Prévia do material em texto
JESUS CRISTO, O DEUS ENCARNADO. MONTEIRO, Elton Bacharelando em teologia interconfessional no Centro Universitário Internacional Uninter ROSSI, Alexandre (o nome do professor Corretor deve ser colocado após a primeira postagem e correção) RESUMO Esse trabalho de pesquisa visa contribuir no campo teológico de forma a apoiar o entendimento que os apóstolos de Cristo, assim como o apóstolo Paulo, os pais da igreja e muitos teólogos ao longo do tempo, na veracidade da divindade de Jesus Cristo, que mesmo encarnado em forma humana, ainda sim é o Deus preexistente na história e tendo a sua natureza conforme a natureza do próprio Deus, sendo ambos um no outro comprovando a sua unidade com Deus e sua deidade como Deus. Palavras-chave: Jesus. Divindade. Encarnação. Verbo. Teologia. 1. Introdução A intenção é usar os escritos do Apóstolo João, como base na abordagem em que ele faz a respeito de Jesus Cristo demonstrando sua deidade sua comunhão com o Pai, revelando que Ele é Deus e sua encarnação. Jesus Cristo é verdadeiramente o Deus encarnado? Investiga-se essa questão pois ainda nos dias de hoje, essas são dúvidas pertinentes ao cristianismo, que servirá para ajudar na compreensão e reflexão, das pessoas de coração sincero que tem o verdadeiro interesse em conhecer sobre o Jesus Cristo sendo Deus. A pesquisa busca compreender as palavras do Apóstolo João em sua declaração inicial nos primeiros versus do evangelho sobre quem é Cristo Jesus. Serão investigadas, as principais linhas “teológicas”, que se opõe a divindade de Cristo. Buscando compreender os textos em que Cristo é Deus desde o princípio. Pretende-se analisar o Deus verbo, o Deus encarnado. Demonstrar Jesus Cristo no processo da criação em Deus. Verificar a unidade entre o Pai e o Filho, a “consubstanciação” (homoousios). E a renovação da criação, pelo próprio verbo que o criou. Realizando uma análise dos textos a serem estudados nesse artigo de forma bibliográfica, com a finalidade de apresentar conteúdos relevantes e embasados para a pesquisa em questão. Para Atanásio, indica que o próprio verbo é divino, que tudo existe por Ele, e somos devedores dessa existência, e que Ele considerou tornar-se o homem verbo. Cristo como criador de todas as coisas, Ele não depende de uma matéria existente, Ele as criou, caso contrário Ele seria como um artesão que necessita da matéria-prima para compor sua criação. Segundo o apóstolo João, ele é movido a escrever, devido a alguns que se infiltraram e começam a introduzir elementos contrários a fé dos apóstolos concernente a pessoa e natureza de Cristo, que ficou conhecido como “gnosticismo”. Conforme, David H. Stern, João em seu prólogo estabelece a origem e natureza tanto divina quanto humana do Messias. Ao contrário da opinião do judaísmo moderno, que sustenta que o Messias deve ser somente humano. Como descreve Eduardo Joiner, em referência a natureza de Cristo três teorias distintas têm sido adotadas, conhecidas como socianismo, arianismo e trinitarianismo, que serão abordadas. 2. Metodologia Será utilizado nesse artigo para fins acadêmicos, a metodologia de abordagem bibliográfica. 3. JESUS CRISTO, O DEUS ENCARNADO. 1. No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2 Ele estava no princípio com Deus. 3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. 4 Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens; 5 e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. 14. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. (ALMEIDA,2000, p.132) Segundo Almeida (2000, p. 130), O apóstolo João manifesta com admirável concisão o propósito para escrever este evangelho, explicando que os sinais milagrosos feitos por Jesus e recolhidos nesse livro, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o filho de Deus e para que crendo tenhais vida em seu nome. É também a intenção do apóstolo João de coligir ensinamentos e discursos que revelavam a natureza e razão da atividade de Cristo. Aqui o apóstolo já demonstra seus motivos para esse registro, expor os milagres realizados por Jesus e seus ensinamentos, onde poderia se verificar a veracidade de sua origem e também deidade, pois alguns desses milagres só poderiam ser realizados pelo tão esperado Messias, que os judeus sabem muito bem que esses milagres só poderiam ser realizados por Aquele que viria de Deus. Conforme Almeida (2000, p. 346), O apóstolo está escrevendo também para combater