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HISTÓRICO Criada por meio de um Decreto Imperial em 11 de junho de 1825, a Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) cumpre o papel de polícia ostensiva, na garantia da segurança e preservação da ordem pública, previsão do Art. 144 da Constituição Federal de 1988. Em quase dois séculos de existência, a PMPE, foi se adaptando aos tempos e se consolidou como uma Instituição de prestígio e respeito no para a sociedade pernambucana. Nesse contexto, vamos contar, brevemente, sobre a história do Quartel do Comando Geral, do Batalhão de Rádio Patrulha e da presença feminina nas fileiras da corporação. Patrimônio Histórico Estadual desde 1994, o prédio imponente que abriga o Quartel do Comando Geral da PMPE, QCG, já foi um centro comercial, o Mercado Coelho Cintra. Criado pelo industrial Delmiro Golveia, o mercado sofreu um incêndio e ficou em ruínas, depois abrigou a escola de Artífices até que, em 18 de outubro de 1924, foi ocupado pela, então, Força Pública do Estado, hoje, Polícia Militar de Pernambuco. Passaram-se 100 anos e o prédio continua sendo, além de uma referência arquitetônica, o local-sede da Corporação policial cuja própria história perpassa a história do Estado de Pernambuco. “Sentido alerta Patrulheiros, pelo dever de bem servir!”. Esse é o lema do Batalhão de Radiopatrulha da PMPE (BPRp). Em 1951 nascia a primeira unidade no Brasil dotada de viaturas com radiotransmissores: a Companhia de Vigilância de Radiopatrulha. Pioneira no país nessa modalidade de patrulhamento de comunicação simultânea de ocorrências, em 1970 passou a ser Batalhão e, atualmente, é uma tropa especializada em policiamento urbano. E já que estamos rememorando um pouco de nossa história, um dos marcos da corporação foi o ano de 1983 quando as primeiras mulheres ingressaram na PMPE. Foram 21 novas sargentos que se formaram e, desde então, todos os concursos para ingresso na instituição contam com a participação fundamental da força das mulheres, somando, atualmente, um efetivo de mais de 2 mil policiais femininas. São quase 200 anos de história institucional que se confunde com a história daqueles que a compunham, que envergam sua farda, seus valores e cumprem sua missão de servir "até com risco da própria vida”. Mas não existe corporação sem corpo, sem pessoas, sem nomes. Nesse bicentenário da PMPE nossa homenagem é para todos os que dedicaram seu tempo e suas vidas ao que fizeram razão de existência: construir uma sociedade mais justa, segura e humana. São bravos homens e mulheres que escreveram a história dessa instituição e que deixaram legados de honra para as novas gerações. Rosana Alexandre de Sousa ST PMPE ORGANIZADOR O conteudista da disciplina Comando e Liderança, J oão Batista da Silva , é Capitão da Polícia Militar de Pernambuco, especialista em Gestão Estratégica de Pessoas, especialista em Gestão de Tecnologia da Informação e Comunicação. É Instrutor/conteudista/coordenador da ACIDES, EGAPE e SENASP/MJ, Atualmente ocupa o cargo de Diretor Geral da Escola de Inteligência de Pernambuco - ESINT-PE. SUMÁRIO 1. Cenários e desafios: ● Mundo VUCA; ● Mundo BANI. 2. Motivação: ● Conceitos; ● Teorias motivacionais. 3. Tipos de vieses inconscientes: ● Afinidade; ● Estereótipo; ● Aparência; ● Idade; ● Maternidade; ● Confirmação; ● Efeito de Halo; e ● Efeito Grupo. 4. Comportamento humano nas instituições: ● Inteligência Emocional; ● Inteligência Interpessoal; e ● Inteligência Intrapessoal. 5. Liderança: ● Conceitos; ● Teorias contemporâneas de liderança; ● Estilos de liderança. 6. Trabalho em equipe: Como criar e manter uma equipe de sucesso. 7. Situação do colaborador na equipe de trabalho. 8. Estratégias de Liderança. APRESENTAÇÃO Liderar é uma competência cada vez mais valorizada em diversos ambientes, tanto sociais quanto institucionais, organizacionais, formais ou informais, independentemente da posição. A forma como a liderança estiver posta, os cuidados com o ambiente e as relações interpessoais terão impacto direto na motivação das pessoas e das equipes e, consequentemente, nos resultados que se objetiva alcançar. A disciplina Comando e Liderança proporcionará aos alunos do CFHP PMPE reflexão, análise e discussões do contexto da liderança e comandamento de equipes nos diversos ambientes e promoverá um aprofundamento no autoconhecimento, bem como conhecimento da dinâmica de funcionamento das equipes de trabalho. OBJETIVO GERAL Entender o cenário do mundo atual e pensar soluções inovadoras de liderança motivacional, desejáveis, factíveis e viáveis, de forma dinâmica, criativa e colaborativa e suas aplicabilidades no ambiente militar, a fim de fornecer habilidades indispensáveis ao desempenho da sua função policial militar, visando a excelência do serviço público. 7 1. CENÁRIOS E DESAFIOS: Mundo VUCA, Mundo BANI. “Dispomos de mais opções do que nunca, porém perdemos a habilidade de realmente prestar atenção no que escolhemos.” Yuval Noah Harari MUNDO BANI: O que é e o que esperar do futuro? As mudanças atuais nos trouxeram novos desafios e a urgência de uma perspectiva diferente de mundo. Para estarem alinhadas ao futuro, é preciso que as instituições entendam o quanto o mundo BANI pode influenciar as novas tendências. Mundo BANI (Brittle, Anxious, Nonlinear, Incomprehensible) é uma sigla em inglês que define a dinâmica de mundo atual. Em português significa: frágil, ansioso, não linear, incompreensível. Essa foi uma denominação dada em 2018 pelo antropólogo Jamais Cascio, quando o futurista já observava as mudanças severas ao redor do planeta. No entanto, o sentido do conceito foi intensificado ao observar a realidade das sociedades após a pandemia. O Mundo BANI é uma evolução natural do mundo VUCA (Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo), conceito que foi criado nos anos 80, durante a Guerra Fria. Do mundo VUCA ao mundo BANI Para entender um pouco dos dois conceitos, é necessário saber que tanto o conceito VUCA, quanto o conceito BANI, foram criados para explicar as dinâmicas de mundo em diferentes épocas. A sigla VUCA foi desenvolvida inicialmente pelo exército norte-americano que, após a Guerra Fria, tinha o objetivo de descrever como o exército deveria agir perante as transformações sociais e os possíveis conflitos. Havia uma visão de que o mundo estava volátil, incerto, complexo e ambíguo, que vinha da necessidade de desenvolvimento da tecnologia, da instabilidade que acontecia em um contexto mundial e das transformações rápidas que estavam ocorrendo de forma ainda não presenciada. 8 O termo VUCA ganhou popularidade no mundo dos negócios a partir dos anos 2000, quando o universo digital teve um enorme crescimento que impactou as instituições e trouxe novas possibilidades de ver o futuro. Até meados de 2020, esse termo vinha sendo utilizado para descrever o reflexo das mudanças tecnológicas e culturais no dia a dia das instituições e das pessoas. No entanto, com a pandemia, o cenário mudou totalmente. Embora o termo BANI já tenha sido criado em 2018, foi a partir das mudanças sociais da pandemia e das formas de identificação do mundo que ele ganhou forte popularidade. Agora, o mundo é visto como frágil, ansioso, não linear e incompreensível. A pandemia do COVID-19 acelerou ainda mais a transformação digital e houveram mudanças necessárias e definitivas para a adaptação das instituições a este novo cenário. “A ideia de mundo VUCA (volatile, uncertain, complex, ambiguous) era uma tentativa de tornarmos um cenário bagunçado gerenciável. No entanto, esse termo já não abrange tudo que tem ocorrido. BANI (brittle, anxious, nonlinear, incomprehensible), por sua vez, demonstra que essas forçasdesenvolveu o conceito e classificou os Estilos de Liderança em: ● Autoritários: os líderes tomam todas as decisões por si mesmos. Eles não consultam a equipe e não deixam que tomem decisões. Uma vez que a decisão foi tomada, eles a impõem e esperam obediência; ● Participativos: o líder assume um papel ativo no processo de tomada de decisões, mas envolve os membros da equipe. Eles assumem a responsabilidade das decisões tomadas e alcançam os resultados desejados juntos; ● Delegativos: já este tipo de líder tem pouco envolvimento na tomada de decisões, deixa tudo para sua equipe. Este líder pressupõe que os colaboradores já são maduros o suficiente e não necessitam de um acompanhamento constante. Teoria da Liderança Situacional (Paul Hersey e Ken Blanchard ,1970) Se diferencia da teoria comportamental ao afirmar que não existe um melhor estilo de liderança. Para esta teoria os líderes mais bem-sucedidos são aqueles que adaptam seu estilo de liderança à maturidade do indivíduo ou do grupo que estão tentando liderar ou influenciar. O estilo de liderança também depende da tarefa, trabalho ou função que precisa ser realizada. A teoria da liderança situacional propõe 4 estilos de liderança que se adaptam conforme o grau de maturidade do liderado ou grupo, sendo: ● Direcionador: indicado para os indivíduos que não têm as habilidades específicas necessárias para o trabalho, mas estão dispostos a trabalhar na tarefa. Eles são novatos, mas estão entusiasmados; ● Orientador: ideal para os indivíduos que não são capazes de realizar a tarefa por completo e estão desmotivados para esse trabalho; ● Apoiador: estilo recomendado para os indivíduos experientes e capazes de realizar a tarefa, mas que não têm a confiança ou a disposição de assumir responsabilidades; ● Delegador: indicado para os indivíduos que são experientes na tarefa e se sentem confortáveis com sua própria capacidade de fazê-lo bem. Eles são capazes e estão dispostos não apenas a fazer a tarefa, mas a assumir a responsabilidade pela tarefa. Teoria da Liderança Carismática (Max Weber - década de 1960) O conceito de autoridade carismática foi desenvolvido pela primeira vez pelo sociólogo alemão Max Weber em 1958. Como um processo de influenciar pessoas, surge o líder carismático, que é aquele que promove revoluções, renova paradigmas, evoca sonhos e é visto como um agente de mudanças porque conduz seus seguidores a transcender interesses pessoais na realização de determinada ação em prol do sucesso da equipe. Estudos realizados comprovaram que o carisma da liderança gera respostas emocionais positivas em seus liderados que resultam na maior dedicação e desempenho. 38 A ligação entre líder e liderados no processo carismático é carregada pelo conteúdo moral da missão, fruto de determinada crença que conduz os liderados à participação tendo, exclusivamente como recompensa, a realização da missão ou a tentativa de realizá-la. As cinco características do líder carismático são: confiança, comunicação, foco, criatividade e visão. Teoria da Liderança Transformacional (James V. Downton/James Burns - década de 1970) Existem quatro componentes fundamentais para a liderança transformacional: influência idealizada, motivação inspiracional, estímulo intelectual e consideração individualizada. Líderes transformacionais são aqueles que buscam mudar os pensamentos, técnicas e objetivos existentes para obter melhores resultados e um bem maior. Líderes transformacionais são aqueles que se concentram nas necessidades essenciais dos seguidores, criando assim um vínculo mais forte entre líder e liderado. Este estudo iniciou uma noção de liderança moral, voltando-se à busca de necessidades, aspirações e valores dos seguidores, com vistas a produzir mudanças nas atitudes, crenças e objetivos. Integridade, honra e justiça, podem, potencialmente, transformar os seguidores. A liderança transformacional cria um vínculo bastante forte em termos de influência mútua, onde líder e liderados aprendem juntos nas situações diárias. O líder transformador e o líder carismático assemelham-se, pois, são promovedores de mudanças, pois inspiram os liderados a “darem o melhor” no alcance das metas do grupo. Estilos de Liderança Líder autocrático/autoritário É o clássico chefe. Ele é quem toma todas as decisões e sua equipe apenas segue seu comando. Pessoas que trabalham nesse modelo de liderança tendem a concentrar muito poder e a ignorar (em parte ou totalmente) as opiniões dos colaboradores. Prós ● O líder autocrático traz agilidade para a tomada de decisão; ● O controle dos processos fica na mão do gestor; ● A equipe pode ser mais especializada e focar as tarefas; ● Os colaboradores costumam produzir mais quando o líder está por perto. https://startupcreator.com.br/blog/lideranca-transformacional/#_blank https://startupcreator.com.br/blog/lideranca-transformacional/#_blank 39 Contras: ● Na ausência do gestor, os colaboradores podem produzir menos; ● O líder passa a ser visto como um ditador; ● Os colaboradores não contribuem com ideias; ● O gestor tende a ficar sobrecarregado em função da centralização de poder. Líder democrático Os líderes democráticos são fãs da participação da sua equipe. Eles gostam de receber sugestões dos liderados e estimulam-nos para que assim o façam. Além disso, gestores com tal perfil são muito preocupados com a satisfação e o bem-estar do time. Prós: ● Existe interação entre líder e equipe; ● A colaboração do time é valorizada; ● Todos se sentem mais responsáveis pelos projetos; ● A equipe se compromete mais com seus trabalhos. Contras: ● A tomada de decisão pode ser lenta, já que várias pessoas participam do processo; ● A equipe precisa ser madura e experiente para que tal gestão funcione; ● Algumas tarefas ou processos podem ficar sem controle por falta de alguém que assuma a direção do projeto. Líder liberal O líder liberal segue um tipo de liderança mais voltado para a delegação de tarefas. Ele entende que a equipe já é madura e não depende tanto de orientações, então confia na capacidade de autogestão de cada membro. Prós: ● Os membros da equipe são livres para tomar decisões, o que acelera as entregas; ● O líder confia em seus liderados e isso os motiva; ● A burocracia reduz e o poder é descentralizado; ● É possível trabalhar a inovação. 