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Controle da Erosão Hídrica

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Manejo e Conservação do Solo e da Água
Aula 05 – Práticas para controle da erosão hídrica
Equipe docente:
João Batista Lopes da Silva – CPF
1
=
Chuva
Solo
Topografia
Cobertura e 
Manejo
Práticas 
Conservacionistas
Equação Universal de Perda de Solo (USLE)
Fatores que interferem na erosão hídrica do solo
2
Planejamento Conservacionista
• Respeitar a capacidade de uso do solo
• O uso adequado da terra é o primeiro passo para a conservação do solo. Para 
isso, deve-se empregar cada parcela de terra de acordo com a sua aptidão, 
capacidade de sustentação e produtividade econômica, de tal forma que os 
recursos naturais sejam colocados à disposição do homem para o seu melhor 
uso e benefício, ao mesmo tempo em que são preservados para gerações 
futuras (PRUSKI, 2009).
3
4
Classificação de terras agrícolas
• A classificação das terras agrícolas é realizada conforme a capacidade de uso e
manejo do solo, onde os principais critérios utilizados são:
a) Susceptibilidade do solo ao processo erosivo, a qual está condicionada à
declividade do terreno e à erodibilidade do solo;
b) Capacidade produtiva do solo, de acordo com sua fertilidade, falta ou
excesso de umidade, acidez, alcalinidade etc.;
c) Potencialidade de mecanização da área, considerando-se a pedregosidade e
profundidade do solo, sulcos de erosão já existentes, grau de
encharcamento etc.; e
d) Condições climáticas, em especial as características do regime
pluviométrico.
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Classificação de terras agrícolas
• Uma adaptação do sistema de classificação de uso do solo proposto pelo
departamento de agricultura dos EUA (USDA) às condições brasileiras foi
elaborada pela Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, em conjunto com o
Ministério da Agricultura. Essa abrange oito classes de solo, conforme a sua
capacidade de uso.
• Classes I a III: apropriadas à agricultura;
• Classe IV: recomendadas para a agricultura intermitente (a cada quatro a seis
anos) e, principalmente, pastagens;
• Classes V a VII: são apropriadas para pastagens e, ou, reflorestamento; e
• Classe VIII: não devem ser utilizadas para a exploração econômica.
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Classes de 
Capacidade
de Uso
Aumento da intensidade de uso
Vida Silvestre e 
ecoturismo
Reflorestamento
Pastoreio Cultivo
Moderado Intensivo Restrito Moderado Intensivo
Muito 
Intensivo
I Apta para quaisquer culturas, sem práticas de conservação e correção do solo
II Apta para quaisquer culturas, desde que adotadas práticas simples de conservação e correção do solo
III Apta para culturas, com práticas complexas de conservação e correção do solo
IV
Apta para cultivos com mínimo revolvimento do solo; adotando práticas complexas de conservação do solo, pode 
ser utilizada para manejos que expõem o solo ou mantém o solo sem cobertura em algum período, apenas em 
cultivos ocasionais ou em extensão bastante limitada
V
Culturas, pastagens e reflorestamento apenas em situações especiais, indicadas em função do tipo de limitação, 
em geral excesso de água, com práticas de conservação do solo e da água
VI
Apta para culturas permanentes, protetoras do solo ou cultivos de pequena extensão com boa cobertura no solo, 
para pastagens bem manejadas e reflorestamentos com práticas de conservação do solo
VII
Apta apenas para pastagens bem manejadas, reflorestamentos e cultivos perenes de espécies arbóreas com 
práticas complexas de conservação do solo e manutenção constante de cobertura no solo.