doutrinas errôneas que estavam sendo introduzidas nos círculos cristãos, que foram conhecidas como “gnosticismo”. Então os motivos dos seus escritos eram evidentes, em confirmar a identidade de Cristo Jesus e combater falsas ensinamentos que começavam a se infiltrar nos círculos cristãos. Segundo o Dicionário Wycliffe (2006, p. 915), os gnósticos ensinavam que Cristo era Uma emanação panteísta, inferior a Deus, e que sua “aparição” em carne era apenas a semelhante a uma visão. João afirma que prega um Cristo que ele viu, ouviu e tocou e exige que o cristão coloque a ortodoxia em prova com base em uma confissão de que Cristo de fato encarnou e viveu em corpo humano e de carne (1 Jo 4. 2,3). Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; 3e todo espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que está já no mundo. (ALMEIDA,2000, p.249) Conforme os escritos de Irineu de Lion, em seu livro Contra as Heresias (2014, p. 17,148) , existiam alguns que dizia que Jesus, foi penas o receptáculo de Cristo, quando este desceu sobre Ele em forma de pomba, e após a revelação do Pai sobre Ele, teria retornado para a plenitude da divindade ao qual eles chamaram de “plerona”. Eles afirmam que Jesus é o filho, que Cristo é o Pai, e que o Pai de Cristo é Deus. Então com suas palavras eles confessam a Cristo, porém no seu entendimento divergem várias pessoas separadamente como já dito, o Jesus natural diferente do Jesus o Cristo que esse sim era o salvador e revelador do Pai a humanidade. Segundo Irineu de Lion, em seu livro Contra as Heresias (2014, p.132.), o apóstolo João quer com o seu livro extirpar o erro semeado entre os homens por Cerinto, e refuta-los, demonstrando que só existe um Deus que criou todas as coisas pelo seu Verbo e que é falsa a declaração de distinção de vários deuses. Então querendo João exterminar esses erros e implantar na igreja a regra da verdade a saber, que só existe um Deus onipotente, que por meio do seu verbo fez todas as coisas, as visíveis e as invisíveis, indicando que por este Verbo fora feito a criação, Deus deu a salvação aos homens começou a ensinar: “No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus: no princípio Ele estava com Deus. Tudo foi feito por meio Dele e sem Ele nada foi feito. O que foi feito Nele era a vida, e a vida era a luz dos homens e a luz brilha nas trevas, mas as trevas não a apreenderam”. Quando se diz que tudo foi feito por meio Dele, inclui de fato todas as coisas e que todas as coisas estão contidas nele, e nada a fora Dele. Conforme Irineu de Lion, em seu livro Contra as Heresias (2014, p.132,133.), segundo alguns gnósticos o mundo foi feito pelos anjos e não por meio do Verbo. Segundo os Valentinianos (uma escola gnóstica), foi feito não por meio do Verbo, mas por demiurgo (um ser criador, porém não o Deus supremo), como dizem, o Verbo fazia com que as coisas fossem semelhantes às do mundo superior, e o demiurgo cumpria a ordem da criação. Conforme Irineu de Lion, em seu livro Contra as Heresias (2014, p. 133.) Os hereges afirmam que o Verbo não se fez carne, nem o Cristo nem o salvador. Queo Verbo e o Cristo não vieram a este mundo que o Salvador não encarnou e nem mesmo padeceu, mas que desceu em forma de pomba sobre Jesus e após ter anunciado ao Pai, retornou a sua plenitude. Para alguns, quem se encarnou e padeceu foi o Jesus da economia, depois de ter passado por Maria, como a água por um tubo; para outros, foi o Filho do Demiurgo, no qual desceu o Jesus da economia; para outros ainda, Jesus nasceu de José e de Maria e nele é que desceu o Cristo do alto, sem carne e impassível. (Irineu de Lion, 2014, p.133.) Ainda conforme Irineu de Lion, em seu livro Contra as Heresias (2014, p. 133.) Em nenhuma dessas teorias é admitido que o “Verbo de Deus se fez carne”, todos eles apresentam que Jesus nasceu de Jose e de Maria, e que nele desceu o Cristo do alto sem carne e impassíveis. Uns pensam que se manifestou em forma de homem, outros não admitem que tenha nascido e encarnado, e outros nem sequer a forma de homem e dizem que desceu em forma de pomba no Jesus nascido de Maria. Por intermédio dos escritos de João, todos são feitas testemunhas falsas, através da sua afirmação: “O Verbo se fez carne e habitou entre nós”. Assim sendo para Irineu de Lion, em seu livro Contra as Heresias (2014, p. 135.). Os Valentinianos vão além, publicando seus livros e se gloriando de ter mais que os evangelhos, tiveram a