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11 CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI MARIA ELIVANIA LIMA BEZERRA A IMPORTANCIA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRUZEIRO DO SUL - AC 2026 CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI MARIA ELIVANIA LIMA BEZERRA A IMPORTANCIA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Centro Universitário FAVENI - UNIFAVENI como requisito para obtenção do título de Licenciatura em Pedagogia. Orientador: CRUZEIRO DO SUL - AC 2026 A IMPORTANCIA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL MARIA ELIVANIA LIMA BEZERRA Declaro que sou autor(a)¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho. Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou violação aos direitos autorais. (Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do Contrato de Prestação de Serviços). “Deixar este texto no trabalho”. RESUMO- A Educação Ambiental é um instrumento importante para se alcançar uma sustentabilidade de fato e para tanto se faz necessário um processo de aprendizagem contínua, baseado na melhoria da qualidade de vida e promoção da consciência individual gradativa. Educar é uma tarefa de dedicação e envolve criação de planos de ação considerando conceitos, teorias, reflexões e o uso do bom senso, incluindo também o repensar dos currículos escolares e a ampliação de dinâmicas de avaliação contínua e coerente no processo de ensino-aprendizagem. Objetivo geral: Despertar o interesse dos alunos quanto às questões ambientais, e fazer uma análise de como os espaços foram se transformando com a ação do homem. Objetivos específicos: destacar a importância da Educação Ambiental; formar cidadãos conscientes; procurar a integração entre escola e comunidade e meio ambiente, através da Educação Ambiental. Conteúdo: Educação Ambiental; Meio Ambiente; Impactos Ambientais. A Educação Ambiental é um instrumento importante para se alcançar uma sustentabilidade de fato e para tanto se faz necessário um processo de aprendizagem contínua, baseado na melhoria da qualidade de vida e promoção da consciência individual gradativa. Palavras-chave: Educação Ambiental. Formação do cidadão. Professor. Ambiente ABSTRACT – Environmental Education is a key tool for achieving genuine sustainability; this requires a continuous learning process based on improving quality of life and fostering the gradual development of individual awareness. Education demands dedication and involves creating action plans that incorporate concepts, theories, reflections, and common sense; it also entails rethinking school curricula and expanding continuous, coherent assessment methods within the teaching-learning process. General objective: To spark student interest in environmental issues and analyze how spaces have been transformed by human activity. Specific objectives: To highlight the importance of Environmental Education; to cultivate conscious citizens; and to seek integration among the school, the community, and the environment through Environmental Education. Content: Environmental Education; Environment; Environmental Impacts. Environmental Education is a key tool for achieving genuine sustainability; this requires a continuous learning process based on improving quality of life and fostering the gradual development of individual awareness. Keywords: Environmental Education. Citizenship formation. Teacher. Environment. INTRODUÇÃO A educação ambiental possibilita conhecimentos para que se estabeleça com a natureza uma relação harmoniosa. Afinal, é da natureza que fazemos parte e retiramos o que é necessário para a nossa sobrevivência, até o fim das nossas vidas. Entender e respeitar os ciclos da natureza é condição indispensável para o melhor desenvolvimento das atividades culturais, sociais e econômicas das comunidades. Diminuir os conflitos entre as necessidades humanas e as condições de sustentação da natureza, são os objetivos a serem alcançados pela educação ambiental. A Educação Ambiental é uma das ferramentas de orientação para a tomada de consciência dos indivíduos frente aos problemas ambientais, por isto sua prática faz-se importante para solucionar ou mitigar o problema do acúmulo de resíduos sólidos. É evidente a importância de sensibilizar os humanos para que ajam de modo responsável e com consciência, conservando o ambiente saudável no presente e para o futuro. Entende-se por