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Portal TvWeb Olá Aluno Vamos dar início a nossa aula da Unidade dois de Ação Penal comigo o professor da Marina de Torre. Nós vamos iniciar a nossa aula tratando do conceito de ação. O conceito de ação aqui no processo penal. Ele é muito parecido com o conceito de ação que vocês estudam ou estudaram que vocês encontram no processo civil. Primeiro é o direito de ir a juízo, invocar o Poder Judiciário. é o mesmo conceito apresentado no processo civil, ou seja, é o direito de invocar a prestação jurisdicional. É o direito de pedir ao Estado juiz a aplicação do direito penal objetivo a um caso concreto. É o direito de pedir ao Estado juiz uma decisão sobre um fato penalmente relevante. É também o direito público subjetivo do Estado administração, o único titular do poder dever de punir. de pleitear ao Estado juiz a aplicação do direito penal. que distingue uma ação da outra é a pretensão que lhe serve de conteúdo. Bom. Então, analisando aqui esse conceito, a gente chega à conclusão que o conceito de ação penal nada mais é do que ir até o juiz, que é o representante do Estado e pedir para que o juiz dê uma resposta à sua pretensão ao seu pedido, a sua intenção. Então por isso que é o mesmo conceito que a gente traz lá no processo civil, que é o de invocar a prestação. jurisdicional de pedir para o Estado representado pelo juiz uma resposta a um problema que o agente vem sofrendo. Este seria o conceito de ação. O único titular deste poder de dar a prestação jurisdicional de dar a resposta judicional é o Estado através do juiz, simplesmente o que distingue um conceito do outro, o conceito de ação penal. e o conceito de ação de ação civil é simplesmente o conteúdo. Um está previsto na legislação processual penal, o outro está previsto na legislação processual civil. Um está previsto no direito material civil, o outro está previsto no direito material penal. O conceito é o mesmo, é só o objeto da ação que é diferente. a nossa ação penal. Voltando aqui pro nosso material, a nossa ação penal, ela é classificada de dois formas. Então existem dois critérios para classificar a nossa ação penal. O primeiro é o critério tradicional em que se leva em conta o elemento subjetivo, isto é, em que se considera o sujeito que a promove, que é a chamada classificação subjetiva. E aí. que a promove. Nós temos dois sujeitos, depende do tipo de ação, se a ação é pública incondicionada, se a ação é pública condicionada a representação ou se a ação penal é privada a ação penal. Ela só pode ser instaurada por dois sujeitos pelo Ministério Público, no caso das ações penais públicas e pelo ofendido no caso de ação penal privada. Não tem outra forma de começar a ação penal de começar o processo penal. Eu inclusive brinco com os meus alunos dizendo o processo penal. Ele é tão mais fácil que o processo civil que ele só tem dois formas de ser iniciado. São só dois petições iniciais. a denúncia e a queixa, enquanto no processo Civil, você tem inúmeras nomenclaturas para as petições iniciais. Aqui a gente só tem dois e no caso de ação penal pública, é a denúncia oferecida pelo Ministério Público. Vou até colocar aqui para vocês no material a denúncia oferecida pelo Ministério Público e no caso do ofendido, é a queixa crime. Então, na primeira classificação tradicional, as ações. são iniciadas ou por uma denúncia ou por uma queixa crime. Denúncia oferecida pelo Ministério Público é a queixa crime oferecida pelo ofendido através do seu advogado. Temos também a segunda classificação de ação, que é ação penal popular. Ação penal popular é o fruto do direito espanhol e anglo americano como um direito de qualquer do povo poder. que qualquer do povo pode exercer denunciando o crime, visando a punição do autor do delito. No nosso ordenamento jurídico, os que defendem essa espécie acreditam que o exercício desse direito, ou seja, que essa ação penal popular ela é materializada. Ela existe na prática através do habeas corpus. Então, ou seja, nós temos dois tipos de ação penal a tradicional. que é aquela que é iniciada pelo Ministério Público através da denúncia nas ações penais públicas ou pelo ofendido pela vítima nas ações penais privadas, através da petição que é denominada queixa crime. E também temos a outra nomenclatura, a outra classificação, que é a ação penal popular, que é o exercício, o buscar o Poder Judiciário, a resposta. do Estado através do Poder Judiciário, mas feita por qualquer um do povo, que seria através de um habeas corpus porque aí sim, o habeas corpus não demanda capacidade postulatória. O habeas corpus não exige que você seja advogado para impetrar um habeas corpus. Aí essa peça pode ser feita por qualquer. avançando