ousadia de intitular um de seus escritos como: “Evangelho da Verdade”, e é completamente diferente dos evangelhos dos apóstolos, entre eles nem mesmo os evangelhos são isentos de ser blasfemado. Ora se o deles é o evangelho da verdade e é diferente dos evangelhos dos apóstolos, fica fácil se darem conta através das escrituras, que não é aquele transmitido pelos apóstolos o “evangelho da verdade”. Segundo Atanásio de Alexandria, Coleção Patrística Santo Atanásio (dezembro de 2002, p. 17.). Ele combate as afirmações dos arianos, que questionavam as necessidades físicas de Jesus, e que Jesus teria surgido do querer de Deus e não da sua substância. Sim, Ário afirmava que Jesus Cristo era uma criatura do Pai, feito por sua vontade. Atanásio rebate: o nome do filho encerra o conceito de ser gerado, mas ser gerado não significa ser produzido da vontade do Pai, mas dá substância (homoousios) do Pai. Desse o modo o Cristo o filho, não pode ser reconhecido como criatura de Deus, por ter em si a plenitude da divindade. Pois Deus sendo espírito, logo é indivisível, sendo comparado como a irradiação da luz do sol, ou exteriorização do pensamento que vem da alma. Pai e Filho são dois, mas tem a mesma natureza. Assim quando Cristo diz, “o Pai é maior que Eu”, Atanásio explica que não pode ser entendido de forma subordinacionista, mas sim, que o Pai é a origem e Ele a derivação. De acordo com Atanásio de Alexandria, Coleção Patrística Santo Atanásio (dezembro de 2002, p. 65.). Percebendo que a corrupção e a morte estavam reinando sobre a humanidade, vendo que a justiça de Deus se conservava contra nós, era necessário que a lei fosse cumprida, entendendo Ele que não seria adequado, destruir toda a criação Ele teve piedade da raça humana e misericórdia da nossa fraqueza, a fim de não inutilizar a obra realizada, Ele o Verbo em condescendência, tomou para si um corpo igual ao nosso. Nenhum outro poderia ser o Verbo encarnado a não o Cristo Jesus: “Convinha de fato que aquele por quem e para quem todas as coisas existe, conduzindo muitos filhos a glória, levasse a perfeição, por meio dos sofrimentos, o autor da salvação deles” (Hb 2.10). O Verbo se fez carne em corpo semelhante para sacrifício em favor dos seres de corpos semelhantes, com está escrito: “Uma vez que os filhos tem em comum carne e sangue, por isso Ele também participou da mesma condição, a fim de destruir pela morte o dominador da morte, isto é o diabo; e libertar os que passaram toda vida em estado de servidão, pelo temor da morte” (Hb 2. 14-15). Sendo assim não poderia ser outro provedor a não ser o próprio Cristo Filho de Deus, o Verbo encarnado o Deus único que somente Ele poderia nos libertar da corrupção e da morte, pois nenhum homem natural o poderia fazer por incapacidade inerente a todos os seres humanos. Segundo Atanásio de Alexandria, Coleção Patrística Santo Atanásio (dezembro de 2002, p. 52, a 57.). Concernente a criação do mundo, considerando que o mundo fora criado, com razão, sabedoria e ciência e foi adornado de toda beleza, é necessário que aquele que o preside e organizou, não seja outro a não ser o verbo de Deus. Não me refiro ao Verbo misturado em cada criatura e que é inato nelas, chamado de forma recorrente de Verbo seminal, inanimado, incapaz de raciocinar ou de pensar, agindo unicamente graças a uma arte que lhe é extrínseca e com a ciência daquele que inseriu na criatura. Mas me refiro ao próprio Verbo, o Verbo do Deus bom do universo, o próprio Deus vivendo e agindo; Ele difere dos seres criados e de toda a criação, Ele é o único, o próprio Verbo do Pai bom; e Ele que organizou esse universo e o aclara por sua providência. É Ele; Sabedoria de Deus e Poder de Deus (1Cor 1. 24), faz girar o céu, suspende a terra e sem que ela se assentasse sobre alguma coisa a mantém pela sua própria vontade. Através Dele o sol recebe sua luz e ilumina a terra e a lua recebe a medida da sua luz. Por Ele às águas ficam suspensas nas nuvens, as chuvas regam a terra, o mar mantém seus limites, a terra é coberta de cabeleira verdejante, logo o que se pode ver na criação, demonstra que tudo o subsiste é pelo Verbo de Deus, Sabedoria de Deus e que nada do que existi resistiria, se não fosse produzido por um Verbo, um Verbo divino. Sendo assim iluminada pela ordem, direção e a providência do Verbo a criatura é capaz de subsistir solidamente, visto que participa do Verbo que é verdadeiramente do Pai, e que ela recebe o seu socorro para existir, de sorte que se o Verbo não o sustentasse, isso seria um verdadeiro aniquilamento. “Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda criatura, porque é por Ele que tudo subsiste, as coisas visíveis e as invisíveis, e é Ele mesmo a cabeça da igreja” (Cl1. 