educação ambiental os processos por meio do qual o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente e à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. Promove-se a articulação das ações educativas voltadas às atividades de proteção, recuperação e melhoria ambiental, e de potencializar a função da educação para as mudanças culturais e sociais, que se insere a Educação Ambiental no planejamento estratégico para o desenvolvimento sustentável. A escola dentro da Educação Ambiental deve sensibilizar o aluno a buscar valores que conduzam a uma convivência harmoniosa com o ambiente e as demais espécies que habitam o planeta. O objetivo geral deste artigo é envolver a comunidade escolar com a problemática dos resíduos sólidos, implantando a coleta diferenciada: lixo, como um instrumento de formação de novos valores e atitudes, frente à problemática ambiental. A fim de se concretizar tal objetivo, utilizou-se um levantamento bibliográfico a respeito da necessidade da Educação Ambiental na escola bem como a tomada de consciência em relação à questão do lixo como problema ambiental e também a formação cidadã e participativa dos alunos. Constatou-se, na escola, que a quantidade de lixo e moscas era grande e que havia pouca sensibilização por parte dos alunos em relação a isto. Então, desenvolveu-se a prática da Educação Ambiental, através de atividades pedagógicas, para mitigar ou mesmo solucionar o problema, trazendo mais qualidade de vida aos elementos da escola, como também possibilitou o exercício da cidadania através da preservação e conservação do meio ambiente local promovida via ação humana. Autores que ajudaram na pesquisa foram (LEUREIRO, 2004), (CALDART, 2004, p. 41). O objetivo geral do trabalho é despertar o interesse dos alunos quanto às questões ambientais, e fazer uma análise de como os espaços foram se transformando com a ação do homem. O objetivo específico são: Destacar a importância da Educação Ambiental; Formar cidadãos conscientes; Procurar a integração entre escola e comunidade e meio ambiente, através da Educação Ambiental. DESENVOLVIMENTO No decorrer da história da humanidade, a educação escolar tem sido apenas uma educação reprodutora dos fatos sociais, mas a realidade contemporânea permite-nos perceber que a escola como a instituição educacional mais importante da atualidade deveria contribuir na formação humana, porque a educação faz parte da vida e tem um papel importante na construção da cidadania. Nas últimas décadas tem ocorrido um processo acelerado de mudanças nas esferas socioeconômicas e ambientais, essas mudanças contribuíram para extinção de muitas espécies de seres vivos, o que resultou no desequilíbrio de diversos ecossistemas da Terra. O número de pessoas pobres no mundo aumentou consideravelmente, assim como a exclusão social. O mundo, hoje, vive uma crise ambiental, resultante do processo acelerado de desenvolvimento da sociedade contemporânea, centrada no acúmulo de dinheiro e no consumismo demasiado. Partindo dessa realidade é que consideramos importante a associação entre Educação Ambiental e educação escolar desde os anosiniciais do Ensino Fundamental, para a melhoria da qualidade do ensino e, consequentemente, da qualidade de vida de todos aqueles que participam da escola, isso porque numa concepção de Educação Ambiental Transformadora, a educação escolar é tida como ambiente de mudança social, onde ocorre uma transformação associada aos valores, aos padrões cognitivos, à ação política democrática e às relações econômicas. Essas mudanças fortalecem a identidade das pessoas através do exercício da cidadania, da percepção da totalidade das relações sociais no mundo e da superação das formas de dominação (LEUREIRO, 2004). Diante desse pressuposto, acreditamos que a Educação Ambiental pode contribuir para a formação emancipatória de todos os cidadãos, principalmente os do campo que se encontram excluídos dos processos de transformação social, submetidos a aceitarem tudo o que é posto pelo sistema político-financeiro que rege nosso país. Entretanto, na escola, a Educação Ambiental só poderá contribuir para a formação emancipatória desses cidadãos, se for desenvolvida como uma prática diária e, por isso, precisa ser iniciada na sala de aula, por professores e estudantes, e aos poucos conquistar outros espaços da escola, pois desta maneira ajudará o educando a ampliar sua visão de mundo, permitindo-lhe