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CUSTOS DE ENGENHARIA E 
PLANEJAMENTO OPERACIONAL
UNIDADE I
CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS
Autoria
Tiago Lima de Albuquerque
Atualização
Thamires Eis Duarte
Produção
Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ..........................................................................................................................4
UNIDADE I
CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS ................................................................................................9
CAPÍTULO 1 
CUSTOS: CONCEITOS E APLICAÇÕES ................................................................................... 9
CAPÍTULO 2 
MÉTODOS DE CUSTEIO ..................................................................................................... 27
REFERÊNCIAS ........................................................................................................................39
4
INTRODUÇÃO
Seja bem-vindo à disciplina “Custos de Engenharia e Planejamento Operacional”.
Nosso ambiente consiste em terra, ar e água. Esses meios de comunicação deram 
margem a três modos de transporte: transporte terrestre, transporte aéreo e 
transporte marítimo. O transporte ferroviário e o rodoviário são os dois componentes 
do transporte terrestre. Cada modo de transporte, dependendo de suas várias 
características, tem pontos fortes e fracos intrínsecos e pode ser melhor utilizado para 
um tipo específico de tráfego, conforme mostrado a seguir.
 » Transporte ferroviário: devido às grandes despesas com a infraestrutura básica 
necessária, o transporte ferroviário é mais adequado para transportar mercadorias 
a granel e um grande número de passageiros em longas distâncias.
 » Transporte rodoviário: devido à flexibilidade de operação e à capacidade de 
fornecer serviço porta a porta, o transporte rodoviário é ideal para transportar 
mercadorias leves e um pequeno número de passageiros em curtas distâncias.
 » Transporte aéreo: devido aos altos gastos com equipamentos sofisticados 
necessários e aos altos custos de combustível, o transporte aéreo é mais 
adequado para transportar passageiros ou mercadorias que devem chegar ao 
destino em um período muito curto de tempo.
A construção de uma nova linha ferroviária é um projeto de capital intensivo, e 
cada quilômetro de uma nova linha ferroviária custa na faixa de R$ 6 a 10 milhões, 
dependendo da topografia da área, do padrão de construção e de outras características. 
É, portanto, natural que muito pensamento seja dado ao tomar uma decisão final sobre 
se uma nova linha ferroviária é necessária ou não.
Um aspecto importante que queremos introduzir neste curso é a respeito da 
importância dos custos e do planejamento em engenharia.
Quando falamos em “engenharia de custos”, nos referimos ao campo da engenharia 
que se dedica ao gerenciamento de custos de determinado projeto. A consultoria de 
engenharia de custos envolve diversos itens, como: 1. Estimativa; 2. Controle de custos; 
3. Previsão de custos; 4. Avaliação de investimentos; 5. Análise de risco. Esse é o valor 
que os engenheiros de custo agregam a cada projeto de construção. Os engenheiros 
de custos fornecem o orçamento, o planejamento e o monitoramento para garantir 
que seu projeto de construção seja viável e bem-sucedido. Há uma linha tênue entre 
gerenciar o custo, a qualidade e o tempo necessário para ver seu projeto ganhar vida. 
Um engenheiro de custos com qualificação adequada tem capacidade para antecipar 
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INTRODUÇÃO
problemas e desafios antes que eles resultem em estouros de custo e lentidão na 
programação.
Os projetos de construção falham devido a falhas de comunicação e à incapacidade 
de resolver os problemas subjacentes. Essas razões principais para a falha podem 
ser atribuídas a alguns “fatores-chave” na gestão do projeto de construção, como 
exemplificado a seguir:
 » Estimativas não confiáveis: uma estimativa precisa é essencial para o sucesso do 
projeto de construção. A estimativa envolve a avaliação das demandas materiais, 
humanas, orçamentárias e de processamento. Devemos fazer algumas perguntas, 
como: Os materiais estão disponíveis? As licenças foram registradas e aprovadas? 
Quais são os impactos ambientais? Temos uma força de trabalho confiável para 
concluir o projeto? Existem fundos suficientes para gerenciar quaisquer custos e 
interrupções inesperadas?
 » Aumento do escopo: o aumento do escopo é extremamente comum, 
independentemente do tamanho do projeto de construção. É muito importante 
que todos entendam os objetivos do projeto: o que precisa ser construído, o 
que não será construído e por quê. O engenheiro de custos e toda a equipe 
de gerenciamento de construção precisam trabalhar em conjunto para detalhar 
claramente o escopo do projeto: o que será e não será feito, e por que novas 
mudanças não podem ser introduzidas quando o projeto está em andamento.
 » Atrasos: há momentos em que a burocracia documental, as aprovações e os 
regulamentos simplesmente não são completados dentro do prazo. Embora 
muitas vezes seja considerada uma prática normal na construção, não 
necessariamente deva ser assim. Quanto melhor o planejamento, a comunicação e 
a investigação dos regulamentos e licenças do local, mais fácil é evitar atrasos na 
construção. Esse planejamento pode parecer tedioso no início, mas paga grandes 
dividendos quando o projeto de construção está em andamento.
 » Especificações Confusas: quanto mais específicos forem os detalhes do projeto, 
melhor. O cliente tem o direito de ser exigente e de se certificar de que a equipe 
interpreta corretamente suas solicitações. É importante que toda a equipe de 
construção entenda o que se deseja. Isso permite que o engenheiro de custos e 
outros membros da equipe planejem e façam um orçamento adequado para o 
seu projeto.
 » Problemas orçamentários: os problemas orçamentários geralmente podem 
ser rastreados mesmo nas questões centrais de comunicação deficiente e falta 
de planejamento. O engenheiro de custos é responsável por planejar todos os 
6
INTRODUÇÃO
aspectos do custo do projeto de construção, incluindo o orçamento. O engenheiro 
de custos e o cliente precisam ter conversas honestas e abertas sobre o que se 
pode e o que não se pode pagar. É importante que haja um plano em vigor no 
caso de ocorrerem custos inesperados.
 » Falhas de comunicação: gerenciar e ver um projeto de construção ser concluído 
com sucesso exige uma comunicação clara e aberta em todos os momentos. A 
equipe de construção deve fornecer atualizações regulares sobre o cronograma 
do projeto, problemas do projeto e quaisquer questões inesperadas. É necessário 
que se esteja pronto para responder a quaisquer perguntas da equipe de 
construção e estar pronto para desafiar a equipe quando ocorrerem eventos 
inesperados.
 » Planejamento inadequado: a falha em planejar adequadamente sempre resulta 
na falha do projeto de construção. Quanto mais planejamento, verificação, 
revisões e avaliação antes do início do projeto, mais eficiente será a execução do 
projeto.
Um engenheiro de custos deve ser guiado por três princípios básicos, garantindo que 
seu projeto seja bem-sucedido:
 » Áreas para melhoria: um engenheiro de custos deve saber responder sobre 
projetos de construção anteriores que tenha feito, como sobre os sucessos 
e fracassos do projeto. É fundamental que o engenheiro de custos esteja 
comprometido em aprender com cada projeto de construção. Como o orçamento 
poderia ter sido melhorado? O que funcionou muito bem? Onde ocorreu a 
desaceleração? Existem ferramentas que poderiam ser usadas para melhorar a 
programação e o planejamento?
 » Avaliação e medição: para gerenciar com sucesso a totalidade dos custos do 
projeto de construção, um engenheiro de custos deve ter uma compreensão 
completa dos recursos disponíveis. Isso inclui a compreensão da viabilidade 
desses recursos (pessoas, materiais, orçamentos, tempo) e como esses recursos 
serão usados. Seu plano de projeto de construçãocomum na prática de gerenciamento de custos ferroviários, em vez de usar alocações 
de despesas gerais com base em causa e efeito. Também é comum que a exploração 
de dados de tecnologia em cálculos de custos seja muito limitada, embora isso possa 
melhorar significativamente a eficácia das técnicas de cálculo de custos.
A ideia básica de melhorar o custo do transporte ferroviário é incluir parâmetros de 
tecnologia nos cálculos. Ao aplicar a abordagem do custeio baseado em atividades 
(ABC), os elementos de custo que não podem ser alocados diretamente aos 
objetos de lucro devem ser atribuídos às atividades que participam da produção de 
serviços ferroviários elementares. Os sistemas de tecnologia fornecem indicadores 
de desempenho para cada atividade, o que permite uma distribuição mais exata 
desses custos entre os serviços elementares como objetos de lucro. O ABC é 
usado principalmente nas indústrias de manufatura para melhorar as práticas de 
gerenciamento de custos. É aplicável onde a proporção de custos indiretos é 
consideravelmente alta. Diversas aplicações também podem ser encontradas em 
setores de serviços. No entanto, implementações relacionadas a transporte ou logística 
são relativamente raras.
A primeira etapa da configuração do modelo ABC é coletar e classificar os custos dos 
recursos. Pode ser baseado no livro-razão geral da empresa ferroviária examinada. 
Esses custos serão divididos em partes diretas e indiretas de acordo com sua relação 
com os serviços ferroviários (ou 'produtos'). Os elementos de custo direto podem ser 
36
UNIDADE I | CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS
alocados para serviços de trilhos (elementares) diretamente. Os elementos de custo 
indireto (ou os recursos por trás deles) são consumidos por vários serviços ferroviários, 
de modo que podem ser alocados apenas usando um procedimento específico de 
distribuição de custos.