15-18), como ensinam as escrituras. Ele é o Verbo, a Sabedoria do Pai e ao mesmo tempo condescende com as criaturas e para dar conhecimento do Pai, Ele se faz a própria santidade e a vida, a porta, o pastor, o caminho, o rei, o guia, e sobre tudo o salvador, o vivificante a luz e a providência universal. É Nele e por Ele que se manifesta como diz o salvador: “Eu estou no Pai e o Pai está em mim” (Jo 14.10), desta forma o Verbo está naquele que o gerou e o gerado está eternamente com o Pai, logo na subsiste fora Dele. Segundo Atanásio de Alexandria, Coleção Patrística Santo Atanásio (dezembro de 2002, p. 69.). Atanásio vem demonstrar agora a necessidade da “recriação”, da imagem de Deus nos homens, ao qual só poderia ser realizada, através do Cristo Jesus, que criara o homem a sua imagem, com isso apenas o criador seria suficiente para restaurar homem, a sua imagem autêntica, pois Ele mesmo era o autor da criação. A disposto disso, tal fato não podia acontecer destruição da morte e da corrupção, por conseguinte com vinha que assumisse um corpo mortal, fim de aniquilar a morte e restaurar os homens novamente segundo a sua imagem. Para essa finalidade, apenas a exata imagem do Pai o poderia realizar. Segundo Atanásio de Alexandria, Coleção Patrística Santo Atanásio (dezembro de 2002, p. 69.). Do mesmo modo o Filho santíssimo do Pai, a imagem exata do Pai, veio até nós, a fim de renovar os homens conforme a sua própria imagem, e de recuperar o que se havia perdido, e perdoar-lhes os seus pecados, conforme Ele mesmo afirma nas escrituras: “Vim procurar e salvar o que estava perdido” (Lc 19.10). Também declarou aos judeus: “Quem não nascer...” (Jo 3.5). Cristo não estava se referindo ao nascer de uma mulher, como assim pensavam os judeus, mas ao renascimento, a restauração da alma segundo a sua imagem. Conforme Atanásio de Alexandria, Coleção Patrística Santo Atanásio (dezembro de 2002, p. 71.). A partir do momento em que o espírito homemhavia caído, o Verbo se abaixou até se tornar corporalmente visível, para que pudesse atrair a si mesmo os homens, enquanto homem e fazer com que a sensibilidade humana se inclinasse para Ele; de então em diante, iriam vê-lo como homem, e com a realização de suas obras seria capaz de persuadir os homens de que Ele não era apenas homem, mas Deus, Verbo da criação a Sabedoria do Deus verdadeiro. Como escreve Paulo: “Sejais arraigados e fundados no amor. Assim tereis condições para compreender com todos os santos qual é a largura o comprimento e a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede a todo conhecimento, para que sejais planificados com toda a plenitude de Deus” (Ef 3.17-19). Desta forma o Verbo se desdobre em todas as direções, para cima, isto é a criação, para baixo, isso é a encarnação, para as profundezas a saber os infernos, para a largura, o mundo. Tudo isso está repleto do conhecimento de Deus. Conforme Eduardo Joiner, em Manual Prático de Teologia (2004, p.93.). Vem expor três linhas que se levantaram contra a natureza de Cristo, sendo elas o socianismo, com origem em Sócino, que ensinava que o salvador teve sua existência com o seu nascimento em Maria, e por isso era simplesmente homem, apenas possuidor de santidade e excelências extraordinárias. Também o arianismo, oriundo de Ário, que ensinava que Jesus era o mais exaltado entre os seres que Deus criou em qualquer tempo, porém apesar disso ainda sim era considerado um ser criado, ou seja, uma criatura. O trinitarianismo, ou, os trinitários, ao contrário ensinavam que Jesus possuía duas naturezas distintas: a humana nascida de Maria ao qual teria sido crucificada, e a divina que era unida a humana. Segundo Eduardo Joiner, em Manual Prático de Teologia (2004, p.94, 95.) As sagradas escrituras testificam que Jesus é Deus, pelas obras, seus títulos e seus atributos. As obras, a criação do mundo que lhe é atribuída, “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez.” ... “Estava no mundo, e o mundo foi feito por Ele, e o mundo não o conheceu.” (Jo 1. 