aí no nosso material e aí aprofundando nessa nessa divisão, nessa classificação tradicional, que é a chamada classificação subjetiva, que leva em conta o sujeito que a promove. A gente tem essa divisão dela em pública e privada a pública. o artigo 100 do Código Penal diz que a ação penal é pública, salvo quando a lei expressamente a declara privativa do ofendido. Que que isso quer dizer Quer dizer que a regra a ação penal, ela vai ser pública. Esta é a regra excepcionalmente quando o Código Penal trouxer em seu texto que o exercício da ação penal depende para o exercício da ação penal, depende de manifestação de vontade da vítima do. aí ela vai ser ou pública condicionada ou vai ser ação penal privada. Mas a regra é que as ações penais elas são públicas e incondicionadas. Beleza. Então, continuando aí o artigo 100 ainda prevê no parágrafo primeiro distingue ação pública promovida pelo MP, sem subordinar a manifestação de vontade de quem quer que seja da semipública. Isto é isto é, daquela que a atividade do MP fica condicionada a manifestação de vontade. que nada mais é. São as dois espécies de ação penal pública a pública incondicionada, em que o Ministério Público pode oferecer a denúncia independente de qualquer condição e a pública condicionada, que é aquela espécie de ação em que pese ser pública, depende de manifestação de vontade do ofendido. Depende de manifestação de vontade da vítima e é o Código Penal. diz pra gente quando uma ação ela é pública condicionada, né? Quando vai depender dessa manifestação de vontade do ofendido, que é exatamente esse próximo tópico aqui do nosso slide. Como saber se determinado crime é de ação penal pública ou ação penal privada. O artigo 100 do Código Penal fala que a ação penal é pública, salvo quando a lei. privativa do ofendido. Assim, quando for privada, o próprio texto da lei declarará como tal que é essa regra geral que eu disse pra vocês aqui a regra geral é que a ação ela é pública. Os crimes previstos no Código Penal e na legislação extravagante são crimes em regra geral de ação penal pública. vai ser de ação penal pública condicionada ou de ação penal privada, quando o próprio Código Penal expressamente trouxer em seu texto. Então, a regra é as ações penais são públicas. Excepcionalmente, elas vão ser ação penal pública condicionada à representação ou ação penal privada. que seria essa exceção prevista aqui no material. A ação será privada quando a lei expressamente a declarar, que é o que acontece como exemplo aí no artigo 167 do Código Penal. Se vocês abrirem o Código Penal de vocês no artigo 1167, vocês vão ver que ao final do artigo. a lei prevê expressamente crime previsto nesse artigo somente se procede mediante queixa. A partir do momento que tem essa expressão prevista na lei de forma expressa de forma clara, os crimes previstos neste capítulo ou o crime previsto neste artigo somente se processa mediante queixa significa dizer que o crime é de ação penal privada quando estiver escrito no texto do artigo ou ao final. do capítulo estiver escrito. Os crimes previstos neste capítulo somente se processam mediante representação, significa dizer que a ação é penal pública condicionada. Quando a lei não disser nada no próprio artigo ou ao final do capítulo significa que a gente está diante da regra, ou seja, a ação é penal pública incondicionada,
que não depende de manifestação de vontade ou de preenchimento de qualquer condição para ser iniciada. a gente tem aí dois espécies de ação, a ação penal pública e a ação penal privada a pública. Ela tem dois subespécies que são essas dois aqui no material subdivisão da ação penal pública. A primeira modalidade é incondicionada. A segunda modalidade é a condicionada. incondicionada. Quem promove é o Ministério Público. Tá Isso está expressamente previsto lá no Código Penal e no Código de Processo Penal Artigo 100 parágrafo primeiro e artigo 24 do Código de Processo Penal o MP. vai oferecer vai iniciar essa ação penal pública incondicionada, sem que haja qualquer manifestação de vontade da vítima ou de qualquer pessoa. Como eu disse para vocês, o nome incondicionado quer dizer exatamente isso, sem o preenchimento, sem a exigência. sem a necessidade de qualquer condição. Então, o MPE propõe sem que haja manifestação de vontade de quem quer que seja, sendo inclusive irrelevante, a contrária manifestação de quem quer que seja neste ponto, é importante a gente fazer uma observação, ainda que a vítima diga eu não quero que o réu seja processado. Eu não quero que ele seja denunciado, não adianta. não adianta porque ainda que a parte seja contrária ao início dessa ação, é dever do Estado iniciá la. Tá porque ela é incondicionada. Quais são aqui no material, no