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REVISÃO TEXTUAL
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Sumário
REVISÃO TEXTUAL .......................................................................................... 1
NOSSA HISTÓRIA ............................................................................................. 4
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................ 5
2. CONSTRUÇÃO DE TEXTO ........................................................................... 6
2.1Fatores Linguísticos: Coesão .................................................................... 6
2.2 Fatores Linguísticos: Coerência ............................................................. 10
2.3 Fatores Linguísticos: Intertextualidade ................................................... 14
2.31.Paráfrase ........................................................................................... 15
2.3.2 Paródia ............................................................................................. 15
2.3.3 Referência ou alusão ....................................................................... 16
2.3.4 Epígrafe ............................................................................................ 17
2.3.5 Pastiche ........................................................................................... 18
2.3.6 Citação ............................................................................................. 19
2.4 Fatores Extralinguísticos ......................................................................... 20
2.4.1 Intencionalidade ............................................................................... 20
2.4.2 Aceitabilidade ................................................................................... 20
2.4.3 Informatividade ................................................................................. 21
2.4.4 Situacionalidade ............................................................................... 21
3.PRINCIPAIS PROBLEMAS GRAMATICAIS E ORTOGRÁFICOS ................ 22
3.1Acentuação .............................................................................................. 22
3.1.1 Palavras que não devem ser acentuadas ........................................ 23
3.1.2 Tremas ............................................................................................. 25
3.2 Vírgula .................................................................................................... 26
3.2.1Sujeito e predicado............................................................................ 26
3.2.2 Orações reduzidas de gerúndio ....................................................... 27
3.2.3 Outros exemplos em que a vírgula é necessária ............................. 28
3.3 Hifen .................................................................................................... 29
3.1.7 Concordância Verbal ........................................................................ 30
4. A REVISÃO COMO PRÁTICA DE TEXTO, DISCURSIVA E SOCIAL ......... 30
5. TIPOS DE REVISÃO DE TEXTO ................................................................. 31
5.1Revisão acadêmica ................................................................................. 31
5.2Revisão técnica ....................................................................................... 31
5.3 Revisão editorial ..................................................................................... 32
5.4 Revisão de provas .................................................................................. 32
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5.5 Revisão literária ...................................................................................... 32
5.6 Revisão publicitária ................................................................................. 33
5.7Revisão de conteúdo para web ............................................................... 34
5.8 O trabalho do copidesque ....................................................................... 34
CONCLUSÃO ................................................................................................... 35
REFERÊNCIAS ................................................................................................ 36
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NOSSA HISTÓRIA
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empre-
sários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação
e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade ofere-
cendo serviços educacionais em nível superior.
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a partici-
pação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação
contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos
e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber atra-
vés do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação.
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica,
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido.
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1. INTRODUÇÃO
Na década de 1990, houve a popularização da internet e, juntamente
com ela, veio a velocidade da informação. Com isso, aumentou ainda mais a
necessidade das correções textuais. Todavia, muitos responsáveis por prepara-
ções de textos pensaram o contrário. Com a chegada da informática, muitos jor-
nais e editoras reduziram ou eliminaram as equipes de revisores, trocaram-nas
por corretores ortográficos automáticos. Isso foi um equívoco, o nome já diz tudo:
“Corretores Ortográficos”. Uma revisão vai além disso.
Revisão de textos é definida pelo pesquisador Públio Athayde (2011, p.
11) como: o conjunto das interferências não autorais no texto visando sua me-
lhoria. Trata-se da reconsideração alheia a um texto original. As mudanças intro-
duzidas desta reconsideração podem atingir palavras, frases ou parágrafos e
ocorrem por supressões, inclusões, inversões ou deslocamento.
O profissional revisor de texto tem como função praticar a leitura de tex-
tos de outras pessoas, fazendo uma análise crítica buscando o erro, ou seja, é
o processo do olhar de uma outra pessoa, que não o próprio autor do texto, com
o objetivo de melhorá-lo. O trabalho de revisão depende muito do local onde ele
exerce essa prática.
A revisão de textos é um processo de leitura, análise e reestrutura tex-
tual, em que o profissional atenta-se aos erros, não somente gramaticais, suge-
rindo mudanças de melhoria ao autor do texto.
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2. CONSTRUÇÃO DE TEXTO
Para a construção de um texto é necessária a junção de vários fatores
que dizem respeito tanto aos aspectos formais como as relações sintático-se-
mânticas, quanto às relações entre o texto e os elementos que o circundam:
falante, ouvinte, situação (pragmática). A noção de texto é central na linguística
textual e na teoria do texto, abrangendo realizações tanto orais quanto escritas.