2.1.5. A classificação dos itens de custo requer a definição da 
estrutura do serviço/produto
Os possíveis serviços ferroviários elementares (como objetos de lucro) podem ser, de 
acordo com as áreas de atividade da empresa analisada, por exemplo, uma tarefa 
de transporte de carga, um trem de passageiros, um serviço de tração, uma tarefa 
de manutenção ou uma via ferroviária (uso de infraestrutura). O nível de sofisticação 
na seleção de objetos de lucro depende de vários fatores, como a demanda de 
informações, os recursos financeiros disponíveis para o controle de melhorias no 
sistema e as práticas de processamento de dados (fornecimento de dados de entrada).
Se um passageiro ou trem de carga for considerado um objeto de lucro elementar, 
os itens de custo direto podem ser, por exemplo, custos de tração ou encargos de 
usuário de infraestrutura. Se uma viagem de passageiro ou uma tarefa de transporte 
de carga for selecionada como objeto de lucro, a proporção dos custos diretos será 
muito menor. De qualquer forma, uma parte considerável dos custos de produção 
no setor ferroviário é bastante indireta, o que explica a relevância de métodos de 
alocação de custos baseados em causa e efeito aprimorados, como o custeio baseado 
em atividades.
Os custos indiretos devem ser alocados às atividades (constituindo a cadeia de 
valor de uma determinada área de atividade ferroviária e consistindo em operações 
físicas e de disposição) inicialmente de acordo com seu consumo de recursos. A 
medição do consumo de recursos pode ser realizada usando os chamados drivers 
de recursos. Esses são alguns parâmetros de tecnologia que descrevem as relações 
entre a intensidade da atividade e a demanda de recursos. Os direcionadores 
de recursos podem ser até mesmo ignorados quando os custos dos recursos são 
registrados usando códigos de atividade. Ao fazê-lo, os custos dos recursos também 
são classificados de acordo com os tipos de atividades, o que permite uma alocação 
de custos de primeiro nível bem estabelecida (este é o caso no sistema contábil da 
companhia ferroviária estabelecida húngara – ver adiante).
Após a primeira etapa de alocação de custos, os custos da atividade ferroviária podem 
ser calculados. Além disso, cada atividade deve ser descrita por um indicador de 
desempenho (medido em toneladas, quilômetros, horas, peças etc.). Esses indicadores 
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CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS | UNIDADE I
são os chamados direcionadores de custos, pois são usados para distribuir os custos 
das atividades entre os objetos de lucro (serviços ferroviários elementares). Claro que 
é necessário que os desempenhos consumidos pelos objetos de lucro sejam medidos 
ou, pelo menos, estimados corretamente.
Após completar o procedimento descrito anteriormente, os custos de produção 
de cada serviço ferroviário elementar (ou 'produto') são calculados com exatidão. 
Se os dados de receita também estiverem disponíveis, as margens ou as taxas de 
cobertura de custos dos objetos de lucro (por exemplo, trens, caminhos de trem etc.) 
também serão exibidos. Alocar dados de receita para produtos ferroviários pode ser 
difícil, especialmente no transporte ferroviário de passageiros. Aqui, os sistemas de 
informações transacionais frequentemente não são capazes de fornecer dados de 
receita nos níveis de produto examinados. No caso de outros serviços ferroviários (frete, 
tração, infraestrutura, manutenção), os dados de receita são, em geral, mais confiáveis, 
mesmo nos níveis mais baixos da hierarquia de produtos.
2.1.6. Análise de viabilidade da metodologia proposta
O sistema de informação gerencial produzido pela implementação do custeio baseado 
em atividades no transporte ferroviário transforma os enormes volumes de dados 
coletados pelos sistemas contábeis e tecnológicos em informações úteis. Assim, o ABC 
pode contribuir para avaliar a eficiência de custo e desempenho das atividades ou 
empresas ferroviárias de forma mais precisa. Isso também torna as práticas de gestão 
mais transparentes.
Os principais (antecipados) resultados positivos da introdução do ABC são os seguintes:
 » Os custos de produção e as margens dos serviços ou produtos ferroviários podem 
ser calculados não apenas de forma agregada, mas em níveis mais detalhados, o 
que torna os geradores de lucros e perdas mais visíveis;
 » As principais atividades que determinam o sucesso ou o fracasso dos serviços 
ferroviários podem ser identificadas por meio da análise dos custos e 
desempenhos das atividades;
 » Medidas destinadas a aumentar a eficácia de custos nas empresas ferroviárias 
podem ser mais bem estabelecidas, por exemplo, no caso de projetos de 
reengenharia de processos de negócios;
Ao mesmo tempo, a implantação do ABC no transporte ferroviário precisa atender a 
diversos requisitos metodológicos e técnicos. 
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UNIDADE I | CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS
O seguinte deve ser assegurado antes do lançamento da melhoria de custo:
 » Avaliação e sistematização das atividades e operações ferroviárias (dependendo 
das áreas de atividade da empresa ferroviária examinada).
 » Definição da estrutura ferroviária de serviço/produto.
 » Realização de coletas e separações (básicas) de dados de custos e receitas no 
sistema contábil.
 » Registrar ou estimar parâmetros de tecnologia que descrevem processos 
ferroviários.
 » Introdução de uma ferramenta de tecnologia da informação dedicada (software) 
aplicável a descrever e operar o modelo de custeio.
 » Fundo de hardware poderoso e escalonável e rede de comunicação para suportar 
tarefas de processamento de dados.
 » Integração da solução ABC no complexo sistema de informação gerencial, 
alcançando amplo comprometimento na organização da empresa ferroviária.
A implementação prática do modelo ABC deve ser realizada utilizando a tecnologia 
de data warehousing. Aqui, as bases de dados orientadas para tecnologia e 
contabilidade podem ser combinadas e estruturadas de acordo com os critérios da 
metodologia de controle de custos. Ferramentas de inteligência de negócios dedicadas 
podem ser operadas para apoiar análises usando e explorando asinformações 
integradas armazenadas no data warehouse. Aqui, o uso de métodos adicionais, 
como gerenciamento de relacionamento com o cliente, também é razoável. Esse 
gerenciamento fornece informações complementares ao ABC, principalmente em 
relação às receitas dos serviços ferroviários.
O custeio ABC é uma ferramenta de gestão que também pode ser estendida a mais 
empresas ferroviárias cooperantes. Por exemplo, uma operadora de frete e seus 
provedores de serviço (como empresas de tração e manutenção) podem obter 
vantagens usando a mesma metodologia de cálculo de custo. Requer, obviamente, 
a padronização da troca de informações entre as partes interessadas. Soluções de 
compartilhamento de dados – ou seja, portais de processos – são aqui particularmente 
aplicáveis, pois garantem fluxos de dados de negócios transparentes e ao mesmo 
tempo bem controlados.
39
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	_Hlk167277484
	Introdução
	UNIDADE i
	Conceitos gerais de custos
	Capítulo 1 
	Custos: conceitos e aplicações
	Capítulo 2 
	Métodos de custeio
	Referênciasdeve incluir uma análise clara 
do que é necessário para o projeto ter sucesso, o que pode causar o fracasso do 
projeto e verificações e balanços detalhados usados durante todo o projeto para 
mantê-lo no caminho e no orçamento.
 » Controle de custo: o custo representa mais que simplesmente dinheiro. O 
controle de custos inclui o gerenciamento de todos os aspectos do projeto de 
construção: pessoas, materiais, autorizações, regulamentos, orçamento, detalhes 
do projeto e preparação para circunstâncias inesperadas. Isso inclui a procura 
7
INTRODUÇÃO
de problemas que podem causar interrupções no projeto e fazer com que a 
construção seja atrasada ou resulte em estouro de custos. A antecipação dos 
custos é crítica para o planejamento bem-sucedido do projeto de construção.
Objetivos
 » Definir o que é custo.
 » Ter conhecimentos básicos sobre conceitos de custos e suas aplicações.
 » Conhecer o conceito de custeio.
 » Entender um panorama geral de custos em engenharia ferroviária.
 » Entender conceitos de gestão de custo de manutenção, máquinas e 
equipamentos, orçamentação, e Planejamento e Controle Operacional (PCO).
9
UNIDADE ICONCEITOS GERAIS 
DE CUSTOS
CAPÍTULO 1 
CUSTOS: CONCEITOS E APLICAÇÕES
1.1. Sistema de custos
Um sistema de custos é baseado nas condições em que os recursos envolvidos na 
produção de produtos são investidos, utilizados ou consumidos e responde às 
abordagens administrativas, operacionais e contábeis aplicáveis às atividades de 
produção desenvolvidas em uma entidade, da qual é parte, como um membro da 
estrutura funcional necessária para atingir os objetivos de negócios. Para que o 
conjunto formado pelos fatores envolvidos nos processos, atividades e operações 
correspondentes às funções de produção possa ser considerado um sistema, entre 
outras coisas, deve ter objetivos claros e precisos, elementos identificáveis e controles 
que garantam o cumprimento dos primeiros, monitorar e coordenar o desempenho 
e as interações destes últimos e suas relações com seu entorno sociocultural e 
econômico.
De uma forma simples e direta, podemos definir custo, cálculo de custos e 
contabilidade de custos da seguinte forma:
 » Custo: é definido como “o montante das despesas incorridas ou atribuíveis a uma 
determinada coisa”.
 » Custeio: é a técnica e os processos de apuração de custos. Essas técnicas 
consistem em princípios e regras que regem o procedimento de apuração do 
custo dos produtos ou serviços.
 » Contabilidade de custos: pode ser considerada um ramo especializado da 
contabilidade que envolve classificação, contabilização, atribuição e controle 
de custos: “o estabelecimento de orçamentos, custos padrão e custos reais 
de operações, processos, atividades ou produtos e a análise de variações, 
lucratividade ou o uso social de fundos”.