3, 10). “O qual é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda criação. Porque Nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam potestades: tudo foi criado por Ele e para Ele. E Ele é antes de todas as coisas e todas as coisas subsistem por Ele.” (Cl 1. 15 – 17). Isso é a perfeita definição de Deus, o ser criador e sustentor de todas as coisas. Com esses textos percebemos que o Verbo fez todas as coisas, e se fez carne e habitou entre nós. Ora, quem criou todas as coisas fora Deus, logo podemos concluir que Jesus Cristo é Deus. Conforme Eduardo Joiner, em Manual Prático de Teologia (2004, p.95.) Os arianos diziam que Cristo realizou a obra da criação, por poderes a Ele conferidos. Indo de encontro ao texto que diz: “Todas as coisas foram feitas por Ele.” Logo Ele não recebeu poder externo, mas realizou a obra da criação por si mesmo, pelo seu próprio poder. Segundo Eduardo Joiner, em Manual Prático de Teologia (2004, p.96.) A preservação, no texto que diz: “Todas as coisas subsistem por Ele” (Cl 1.17). Se Deus, é o sustentáculo e o preservador de todas as coisas, e isso é atribuído a Jesus então podemos concluir que Jesus Cristo é Deus. Os milagres a Ele atribuídos no novo testamento, sobre a natureza, as doenças e sobre a morte, onde tudo se mostra sujeito a sua autoridade divina, fica claro que Ele realizou por sua própria vontade, eventos que somente Deus poderia realizar, por conseguinte suas obras e milagres, testificam a sua divindade. Conforme Eduardo Joiner, em Manual Prático de Teologia (2004, p.97.) O juízo final, uma atividade própria de Deus, é atribuída também a Cristo no texto de Paulo a Timóteo: “Conjuro-te pois diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino” (2 Tm 4.1). Com esse texto, provamos que Cristo será o juiz no último dia. Portanto exercerá uma atividade própria de Deus, demostrando mais uma vez a sua divindade. As atividades onde é exercida a criação, a preservação, a realização de milagres e o juízo, que são predicados de Deus, onde as escrituras sagradas afirmam que Cristo as realizou ou realizará, evidenciam que Jesus é Deus. Conforme Eduardo Joiner, em Manual Prático de Teologia (2004, p.97, 98,99.) Os títulos aplicados a Cristo pelas escrituras sagradas, são tão excelentes, que corroboram que Ele é Deus. Jeová, que é identificado com o Cristo pelo profeta Isaías: “Voz do clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda ao nosso Deus” (Is 40. 3). Mateus referência esse texto, e o aplica a Cristo: “Porque este é o anunciado pelo profeta Isaías, que disse: Voz do que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas” (Mt 3.3). Esse nome era o mais excelente de todos atribuídos a Deus, e foi aplicado a Cristo. Quando as escrituras chamam Cristo de Deus: “No princípio era o Verbo, e o Verbo era Deus, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus ... E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1. 1, 14). “E sem dúvida alguma grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne” (1 Tm 3.16). “Senhor meu e Deus meu” (Jo 20.28). Nestes textos vemos Cristo sendo chamado de Deus de Deus manifestado e carne, Deus sobre todos, afirmando assim a divindade de Jesus Cristo. De acordo com Eduardo Joiner, em Manual Prático de Teologia (2004, p.99.) Alguns ainda tentam refutar esses argumentos, alegando que homens ou inteligências criadas são por vezes chamadas de deuses nas escrituras. Porém em todos os lugares onde aparece esse termo é em sentido inferior ou figurado. O sentido figurado onde a palavra deus aparece é tão claro no contexto que ninguém o pode ser enganado. Diferentemente, dos momentos onde é aplicado a Cristo não podem ser usados em sentido inferior ou figurado, e revelam clara e concludentemente sua real divindade. Conforme Eduardo Joiner, em Manual Prático de Teologia (2004, p.99,100,101.) Sobre os atributos divinos inerentes a Cristo. “E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas saídas são desde de a eternidade” (Mq 5.2). Miquéias proferiu essa profecia, 110 anos antes de Cristo nascer e Matheus a cita em seu evangelho, como sendo cumprida em Cristo Jesus (Mt 2.6). A eternidade é um atributo exclusivo de Deus, e por ser emprega a Cristo, prova mais uma vez que Ele é Deus. Onisciência de Cristo, no texto: “Mas o mesmo Jesus não confiava neles, porque a todos conhecia; e não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque Ele bem sabia o que havia no homem” (Jo 2. 24-25). Imutabilidade de Cristo, contida no texto: “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente” (Hb 13. 