40 Contras: ● Baixa produtividade, graças à falta de instrução e controle de qualidade; ● Desorientação dos colaboradores, pois eles podem se sentir perdidos, sem saber o que fazer; ● Individualismo, as pessoas da equipe tendem a isso e perdem o respeito pelo líder. Líder carismático (Afetivo) Trata-se de um dos mais fáceis de ser reconhecido. Esses líderes engajam a equipe e colaboram para a harmonia organizacional, porque unem a persuasão e o forte apelo emocional junto às pessoas. Prós: ● Tem muita competência na resolução de conflitos; ● A equipe costuma ser fiel a esse modelo de liderança, trabalhando de acordo com a cultura organizacional; ● É um líder que apresenta muita influência sobre os profissionais, o que ajuda a alcançar bons resultados sem precisar ser autoritário. Contras: ● O líder é menos reconhecido por suas competências técnicas e mais pelo carisma; ● Ele pode sentir dificuldade em dar feedbacks negativos, o que é capaz de prejudicar o andamento de projetos; ● Alguns colaboradores podem enxergá-lo como amigo, deixando de lado o profissionalismo; ● Pode ser gerado um “clima” de paternalismo, o que dificulta para o gestor julgar algumas ações com imparcialidade 6. TRABALHO EM EQUIPE: Como criar e manter uma equipe de sucesso. Quem nunca se deparou com problemas ao desenvolver um trabalho em equipe? Presenciou colegas desmotivados? Participou de reuniões em que os debates não acontecem da forma que deveriam acontecer? ou trabalhou com gestor que não consegue responsabilizaros colaboradores que deixam de cumprir as tarefas determinadas? Iremos utilizar como parâmetro de estudo o livro do Patrick Lencioni, “Os 5 Desafios das Equipes”. Segundo o autor do livro, a grande dificuldade enfrentada nas organizações é criar uma cultura em que todos os colaboradores remem na mesma direção. Afinal, como as equipes são compostas por pessoas imperfeitas, elas são inerentemente disfuncionais. 41 E na hora que as equipes começam a bater cabeça, ele identificou cinco desafios que normalmente causam os problemas em efeito cascata. Para o Lencioni, esse é um problema que afeta diretamente as lideranças, mas não fica restrito apenas a quem ocupa um cargo de líder. Esses cinco desafios podem ser vivenciados por autoridades do mais alto escalão organizacional ou por um grupo em um nível hierárquico mais baixo na instituição, que precisa se unir para cumprir determinadas tarefas. A partir do momento em que a equipe está formada, ela está suscetível aos mesmos problemas se os integrantes do time não tiverem uma postura focada em eliminar esses desafios. O certo é que a cultura de uma equipe bem sucedida, que consegue vencer as práticas que corrompem as relações entre o time, só é resistente quando os líderes ou os colaboradores envolvidos conseguem eliminar cinco comportamentos nocivos para o grupo. Estamos falando de falta de confiança entre os membros da equipe, medo de conflitos que contribuam para a evolução do time, falta de comprometimento em relação às decisões tomadas, de evitar responsabilizar os outros e de falta de atenção aos resultados. 1. FALTA DE CONFIANÇA A falta de confiança é um problema que contamina as equipes, seja qual for o tipo de trabalho desenvolvido. De forma geral, isso vem de uma falta de vontade de cada um mostrar que está vulnerável dentro do grupo. Ou seja, os membros da equipe não se comunicam e não se abrem sobre seus próprios erros e fraquezas, o que impossibilita a criação de uma base sólida de confiança. Se essa situação passa a imperar dentro da equipe, os membros não conseguem se envolver no trabalho. A equipe só deixa de atuar na defensiva quando os colaboradores ficam de fato à vontade, sem medo da exposição de uns para os outros. Se conseguirem assumir esse comportamento, fica muito mais fácil focar a energia no trabalho que precisa ser feito, ao invés de prezar pelos tratamentos com pouca honestidade e em função de politicagens. Normalmente, é difícil alcançar um grau de confiança baseado na vulnerabilidade porque nós passamos por um processo educacional em que a maioria das pessoas bem sucedidas adota um comportamento de autoproteção da própria reputação. Manter esse comportamento gera uma perda de ânimo, já que os membros do grupo relutam em assumir os riscos de pedir ajuda ou de se mostrarem com problemas. Sem confiança uns nos outros, os colaboradores da equipe adquirem uma série de comportamentos prejudiciais ao rendimento do time. Comportamentos negativos ● Escondem as fraquezas e erros ● Hesitam em pedir ajuda ou feedbacks ● Hesitam em oferecer ajuda a quem está fora de sua área de responsabilidade ● Tiram conclusões precipitadas sobre intenções dos outros, sem se preocuparem em esclarecê-las ● Não reconhecem e não exploram as habilidades e competências uns dos outros 42 ● Perdem tempo e energia controlando o próprio comportamento para causar boa impressão ● Guardam mágoas ● Temem as reuniões e procuram motivos para não encontrarem os colegas Por outro lado, quem consegue vencer esse desafio e não se importa em mostrar a própria vulnerabilidade para criar um ambiente de confiança atrai um ambiente mais positivo, baseado nas seguintes ações: Comportamentos positivos ● Admitem as fraquezas e os erros ● Pedem ajuda ● Aceitam perguntas e informações sobre sua área de responsabilidade ● Dão uns aos outros o benefício da dúvida antes de chegar a conclusões negativas ● Assumem riscos dando feedbacks e oferecendo ajuda ● Valorizam e exploram as habilidades e experiências uns dos outros ● Investem tempo e energia em questões importantes, não em politicagens ● Oferecem e aceitam desculpas sem hesitar ● Anseiam por reuniões e por outras oportunidades para trabalhar em equipe Para acabar com a primeira das cinco disfunções que prejudicam o trabalho em equipe, o autor do livro destaca algumas atividades, que podem surtir efeito positivo entre os colaboradores. O PAPEL DO LÍDER O líder deve ser o primeiro a se mostrar vulnerável. Dessa forma, ele arrisca perder prestígio junto à equipe e por isso acaba incentivando os liderados a fazerem o mesmo. Outro ponto é que os lideres devem criar um ambiente que não aplique punições a quem promover um espaço de vulnerabilidade. O líder também deve demonstrar que é vulnerável de forma sincera, sem fazer nada que seja ensaiado. Se a equipe percebe que tudo é um grande ensaio para manipular o grupo, está aberto o caminho para a perda de confiança. 2. MEDO DE CONFLITOS Todos os relacionamentos entre pessoas exigem bons conflitos para evoluir. É dessa forma que se constroem relacionamentos duradouros. Aqui a reflexão é válida para casamentos, relação entre parentes, amigos… E um dos lugares onde essa constatação mais se aplica é no ambiente de trabalho. Equipes que não constroem uma relação de confiança mútua entre os colaboradores (primeiro desafio) criam um bloqueio que gera o medo de conflitos, que é o segundo desafio. Aqui é importante você entender que existem diferentes tipos de conflitos entre pessoas. Aqueles embates considerados bons são as discussões acaloradas em torno de questões produtivas, que surgem com o objetivo de resolver problemas e avançar na caminhada rumo aos objetivos de uma equipe. O conflito fica limitado a conceitos e ideias, deixando de lado ataques 43 pessoais ou questões políticas para expor o outro. Por outro lado, existem também brigas destrutivas, que não contribuem em nada para a evolução do grupo e não tiram os membros do lugar de origem, mantendo a situação estagnada. O medo dos conflitos acaba mascarado por uma ideia de harmonia artificial, porque para não entrarem em discussão as pessoas criam a falsa aparência de que está tudo bem, mas não resolvem os problemas. Toda equipe precisa passar pelos conflitos bons para avançarem rumo a seus objetivos. Afinal, o único objetivo desse cenário é chegar na melhor solução possível, e ainda ganhando tempo. As discussões ocorrem de maneira muito mais rápida e completa, sem que haja ressentimentos e problemas interpessoais. Pelo contrário, a equipe sai daquela situação já querendo se envolver em novos conflitos para resolver os próximos assuntos. O grande problema é que é muito comum as equipes evitarem os conflitos de ideias com receio de ferir os sentimentos dos demais integrantes. Só que ao adotarem essa postura, elas deixam de debater questões importantes e abrem caminho para uma relação pautada mais nos ataques pessoais, que prejudicam demais o andamento do trabalho em equipe. Outra situação que chama a atenção é que muitas pessoas evitam o conflito em nome da eficiência. Mas sem o embate produtivo, o problema acaba aparecendo várias e várias vezes sem uma solução eficiente. Enquanto isso, o conflito saudável é uma forma mais direta de poupar tempo. Equipes que temem conflitos ● Têm reuniões entediantes ● Criam ambientes propícios a politicagens e ataques pessoais ● Ignoram questões controversas que são fundamentais para o sucesso da equipe ● Não exploram todas as opiniões e perspectiva dos integrantes da equipe ● Perdem tempo administrando riscos interpessoais Equipes que encaram conflitos ● Têm reuniões interessantes e vigorosas ● Extraem e exploram as ideias de todos os seus integrantes ● Minimizam as politicagens ● Colocam em pauta questões críticas O PAPEL DO LÍDER A principal atribuiçãoesperada de quem ocupa um cargo de liderança é a demonstração de moderação quando os colaboradores estiverem envolvidos em conflitos. O líder deve permitir que o desfecho ocorra naturalmente, mesmo se a situação parecer grave. Muitos líderes acabam pensando que quando perdem o controle sobre seus subordinados em um conflito estão fracassando, o que não é verdade. É muito ruim quando a liderança assume uma postura de querer proteger seu pessoal de ofensas, porque essa postura acaba criando uma interrupção prematura das discussões e impede que os colaboradores se tornem pessoas capazes de resolver sozinhos seus conflitos. E mesmo que isso seja bem óbvio, o líder precisa ser a referência de comportamento adequado 44 durante os conflitos. Se ele próprio evita as discussões, cria um exemplo negativo a ser seguido pela equipe. 3. FALTA DE COMPROMETIMENTO Quantas vezes você já se deparou com algum colega da sua equipe de trabalho sem nenhum comprometimento em relação às decisões tomadas pelo time? Vimos que a falta de confiança é aquele problema que os membros do time não revelam suas vulnerabilidades. Com isso, sem revelar suas principais fraquezas, ninguém se abre dentro do grupo e não se cria uma base de confiança. A falta de confiança evolui para um segundo desafio, o medo de conflitos, que é o segundo desafio que cria resistência ao trabalho em equipe. Sem confiança umas nas outras, as pessoas têm medo de se envolverem nos bons conflitos, que são aqueles gerados para o embate de ideias. São os conflitos que vão provocar mudanças e avanços na resolução dos problemas. Mas aqui estamos falando de discussões produtivas, sem politicagens. Com medo de conflitos saudáveis, a equipe acaba caindo em outro desafio que cria barreira para o sucesso dos grupos. Como não expressam suas opiniões nos debates, as pessoas se veem diante da falta de comprometimento. Sem uma participação considerada positiva nas discussões, fica difícil se comprometer e aceitar as decisões que são anunciadas nas reuniões, apesar de que a maioria sinaliza que está de acordo. Quando estamos falando de uma equipe, comprometimento é resultado de duas situações: clareza e adesão. As equipes bem sucedidas tomam decisões claras e aceitam tudo que foi decidido, mesmo se não concordarem com o rumo do barco. Uma reunião com um grupo com esse perfil termina com a certeza de que ninguém está em dúvida com o resultado. É cumprir o que foi decidido para colher os objetivos do trabalho mais à frente. Já a falta do comprometimento é simbolizada por outras duas situações: desejo de consenso e a necessidade de certeza. No caso do consenso, os membros das grandes equipes sabem que é perigoso buscar consenso de todos e procuram por alternativas para conseguirem a adesão do grupo mesmo quando não existe a unanimidade. Eles entendem que os seres humanos mais sensatos não precisam conseguir e nem exigir o que querem para apoiar uma decisão. Eles precisam apenas saber que a opinião deles foi levada em consideração no processo decisório. O que acontece nas equipes mais bem sucedidas é que todas as ideias colocadas são de fato analisadas e têm todos os seus critérios avaliados, ao ponto que todos estão dispostos a apoiar qualquer decisão tomada pelo grupo. Com relação à necessidade de certeza, os colaboradores que participam dos bons grupos também ficam orgulhosos da capacidade de acatar as decisões e se comprometerem com planos de ação claros, mesmo se eles não estiverem certos de que aquela é a melhor decisão. Compare esse cenário ao comportamento de quem está em uma equipe considerada disfuncional. Eles tentam fazer apostas seguras e vão adiando as decisões importantes até que consigam reunir o máximo de informações para garantir a segurança da decisão bem tomada. 45 O conflito das ideias, aquele que é considerado o bom embate, é a base da disposição para o comprometimento sem que todos tenham todas as informações necessárias em suas mãos. Mas também existem muitas situações em que o time até tem todas as informações que precisa para tomar determinadas decisões. Mas como isso está apenas na cabeça dos colaboradores individualmente, a falta de debates não gera o resultado esperado. A confiança esperada na decisão não aparece, já que ela não veio da sabedoria criada pela contribuição de todo o grupo. Independente se o problema é a necessidade de um consenso ou de certeza, é importante destacar que uma das maiores consequências da falta de comprometimento de uma equipe de gestores, por exemplo, é o cenário que é criado dentro da empresa, marcado por discordâncias que podem ser profundas e sem solução. O problema é que esse desafio pode criar efeito cascata nos colaboradores dos níveis abaixo da diretoria na hierarquia da empresa. Ou seja, se o gestor não se compromete com uma decisão, é grande a chance de seus subordinados terem problemas aos seguirem ordens que não estão alinhadas com outros setores. “pequenas lacunas entre os gestores de alto escalão de uma organização se tornam discrepâncias significativas no instante em que alcançam os subordinados”. Equipes que não se comprometem ● Criam ambiguidades entre seus integrantes em relação a direção e prioridades ● Veem portas se fecharem por demorarem demais para tomar decisões ● Alimentam a falta de confiança e o medo de errar ● Repetem decisões e discussões várias vezes ● Estimulam questionamentos entre seus integrantes Equipes comprometidas com as decisões ● Trabalham com clareza em relação a direção e prioridades ● Alinham o grupo em direção a um objetivo comum ● Desenvolvem a capacidade de aprender através dos erros ● Aproveitam as oportunidades antes que os competidores façam isso ● Seguem em frente sem hesitar ● Mudam de direção sem culpa ou dúvida O PAPEL DO LÍDER E o que se espera do líder para iniciar um processo de solução dessa disfunção? Mais do que os demais integrantes do time, o líder deve ser referência e se sentir à vontade para tomar decisões que eventualmente se mostrem erradas com o passar do tempo. Também é o líder que deve sempre estimular o grupo a chegar a conclusões durante as discussões e deve aderir às decisões do time. Ele só não pode supervalorizar a certeza e o consenso. 