10
UNIDADE I | CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS
Aqueles encarregados de gerenciar programas de grande relevância, complexidade e 
alta tecnologia certamente reconhecem a importância crucial dos aspectos financeiros 
e de custo envolvidos. Avaliar e controlar os custos pode ser particularmente 
desafiador, considerando as diversas opções técnicas, a gestão financeira, a definição 
de orçamentos, a análise de propostas de preços, a preparação para negociações 
contratuais e a avaliação do impacto financeiro de mudanças em projetos existentes. 
Lidar com essas questões de forma eficiente é fundamental para prever e avaliar custos, 
reduzir riscos de gastos excessivos e garantir um equilíbrio adequado entre os aspectos 
técnicos e financeiros.
Com tais objetivos em vista, a engenharia de custos busca, acima de tudo, registrar 
a expertise prática de maneira metódica, visando analisá-la para desenvolver 
instrumentos e modelos que, aliados ao discernimento de especialistas, possam 
ser utilizados em diversas situações a fim de estimar futuros custos ou avaliar a 
razoabilidade de um orçamento. Essa análise dos custos e riscos prováveis leva 
em consideração experiências passadas em atividades semelhantes, avaliação de 
tendências relacionadas e possíveis mudanças nas práticas de trabalho e ganhos de 
produtividade.
Entretanto, a engenharia de custos vai além da estimativa e avaliação de custos, 
porque esses recursos também podem ser aplicados para apoiar o objetivo de alcançar 
resultados mais econômicos. A consciência do custo relacionado é um fator chave 
na escolha de abordagens e soluções de design, mas, tradicionalmente, os papéis 
de estabelecer soluções de design e avaliar os custos relacionados foram separados 
no tempo e na responsabilidade. Normalmente, na primeira instância, o profissional 
produz uma solução de projeto, que é então passada para outras funções, como 
fabricação e teste para adicionar suas entradas, e finalmente termina com o estimador 
para calcular o custo de implementação dessa solução. Infelizmente, é provável que 
seja tarde demais, pois esses exercícios costumam estar sujeitos a pressões de tempo 
que não permitem que uma solução muito cara seja alterada de forma controlada, o 
que normalmente exigiria a repetição do loop de projeto.
O termo “custo” é mais amplamente usado como o “custo monetário” de produção, 
que se relaciona com as despesas financeiras de uma empresa em:
 » Ordenados e salários pagos ao trabalho.
 » Pagamentos incorridos com máquinas e equipamentos.
 » Pagamento de materiais, energia, luz, combustível, transporte etc.
 » Pagamentos de aluguel e seguro.
 » Pagamentos ao Governo por meio de impostos.
11
CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS | UNIDADE I
Os custos monetários, portanto, referem-se aos gastos de uma empresa ou a fatores de 
produção que permitem à empresa produzir e vender um produto. Deve ser lembrado 
que todo produtor está interessado nos custos monetários. Além do custo em dinheiro, 
existem outros custos igualmente importantes para a tomada de decisões em diversos 
assuntos.
Uma análise econômica de engenharia pode envolver muitos tipos de custos. A 
seguir, uma lista de tipos de custos, incluindo definições e exemplos. Um custo fixo 
é constante, independentemente do nível de produção ou atividade. O custo anual 
dos impostos sobre a propriedade para uma unidade de produção é um custo fixo, 
independentemente do nível de produção e do número de funcionários. Um custo 
variável depende do nível de produção ou atividade. O custo da matéria-prima para 
uma unidade de produção é um custo variável porque varia diretamente com o nível de 
produção. O custo total para fornecer um produto ou serviço durante algum período 
de tempo ou volume de produção é o custo fixo total mais o custo variável total, de 
forma que:
Custo variável total = (custo variável por unidade) * (número total de unidades).
Um custo marginal é o custo variável associado a uma unidade adicional de produção 
ou atividade. Um custo marginal de mão de obra direta de R$ 2,50 para produzir uma 
unidade de produção adicional é um exemplo de custo marginal.
O custo médio é o custo total de uma produção ou atividade dividido pela produção 
total ou atividade em unidades. Se o custo direto total de produção de 400.000 
unidades for R$ 3,2 milhões, então o custo direto total médio por unidade será R$ 8,00.
Os produtos produzidos em uma entidade econômica podem ser bens ou serviços, 
e os custos dos recursos que utilizam ou investem na sua produção são constituídos 
pelo consumo de matérias-primas e/ou materiais e outros insumos, trabalho de 
pessoas, utilização de instalações, maquinários e/ou ativos tecnológicos (em diversos 
graus de automação ou mecanização), taxas de depreciação, amortizações e todos 
os encargos incorridos direta e indiretamente desde o momento em que os materiais 
ou matérias-primas entram nos processos de transformação ou fabricação até que os 
bens materiais saiam do último desses processos em suas respectivas apresentações 
e prontos para venda, utilização ou consumo ou, na sua falta, pelos recursos utilizados 
nas atividades desenvolvidas na comercialização ou prestaçãode serviços.
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UNIDADE I | CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS
1.2. Fundamentos de custos 
Os custos de aquisição ou fabricação de bens e/ou prestação de serviços são baseados 
na natureza da entidade econômica, no planejamento das atividades operacionais, nas 
características dos produtos e nos processos e procedimentos utilizados na produção; 
estão integrados ao sistema contabilístico e são suportados pelo sistema de informação 
e pelo sistema de controle interno existentes, nomeadamente nas funções relacionadas 
com o processamento e controle das operações, os valores monetários atribuíveis aos 
produtos e a geração e apresentação de relatórios.
No que diz respeito à natureza da entidade econômica, em termos gerais, verifica-se 
que as sociedades de natureza comercial se dedicam essencialmente à compra e 
venda de bens fabricados por outras entidades e, no que respeita à contabilização 
do tratamento, registram aquisições dos produtos que comercializam em contas 
de compras ou contas de estoque, dependendo se utilizam o sistema de estoque 
periódico ou o sistema de estoque permanente, respectivamente. Quanto aos 
custos, estes correspondem aos valores pactuados no momento da aquisição e estão 
representados nos inventários, como bens, isto é, valores que normalmente são 
transferidos para contas de custo das vendas à medida que os referidos estoques 
são realizados ou vendidos, de forma a refletir os valores dos produtos vendidos nos 
resultados econômicos do respectivo período. As entidades que vendem serviços 
podem administrar suas despesas operacionais como sociedades comerciais, ou seja, 
em contas de despesas de vendas e despesas administrativas.
No entanto, quando essas entidades implementam um sistema de custos, podem pagar 
por todos os processos, atividades ou operações que se relacionam com a prestação 
de serviços, para os quais costumam agrupar, acumular e atribuir esses custos por 
níveis de responsabilidade, estruturando seus planos de contas para que, além de 
identificar as áreas ou setores onde consomem ou utilizam recursos de produção, 
possam determinar de forma justa e objetiva quanto custa a prestação dos serviços 
que comercializam.
As entidades industriais ou de manufatura, visto que devem adquirir matérias-primas, 
materiais e outros insumos e transformar todos esses recursos em bens tangíveis que 
oferecem à comunidade, na prática, são obrigadas a projetar, implementar e operar um 
sistema de custeio que, no mínimo, serve para determinar quanto custa a fabricação 
desses bens, entre outras coisas, para fins relacionados a decisões administrativas, 
operacionais e/ou comerciais, incluindo o estabelecimento de procedimentos e 
controles, orientando e gerenciando suas políticas de preços e um número apreciável 
de decisões relacionadas ao uso, disposição e distribuição de seus produtos.
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CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS | UNIDADE I
Embora seja verdade que os custos se originam das operações realizadas em uma 
entidade de fabricação ou fabricação de seus produtos, devem ser planejados 
e estruturados de forma cuidadosa e objetiva, de acordo com as condições 
administrativas e o ambiente em que se desenvolvem as atividades produtivas. 
Portanto, a partir do momento em que um produto é desenhado, seja um bem 
material ou a prestação de um serviço, sua estrutura de custos deve ser desenhada 
paralelamente, de acordo com os insumos, ingredientes, obras e equipamentos 
necessários à sua elaboração, tanto para determinar os benefícios brutos e líquidos que 
o referido produto pode proporcionar, quanto para o estabelecimento dos controles 
necessários, de modo a garantir seu sucesso no atendimento às necessidades da 
comunidade para a qual se destina, bem como assegurar a sua maior contribuição 
possível na geração de benefícios para a entidade que o produz, o objetivo principal 
de qualquer empresa lucrativa. Quando os produtos são produzidos economicamente, 
em ambiente controlado e seguro, atendem às expectativas do consumidor e são 
comercializados a preços justos e competitivos, podem garantir seu sucesso no 
presente e no futuro e contribuir para a geração de lucros da empresa em maiores 
proporções e por mais tempo do que quando essas condições não forem atendidas. 
Isso só pode ser alcançado com um planejamento adequado, projetos adequados e 
uma gestão eficiente e eficaz dos produtos produzidos, dos processos de fabricação e 
dos recursos utilizados na sua preparação.
As características particulares dos produtos que adquirem ou fabricam em entidade 
econômica constituem fatores de destaque, pois para cada classe, tipo, linha ou modelo 
de produto deve haver uma infraestrutura que abranja e integre todos os requisitos 
da operação, que incluem as instalações, máquinas, equipamentos e todos os recursos 
necessários à sua elaboração, bem como pessoas treinadas, especializadas e idôneas 
nos processos envolvidos, nas funções e atividades que devem ser executadas e no 
manuseio das máquinas e tecnologias utilizadas. Neste sentido, contam também as 
características e condições a que devem reunir os materiais e matérias-primas sujeitas 
à transformação, para se obterem produtos com as especificações técnicas e condições 
de qualidade exigidas pelos consumidores ou utilizadores. As características anteriores, 
como um todo, estão intimamente associadas ao sistema de produção aplicável, o que 
é um fator determinante na estrutura de custos, uma vez que a referida estrutura difere 
entre um sistema de manufatura em lote e um sistema de manufatura por processo, 
além de mudar de acordo com o tempo de custeio no que diz respeito à aplicação de 
valores históricos ou predeterminados. No caso destes últimos, é necessário esclarecer 
se são baseados em estimativas ou padrões, uma vez que apresentam diferenças 
substanciais.