2.1Fatores Linguísticos: Coesão
É elaborada através de uma série de processos da língua que têm por
função principal estabelecer relações linguísticas significativas entre os elemen-
tos de um texto. A coesão textual pode ser percebida ao se verificar que as pa-
lavras, as frases e os parágrafos estão entrelaçados notexto, de modo que um
elemento vai dando continuidade ao outro, determinando a transição de ideias
entre as frases e os parágrafos. Um texto coeso é importante para a transmissão
da mensagem e, consequentemente, o seu entendimento. Para isso é necessá-
rio empregar elementos de coesão como palavras e expressões que têm como
objetivo estabelecer a interligação entre os segmentos do texto.
Considerar o gênero e o tema em uma produção textual, bem como na
correção e revisão desse texto não é suficiente. Também é preciso considerar
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se a linguagem está adequada ao gênero, ao propósito social do texto e do pú-
blico-alvo.
Os processos de coesão textual são eminentemente semânticos, e ocor-
rem quando a interpretação de um elemento no discurso depende da interpreta-
ção de outro elemento. Embora seja uma relação semântica, a coesão envolve
todos os componentes do sistema léxico-gramatical. Portanto há formas de co-
esão realizadas através da gramática, e outra através do léxico. Deve-se ter em
mente que a coesão não é condição necessária nem suficiente para a existência
do texto. Podemos encontrar textualidade em textos que não apresentam recur-
sos coesivos; em contrapartida a coesão não é suficiente para que um texto te-
nha textualidade.
Existem diversas perspectivas de análise dos mecanismos de coesão.
Vilela e Koch (2001), por exemplo, dividem os mecanismos coesivos em duas
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categorias básicas: os mecanismos de coesão referencial e os de coesão se-
quencial.
A coesão referencial é entendida como o primeiro grau de abstração que
o leitor faz. Por meio da substituição e da reiteração o leitor recupera
informações dadas no texto:
A) Substituição: quando um componente linguístico é retomado (aná-
fora) ou precedido (catáfora) por uma proforma.
• Anáfora (gramatical) - Elemento que se interpreta em relação a um ele-
mento lexical aparecido anteriormente no discurso – antecedente.
Ex.: A Rosa faltou hoje à aula, mas ela nunca falta!
• Catáfora - Designa um tipo particular de anáfora, em que o termo anafó-
rico precede o antecedente. O elemento que antecede a anáfora e com o
qual ela se referência é chamado antecedente referencial.
Ex.: Ela nunca falta à aula, mas a Rosa hoje faltou.
A anáfora gramatical realiza-se com elementos tipicamente gramaticais:
✓ Pronomes pessoais de 3.ª pessoa (ele, ela, lhe…);
✓ Determinantes e pronomes possessivos de 3.ª pessoa (seu, sua,
suas…);
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✓ Morfemas verbais de 3.ª pessoa – ele cantou, ela cantava, ele tinha
cantado, ela cantaria);
✓ Advérbios;
✓ Pronome relativo que, que pela sua natureza sintática de referên-
cia a um antecedente é também anafórico.
B) reiteração: é a repetição de expressões no texto; faz-se por
repetição do mesmo item lexical (A menina chora muito, essa menina é chata.),
por sinônimos (O homem estava nervoso com o atraso da esposa, era
um senhor pontual.), por hiperônimos (As construções antigas me agradam, vi-
sitei ontem um lindo apartamento de 1910.), por hipônimos (O Fusca sempre
me agradou, é um carro de que gosto muito.), por expressões nominais definidas
(Castro Alves dá nome a uma praça na Bahia, pois foi lá que o poeta
dos 39 escravos nasceu.), e por nomes genéricos (Há uma pessoa espe-
rando por você na recepção, disse que é seu irmão.).
Na coesão recorrencial há sempre uma progressão, uma informação
nova que se articula com a velha.
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A coesão recorrencial constitui-se por:
a) recorrência de termos: repetição enfática de termos (Irene preta /
Irene boa / Irene sempre de bom humor).
b) paralelismo: diferentes conteúdos utilizando as mesmas estruturas
(Eia eletricidade, nervos doentes da Matéria / Eia telegrafia sem fios, simpatia
metálica do Inconsciente).
c) paráfrase: procedimento em que se restabelece a idéia de um
texto em outro: A paráfrase é uma atividade de reformulação pela qual se
restaura “bem ou mal, na totalidade ou em partes, fielmente ou não, o conteúdo
de um texto-fonte, num texto-derivado”. A paráfrase é, portanto, um enunciado
que reformula um anterior e com o qual mantém uma relação de equivalência
semântica. E ainda: A paráfrase sempre se remete a um texto anterior, para re-
afirmá-lo ou esclarecê-lo, criando, portanto, uma relação de intertextualidade.
d) recursos fonológicos, segmentais ou supra-segmentais: observa-
ção do ritmo da frase com suas entonações e silêncios (Se você fizer isso en-
tão...), e da motivação sonora como aliterações, ecos, assonâncias etc. (O rato
roeu a roupa real do rei de Roma).