8). A onipresença em Cristo, “Ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt 28. 20). Jesus Cristo também possuía a onipotência: “E chegando-se Jesus, falou-lhes dizendo: É-me dado todo poder no céu e na terra” (Mt 28.18). Conforme Eduardo Joiner, em Manual Prático de Teologia (2004, p.101, 102). As honras, a honra reclamada por Jesus, de igualdade com o Pai, é sustentada por seu caráter e seus milagres realizados. E suas honras devidas de igualdade com o Pai, podem ser verificadas nos seguintes textos: “O qual é a imagem do Deus invisível” (Cl 1. 15). “Sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa” (Hb 1. 3). Jesus recebia sem replicar o culto que só é devido a Deus: ‘Então aproximaram-se os que estavam no barco, e adoraram-no dizendo: És verdadeiramente o filho de Deus” (Mt 14. 33). Sendo assim Ele é apresentado como o Salvador do mundo, e se Cristo fora meramente humano, nossa esperança seria inválida, porém como visto por seus feitos, suas obras, seus milagres,seus atributos... Ele é o supremo Deus. Segundo David H. Stern, Comentário Judaico do Novo Testamento (2008, p.179). João logo no início de seu evangelho escreve: “No princípio, era a Palavra”. Com essa escrita o apóstolo João, está fazendo referência direta a Gênesis: “No princípio criou Deus os seus e a terra”. Em continuação: “A Palavra que estava com Deus e... era Deus”. Não se encontra imediatamente com em Gênesis, porém e percebida na prática na continuação do texto: “E disse Deus, aja luz” (Gn 1.3), “E Deus chamou a luz dia” (Gn 1.5). Esse expressar, esse falar, essa “Palavra” é Deus: pois um Deus que não fala, um Deus sem palavra, não pode ser considerado Deus. E uma palavra que não é Deus, não pode criar ou realizar coisa alguma. Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, mas regam a terra e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia; antes, fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei. ' Isaías 55:10-11 (ALMEIDA,2000, p.760) De acordo com David H. Stern, Comentário Judaico do Novo Testamento (2008, p.180). Sendo assim a Tanakh (Antigo Testamento), dessa forma fica estabelecido pelas escrituras, que a declaração de João, sobre a Palavra de Deus é verdadeira, sendo Ela a Palavra Deus. No verso 14, nos mostra que essa Palavra: “se fez carne e habitou entre nós”, e que essa Palavra era o próprio Deus. E em Apocalipse 19.13, Ele é chamado expressamente de: “A Palavra de Deus”. O termo Palavra, em língua grega, e logos. Mesmo que logos tenho sido usado no gnosticismo pagão, como um dos passos onde a pessoa percorre seu caminho em direção a Deus, e como tal é encontrado numerosas heresias entre judeus e cristãos, aqui João não está incluindo uma heresia pagã no Novo Testamento, como é suposição de alguns. O logos corresponde ao termo aramaico memra (também “palavra”), um termo teológico tratados pelos rabinos antes e após Jesus Cristo, para fazerem referencia da expressão de Deus a respeito de si mesmo. Na versão dos setenta (Septuaginta), o termo logos traduz o termo hebraico davar, ao qual pode se referir a; “Palavra”, “Coisa” ou “Matéria”, por isso o judeu messiânico Richard Wurmbrand, sugere o versículo inicial dessa forma: “No início era a coisa real”. Sendo assim o Messias existia antes da criação: 'E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse. ' João 17:5 (ALMEIDA,2000, p.158) Conforme David H. Stern, Comentário Judaico do Novo Testamento (2008, p.181). A Palavra tornou-se um ser humano. Não que um homem chamado Jesus, certo dia tenha decido que seria Deus. Foi justamente o contrário disso, a Palavra que “estava com Deus” e “era Deus”, abdicou da glória que tinha com (o Pai) “antes da fundação do mundo” (Jo 17.5). E “esvaziou-se a si mesmo, ao assumir a forma de servo, tornando-se como os seres humanos” (Fp 2.7) Em outras palavras, Deus enviou seu filho “em semelhança da nossa natureza” (Rm 8.3). E portanto, a Palavra que decidiu tornar-se homem, e não o contrário. Mas seria possível Deus tornar-se humano? Isso não seria contraditório ao conceito de Deus? Paulo escreve esclarecendo essa questão, quando afirma que: "Nele habita corporalmente, toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9). Ou como João afirma: “Deus nuca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer” (Jo 1.18). De acordo com David H. Stern, Comentário Judaico do Novo Testamento (2008, p.182). O Novo Testamento, está continuando a ideia do Antigo Testamento, onde várias vezes mostra Deus com forma de homem, como apareceu a Abraão em (Gênesis 18); a Jacó em (Gênesis 32. 