slide, eu pergunto pra vocês quais são os crimes que dão lugar a ação penal pública incondicionada. Foi o que eu já comentei aqui nessa aula, que essa modalidade constitui regra. Quando os crimes se submetem a essa modalidade de ação, a lei silencia quanto a qualquer. condição. Então, ou seja, a lei não exige representação do ofendido. A Lei não exige requisição do ministro da Justiça. Simplesmente o código não vai dizer nada, vai dizer qual é o crime e a respectiva pena e não vai dizer nada absolutamente com relação ao tipo de ação penal. Agora, se disser os crimes previstos nesse artigo, os crimes previstos nesse capítulo, somente se processam mediante queixa ou somente se processam mediante representação significa representação que a ação penal é pública condicionada. E queixa é ação penal privada. Quais são os princípios que regem aí a ação penal pública, seja incondicionada, ou seja, condicionada. esses princípios aqui de uma forma geral, a gente usa pras dois, apesar de no material tá aqui só na incondicionada, mas de uma forma geral, a gente usa pras dois pra incondicionada e pra condicionada. Tem um deles, só que não se aplica a condicionada e que eu vou mostrar aqui pra vocês princípio da oficialidade, que significa dizer que o Ministério Público tem o dever de promover a ação penal pública de ofício. ou seja, independente da manifestação de vontade de qualquer pessoa. Este princípio não se aplica no caso de ação penal pública condicionada e nem na privada, que foi o que eu disse para vocês aqui. Por quê? Porque esses tipos de ações dependem de manifestação da parte interessada. Então esse princípio da oficialidade só vale para ação penal pública. incondicionada significa que o Ministério Público vai iniciar a ação penal de ofício, independente da manifestação de vontade de qualquer pessoa. Segundo o princípio que reage a ação penal pública a indisponibilidade significa dizer uma vez iniciado esse processo penal, não pode o Ministério Público desistir dessa ação penal. Eu costumo brincar que o processo. é para os fortes significa dizer que ele tem começo, tem meio e fim. diferente do processo civil que, uma vez iniciado o processo civil, pode a parte ao toda desistir daquela ação no processo penal, não independente se a ação penal privada, se ação penal pública condicionada ou incondicionada, iniciou, ofereceu. a denúncia não pode o Ministério Público mais dispor dessa ação penal, não pode mais desistir dessa ação penal. Esta é a regra, inclusive com previsão expressa no artigo 142 do Código de Processo Penal que vocês encontram aqui no material. Temos exceção para essa regra. Temos o caso do Juizado Especial Criminal, que é quando é possível a realização da audiência de transação. Essa audiência de transação, ela vem antes do oferecimento da denúncia. Então ela é realizada antes do processo ser iniciado. Então é uma exceção a essa regra, porque via de regra, o Ministério Público tem o dever de oferecer a denúncia. A partir do momento que ele oferece essa denúncia, ele não pode mais desistir dessa ação penal. terceiro princípio que a gente encontra aí da ação penal pública é a legalidade ou obrigatoriedade. Significa dizer que o Ministério Público está obrigado a promover a ação penal nos termos do artigo 24 do Código de Processo Penal, que é o chamado dogma da ação penal obrigatória. Não pode o Ministério Público, no caso de ação penal pública. decidir se é conveniente ou não oferecer a denúncia, se é conveniente ou não processar aquele réu, seja pela natureza da infração, seja pelo objeto do crime, seja pela qualidade da vítima, pela qualidade do autor. Ele não pode escolher se vai ou não processar, enfim. então não vigora na ação penal pública o princípio da oportunidade ou conveniência. Ministério Público está obrigado a oferecer a denúncia no caso de pública incondicionada, independente de qualquer condição e no caso da pública condicionada, mediante a representação do ofendido ou requisição do ministro da Justiça. indivisibilidade é o nosso princípio, que significa dizer que a ação penal ela é pública, né? Desculpa, seja pública ou privada. Ela é indivisível no sentido de que abrange todos aqueles que cometeram a infração penal. Então, se eu tiver mais de um réu, o promotor não pode escolher. Ah, eu tenho o João, o Pedro e o Antônio. o João. Ele tem péssimos antecedentes criminais. O Pedro tem médio e o Antônio nunca teve antecedentes criminais. Então eu vou processar só o João e o Pedro. Eu vou deixar o Antônio de lado. Ele não pode dividir a ação penal. Se todos são suspeitos da prática da infração penal. Ele tem que denunciar todos. Tá. Esta é a regra da indivisibilidade, havendo mais de um autor da infração penal, essa ação