2.2 Fatores Linguísticos: Coerência
Coerência é caracterizada pela organização lógica das ideias represen-
tadas em um texto, de forma que uma dê continuidade à outra, resultando no
sentido do texto como um todo. Isso quer dizer que as sequências de ideias
expressas em um texto devem ser complementares e não contraditórias. Um
texto é coerente quando aquilo que é transmitido possui relações de sentido para
o locutor e o interlocutor. Para que um texto faça sentido, ele necessitará ser
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coerente. Porém, além de coerente, também deverá ser coeso. Esse é um dos
motivos pelos quais a coerência está, quase sempre, associada à coesão. Ape-
sar de ambas serem de importância fundamental para a construção de um texto,
os termos apresentam conceitos distintos.
Um texto é coerente quando aquilo que ele transmite está de acordo com
o conhecimento que cada locutor e interlocutor têm do mundo. A incoerência dos
enunciados resulta dos nexos estabelecidos nos mesmos, os quais não respei-
tam o conhecimento que temos do mundo.
✓ As ruas estão molhadas porque não choveu.
✓ Ele estuda tanto que não sabe nada.
A coerência depende, assim, das relações de sentido que se estabele-
cem entre as palavras. Essas relações devem obedecer a três princípios:
i) O princípio da relevância, (exclui a representação de situações ou
eventos que não estejam logicamente relacionados entre si) *Pri-
meiro, revejo o texto, depois faço um primeiro esboço e, por fim,
planifico as minhas ideias
ii) O princípio da não contradição, (exclui a representação de situa-
ções logicamente incompatíveis) *O Júlio é alto e baixo, magro e
gordo.
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iii) O princípio da não redundância ou não tautologia. Princípio da
não redundância (um texto não pode ser nulamente informativo)
A pontuação é também fundamental para a coerência do texto. Um texto
mal pontuado é difícil de perceber, podendo tornar-se absolutamente incompre-
ensível.
Ex.:
“Morra Salazar não faz falta à nação.”
“Morra Salazar, não faz falta à nação.”
“Morra Salazar? Não. Faz falta à nação.”
Fávero (2005) cita a semântica procedimental (procedural semantics)
como a proposta mais adequada ao entendimento da coerência – mesma visão
de Beaugrande & Dressler e Marcuschi –, pois opera com dois níveis de aquisi-
ção de conhecimento:
a) conhecimento declarativo: é o das frases, das proposições do texto;
evidencia-se pelas relações do tipo lógico (generalização, especificação, causa-
lidade etc.).
b) conhecimento procedimental: é o conhecimento culturalmente
determinado e construído por meio de experiências; está armazenado na
memória episódica de cada leitor/ouvinte. Esses conhecimentos responsáveis
pela coerência (isto é, a produção de sentido) se organizam em estruturas
cognitivas (conceitos, modelos cognitivos globais e superestruturas):
a) conceitos: são os conhecimentos armazenados na memória se-
mântica e na memória episódica.
b) modelos cognitivos globais: são os conhecimentos préviosarma-
zenados na memória e intensamente utilizados; subdividem-se em:
• frames (conhecimento comum, primário): são conjuntos de conhe-
cimentos armazenados na memória debaixo de um certo “rótulo”, não
havendo nenhum tipo de ordenação entre eles; por exemplo, Carnaval
(confete, serpentina, desfile, escola de samba, fantasia, baile, mulatas etc.).
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• esquemas (conhecimento organizado sequencialmente, fixos, deter-
minados): são conjuntos de conhecimentos armazenados em uma sequência
temporal ou causal; por exemplo, como pôr um aparelho em funcionamento,
um dia na vida de um cidadão comum.
• planos (modelos de comportamento deliberados, com um objetivo):
são conjuntos de conhecimentos sobre como agir para atingir um objetivo;
por exemplo, como vencer uma partida de xadrez.
• scripts (modelos de comportamento estereotipados, com uma rotina
preestabelecida): são conjuntos de conhecimentos sobre modos de agir
altamente estereotipados em dada cultura, inclusive em termos de lingua-
gem; por exemplo, rituais religiosos (batismo, missa, casamento), as fórmulas
de cortesia, as praxes jurídicas.
