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MAPA MENTAL — MORFOLOGIA + INTERPRETAÇÃO DE TEXTO Material de revisão para concursos • classes gramaticais + leitura, compreensão, argumentação e coesão 1. CLASSES GRAMATICAIS — VISÃO GERAL SUBSTANTIVO • Nomeia seres, objetos, lugares, sentimentos, ações, qualidades etc.: casa, aluno, amor, corrida. • Flexões: gênero, número e, em certos casos, grau. • Classificações: comum/próprio, concreto/abstrato, simples/composto, primitivo/derivado, coletivo. • Dica: pode ser determinado por artigo/adjetivo: o aluno dedicado. ADJETIVO • Caracteriza ou qualifica o substantivo: aluno dedicado. • Locução adjetiva: expressão com valor de adjetivo: amor de mãe. • Pegadinha: a classe depende do contexto. Uma mesma palavra pode exercer funções diferentes. • Adjetivo pátrio: indica origem/nacionalidade: paranaense, brasileiro. ARTIGO • Define ou indefinе o substantivo: o, a, os, as; um, uma, uns, umas. • Definidos: individualizam/determinam; indefinidos: apresentam de modo não específico. • Atenção: o artigo pode substantivar outras classes: o belo, o estudar. NUMERAL • Indica quantidade, ordem, multiplicação ou fração. • Cardinal: dois; ordinal: segundo; multiplicativo: dobro; fracionário: meio. • Pegadinha: numeral acompanha/representa quantidade; não confundir com pronome indefinido. 2. PRONOMES E VERBOS PRONOMES • Pessoais: eu, tu, ele, nós, vós, eles; me, te, se, o, a, lhe etc. • Possessivos: meu, teu, seu, nosso etc. • Demonstrativos: este, esse, aquele; isto, isso, aquilo. • Relativos: que, quem, o qual, cujo, onde etc.; retomam um antecedente e conectam orações. • Indefinidos: alguém, ninguém, tudo, algum, vários etc. • Interrogativos: que, quem, qual, quanto etc., em perguntas diretas/indiretas. VERBO • Indica ação, estado, fenômeno, ocorrência ou processo. • Flexões: pessoa, número, tempo, modo e voz. • Modos: indicativo, subjuntivo e imperativo. • Tempos: presente, pretéritos e futuros, com subdivisões. • Locução verbal: verbo auxiliar + principal: vai estudar, tinha chegado. • Dica: na interpretação, o tempo e o modo verbal podem revelar certeza, hipótese, ordem, desejo ou posicionamento. 3. ADVÉRBIOS, PREPOSIÇÕES, CONJUNÇÕES E INTERJEIÇÕES ADVÉRBIO • Modifica verbo, adjetivo ou outro advérbio, indicando circunstância. • Valores comuns: tempo, lugar, modo, intensidade, afirmação, negação, dúvida, causa etc. • Ex.: estudou muito; chegou cedo; certamente virá. • Locução adverbial: duas ou mais palavras com valor adverbial: à tarde, de repente. PREPOSIÇÃO • Liga termos, estabelecendo relação entre eles: casa de Pedro; fui a Curitiba. • Essenciais: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás. • Contrações: de + o = do; em + a = na; a + a = à. • Na prova: preposição pode ser fundamental para identificar regência e crase. CONJUNÇÃO • Conecta palavras/orações e estabelece relação de sentido. • Coordenativas: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas. • Subordinativas: causais, condicionais, concessivas, temporais, finais, consecutivas, comparativas etc. • Pegadinha: não decore apenas a conjunção; o contexto determina o valor semântico. INTERJEIÇÃO • Expressa emoção, reação, apelo ou estado de espírito: ah!, nossa!, cuidado!, ufa!. • Pode indicar: surpresa, alegria, dor, medo, chamamento, alívio, admiração etc. • Atenção: pontuação e contexto ajudam a interpretar o valor da interjeição. 4. COMO A BANCA COBRA MORFOLOGIA CLASSE × FUNÇÃO • Morfologia: identifica a classe da palavra — substantivo, adjetivo, verbo etc. • Sintaxe: identifica a função na oração — sujeito, objeto, adjunto etc. • Exemplo: em “O aluno estudioso venceu”, “estudioso” é adjetivo (classe) e exerce função de adjunto adnominal (função). PALAVRA MUDA DE CLASSE • Contexto é decisivo. Ex.: “O jantar foi ótimo” → “jantar” é substantivo. • “Vamos jantar cedo” → “jantar” é verbo. • “O não foi definitivo” → “não” aparece substantivado pelo artigo. • Macete: não classifique uma palavra isoladamente; observe seu uso na frase. QUESTÕES DE EMPREGO • Pronomes: retomada de termos e referência. • Conjunções: relação lógica entre ideias. • Advérbios: circunstância e intensidade. • Artigos/pronomes: definição ou indefinição do referente. • Verbos: tempo, modo, aspecto e posicionamento discursivo. REVISÃO RÁPIDA • Substantivo → nomeia. • Adjetivo → caracteriza. • Artigo → determina/indetermina. • Numeral → quantifica/ordena. • Pronome → substitui/acompanha/retoma. • Verbo → ação/estado/processo. • Advérbio → circunstância. • Preposição → relação entre termos. • Conjunção → relação entre orações/ideias. • Interjeição → emoção/reação. 5. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO — COMPREENSÃO GERAL COMPREENSÃO DO TEXTO • Primeiro passo: descubra o assunto/tema geral. • Depois: identifique o que o autor afirma sobre esse tema. • Não confunda: assunto = tema amplo; ideia central = mensagem principal defendida/desenvolvida. • Prova: prefira respostas apoiadas no texto; evite acrescentar informação externa. IDEIA CENTRAL / PONTO DE VISTA • Ponto de vista: posição, perspectiva ou avaliação apresentada pelo autor. • Marcas: adjetivos avaliativos, verbos de opinião, modalizadores, exemplos selecionados, comparações e argumentos. • Pergunte: “Qual afirmação resume melhor o que o autor quer defender/comunicar?” • Cuidado: título pode ajudar, mas não substitui a leitura do texto. ARGUMENTAÇÃO • Tese: ideia/posição que o autor pretende sustentar. • Argumentos: razões, dados, exemplos, fatos, comparações ou autoridades usados para sustentar a tese. • Conclusão: fechamento ou consequência do raciocínio. • Contra-argumento: posição diferente apresentada para ser contestada, relativizada ou incorporada. RELAÇÕES LÓGICAS • Causa: porque, visto que, já que. • Consequência: portanto, de modo que, tão... que. • Contraste: mas, porém, contudo, embora. • Condição: se, caso, desde que. • Finalidade: para que, a fim de que. • Conclusão: logo, portanto, assim, por isso. 6. COESÃO — COMO AS IDEIAS SE CONECTAM COESÃO REFERENCIAL • Retoma ou antecipa elementos do texto por pronomes, expressões nominais, artigos etc. • Anáfora: retoma algo já mencionado. Ex.: Maria chegou. Ela sentou. • Catáfora: antecipa algo que será apresentado. Ex.: Só quero isto: respeito. • Pegadinha: descubra exatamente a que termo o pronome se refere. COESÃO SEQUENCIAL • Organiza o encadeamento das ideias. • Conjunções/conectores: acrescentam, contrastam, explicam, concluem, condicionam, justificam etc. • Trocar um conectivo pode mudar completamente a relação lógica entre duas partes. • Questão típica: “o termo X poderia ser substituído por Y sem alteração do sentido?” COERÊNCIA • Coerência: compatibilidade e lógica global das ideias. • Observe: tema, progressão, ausência de contradições, relação entre informações e conclusão. • Coesão ≠ coerência: um texto pode ter conectivos e ainda apresentar raciocínio incoerente. INFERÊNCIAS • Inferir = concluir algo que não está dito literalmente, mas é permitido pelas informações do texto. • Inferência válida: nasce de pistas textuais. • Inferência inválida: depende de opinião pessoal, conhecimento externo não autorizado ou extrapolação. • Macete: pergunte “o texto permite concluir isso?” 7. ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DO TEXTO E DOS PARÁGRAFOS PARÁGRAFO • Tópico frasal: ideia principal do parágrafo, explícita ou implícita. • Desenvolvimento: explicações, exemplos, dados, argumentos ou detalhamento. • Fechamento: síntese, consequência ou transição, quando houver. • Progressão: cada parágrafo deve contribuir para o avanço da ideia central. ESTRUTURAS TEXTUAIS • Narração: fatos/ações em sequência, personagens, tempo e espaço. • Descrição: características e detalhes. • Exposição: explica/informa um assunto. • Argumentação: apresenta tese e razões para sustentá-la. • Injunção: orienta, ordena ou instrui. • Um texto pode misturar tipos. ORGANIZAÇÃO DO RACIOCÍNIO • Introdução: apresenta tema e/ou tese. • Desenvolvimento: argumentos, explicações e evidências. • Conclusão: retoma, conclui, propõeou encaminha. • Nem todo texto segue rigidamente esse modelo: observe a função real de cada trecho. ESTRATÉGIA DE PROVA • 1. Leia o comando da questão. • 2. Localize no texto o trecho relacionado. • 3. Compare cada alternativa com o texto. • 4. Elimine exageros: “sempre”, “nunca”, “somente”, quando não sustentados. • 5. Diferencie informação explícita de inferência. • 6. Volte ao texto antes de marcar. 8. PEGADINHAS DE INTERPRETAÇÃO — REVISÃO FINAL ⚠️ 1. Assunto não é ideia central: assunto é o tema; ideia central é o que o texto diz sobre ele. ⚠️ 2. Opinião do leitor não é opinião do autor: procure marcas textuais. ⚠️ 3. Inferência não é invenção: deve ser autorizada pelas pistas do texto. ⚠️ 4. Conjunção tem valor contextual: “e”, “pois”, “porque” e outras podem assumir valores diferentes conforme a construção. ⚠️ 5. Pronome exige antecedente/referente: identifique quem ou o que ele retoma. ⚠️ 6. Classe gramatical depende do emprego: a mesma palavra pode mudar de classe conforme o contexto. ⚠️ 7. Coesão não é coerência: conexão formal não garante sentido lógico global. ⚠️ 8. Alternativa correta: normalmente é a que reproduz com precisão o sentido do texto, sem ampliar, reduzir ou distorcer a afirmação. MACETE FINAL: em interpretação, não responda “pelo que você sabe”; responda pelo que o texto permite afirmar. Em morfologia, identifique a palavra dentro da frase, não isoladamente.