fazer leitura crítica e reflexiva de seu ambiente natural e social. A pesquisa emerge a partir de nossa experiência enquanto professores de uma determinada escola do Projeto de Assentamento, onde observamos que a maioria dos estudantes não valorizava o ambiente circundante, visto que, embora na escola tivesse um lixeiro em todas as salas de aula e uma lixeira maior fora das salas, percebemos que os arredores da escola estavam repletos de folhas de papel e embalagens de salgadinhos e doces, mas não só o tratamento que davam ao lixo que produziam, mas também, a falta de zelo pela a escola, pois apesar de ser um bem comum a todos, suas paredes e suas mesas estavam riscadas, alguns vidros das janelas haviam sido quebrados e algumas portas e pias já estavam destruídas, apesar da escola ter apenas dois anos de funcionamento na época do diagnóstico. Essa falta de atitudes e procedimentos que pudessem manter o ambiente limpo e saudável, refletia também nas relações interpessoais. Os educandos pareciam não ter conhecimento que seus atos podiam gerar consequência positiva ou negativa no ambiente e, dependendo da consequência poderia ser prejudicial não só a sua vida, mas também, das outras pessoas que fazem parte desse contexto. Diante disso, percebemos que os estudantes devem ter acesso a uma educação voltada para o Meio, para que possam se sentir parte tanto do meio natural quanto do meio social, enxergando sua importância e sua dependência na relação natureza/sociedade. Perante a essas observações foi que sentimos a necessidade de investigar se a Educação Ambiental desenvolvida pelos professores do terceiro e do quarto ano do Ensino Fundamental da escola pesquisada, tem contribuído para a formação do cidadão do campo. Para tanto, foi necessário identificarmos a concepção de meio ambiente e de Educação Ambiental dos professores, verificando como eles desenvolviam os temas relacionados ao meio ambiente, além disso, avaliamos ser importante, conhecer a concepção de meio ambiente dos estudantes. A investigação teve uma abordagem qualitativa, por concordamos que em educação não devemos unicamente nos ater a dados quantitativos, pois “[…] parte-se do princípio de que no âmbito social existem diferentes problemáticas, questões e restrições que não podem ser explicadas nem compreendidas em toda a sua extensão a partir da abordagem quantitativa” (GONZAGA, 2005, p. 91). Visando identificar as concepções de meio ambiente e de Educação ambiental dos professores e verificar como são desenvolvidos os temas ambientais, utilizamos a entrevista estruturada, o questionário de perguntas abertas e a observação não-participante. Quanto à entrevista, Gonzaga (2005, p. 97) afirma que ela “consiste em uma conversação com o propósito de obter informações para a investigação, envolvendo duas ou mais pessoas. Contudo não é uma simples conversa, mas, sim, uma conversa orientada para um objetivo definido”. A Educação Ambiental na escola pretende através dos questionamentos que levanta entre sociedade/natureza, indivíduo/sociedade e objetividade/subjetividade levar o estudante a refletir sobre sua própria realidade e a partir daí construir e reconstruir o conhecimento, desenvolvendo a ética ambiental valorizando as pessoas e o ambiente, isso tudo, para ajudá-lo a conhecer o seu meio e agir sobre ele de maneira consciente, pois passa a reconhecer que é ao mesmo tempo um ser natural e social, na comunidade a qual pertence. Desse modo, pretendemos discutir a importância da Educação Ambiental na escola do campo, procurando compreender as concepções de Educação de Ambiental, como também, o tratamento dado pelos Parâmetros Curriculares Nacionais à Educação Ambiental. Neste sentido, a Educação Ambiental na escola contribui para a construção desses valores, uma vez que, procura através de situações-problemas fazer a relação entre os conteúdos trabalhados no âmbito da sala de aula e a realidade do contexto que envolve os estudantes. Estes, por sua vez, constroem sua representação da realidade e passam a agir consciente de seus atos individuais e coletivos no meio em que vivem. Para tanto, é necessário conhecer o ambiente natural e social que envolve a vida dos educandos, procurando desenvolver um trabalho, contextualizando esta realidade, até porque a contextualização é uma ferramenta fundamental nesse processo. Nessa mesma direção, Caldart et al (2005, p. 52-53) nos diz que a escola “precisa desenvolver um projeto educativo contextualizado, que trabalhe a produção do conhecimento a partir de questões relevantes para intervenção social nesta realidade”. O professor que em sua prática de ensino aproveita o ambiente natural e social do contexto do aluno, valoriza no primeiro momento, o aluno como ser natural, social e histórico, mostrando a ele que todos os aspectos que envolvem sua vida são de fundamental importância para a sua existência e para a vivência dos demais membros da comunidade. Num segundo momento, acaba intencionalmente estimulando o educando a desenvolver ou ampliar sua ideia de vida em sociedade, a entender como ocorrem os processos de mudanças no contexto natural e social da comunidade e posteriormente do mundo, como também, o ajuda valorizar a totalidade de seu contexto, seja o natural e/ou social. De acordo com Jesus et al (2007, p.48), A Educação Ambiental é importante na formação do indivíduo porque abre uma perspectiva vital através do manejo das diversas variáveis da dinâmica da vida, além de conseguir colocá-lo como ser natural e, por sua vez, também como um ser social. Essa dupla visão é a que vai permitir ao indivíduo ser consciente de sua realidade e dinamizar o processo de mudança, buscando sempre o equilíbrio do seu entorno (dimensão ambiental). No momento histórico, o qual, estamos vivendo, entendemos que a educação pensada para e do campo não pode ser entendida como educação rural, pois a educação rural corresponde ao interesse da classe dominante, onde os estudantes não são estimulados a refletir o porquê de os fatos naturais e sociais acontecerem de determinada maneira e não de outra, como também, não são instruídos para buscarem alternativas diante dos problemas que aparecem em nossas vidas (FONSECA E MOURÃO, 2008). As autoridades políticas e a própria escola muitas vezes discriminam os campesinos, enxergando-os como pessoas inferiores e que não necessitam de muito conhecimento para viverem no campo. Essa maneira de olhar as pessoas que habitam o campo tem acelerado o processo de exclusão social e muitos acabam trocando o campo pela cidade, na esperança de uma vida melhor. Os camponeses têm suas raízes impregnadas ao campo, estas pessoas possuem sentimentos, necessidades, sonhos presentes e futuros que precisam ser percebidos pelaa escola que há no campo. A escola, “só olha o aluno e não vê que por trás do aluno há uma criança, um jovem, um adulto, um ser humano” (ARROYO, 2005, p. 74) que sorri, chora, sonha e que deposita na escola sua esperança, com a finalidade de conhecer, por meio dos conhecimentos obtido na escola, alternativas para se ter uma vida mais justa e saudável. Mas, o conhecimento adquirido na escola do campo só será importante se contribuir na formação das pessoas que fazem parte deste contexto, de outro modo ele não terá valor na vida destas pessoas. O que na verdade nos preocupa é saber que há muitas situações que precisam ser mudadas na escola do campo, desde a postura do gestor e dos professores frente seu papel nesta escola que envolve diversas circunstâncias, tais como, a valorização do educando, o qual carece ser percebido como ser pensante e não como um ser irracional. Arroyo (2005) comenta que não devemos tratar o aluno como número ou como aluno, devemos tratá-los como sujeitos que trazem histórias, que têm diferenças. Como também, é necessário que a escola envolva a realidade do discente, no processo ensino-aprendizagem, abrangendo sua história de vida, cultura, economia, política e outras características peculiares à vida no campo. A participação das autoridades frente à melhoria da qualidade do ensino nestas escolas, é importante, mas a realidade campesina transparece o descaso destas autoridades com a educação do camponês. Na escola, a Educação Ambiental desenvolvida desde os anos iniciais do Ensino Fundamental ajuda os discentes a serem conscientes, críticos, reflexivos e atuantes na sociedade. Conscientes de sua existência como ser natural e social ao mesmo tempo, capazes de reconhecer que seus atos individuais e coletivos necessitam ser analisados e muitas vezes ser mudados para a convivência na sociedade, capazes de entender o porquê dos fatos sociais acontecerem de determinada maneira e não de outra e, assim se necessário capazes de buscar soluções para os obstáculos que diariamente aparecem em nossa vida. Mesmo porque, numa perspectiva popular, a Educação