penal, ela não pode ser divisível processar um e deixar outro de lado sem oferecer denúncia. nosso último princípio que a gente tem aqui é o princípio da intranscendência, ou seja, a ação penal é proposta apenas contra uma ou contra as pessoas a quem se imputa a prática da infração significa dizer que no processo penal, não transcende a ação penal. Se o réu falecer, nós temos uma causa extintiva da punibilidade. Ou seja, nós temos a morte do agente como. da punibilidade. Então não pode aí esse processo penal transcender, ultrapassar para os herdeiros do réu, nos filhos, netos do réu no caso, então essa intranscendência impossibilidade de transpor para os seus herdeiros. O réu faleceu, não transcede extinção da punibilidade pela morte do agente. Bom. Aqui a gente entra especificamente agora na ação penal pública condicionada. aí nessa nesse início de aula aqui eu já fiz uma distinção pra vocês, que é aquela cujo exercício se subordina ao preenchimento de uma condição. O que é essa condição. A condição é a manifestação de vontade no sentido de proceder, ou seja, de ir adiante, externada pelo ofendido ou por quem legalmente o represente ou é a requisição. ministro da Justiça. Então, nas ações penais públicas condicionadas, a condição é a representação. Vou colocar aqui no material pra vocês é a representação do ofendido ou a requisição do ministro da Justiça, que nada mais é de uma condição, uma autorização para o Poder Judiciário ir adiante para o Ministério Público poder iniciar essa ação penal. Então, quando a lei exigir o preenchimento dessa condição precisa ser dada a representação ou a requisição do ministro da Justiça. Quem promove essa ação penal pública condicionada, o Ministério Público, assim como ocorre na pública incondicionada, quem promove a ação penal nesses casos, o MP, nos mesmos moldes da incondicionada. Só que a única diferença é que aqui o MP para oferecer a denúncia, ele precisa necessariamente
desta manifestação de vontade, que é a representação ou a requisição do ministro da Justiça. Nós já vimos aqui nessa aula que a regra é ação penal pública incondicionada. Exceção é a ação penal pública condicionada, a representação ou requisição do ministro da Justiça e a ação penal. privada. Então, quais são os crimes que são de ação penal pública condicionada a representação? Eu trouxe aqui no material pra vocês alguns exemplos são poucos, como eu disse pra vocês, é exceção, né? A ação penal pública que depende de representação, ação penal pública condicionada, mas todos eles estão aqui no material pra vocês, ou pelo menos a grande maioria deles está aqui no material. essa representação por quem ela é feita a representação. Ela é feita pelo ofendido ou pelo seu representante legal pela própria vítima ou se ele não tiver condições, foi doente mental menor de 18 anos, vai ser o seu representante legal pra quem é dirigida essa representação, ou seja, pra quem eu dou o ofendido a vítima da sua manifestação de vontade. Ela é dirigida ao juiz, ao delegado. ou ao Ministério Público. Então, o ofendido, ao ter interesse em ver essa ação penal, esse processo penal iniciado, ele vai representar para o promotor ou pro juiz ou para o delegado. E aí esses vão dar início à persecução penal. se eventualmente houver morte do ofendido, a gente tem aí a possibilidade do direito de representação passar para o CD, que é cônjuge, ascendente, descendente e irmão. Tá faleceu a vítima pode aí o seu cônjuge, os seus ascendentes, os seus descendentes ou os seus irmãos. essa representação. Essa representação. Essa manifestação de vontade pode ser retratada, pode. Como é que ela vai ser retratada até o oferecimento da denúncia. Ok, eu posso voltar atrás nessa autorização para iniciar o processo penal para o Ministério Público oferecer denúncia. Posso. Mas até o oferecimento da denúncia. A partir do momento que o Ministério Público ofereceu a denúncia, não pode mais se retratar dessa representação. Tá lembrem-se dos princípios que a gente falou aqui. Uma vez iniciada a ação penal, não pode o Ministério Público mais dela desistir. Então até o Ministério Público oferecer denúncia, pode a vítima voltar atrás nessa representação. E o prazo pra representação é de seis meses, contados do dia em que souber quem é o autor do fato OK. a gente entra na na última modalidade de ação penal, agora que é ação penal privada. Qual que é a diferença entre a ação penal pública e ação penal privada é a única e exclusivamente quem inicia a ação penal. o caso da privada é o ofendido através do seu advogado. Não pode o ofendido oferecer ele mesmo a queixa crime. Necessariamente, ele tem que oferecer essa queixa crime através de advogado, porque é o advogado quem tem capacidade postulatória. Então