46 4. EVITAR RESPONSABILIZAR OS OUTROS Quando existe uma falta de comprometimento entre os membros da equipe, a próxima atitude nociva que se espera do time em uma escala de cinco níveis é as pessoas evitarem a responsabilização dos colegas. Até o mais fervoroso defensor da cobrança de responsabilidades costuma travar na hora de cobrar um colega se a falta de comprometimento é uma característica do grupo. Isso acontece porque para cobrar as responsabilidades é preciso ter bem claro o papel de cada um na equipe. Se não existe comprometimento, não fica claro quais são as decisões e quais são as obrigações de cada colaborador, o que cria o ambiente ideal para que o quarto desafio crie mais um gargalo para o sucesso da equipe. Como já existe uma tendência geral de evitar conversas difíceis que vem desde o segundo desafio, que é o medo de conflitos, fica difícil assumir o risco de chamar a atenção de um colega, coisa que passa longe das equipes bem sucedidas. Afinal, seus componentes não titubeiam na hora que precisam assumir esse risco, independentemente de suas repercussões. Esse é um desafio que sempre é mais fácil falar do que fazer, mesmo naquelas equipes consideradas mais coesas com ótimos relacionamentos entre as pessoas. Isso porque pode acontecer de um colega hesitar de chamar a atenção do outro por medo de colocar um vínculo interpessoal em risco. Mas é muito importante ficar atento, porque essa característica de hesitação tem potencial para, na verdade, deteriorar a relação, à medida que os colegas ficam ressentidos por não se colocarem no nível da expectativa do grupo epermitirem uma quebra dos padrões da equipe. Em um time de sucesso, a relação entre seus integrantes melhora a partir do momento em que as pessoas chamam a atenção umas das outras, se respeitando e demonstrando que têm grandes expectativas em relação ao trabalho de cada um. Mesmo que isso pareça politicamente incorreto, o meio mais eficaz para manter altos padrões de desempenho é criar uma cultura de pressão entre os colegas. Para ele isso reduz a necessidade de muitas ferramentas, mecanismos e burocracia para avaliar o desempenho de cada um e corrigir as atividades. Na hora de motivar as pessoas a melhorarem seu desempenho, não há nada que se compare ao medo de decepcionar colegas respeitados. Equipes que evitam a responsabilização ● Criam ressentimento entre integrantes que possuem diferentes padrões de desempenho ● Estimulam a mediocridade ● Perdem prazos fundamentais ● Colocam sobre os ombros do líder o fardo injusto de ser a única fonte de disciplina. 47 Equipes que se responsabilizam ● Fazem com que cada membro que tenha um mau desempenho sinta-se pressionado a melhorar. ● Identificam problemas em potencial com rapidez, através dos questionamentos das abordagens uns dos outros, sem hesitar. ● Estabelecem o respeito entre todos os integrantes, que devem criar os mesmos altos níveis de desempenho entre si. ● Evitam a burocracia excessiva em relação ao controle do desempenho e das ações corretivas O PAPEL DO LÍDER Nesse contexto, o que se espera do líder é que ele tenha a capacidade para estimular e permitir que a equipe seja o principal mecanismo para que as pessoas chamem a atenção umas das outras. Existem líderes fortes que criam sem perceber um vácuo de responsabilização ao deixarem que os próprios integrantes sejam a fonte de disciplina. Isso acaba gerando um contexto em que as pessoas acham que o líder está atribuindo responsabilidades particularmente e aí elas entendem que não devem se manifestar. A partir do momento em que o líder cria em sua equipe a cultura de responsabilizar os outros, ele tem que ficar atento para atuar, se necessário, como juiz quando o time não conseguir fazer dessa forma. Deve ficar bem claro que o ato de responsabilização é uma coisa compartilhada pelo grupo e que o líder vai interferir se for necessário. Mas o ideal é que isso seja uma exceção. 5. FALTA DE ATENÇÃO AOS RESULTADOS O que você acha que acontece com uma equipe de trabalho que evita se responsabilizar e cobrar pelos objetivos que foram traçados em conjunto? Consegue imaginar qual seria o próximo obstáculo imposto a esse time? Se os membros de uma equipe não são cobrados e responsabilizados pelos resultados combinados entre o time, está aberto o caminho para o último problema, que é a falta de atenção aos resultados. A partir do momento em que os membros do grupo não são cobrados, eles perdem o foco nas necessidades do time, pensam nas próprias necessidades e no próprio sucesso, e perdem o foco de atenção, voltando suas preocupações para áreas que são abrangem o resultado coletivo. Nesse ponto, o autor do livro faz uma ressalva que resultados não são apenas lucro, receita ou retorno dos acionistas, quando se fala em resultados a definição é muito mais ampla, com base em desempenho. Duas armadilhas aparecem nesse momento, que podem criar um ambiente de desatenção aos resultados. Esses obstáculos são o status de equipe e o status individual. No primeiro caso, o simples fato de pertencer a uma equipe já é suficiente para manter os 48 integrantes do grupo satisfeitos. Para eles, alcançar determinados resultados pode ser desejável, mas não necessariamente digno de grandes sacrifícios. Nesse caso, as equipes acabam vítimas do status, pois acreditam que o caráter nobre de sua função já é suficiente para justificar a própria satisfação. Esse cenário é mais comum em organizações sem fins lucrativos, mas empresas de muito prestígio às vezes também ficam susceptíveis a esses problemas, pois enxergam o sucesso como algo associado às suas organizações tão especiais. Já o status individual está ligado à tendência comum das pessoas de focarem seus esforços em aprimorar as próprias carreiras ou os próprios cargos. Uma equipe funcional precisa fazer com que todo integrante considere o objetivo coletivo como mais importante que seus parâmetros pessoais, mesmo com a tendência que temos de autopreservação. Por mais claro que possa parecer à necessidade de que o status individual não ocorra, muitas equipes simplesmente optam por não focar nos resultados. Elas querem apenas continuar existindo, sem objetivos significativos. Infelizmente, para esses grupos não há dose de confiança, conflito, comprometimento ou cobrança de responsabilidade que compense a falta do desejo de vencer. Equipes que não dão atenção aos resultados ● Ficam estagnadas ● Raramente superam seus concorrentes ● Perde funcionários voltados para o alcance de objetivos ● Estimulam seus membros a se concentrarem nas próprias carreiras ou nos objetivos pessoais ● Perdem o foco facilmente Equipes que estão atentas aos resultados ● Preservam aqueles funcionários que focam em resultados ● Minimizam o comportamento individualista ● Ficam felizes com o sucesso e sofrem profundamente com o fracasso ● Beneficiam-se de indivíduos que renunciam aos próprios objetivos pelo bem da equipe ● Evitam distrações O PAPEL DO LÍDER Na última disfunção das equipes espera-se que o líder imponha os termos para que os seus subordinados foquem nos resultados. Se as pessoas perceberem que o líder valoriza qualquer outra coisa que não o resultado, elas vão entender que podem fazer o mesmo. Os chefes devem ser objetivos, reservando as recompensas para quem de fato fizer contribuições significativas para o cumprimento dos objetivos traçados para o time. O trabalho em equipe se resume a uma prática de um pequeno conjunto de princípios aplicados por um longo período, de forma a criar a cultura de um time focado no sucesso 49 coletivo. Não existe uma teoria infalível como forma garantida de sucesso. O que vale é ter níveis extremos de disciplina e persistência. 7. SITUAÇÃO DO COLABORADOR NA EQUIPE DE TRABALHO. Para que um líder possa comandar uma equipe com eficácia, faz-se necessário identificar o estágio ou a situação em que cada integrante se encontra em determinado momento. Duas variáveis são determinantes na orientação do comportamento para a ação; motivação e capacitação. Consideramos motivação como a força impulsora que orienta o comportamento das pessoas. Ela indica desejo, necessidades, obrigações e valores como prioridades de determinado momento. Consideramos capacitação como o grau de competência de um indivíduo para executar o trabalho. Essa capacítação varia em função do potencial existente, podendo determinar a competência para o exercício de certas atividades e incompetência para o exercício de outras. Acreditamos que motivação e capacítação, se combinadas, podem definir quatro grandes situações que facilitam a identificação do estágio em que os membros de uma equipe se encontram. Veja o quadro a seguir: Ao combinarmos essas duas variáveis cartesianamente, estabelecemos um sistema binário para determinar graus máximos e mínimos. Dessa forma, obtemos para a variável Motivação as subvariáveis Atua, e Não Atua e, para a variável Capacitação, as subvariáveis Sabe, e Não Sabe. Essas combinações produzem quatro tipologias básicas que facilitam a identificação do estágio em que o indivíduo se encontra em determinada situação, a saber: ● Situação1 - Não Atua e Não Sabe ● Situação 2 - Atua e Não Sabe ● Situação 3 - Atua e Sabe ● Situação 4 - Não Atua e Sabe 50 Analisemos cada situação: ● Situação l - (Não Atua/Não Sabe) Essa é a situação típica do indivíduo que se sente obrigado a exercer uma atividadeda qual não gosta, para a qual não está preparado, nem pela qual se interessa. Sua iniciativa é baixa e não se preocupa com nada que ocorre ao seu redor. Quando executa um trabalho, alguém tem que refazê-lo. Ele é lento na execução da tarefa. Não se dispõe a cooperar e, quando é solicitado a fazê-fo, apresenta dificuldades e desculpas. Entretanto, não se acanha em solicitar ajuda, procurando, dessa forma, transferir suas obrigações e responsabilidades para os outros. Apesar de aceitar os prazos, não se compromete a cumpri-los. Não procura se informar acerca do seu trabalho, tampouco transferir as informações sobre sua área de trabalho para os outros setores. Seu desempenho é baixo e apresenta resultados de má qualidade. Tende a provocar desperdícios de tempo e material, não se importando com os prejuízos. Duas variáveis principais podem ser a causa da existência do enquadramento na Situação 1: a) Falta de potencial - Muitas vezes, exigimos de um indivíduo uma capacidade que ultrapassa seu potencial ou o colocamos numa posição que exige algo além das suas possibilidades. Ao selecionarmos um indivíduo para ocupar determinado cargo, devemos verificar se o seu perfil é adequado. Alguns fatores, tais como inteligência, iniciativa, raciocínio, percepção, aproveitamento da inteligência são fundamentais para que um indivíduo possa aprender determinada tarefa dentro dos padrões de exigência da função. b) Conflito de interesses - Outro aspecto importante é o interesse para assumir determinada função. Vários fatores podem impedir que haja motivação. Dentre os principais, destacamos: não gostar do trabalho; a inexistência de desafios; salários aquém das expectativas; classificação na estrutura de cargos abaixo do desejado; ambiente de trabalho desconfortável; falta de condições para o trabalho; não reconhecimento da importância da função etc. O indivíduo que se encontra nessa situação não se ajusta ao cargo. ● Situação 2 – (Atua/Não Sabe) Essa é a situação assumida pelo indivíduo novo na função, mas que demonstra grande interesse em aprender e executar o trabalho. Normalmente, o indivíduo não permanece por muito tempo nessa situação. Com o tempo, ele aprende o trabalho e assume a Situação 3 ou se desmotiva e assume a Situação 1. Essa desmotivação pode ser gerada por falta de apoio e orientação inadequada por parte da chefia. Seu empenho é elevado e está sempre curiosamente procurando aprender. Mesmo fora da sua área de trabalho ou responsabilidade, procura atender às solicitações dachefia, dispondo-se sempre a realizar trabalhos extras. Sempre que percebe algo errado, toma as providências para sua correção ou informa a quem de direito para que o faça. Está sempre atento ao que ocorre a seu redor, informa à chefia e aos seus colegas os fatos ocorridos acerca do trabalho, procurando contribuir para a melhoria dos resultados. 51 Quando assume compromisso, cumpre-o dentro do prazo ou avisa com antecedência quando não puder cumpri-lo. A qualidade do seu trabalho é limitada, não atendendo aos padrões de exigência. Geralmente é lento na execução das atividades e exige supervisão com elevada frequência. Involuntariamente, comete erros que geram perdas de materiais.Acidenta-se com maior frequência do que os demais devido ao fato de querer fazer o que ainda não sabe. ● Situação 3 - (Atua/Sabe) Essa situação caracteriza o ideal do profissional. Ele é competente e motivado. É um indivíduo com potencial e capacitação adequadas ao cargo, A natureza da atividade é compatível com o que ele gosta da fazer. Considera satisfatório o atendimento de seus interesses pessoais e procura atender o interesse da organização. Seu empenho é elevado e produz resultados com significativo padrão de qualidade e quantidade. Ele sabe especificar os materiais e equipamentos necessários bem como utilizá-los adequadamente sem gerar perdas de materiais, tempo e produtos. Está sempre disponível, procurando atender às necessidades do trabalho dentro e fora da sua área de atuação. Procura analisar o processo de trabalho, propondo sugestões para racionalização de métodos de forma a produzir melhoria da qualidade, da quantidade e economia dos custos. Informa-se acerca do seu trabalho e comunica à chefia e aos colegas os dados que podem ajudá-los. Realiza as tarefas dentro dos prazos, quando não antecipa sua execução. Se ocorre algum imprevisto, negocia novo prazo com a chefia com a devida antecedência. O indivíduo, quando atinge esse estágio, tende a buscar uma rápida promoção, o que, se não for atendido, pode gerar desmotivação, remetendo-o temporariamente para a Situação 4. ● Situação 4- (Não Atua/Sabe) Essa situação caracteriza o indivíduo que está há bastante tempo na função e sobre a qual possui total domínio técnico. Sua desmotivação advém do conflito de interesses. É provável que algumas das condições de trabalho, tais como ambiente; relacionamento com a chefia, remuneração, cargo etc. estejam aquém da sua expectativa ou a sua expectativa tenha se alterado em, relação às condições existentes. Sua iniciativa é baixa ou quase nula. Não se preocupa com os problemas inerentes ao trabalho ou à organização. Seu empenho é voltado para a sobrevivência, manutenção do emprego, e não para a consecução dos objetivos de trabalho. Não se preocupa em prestar informações acerca do trabalho, fazendo-o somente quando houver possibilidade de prejudicar-se. Seu interesse pelas informações é orientado para o proveito próprio. Seu compromisso é consigo mesmo e não com a equipe. Evita assumir compromissos e, quando os assume, dificilmente os cumpre dentro dos prazos e especificações exigidos. Sempre encontra desculpas para seus erros e falhas. A qualidade do seu trabalho atende às exigências em parte, mas não é confiávei. O volume do seu trabalho fica sempre abaixo do que produzia anteriormente. Não se preocupa em economizar ou evitar perdas. Sempre apresenta alguma desculpa quando lhe é 52 solicitado um esforço adicional. O indivíduo que assume essa posição normalmente assumia a Situação 3 anteriormente. É um indivíduo recuperável se bem trabalhado. 