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UNIDADE I | CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS
Os processos e todas as obras e atividades que devem ser realizadas para a 
prestação de serviços ou a aquisição e/ou fabricação de bens materiais, bem como 
os procedimentos que se aplicam em cada caso, constituem fatores que influenciam a 
causalidade, a acumulação e a alocação de custos, uma vez que, enquanto participam 
da operação, fazem parte da cadeia de custeio. A forma como se organiza a divisão 
do trabalho, tanto manual, como mecânico ou automatizado, pode ocasionar maior 
ou menor tempo de processamento, maior ou menor aproveitamento de mão de obra 
humana mais ou menos especializada, maior ou menor aproveitamento de máquinas 
com mais ou menos graus de complexidade, maior ou menor utilização de recursos 
tecnológicos, que implicam em controles mais ou menos sofisticados ou complexos; 
e todos aqueles elementos que intervêm na compra ou elaboração dos produtos 
têm impacto no seu valor agregado e, consequentemente, na determinação dos seus 
custos finais, uma vez que estes são influenciados pelos volumes de consumo e pela 
intensidade de utilização dos referidos recursos.
1.3. Técnicas de Custos
As técnicas de custo referem-se à forma como os dados das operações realizadas em 
uma entidade econômica na elaboração de seus produtos são coletados, classificados, 
computados, registrados, acumulados, atribuídos e reportados. Portanto, além de 
conhecer a essência dos produtos que estão sendo fabricados e orçados, deve-se 
ter conhecimento sobre as classes de matérias-primas, materiais e outros insumos 
necessários e as formas como são transformados ou modificados e incorporados aos 
produtos finais. Da mesma forma, deve haver informação sobre os tipos e qualidades 
do trabalho humano necessários para sua conversão adequada em produtos de ótima 
qualidade; e por sua vez, deve haver clareza sobre as tarefas, atividades e processos 
que são realizados, bem como os equipamentos e máquinas envolvidos nos diferentes 
processos ou etapas do ciclo de fabricação, uma vez que cada entidade tem uma forma 
particular de produzir os produtos ou fornecer os serviços que disponibiliza ao seu 
mercado cliente.
Isso significaque as técnicas de custeio devem responder de forma objetiva e 
sincronizada com as condições de fabricação que estão em operação em uma entidade 
econômica, uma vez que, assim como os materiais e matérias-primas, trabalho humano 
e outros recursos econômicos, os produtos fabricados são integrados e compostos, 
com as respectivas especificações e características particulares, e os valores monetários 
de cada elemento são classificados, registrados, acumulados, atribuídos e integrados 
aos custos dos referidos produtos. É uma forma amplamente utilizada de quantificar e 
reconhecer o valor agregado que se forma na operação e gestão do negócio.
15
CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS | UNIDADE I
1.4. Diferenças entre custos e despesas
Os custos são valores atribuíveis a recursos econômicos que podem estar disponíveis 
para venda, ser utilizados na atividade empresarial ou serem utilizados para quaisquer 
outras causas e, como tal, têm a qualidade de poderem ser convertidos em dinheiro. 
Consequentemente, em condições normais, um bem adquirido, fabricado ou formado 
por uma entidade econômica constitui um ativo, tal como um produto ou conjunto 
de itens que fazem parte de um estoque ou quaisquer outros bens que atendam às 
características de ativos, razão pela qual seus valores são classificados, registrados e 
apresentados nos respectivos grupos de ativos, onde efetivamente correspondem, de 
acordo com sua natureza ou destinação. Portanto, os valores desses bens ou recursos 
só podem ser debitados ao resultado do exercício no período em que forem vendidos, 
consumidos ou baixados.
Por sua vez, as despesas estão relacionadas com consumos, amortizações ou 
acréscimos necessários à realização das operações e atividades correspondentes ao 
desenvolvimento das funções de marketing, vendas, administração e financiamento 
e, portanto, são debitadas ao período de resultados em que são incorridas ou 
reconhecidas. Em outras palavras, no momento em que o custo de um recurso é 
incorrido ou reconhecido, o valor correspondente representa um ativo e é registrado 
como tal. Já quando uma despesa é incorrida ou reconhecida, seu valor é debitado ao 
resultado do exercício social correspondente.
1.5. Sistemas de custo
Um sistema de custos é um sistema social e, como tal, é aberto, opera segundo 
um sistema produtivo específico e, de acordo com seus objetivos, trabalha com as 
quantidades que se originam no consumo de materiais, matérias-primas, materiais e 
outros insumos sujeitos a processamento, a remuneração das pessoas empregadas 
direta e indiretamente e o uso ou consumo de outros recursos utilizados no sistema 
de produção. Todos esses elementos geram e integram os custos dos produtos que 
uma entidade elabora e oferece à comunidade ou ao seu ambiente socioeconômico.
A comunicação do sistema de custos com seu meio ocorre de duas formas: pelo lado 
do insumo, recebe as quantidades de materiais e matérias-primas, que são objeto de 
processamento no sistema produtivo da entidade, onde agregam o valor econômico 
gerado na execução de funções e atividades e na utilização de recursos empresariais; 
e do lado da produção, devolve a esse ambiente socioeconômico os produtos feitos 
com seus novos custos e contribuições de lucro, cujos valores transfere por meio dos 
preços de venda à comunidade que os consome, respondendo de forma recorrente às 
características e ao comportamento do ciclo de produção correspondente.
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UNIDADE I | CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS
Na prática, são conhecidos dois sistemas principais, claramente definidos e distintos, 
como o sistema de custo de lote ou ordens de produção e o sistema de custo de 
processo, do qual derivam os demais sistemas de custeio existentes, cujo desenho 
e implementação dependem, entre outros fatores, das características de produção, 
da organização empresarial e/ou funcional, dos processos a serem executados, do 
tempo estabelecido para o custeio dos produtos e dos procedimentos definidos para 
a acumulação, alocação e integração desses custos aos produtos finais, como pode ser 
visto nos tópicos seguintes.
 » Assim que a produção se caracterizar por distinguir e identificar lotes, ordens 
ou ordens de serviço específicas, é implementado o sistema de custo do lote, 
também conhecido como sistema de custo das ordens de produção ou ordens 
de produção.
 » Quando os produtos são fabricados continuamente, característica de grandes 
empresas cuja fabricação é em série e normalmente não ininterrupta, o sistema 
de custos do processo é desenhado e implementado.
 » Nos casos em que os custos são normalmente determinados após a fabricação 
dos produtos ou o término do período de custo, é um sistema de custo histórico, 
que pode funcionar tanto na produção em lote quanto no processo de fabricação.
 » Se os custos são determinados antecipadamente com um grau razoável de 
objetividade e de forma a ajustá-los aos custos históricos ou reais, quando estes 
são conhecidos, é um sistema de custos estimados. Em alguns casos, eles estimam 
apenas os custos indiretos, enquanto em outros estimam os custos de todos os 
elementos. Portanto, infere-se que o cálculo de custos pode ser parcial ou total.
 » Quando os custos forem determinados com base em estudos científicos que 
contemplem e integrem a composição detalhada e rigorosa de cada um dos 
elementos que são utilizados, consumidos ou empregados em todas as obras, 
etapas e processos operacionais em que os produtos, com seus montantes 
correspondentes ou valores monetários, este é o chamado sistema de custo 
padrão.
1.5.1. Componentes de sistemas de custo
Um sistema de custos geralmente integra o sistema contábil ou de informações de 
uma entidade social ou econômica, sendo composto pelos seguintes elementos/
componentes:
 » pessoas;
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CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS | UNIDADE I
 » materiais e/ou matérias-primas;
 » instalações, máquinas e tecnologias utilizadas;
 » vários recursos tangíveis e intangíveis envolvidos na produção;
 » regras e procedimentos que governam o comportamento do sistema;
 » informação.
As pessoas, cuja remuneração é geralmente designada por mão de obra, habitualmente 
classificada como direta e indireta, intervêm na produção de produtos de múltiplas 
formas, assumindo diferentes responsabilidades e desempenhando tarefas com 
diversos graus de especialização, dependendo da função que desempenham nas 
funções de distribuição e organização da produção de uma entidade.
Os materiais e/ou matérias-primas, que também são classificados como diretos e 
indiretos, constituem os elementos ou objetos que são consumidos, modificados ou 
sujeitos à transformação para dar origem a outros elementos denominados produtos 
finais, que a entidade empresarial devolve ao seu meio socioeconômico ou mercado 
consumidor.
As instalações, máquinas, ativos tecnológicos e todos os bens ou recursos necessários e 
utilizados nos processos de fabricação ou manufatura constituem fatores de produção 
cujos valores fazem parte do elemento conhecido como custos indiretos, que agrupa 
uma variedade de conceitos que são transferidos para os custos do produto por meio 
de acréscimos, pró-ratações e alocações.