Para o estabelecimento da coerência, o conhecimento de mundo de-
sempenha um papel não menos importante e decisivo, pois é necessário que o
texto fale de coisas que façam parte dos conhecimentos do leitor; caso contrá-
rio, não haverá condições de se calcular o seu sentido e ele parecerá
destituído de coerência.
Há também outros tipos de coerência citados por outros autores:
a) coerência semântica: refere-se à relação entre significados dos
elementos das frases em seqüência num texto (local), ou entre os elementos do
texto como um todo (global). O respeito ou desrespeito às relações de
sentido entre os significados dos termos também tem a ver com coerência
semântica; b) coerência sintática: refere-se aos meios sintáticos para expressar
a coerência semântica como, por exemplo, os conectivos, o uso de pronomes,
de sintagmas nominais definidos e indefinidos etc. A coerência sintática, então,
nada mais é do que um aspecto da coesão que pode ter a finalidade de auxiliar
no estabelecimento da coerência;
c) coerência estilística: refere-se àquela pela qual o usuário deveria usar
em seu texto elementos lingüísticos, tais como: léxico, tipos de estruturas, fra-
ses etc., pertinentes ao estilo ou registro lingüístico a que se destina o texto.
Seria o caso, por exemplo, do uso de gírias em textos acadêmicos, sobretudo
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orais (as conferências); para o seu uso ser “possível”, deveria ser normal-
mente precedido de ressalvas, como: “se me permitem o termo”, ou “para
usar uma expressão popular que bem expressa isso” etc., ou do uso de palavras
“reprováveis” em conversas “polidas” ser normalmente precedido de um “com
o perdão da palavra”;
d) coerência pragmática: o texto é visto como uma sequência de
atos de fala relacionados, de modo que satisfaçam condições presentes em
uma dada situação comunicativa, afim de que a sequência de atos seja
percebida como apropriada.
2.3 Fatores Linguísticos: Intertextualidade
Trata-se de um recurso que permite que o escritor desenvolva um con-
teúdo usando como referência elementos de um “texto base”. Assim, pode-se
estabelecer, de maneira explícita ou implícita, uma espécie de “diálogo” entre as
duas obras. Existem vários tipos de intertextualidade presentes na literatura, em
obras de arte, músicas, charges, mídias sociais etc. Por meio deles, é possível
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fazer menção de um acontecimento cultural, criticar ou enaltecer uma persona-
lidade e até contribuir para o enriquecimento de um determinado tema. Esse é
um artifício bastante eficiente para melhorar sua qualidade de produção textual.
A intertextualidade pode ser caracterizada de duas formas: explícita (di-
reta) e implícita (indireta). No primeiro caso, temos a citação do texto usado como
referência no material produzido — ou seja, são fornecidos elementos que vão
ajudar a identificar a presença desse “texto base”. Esse tipo de intertextualidade
pode ser usado em resenhas, anúncios publicitários, citações etc. Já a intertex-
tualidade implícita não estabelece uma relação direta com o texto fonte, por isso,
exige do leitor mais atenção e análise para entender a referência do conteúdo.
Sendo assim, ela é bastante comum em paródias, poesias, músicas, paráfrases
e textos publicitários.
2.31.Paráfrase
Na paráfrase, a intertextualidade incide na temática. Grosso modo, aqui
é utilizado um texto fonte em que a ideia central é reafirmada em um novo con-
teúdo, com estrutura e estilo próprio.
2.3.2 Paródia
Já na paródia ocorre a alteração da temática do texto base de maneira
que a ideia expressada nele seja contrariada. Para isso, são utilizados tons de
ironia e sátira, geralmente para evidenciar a crítica e a reflexão por meio de um
momento de usufruição e gracejo.
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2.3.3 Referência ou alusão
Na referência ou alusão, a intertextualidade não ocorre de maneira di-
reta, pois são usadas características secundárias do texto fonte. Esse tipo cos-
tuma ser empregado em conteúdos cujo objetivo é oferecer uma sugestão ou
alusão a um acontecimento, personagem etc.
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2.3.4 Epígrafe
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A epígrafe é o uso de um texto fonte na introdução de um novo conteúdo.
Essa técnica é muito usada em trabalhos acadêmicos, por exemplo, inserindo-
se frases ou trechos de pensamentos que servem de apresentação do conteúdo
que virá a seguir.