8. ESTRATÉGIAS DE LIDERANÇA. Aplicação de estratégias de liderança motivacional Uma vez identificado o estágio em que o integrante da equipe se encontra, compete agora especificar a estratégia mais adequada para conduzi-lo. Ao analisarmos a ação de liderança, identificamos duas variáveis principais: DIREÇÃO e ESTÍMULO. Consideramos direçao a ação do líder de determinar o que, como, quem e quando realizar um trabalho. Dependendo do níveí de maturidade do subordinado, a orientação poderá ser mais específica ou mais geral. Consideramos estímuloa ação do líder de aprovar ou reprovar o comportamento do liderado. A aprovação visa à perpetuação, e a reprovação, à eliminação do comportamento em questão. Ao combinar as variáveis DIREÇÃO e ESTÍMULO, obtemos quatro estratégias básicas de liderança, que devem ser aplicadas conforme cada situação. No quadro, observamos que a variável ESTÍMULO foi dividida em Repreende e Reconhece, e a variável DIREÇÃO, em Estrutura e Delega. REPREENDE é considerada a ação do líder de não aceitar e não permitir determinado comportamento do subordinado, utiíizando-se do argumento que for necessário para coibi-lo. RECONHECE é considerada a ação do líder de aprovar determinado comportamento do subordinado, utilizando-se de estratégias como elogios e recompensas para perpetuá-lo. ESTRUTURA é considerada a ação do líder de ensinar a tarefa ao subordinado ou proporcionar-lhe condições para que o faça. Pressupõe designar tarefas detalhando o que, como e quando fazer, especificando o nível de exigência quanto ao prazo e à qualidade esperados. DELEGA é considerada a ação do líder de determinar o objetivo a ser alcançado, cabendo ao subordinado sugerir alternativas para a decisão do líder, bem como estruturar o que, como,onde e quando fazer. As variáveis e subvariáveis combinadas produzem quatro estratégias de liderança diferentes, a saber: • Estratégia 1 - Repreende e Estrutura 53 • Estratégia 2-Reconhece e Estrutura • Estratégia 3 - Reconhece e Delega • Estratégia 4 - Repreende e Delega Analisemos cada estratégia: ● Estratégia l – (Repreende/Estrutura) Essa estratégia deve ser utilizada para os casos em que o liderado se encontre desmotivado e sem a capacitação adequada para realizar o trabalho. Nesse caso, o líder deve repreender os comportamentos indevidos e depois estruturar a ativídade do liderado, por etapas. A causa da desmotivação deve ser identificada através de um diálogo franco e aberto entre o líder e o liderado, procurando identificar os fatos ocorridos, interesses e ressentimentos que porventura tenham originado a situação. Tão logo sejam identificadas as divergências, as posições devem ser negociadas e estabelecido um contrato psicológico entre o líder e o liderado, determinando os compromissos e as expectativas de ambas a partes. Havendo acordo, o liderado tende a assumir a Situação 2 e posteriormente a 3. Caso não haja acordo, tende-se à relocação/transferência. Na situação de trabalho, as tarefas devem ser estruturadasem termos do que, como e quando fazer. O controle deve ser frequente, comportamentos inadequados devem ser evidenciados e repreendidos tão logo sejam constatados. A atitude do líder deve ser de reprovação do comportamento e não do liderado como pessoa. A liberdade de atuacão do liderado deve ser limitada e restrita enquanto ele apresentar um comportamento irresponsável. Deve existir uma constante preocupação do líder na orientação e conscíentização, procurando despertar no liderado o interesse pelo que faz, bem como desenvolver sua capacidade de realizar o trabalho. Toda ação do líder deve estar orientada para a recuperação do liderado ou sua substituição, se for necessário. ● Estratégia 2 - (Reconhece/Estrutura) Essa é uma estratégia adotada para pessoas que estejam motivadas, mas sem experiência na função. As tarefas são estruturadas em termos do que, como e quando fazer. Os comportamentos positivos devem ser reconhecidos através de elogios, concessão de maior liberdade de atuacão e delegação de tarefas de maior complexidade. As promoções, as ascensão aos cargos, as gratificações devem ser proporcionados à medida que o liderado se desenvolve e atinge o nível de competência compatível com a tarefa a ser executada. Grande ênfase deve ser dada ao Treinamento e Desenvolvimento do liderado, procurando proporcionar a ele acesso às informações e aos conhecimentos inerentes ao trabalho, bem como oportunidade para desenvolver atividades que possibilitem adquirir experiência. O acompanhamento deve ser frequente, através da observação direta e de controles que informem com agilidade o andamento das atividades. Toda falha e todo erro devem ser apontados na hora, identificando-se as causas e demonstrando-se a forma correta de realizar a tarefa. A ação deve estar sempre direcionada para a manutenção da motivação e o desenvolvimento da capacidade técnica do liderado. 54 ● Estratégia 3 - (Reconhece/Delega) Essa estratégia deve ser adotada para os casos em que os liderados estejam capacitados técnica e psicologicamente e ajustados ao cargo. A ação predominante do líder deve ser de especificação dos objetivos a serem atingidos e de reconhecimento. O líder deve possibilitar a participação do liderado na solução dos problemas e nas decisões referentes ao seu trabalho, exigindo dele uma postura inovadora e apresentação de novas ideias e sugestões que proporcionem melhoria de resultados. O controle deve ser centrado nos resultados, e não no processo. O processo deve ser controlado pelo próprio liderado e informado ao líder no prazo exigido. A ênfase do elogio deve recair somente sobre aqueles comportamentos positivos que denotem criatividade e expressivos resultados. Nesse caso, faz-se necessário que o elogio seja feito diante de todos os participantes da equipe. É importante que o líder esteja atento à expectativa de crescimento profissional do liderado para que não haja desmotivacão proporcionada por uma frustração. Quanto maior é o nível de maturidade profissional, maior é o nível de exigência quanto ao salário e à classificação. É importante que o líder mantenha o liderado numa posição compatível com o seu valor e expectativa. Toda ação do líder deve estar orientada para a manutenção da motivação e a permanência do liderado na equipe. ● Estratégia 4 - (Repreende/Delega) Essa é a estratégia utilizada para a pessoa que se encontra com o contrato psicológico rescindido, apesar de ser ele um experiente profissional. Nesse caso, deve predominar a repreensão dos comportamentos indevidos e a delegação dos objetivos a serem alcançados. O controle é centrado no processo e nos resultados, com elevada frequência. O não atendimento às exigências de prazo, qualidade, quantidade e custo significa uma ação imediata de repreensão ao comportamento do liderado. A liberdade de atuaçao é limitada e as possíveis promoções congeladas até que o liderado retorne à Situação 3. O diálogo com o liderado se faz necessário para identificar as causas da deterioração do contrato psicológico. O líder deve conversar com o liderado para saber os fatos e sentimentos responsáveis pela desmotívação. De posse do diagnóstico, o líder deve renegociar o contrato psicológico com o liderado. Caso o contrato seja restabelecido, o liderado tende a reassumir a Situação 3. Caso não haja concordância, o certo é que ocorra relocação/transferência. A proposta baseada no binómio SATISFAÇÃO/RESULTADO. Ela visa à satisfação das pessoas e à excelêncía dos resultados, uma complementa a outra. Para que uma equipe de trabalho saia de uma condição de insuficiência e obtenha sua sinergia, é necessário que haja mudança. Quando participamos de uma equipe que não vai bem, é comum pensar em mudar o outro, e esquecemos que a mudança do outro pode ser constituída por um reflexo de nossa mudança. A partir do momento em que nos dispomos a rever nossas atitudes, aguçar a percepção da situação que nos cerca e desenvolver nossa habilidade para agir, desencadeamos um processo de autodesenvolvimento, capacitando-nos, dessa forma, para, com maior satisfação, atingir os objetivos propostos. “Eu sou maior do que era antes…estou melhor do que era ontem…” Milton Nascimento & Dani Black 55 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ● Chiavenato, Idelberto , Introdução à Teoria Geral da Administração. 4ª Edição, SP, MAKRON , BOOKS.1993. ● Faria, Albino Nogueira de, Chefia e Liderança . RJ, LTC, 1982.ANTUNES, Celso. 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É Instrutor/conteudista/coordenador da ACIDES, EGAPE e SENASP/MJ, Atualmente ocupa o cargo de Diretor Geral da Escola de Inteligência de Pernambuco - ESINT-PE. Teoria X Teoria Y Conclusão sobre a Teoria X e Y de McGregor Viés da Afinidade Viés da Aparência Viés da Idade Viés da Maternidade Viés da Confirmação Viés de Efeito de Halo Efeito Grupo Quais são os efeitos negativos dos vieses inconscientes? Aumento do índice de turnover (rotatividade, entra e saída) Cultura organizacional tóxica Falta de engajamento Perda de produtividade Como identificar e combater os vieses inconscientes? Implemente programas de diversidade e inclusão Fale sobre o assunto Desafie seus pensamentos Reavalie a divisão de tarefas entre os membros da sua equipe Esteja consciente dos seus vieses inconscientes O que significa ter domínio de sua inteligência emocional? Habilidades da inteligência interpessoal Interesse pelas pessoas Interesse por causas sociais Facilidade em se comunicar Mediação de conflitos Dicas para estimular a inteligência interpessoal Pratique a empatia Escute as pessoas Trabalhe em equipe Habilidades da inteligência intrapessoal Identificam as próprias emoções Analisam as próprias ações Não se culpam pelos erros Dicas para estimular a inteligência intrapessoal Comece a analisar suas emoções Tenha momentos de reflexão interior Fale ou escreva sobre suas emoções Teoria da Liderança Situacional (Paul Hersey e Ken Blanchard ,1970) Teoria da Liderança Transformacional (James V. Downton/James Burns - década de 1970) Líder autocrático/autoritário Líder democrático Líder liberal Líder carismático (Afetivo)sistêmicas não são gerenciáveis, mas adaptáveis.“, afirma o antropólogo Jamais Cascio em uma entrevista à HSM. Como definir o mundo BANI A sigla BANI é dividida entre as quatro características que vimos anteriormente e, para cada uma delas, há um significado específico que se relaciona às formas de observar o mundo atual. Brittle – frágil As mudanças ocorridas em relação ao vírus pandêmico podem nos mostrar que o mundo definitivamente é frágil. Se achávamos que estávamos no controle das coisas, de repente, nos deparamos com a incerteza do amanhã. A economia pode mudar rapidamente e o mercado pode se transformar drasticamente. Ao nos depararmos com um mundo frágil, portanto, é preciso atenção e estratégia para haja uma adaptação às mudanças com maestria. É preciso que as pessoas estejam sempre preparadas para o imprevisível. Anxious – ansiedade A ansiedade está marcando presença no nosso modelo de vida atual. O luto, o senso de urgência para decisões importantes, a incerteza, crise econômica e as maiores possibilidades de erro deixam as pessoas ansiosas. https://hsm.com.br/tag/jamais-cascio/ 9 Esse cenário social reflete diretamente no mundo dos negócios. É necessário que hajam atitudes mais rápidas e que as instituições saibam aproveitar as oportunidades que podem aparecer repentinamente. Além disso, acreditamos que as organizações devem tornar seus ambientes mais seguros psicologicamente para todas as pessoas. Nonlinear – não-linearidade Atualmente, os eventos parecem desconectados e desproporcionais. As instituições precisam ter facilidade de adaptação para que façam parte dessa realidade, com uma estrutura bem definida e padronizada. No entanto, grandes planejamentos para o futuro podem não fazer mais sentido em um cenário de constantes mudanças. Incomprehensible – incompreensível Na era da informação, as pessoas buscam respostas para tudo, mas a incompreensão é gerada quando há uma ausência de sentido nessas respostas e quando a complexidade excede a capacidade de entendimento das situações. É preciso que as estratégias das instituições levem em consideração tudo o que ainda não se pode compreender. Pandemia e pós-pandemia no Serviço Público Impactos: tecnológicos, mentais, emocionais, trabalho remoto, sociais, mudanças de paradigmas, outros. Pandemia e pós-pandemia no Serviço Público Desafios: Novo mindset, inteligência emocional, adaptabilidade rotinas e atividades, liderança e outros. Como se adaptar ao mundo BANI Entender as características dessa nova dinâmica de mundo já é um ótimo começo para encará-lo de frente e criar estratégias que podem se adaptar a essa realidade. É importante que as corporações estejam antenadas aos acontecimentos que podem impactar a sociedade, o consumidor e, consequentemente, as formas de consumo. Após as mudanças sociais advindas da pandemia, muitos pesquisadores e CEOs influentes já apontaram que as novas tendências de mercado incluem cada vez mais as políticas ESG (environmental, social and governance, em tradução livre, práticas ambientais, sociais e de governança corporativa). A adaptação das instituições é necessária No contexto de fragilidade do mundo BANI, as instituições precisam investir no fortalecimento das equipes, buscando uma cultura colaborativa e incentivando a capacitação dos colaboradores. Essas são ferramentas para tornar as organizações mais resistentes, que podem também resultar em melhores resultados. 