Normalmente, é necessário o uso ou consumo de diversos recursos, que podem 
variar de uma entidade para outra, dependendo das características da produção, da 
estrutura ou tamanho das instalações, da organização dos processos operacionais 
e da participação dos trabalhos relacionados à produção de maneira. Seus valores 
fazem parte dos chamados custos indiretos, entre os quais se encontram combustíveis 
e lubrificantes, energia elétrica e/ou térmica, manutenção de instalações, máquinas e 
equipamentos e demais serviços recebidos (públicos e/ou privados), impostos e outras 
taxas fiscais (relativas à produção de produtos), depreciação de bens utilizados na 
produção, amortização de ativos diferidos e intangíveis e todos aqueles conceitos de 
custos necessários à produção, cujas relações com este não permitem classificá-los nogrupo dos custos.
Por sua vez, as normas e procedimentos que regem as funções relacionadas com a 
produção são parte integrante do sistema de custos e são responsáveis pela regulação 
e harmonização das atividades, processos e operações que têm que ver com a 
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UNIDADE I | CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS
preparação de produtos, para que o sistema desenvolva funções operacionais em 
ótimas condições e garanta o cumprimento de seus objetivos, o que significa entregar 
os produtos conforme o planejado, ou seja, com as estipulações, características e 
qualidades exigidas pelos clientes ou utilizadores. Estes procedimentos são eficazes na 
medida em que incluem a adoção das medidas necessárias à acumulação, imputação e 
controle dos custos dos produtos produzidos pela entidade econômica.
Das informações básicas que um sistema de custos fornece aos seus usuários, há uma 
parte que trata dos volumes de produção e outra que se refere aos custos dos produtos 
manufaturados, normalmente especificados nos níveis dos elementos, unidade e total. 
Em alguns casos, os relatórios de quantidade são preparados e apresentados integrados 
com os relatórios de custos e, em outros, são apresentados dois relatórios, ou seja, 
separadamente. Em qualquer caso, os referidos relatórios podem ser complementados 
com relatórios, anexos e/ou listas auxiliares, detalhados ou condensados conforme 
necessário, que alguns gestores solicitem para fins de análise e/ou apresentação, para 
os quais não haja restrições quanto aos projetos e formatos.
1.5.2. Elementos de custo
Alguns dos elementos do sistema de custos mencionados coincidem com os elementos 
do custo de produção, uma vez que uma coisa é o sistema (a estrutura organizacional, 
funcional ou operacional), outra são os produtos (os resultados dos processos que esse 
sistema entrega) e, por outro lado, são os custos deste último (os valores monetários 
gerados e acumulados na sua elaboração). Portanto, não deve haver confusão entre os 
elementos do sistema e os elementos do custo, apesar da existência de componentes 
comuns em ambos, facilmente identificáveis.
Em síntese, os recursos que são consumidos, empregados ou utilizados na elaboração 
dos produtos, a partir dos quais se originam e se fundamentam a causalidade, a 
acumulação e a imputação dos custos, no jargão contábil e econômico, são designados 
elementos de custo, os quais se dividem em três, nomeadamente:
 » matérias-primas e/ou materiais diretos;
 » mão de obra direta;
 » custos indiretos.
1.5.3. Classificação de custos
São conhecidas várias classificações de custos, entre as mais destacadas estão as 
seguintes:
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CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS | UNIDADE I
 » De acordo com a tabela de organização da entidade econômica
 › Custos de fabricação: são causados, acumulados e atribuídos na produção da 
produção, pelos quais são capitalizáveis, ou seja, são utilizados na avaliação de 
produtos fabricados por uma entidade, que normalmente são tratados como 
estoques. Por exemplo, todos os custos registrados na fabricação de um bem, 
tais como os dos materiais utilizados, os da mão de obra utilizada e os custos 
indiretos.
 › Despesas: são as despesas ou afetações econômicas necessárias para o 
funcionamento normal de uma entidade e para a distribuição de produtos, 
incluindo despesas de vendas, marketing, administração e financiamento, todas 
as quais são aplicadas ou debitadas aos resultados econômicos do período 
em que são causadas. Por exemplo, comissões de vendedores, encargos de 
publicidade, salários e benefícios sociais de funcionários administrativos, juros 
decorrentes de obrigações financeiras.
 » Em relação ao volume de produção
 › Variáveis: seu comportamento é função do volume de produção, pois variam 
em proporção à quantidade de produtos fabricados ou processados, embora 
em nível unitário permaneçam constantes. Por exemplo, materiais, já que 
quanto maior a produção, maior o consumo e vice-versa.
 › Fixas: são ocasionadas periodicamente e permanecem constantes durante o 
período contábil, independentemente da quantidade que seja produzida, pois 
independem do volume de produção, porém variam em nível unitário.
 › Mistas: permanecem constantes dentro de determinados níveis de produção 
e apresentam variações abruptas quando esses níveis são ultrapassados. 
Por exemplo, custos de supervisão, como no caso em que, para produzir 30 
toneladas do produto A, basta ter um supervisor e, se a produção aumentar 
para 32 toneladas, é necessário vincular um supervisor adicional. Percebe-se 
que a mudança é abrupta e não há proporção entre o aumento da produção e 
o custo da fiscalização adicional ocasionado por esse aumento.
 » Conforme identificação ou não com os produtos
 › Diretas: são variáveis e se identificam com os lotes de produtos ou com os 
processos de produção, dependendo do sistema de produção, seja por lotes ou 
por processos, respectivamente. A exemplo disso, temos os materiais diretos 
e a mão de obra direta, pois se sabe em quais lotes de produtos ou em quais 
processos os primeiros são consumidos e os segundos são utilizados.
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UNIDADE I | CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS
 › Indiretos: são necessários para o bom desenvolvimento das funções de 
produção e não podem ser atribuídos a nenhum produto ou processo em 
particular no momento em que são produzidos. Por exemplo, combustíveis, 
manutenção e reparos de instalações, máquinas e outros equipamentos, que 
são necessários para o funcionamento adequado e são utilizados em diversas 
funções, como produção, serviços e administração, razão pela qual não é fácil 
ou prático distinguir a quais dessas funções os itens correspondem quando 
são reconhecidos.
 » De acordo com o grau de controle
 › Controláveis: são aqueles cujo uso ou consumo, em grande medida, pode ser 
influenciado ou manipulado por administradores ou gerentes de produção, tais 
como custos diretos, que dependem das quantidades a serem produzidas, das 
qualidades e características dos materiais, das tarefas que são encomendadas 
ou contratadas e das remunerações que são negociadas com os trabalhadores.
 › Incontroláveis: normalmente, dependem de agentes externos, como fatores 
ambientais e dispositivos legais que afetam a produção e/ou custos dos 
produtos. Por exemplo, impostos, taxas e contribuições, insumos com preços 
controlados pelo Estado, custos de produtos que são regidos por dispositivos 
legais, como gasolina e outros insumos.
 » De acordo com a realização ou não de desembolsos em caixa
 › Vivos ou evitáveis: são todos aqueles que envolvem desembolsos em dinheiro, 
ou seja, aqueles que ocasionam pagamentos em dinheiro ou desembolsos no 
período em que são reconhecidos ou registrados, como, por exemplo, salários 
de trabalhadores, previdência social, serviços públicos.
 › Afundados (custos irrecuperáveis/sunk costs): correspondem a investimentos 
e desembolsos efetuados no passado para fins de produção, cujos valores 
são transferidos para os produtos produzidos em períodos posteriores. Por 
exemplo, aqueles que correspondem a depreciação, amortização e exaustão.
 » Dependendo do tempo em que são determinados
 › Históricas ou reais: são causadas na medida em que são realizadas atividades 
produtivas, para as quais é necessário elaborar os produtos para saber o 
custo dos recursos que são consumidos ou investidos na sua elaboração. Por 
exemplo, os custos de eletricidade, combustíveis e todos os insumos que são 
contabilizados quando se conhece o respectivo consumo.
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CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS | UNIDADE I
 › Pré-determinadas: são conhecidos antes da fabricação dos produtos e 
baseiam-se em estudos que permitem determinar os custos de fabricação 
da mercadoria ou prestação de serviços. Como exemplos desta categoria, os 
custos estimados e os custos padrão são conhecidos.
 » Abordando as características da produção
 › Custos de lote: são incorridos e acumulados para apuração dos custos de 
produção quando estes são efetuados com base em lotes deprodutos, 
encomendas ou ordens de fabricação.
 › Custos de processos: são registrados para as atividades, tarefas e processos 
em que os produtos são feitos nos sistemas de produção em que as operações 
de manufatura são contínuas ou em série, e nenhum trabalho é feito com a 
expectativa de distinguir lotes de produtos ou fabricação de pedidos.
1.6. Fluxo de custo
Todas as atividades ou operações realizadas em uma entidade são passíveis de gerar 
custos, embora este estudo seja delimitado e orientado para os fins particularmente 
relacionados com o custo de produção, ou seja, determinar e quantificar os valores 
monetários que se originam na elaboração dos produtos em uma entidade econômica, 
onde o fluxo de dados inclui as tarefas, atividades e processos realizados para a 
prestação de serviços ou para a conversão de materiais ou matérias-primas em 
produtos finais que são oferecidos aos seus usuários ou ambiente socioeconômico, 
em geral.
Consequentemente, um sistema de custos integra os valores econômicos e/ou 
contábeis que resultam das funções relacionadas ao consumo de materiais ou matérias-
primas, ao uso do potencial humano ou da força de trabalho, ao uso de uma série de 
fatores complementares relacionados ao uso de instalações, ao trabalho de máquinas 
e equipamentos, ativos tecnológicos e muitos outros recursos que são consumidos 
ou utilizados na produção, que, em condições normais, guardam proporções com as 
características, especificações, qualidades e volumes dos produtos fabricados. 