2.3.5 Pastiche
O pastiche ocorre quando se reproduz traços do estilo ou técnicas espe-
cíficas presentes no texto base (geralmente relacionadas ao seu autor), sem a
intenção de criticá-los ou satirizá-los. Esse tipo de intertextualidade é bastante
comum em músicas e imagens.
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2.3.6 Citação
A citação é um recurso muito usado no meio jornalístico, pois tem a fi-
nalidade de proporcionar credibilidade ao novo texto. Por isso, inclusive, cos-
tuma ser feita de forma direta, reproduzindo trechos do texto fonte. Nesses ca-
sos, a referência precisa ser destacada com aspas e constar a identificação do
seu autor.
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2.4 Fatores Extralinguísticos
2.4.1 Intencionalidade
Refere-se ao esforço do produtor do texto em construir uma comunica-
ção eficiente capaz de satisfazer os objetivos de ambos os interlocutores. Quer
dizer, o texto produzido deverá ser compatível com as intenções comunicativas
de quem o produz.
2.4.2 Aceitabilidade
O texto produzido também deverá ser compatível com a expectativa do
receptor em colocar-se diante de um texto coerente, coeso, útil e relevante. O
contrato de cooperação estabelecido pelo produtor e pelo receptor permite que
a comunicação apresente falhas de quantidade e de qualidade, sem que haja
vazios comunicativos. Isso se dá porque o receptor esforça-se em compreender
os textos produzidos.
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2.4.3 Informatividade
É a medida na qual as ocorrências de um texto são esperadas ou não,
conhecidas ou não, pelo receptor. Um discurso menos previsível tem mais infor-
matividade. Sua recepção é mais trabalhosa, porém mais interessante, envol-
vente. O excesso de informatividade pode ser rejeitado pelo receptor, que não
poderá processá-lo. O ideal é que o texto se mantenha num nível mediano de
informatividade, que fale de informações que tragam novidades, mas que ve-
nham ligadas a dados conhecidos.
2.4.4 Situacionalidade
É a adequação do texto a uma situação comunicativa, ao contexto. Note-
se que a situação orienta o sentidodo discurso, tanto na sua produção como na
sua interpretação. Por isso, muitas vezes, menos coeso e, aparentemente, me-
nos claro pode funcionar melhor em determinadas situações do que outro de
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configuração mais completa. É importante notar que a situação comunicativa in-
terfere na produção do texto, assim como este tem reflexos sobre toda a situa-
ção, já que o texto não é um simples reflexo do mundo real. O homem serve de
mediador, com suas crenças e idéias, recriando a situação. O mesmo objeto é
descrito por duas pessoas distintamente, pois elas o encaram de modo diverso.
3.PRINCIPAIS PROBLEMAS GRAMATICAIS E OR-
TOGRÁFICOS
3.1Acentuação
• Proparoxítonas (ex: simpática)
• Paroxítonas terminas em L, I, IS, N,UM, UNS, US, R, X, OS, Ã, ÃS.
• Oxítonas terminadas em A, E.ES, O,OS, EM, ENS, (vatapá, avô, para-
béns) e as com ditongo aberto (chapéu, solidéu, herói, caubói, corrói,
etc.
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• Monossílabos tônicos terminados em A, AS, E, ES, O, OS, (vá, pás,
mês) e com ditongo aberta (céu, réu, rói mói, dói, etc).
• Hiatos, quando I, IS, U, US, estão sozinhos no hiato e são tônicos (raí-
zes, saíste, balaústre)
• Verbos ter e vir na terceira pessoa do plural do presente do indicativo
(eles têm, eles vêm)
• Derivam de ter e vir na terceira pessoa do singular (ele obtém,detém,
convém) e na terceira pessoa do plural do presente do indicativo (eles
obtêm, eles intervêm).
3.1.1 Palavras que não devem ser acentuadas
• Ditongos abertos das palavras paroxítonas: com a nova regra ortográ-
fica, eles deixam de receber acento. Passamos, portanto, a escrever
“heroico”, “ paranoico”, “ideia”, “assembleia”, “estreia”, e “plateia”,todas
sem acento.
• Topônimos (nomes de lugares): Também sofrem alteração. Escrevere-
mos, portanto, Coreia, Jureia, Boraceia, Cananeia, Pompeia, etc.
(Ilhéus, entretanto, mantém o acento por ser oxítona).
• Paroxítonas terminadas em ENS ou ONS (hifens, polens, prótons).
• Oxítonas terminadas em I, IS, U, US (tatu, Morumbi, abacaxi).
• Hiatos, quando a sílaba seguinte começa com NH (rainha)ou quando o
hiato é antecedido de ditongo (feiura, baiuca, bocaiuva, boiuno, etc).