10 A transparência nos trabalhos e na comunicação deve ser mantida para estabelecer uma relação de confiança com os colaboradores da empresa. Já no quesito ansiedade, as instituições precisam trabalhar a empatia das lideranças e entender o quanto as soft skills e a segurança psicológica das pessoas devem ser valorizadas. Mundo VUCA e mundo BANI - Impactos na liderança As mudanças globais impactaram significativamente o cenário da liderança. Liderar nesse contexto atual exige uma nova perspectiva, um novo mindset e um movimento em direção a construção de novas bases e novas estruturas. 2. MOTIVAÇÃO Hoje as organizações passam por constantes processos de mudanças para enfrentarem transformações e vencer desafios com os quais se deparam em um mercado cada vez mais competitivo. Para isso precisam contar com profissionais motivados, com objetivos alinhados aos da organização, que possam se destacar em tomadas de decisões rápidas, de forma inovadora e criativa. E para o policial militar soma-se ainda a dificuldade de lidar com um público diferenciado, heterogêneo. O conhecimento da motivação humana é extremamente relevante para que o líder possa de fato contar com o amplo auxílio de seus colaboradores. A motivação funciona como o resultado da interação entre o indivíduo e a situação que o envolve. Muitos fatores motivam as pessoas ao trabalho. A necessidade de ganhar dinheiro, com certeza, é um deles. Porém, em determinados casos, como no funcionalismo público onde o salário é fixo, existem outros fatores, como benefícios e o senso de realização que devem ser considerados. Com vista nestas dificuldades, vários autores criaram teorias motivacionais, que abordam a motivação das pessoas a partir de perspectivas diferentes. Mesmo que estas teorias vejam a motivação a partir de múltiplas perspectivas, elas não necessariamente levam a previsões diversas sobre o comportamento. Partes dessas teorias podem ser complementares e tem havido um grande esforço para integrar características de algumas delas. Um dos grandes desafios do gestor público é motivar os colaboradores, torná-los direcionados, satisfeitos e naturalmente comprometidos para alcançar as metas, os objetivos propostos. Aspectos sociais da motivação Motivação advém da palavra latina movere, que significa mover. É a vontade de exercer altos níveis de esforços no sentido de determinados objetivos organizacionais, condicionados pela capacidade de satisfazer algumas necessidades individuais. Sob outro aspecto, a motivação diz respeito ao desejo de adquirir ou alcançar algum objetivo, ou seja, a motivação extrai-se dos desejos, necessidades ou vontades. https://eureca.me/soft-skills/ https://eureca.me/seguranca-psicologica/ 11 Algumas pessoas são naturalmente motivadas ao trabalho. As teorias de motivação, no trabalho, normalmente se preocupam mais com as razões do que com as habilidades que levam os recursos humanos a realizarem suas tarefas melhor do que os outros. De acordo com a situação, essas teorias podem indicar as escolhas de comportamento para a tarefa, o esforço ou a perspicácia dessas pessoas. Presumindo-se que os indivíduos tenham as habilidades necessárias e que os limitadores do desempenho sejam relativamente baixos, altos graus de motivação devem levar a bons desempenhos no trabalho. O que é realmente motivação Motivação é a força que estimula as pessoas a agir. No passado, acreditava-se que essa força era determinada principalmente pela ação de outras pessoas, como pais, professores ou chefes. Hoje, sabe-se que a motivação tem sempre origem numa necessidade. Assim, cada um de nós dispõe de motivações próprias geradas por necessidades distintas e não se pode, a rigor, afirmar que uma pessoa seja capaz de motivar outra. Na verdade, motivação é consequência de necessidades não satisfeitas. Essas necessidades são intrínsecas às pessoas. Não podem, portanto, os gestores colocar necessidades nas pessoas. Isso significa que os gestores não são capazes de motivar, mas de satisfazer às necessidades humanas ou contrafazê-las (Archer, 1990, p.8). A evidência de que de fato uma pessoa não é capaz de motivar outra não pode, no entanto, significar que o fenômeno da motivação deva ser desconsiderado pelos gestores. Muito pelo contrário, os gestores precisam estar atentos à motivação de seus colaboradores. Precisam estar aptos para identificar suas necessidades ecriar as condições para que as tarefas a eles atribuídas, assim como seu ambiente de trabalho, sejam capazes de satisfazê-los. Em suma: os gestores não podem motivar seus colaboradores, mas precisam dispor de conhecimentos e habilidades suficientes para despertar ou manter sua motivação no trabalho. Um exemplo um pouco distante do ambiente de trabalho pode auxiliar a compreensão desse tema. A fome constitui uma necessidade primária do ser humano. Não se pode afirmar que uma pessoa passe a sentir fome apenas pelo cheiro da comida. O cheiro da comida, na realidade, é capaz de despertar a pessoa para uma necessidade não percebida até o momento, em virtude, provavelmente, de estar atenta a outras necessidades. Assim, um gestor não é capaz, pelo menos diretamente, de gerar necessidades em seus colaboradores. Pode, no entanto, despertar a motivação que existe em cada um deles. Como ocorre a motivação O comportamento humano é motivado pelo desejo de atingir algum objetivo. Nem sempre, porém, este objetivo é conhecido pelo indivíduo. Boa parte da motivação humana localiza-se na região abaixo do nível do consciente, conforme a analogia do iceberg apresentada por Freud. A unidade básica do comportamento é uma atividade. O ser humano está sempre desenvolvendo uma ou mais atividades: andar, falar, comer, trabalhar etc. A qualquer momento 12 pode, porém, decidir mudar de atividade. Daí advém às perguntas: Por que as pessoas mudam de atividades? É possível compreender, prever ou controlar as atividades das pessoas? Para tentar responder a essas questões, convém considerar, primeiramente, que a motivação de uma pessoa depende da força de seus motivos (motivos aqui entendidos como desejos ou impulsos que ocorrem no interior dos indivíduos). Os motivos é que impulsionam e mantêm o comportamento dos indivíduos. São, por assim dizer, as molas da ação. Também se pode identificar os motivos com as necessidades e dizer que os indivíduos são movidos pelas necessidades. Os motivos ou necessidades dirige-se para os objetivos, que estão fora dos indivíduos. Por exemplo, se alguém está premido pela necessidade de comer, dirige seu comportamento em direção ao objetivo comida. Os indivíduos têm milhares de necessidades. Todas competem por seu comportamento. A necessidade mais forte em determinado momento é a que conduzirá à atividade. Por exemplo, um indivíduo pode estar com sono, mas naquele momento sua necessidade mais forte é a de aprovação num concurso no dia seguinte. Então, ele poderá estar mais motivado para estudar do que para dormir. Como reconhecer pessoas motivadas Para lidar adequadamente com a motivação requer-se, antes de qualquer outra coisa, a identificação de quem está motivado e de quem não está. Para tanto, a observação do comportamento manifestado pelas pessoas constitui, na maioria dos casos, o único meio disponível para tal. Como o "corpo fala", a observação de gestos, postura e mesmo dos objetos usados pelas pessoas pode permitir de alguma forma identificar seu grau de motivação. Claro que essa "leitura do corpo" pode induzir a erros, pois o comportamento humano é muito complexo, e as pessoas são capazes, muitas vezes, de dissimular seus sentimentos por meio da expressão corporal. No entanto, a análise da expressão corporal cuidadosamente aplicada pode ser bastante útil. A motivação muitas vezes se revela por meio de expressões e gestos positivos, tais como um sorriso, uma expressão solícita, um olhar confiante ou uma postura tranquila. Pessoas envolvidas em trabalhos altamente estimulantes costumam apresentar intenso brilho nos olhos. Um leve rubor nas faces pode revelar satisfação. Respiração ofegante pode indicar entusiasmo. Inclinação do corpo em direção aos objetos demonstra interesse pelo trabalho. Já a cabeça apoiada, aparência desalinhada, inclinação do corpo para trás e postura displicente podem ser interpretadas como sinais de desmotivação. O local de trabalho também permite o reconhecimento da motivação. Uma mesa organizada, por exemplo, indica que o profissional está disposto a encontrar os papéis com facilidade. Materiais correspondentes a atividades desorganizados, por sua vez, podem indicar pouca disposição para realizar um trabalho de cada vez. A mais expressiva da motivação, no entanto, são as atitudes que os funcionários manifestam em relação ao trabalho. Fornecimento espontâneo de sugestões para melhorias do trabalho, receptividade a novas incumbências, franqueza nas respostas às perguntas que 13 lhes são feitas, aceitação de desafios e aparência feliz são alguns dos principais sinais de motivação. Teorias motivacionais As teorias motivacionais entendem a motivação como resultante dos desejos pessoais por determinadas coisas. Considera-se que as necessidades podem ser distintas tanto para a mesma pessoa ao longo do tempo, quanto entre pessoas diferentes. A complexidade do fenômeno da motivação determinou o aparecimento de diferentes teorias para explicação desse fenômeno, tais como a Hierarquia das Necessidades de Maslow, Teoria dos Dois Fatores de Herzberg, Teoria X e Y de Douglas McGregor e a Teoria da Fixação de Metas, que veremos a seguir. Teorias das necessidades humanas A Teoria da hierarquia das necessidades humanas de Maslow (1943), afirma que a satisfação das necessidades humanas é importante para a saúde física e mental do indivíduo, pois elas estão dispostas em uma hierarquia que inclui necessidades físicas, sociais e psicológicas. O nível mais baixo (base da pirâmide) inclui as necessidades quanto à sobrevivência, como ar, água, comida. O segundo nível consiste nas necessidades de segurança quanto à proteção de possíveis perigos, como as relacionadas a abrigo e proteção. No terceiro nível, estão as necessidades sociais, que incluem amor, afeição e relacionamento com outras pessoas. O quarto nível é o da necessidade de autoestima, que envolve o respeito a si próprio e aos outros. Por conseguinte, temos a auto realização, esse nível refere-se à satisfação dos objetivos pessoais e o alcance pleno do potencial individual, ou, como afirmou Maslow, "o desejo de ser tudo o que se é capaz de ser". Segundo Maslow, para que um desejo seja motivador, ele não pode ser satisfeito já que as pessoas são motivadas pelo nível mais baixo de necessidades, e quando não são satisfeitos, o nível mais baixo irá sobrepor-se. Assim, uma pessoa faminta não se preocuparia com o perigo e talvez se arriscasse a roubar comida, mesmo sabendo que a punição por roubo é severa. Uma pessoa com sua necessidade de segurança não satisfeita, não estaria preocupada em ir a uma festa com os amigos em busca do convivo social. Maslow alertou que pode haver exceções para esta hierarquia e que determinados indivíduos podem considerar algumas necessidades mais altas como mais relevantes que as de nível mais baixo. Além disso, vários indivíduos nas sociedades ocidentais têm os quatro primeiros níveis de necessidades alcançados e possivelmente nunca venham a experimentar a privação de uma ou mais delas, especialmente as de alimentação. Assim para tais sociedades, as necessidades básicas não são motivadoras. Esta teoria nos indica que em qualquer programa motivacional a ser desenvolvido, inicialmente é necessário conhecer qual é o nível da hierarquia das necessidades está focalizando, para poder satisfazer aquela necessidade ou carência específica. 14 Teoria dos dois fatores A teoria dos dois fatores (ou teoria da motivação-higiene) de Herzberg (1968), afirma que a motivação resulta da natureza do trabalho em si, e não de recompensas externas ou das condições de trabalho. As necessidades humanas no trabalho estão divididas em categorias distintas - as oriundas da natureza animal dos seres humanos, como: as necessidades físicas, e as que são condicionadas a um nível mais elevado, habilidade única dos humanos parao crescimento psicológico. Os aspectos do trabalho inerentes às necessidades de natureza animal são chamados fatores de higiene que estão associados com o contexto do trabalho, ou seja, com aqueles aspectos relacionados com o ambiente de trabalho e diz respeito a salário, estilo de supervisão, condições ambientais de trabalho, segurança no emprego, relações com o superior, com os companheiros de trabalho e com os subordinados, políticas e diretrizes da organização. Esses fatores de entorno estão relacionados às fontes de satisfação no trabalho. A satisfação está ligada mais com o ambiente no qual a pessoa trabalha do que com a natureza do trabalho em si. Já os fatores motivacionais do trabalho, importantes para as necessidades de crescimento, estão relacionados com o conteúdo do trabalho e incluem a realização pessoal, reconhecimento, responsabilidade e a natureza do trabalho em si. De acordo com Herzberg, a melhor forma de motivar os funcionários é oferecer níveis apropriados de fatores de motivação, uma vez que fatores de higiene não promovem a motivação, não importa o quanto eles sejam favoráveis. 15 Além disso, Herzberg pondera que a satisfação e a insatisfação no trabalho são elementos separados e sem relação entre si. Fatores motivacionais podem levar à satisfação, mas a sua ausência leva apenas à falta de satisfação, não à insatisfação. Os fatores de higiene podem levar a insatisfação, porém, em seu melhor grau, eles podem produzir apenas a falta de insatisfação e não a satisfação. 16 Teorias X e Y de Douglas McGregor Dois conceitos antagônicos, criados pelo professor e economista americano Douglas McGregor, que norteiam as relações entre as empresas e seus trabalhadores. Auxiliando as demais teorias sobre liderança de pessoas em uma empresa. Basicamente, estas teorias tratam de dois perfis de personalidade e comportamento de funcionários. Aspectos que muitas vezes os próprios indivíduos não percebem que possuem. Em uma das teorias, o funcionário é relaxado, preguiçoso e gosta pouco de trabalhar. Já na outra, o funcionário gosta das responsabilidades e a busca dentro da empresa. Teoria X “O trabalho é em si mesmo desagradável para a maioria das pessoas.” Nesta teoria, chamada por McGregor de “Hipótese da mediocridade das massas”, parte-se do pressuposto de que os trabalhadores possuem uma aversão nata à responsabilidade e às tarefas do trabalho, necessitando sempre de ordens superiores para render alguma coisa no trabalho. Estas ordens vêm sempre acompanhadas de punição, elogios, dinheiro, coação etc. Artifícios utilizados pelos gestores para tentar gerar um empenho maior do colaborador. McGregor acreditava que as necessidades de ordem inferior dominavam as pessoas nesta teoria. Assim, as organizações precisavam colocar a ênfase de sua gestão na satisfação dos fatores higiênicos dos trabalhadores, estudados na Teoria dos Dois Fatores de Herzberg. Os princípios básicos da Teoria X são: ● Um indivíduo comum, em situações comuns, evitará sempre que possível o trabalho; ● Alguns indivíduos só trabalham sob forte pressão. Eles precisam ser forçados, controlados e às vezes ameaçados com punições severas para que se esforcem em cumprir os objetivos estabelecidos pela organização; ● O ser humano ordinário é preguiçoso e prefere ser dirigido, evita responsabilidades. 