22
UNIDADE I | CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS
Figura 1. Custos x Despesas
Fonte: https://simulare.com.br/blog/custos-diretos-indiretos/ 
1.6.1. Contabilidade geral e contabilidade de custos
Nos negócios, os custos de aquisição ou produção de produtos estão intimamente 
ligados à contabilidade, uma vez que todas as tarefas e atividades realizadas no 
desenvolvimento das funções de produção são apreciáveis em valores monetários e 
afetam a composição dos recursos da empresa e, portanto, são registrados em seu 
sistema de contabilidade.
A contabilidade geral, entre suas funções, é responsável pelos registros e controles 
de todos os bens, direitos, obrigações e ativos de uma entidade econômica, bem 
como todas as operações realizadas e a apresentação das demonstrações financeiras 
e demais relatórios que necessitam os usuários de informações de negócios, tanto 
operacionais quanto administrativas, facilitando as análises que contribuem para as 
decisões gerenciais e o estabelecimento de controles, medidas ou procedimentos que 
ajudem a proteger os recursos e operações da entidade. Enquanto isso, a contabilidade 
de custos lida com os registros das quantidades de materiais e matérias-primas que a 
entidade adquire e/ou consome, das pessoas que emprega e/ou trabalham e de todos 
os recursos que investe e/ou utiliza nos processos, atividades e tarefas realizadas na 
compra ou elaboração dos produtos, a fim de determinar, controlar e reportar os custos 
exigidos pela fabricação de bens materiais ou a prestação de serviços, de acordo com 
o tipo de produto a ser custeado.
Dentre as funções da contabilidade geral, trata-se integralmente do tratamento de 
dados de bens, direitos, obrigações, ativos e operações monetárias realizadas em 
uma entidade, que podem afetar a estrutura patrimonial da mesma e, portanto, 
incluem aquelas relacionadas aos ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas, custos 
e despesas. Como tal, contribui para o estabelecimento de controles contábeis, 
https://simulare.com.br/blog/custos-diretos-indiretos/
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CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS | UNIDADE I
enquanto a contabilidade de custos é responsável pela análise, registros e controles 
dos montantes de recursos que concorrem ou investem na aquisição ou produção de 
produtos em uma entidade empresarial.
A contabilidade de custos, por sua vez, ajuda a gerar relatórios de acordo com o 
nível de detalhe solicitado pelos gerentes, pessoal de produção e outros usuários 
de informações operacionais. Pode-se dizer com segurança que a contabilidade 
de custos não é isolada nem independente; pelo contrário, faz parte integrante do 
sistema contábil da entidade econômica, ou seja, é considerada um subsistema da 
mesma, ao qual são atribuídas as operações que processa ou os resultados da mesma, 
correspondentes aos montantes monetários que são gerados ou causados tanto nas 
compras quanto na produção de produtos.
1.6.2. Contabilidade de custos
A contabilidade de custos surgiu em resposta às necessidades das empresas 
manufatureiras de identificar e contabilizar os custos dos produtos por elas fabricados. 
Ou seja, surgiu inicialmente como uma contabilidade orientada para fins industriais 
e, posteriormente, seu campo de aplicação foi ampliado para entidades que têm 
por finalidade a prestação de serviços, quaisquer que sejam seus produtos, que, de 
forma semelhante à fabricação de bens materiais, são suscetíveis de quantificação e 
valorização. Isso ocorre porque, no seu desenvolvimento e comercialização, também 
são consumidos ou utilizados elementos conhecidos do custo de produção, como 
é de se esperar, considerando as condições intrinsecamente relacionadas com as 
características dos serviços que prestam.
Assim, a contabilização dos custos, além de quantificar e valorizar os bens que são 
adquiridos ou fabricados em uma entidade manufatureira, ou quanto custa para 
executar as atividades relacionadas aos produtos em uma entidade dedicada à geração 
e comercialização de serviços, contribui para os controles associados à utilização dos 
recursos econômicos que participam no processamento ou elaboração dos referidos 
produtos. Facilita a integração dos custos de produção no sistema contábil e contribui 
para a elaboração e divulgação de estatísticas e apresentação de informações contábeis 
e operacionais.
1.6.3. Recursos de contabilidade de custos
 Como foi visto, a contabilidade de custos, como parte integrante do sistema de 
contabilidade geral, é responsável pela análise, classificação, processamento, relatórios 
e controles dos elementos que são consumidos ou utilizados nos processos em 
24
UNIDADE I | CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS
que os produtos são fabricados em uma entidade econômica. Em suma, é aquela 
parte da contabilidade que se encarrega de todas as operações relacionadas com a 
quantificação, cálculos, avaliações e contabilização dos recursos que a elaboração de 
produtos em uma entidade econômica exige, e se destaca entre outras pelas seguintes 
características:
 » Fornece estoques permanentes de materiais ou matérias-primas, produtos em 
processo e produtos acabados com suas respectivas avaliações, para os quais 
fornece uma grande contribuição na gestão de estoques.
 » Contribui para a apresentação oportuna e objetiva de estatísticas, informações 
contábeis e operacionais derivadas das atividades associadas à produção.
 » Facilita o estabelecimento de controles relativos à aquisição, conservação e 
disposição ou uso dos elementos que concorrem na elaboração dos produtos e 
sobre os próprios produtos.
 » É o pilar do sistema de inventário permanente, cujas contribuições permitem fazer 
avaliações objetivas e oportunas e, adicionalmente, reforçar os controles sobre 
os produtos.
 » Permite a determinação dos custos unitários, que servem, entre outras coisas, para 
planejar e controlar os volumes de produção, os custos dos produtos e promover 
políticas de vendas e preços.
 » Fornece as informações contábeis e operacionais com o grau de detalhamento e 
requisitos do usuário.
 » Contribui para a formulação, apresentação e controle do orçamento e facilita o 
planejamento do lucro.
1.6.4. O processo de contabilidade
Em um sistema de custos, o processo contábil inclui a coleta de dados das operações 
de produção, incluindo a análise, classificação e processamento no sistema contábil 
dos valores correspondentes aos usos de materiais, causalidade e pagamento de 
trabalho manual, e outros itens que são causadospelas atividades realizadas na 
transformação dos referidos materiais, desde o momento em que entram nas fases 
de transformação até os produtos devidamente preparados e embalados, nos casos 
em que suas apresentações finais incluam embalagens, saem para o armazém 
ou depósito de produtos finalizados. Consequentemente, o processo contábil 
relacionado com o custeio dos produtos produzidos em uma entidade empresarial 
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CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS | UNIDADE I
inclui: coleta, análise, classificação e registro no sistema de contabilidade dos custos 
das matérias-primas e/ou materiais consumidos; remuneração do pessoal empregado 
nas tarefas de fabricação; quantidades dos demais recursos utilizados na fabricação 
dos bens ou na prestação dos serviços, conforme o caso.
1.6.5. O ciclo de contabilidade
O ciclo contábil, por sua vez, além dos trabalhos e tarefas relativos aos registros 
contábeis, inclui todas as operações econômicas e atividades adicionais que afetam a 
contabilidade (geral e de custo), realizadas durante um determinado período, e termina 
com a preparação e apresentação das demonstrações financeiras de uma pessoa, física 
ou jurídica. Ou seja, além dos processos contábeis, inclui todos os ajustes e causas 
atribuíveis ao referido período, necessários para uma preparação e apresentação 
adequada, objetiva e razoável das informações financeiras, de acordo com os princípios 
e padrões contábeis geralmente aceitos.
Nesses termos, pode-se concluir que o ciclo contábil inclui todas as operações 
econômicas e/ou financeiras que são realizadas e registradas na contabilidade de 
uma entidade empresarial durante um determinado período, que se encerra ou 
conclui com a preparação e apresentação das demonstrações financeiras. Enquanto o 
processo de contabilidade se refere aos registros no sistema contábil dos dados que 
resultam da execução ordinária ou diária das operações e, como tal, não está sujeito 
ao cumprimento de um período ou à preparação e/ou apresentação de informações 
financeiras.
1.6.6. A declaração de custos de produção e vendas
Entre os relatórios mais utilizados em qualquer sistema de contabilidade de custos, 
está o “estado dos custos de produção e vendas”, também conhecido como “estado 
dos custos dos produtos fabricados e vendidos”, que se destina a apresentar de 
forma ordenada e condensada os valores de todas as operações correspondentes 
às atividades produtivas realizadas durante um exercício, o que equivale a dizer que 
abrange um determinado período contábil. A “demonstração dos custos dos produtos 
fabricados e vendidos”, típica de entidades que possuem um sistema de contabilidade 
de custos em funcionamento, é integrada na demonstração do resultado por meio do 
“custo dos produtos vendidos” ou “custo das vendas”, assim como a demonstração do 
resultado é integrada ao balanço pelo resultado líquido do exercício, que pode consistir 
em um “lucro do exercício” ou “prejuízo do exercício”, conforme o caso, cujo valor vai 
para o saldo da seção patrimônio líquido.
26
UNIDADE I | CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS
A contabilidade de custos, em conformidade com sua função de reporte, está em 
condições de fornecer, sem exceção, todos os itens de uma “Demonstração de custos 
de produtos fabricados e vendidos” com o grau de detalhe que os administradores 
precisam. Embora durante a leitura do relatório apresentado no formato anterior possa 
dar a impressão de que foi elaborado com base no sistema de inventário, devido à 
forma sequencial como os conceitos são apresentados com os respectivos custos, isso 
nada mais é do que uma questão de forma, uma vez que os valores, na sua totalidade, 
são fornecidos pelo sistema de contabilidade.
Anteriormente, são apresentados os elementos do custo de produção devidamente 
discriminados, com base nos inventários de matérias ou matérias-primas e os custos 
do respectivo consumo; inclui a composição da mão de obra e custos indiretos, com 
ênfase nos custos diretos, pois apresenta o custo primário como a soma dos custos 
diretos de materiais e mão de obra. Da mesma forma, analisa os custos de produção 
processada, indica os custos dos produtos acabados e finaliza com a apresentação do 
custo de produção vendido.