ele é a parte legitimada para oferecer essa queixa crime, mas ele tem legitimidade, mas ele não tem capacidade postulatória. Ele precisa de um advogado para oferecer para ele. Então a única diferença. da ação penal privada para a ação penal pública é quem inicia essa ação penal na pública nas dois subespécies, seja incondicionada ou condicionada, é o Ministério Público através da denúncia e na privada é o ofendido através da queixa crime. Voltando aqui pelo material. Mesmo sendo privado, o direito de punir continua pertencendo ao Estado. Então, ou seja, quem vai aplicar a pena é o Estado. início da ação, que é transferido para o ofendido. Mas o Estado continua sendo o detentor do jus puniende desse direito de punir. Código de Processo Penal Código Penal traz para a gente de forma taxativa, quais são os crimes de ação penal privada. Então foi aquilo que eu disse para vocês no artigo ou no final do capítulo vai estar escrito somente se se procede mediante. e se proceder mediante queixa significa que o crime é de ação penal privada, sendo de ação penal privada, quem pode promovê lo é só o ofendido ou o seu representante legal. Se eventualmente falecer, pode ser qualquer uma das pessoas arroladas no artigo 31 que eu já falei aqui, que é o mesmo caso da representação, que é o CD congescendente, descendente irmão e o prazo para o oferecimento dessa queixa crime. é de seis meses. Tá contados do dia em que vier a saber quem é o autor do crime. Esse prazo é decadencial, ou seja, eu soube quem é o autor do crime. Hoje. Hoje já começa a contar o prazo para oferecer essa queixa crime, lembrando que é prazo corrido. por ser prazo penal, eles não são interrompidos e também não são suspensos. Se eventualmente passar desse período de seis meses, ultrapassar esse prazo de seis meses, ocorre a extinção da punibilidade e a ação penal privada não pode mais ser iniciada e o ofendido desculpa o ofensor, o réu não vai ser mais punido. Tá. nós temos aqui três tipos de ação penal privada, a chamada propriamente dita ou exclusivamente privada, a ação penal subsidiária da pública e a terceira espécie, que é a personalíssima. Na verdade, a gente vai por exclusão. A gente primeiro explica o que que é a subsidiária, o que é a personalíssima. E aí a gente chega. conclusão que todas as outras são as propriamente ditas que é ação penal privada subsidiária da pública, aquela que se intenta nos crimes de ação penal pública condicionada ou incondicionada se o órgão do Ministério Público não oferecer a denúncia no prazo legal, ou seja, o Ministério Público tem prazo para oferecer denúncia. Se ele não oferece a denúncia, ocorre. essa preclusão pra ele e com isso abre se a oportunidade para o ofendido através de advogado, oferecer a queixa crime no lugar da denúncia do Ministério Público. Veja o ofendido não oferece denúncia. Ele oferece queixa crime subsidiária a denúncia do Ministério Público e a terceira hipótese é a personalíssima que só existe um caso. No nosso ordenamento jurídico, que é o o caso do artigo 236 do Código Penal, que é no crime de induzimento a erro essencial. e ocultação de impedimento matrimonial nesse tipo de ação penal. Se eventualmente a vítima falecer, não pode o Cade, con ascendente, descendente e o irmão oferecer a queixa crime no lugar dela. Tá somente ela, por isso que é personalíssima. Se a vítima falecer ou não oferecer a queixa crime, ninguém mais pode oferecer no lugar dela. Tirando essas dois hipóteses subsidiária e personalíssima, todas as outras espécies são. de ação penal eh privada propriamente dita Vamos pra interatividade Gulliver servidor público municipal foi vítima de crime. em razão de suas funções crime de injúria em razão de suas funções. Em decorrência desse fato, foi instaurado inquérito policial para investigar a notícia do crime, sendo identificado o acusado. Analisando esse fato narrado e de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que a Gulliver poderá optar por ofertar a queixa crime assistido por um advogado ou oferecer. ao Ministério Público para que seja analisada a possibilidade de oferecimento da denúncia. Caberá exclusivamente a Gulliver dar prosseguimento a ação assistida por um advogado mediante queixa crime. Caberá ao Ministério Público oferecer denúncia, independentemente da representação de Gulliver. Caberá ao Ministério Público oferecer denúncia após a representação da pretensa vítima, mas Gulliver não poderá optar por oferecer queixa crime. Gulliverder deverá apresentar perante o juízo processante a representação, o que pode ser feito sem a necessidade de advogado. externando o seu desejo de dar prosseguimento ao feito. Voltamos já com a resposta.

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