17 Teoria Y “O trabalho é tão natural como o lazer, se as condições forem favoráveis”. Nesta teoria a coisa muda de figura. Aqui os trabalhadores são encarados como pessoas altamente competentes, responsáveis e criativas, que gostam de trabalhar e o fazem como diversão. Sendo necessário que as empresas proporcionem meios para que estas pessoas possam dar o seu melhor, com mais desafios, participações e influências na tomada de decisão. McGregor acreditava que as necessidades de ordem superior dominavam as pessoas nesta teoria. Assim, as organizações precisavam colocar a ênfase de sua gestão na satisfação dos fatores motivacionais dos trabalhadores, estudados na Teoria dos Dois Fatores de Herzberg. Os princípios básicos da Teoria Y são: ● O esforço físico e mental empregado no trabalho é tão natural quanto o empregado em momentos de lazer; ● O atingimento dos objetivos da organização está ligado às recompensas associadas e não ao controle rígido e às punições; ● O indivíduo comum não só aceita a responsabilidade do trabalho, como também as procura. ● Os indivíduos são criativos e inventivos, buscam sempre a solução para os problemas da empresa; ● Os trabalhadores tem a capacidade de se autogerirem nas tarefas que visam atingir objetivos pessoais e estratégicos da organização. Sem a necessidade de ameaças ou punições; ● O trabalhador normalmente não faz aquilo que não acredita. Por isso exige cada vez mais benefícios para compensar o incômodo de desempenhar uma função desagradável. 18 Conclusão sobre a Teoria X e Y de McGregor A Teoria X e Y de McGregor apresenta dois paradigmas diametralmente opostos, como fica fácil visualizar; se o trabalho é desagradável para a maioria das pessoas, como diz a Teoria X, toda a lógica da organização vai se voltar ao desenvolvimento de processos que induzam as pessoas a produzirem. Já para a Teoria Y o trabalho é tão natural como o lazer, se as condições forem favoráveis. Portanto, para os adeptos da Teoria Y o desafio é como criar condições favoráveis para que o trabalho seja realizado. A teoria Y constitui um esforço de dar um uso prático à psicologia humanista proposta por Abraham Maslow, e jogou um importante holofote sobre a importância de trabalhar os filtros de percepção da chefia em relação a seus subordinados, um dos pilares da moderna administração. Teorias da fixação de metas A teoria de motivação que, possivelmente, tem sido mais plausível para os psicólogos organizacionais é a teoria da fixação de metas (Locke e Latham, 1990). Os princípios da fixação de metas têm sido largamente aplicados nas organizações, embora sua utilização não seja essencialmente baseada na teoria. Diversos programas desse tipo são utilizados no mundo corporativo. O princípio norteador dessa teoria afirma que o comportamento das pessoas é motivado por suas intenções e seus objetivos, que podem estar diretamente relacionados a comportamentos específicos. Por exemplo, um gestor estabelece uma meta de análise mensal de relatórios. Pelo fato de os objetivos estarem ligados a comportamentos importantes para o desempenho é que a teoria da fixação de metas tem sido fortemente relacionada ao comportamento. 19 Segundo essa teoria, a meta é aquilo que uma pessoa conscientemente deseja obter. As metas podem ser específicas, como: "ser aprovado no vestibular", ou amplas, como "ser um bom pai". Metas amplas são normalmente associadas a um determinado número de objetivos específicos. Locke e Latham indicaram quatro formas pelas quais as metas influenciam o comportamento. Na primeira forma, as metas resultam em comportamentos específicos. Espera-se que um estudante, que tem como objetivo: "ser aprovado no vestibular" adote um comportamento de estudo, fazendo as leituras propostas pelo professor ou obtendo novas referências bibliográficas. Na segunda forma, os objetivos levam a pessoa a mobilizar maiores esforços; o estudante vai se concentrar mais para aprender. Na terceira, as metas aumentam a persistência, resultando em mais tempo gasto com os tipos de comportamento necessários para a consecução do objetivo, ou seja, o estudante que quer "ser aprovado no vestibular". Finalmente, as metas podem motivar o ensejo por estratégias efetivas para sua obtenção; o estudante irá tentar encontrar as estratégias mais eficazes de estudo e realização de provas. A teoria da fixação de metas determina que as pessoas empenhem esforços na confecção de atividades de seus objetivose que o desempenho na atividade é uma função dos objetivos definidos. Sob a visão organizacional, a determinação de metas pode ser uma forma eficiente de manter ou catalisar o desempenho no trabalho, e várias organizações tem utilizado a fixação de metas justamente para isso. De acordo com Locke e Latham, diversos fatores são necessários para que a fixação de metas aumente o desempenho no trabalho. Primeiro, os empregados devem estar comprometidos com a meta, ou seja, aceitá-la. O objetivo da organização não é necessariamente o objetivo pessoal de um funcionário. Porém, apenas objetivos pessoais motivam os comportamentos. Em segundo, o feedback é necessário porque permite que as pessoas saibam se o seu comportamento as está levando ou não na direção de seus objetivos. Em terceiro, quanto mais difícil a meta, melhor deve ser o desempenho. O objetivo de alcançar uma média de pontos de 10,0 deve resultar em um desempenho melhor do que um objetivo de chegar à média 8,0. Apesar das pessoas nem sempre atingirem seus objetivos, quanto mais difícil ele for, melhor será o desempenho, pelo menos até que a pessoa esteja trabalhando no limite de sua capacidade. Finalmente, as metas específicas são mais efetivas do que um desafio vago, do tipo "faça o melhor que puder". Objetivos vagos podem ser eficazes, mas são os específicos que permitem à pessoa, saber quando elas estão dando o melhor de si. 20 3. VIESES INCONSCIENTES O viés inconsciente, também conhecido como viés ou preconceito implícito, é um pressuposto, uma crença ou uma atitude aprendida que parte do subconsciente. Todos têm tais vieses e recorrem a eles como atalhos mentais para um processamento de informação mais rápido. Os vieses implícitos se desenvolvem ao longo do tempo, à medida que acumulamos experiências de vida e nos expomos a estereótipos distintos. Segundo o Instituto Kirwan para estudo de raças e etnias, “tais vieses, que englobam avaliações favoráveis e desfavoráveis, são ativados involuntariamente e sem a consciência ou controle intencional de um indivíduo”. São preconceitos ou pensamentos tendenciosos a respeito de uma ideia, grupo ou indivíduo. São preconceitos, estereótipos ou pensamentos tendenciosos sobre determinado tema ou grupo social, que induzem a decisões tendenciosas e comportamentos prejudiciais. Quer percebamos, quer não, os nossos vieses inconscientes influenciam a nossa vida profissional, desde a forma como pensamos até o modo como interagimos com os colegas. Os vieses inconscientes são atalhos mentais que ajudam a tomar decisões à medida que o cérebro processa milhões de informações por segundo. Geralmente, vieses inconscientes são preconceitos ou pensamentos tendenciosos a respeito de uma ideia, grupo ou indivíduo, tendo como base os próprios julgamentos e formas de enxergar, devido a experiências passadas que permanecem armazenadas no subconsciente, influenciando as atitudes sem que possamos perceber. Em outras palavras, vieses inconscientes são generalizações estereotipadas de gerações, etnias, raças, classes sociais, orientações sexuais, gêneros e outras questões comportamentais que não definem o que as pessoas são, de fato. Eles existem porque o ser humano faz julgamentos automaticamente devido a associações que derivam de memórias armazenadas no mais íntimo de sua mente. Tais crenças são incorporadas inconscientemente ao longo da vida, isto é, sem que as pessoas se deem conta, e acabam ditando muitos comportamentos do dia a dia, como se fosse algo natural. https://www.gupy.io/blog/diversidade-geracional https://www.gupy.io/blog/lideranca-lgbt-nas-empresas 21 De acordo com Daniel Kahneman, nobel de economia, e um dos principais contribuintes para o entendimento do assunto, o pensamento automático é, em grande parte das situações, essencial para a sobrevivência. No entanto, em uma sociedade civilizada, o mecanismo baseado em intuição pode desencadear decisões erradas por causa de raciocínios deliberados. É muito importante compreender que todas as pessoas são "enviesadas" devido à forma como o conceito de autoconsciência e existência são construídos à medida que vivemos nossas vidas. Isso significa que somos todos suscetíveis aos vieses porque somos humanos. Todavia, podemos atentar para que possamos identificar situações e raciocínios do cotidiano em que os preconceitos tentam comandar nossa postura ou pensamento. Tipos Vieses Inconscientes O primeiro passo para combater os vieses inconscientes, tanto aqueles que habitam em nós quanto os que podem passar despercebidos em comportamentos do dia a dia no ambiente de trabalho, é identificar as formas como eles se manifestam no contexto corporativo. Existem diversos aspectos dentro das organizações que são influenciados pelos vieses inconscientes, como recrutamento e seleção, promoções de liderança, desenvolvimento pessoal, avaliações de desempenho, retenção de talentos e atendimento ao cliente, por isso é tão importante que o líder traga essa discussão à tona na instituição. Veja a seguir alguns dos tipos de vieses inconscientes mais comuns presentes no contexto organizacional. Viés da Afinidade A preferência de uma pessoa por indivíduos que sejam mais parecidos com ela, no que se diz respeito a questões ideológicas, atitudes, aparência, religião etc. é um dos tipos de vieses inconscientes mais comuns. Esse padrão faz com que tenhamos uma tendência a julgar melhor quem se parece mais conosco. No contexto institucional, é comum que os gestores acabem escolhendo colaboradores com os quais eles têm mais identificação, em vez de analisarem o contexto e as informações e tomarem decisões com embasamento na lógica e na razão.Viés do Estereótipo Trata-se dos julgamentos que uma pessoa, que pertence a um determinado grupo, faz a respeito de um indivíduo pertencente a outro grupo, não se baseando em atributos específicos ou qualidades do mesmo, mas em generalizações. 22 Infelizmente, é muito comum nos depararmos com situações em que mulheres nem sequer são consideradas para um determinado cargo ou função nas organizações por causa de pensamentos estereotipados em fundamentos retrógrados do senso comum. Por exemplo, quando uma vaga é anunciada e, em sua própria descrição, é especificado "preferencialmente homens". Aqui vemos também um exemplo de viés inconsciente de gênero. Viés da Aparência Como consta no próprio termo, esse tipo de viés acontece quando o julgamento de uma pessoa é baseado em aspectos físicos, isto é, em padrões de beleza que foram se acumulando no inconsciente ao longo da vida. Os vieses de aparência podem acontecer de forma sutil, mas os seus impactos têm o mesmo peso. Pensamentos como "fulano não sabe se vestir bem, por isso é melhor que não faça parte da reunião" podem até não ser expressados verbalmente, mas é comum que a pessoa julgada sofra boicotes e injustiças. Viés da Idade Esta é uma forma de preconceito que favorece indivíduos de certas faixas etárias em detrimento de outras. Em uma organização, isso pode se manifestar como uma preferência por colaboradores mais jovens ou mais velhos, com base em suposições sobre habilidades, adaptabilidade e longevidade no cargo. Viés da Maternidade Essa modalidade vai um pouco além do viés de gênero, especificando o julgamento das pessoas em relação às mulheres que se tornam mães. Esse preconceito parte do pressuposto coletivo de que a maternidade impacta na produtividade e capacidade de comprometimento da mulher. O exemplo clássico desse viés inconsciente no mercado de trabalho é a decisão de não promover mães com filhos pequenos a cargos mais altos. Esse pensamento tendencioso tem como fundamento a crença de que uma mulher não poderá viajar a trabalho, pois não terá com quem deixar a criança, por exemplo. Viés da Confirmação O viés da confirmação é uma das piores formas de corroborarum pensamento preconceituoso, pois ele visa justamente "confirmar" crenças pré-estabelecidas em nosso subconsciente, nos induzindo a criar tendências com base em julgamentos rasos, em vez de considerarmos informações realmente relevantes. 23 No contexto corporativo, é comum que um candidato que esteve em vários empregos por curtos períodos seja descartado pelos recrutadores porque, automaticamente, acreditam que se trata de uma pessoa que terá pouco comprometimento com a empresa. Viés de Efeito de Halo O viés do efeito de halo ocorre quando uma impressão positiva em uma área nos leva a ter uma visão positiva de outras características de uma pessoa. Por exemplo, se um funcionário é particularmente carismático, podemos subconscientemente atribuir a ele outras qualidades positivas, como competência ou confiabilidade, mesmo que isso não seja necessariamente verdade. Efeito Grupo Esse tipo de viés se trata de quando seguimos parâmetros e comportamentos de um grupo pela pressão que ele exerce. Isso faz com que as pessoas busquem se enquadrar em determinado padrão social, como, por exemplo, quando apenas uma pessoa com opinião diferente acaba cedendo à pressão de um grupo e mudando a sua concepção sobre determinado assunto. Nesse caso, o objetivo é não destoar da maioria e, ao fim, todos acabam concordando com a mesma opinião. Ocorre quando um padrão de um grupo é seguido em busca de aceitação. Esse fenômeno suprime a individualidade e faz com as pessoas adotem as normas desse conjunto, mesmo que estejam em desacordo com os seus próprios valores. Em outras palavras, a opinião da maioria não é questionada, levando todos a convergirem para a mesma ideia. Quais são os efeitos negativos dos vieses inconscientes? A presença de vieses inconscientes no ambiente corporativo gera uma série de impactos negativos que afetam as relações de trabalho e prejudicam indivíduos. Aumento do índice de turnover (rotatividade, entra e saída) Coloque-se no lugar de alguém que sofre preconceito por alguma das condições julgadas como inferiores pelos vieses inconscientes. Você gostaria de trabalhar em uma instituição em que não há como receber o reconhecimento adequado ao realizar o mesmo trabalho e obter os mesmos resultados que os colegas de equipe, ter a carreira atrasada pela falta de oportunidades e sofrer discriminações por conta de estereótipos? 