• O acento circunflexo das letras dobradas desapareceu com a nova orto-
grafia: agora, ele vê , eles veem, ele lê, eles leem, ele crê, eles creem,
voo, abençoo, doo, etc.
• Caem os assentos diferenciais: pára, pêlo, pêra; e pólo agora são grafa-
dos para, pelo, pera e pelo. As exceções são os verbos pôr e pôde.
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3.1.2 Tremas
Com o novo acordo ortográfico o trema deixou de existir em todas as
palavras da língua portuguesa.
Antes Agora
Agüentar Aguentar
Ambigüidade Ambiguidade
Freqüentar Frequentar
Conseqüência Consequência
Seqüestro Sequestro
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3.2 Vírgula
A vírgula tem como função marcar uma curta pausa no enunciado, sendo
utilizada não só para separar elementos de uma oração, mas também orações
de um só período. Esta segunda parte da definição proposta pelos autores é
muitas vezes esquecida pelos produtores de conteúdos, que utilizam a vírgula
com base na eufonia (justificando-se com frases como porque soa melhor), des-
considerando as regras da sua utilização.
3.2.1Sujeito e predicado
A virgula não deve separar elementos que têm relação sintática direta,
como sujeito e verbo; Verbo e complementos etc. Por mais longo que seja o
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sujeito, ele não deve ser separado do predicado por vírgula. A problemática da
inserção da vírgula entre o sujeito e o predicado é extremamente comum e foi
detectada com bastante frequência nos documentos revistos.
Seguem-se alguns exemplos deste problema:
1. A exposição solar {,} é um dos maiores fatores de risco para o desenvolvi-
mento de cancro de pele.
2. [...] o Núcleo de Investigação em Medicina Interna da Unidade de Portimão{,}
pretende com estas ações […].
3. Promover uma boa pega e posição do bebé {,} é uma das medidas mais im-
portantes para prevenir o abandono precoce da amamentação.
3.2.2 Orações reduzidas de gerúndio
O primeiro tipo é utilizado quer quando o GERÚNDIO expressa a ideia
de atividade atual e passageira» (uma construção antiga, em português) quer
quando é representante de uma ORAÇÃO ADJETIVA que designa um modo de
ser ou uma atividade permanente do substantivo a que se refere», o que é con-
siderado galicismo, apesar da sua frequência.
EX: Mantenha a alimentação normal{,} evitando frutas ácidas e vegetais
Contando já com 10 anos de formações de “Atualização em…”{,} o Núcleo In-
vestigação em Medicina Interna da Unidade de Portimão pretende com estas
ações discutir [...].
Por sua vez, as orações do tipo adverbial, ainda segundo estes autores,
correspondem, na maioria dos casos, a ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVER-
BIAIS TEMPORAIS, no entanto, admitem também a possibilidade de serem cau-
sais:
Ex: Tendo em conta tratar-se de uma condição crónica{,} é fundamental preve-
nir o seu aparecimento.
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Concessivas
Ex: Com o objetivo de sensibilizar profissionais e utentes para o uso correto
dos antibióticos{,} contribuindo assim para a diminuição das resistências das
bactérias aos antibióticos.
Condicionais
Ex: Ainda em Lagos, no domingo dia 13, é dia da “Caminhada pela Saúde”,
que se realiza há cerca de 2 anos em todos os segundos domingos de cada
mês, e que{,}coincidindo com as comemorações do Dia Mundial da Diabetes, é
uma “excelente forma de sensibilizar a população […]”.
3.2.3 Outros exemplos em que a vírgula é necessária
✓ Para isolar qualquer elemento explicativo, um aspecto ou vocativo.
Ex 1) Fulano de Tal, diretor do departamento clínico;
2) Oi, Fulano, tudo bem?;
3) Não gosto de peixe, aliás, não como nenhum fruto do mar.
✓ Para isolar adjuntos adverbiais.
Ex.: no momento da volta ao palco para receber os aplausos (adjunto
adverbial de tempo), a atriz já estava sem maquiagem.
✓ Antes do “que” introduz oração explicativa (ex.: o Grêmio, que é campeão
gaúcho, agora quer o título mundial)
✓ Quando há elipse do verbo (ex.: os cariocas preferem praia; os paulis-
tas, (preferem) shopping).
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✓ Ante de “mas”, no sentido de “porém”, “contudo”, “todavia”etc.
✓ Antes de “e” que introduza oração de sujeito diferente do da anterior. Ex
a menina foi para a balada, e o menino, para o futebol.