VIII
Impróprias para culturas, pastagens ou reflorestamentos. Servem como abrigo e proteção para a fauna e flora 
silvestres, ambiente para recreação e armazenamento de água. Encontram-se também nesta classe as áreas com 
restrição ao uso agrícola estabelecidas pela legislação, denominadas de Áreas de Preservação Permanente - APP
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8
Mapa de classificação de terras 
agrícolas no estado do Piauí
Fonte: Almeida et al., 2015
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Práticas para o Controle da Erosão Hídrica
• As práticas conservacionistas dividem-se:
• Edáficas: modificações utilizadas nos sistemas de cultivo
• Vegetativas: tipo de cultura e na vegetação na área
• Mecânicas: recorrem à construção de estruturas de terra para a contenção do 
escoamento superficial
10
Práticas para o Controle da Erosão Hídrica: 
Práticas Edáficas
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Controle de queimadas
A queimada promove a 
destruição da matéria orgânica 
e degradação do solo
Práticas para o Controle da Erosão Hídrica: 
Práticas Edáficas
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Adubação verde
Adubação e proteção 
do solo contra a ação 
da chuva
Práticas para o Controle da Erosão Hídrica: 
Práticas Edáficas
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Adubação química e calagem
Manutenção do nível de 
fertilidade do solo
Práticas para o Controle da Erosão Hídrica: 
Práticas Edáficas
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Adubação orgânica
Melhoria da fertilidade e das 
condições de desenvolvimento 
das culturas
Práticas para o Controle da Erosão Hídrica: 
Práticas Vegetativas
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Florestamento e reflorestamento
Bom empreendimento econômico 
e grande capacidade de proteção 
do solo
Práticas para o Controle da Erosão Hídrica: 
Práticas Vegetativas
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Promove boa 
proteção do solo, 
mas é necessário 
um manejo 
adequado!
Pastagem
Práticas para o Controle da Erosão Hídrica: 
Práticas Vegetativas
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Barreiras naturais ao 
escoamento superficial
Práticas para o Controle da Erosão Hídrica: 
Práticas Vegetativas
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Cultivo em faixas
Faixas de largura variável, 
geralmente em esquema 
de rotação de culturas
Práticas para o Controle da Erosão Hídrica: 
Práticas Vegetativas
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Rotação de culturas
Alternância de culturas na 
mesma área, obedecendo uma 
sequência planejada
Práticas para o Controle da Erosão Hídrica: 
Práticas Vegetativas
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Cordões de vegetação permanente
Fileiras de plantas perenes, para 
contenção do escoamento superficial
Práticas para o Controle da Erosão Hídrica: 
Práticas Vegetativas
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Cobertura da superfície do solo
Prática vegetativa mais importante!
Proteção contra o impacto direto 
das gotas de chuva
Redução do volume e da velocidade 
do escoamento superficial
Práticas para o Controle da Erosão Hídrica: 
Práticas Mecânicas
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Terraço
Estrutura de terra formada por um 
canal e um camalhão, construída de 
distância em distância no terreno, no 
sentido transversal ao do declive
Finalidade do terraço: Interceptar e 
disciplinar o escoamento superficial, 
reduzindo sua capacidade de 
desprendimento e transporte de 
partículas
Terraco.exe
Práticas para o Controle da Erosão Hídrica: 
Práticas Mecânicas - Terraços
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Práticas para o Controle da Erosão Hídrica: 
Práticas Mecânicas
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Bacias de acumulação
Bacias de acumulação, ou 
barraginhas, são estruturas 
de terra utilizadas para 
conter o acumulo do 
escoamento superficial e 
posteriormente infiltrar a 
água armazenada
Práticas para o Controle da Erosão Hídrica:
Práticas Mecânicas – Estradas não pavimentadas
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Práticas para o Controle da Erosão Hídrica:
Práticas Mecânicas – Estradas não pavimentadas
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Acabamento das bordas
Posição do ladrão
20 a 30 cm abaixo do nível da borda
Canal de drenagem
Práticas para o Controle da Erosão Hídrica:
Práticas Mecânicas – Estradas não pavimentadas
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1. Terreno desmatado.
2. Terreno cultivado morro abaixo.
3. Assoreamento de rios e açudes.
4. Erosão com voçoroca invade terras 
cultivadas.
5.Êxodo rural.
6. Lavouras cultivadas sem proteção.
7.Pastagem exposta à erosão.
8. Inundações
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1. Terreno com exploração florestal.
2. Terreno cultivado em curva de nível e 
outras práticas conservacionistas.
3. Rios e açudes livres de assoreamento. 
4. Culturas com práticas 
conservacionistas.
5. Desenvolvimento de comunidades 
agrícolas.
6. Áreas de pastagens protegidas contra a 
erosão.
7. Áreas de pastagens protegidas.
8. Inundações controladas e áreas 
agrícolas reaproveitadas

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