24 Pois bem, um dos motivos que aumenta o índice de turnover nas organizações é a sensação de insegurança e falta de acolhimento que o colaborador tem em relação à organização. Muitas instituições não são capazes de fazer uma boa retenção de talentos devido à ausência de políticas inclusivas no ambiente de trabalho. Cultura organizacional tóxica Um ambiente laboral no qual ocorrem discriminações por conta de etnia, raça, ideologia, idade, gênero, orientação sexual ou qualquer outra característica física, ou comportamental tende a ser desagradável para todos os envolvidos, o que contribui com a construção de uma cultura organizacional tóxica. É muito importante que o líder identifique comportamentos preconceituosos e tome as medidas cabíveis para eliminá-los. Todos os colaboradores devem ser tratados com o mesmo nível de respeito e dignidade. Falta de engajamento Uma equipe engajada é composta por pessoas que, mesmo diante de diferenças, têm uma harmonia entre si, sabem se comunicar de maneira eficiente e, sempre que possível, se ajudam nas tarefas e responsabilidades operacionais. Contudo, os vieses inconscientes criam barreiras entre os indivíduos, comprometendo a sua capacidade de trocar e compartilhar experiências, desenvolver empatia e serem mais humanas umas com as outras. Em outras palavras, a falta de engajamento da equipe é uma das consequências mais marcantes da presença desses vieses e, consequentemente, uma das causas da falta de motivação. Perda de produtividade Um ambiente de trabalho tóxico, no qual alguns indivíduos sofrem preconceito tanto por parte de colegas quanto pelos próprios gestores, dificilmente gerará colaboradores produtivos. Afinal, profissionais desmotivados não buscam pelos melhores resultados com toda a força e energia que poderiam colocar em suas responsabilidades. Como identificar e combater os vieses inconscientes? É muito importante que você saiba como os vieses inconscientes podem ser identificados no ambiente de trabalho para que, então, possam ser combatidos e eliminados. Implemente programas de diversidade e inclusão Há diversas ações e iniciativas que devem partir do líder, como a criação de equipes práticas ou dinâmicas para propor discussões e reflexões em torno de crenças que precisam ser desconstruídas. É preciso sair da zona de conforto e fugir do pensamento fácil e automático, caso queiramos construir um ambiente de trabalho realmente inclusivo e diverso. 25 A aproximação e a empatia também são grandes ferramentas contra os vieses inconscientes e devem ser utilizadas ao máximo sempre que possível em todos os espectros de nossas vidas. Fale sobre o assunto Como já foi abordado, os vieses inconscientes são formas de pensamento que estão enraizadas na essência e na formação intelectual do ser humano, isto é, não podem ser simplesmente eliminados de um dia para o outro. Trata-se de um processo de construção contínua, no qual a instituição deve se empenhar para evoluir a sua cultura organizacional. Por isso, o assunto não deve ser evitado. Muito pelo contrário, deve ser discutido sempre que possível. Quanto mais os colaboradores forem expostos a oportunidades de se informarem e se reeducarem sobre o tema, mais produtivo e genuíno será o caminho de conscientização e engajamento. Desafie seus pensamentos Uma maneira de quebrar paradigmas é encarar os vieses inconscientes, ou seja, um tipo de postura que deve partir principalmente da liderança, o que não significa que o restante da equipe está isento da responsabilidade de fazer com que todos sejam incluídos. Os vieses se fortalecem justamente quando não desafiamos as crenças internas. Dito isso, o líder pode promover oportunidades para que todos os membros do time de profissionais dialoguem abertamente e possam se conhecer melhor. Essa é uma ótima maneira de todos vivenciarem novas experiências e terem contato com pontos de vista e pensamentos diferentes. Reavalie a divisão de tarefas entre os membros da sua equipe Finalmente, após toda essa análise minuciosa, é a hora de dar início a um trabalho que pode gerar influência positiva nos comportamentos e nas rotinas da equipe. O líder deve se empenhar em desenvolver um ambiente institucional positivo, assim como a divisão de tarefas deve ser repensada. Será que há uma tendência de que determinadas atividades sejam delegadas a um grupo? Será que há algum tipo de centralização acontecendo dentro da equipe? Questionamentos como esses podem levantar fatos que, talvez, estejam passando despercebidos até mesmo pela liderança. Os vieses inconscientes fazem parte da formação intelectual do ser humano. O que significa que, muitas vezes, eles não são construídos de propósito, mas é fundamental que sejam identificados para que os comportamentos relacionados a julgamentos rasos não sejam cometidos, tanto dentro da instituição quanto fora dela. 26 Esteja consciente dos seus vieses inconscientes A boa notícia é que, assim que estiver consciente dos seus vieses inconscientes, você poderá tomar medidas para mitigar os seus efeitos. 4. COMPORTAMENTO HUMANO NAS INSTITUIÇÕES Comportamento organizacional é uma forma de estudo e análise de condutas individuais e coletivas de líderes e colaboradores e suas implicações no ambiente de trabalho. Consiste não apenas no diagnóstico, mas no entendimento das necessidades de desenvolvimento individual e coletiva para o benefício da organização. Seu objetivo é garantir as condições necessárias para o andamentoe desenvolvimento dos trabalhos, fazendo uso de técnicas para motivar e engajar as pessoas em prol de objetivos e resultados pré-determinados. O comportamento organizacional envolve tudo aquilo que é necessário para que o ambiente de trabalho esteja harmonioso e que cada colaborador tenha tranquilidade e segurança para a realização de suas atividades. O comportamento humano nas organizações é um tema complexo e fundamental para o sucesso de qualquer instituição. Compreender como as pessoas interagem no local de trabalho é essencial para criar uma cultura organizacional saudável e produtiva. O comportamento humano nas organizações refere-se às ações, atitudes e emoções dos indivíduos dentro de um contexto institucional. Ele engloba desde a forma como os colaboradores se comunicam até como lidam com desafios e conflitos. Compreender esses aspectos é fundamental para os líderes no desenvolvimento de estratégias eficazes de gestão de pessoas. Uma abordagem eficaz do comportamento humano nas organizações pode resultar em uma equipe mais motivada, produtiva e satisfeita. Devemos entender o que motiva os servidores e como eles se comportam em determinadas situações. Somente assim, as instituições podem criar um ambiente de trabalho mais positivo e colaborativo. Tal iniciativa, por sua vez, pode levar a uma maior retenção de talentos e melhores resultados organizacionais. https://interfacecomunicacao.com.br/saiba-como-motivar-e-engajar-seus-colaboradores/ https://www.humansolutionsbrasil.com.br/artigos/perfil-comportamental https://www.humansolutionsbrasil.com.br/artigos/perfil-comportamental https://vocerh.abril.com.br/coluna/ana-carolina-souza/contagio-de-estresse-e-seu-impacto-nas-organizacoes 27 O comportamento humano nas organizações mostra como as pessoas agem no ambiente de trabalho. Este conceito abrange atitudes, emoções e interações entre colegas. Compreender isso é essencial para melhorar a eficácia organizacional. Nas organizações, o comportamento humano pode afetar a produtividade e o clima organizacional. Quando os colaboradores estão motivados, o desempenho tende a melhorar. Por outro lado, conflitos e desmotivação podem prejudicar os resultados. Estudar o comportamento humano ajuda a identificar padrões que influenciam a cultura da instituição. Com isso, é possível desenvolver estratégias para melhorar o ambiente. A análise desses comportamentos facilita a gestão de equipes. A liderança tem um papel central no comportamento humano nas organizações, líderes eficazes sabem como inspirar e orientar suas equipes. Eles influenciam positivamente o clima e a cultura organizacional. Os líderes devem ser exemplos de comportamento para inspirar suas equipes. Quando os líderes exemplificam os valores da instituição, os colaboradores seguem o exemplo. Esse aspecto cria uma cultura organizacional forte e coesa. A integridade é um atributo essencial para os líderes. Demonstrar honestidade e ética reforça a confiança dos colaboradores, por exemplo. Esse componente é valioso já que promove um ambiente de trabalho saudável e transparente. Um elemento adicional é que líderes eficazes também demonstram empatia. Compreender as necessidades e preocupações dos colaboradores é um item essencial. Tal iniciativa fortalece o relacionamento e melhora a moral da equipe. A comunicação clara é outra característica que pode ser considerada vital. Líderes que se comunicam bem evitam mal-entendidos e promovem a colaboração. Isso aumenta a eficiência e a produtividade da organização. Além disso, líderes de verdade devem ser resilientes. Enfrentar desafios com positividade e determinação inspira os colaboradores e as equipes como um todo. Essa característica cria um ambiente onde a superação de obstáculos é valorizada. A comunicação é fundamental para entender e influenciar o comportamento humano nas organizações. Boas práticas de comunicação promovem um ambiente harmonioso. Isso reduz mal-entendidos e melhora a colaboração entre os integrantes da equipe. Manter a comunicação transparente é essencial para melhorar o comportamento humano nas organizações. Informações claras evitam mal-entendidos e aumentam a confiança. A transparência cria um ambiente de trabalho mais colaborativo. A comunicação transparente deve envolver todos os níveis da organização. Líderes devem ser os primeiros a praticar essa transparência, pois estabelece um exemplo positivo para os colaboradores. Além disso, a transparência na comunicação reduz a insegurança. Quando todos têm acesso às mesmas informações, as especulações diminuem. Isso resulta em um ambiente de trabalho mais estável. Utilizar diversas ferramentas de comunicação é um elemento que pode ajudar na transparência. Essas ferramentas garantem que a mensagem chegue a todos os colaboradores. a transparência na comunicação deve ser um valor central da cultura organizacional. Instituições que priorizam isso constroem relações mais fortes e leais com seus colaboradores. Esse aspecto, por sua vez, melhora a moral e a produtividade. https://www.terra.com.br/noticias/psicologia-organizacional-nas-empresas-pode-virar-lei,30f1f3354232757ad624a152d7ae9c0cumw2kyvl.html https://www.terra.com.br/noticias/psicologia-organizacional-nas-empresas-pode-virar-lei,30f1f3354232757ad624a152d7ae9c0cumw2kyvl.html https://www.humansolutionsbrasil.com.br/artigos/competencias-comportamentais https://www.humansolutionsbrasil.com.br/artigos/competencias-comportamentais https://www.startse.com/artigos/como-identificar-uma-lideranca-toxica-confira-dicas-sobre-o-que-fazer/ https://www.startse.com/artigos/como-identificar-uma-lideranca-toxica-confira-dicas-sobre-o-que-fazer/ https://exame.com/carreira/guia-de-carreira/disc-conheca-esse-importante-teste-comportamental/ 28 INTELIGÊNCIA EMOCIONAL Para começarmos a entender o tema, vamos recorrer a uma frase clássica, que diz que “as pessoas são contratadas por suas habilidades técnicas, mas são demitidas pelo seu comportamento”. Na atual era digital, cada vez mais os aspectos técnicos vêm sendo supridos pelos avanços tecnológicos, a partir da inteligência artificial e do machine learning, o aprendizado da máquina. A exigência, então, se volta para o desenvolvimento de habilidades comportamentais, as chamadas soft skills, em um processo que precisa ser contínuo para lidar com as situações complexas já existentes e as que ainda irão surgir. Pois uma das soft skills mais importantes (e também mais difíceis de se desenvolver) é justamente a inteligência emocional. Quando bem trabalhada, essa é uma competência que traz maior equilíbrio na vida pessoal e sucesso profissional para quem almeja evoluir na carreira. Goleman definiu inteligência emocional como: "...capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos." (Goleman, 1998) Para ele, a inteligência emocional é a maior responsável pelo sucesso ou insucesso dos indivíduos. Como exemplo, a maioria das situações de trabalho é envolvida por relacionamentos entre as pessoas e, desse modo, pessoas com qualidades de relacionamento humano, como afabilidade, compreensão e gentileza têm mais chances de obter o sucesso. https://fia.com.br/blog/inteligencia-artificial/ https://www.sas.com/pt_br/insights/analytics/machine-learning.html 29 Segundo ele, a inteligência emocional pode ser categorizada em cinco habilidades: 1. Autoconhecimento emocional - reconhecer as próprias emoções e sentimentos quando ocorrem; 2. Controle emocional - lidar com os próprios sentimentos, adequando-os a cada situação vivida; 3. Automotivação - dirigir as emoções a serviço de um objetivo ou realização pessoal; 4. Reconhecimento de emoções em outras pessoas - reconhecer emoções no outro e empatia de sentimentos; e 5. Habilidade em relacionamentos interpessoais- interação com outros indivíduos utilizando competências sociais. As três primeiras são habilidades intrapessoais e as duas últimas, interpessoais. Tanto quanto as primeiras são essenciais ao autoconhecimento, estas últimas são importantes em: 1. Organização de grupos - habilidade essencial da liderança, que envolve iniciativa e coordenação de esforços de um grupo, bem como a habilidade de obter do grupo o reconhecimento da liderança e uma cooperação espontânea. 2. Negociação de soluções - característica do mediador, prevenindo e resolvendo conflitos. 3. Empatia - é a capacidade de, ao identificar e compreender os desejos e sentimentos dos indivíduos, reagir adequadamente de forma a canalizá-los ao interesse comum. 