3.3 Hifen
Se a acentuação é o conteúdo que recebeu mais modificações, o hífen
é a mudança do acordo que rende mais polêmicas, visto que palavras que não
tinham hífen passaram a ter, outras perderam o sinal, além de palavras que per-
deram o hífen e ainda repetem as letras.
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3.1.7 Concordância Verbal
O verbo concorda em número e pessoa com o sujeito da oração. É pre-
ciso prestar atenção, porém, nos casos especiais. Veja a tabela abaixo:
4. A REVISÃO COMO PRÁTICA DE TEXTO, DISCUR-
SIVA E SOCIAL
O papel social da revisão de texto é, principalmente, destrinchar o que
está escrito – ou representado – buscar o sentido mais amplo para chegar à
prática social, considerando o contexto – e, quando se fala em contexto, quer-se
dizer absolutamente tudo: etnia, classe social, nível de letramento, etc. – em que
se insere seu produtor. Desse modo, devemos estudar a Revisão de Texto em
uma perspectiva social.
Por função identitária entende-se a maneira como se estabelecem as
identidades sociais no discurso, ou seja, o que ajudará a construir o produtor e,
posteriormente, o revisor de texto. A função relacional compreende, depois de
estabelecidas as identidades, a negociação das relações sociaisentre os parti-
cipantes, como eles chegarão a um acordo de sentido e significado. Por último,
a função ideacional explicitará o modo pelos quais os textos representam o
mundo, seus processos, entidades e relações; a maneira como se inserem as
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identidades construídas a partir delas dentro de um contexto. O revisor trabalha
com folders, cartas, textos jornalísticos, outdoors, etc. Isso comprova que o texto
não se restringe ao que se escreve, mas engloba diferentes formas de expressão
– imagens, cores – que ajudarão a compor com a parte linguística.
Dessa forma, o texto é o elemento inicial, um meio do qual o sujeito se
utiliza para fazer seu discurso. A partir deste, então, ao escolher o gênero a ser
utilizado para atingir seu objetivo, o sujeito construirá relações entre linguagem,
sociedade, poder e identidade, o que o levará à prática social.
5. TIPOS DE REVISÃO DE TEXTO
5.1Revisão acadêmica
A revisão acadêmica é voltada para trabalhos como teses, dissertações,
monografias, TCCs, artigos, relatórios, projetos, entre outros. Ou seja, diz res-
peito a um trabalho mais científico e especializado.
Não é extremamente necessário que esse revisor domine os aspectos
técnicos tratados no texto, indo além das questões linguísticas. O trabalho de
avaliar a argumentação e a veracidade das informações, por exemplo, é papel
de outros especialistas, como o orientador.
5.2Revisão técnica
Esse trabalho consiste na interferência realizada por um profissional que
tem qualificação acadêmica relacionada ao texto que será trabalhado. Dessa
forma, o autor tem uma garantia maior de receber um feedback externo acertado
e que, ao mesmo tempo, não tem compromisso com o conteúdo apresentado.
Sendo assim, trata-se de um excelente recurso para que o escritor trabalhe além
das sugestões oferecidas por seus orientadores.
O revisor técnico também pode trabalhar na revisão por pares (também
chamada de revisão paritária ou arbitragem), que consiste na avaliação de arti-
gos científicos para publicação.
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Nesse caso, o editor de uma revista científica contrata dois revisores
especialistas para avaliar criteriosamente um mesmo trabalho acadêmico. Os
dois revisores trabalham de modo anônimo — eles não conhecem o autor, assim
como o autor não os conhece — e, de acordo com seu parecer, o editor decide
se o artigo será ou não publicado.
5.3 Revisão editorial
Já a revisão editorial é o trabalho de correção de erros gramaticais e até
mesmo da forma como o autor se expressa em um texto. Também está total-
mente ligada a questões estruturais como referências e notas de rodapé.
É um trabalho feito para conferir e aprimorar textos de jornais, revistas,
periódicos e outros materiais relacionados a essa linha editorial. Além disso, o
revisor verifica questões como a linguagem adotada, buscando criar uma ligação
direta com o público e uma uniformidade entre os conteúdos publicados.
5.4 Revisão de provas
Aqui, o revisor lê o trabalho já finalizado — e até diagramado — e vai
além de verificar erros de linguagem. Ele também busca problemas ligados à
tipologia, como é o caso de espaçamentos a menos ou a mais, numerações de
tópicos e aspectos relacionados à paginação.
O objetivo é checar a qualidade do conteúdo antes de ser publicado,
incluindo a coerência entre textos, figuras e tabelas, se existirem. Nessa fase, o
revisor verifica erros e necessidades de adaptação depois que o trabalho já está
diagramado e pronto para ser publicado, portanto, deve identificar inconsistên-
cias que não existiam enquanto se tratava apenas do texto escrito.