Ambiental além de questionar a qualidade de vida envolvendo aspectos da vida cotidiana, explicita as interdependências entre ambiente e sociedade. Deste modo, a Educação Ambiental corresponde ao ideário da Educação do Campo, para qual o papel da escola é: […] ajudar a construir um ideário que orienta a vida das pessoas e inclui também as ferramentas fundamentais de uma leitura mais precisa da realidade em que vivem. […] E isso tudo para tornar consciente, explicitar, interpretar, questionar, organizar, firmar ou revisar ideias e convicções mais próximas, sobre si mesmo (CALDART, 2004, p. 41). Embora tenhamos mencionado que a escola precisa contribuir na formação humana, não podemos esquecer que os discentes que vivem na área de reforma agrária, são pessoas que na sua maioria não dispõe de condições socioeconômicas estáveis, fato que dificulta, mas não impossibilita a superação dos obstáculos que surgem em seu contexto, logo, carecemos ter cuidado ao trabalhar essa formação para não tornar os discentes vítimas da violência simbólica do Estado, da mídia ou da política local, sendo necessário fazer com que percebam que o campo faz parte de sua vida, portanto, a qualidade socioambiental deste lugar é de responsabilidade de todos, individual e coletivamente. A prática de Educação Ambiental na escola expressa pela valorização da natureza ou quando trata as relações sociais com mais frequência nos projetos, nas metodologias, no entendimento sobre meio ambiente e/ou como este é trabalhado pelos professores dessa escola, nos revela que tipo de Educação Ambiental está sendo desenvolvida. Educar é uma tarefa de dedicação e envolve criação de planos de ação considerando conceitos, teorias, reflexões e o uso do bom senso, incluindo também o repensar dos currículos escolares e a ampliação de dinâmicas de avaliação contínua e coerente no processo de ensino-aprendizagem. É então que vemos a importância do professor como facilitador da compreensão das relações que incide na vida dos sujeitos, relações que carecem ser percebidas por diferentes ângulos, com o intuito de ampliar a curiosidade de seus aprendizes, curiosidade que os leva a fazer reflexões sobre a problemática, reflexões que os conduzem ao desenvolvimento da criticidade dos fatos e criticidade que muitas vezes exige mudanças de pensamento, de atitude, de ação individual e coletiva na sociedade, tendo em vista um ambiente de maior qualidade. A prática educativa recebe grande destaque por parte de Paulo Freire, pois procura mostrar a abrangência do que venha ser o papel do professor frente a pessoas com que trabalha. CONCLUSÃO A Educação Ambiental é um instrumento importante para se alcançar uma sustentabilidade de fato e para tanto se faz necessário um processo de aprendizagem contínua, baseado na melhoria da qualidade de vida e promoção da consciência individual gradativa. A Educação Ambiental procura compreender as relações sociedade/natureza, na expectativa de intervir sobre os problemas e conflitos ambientais, onde destaca uma nova ética ambiental voltada à reconstrução dos valores ético-políticos, resinificando o cuidado com a natureza e para com os outros. Mesmo porque, as relações sociais que perpetuam o mundo presente, sejam do indivíduo consigo próprio, com o outro ou ainda com o ambiente, são consideravelmente injustas, ecologicamente insustentáveis, economicamente deterministas, politicamente não democráticas, eticamente utilitárias e que podem ser transformadas em direção contrárias (LIMA, 2004). REFERÊNCIAS ARROYO, Miguel Gonzalez; CALDART, Roseli Salete; MOLINA, Mônica Castagna, (Orgs.). Por uma educação do campo. 2. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005, p. 64-86. BRASIL, Ministério da Educação. Parâmetros curriculares nacionais: meio ambiente: saúde. 3. ed. Brasília: A Secretaria, 2001. CALDART, Roseli Salete. Elementos para a construção de um projeto político e pedagógico da educação do campo. In: MOLINA, Mônica Castagna; JESUS, Sonia Meire Santos Azevedo de (orgs.). Contribuições para a construção de um projeto de educação do campo. Brasília, DF: Articulação Nacional “Por uma Educação do Campo”, 2005 p. 13-52. JESUS, Cláudio Portilho de et al. Educação ambiental. Manaus: Universidade do Estado do Amazonas, 2007. MEDINA, Naná Mininni; SANTOS, Elizabeth da Conceição. Educação ambiental: uma metodologia participativa de formação. Petrópolis, RJ: Vozes, 1999. image1.png