4. Sensibilidade social - é a capacidade de detectar e identificar sentimentos e motivos das pessoas. O que significa ter domínio de sua inteligência emocional? Dominar sua inteligência emocional significa ser capaz de perceber suas emoções, saber nomeá-las, entendendo seus gatilhos, para, então, desenvolver formas de lidar com elas. E elas são muitas, felicidade, raiva, angústia, medo, alívio, tédio… O grande desafio é que temos gerações de pessoas que cresceram sendo ensinadas a nomear tudo como tristeza, alegria, medo e raiva. Assim, se a angústia decorrente de uma situação de conflito e contradição for taxada como tristeza, será difícil de dominar, pois o sentimento por trás é mais complexo. Pode até envolver a tristeza, mas não se limita a ela. Ter consciência das emoções existentes que se pode experimentar permite que você entenda também quais são os gatilhos de cada uma. E, a partir disso, será possível desenvolver formas de lidar com elas. Com o tempo, você percebe que está com mais jogo de cintura, que se tornou uma pessoa mais leve, otimista e que resolver problemas não é mais um fardo. A partir desse momento, você terá domínio de sua inteligência emocional. 30 INTELIGÊNCIA INTERPESSOAL A liderança é o fator determinante para o sucesso de uma organização. No entanto, o cargo vai além de ter habilidades técnicas e conhecimentos específicos. A liderança consciente surge como uma abordagem revolucionária que visa integrar consciência e inteligência interpessoal. A competência básica fundamental deste tipo de inteligência é o talento para compreender os outros. As pessoas que trabalha com esta inteligência têm grande facilidade em estabelecer empatia. A inteligência interpessoal refere-se à capacidade de relação entre as pessoas. Mas para além dessa relação, ela concede a habilidade de analisar, entender e interpretar os gostos, desejos e intenções das outras pessoas. Essa inteligência favorece a interação pessoal, bem como a criação de networking. A pessoa que possui a inteligência interpessoal desenvolvida tem facilidade para praticar a empatia, colocar-se no lugar do outro, assim como ouvir e entender as pessoas ao seu redor. Habilidades da inteligência interpessoal Possuir inteligência interpessoal é muito importante. Tanto em meios corporativos, para estimular ambientes de trabalho harmoniosos, quanto no âmbito educacional, estimulando um networking consistente. Habilidades que a inteligência interpessoal proporciona: Interesse pelas pessoas As pessoas com esta inteligência desenvolvida demonstram interesse pelos motivos e razões que movem os seres humanos. Interesse por causas sociais https://uniandrade.br/blog/fortaleca-seu-networking-na-graduacao-presencial/ 31 A inteligência interpessoal desenvolve nas pessoas o interesse por questões relacionadas à área social. Facilidade em se comunicar A inteligência interpessoal é bastante ligada à comunicação. Por isso, as pessoas que dominam essa inteligência, possuem facilidade em se comunicar com outras pessoas e de se fazerem entender por meio do que dizem. Mediação de conflitos A pessoa com a inteligência interpessoal desenvolvida também demonstra facilidade em mediar conflitos, uma vez que consegue analisar os diferentes pontos de vista e pratica a escuta atentamente. Capacidade de estabelecer novas relações A pessoa cuja inteligência predominante é a interpessoal, possui facilidade em estabelecer novas relações, pois mostra-se disponível para outras pessoas, acolhendo-as com carinho, respeito e prontidão para ouvir. Você conhece alguém que independentemente de onde esteja sempre está conversando com alguém? Sempre tem um novo amigo? E as pessoas adoram conversar com essa pessoa? Pois esse é um bom exemplo de inteligência interpessoal. Características das pessoas que possuem essa inteligência: ● Possuem empatia; ● São extrovertidas; ● Compreendem as outras pessoas; ● São simpáticas; ● Gostam de conhecer novas pessoas; ● Têm facilidade para interagir; ● Têm carisma; ● Estão sempre de bom humor; ● Conseguem estabelecer uma relação de confiança rapidamente; ● Sabem se comunicar; ● São bons líderes; ● São influentes; ● Consegue resolver conflitos muito bem; ● Relacionam-se bem com todos os tipos de pessoas; ● Sabem escutar os outros; ● Possuem melhor compreensão da linguagem verbal e não-verbal; ● Conseguem expressar suas intenções de forma clara. 32 Dicas para estimular a inteligência interpessoal Pratique a empatia Praticar a empatia não é fácil. Mas você pode começar a praticá-la colocando-se no lugar das pessoas que estão próximas a você. Tentando entender o que elas sentem, como se sentem em relação a algo e evitando julgá-las. Escute as pessoas A prática de ouvir o que as pessoas têm a dizer é muito estimulante para desenvolver a inteligência interpessoal, porque é por meio do que as pessoas dizem sobre si mesmas que é possível conhecê-las e saber o que elas sentem ou pensam. Trabalhe em equipe Trabalhar em equipe é ideal para estimular a inteligência interpessoal, pois com base nos trabalhos em equipe você consegue ter um contato maior com as pessoas com as quais convive. INTELIGÊNCIA INTRAPESSOAL Já a inteligência intrapessoal diz respeito ao conhecimento de si mesmo, ou seja, diz respeito à capacidade que o indivíduo tem de se conhecer num grau mais profundo, a ponto de saber exatamente o que deseja, o porquê de seus gostos e motivações. A pessoa que possui a inteligência intrapessoal desenvolvida tem consciência de suas emoções e sentimentos, o que é ótimo para a autoestima. 33 Uma pessoa com a inteligência intrapessoal desenvolvida, consequentemente desenvolve também a inteligência interpessoal. Pois quando a pessoa tem conhecimento de si mesma, ela sabe exatamente a imagem que passa para as outras pessoas e o que esperar das relações com o outro. Pode-se dizer que essas duas inteligências caminham juntas. Habilidades da inteligência intrapessoal Identificam as próprias emoções As pessoas que desenvolvem a inteligência intrapessoal conseguem identificar e sabem lidar com as próprias emoções e sentimentos. Analisam as próprias ações As pessoas com a inteligência intrapessoal têm facilidade em analisar as suas ações, a fim de identificar seus erros e acertos para não errar mais. Não se culpam pelos erros As pessoas com a inteligência intrapessoal sabem o que precisam melhorar, porém não se martirizam quando algo dá errado. Aproveitam cada erro como aprendizado para melhorar a própria performance em novas tentativas. Características de quem a possui: ● Foco e concentração nas atividades que realiza; ● Facilidade em solucionar problemas; ● Ambicioso em relação a conquistar seus objetivos; ● Disciplina; ● Compreensão de si mesmo; ● Autoestima elevada; ● Independência para traçar sua trajetória; ● Comportamento ético, de princípios e valores; ● Sabe despertar o melhor de si em tudo que faz e vive; ● Consegue descrever e explicar seus sentimentos e emoções; ● Sabe distinguir seus pontos fortes e fracos; ● Consegue lidar facilmente com a emoção; ● Praticao autocuidado emocional. Dicas para estimular a inteligência intrapessoal Comece a analisar suas emoções Analise suas emoções e sentimentos para tentar deduzir de onde eles vêm, qual a origem de tais emoções e o que o leva a tais sentimentos. Se forem sensações negativas, você passa a evitá-las e se forem sensações boas, você tenta reproduzi-las sempre que for possível. Tenha momentos de reflexão interior Para estimular a inteligência intrapessoal é necessário praticar a reflexão interior. Crie momentos para isso. Praticar ioga, meditação, ouvir músicas suaves enquanto relaxa, ficar 34 sozinho por períodos em que não precise fazer nada e dedicar-se à imersão dos próprios pensamentos é ideal para desenvolver essa inteligência. Fale ou escreva sobre suas emoções Conversar com alguém sobre si mesmo ou escrever sobre como se sente, sobre seus sentimentos e emoções são fundamentais para estimular a inteligência intrapessoal. Pois é mais fácil trabalhar sua interioridade quando você externa o que sente. 5. LIDERANÇA Os líderes são importantes, pois a eficácia de uma organização depende da condução de equipes, trabalhar com pessoas é um desafio diário e constante O conceito de liderança está diretamente ligado à capacidade de influenciar pessoas a atingirem um objetivo específico, e, nesse sentido, liderança é a arte de conduzir equipes nas mais variadas situações e adversidades que um ambiente pode ofertar. O líder é aquele que tem a capacidade de gerar motivos para impulsionar o comportamento dos liderados a se auto motivarem, contribuindo para a modelagem do comportamento humano nas organizações. Liderança é uma influência interpessoal, exercida numa dada situação e dirigida por meio do processo de comunicação humana para a consecução de um ou mais objetivos específicos. Os elementos que caracterizam a liderança são: influência, situação, processo de comunicação e objetivos a alcançar (CHIAVENATO, 2005). Falar de liderança também é considerar a importância das relações interpessoais, pois o quesito da influência do comportamento da equipe é de fundamental importância no sentido relacionamento humano. A liderança precisa possuir habilidades de relacionamento na equipe, considerando as peculiaridades das pessoas e equipes. A comunicação eficaz se torna ferramenta importante nesse processo de liderança, pois as equipes e pessoas são bastante sensíveis a uma comunicação mais democrática e carismática. Ser líder requer desafios e, em contrapartida, capacitação continuada de formação humana e técnica; essas orientações de treinamento e desenvolvimento humano são fundamentais para o aprimoramento do exercício de liderança e do desenvolvimento de equipes em organizações eficazes. Para além de lidar com a complexidade do mundo BANI e pós pandêmico, os líderes exercem influência positiva, inspiram, motivam e promovem para além de resultados o comprometimento daqueles que estão envolvidos nessa jornada. Líder do século XXI - Os líderes do século XXI buscam ou aperfeiçoam softs skills (habilidades comportamentais) como: inteligência emocional, interpessoal, intrapessoal, empatia, autocontrole, escuta ativa, atitudes colaborativas, flexibilidade, vulnerabilidade, inovação, atitudes de parceria nas celebrações e nos desafios, criar pontes e não muros e o empoderamento de sua equipe. 35 Liderança Consciente é uma abordagem que valoriza a integração de valores éticos, consciência e compaixão na prática da gestão. Ela enfatiza a importância de desenvolver uma compreensão mais profunda de si mesmo, dos outros e do local em que se está inserido. Um profissional consciente está atento aos impactos de suas ações e decisões, considerando não apenas os resultados, mas também o bem-estar das pessoas e a sustentabilidade ao longo prazo. Além disso, ele está comprometido em cultivar relacionamentos saudáveis e em promover um ambiente colaborativo, onde todos se sintam valorizados e inspirados a contribuir para a vitória coletiva. Essa abordagem busca integrar mente, corpo e espírito, com uma visão holística e uma conexão mais profunda com propósito e significado. A importância da liderança consciente A liderança consciente desempenha um papel fundamental no êxito dos trabalhos. Quando os líderes são conscientes, eles têm a capacidade de inspirar e motivar suas equipes, promovendo um clima de confiança e engajamento. Ao estabelecer uma cultura baseada em valores éticos e empatia, eles criam um ambiente propício à inovação, à criatividade e ao desenvolvimento pessoal e profissional dos colaboradores. Além disso, a liderança consciente contribui para a construção de vínculos sólidos e duradouros com os envolvidos, as partes interessadas. Esses profissionais são capazes de antecipar e responder de forma ágil às mudanças, tomando decisões baseadas em princípios e considerando o impacto de longo prazo de suas ações, se tornando uma vantagem competitiva sustentável para as organizações. 36 Teorias contemporâneas de liderança As teorias sobre liderança se confundem com o estudo da história da humanidade. Não tem como estudar os grandes eventos históricos sem mencionar os grandes líderes. Por isso, a natureza e exercício da liderança estão presentes nos pensamentos filosóficos desde Platão até os dias de hoje. Porém, a liderança como tema de pesquisa científica só passou a ser mais difundida depois da década de 1930 através de estudos e teorias sobre os líderes eficazes. Teoria do Traço de Personalidade (Gordon Allport - década de 1940) Essa teoria foi bastante popular até a década de 1940 e amplamente aplicada em diversas pesquisas sobre liderança. Nesta teoria são enfatizadas qualidades intrínsecas da pessoa. Não eram correlacionadas as suas características, aspectos do ambiente externo. Dentro desse enfoque teórico os lideres possui características pessoais inatas. ● Os líderes já nascem prontos. Não havendo a probabilidade de ‘fazê-los’ posteriormente. ● Características que diferenciam os líderes dos "não líderes": ambição, energia, desejo de liderar, honestidade, integridade, autoconfiança, inteligência e conhecimentos. ● Critérios de avaliação da capacidade de liderança do indivíduo: o Personalidade: avalia a maneira que a pessoa se comporta perante outras pessoas, tais como: coragem, audácia, autoconfiança, sensibilidade, sociabilidade, iniciativa e diplomacia; o Aspectos físicos: avalia se o indivíduo tem boa estrutura física, força, aparência e postura; o Habilidades intelectuais: avalia a inteligência, capacidade de comunicação com outras pessoas e os conhecimentos variados. A teoria dos traços ainda é relevante para muitas pessoas, porém não é tão bem aceita por estudiosos na atualidade. Hoje, acredita-se que as qualidades necessárias para liderança eficaz podem ser adquiridas e melhoradas. A Teoria do Comportamento (Kurt Lewin - década de 1940) Ainda na década de 1940 surgiu a primeira teoria sobre liderança baseada no comportamento do líder. Esta teoria em vez de tentar descobrir o que os líderes eficazes eram (traços), os pesquisadores procuraram determinar o que eles faziam (comportamentos). Esta teoria defende que os comportamentos podem ser aprendidos e, portanto, as pessoas treinadas nos comportamentos de liderança, poderiam liderar com eficácia. Ela ficou conhecida como Estilos de Liderança e foi proposta inicialmente pelo psicólogo Kurt Lewin, considerado por muitos como o fundador da psicologia social. Para Lewin, o indivíduo e o ambiente nunca devem ser vistos como duas realidades separadas. Ele afirma que estas duas instâncias estão interagindo e se modificam mutuamente o tempo todo. Para compreender o comportamento humano devemos considerar todas as variáveis do ambiente interno e externo que podem estar incidindo sobre a pessoa. https://startupcreator.com.br/blog/estilos-de-lideranca/ 37 ● Lewin