5.5 Revisão literária
Nesse tipo de trabalho, além de corrigir erros ortográficos e gramaticais,
o revisor também precisa levar em conta aspectos como o tipo de texto e o estilo
do autor.
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Na revisão de poesia, o revisor não deve alterar as rimas e o ritmo cria-
dos pelo poeta. Já na revisão de romances, é preciso tomar o cuidado de separar
o que é erro e o que é a intenção do escritor — que pode incluir palavras erradas
para caracterizar um personagem, por exemplo.
Para realizar esse tipo de trabalho, o revisor pode adotar duas aborda-
gens:
✓ Restritiva, que está ligada apenas a correções linguísticas. Tam-
bém pode ser chamada de “revisão mecânica”, já que são feitas
apenas correções relacionadas a equívocos mais superficiais
(como erros de ortografia, acentuação, digitação e pontuação) e
não existe a necessidade de tecer considerações críticas sobre
as modificações realizadas;
✓ Extensiva, que oferece mais liberdade, permitindo que sejam fei-
tos melhoramentos e correções de todo o conteúdo.
5.6 Revisão publicitária
A revisão publicitária é a correção de textos escritos por redatores. A
finalidade desses artigos é fazer a divulgação de algo — que pode ser um pro-
duto ou serviço —, mostrando para o público quais são suas características e
benefícios. A ideia é alcançar um grande número de pessoas.
Em outras palavras, trabalha-se com textos utilizados em anúncios de
revistas ou jornais, propagandas, jingles ou qualquer outra peça voltada para a
publicidade. Normalmente são curtos, mas com um tamanho suficiente para
apresentar uma oferta e suas vantagens, realizar uma chamada para ação e
fornecer algum contato.
Nesse sentido, o trabalho da revisão consiste em corrigir erros e avaliar
se a peça não vai gerar problemas ou outros danos para o cliente. Por isso, a
pessoa responsável por essa etapa deve estar por dentro de questões ligadas à
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publicidade e ainda saber avaliar quando uma produção pode gerar um efeito
contrário ao que se espera.
5.7Revisão de conteúdo para web
O revisor de conteúdo para web também tem a função de conferir o tra-
balho entregue pelo redator. Entretanto, nesse caso o revisor precisa conhecer
aspectos específicos dessa modalidade — é o caso da adequação à pauta (per-
sona e linguagem) e do uso das ferramentas de SEO, como posicionamento de
palavra-chave e inclusão de links, fatores que influenciarão no ranqueamento do
site nos mecanismos de busca.
5.8 O trabalho do copidesque
Dentro desse contexto de revisão para web, surge o que podemos cha-
mar de copidesque (ou copy desk). Nesse caso, o revisor não atua apenas com
a verificação de ortografia e gramática. Ele tem a liberdade de fazer uma limpeza
no texto, corrigir problemas de estrutura e melhorar o encadeamento das ideias
e a fluidez da leitura.
Assim, de certa forma, podemos dizer que é o profissional que deixa um
artigo adequado para a publicação, aprimorando o que foi entregue pelo redator.
Só é preciso tomar o cuidado para não descaracterizar a linha de raciocínio e a
organização das ideias que o autor tentou passar inicialmente.
Como você pôde ver, existem diversos tipos de revisão de texto e cada
um deles demanda um tipo de trabalho distinto. No caso da revisão de conteúdo
para web, por exemplo, o profissional tem mais liberdade de mexer no artigo,
enquanto na acadêmica o trabalho é muito voltado para a verificação da ade-
quação às normas de padronização.
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CONCLUSÃO
Ato de produção de um texto não depende apenas do fator inspiração,
como muitos acreditam. Na verdade, é necessário muito trabalho: escrevemos
uma primeira versão, relemos, arrumamos alguns pontos, outra pessoa lê, ana-
lisa, aponta alguns problemas e refazemos esse texto, buscando elaborar uma
escrita coesa e coerente. Porém no processo de avaliação de um texto, quando
feito de forma mais profissional, seja em uma revisão textual ou correção de
redação de textos escolares, é preciso elencar critérios de correção para que a
análise não seja subjetiva. A partir dessa concepção de língua, entendemos o
texto não como um objeto fechado, cujos sentidos já estão todos lá, mas sim queos sentidos são construídos durante o percurso da leitura. Diante disso, o texto
é visto como um processo.
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lhadores textuais semelhantes) e o mito de Babel: alguns comentários sobre His-
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