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CAPÍTULO 2 
MÉTODOS DE CUSTEIO
Os custos podem ser definidos simplesmente como o dinheiro ou recursos associados 
a uma compra/transação comercial ou qualquer outra atividade. Cada tipo de indústria 
adota diferentes métodos de apuração dos custos de seus produtos, dependendo da 
natureza da produção e do tipo de saída.
Nesse contexto, um dos princípios da contabilidade de custos é que necessidades 
diferentes podem exigir informações diferentes. As informações geradas pela 
contabilidade de custos contribuem para a melhoria contínua dos processos 
produtivos, para a gestão da qualidade e produtividade, para a gestão ambiental e 
para as decisões de marketing, além de auxiliar no planejamento, controle e tomada de 
decisões estratégicas. Contudo, nem todas as informações exigidas por uma entidade 
podem ser obtidas, porque as informações de custos sempre podem ser aprimoradas; 
a melhor decisão quanto ao tipo de informação obtida deve, no entanto, levar em 
consideração o custo da sua obtenção.
A tarefa final da avaliação econômica é a comparação dos custos e resultados de duas 
ou mais alternativas. Esse estudo se concentra na identificação, mensuração e avaliação 
dos custos dos recursos. A maioria dos manuais e diretrizes recomendam relatar 
separadamente essas três etapas, que, junto com alguns procedimentos adicionais, 
como desconto e ajuste para risco, é referido como metodologia de custo na análise 
de avaliação econômica.
2.1. Metodologia de estimativa de custos
O cálculo de custos consome tempo e esforço, e, portanto, os analistas precisam decidir 
o quão exatas e precisas as estimativas de custo devem ser. A exatidão se refere a se a 
estimativa é apropriada para a questão de pesquisa (validade externa) e se a medição 
é bem fundamentada (validade interna). A precisão se refere a se a medição é confiável 
(a extensão em que medições repetidas nas mesmas condições dariam resultados 
consistentes) e aumenta com o tamanho da amostra.
Qualquer método para estimar um custo precisa abordar duas questões amplas, 
que irão influenciar a exatidão e precisão que pode ser alcançada: (1) o grau de 
desagregação usado na identificação e medição de recursos e componentes de custo 
e (2) o método para a avaliação dos componentes de recursos e custos. O microcusteio 
identifica recursos em um nível muito detalhado, enquanto o custo bruto identifica 
28
UNIDADE I | CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS
os recursos em um nível mais agregado (a distinção é uma questão de grau). O 
custo de cima para baixo distribui as despesas acumuladas em cada centro de custo 
organizacional até as unidades de atividade, enquanto o custo de baixo para cima 
identifica primeiro os recursos usados por unidades individuais e, em seguida, os avalia 
usando os custos unitários para obter os custos totais por unidade.
Usando essas duas dimensões, os métodos podem ser classificados em quatro 
categorias: microcusteio ascendente, custeio bruto ascendente, microcusteio 
descendente e custeio bruto descendente. Falaremos um pouco mais sobre essas 
categorias nos tópicos subsecutivos.
2.1.1. Custeio top-down
Normalmente, o objetivo do custeio top-down é estimar os custos médios para 
o conjunto completo de produtos e serviços (objetos de custo) produzidos pela 
organização durante um determinado período. O ponto de partida é o custo real dos 
recursos consumidos pela organização durante um determinado período (geralmente 
obtido a partir de dados retrospectivos mantidos no sistema de contabilidade de gestão 
ou razão geral da organização), que são atribuídos ou repartidos para objetos de custo 
(geralmente com base em dados retrospectivos mantidos no sistema administrativo da 
organização durante o mesmo período).
O custeio de cima para baixo (top-down)é geralmente realizado pelas próprias 
organizações principalmente para seus próprios fins (como estabelecer tarifas ou 
relatórios financeiros) usando seus próprios dados contábeis. Esse fato apresenta 
alguns desafios para a avaliação econômica. Primeiro, as contas financeiras podem não 
incluir todos os custos de oportunidade, por exemplo, se forem conduzidos em regime 
de caixa. Os custos fixos gerais podem incluir itens como amortização de edifícios, 
pagamentos de juros sobre empréstimos, seguros, treinamento de pessoal e despesas 
de administração geral. Esses são custos fixos porque fornecem para as operações 
de negócios atuais da organização, mas não aumentam ou diminuem com os níveis 
de produção, a menos que uma nova capacidade considerável seja necessária ou a 
organização feche. Se esses custos fixos devem ou não ser incluídos em uma avaliação 
econômica dependerá da questão da pesquisa e do contexto.
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CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS | UNIDADE I
Figura 2. Processo descendente de custeio (top-down)
Fonte: https://gestaoempresarialfatec.wordpress.com/2019/10/10/planejamento-estrategico-tatico-operacional-missao-visao-
valores-analise-swot/ 
Se houver capacidade ociosa no sistema de saúde, pode ser razoável excluir esses 
tipos de gastos de geração de capacidade da avaliação econômica. No entanto, se 
o programa sob investigação tem um horizonte de tempo suficientemente longo 
e/ou opera em uma escala suficientemente grande, então o investimento em nova 
capacidade será necessário e esses itens devem ser levados em consideração. Em 
qualquer caso, o custeio top-down gera custos médios, e estes só corresponderão aos 
custos marginais em condições de retornos constantes de escala.
Se for considerado apropriado incluir os custos de oportunidade dos ativos de capital 
na avaliação econômica, então há dois componentes dos encargos de capital que 
devem ser levados em consideração. A primeira é permitir o “consumo” ou desgaste 
do bem pelo uso ou com o passar do tempo. O segundo componente do custo de 
oportunidade dos ativos de capital é o uso alternativo do terreno, edifícios e outros 
ativos administrados pela organização. As organizações do setor público em muitos 
países tratam os ativos de capital como um bem gratuito, enquanto as organizações 
privadas são obrigadas a gerar um retorno sobre o capital empregado que é pago 
como juros ou dividendos aos investidores.
No custeio top-down, os custos só podem ser classificados como “diretos” (no sentido 
da contabilidade de custos) se a organização coleta informações que permitem que 
o item de despesa seja diretamente rastreado até um objeto de custo específico. Se 
uma alta proporção dos custos tiver que ser classificada como despesas gerais, isso é 
obviamente uma limitação do método top-down, pois qualquer método de repartição 
pode ser apenas uma aproximação.
https://gestaoempresarialfatec.wordpress.com/2019/10/10/planejamento-estrategico-tatico-operacional-missao-visao-valores-analise-swot/
https://gestaoempresarialfatec.wordpress.com/2019/10/10/planejamento-estrategico-tatico-operacional-missao-visao-valores-analise-swot/
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UNIDADE I | CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS
Em síntese, a estimativa top-down é exatamente o que o nome parece dizer: 
analisa-se o escopo geral do seu projeto, identificam-se os principais elementos 
do trabalho e estima-se separadamente do resto do projeto. Uma abordagem 
top-down é frequentemente usada para criar estimativas aproximadas de magnitude 
em um estágio inicial do projeto, quando o nível de detalhe disponível é limitado (elas 
também podem ser usadas para fins de validação).
2.1.2. Custeio baseado em atividades (ABC)
O custeio baseado em atividades (ABC) foi desenvolvido como um método mais 
preciso de atribuição de custos indiretos aos produtos finais e, como tal, pode ser 
classificado como “microcusteio top-down”. Exige que a organização colete dados 
detalhados sobre cada atividade, normalmente obtidos por meio de entrevistas ou 
observação direta do pessoal pelo pesquisador. A principal diferença entre o custo 
bruto “tradicional” top-down e o ABC é que, nos sistemas ABC, em vez de usar centros 
de custo (centros de responsabilidade contábil) para acumular custos indiretos 
variáveis, começa-se definindo um conjunto de “atividades” realizadas por esses 
recursos. Os custos indiretos são primeiro alocados aos centros de atividade e, em 
seguida, rastreados para objetos de custo, multiplicando a taxa de direcionador de 
atividade pelo consumo de direcionador de atividade.
O custeio baseado em atividades (ABC) é um método de custeio que atribui 
despesas gerais e custos indiretos a produtos e serviços relacionados. Esse método 
contábil de custeio reconhece a relação entre custos, atividades indiretas e produtos 
manufaturados, atribuindo custos indiretos a produtos de forma menos arbitrária do 
que os métodos tradicionais de custeio. No entanto, alguns custos indiretos, como 
salários de funcionários administrativos, são difíceis de atribuir a um produto. 
Figura 3. Método de custeio baseado em atividades (ABC)
Fonte: elaborada pelo autor, 2024.
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CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS | UNIDADE I
O método de custeio baseado em atividades (ABC) é amplamente empregado no setor 
de manufatura devido à sua capacidade de melhorar a confiabilidade das informações 
de custo, resultando em custos mais próximos da realidade e numa melhor classificação 
dos gastos incorridos pelas empresas ao longo do processo de produção. Esse sistema 
de custeio é aplicado em diversas áreas, como no custeio-alvo, custeio de produto, 
análise de rentabilidade por linha de produto, análise de rentabilidade por cliente e 
definição de preço de serviços. O ABC auxilia na compreensão detalhada dos custos, 
possibilitando que as empresas desenvolvam uma estratégia de precificação mais 
precisa.
A equação para o custeio ABC consiste na divisão do total de custos pelo fator de 
direcionamento de custos, o que resulta na taxa de direcionamento de custos. Essa 
taxa é utilizada no ABC para calcular a parcela dos custos gerais e indiretos atribuíveis 
a uma determinada atividade.
