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Beneficiamento da Borracha Natural no Brasil Fernando do Val Guerra Carlos Henrique Paro Beneficiamento da Borracha Natural: A produção de borracha natural é obtida a partir de duas rotas distintas: 1) A partir do Látex que é a forma liquida; 2) A partir do Coágulo que é a forma sólida da borracha após a coagulação do látex. COÁGULO LÁTEX FIGURA 1. Ilustração da Borracha Natural extraída da Seringueira Tipos de Borrachas Brasileiras após o beneficiamento. DERIVADAS DO LÁTEX Látex Centrifugado 60% Folha Fumada Brasileira (FFB) Folha Clara Brasileira (FCB) Crepe Claro Brasileiro (CCB) DERIVADAS DO COÁGULO Crepe Escuro Brasileiro (CEB) Granulado Escuro Brasileiro (GEB) Granulado Claro Brasileiro (GCB) Látex => CCB - Crepe Claro Brasileiro Látex => FCB – Folha Clara Brasileira (sem foto) Látex => FFB – Folha Fumada Brasileira F F B – Fo lh a F u mad a B ras i le i ra Látex => Látex Centrifugado 60% CVG => CEB – Crepe Escuro Brasileiro (sem foto) CVG => GCB – Granulado Claro Brasileiro (sem foto) CVG => GEB – Granulado Escuro Brasileiro GE B – Gran u lado E sc u ro B ras i le i ro Recepção do CVG Amostragem/Classificação Teor de Borracha Seca (DRC) ArmazenagemDesintegração e Pré-LavagemBlendagem e Maturação Fluxograma 1. Processo Produtivo de Granulado Escuro Brasileiro (GEB). • Fluxograma de Beneficiamento do GEB (Preparo da Matéria pr ima) FIGURA 2. Controle de Qualidade na Coleta do Campo e Controle de Qualidade na Recepção da Matéria-Prima na Usina de Beneficiamento. • Controle de Qual idade do Coágulo Virgem à Granel (CVG) Início de Processo Tanques de Limpeza Formação de Mantas/ Granulação Enchimento de CarrinhoAplicação de AntioxidanteSecagem Granulado Escuro Brasileiro (GEB) Embalagem/ Detector de Metais Estocagem de GEB Fluxograma 2. Processo Produtivo de Granulado Escuro Brasileiro (GEB). • Fluxograma de Beneficiamento - GEB (Processamento, Secagem, Embalagem) Logística (GEB) embalado em paletes e caixas metálicas. • Especif icações Técnicas do GEB Após o Processo de Transformação do Produto Final (GEB-10) é feita a Análise Laboratorial que realiza todos testes necessários visando garantir a qualidade do produto e o cumprimento dos requisitos determinados, de acordo com NORMAS ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas. QUADRO 1. Especificações Técnicas do GEB-10 **Os níveis de viscosidade são acordados entre as partes interessadas. • Especif icações Técnicas do GEB - 10 O numero 10 do GEB – 10 significa que o grau máximo de sujidade aceito no produto é de 0,1% Sujidade: • Dentro dos parâmetros gerais aceitos para sujidade, além da quantidade, nenhuma partícula de sujidade pode ter mais que 2,5 mm para não ferrosos e mais que 2 mm para ferrosos. *Para a indústria pneumática a aceitação de ferrosos é zero. • No teste de laboratório com papel milimetrado e câmera microscopica monitoram e identificam as sujidades de modo a garantir a qualidade ou refugar o produto acabado, abrindo processo de mitigação de risco. • Especif icações Técnicas do GEB A sujidade quando extrapola seus parâmetros máximos vira uma contaminação. Banda de pneu: Um pneu com borracha natural + borracha sintética + aço + tecido + mais agentes vulcanizantes + proteção UVA e UVB, energia, conhecimento, mão de obra e outros custos, foi descartado e gerou prejuízos financeiros. Graças ao controle de qualidade um contaminante de madeira foi identificado na banda. Esta banda se fragiliza neste ponto e caso chegasse ao mercado, poderia se romper e acabar com uma família. A qualidade quando há risco à vida não é uma opção, mas uma obrigação. E neste caso uma obrigação do Campo, Transporte, Usina e Indústria. CONTAMINAÇÃO TIPO MADEIRA Fitilho ou Fita de Painel misturado ao CVG. • Qualidade: Campo x Usina de Beneficiamento Madeira/Galhos/ Folhas misturadas ao CVG. • Qualidade: Campo x Usina de Beneficiamento Bica e Lata misturada ao CVG. • Qualidade: Campo x Usina de Beneficiamento Borracha Oxidada misturada ao CVG. • Qualidade: Campo x Usina de Beneficiamento Caneca, Caixa e Garrafa PET misturada ao CVG. • Qualidade: Campo x Usina de Beneficiamento Terra misturada ao CVG. • Qualidade: Campo x Usina de Beneficiamento Contaminações de folhas, sementes, galhos, terra retidas nas peneiras da Pré-lavagem do CVG (2 a 3% do peso total). • Desafios da Qual idade na Usina de Beneficiamento Contaminação de Caixa Plástica retidas nas raias dos rolos de Calandra proveniente do Campo. • Desafios da Qual idade na Usina de Beneficiamento Pedaço de Caixas Plásticas maiores que 1 cm. Contaminação de Madeira encontrada durante Inspeção Visual do GEB. • Desafios da Qual idade na Usina de Beneficiamento Pedaço de Madeira menor que 5 mm. Contaminação de Metal encontrada no Detector de Metais proveniente do Campo. • Desafios da Qual idade na Usina de Beneficiamento Pedaço de Metal maior que 2 mm. Aplicações do GEB – 10 FIGURA 3. Aplicações do Granulado Escuro Brasileiro (GEB). OBRIGADO Fernando do Val Guerra – fg@sh.agr.br Carlos Henrique Paro – cahparo@hotmail.com