parte da respectiva categoria". 
 
 
OAB- EXAME XXXI 
1. Determinado Ministro de Estado editou portaria detalhando as disciplinas que deveriam 
integrar a grade curricular da Faculdade de Direito X, bem como o conteúdo programático de 
cada uma delas. Para justificar a medida adotada, informou que ela se justificava pelo baixo 
desempenho das instituição de ensino na última avaliação realizada pelos técnicos do 
Ministério. Sobre a narrativa acima, responda aos itens a seguir. 
 
b) Caso a Faculdade de Direito X decida insurgir-se contra a referida portaria perante o Poder 
Judiciário, qual a ação constitucional cabível e o juízo ou Tribunal competente, ciente da 
desnecessidade de outras provas, pois estritamente documental? (Valor: 0,75) 
 
#GABARITO 
 
A Faculdade de Direito X, em razão da violação do seu direito líquido e certo à definição das 
disciplinas do currículo e do respectivo conteúdo programático, pode impetrar Mandado de 
Segurança, como dispõe o Art. 5º, inciso LXIX, da CRFB/88, perante o Superior Tribunal de 
Justiça, nos termos do Art. 105, inciso I, alínea b, da CRFB/88. 
 
Caso você queira analisar como esse tema já foi cobrado, veja os exames: 
• XVI (questão 1) 
• XXXI (questões 1 e 2) 
• XXXII (questão 4) 
• XXXIV (questão 1,b) 
 
 
 
 
 
2° FASE EM CONSTITUCIONAL – OAB XXXVI – Método de revisão Constante 
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LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo 
ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade 
administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo 
comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência; 
 
• O STF não possui competência originária para processar

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