25-33); a Moises em (Êxodo 3); a Josué em, (Josué 5. 13 – 6.5); ao povo de Israel (Juízes 2. 1-5); Gideão (Juízes 6. 11-24); Manoá e sua esposa, pais de Sansão (Juízes 13. 2-23), em todas essas passagens os termos “Adonai” e “O Anjo de Adonai” (ou Elohim ou o anjo de Elohim) é descrito como homem. Então o Antigo Testamento revela que Deus pode se quiser assumir a forma de homem, e o Novo testamento continua essa ideia, porém com sua ampliação, revelando que também a Palavra que estava desde de antes do princípio também era capaz de assumir forma de homem, ou seja, forma humana. O judaísmo não-messiânico em seu décimo terceiro ponto da doutrina de Rambam afirma: “Creio com perfeita fé que o Criador, bendito seja seu nome, não é um corpo, e que ele e livre de todas as propriedades materiais, e que ele não tem qualquer forma”. David H. 2008 De acordo com David H. Stern, Comentário Judaico do Novo Testamento (2008, p.182). Com essa declaração, Maimonides, tinha a intenção de excluir a teoria da encarnação. Segundo Intersaberes, Ed. (2014, p. 54). Tudo que havia a respeito de Cristo foi questionado, sua vida, nascimento, milagres, divindade, de forma Ele é igual ao Pai, como relacionar Jesus com o monoteísmo do Antigo Testamento, simplesmente tudo fora questionado. Até o concílio de nicéia (100 – 325), onde algumas respostas apresentadas se tornaram heresias e chegaram até os dias de hoje, como o ebionismo, docetismo, arianismo. Para, Bueno (2010), apud Intersaberes, Ed. (2014, p. 55). O Ebionismo, do termo grego ebionai, transliteração do verbo hebraico ebionin, que significa pobres. Os ebionistas, conservavam a lei mosaica, negavam a divindade de Cristo, seu nascimento virginal, para eles Jesus foi um homem que observou a lei de forma especial e por isso Deus o escolheu para ser o messias, sendo assim Deus o capacitou com o Espirito Santo no batismo, para uma tarefa divina, logo Cristo não poderia ser preexistente. Segundo, Bueno (2010), apud Intersaberes, Ed. (2014, p. 56). O docetismo, tem ligação com o gnosticismo, visto que apareceu desde os tempos dos apóstolos. A palavra docentismo, vem do grego docew, que significa “parecer”. Isso faz referência ao corpo aprisionado no aeon (poder angelical), onde esse corpo é um fantasma, uma sombra não um corpo verdadeiro, não um corpo real. Para os gnósticos, a matéria o corpo é algo ruim, logo ele o logos, não se misturaria com o corpo. Com isso afirmavam que Cristo tinha a aparência carnal, porém na verdade era diferente, sendo assim eles negavam a natureza humana de Cristo, alegando que era somente divino. De acordo, Bueno (2010), apud Intersaberes, Ed. (2014, p. 60,61). O Arianismo, teve seu inicio em Alexandria, pelo então presbítero Ário, no que defendia a doutrina, em que considerava Jesus Cristo superior aos homens, mas inferior a Deus, ensinava que o Cristo um dia foi criado, ou seja, negando sua preexistência a eternidade no Cristo, também afirmava que Cristo não era igual ao Pai, nem em nível e nem em substância, e ainda mais, negava que era coeterno com Ele. Ário tinha a ideia central em um único Deus, ou seja, monoteísta, há só um Deus eterno, que não é criado, não gerado, não originado. Para Ário o logos era uma energia, que encarnara no homem Jesus, então para ele o logos teve início, uma criação. O Verbo então fora uma criação do nada como a criação do mundo, com um propósito, com isso Jesus não tinha a essência divina, visto que o logos nele encarnado era um ser gerado, mesmo que embora fosse a primeira criação, assim sendo não teria a mesma essência do Pai. A existência do logos, foi importante para Deus, pois o ajudou na criação do mundo. Seu título como sendo filho de Deus, lhe é aplicado, devido a sua glória futura, sendo ele mutável, o filho não pode ser igual ao Pai, porém está acima das demais criaturas, então não é errado venerar o filho. Ário entendia que Jesus era um intermediário entre Deus e os homens, mas Deus era somente o Pai, Uno e Indivisível. Ário foi condenado pelo concílio de Nicéia. 