O método (ABC) é mais utilizado na indústria de manufatura, pois aumenta a 
confiabilidade dos dados de custo, gerando custos quase reais e classificando melhor 
os custos incorridos pela empresa durante seu processo de produção. Esse sistema de 
custeio é usado em custeio-alvo, custeio de produto, análise de lucratividade de linha 
de produto, análise de lucratividade de cliente e preço de serviço. O custeio ABC é 
usado para obter uma melhor compreensão dos custos, permitindo que as empresas 
formem uma estratégia de preços mais adequada.
A fórmula para o custeio ABC é o total dos custos dividido pelo direcionador de 
custo, que resulta na taxa de direcionador de custo. A taxa de direcionador de custo é 
usada no custeio ABC para calcular o montante de despesas gerais e custos indiretos 
relacionados a uma atividade específica.
O sistema de contabilidade de custos ABC é fundamentado em atividades, que 
englobam qualquer tipo de evento, realização ou tarefa com um propósito específico, 
como a configuração de máquinas para produção, o design de produtos, a distribuição 
de produtos acabados ou a operação de máquinas. Essas atividades demandam 
recursos indiretos e são tratadas como objetos de custo.
Dentro do sistema ABC, uma atividade pode ser também definida como qualquer 
transação ou evento que resulte em custos. Um direcionador de custo, também 
chamado de direcionador de atividade, é utilizado para determinar a base de alocação. 
Exemplos de direcionadores de custo incluem configuração de máquinas, solicitações 
de manutenção, consumo de energia, ordens de compra, inspeções de qualidade ou 
ordens de produção.
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UNIDADE I | CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS
Há duas categorias de indicadores de atividade: os direcionadores de transação, 
os quais contabilizam quantas vezes uma atividade ocorre, e os direcionadores de 
duração, que mensuramquanto tempo é necessário para finalizar uma atividade.
O custeio ABC fornece um método mais preciso de custeio de produtos/serviços, 
levando a decisões de preços mais precisas. Aumenta a compreensão das despesas 
gerais e geradores de custos, tornando mais visíveis as atividades dispendiosas e 
que não agregam valor, permitindo que os gerentes as reduzam ou eliminem. O ABC 
permite o desafio efetivo de custos operacionais para encontrar melhores maneiras 
de alocar e eliminar despesas gerais. Ele também permite uma análise aprimorada da 
lucratividade do produto e do cliente. Ele oferece suporte a técnicas de gerenciamento 
de desempenho, como melhoria contínua.
Questões a serem consideradas ao implementar ABC:
 » Compreendemos totalmente as implicações de recursos da implementação, 
execução e gerenciamento do ABC?
 » Temos recursos para implementar o ABC?
 » Os custos superarão os benefícios?
 » Podemos identificar facilmente todas as nossas atividades e custos?
 » Temos aceitação suficiente das partes interessadas? O que será necessário para 
conseguir isso?
 » As informações adicionais fornecidas pela ABC resultarão em ações que 
aumentarão a lucratividade geral?
Vantagens do método ABC:
 » Fornece custos realistas de fabricação para produtos específicos.
 » Aloca despesas gerais de fabricação com mais precisão para produtos e processos 
que usam a atividade.
 » Identifica processos ineficientes e meta para melhorias.
 » Determina as margens de lucro do produto com mais precisão.
 » Descobre quais processos têm custos desnecessários e desperdiçados.
 » Oferece melhor compreensão e justificativa de custos em despesas gerais de 
fabricação.
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CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS | UNIDADE I
Desvantagens do custeio baseado em atividades:
 » A coleta e preparação de dados é demorada.
 » Custa mais para acumular e analisar informações.
 » Os dados de origem nem sempre estão disponíveis em relatórios contábeis 
normais.
 » Os relatórios da ABC nem sempre estão em conformidade com os princípios 
contábeis geralmente aceitos e não podem ser usados para relatórios externos.
 » Os dados produzidos pela ABC podem entrar em conflito com os padrões de 
desempenho gerencial previamente estabelecidos a partir de métodos tradicionais 
de custeio.
 » Pode não ser tão útil para empresas nas quais as despesas gerais são pequenas 
em proporção aos custos operacionais totais.
O ABC produz custos de produtos mais precisos, essencialmente convertendo custos 
indiretos amplos em custos diretos de produção. Ele determina os custos das várias 
fontes de custos indiretos e aloca esses gastos para as atividades específicas que os 
utilizam. Configurar um sistema ABC é demorado e caro de manter, mas fornece ao 
gerenciamento informações valiosas que podem ser usadas para melhorar a eficiência 
dos processos e aumentar as margens de lucro do produto.
2.1.3. Métodos bottom-up
A principal característica do bottom-up é que os dados dos recursos são coletados para 
cada paciente individual, enquanto no top-down, os dados são coletados no nível da 
organização, por exemplo, centro de custo. Os métodos bottom-up seguem três fases: 
identificação, medição e avaliação de recursos, normalmente nessa ordem.
O pesquisador normalmente seleciona uma amostra de pacientes de uma população 
e identifica um conjunto de recursos a serem registrados durante sua trajetória de 
atendimento por um determinado período de tempo. A medição dos recursos será 
feita em unidades naturais: tempo de trabalho dos trabalhadores de saúde, unidades 
de medicamentos, tempo de uso da sala, itens de equipamentos médicos e assim 
por diante. A terceira etapa da metodologia ascendente consiste em atribuir um valor 
monetário aos recursos utilizados. Isso geralmente é feito multiplicando o número de 
unidades de cada recurso usado por um valor unitário (“custo unitário”). Para avaliação 
econômica, esse valor unitário deve refletir o custo de oportunidade social do uso de 
recursos, embora, por razões pragmáticas, muitas análises tomem uma perspectiva 
parcial, em oposição a uma perspectiva social.
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UNIDADE I | CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS
Para “recursos primários”, como tempo de trabalho dos profissionais de saúde, 
unidades de medicamentos ou uso de um cateter, o método mais direto é usar o preço 
pago pela organização de saúde ao fornecedor (o 'preço de mercado'). Sob condições 
teóricas de concorrência perfeita, sem externalidades e outras distorções, o preço de 
mercado de um recurso refletirá seu custo de oportunidade social. Na prática, muitos 
recursos de saúde não são trocados nos mercados e, com certeza, não em mercados 
perfeitamente competitivos. Por exemplo, os salários dos profissionais de saúde e os 
preços dos medicamentos são frequentemente fixados por acordos nacionais, e não 
pelas forças do mercado.
Nesse estilo, os gerentes de projeto calculam seus custos de baixo para cima, 
começando na parte inferior e contabilizando cada custo esperado. Em suma, os custos 
totais devem ser iguais ao projeto concluído. É um método básico de estimativa, mas 
o benefício é que é o meio mais preciso de estimar o custo total de um projeto. A 
precisão é alcançada apenas por meio do processo de começar na própria fundação 
de um projeto e subindo por cada custo na estrutura analítica do trabalho do projeto.
No entanto, devido ao esforço necessário para detalhar cada uma das despesas 
possíveis – mão de obra, equipamento, indireta, direta – usar a abordagem ascendente 
é demorado. Assim, processos simplificados e eficientes são essenciais na estimativa 
de baixo para cima, como o uso de pacotes de trabalho padronizados e estruturas 
formalizadas.
A estimativa de custos bottom-up, devido à sua precisão, é mais bem aplicada em 
projetos grandes e multifacetados. Controlar os custos e cumprir um orçamento 
geralmente é extremamente importante nesses projetos, e a estimativa ascendente 
permite que você trabalhe exatamente dessa maneira.
2.1.4. Novas abordagens de gestão de custos no transporte 
ferroviário
A gestão de custos será cada vez mais importante para as empresas ferroviárias, 
pois elas precisam de informações confiáveis sobre a eficiência de seus serviços. Os 
procedimentos de cálculo de custo usados atualmente, no entanto, não atendem aos 
requisitos dos princípios de gestão atualizados, visto que dependem principalmente 
de práticas de alocação arbitrárias. Novos métodos de custeio do transporte ferroviário 
devem ser encontrados para superar esses problemas que resultam em informações 
distorcidas. Uma possível solução pode ser a adaptação da metodologia de custeio 
baseado em atividades (ABC) aos processos de gestão específicos dos trilhos. Esse 
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CONCEITOS GERAIS DE CUSTOS | UNIDADE I
artigo identifica as deficiências das práticas atuais de custeio ferroviário, propõe uma 
abordagem baseada no custeio das atividades como alternativa aos procedimentos 
tradicionais de cálculo e tira conclusões sobre a aplicabilidade do modelo 
recomendado.
A contínua reorganização dos processos de negócios melhorou os sistemas de 
informação de gestão das empresas de transporte ferroviário. Ao mesmo tempo, suas 
práticas atuais de planejamento de negócios e relatórios ainda são determinadas 
por abordagens de cima para baixo. Isso significa que os pontos de partida das 
avaliações de custo e desempenho são, em geral, valores agregados. A principal 
lacuna metodológica dos sistemas de controle é a falta de cálculos detalhados de 
objetos de lucro. Os “produtos” ferroviários são avaliados do ponto de vista da eficácia 
de custos apenas em níveis agregados (por exemplo, grupos de produtos por tipos 
ou segmentos de mercado). Nenhuma informação sobre o custo real dos serviços 
ferroviários elementares (como uma tarefa de transporte de carga ou uma viagem de 
passageiros) está disponível ainda, embora essa informação seja necessária para fins de 
preços em contratos comerciais. Portanto, pode-se concluir que a média simples é mais

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