4. Considerações finais Tendo sido analisado vários aspectos referentes a Cristo Jesus, podendo ser comtemplados inúmeras controvérsias a respeito de quem é Cristo, sua divindade, sua preexistência, sua obracriacional, sua unidade com o Pai e a restauração realizada por Ele. Este estudo tem como objetivo refutar tais controvérsias e reafirmar as certezas de uma fé viva e eficaz em que o Cristo Jesus representa para o Cristianismo, visto que muitas dessas controvérsias se arrastam até os dias de hoje em nosso tempo, se fazendo assim necessário rebate-las fortemente. Como pode ser verificado em princípio pelos escritos do apóstolo João, ele afirma categoricamente, que o Cristo Jesus ao qual ele dá testemunho de ter visto, ouvido e tocado, era Ele verdadeiramente Deus, e em perfeita unidade com o Pai celestial, pois quando cita que os sinais foram registrados para que possam crer. 'Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.' João 20:31 (ALMEIDA,2000, p.163) E logo no início do evangelho escrito por ele, afirma: “No princípio...”. Apenas essa pequena partícula de seu evangelho, já é de uma grandeza imensa, somente o apóstolo João (com a devida inspiração do Espirito Santo), seria capaz de abalar toda a estrutura judaica de sua época e perdurar até os dias de hoje, pois apenas com essa parte, ele reúne em Deus o próprio Jesus Cristo, e o coloca como sendo preexistente, eternidade e executor com Deus de toda a obra da criação, fazendo essa referência a (Gn. 1.1). “No princípio criou Deus os céus e a terra...” demonstrando de que nada que foi feito se fez sem Ele, ele “recoloca” o Logos no ponto criacional, que em Gênesis se mostra em forma decrescente, de Deus para o céu, do céu para a terra e tocando toda a criação. João então o insere novamente na criação, mas o elevando de volta para Deus Pai em uma harmonia com a qual nuca foi abalada, mas sempre concordou com a vontade divina e assim o apóstolo João rebate alguns grupos que haviam se levantado contra Cristo, revelando que Jesus Cristo era o mesmo Verbo da criação, só que agora encarnado e revelado no mundo. Ademias, posterior ao apóstolo João, as heresias continuaram e necessário se foi p levantar de outros homens dotados de sabedoria e coragem para enfrentar tais heresias, com fora visto no estudo acima citado, a exemplo disso encontra-se Irineu de Lion, ao qual enfrentou grupos como os gnósticos, esses oriundos ainda dos tempos apostólicos, ao quais negavam a Jesus Cristo como sendo Deus, afirmando ser um o Jesus terreno e outro o Jesus encarnado, um o que sofreu e outro o que fez a redenção, onde de forma alguma aceitam o Verbo ter sido encarnado no mundo sendo Ele Deus, então Irineu de Lion usa da dos escritos de João para firmar que: “O Verbo se fez carne e habitou entre nós”. Considerando também Atanásio de Alexandria, que se levantou fortemente contra as heresias, de Ário, onde afirmava ser o Cristo superior aos homens mais inferior a Deus, negando sua preexistência e sua eternidade, Atanásio o rebatia afirmando que Cristo era da mesma substância do Pai, pois nele habitava toda a plenitude de Deus, e o fato de haver sido gerado não implicava em ser menor que Deus Pai, mas sim apenas que se originava Dele. Verificou-se também que Cristo tem em si a obra restauradora de toda a criação, e isso é mais um elemento que corrobora para a sua deidade, pois somente aquele que originalmente criou todas as coisas seria capaz de restaura-la, como diz as escrituras (Cl 1.20): “E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus” (Almeida 2000, p.286) Conclui-se então por vários autores aqui abordados que Jesus o Cristo é verdadeiramente Deus, unido ao Pai, criador de todas as coisas sustentador delas e restaurador, preexistente e eterno como Deus o Pai é. Referências ALEXANDRIA, A. Coleção Patrística, Contra os Pagãos, A Encarnação do Verbo, Apologia ao Imperador Constâncio, Apologia de sua fuga, Vida e Conduta de S. Antão. São Paulo. 2014. ALEXANDRIA, A. Coleção Patrística, Contra os Pagãos, A Encarnação do Verbo, Apologia ao Imperador Constâncio, Apologia de sua fuga, Vida e Conduta de S. Antão. Cristian Classic Ethereal Libary. Estados Unidos, Disponível em: Https://ccel.org/ccel/athanasius/incarnation/incarnation.ii.html. Acesso em 16 jun. 2024. Bíblia de Estudo Almeida Revista e Corrigida. Sociedade bíblica do Brasil. Barueri, 2000. CHARLES, F. P.; HOWARD, F.V.; JOHN, R. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro 2006. INTERSABERES, ED. (ORG). Teologia Sistemática. Curitiba. 2014. JOINER, E. Manual Prático de Teologia. Rio de Janeiro, 2004. LION, I. Coleção Patrística, Contra as heresias. São Paulo, 2004. STERN, H. Comentário Judaico do Novo Testamento. 1. Ed. São Paulo, 2008. 1